Terça-feira, 13 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira


«Foi numa sessão [em 2004] da Comissão Parlamentar de Assuntos Exteriores que Miguel Ângel Moratinos [ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha] se referiu à proximidade do Governo de José Maria Aznar com os golpistas venezuelanos, que antes tinha anunciado, em ambiente informal e com surpresa, num debate televisivo. "Houve um golpe de Estado e a prática do então governo [de Aznar] não correspondeu às normas diplomáticas", disse Moratinos.
Após ler aos deputados comunicações do embaixador espanhol em Caracas com Madrid, o ministro revelou que o diplomata recebeu instruções para se encontrar com o golpista Pedro Carmona e aconselhá-lo nos passos que devia dar para ser reconhecido internacionalmente.» (Público de hoje)

Isto não invalida a infantilidade de, tantos anos depois, Chavez procurar um incidente diplomático. Ou talvez não seja infantilidade, mas apenas vontade de palco quando os se ariscava a que os protagonistas fossem outros. Ainda assim, sobre a respeitabilidade de Aznar estamos conversados. Se é que não estávamos há muito tempo.

por Daniel Oliveira
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17 comentários:
Francisco
No tempo do Presidente Andrez Peres, o oficial do exército Hugo Chávez "capitaneou" um GOLPE DE ESTADO, contra o regime DEMOCRATICAMENTE eleito na Venezuela.
Como esse GOLPE DE ESTADO fracassou, o oficial Hugo Chávez foi preso até que, durante o mandato de Rafael Caldera, este promove uma amnistia e ele, o Chávez, é libertado.
Deixa a vida militar e passa a político, forma o seu partido, concorre às eleições e vence-as com maioria.

Em Espanha, nos anos 80 um também oficial do exército de nome Tejero Molina TAMBÉM promove um GOLPE DE ESTADO.
TAMBÉM fracassou e TAMBÉM foi preso. A diferença é que este teve mais de uma dezena de anos na Prisão
Contudo, façamos um pequeno exercício.

Imaginemos que Tejero Molina era amnistiado, formava um partido e ganhava em Espanha eleições democraticas.
Já imaginaram?

deixado a 21/11/07 às 22:10
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penso que ja e tempo de deixar de falar em hugo chavez

tudo o que ele quer e protagonismo.

desta vez o pretexto foi aznar pa proxima nao sei

so sei que de mim, ja nao tem mais tempo de antena

deixado a 16/11/07 às 19:49
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Justicialista
Mas porque é que quando estão em funções são os maiores crápulas e quando saem tornam-se santos e sagrados a ponto de não se lhes poder chamar de "fascistas"? Lembro-me muito bem que num comício do PSOE em 2000 em que um militante do partido chamava em pleno comício "fascista" a Aznar!!
Aqui apoio Chávez!

deixado a 15/11/07 às 09:30
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zézé
Será absolutamente uma perda de tempo tentar sequer expor a opinião de que Chavez é um putativo ditador? De que o homem está a traçar o caminho que outros, noutras latitudes e longitudes, antes dele mas com os mesmos métodos, traçaram com sucesso, da direita à esquerda mais comunista radical, a qual o Sr. DO aqui representa e/ou pretende disfarçadamente desculpabilizar? Seria o Sr. DO capaz de responder a uma sipmles questão com uma resposta simples: considera Chávez um potencial ditador ou não?

deixado a 14/11/07 às 17:28
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Euroliberal
Não, Asnear não merece nada, até porque já devia ter sido julgado e enforcado em Haia há muito tempo pela sua participação na preparação e execução de um dos piores crimes de guerra dos nossos tempos, a invasão bushista do Iraque...

deixado a 14/11/07 às 10:27
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Daniel,

Se ainda por cima não te envergonhas e usando os teus argumentos: mereces tu mais respeito do estado português que Aznar do estado venezuelano??

Como vais chegar à conclusão que sim, a justificação que darás em tua defesa aplica-a a Aznar com a vantagem deste estar a defender aqueles que neles confiaram e a quem ele jurou defender. E verás que sim, Aznar merece mais respeito do estado venezuelano que o próprio Chávez.

deixado a 14/11/07 às 09:46
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Quando falar de golpe de estado em relação a Chavéz talvez seja útil referir concretamente a data.É que consoante da dita variam os lado, sabe?

deixado a 14/11/07 às 04:39
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"a infantilidade de, tantos anos depois, Chavez procurar um incidente diplomático."???

Um dos temas da Cimeira foi a coesão social. No seu discurso, Zapatero terá dito que a responsabilidade pelo desenvolimento da América Latina é exclusivamente dos seus governantes e Chávez relembrou-lhe que isso não é bem assim; não se trata sequer da herança colonial; como toda a gente sabe, vários governos democráticos e progressistas foram derrubados por golpes de estado incitados e apoiados por governos estrangeiros.

Foi o que Chávez relembrou a Zapatero, citando o seu antecessor, Aznar, que logo reconheceu, com os EUA, o governo golpista que tentou derrubar Chávez em 2002.

Acha que foi Chavez que procurou um incidente diplomático, ou deu a resposta devida Zapatero?

deixado a 14/11/07 às 00:37
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Daniel Oliveira
nuno, Aznar não estava lá. Sim, o objectivo foi outro: tira o foco de Lula e da presidente do Chile.

tonibler: "confessada militância no PCP"? Confessa-se aquilo que nos envergonha. Não é definitivamente o caso.

Há uma coisa estranha nos comentários: meta diz que eu estou a fazer campanha em defesa de Chavez, a outra metade que estou a fazer campanha por Chavez e no entanto a minha posição não podia ser mais clara: não apoio Chiavez por razões que já explicitei várias vezes e não apoio aqueles que não respeitam a vontade do povo venezuelano. Defendo o direito dos povos escolherem os seus líderes mesmo quando não os aprecio. E as minhas motivações para não apreciar Chavez estão muito longe das de muita gente. Esta mania que sobre um assunto só pode haver duas posições...

deixado a 13/11/07 às 23:56
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Desculpe, mas não se trata de uma infantilidade. Imagine se andasse pela Europa, pago por qualquer equivalente hipotético latino americano do grupo mediático de Rupert Murdoch a dizer que o primeiro munistro sueco, por exemplo, era um perigo para a Europa, que é uma espécie de ditador, etc, etc. È o'que faz Aznar HOJE desrespeitando a democracia venezuelana e o governo de Chávez que você admite ter sido eleito democraticamente, ou não?

deixado a 13/11/07 às 23:20
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