
«Foi numa sessão [em 2004] da Comissão Parlamentar de Assuntos Exteriores que Miguel Ângel Moratinos [ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha] se referiu à proximidade do Governo de José Maria Aznar com os golpistas venezuelanos, que antes tinha anunciado, em ambiente informal e com surpresa, num debate televisivo. "Houve um golpe de Estado e a prática do então governo [de Aznar] não correspondeu às normas diplomáticas", disse Moratinos.
Após ler aos deputados comunicações do embaixador espanhol em Caracas com Madrid, o ministro revelou que o diplomata recebeu instruções para se encontrar com o golpista Pedro Carmona e aconselhá-lo nos passos que devia dar para ser reconhecido internacionalmente.» (Público de hoje)
Isto não invalida a infantilidade de, tantos anos depois, Chavez procurar um incidente diplomático. Ou talvez não seja infantilidade, mas apenas vontade de palco quando os se ariscava a que os protagonistas fossem outros. Ainda assim, sobre a respeitabilidade de Aznar estamos conversados. Se é que não estávamos há muito tempo.