2 respostas ao post “Grândola”  

  1. 1 1  Joana D.

    Tinha 20 anos, vivia no Porto e estava no 2º ano da faculdade. Levantei-me à pressa para ir para as aulas das 8 da manhã. Vivia perto e não se via nada de especial na rua. No intervalo das 10, uma grande agitação, tudo com ar atarantado, sem saber bem o que fazer. Disseram-nos que tinha havido um “golpe de estado” e que fôssemos para casa. Golpe de estado? Mas de que lado? E se era dos “outros”? Fui para casa e liguei o rádio. Grandola, vila morena. E Grândola. E Grândola… O Zeca em todas as estações! E uma emoção enorme. Desta vez, era mesmo!!!
    Essa emoção, ainda a sinto hoje, apesar dos democratas de pacotilha que por aí abundam, para quem os cravos foram um devaneio de juventude. E sinto-me muito feliz por ter 20 anos nessa altura, por me ter envolvido, por tudo aquilo que vivi então. Por ainda hoje sentir um arrepio quando ouço a Grândola…

  2. 2 2  Joana

    Pois eu tenho 26 anos hoje e sinto que a música é actual e que ainda há muita luta pela frente!
    Acho que vivemos o maior ataque aos ideais do 25 de Abril desde de 74. E por um partido/governo que se intitula de socialista…
    As palavras são o que são…
    E confesso que é das músicas que mais emociona. E eu não existia na época.
    Há quem se emocione com o hino nacional, mas este a mim não me diz nada…

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