Como? Correr o risco do estudo da ACP ser o mais correcto e terem de ser os “parolos da província” a explicar como é que se gastam dinheiros públicos? Nem pensar!!!
Se alguém ainda tinha dúvidas para onde foi o dinheiro da UE que deveria ter sido gasto na Agricultura e Formação Profissional, é só procurar no pântano da Ota…
A melhor localização do novo aeroporto de Lisboa flutua com a origem dos diversos estudos o que não abona na sua credebilidade.
Gostaria de fazer a pergunta que me parece tão óbvia e não vejo ninguém fazer: o terreno da Porterla que deve valer toneladas de €€€ vai contribuir para o novo aeroporto? Quais os planos para esses terrenos?
Os parolos da provincia não sabem gastá-lo na terra deles, veja-se o caso do electrico de superficie lá do burgo, que teve de ir o Governo tomar conta daquilo porque senão os dinheiros eram todos desviados e aquilo iria custar 20 vezes mais, quanto mais virem agora para cá armarem-se em “estudiosos” de trafego aéreo.
Concordo inteiramente com o Pedro Sá quando diz que isto tem por trás uma lógica anti-Lisboa.
E, muito francamente, esta parolice de virem uns sujeitos de uma agremiação de comerciantes do porto darem alvitres de como as coisas se hão-de fazer em Lisboa, só mesmo na mente arrogante daquela gente.
1º) Os “planos” para estes terrenos, segundo o actual Presidente da C. M. de Lx, são a criação de um NOVO PULMÃO PARA A CIDADE. E pode bem concretizar-se, porque depende só da própria Autarquia (desde que o Governo ratifique o seu novo P. D. M., claro…)!
2º) Gostaria de ver os resultados de mais alguns estudos, igualmente sérios, sobre o Novo Aeroporto de Lisboa, para ombrearem com os já conhecidos da Ota/NAER, da CIP e da ACP. Acho que deveriam ser apresentados Estudos também por parte das seguintes entidades:
- Confederação dos Agricultores de Portugal;
- Confederação do Comércio Português;
- CGTP/Intersindical;
- Associação Empresarial dos Construtores de Obras Públicas;
Ó amigo Lino, falar do Metro do Porto quando na margem sul se gastam milhões num “eléctrico” para 4 ou 5 pessoas já não é falta de vergonha, é falta de carácter.
Quer dizer, a argumentação de que a construção de um novo aeroporto assume importância nacional dilui-se no momento em que alguém fora de Lisboa tenta apresentar uma solução?
Não se esqueça que não é só no seu bolso que vão mexer (presumindo que paga impostos e os tem em dia…), mas também no meu e no de milhões de portugueses que, provavelmente, nunca irão usufruir do investimento.
Por isso, reconheço legitimidade à CIP e à CAP de fazerem os estudos e apresentar alternativas.
Convém o meu amigo recordar-se de alguns pontos, nomeadamente:
- o facto de Lisboa (através da ANA e do episódio RyanAir) dar a entender o não permitir o crescimento do ASC como justificação para os números de procura que são uma das bases de sustentação da necessidade de construção do novo aeroporto;
- e, mais importante, deve o meu caro recordar-se do seguinte: eu, como muito boa gente neste país, orgulho-me de não dever um tostão que seja ao Poder Central e, como muito boa gente, exerci o meu dever de cidadão e votei quando foi requerido. Se mais fosse necessário, estes pontos que acabei de referir são mais do que suficientes para legitimar toda e qualquer preocupação que possa ter relativamente a este e a outros processos;
Quem é que o meu amigo pensa que é? Dono do país? Ganhe vergonha na cara! Se “Lisboa” acha que o resto do país não tem nada a ver com o que se vai construir por lá, então a CML que peça mais uns milhões de empréstimo e não use o dinheiro de todos!
A partir do momento em que usa o dinheiro de todos, todos têm o direito de opinar e, sem prejuízo de outro tipo de decisões, procurar alternativas.
“1º) Os “planos” para estes terrenos, segundo o actual Presidente da C. M. de Lx, são a criação de um NOVO PULMÃO PARA A CIDADE.E pode bem concretizar-se, porque depende só da própria Autarquia (desde que o Governo ratifique o seu novo P. D. M., claro…)!”
deves acreditar no Pai Natal, não ?
se a Portela for encerrada é óbvio que aquilo vai ser tudo loteado, e daqui a uns anos andam vocês a berrar contra a especulação imobiliária e os condomínios fechados
recordo ainda que, o Montijo, foi apontado como a melhor solução já em 1994 pela própria ANA
“concluir com clareza pela vantagem da localização do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) na hipótese definida como Montijo B”
Estudos de Localização, Direcção de Estudos Aeroportuários, ANA
1994
este foi o estudo que foi censurado pelo Governo e que não apareceu no site da NAER
neste estudo a Ota foi considerada a pior opção, é considerada “cara”, “limitada” e “com problemas”
o estudo classificou as diferentes opções deste modo:
1º Montijo B (orientação das pistas Este/Oeste)
2º Montijo A (orientação das pistas Norte/Sul)
3º Rio Frio
4º Ota
em 1999 encomendou-se outro estudo aos Aeroporto de Paris (AdP), em que o Governo simplesmente ordenou que a opção Montijo não fosse considerada
a escolha dos AdP recaiu sobre Rio Frio
fez-se então um estudo de impacto ambiental à pressão em Rio Frio, e nenhum sobre a Ota, e à luz detes novo estudo os AdP optaram, por exclusão de partes, pela Ota
é fantástico como é que, em 5 anos apenas, a Ota passa da pior opção para a melhor opção com jogadas de bastidores
esta é uma questão que já cansa… se não temos voto numa matéria tão relevante em termos de gastos públicos, não nos aborreçam com historietas de locais melhores ou piores…
experimentem fechar o aeroporto da Portela e obrigar as pessoas a ir ao Porto ou Madrid apanhar o avião… pouco tempo depois já conseguiriam arranjar uma solução…
Aqui no rectângulo, tudo se privatiza, porque razao é que a iniciativa privada nao propoe uma localizaçao para um novo aeroporto, para concorrer com o da Portela de Sacavém, e nao o constrói e gere?
Porque razao tem de ser o estado a contruí-lo e depois entregar a sua gestao?
Porreiro pá! é fazer negócio com o dinheiro dos outros e receber lucros e indeminizaçoes compensatórias para benefício próprio…
O governo, antes de decidir, deve esperar pelo estudo feito pela APPR (Associação dos Produtores da Pêra Rocha), particularmente interessados na OTA. Da mesma maneira não poderá ignorar a CAM (Confraria do Arroz Malandro), desejosos de ver os pântanos urbanizados. E se acham que os PM (não é isso, não é primeiros ministros, é Pauliteiros de Miranda) não têm direito à aérea palavra, desenganem-se!!!
Aqui vai a minha proposta, estudada e demonstrada: uma pista sobre o lago da barragem do Alqueva contentará muita gente, desde os produtores espanhóis de azeitona alentejana aos exploradores dos resort e outros campos de golfe da zona. Embora fique um pouco distante da Quinta da Marinha. Mas será uma maneira de enviar para segundo plano o monopólio da Luso Ponte-Ferreira do Amaral-Cavaco-PSD sobre a travessia do Tejo. Mas disso ninguém fala.
Já pensaram em Vila de Rei? É que, no centro do país, ninguém poderia protestar. E como contentar o lobby do leitão da Bairrada?
Pergunta inocente: não seria possível deixarem de falar no assunto?! Para que cada um pudesse levantar vôo no lugar preferido?!! O país que não tem outro remédio que gerir a miséria quotidianamente, agradeceria. Esse país que nem ousa olhar para a montra de uma agência de viagens…
A TAP é uma das muitas operadoras que usa o aeroporto. O +1 seria para as low cost, o que não é o caso da TAP. Explique lá como pode ser um desastre para a TAP se a TAP nada tem a ver com o caso.
Ó meu amigo Carlos Marx, eu também não devo nenhum de impostos e ainda pago alguma coisa.
Por essa ordem de idéias, a Associação Comercial de Lisboa tem uma palavra a dizer sobre as
obras no aeroporto do porto, no electrico do porto, etc.. porque são dinheiros públicos !
Mas eu queria ver a recção das pessoas do porto, dos ludgeros e dessa cambada toda, se a
Associação Comercial de Lisboa mandasse fazer um estudo para obras baratinhas no aeroporto
do porto.
Meu caro amigo, goste não goste, os equipamentos que se façam em Lisboa, e de que Lisboa
necessita não são feitos com o aval de uma qualquer associação de comerciantes do porto.
Porque se é assim, se querem uma aeroporto do porto moderno, a câmara municipal do porto que
o faça e não me venha pedir dinheiro a mim nem aos Lisboetas.
O que vocês querem é um Aeroporto de Lisboa tacanho, ineficiente, e sem capacidade para
que o vosso progriada à custa do nosso.
Lisboa não é colónia do Porto !!!
E já que fala do Metro Sul do Tejo, fique a saber, porque demonstra que é ignorante, o Metro Sul do Tejo
não foi como o vosso (pago por nós !!!) onde se fizeram várias linhas ao mesmo tempo, por 20 vezes mais do que o custo previsto. O Metro Sul do Tejo foi feito com 4 kms (!!!), sem ligação a qualquer estação de
comboios, de barcos, sem passar pelo hospital pela universidade, pelo Barreiro, pela Caparica,
etc. São kms que não ligam coisa nenhuma. E nós exigimos mais. Exigimos que se gaste com o Metro Sul do Tejo
pelo menos o que se gastou aí.
Não somos colónia vossa !!!!!
E o dito estudo dos comerciantes do porto é bem enfiado mas é no caixote do lixo !
Ó senhor Daniel Oliveira, eu não entendo como é que o senhor dá cobertura a este estudo insultuoso
da associação de comerciantes do porto !
O senhor que eu julgo que é lisboeta, aceita que sejam os sujeitos do porto a dizer o que se faz ou deixa de fazer em Lisboa ?
Então mas agora um aeroporto que infulencia uma cidade e uma região faz-se de acordo com a vontade dos
intereses de outra que ainda não gosta da primeira ?
Eu como Lisboeta acho aquele excremento de estudo um insulto !
Que se faça um aeroprto condigno com a cidade de Lisboa !
Já foi à um tempo valente, que eles se pronunciaram sobre isso, mas tinha haver, salvo erro, com a ideia de hub. Não necessariamente aquela ideia, algo peregrina, de se criar um hub intercontinental que servisse de entrada na Europa, mas, pelo que deram a entender, prejudicaria imenso a gestão dos vôos, as escalas, os vôos não directos, etc.
De qualquer forma, o tráfego de low costs não é *assim* tão grande quanto isso. Mas, se a ideia de construir um aeroporto novo é ter à disposição uma capacidade muito maior, como é que manter a Portela, tirando apenas de lá as tais low costs, vai ajudar no que quer que seja? Admito que funcionaria como solução intermédia, até à construção de um novo aeroporto. Mas se o objectivo é ter algo maior e com maior capacidade para suportar, talvez, os próximos 50 anos, não percebo a lógica de Portela + 1, se não for para distribuir, equitativamente, os vôos entre ambos os aeroportos. Porque se for Portela + Low Costs, então não é Portela + 1, é antes Portela + 0,5. E com 0,5 talvez até já esteja a ser generoso…
London Heathrow: 61,348,317
London Gatwick: 30,017,002
London City: 2,358,184
Total cerca de: 94 milhões de passageiros
Low Costs:
London Stansted: 23,687,013
London Luton: 9,425,908
Total cerca de: 33 milhões de passeiros
O principal aeroporto de low costs de Londres (Stansted), que, como deve saber, é um verdadeiro hub e provavelmente será o mais movimentado aeroporto de low costs, tem *apenas*, 23 milhões de passageiros por ano. Até é um mau exemplo, já que peca pelo excesso e é incomparável com a realidade portuguesa (não faz sentido existir um hub “central” num extremo da Europa, num país com poucos habitantes).
Mas pronto, vamos supor que, em Portugal, existirá 25% de tráfego de low costs, tal como acontece hoje, só em Londres. Não se trata de 1 + 1, nem 1 + 0,5 (sequer), mas sim de 1 + 0,25.
Em suma, existe procura por low costs. É popular. Mas é apenas uma fracção do tráfego total.
Ora, vamos admitir que, ainda assim, 1 + 1 (ou 1 + whatever) será uma solução viável. Porque não Ota ou Alcochete como + 1? Porque não fazer uma construção gradual de um aeroporto. Os aeroportos de low costs são muito básicos, o investimento inicial seria mínimo e, particularmente em Alcochete, não vejo que problemas de planeamento faseado é que poderão existir. Ainda por cima são longe (relativamente) do centro de Lisboa, o que, na perspectiva de uma low cost, é excelente.
Não se juntava o útil ao agradável, se se começa-se, de qualquer forma, a construir já em Alcochete ou Ota? Girona, em Barcelona, não é basicamente uma pista e um edifíciozeco? Até aposto que fazem isso numa questão de meses, nem é preciso andar com expropriações.
Sinceramente, Portela + Montijo acho absurdo e muito numa onda de Velho do Restelo. Se querem assim tanto Portela + 1, com uma perspectiva de futuro, a opção nunca poderá ser Montijo. Com uma perspectiva de futuro, com Portela + 1 (e já que se está a gastar dinheiro para manter e operar dois aeroportos), mais vale faze-lo em Alcochete e, de uma forma faseada, ir construindo e, talvez um dia, acabar com Portela. De qualquer forma, não sou adepto de Portela + 1.
Ó excelso Lino José, exigir que se gaste mais num metro que não vai para lado nenhum já nem é falta de carácter. É notória falta de inteligência.
Deve custar - vos imenso saber que o Metro do Porto tem, de facto, serventia para a população. Faça o seguinte: venha cá um dia destes, experimente andar e depois diga que não valeu a pena o investimento.
Até lá, lamento, mas não discuto mais consigo. A vida ensinou-me a não discutir com idiotas: primeiro porque me levam para o nível deles e depois porque me vencem por experiência…
Ó Carlinhos Marx, vou escrever devagar para ver se entendes :
O Metro Sul do Tejo está previsto ligar as vilas e cidades entre o Barreiro e a Costa da Caparica. Vai passar por interfaces comboios/autocarros/metro como o Pragal, vai servir o campus de uma das maiores Universidades portuguesas, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, vai servir as praias mais concorridas deste país, vai fazer ligação com os terminais de barcos que atravessam o Tejo, etc…
De todo esse projecto arrancaram sómente 4 kms que não fazem ligação com nada disto, logo as pessoas, (por enquanto !) não o utilizam. E porque é que só arrancaram 4 kms ? Porque é que não fizeram de inicio mais de uma linha de uma assentada, como fizeram no porto, em vez de o andarem a fazer aos bocados ?
Ou seja, porque é que o Estado não gastou no Metro Sul do Tejo o mesmo que gastou no do porto, para que aquilo arrancasse com o minimo de proveito para as pessoas ?
Dito de outra maneira : porque é que os utentes da Margem sul do Tejo hão-de ser menos que os do porto ?
«As “low cost” cresceram 106% ao transportar 47.736 passageiros»
Mas o crescimento é sempre limitado. Dei o exemplo de um caso que é já por si um caso extremo: Londres. O crescimento vai-se atenuar, estou convencido. De qualquer forma, não respondeu à questão da perspectiva de futuro. Um aeroporto de low cost nunca é um verdadeiro + 1. É um + 0,5; 0,25; whatever. Não vai retirar tráfego suficiente à Portela. E repare que digo Portela, porque os dados que me deu, são de Portugal, não de Lisboa e até lhe concedo que até existirão mais portugueses a voar em Low costs, que preferem voar do norte de Espanha em vez do norte de Portugal.
Vamos, também, ver como as low costs reagem à subida do preço de petróleo e… daqui a 10 anos, como será? Será que o preço de petróleo vai estar nos 150? 200? Quem sabe. Mas há que ser bastante cauteloso quanto a isso.
Either way, nada disso justifica a escolha de Montijo em vez de outra localização. Montijo pode ser activada já hoje, é certo. Mas não tem perspectiva de futuro alguma.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Anda muito distraído quem não percebe que isto tem por base uma lógica anti-Lisboa…
Como? Correr o risco do estudo da ACP ser o mais correcto e terem de ser os “parolos da província” a explicar como é que se gastam dinheiros públicos? Nem pensar!!!
Se alguém ainda tinha dúvidas para onde foi o dinheiro da UE que deveria ter sido gasto na Agricultura e Formação Profissional, é só procurar no pântano da Ota…
A melhor localização do novo aeroporto de Lisboa flutua com a origem dos diversos estudos o que não abona na sua credebilidade.
Gostaria de fazer a pergunta que me parece tão óbvia e não vejo ninguém fazer: o terreno da Porterla que deve valer toneladas de €€€ vai contribuir para o novo aeroporto? Quais os planos para esses terrenos?
Os parolos da provincia não sabem gastá-lo na terra deles, veja-se o caso do electrico de superficie lá do burgo, que teve de ir o Governo tomar conta daquilo porque senão os dinheiros eram todos desviados e aquilo iria custar 20 vezes mais, quanto mais virem agora para cá armarem-se em “estudiosos” de trafego aéreo.
Concordo inteiramente com o Pedro Sá quando diz que isto tem por trás uma lógica anti-Lisboa.
E, muito francamente, esta parolice de virem uns sujeitos de uma agremiação de comerciantes do porto darem alvitres de como as coisas se hão-de fazer em Lisboa, só mesmo na mente arrogante daquela gente.
1º) Os “planos” para estes terrenos, segundo o actual Presidente da C. M. de Lx, são a criação de um NOVO PULMÃO PARA A CIDADE. E pode bem concretizar-se, porque depende só da própria Autarquia (desde que o Governo ratifique o seu novo P. D. M., claro…)!
2º) Gostaria de ver os resultados de mais alguns estudos, igualmente sérios, sobre o Novo Aeroporto de Lisboa, para ombrearem com os já conhecidos da Ota/NAER, da CIP e da ACP. Acho que deveriam ser apresentados Estudos também por parte das seguintes entidades:
- Confederação dos Agricultores de Portugal;
- Confederação do Comércio Português;
- CGTP/Intersindical;
- Associação Empresarial dos Construtores de Obras Públicas;
- Patriarcado de Lisboa;
- Cruz Vermelha Portuguesa;
- Ordem dos Engenheiros;
- Ordem dos Biólogos;
- Ordem dos Arquitectos e das Arquitectas;
- Etc.
Ou quem é que a CIP e a ACP julgam que são?
Ó amigo Lino, falar do Metro do Porto quando na margem sul se gastam milhões num “eléctrico” para 4 ou 5 pessoas já não é falta de vergonha, é falta de carácter.
Quer dizer, a argumentação de que a construção de um novo aeroporto assume importância nacional dilui-se no momento em que alguém fora de Lisboa tenta apresentar uma solução?
Não se esqueça que não é só no seu bolso que vão mexer (presumindo que paga impostos e os tem em dia…), mas também no meu e no de milhões de portugueses que, provavelmente, nunca irão usufruir do investimento.
Por isso, reconheço legitimidade à CIP e à CAP de fazerem os estudos e apresentar alternativas.
Convém o meu amigo recordar-se de alguns pontos, nomeadamente:
- o facto de Lisboa (através da ANA e do episódio RyanAir) dar a entender o não permitir o crescimento do ASC como justificação para os números de procura que são uma das bases de sustentação da necessidade de construção do novo aeroporto;
- e, mais importante, deve o meu caro recordar-se do seguinte: eu, como muito boa gente neste país, orgulho-me de não dever um tostão que seja ao Poder Central e, como muito boa gente, exerci o meu dever de cidadão e votei quando foi requerido. Se mais fosse necessário, estes pontos que acabei de referir são mais do que suficientes para legitimar toda e qualquer preocupação que possa ter relativamente a este e a outros processos;
Quem é que o meu amigo pensa que é? Dono do país? Ganhe vergonha na cara! Se “Lisboa” acha que o resto do país não tem nada a ver com o que se vai construir por lá, então a CML que peça mais uns milhões de empréstimo e não use o dinheiro de todos!
A partir do momento em que usa o dinheiro de todos, todos têm o direito de opinar e, sem prejuízo de outro tipo de decisões, procurar alternativas.
“1º) Os “planos” para estes terrenos, segundo o actual Presidente da C. M. de Lx, são a criação de um NOVO PULMÃO PARA A CIDADE.E pode bem concretizar-se, porque depende só da própria Autarquia (desde que o Governo ratifique o seu novo P. D. M., claro…)!”
deves acreditar no Pai Natal, não ?
se a Portela for encerrada é óbvio que aquilo vai ser tudo loteado, e daqui a uns anos andam vocês a berrar contra a especulação imobiliária e os condomínios fechados
recordo ainda que, o Montijo, foi apontado como a melhor solução já em 1994 pela própria ANA
“concluir com clareza pela vantagem da localização do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) na hipótese definida como Montijo B”
Estudos de Localização, Direcção de Estudos Aeroportuários, ANA
1994
este foi o estudo que foi censurado pelo Governo e que não apareceu no site da NAER
neste estudo a Ota foi considerada a pior opção, é considerada “cara”, “limitada” e “com problemas”
o estudo classificou as diferentes opções deste modo:
1º Montijo B (orientação das pistas Este/Oeste)
2º Montijo A (orientação das pistas Norte/Sul)
3º Rio Frio
4º Ota
em 1999 encomendou-se outro estudo aos Aeroporto de Paris (AdP), em que o Governo simplesmente ordenou que a opção Montijo não fosse considerada
a escolha dos AdP recaiu sobre Rio Frio
fez-se então um estudo de impacto ambiental à pressão em Rio Frio, e nenhum sobre a Ota, e à luz detes novo estudo os AdP optaram, por exclusão de partes, pela Ota
é fantástico como é que, em 5 anos apenas, a Ota passa da pior opção para a melhor opção com jogadas de bastidores
esta é uma questão que já cansa… se não temos voto numa matéria tão relevante em termos de gastos públicos, não nos aborreçam com historietas de locais melhores ou piores…
experimentem fechar o aeroporto da Portela e obrigar as pessoas a ir ao Porto ou Madrid apanhar o avião… pouco tempo depois já conseguiriam arranjar uma solução…
Aqui no rectângulo, tudo se privatiza, porque razao é que a iniciativa privada nao propoe uma localizaçao para um novo aeroporto, para concorrer com o da Portela de Sacavém, e nao o constrói e gere?
Porque razao tem de ser o estado a contruí-lo e depois entregar a sua gestao?
Porreiro pá! é fazer negócio com o dinheiro dos outros e receber lucros e indeminizaçoes compensatórias para benefício próprio…
O governo, antes de decidir, deve esperar pelo estudo feito pela APPR (Associação dos Produtores da Pêra Rocha), particularmente interessados na OTA. Da mesma maneira não poderá ignorar a CAM (Confraria do Arroz Malandro), desejosos de ver os pântanos urbanizados. E se acham que os PM (não é isso, não é primeiros ministros, é Pauliteiros de Miranda) não têm direito à aérea palavra, desenganem-se!!!
Aqui vai a minha proposta, estudada e demonstrada: uma pista sobre o lago da barragem do Alqueva contentará muita gente, desde os produtores espanhóis de azeitona alentejana aos exploradores dos resort e outros campos de golfe da zona. Embora fique um pouco distante da Quinta da Marinha. Mas será uma maneira de enviar para segundo plano o monopólio da Luso Ponte-Ferreira do Amaral-Cavaco-PSD sobre a travessia do Tejo. Mas disso ninguém fala.
Já pensaram em Vila de Rei? É que, no centro do país, ninguém poderia protestar. E como contentar o lobby do leitão da Bairrada?
Pergunta inocente: não seria possível deixarem de falar no assunto?! Para que cada um pudesse levantar vôo no lugar preferido?!! O país que não tem outro remédio que gerir a miséria quotidianamente, agradeceria. Esse país que nem ousa olhar para a montra de uma agência de viagens…
É pá… mas a TAP já não disse que, do ponto de vista operacional, Portela + 1 é um desastre?
Pretender ignorar quem transporta 60% das pessoas que por lá passam… enfim.
JAM,
A TAP é uma das muitas operadoras que usa o aeroporto. O +1 seria para as low cost, o que não é o caso da TAP. Explique lá como pode ser um desastre para a TAP se a TAP nada tem a ver com o caso.
Ó meu amigo Carlos Marx, eu também não devo nenhum de impostos e ainda pago alguma coisa.
Por essa ordem de idéias, a Associação Comercial de Lisboa tem uma palavra a dizer sobre as
obras no aeroporto do porto, no electrico do porto, etc.. porque são dinheiros públicos !
Mas eu queria ver a recção das pessoas do porto, dos ludgeros e dessa cambada toda, se a
Associação Comercial de Lisboa mandasse fazer um estudo para obras baratinhas no aeroporto
do porto.
Meu caro amigo, goste não goste, os equipamentos que se façam em Lisboa, e de que Lisboa
necessita não são feitos com o aval de uma qualquer associação de comerciantes do porto.
Porque se é assim, se querem uma aeroporto do porto moderno, a câmara municipal do porto que
o faça e não me venha pedir dinheiro a mim nem aos Lisboetas.
O que vocês querem é um Aeroporto de Lisboa tacanho, ineficiente, e sem capacidade para
que o vosso progriada à custa do nosso.
Lisboa não é colónia do Porto !!!
E já que fala do Metro Sul do Tejo, fique a saber, porque demonstra que é ignorante, o Metro Sul do Tejo
não foi como o vosso (pago por nós !!!) onde se fizeram várias linhas ao mesmo tempo, por 20 vezes mais do que o custo previsto. O Metro Sul do Tejo foi feito com 4 kms (!!!), sem ligação a qualquer estação de
comboios, de barcos, sem passar pelo hospital pela universidade, pelo Barreiro, pela Caparica,
etc. São kms que não ligam coisa nenhuma. E nós exigimos mais. Exigimos que se gaste com o Metro Sul do Tejo
pelo menos o que se gastou aí.
Não somos colónia vossa !!!!!
E o dito estudo dos comerciantes do porto é bem enfiado mas é no caixote do lixo !
Ó senhor Daniel Oliveira, eu não entendo como é que o senhor dá cobertura a este estudo insultuoso
da associação de comerciantes do porto !
O senhor que eu julgo que é lisboeta, aceita que sejam os sujeitos do porto a dizer o que se faz ou deixa de fazer em Lisboa ?
Então mas agora um aeroporto que infulencia uma cidade e uma região faz-se de acordo com a vontade dos
intereses de outra que ainda não gosta da primeira ?
Eu como Lisboeta acho aquele excremento de estudo um insulto !
Que se faça um aeroprto condigno com a cidade de Lisboa !
Já foi à um tempo valente, que eles se pronunciaram sobre isso, mas tinha haver, salvo erro, com a ideia de hub. Não necessariamente aquela ideia, algo peregrina, de se criar um hub intercontinental que servisse de entrada na Europa, mas, pelo que deram a entender, prejudicaria imenso a gestão dos vôos, as escalas, os vôos não directos, etc.
De qualquer forma, o tráfego de low costs não é *assim* tão grande quanto isso. Mas, se a ideia de construir um aeroporto novo é ter à disposição uma capacidade muito maior, como é que manter a Portela, tirando apenas de lá as tais low costs, vai ajudar no que quer que seja? Admito que funcionaria como solução intermédia, até à construção de um novo aeroporto. Mas se o objectivo é ter algo maior e com maior capacidade para suportar, talvez, os próximos 50 anos, não percebo a lógica de Portela + 1, se não for para distribuir, equitativamente, os vôos entre ambos os aeroportos. Porque se for Portela + Low Costs, então não é Portela + 1, é antes Portela + 0,5. E com 0,5 talvez até já esteja a ser generoso…
Por exemplo, a avaliar pelos dados de tráfego dos 5 aeroportos internacionais de Londres:
http://en.wikipedia.org/wiki/Busiest_airports_in_the_United_Kingdom_by_total_passenger_traffic
http://en.wikipedia.org/wiki/Luton_Airport
http://en.wikipedia.org/wiki/London_City_Airport
London Heathrow: 61,348,317
London Gatwick: 30,017,002
London City: 2,358,184
Total cerca de: 94 milhões de passageiros
Low Costs:
London Stansted: 23,687,013
London Luton: 9,425,908
Total cerca de: 33 milhões de passeiros
O principal aeroporto de low costs de Londres (Stansted), que, como deve saber, é um verdadeiro hub e provavelmente será o mais movimentado aeroporto de low costs, tem *apenas*, 23 milhões de passageiros por ano. Até é um mau exemplo, já que peca pelo excesso e é incomparável com a realidade portuguesa (não faz sentido existir um hub “central” num extremo da Europa, num país com poucos habitantes).
Mas pronto, vamos supor que, em Portugal, existirá 25% de tráfego de low costs, tal como acontece hoje, só em Londres. Não se trata de 1 + 1, nem 1 + 0,5 (sequer), mas sim de 1 + 0,25.
Em suma, existe procura por low costs. É popular. Mas é apenas uma fracção do tráfego total.
Ora, vamos admitir que, ainda assim, 1 + 1 (ou 1 + whatever) será uma solução viável. Porque não Ota ou Alcochete como + 1? Porque não fazer uma construção gradual de um aeroporto. Os aeroportos de low costs são muito básicos, o investimento inicial seria mínimo e, particularmente em Alcochete, não vejo que problemas de planeamento faseado é que poderão existir. Ainda por cima são longe (relativamente) do centro de Lisboa, o que, na perspectiva de uma low cost, é excelente.
Não se juntava o útil ao agradável, se se começa-se, de qualquer forma, a construir já em Alcochete ou Ota? Girona, em Barcelona, não é basicamente uma pista e um edifíciozeco? Até aposto que fazem isso numa questão de meses, nem é preciso andar com expropriações.
Sinceramente, Portela + Montijo acho absurdo e muito numa onda de Velho do Restelo. Se querem assim tanto Portela + 1, com uma perspectiva de futuro, a opção nunca poderá ser Montijo. Com uma perspectiva de futuro, com Portela + 1 (e já que se está a gastar dinheiro para manter e operar dois aeroportos), mais vale faze-lo em Alcochete e, de uma forma faseada, ir construindo e, talvez um dia, acabar com Portela. De qualquer forma, não sou adepto de Portela + 1.
Ó excelso Lino José, exigir que se gaste mais num metro que não vai para lado nenhum já nem é falta de carácter. É notória falta de inteligência.
Deve custar - vos imenso saber que o Metro do Porto tem, de facto, serventia para a população. Faça o seguinte: venha cá um dia destes, experimente andar e depois diga que não valeu a pena o investimento.
Até lá, lamento, mas não discuto mais consigo. A vida ensinou-me a não discutir com idiotas: primeiro porque me levam para o nível deles e depois porque me vencem por experiência…
“Alhosvedrense Nov 29th, 2007 at 20:16
Aqui no rectângulo, tudo se privatiza, porque razao é que a iniciativa privada nao propoe uma localizaçao para um novo aeroporto”
investidores privados Irlandeses estão a considerar seriamente construir um aeroporto privado
existem tb parcerias privadas com o poder municipal para investir nos aeroportos em Beja e Fátima
“Lino José Nov 29th, 2007 at 23:06
O que vocês querem é um Aeroporto de Lisboa tacanho, ineficiente, e sem capacidade para
que o vosso progriada à custa do nosso.
Lisboa não é colónia do Porto !!!”
ó iluminado, explica lá como que a ANA escolheu o Montijo já em 1994 !?
“Jam Nov 29th, 2007 at 23:23
De qualquer forma, o tráfego de low costs não é *assim* tão grande quanto isso.”
é significativo e têm uma tx de crescimento muito superior ás tradicionais
últimos nº do Ministério da Indústria, Turismo e Comércio espanhol :
as “low cost” representam, nos primeiros 10 meses do ano, 39.7% de todos os voos internacionais chegados ao país
Até Outubro, cerca de 20.7 milhões de passageiros voaram em companhias baixo custo para Espanha.
Regista-se um crescimento de 33%, relativamente a período homólogo.
Por exemplo, de Portugal para Espanha em Outubro:
As “low cost” cresceram 106% ao transportar 47.736 passageiros.
As companhias regulares transportaram 68.122 passageiros, perdendo de -2,6% de cota de mercado relativamente a dados do mesmo mês de 2006.
fonte: http://www.lowcostportugal.net
“Jam Nov 29th, 2007 at 22:31
É pá… mas a TAP já não disse que, do ponto de vista operacional, Portela + 1 é um desastre?
Pretender ignorar quem transporta 60% das pessoas que por lá passam… enfim.”
Não
o Presidente da TAP disse recentemente que aceita a proposta Portela + 1, desde que a TAP fique na Portela
Ó Carlinhos Marx, vou escrever devagar para ver se entendes :
O Metro Sul do Tejo está previsto ligar as vilas e cidades entre o Barreiro e a Costa da Caparica. Vai passar por interfaces comboios/autocarros/metro como o Pragal, vai servir o campus de uma das maiores Universidades portuguesas, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, vai servir as praias mais concorridas deste país, vai fazer ligação com os terminais de barcos que atravessam o Tejo, etc…
De todo esse projecto arrancaram sómente 4 kms que não fazem ligação com nada disto, logo as pessoas, (por enquanto !) não o utilizam. E porque é que só arrancaram 4 kms ? Porque é que não fizeram de inicio mais de uma linha de uma assentada, como fizeram no porto, em vez de o andarem a fazer aos bocados ?
Ou seja, porque é que o Estado não gastou no Metro Sul do Tejo o mesmo que gastou no do porto, para que aquilo arrancasse com o minimo de proveito para as pessoas ?
Dito de outra maneira : porque é que os utentes da Margem sul do Tejo hão-de ser menos que os do porto ?
«As “low cost” cresceram 106% ao transportar 47.736 passageiros»
Mas o crescimento é sempre limitado. Dei o exemplo de um caso que é já por si um caso extremo: Londres. O crescimento vai-se atenuar, estou convencido. De qualquer forma, não respondeu à questão da perspectiva de futuro. Um aeroporto de low cost nunca é um verdadeiro + 1. É um + 0,5; 0,25; whatever. Não vai retirar tráfego suficiente à Portela. E repare que digo Portela, porque os dados que me deu, são de Portugal, não de Lisboa e até lhe concedo que até existirão mais portugueses a voar em Low costs, que preferem voar do norte de Espanha em vez do norte de Portugal.
Vamos, também, ver como as low costs reagem à subida do preço de petróleo e… daqui a 10 anos, como será? Será que o preço de petróleo vai estar nos 150? 200? Quem sabe. Mas há que ser bastante cauteloso quanto a isso.
Either way, nada disso justifica a escolha de Montijo em vez de outra localização. Montijo pode ser activada já hoje, é certo. Mas não tem perspectiva de futuro alguma.