Por acaso acho que a filosofia do eduquês, que preconiza uma escola divertida e lúdica, favorece exactamente a xenofobia porque resulta no acentuar das desigualdes culturais e económicas, na ignorância e falta de informação, na total incapacidade crítica face à informação recebida, ou na informação que se acredita ter objectividade, e total incapacidade de a filtrar, que resulta quase invariavelmente num agir obscurantista. Como o que aconteceu na Africa do Sul… Note-se que os Zimbabuanos são considerados um “perigo” pelos mais miseráveis entre os sul africanos, porque têm melhor formação e logo mais oportunidades de trabalho… http://criticademusica.blogspot.com/
aquilo do “post (ezinho) não tem nada que ver com o post em si. Tem a ver com a recomendação que eu fiz noutro blog para escutarem o Ravel(ezinho) e o Bach(ezinho) pela (curvem-se!) Martha Argerich. É com isso que tem que ver. Já agora se sabe ser verdade (eu acho que é ) as informações que um (ou uma) leitora me enviou sobre os “tachos” na Galp e que está tb (descupem lá…) no meu blog, era nice se confirmassem. A leitora, ou o leitor, disse-me que aquilo saiu no Expresso mas como n o li…
Esta vai directa para os reaças cá da área que falam dos “africanos” como se fosse uma mole de gente com pensamento único.
Para o bem e para o mal, os africanos são racistas ou cosmopolitas, solidários ou predadores, lutadores ou resignados.
“São pessoas, estúpido!”
Os Zimbabuanos que fogem para a África do Sul não são considerados um “perigo” pelos mais miseráveis entre os sul africanos, porque têm melhor formação e logo mais oportunidades de trabalho. Não são bem vindos porque têm o mesmo nível de formação que os mais miseráveis e competem pelo trabalho normalmente destinado à mão de obra barata e não especializada. Curiosamente a África do Sul tem uma enorme capacidade para absorver positivamente mão de obra qualificada e especializada, muita dela imigrante mas que ao trazer know how, tem trazido dividendos económicos e possibilitado, a um nível, a criação de emprego qualificado. Por isso esses imigrantes não são mal vistos nem alvo da fúria popular ignorante.
refiro-me a melhor formação básica não a formação especializada. Esses estão sempre a salvo das truculências, já se sabe. Tive um primo que foi para lá administrar uma empresa e voltou passado pouco tempo porque n aguentou a “pressão”, apesar de ganhar incrivelmente mais que cá onde n é mais que um mero economista não principal num banco. Disse-me a África do Sul é um mundo violento e que “viver sob aquilo não é para todos”.
Acho que só pode viver na África do Sul quem se sentir à vontade. Para ir à baixa de joanesburgo buscar bacalhau (que começa a desaparecer), para ter amigos zulus, judeus, muçulmanos ou boers, para furar um pneu a caminho de port elizabeth e pedir ajuda. Com todas as suas fragilidades, não deixa de ser um país extraordinário. Mas lá está No country for old men.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Por acaso acho que a filosofia do eduquês, que preconiza uma escola divertida e lúdica, favorece exactamente a xenofobia porque resulta no acentuar das desigualdes culturais e económicas, na ignorância e falta de informação, na total incapacidade crítica face à informação recebida, ou na informação que se acredita ter objectividade, e total incapacidade de a filtrar, que resulta quase invariavelmente num agir obscurantista. Como o que aconteceu na Africa do Sul… Note-se que os Zimbabuanos são considerados um “perigo” pelos mais miseráveis entre os sul africanos, porque têm melhor formação e logo mais oportunidades de trabalho… http://criticademusica.blogspot.com/
Há uma gralha no título:
“Resiste”, e não “resite”.
Já agora, parabéns pelo 2.º aniversário!
Lá pûs no meu blog o post (ezinho) do blog do Nuno SS (perdão…) sobre o Homem Mais Detestado. Com indicação da fonte, claro!
Já dei os parabéns pelo aniversário do arrastão…
aquilo do “post (ezinho) não tem nada que ver com o post em si. Tem a ver com a recomendação que eu fiz noutro blog para escutarem o Ravel(ezinho) e o Bach(ezinho) pela (curvem-se!) Martha Argerich. É com isso que tem que ver. Já agora se sabe ser verdade (eu acho que é ) as informações que um (ou uma) leitora me enviou sobre os “tachos” na Galp e que está tb (descupem lá…) no meu blog, era nice se confirmassem. A leitora, ou o leitor, disse-me que aquilo saiu no Expresso mas como n o li…
Esta vai directa para os reaças cá da área que falam dos “africanos” como se fosse uma mole de gente com pensamento único.
Para o bem e para o mal, os africanos são racistas ou cosmopolitas, solidários ou predadores, lutadores ou resignados.
“São pessoas, estúpido!”
Quem quiser que enfie essa carapuça.
Eu por acaso até acho que quem espartilhou África aos quadrados, destruindo o eco-sistema e o “modus-vivendi”, tem culpas no cartório.
Os Zimbabuanos que fogem para a África do Sul não são considerados um “perigo” pelos mais miseráveis entre os sul africanos, porque têm melhor formação e logo mais oportunidades de trabalho. Não são bem vindos porque têm o mesmo nível de formação que os mais miseráveis e competem pelo trabalho normalmente destinado à mão de obra barata e não especializada. Curiosamente a África do Sul tem uma enorme capacidade para absorver positivamente mão de obra qualificada e especializada, muita dela imigrante mas que ao trazer know how, tem trazido dividendos económicos e possibilitado, a um nível, a criação de emprego qualificado. Por isso esses imigrantes não são mal vistos nem alvo da fúria popular ignorante.
refiro-me a melhor formação básica não a formação especializada. Esses estão sempre a salvo das truculências, já se sabe. Tive um primo que foi para lá administrar uma empresa e voltou passado pouco tempo porque n aguentou a “pressão”, apesar de ganhar incrivelmente mais que cá onde n é mais que um mero economista não principal num banco. Disse-me a África do Sul é um mundo violento e que “viver sob aquilo não é para todos”.
Acho que só pode viver na África do Sul quem se sentir à vontade. Para ir à baixa de joanesburgo buscar bacalhau (que começa a desaparecer), para ter amigos zulus, judeus, muçulmanos ou boers, para furar um pneu a caminho de port elizabeth e pedir ajuda. Com todas as suas fragilidades, não deixa de ser um país extraordinário. Mas lá está No country for old men.