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	<title>Comentários em: As palavras são importantes</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 15:39:47 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Alexandre</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25968</link>
		<dc:creator>Alexandre</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 00:55:19 +0000</pubDate>
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		<description>Esta longa troca de mails veio mostrar à saciedade que auto-proclamar a liberdade de expressão é um consolo para o nosso ego - mas, que no fundo, quando a ferida dói, somos todos menos democratas do que julgamos ser.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esta longa troca de mails veio mostrar à saciedade que auto-proclamar a liberdade de expressão é um consolo para o nosso ego - mas, que no fundo, quando a ferida dói, somos todos menos democratas do que julgamos ser.</p>
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		<title>Por: Nel</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25967</link>
		<dc:creator>Nel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 00:50:59 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigado, JV.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado, JV.</p>
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		<title>Por: JV</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25969</link>
		<dc:creator>JV</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 00:44:47 +0000</pubDate>
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		<description>Ricardo Araújo Pereira, afinando pela mesma bitola, trata mal os Católico. Herman José também. E os monárquicos. E os portistas (se se quiser ver no Zé Estebes uma caricatura depreciativa, fazendo do típico portista um bebedolas). Isso não é argumento.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Araújo Pereira, afinando pela mesma bitola, trata mal os Católico. Herman José também. E os monárquicos. E os portistas (se se quiser ver no Zé Estebes uma caricatura depreciativa, fazendo do típico portista um bebedolas). Isso não é argumento.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25970</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 00:42:30 +0000</pubDate>
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		<description>«Tratava mal os telespectadores?»
Sim. Os sobreviventes do Holocausto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>«Tratava mal os telespectadores?»<br />
Sim. Os sobreviventes do Holocausto.</p>
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		<title>Por: JV</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25971</link>
		<dc:creator>JV</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 00:35:19 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;Penso que é contraditório defender a liberdade de expressão e concomitantemente sanções (neste caso, o despedimento) para quem profere o que nos desagrada.&lt;/i&gt;

O Nel, com esta afirmação, acerta na &lt;i&gt;mouche&lt;/i&gt;: não é obrigação profissional de pessoa nenhuma ter um sentido de humor que se coadune com os padrões de «bom gosto» do Daniel Oliveira. Por muito que isso lhe custe, a julgar pela retórica enfatuada, ainda não é o dono do Mundo, e o que escreve não faz lei.
A apresentadora de televisão em causa chegava atrasada ao emprego? Faltava? Criava mau ambiente de trabalho? Tratava mal os telespectadores? Não, tanto quanto sei: simplesmente, um dia, fez uma brincadeira que chateou o Sr. Director. Ora, o Sr. Director, julgando ou que era provedor da moral pública, ou que a sua empresa era um quintal, decidiu usar a preeminência hierárquica que detém para mandar a senhora para o desemprego.
Muito monárquicos ficaram com o fígado em pantanas quando Herman José satirizou D. Duarte Pio fazendo-o passar por um indivíduo desajeitado e subserviente em relação á mulher; muitos católicos consideram de mau gosto as brincadeiras que se fizeram no Levanta-te e Ri sobre essa religião: agora convença uns e outros de que atacar o conceito deles de bom gosto é aceitável, mas o seu já não se pode!
Não é obrigação profissional de nenhum homem ou mulher estar preocupado com as susceptibilidades que pode ferir. Trabalhe na televisão ou noutro sítio qualquer. Se há um beato que tem uma crise de fígado quando se diz mal do adeus à Virgem, azar dele; se há um monárquico que se indigna porque o Herman José caricatura D. Duarte Pio, problema dele; e se o Daniel não gosta de ouvir brincadeiras com slogans nazis, mais mal é seu: quer criticar? À vontade. Mas se quer defender retaliação sobre alguém só porque tem um gosto que lhe parece duvidoso, está a tomar uma atitude exactamente igual à que criticou a Miguel Sousa Tavares.
Se amanhã Fátima Lopes ou Sónia Araújo fizerem uma piada com expressões como «cá vamos cantando e rindo» ou «ditosa Pátria que tais filhos tem» enquanto apresentam o seu programa, não assiste qualquer direito à direcção da SIC ou da RTP de as demitir. O Daniel pode ficar de fígados revolvidos - mas vai ter de comer calado. Se não quer o Ricardo Araújo Pereira na rua porque se mete com a Igreja Católica e o Herman porque chateia os monárquicos, tem de se habituar a viver num Mundo onde a sua concepção de moralidade também pode ser ferida. Será tarde para aprender este valor elementar da Democracia - mas, como diz o Povo e bem, é melhor tarde do que nunca.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>Penso que é contraditório defender a liberdade de expressão e concomitantemente sanções (neste caso, o despedimento) para quem profere o que nos desagrada.</i></p>
<p>O Nel, com esta afirmação, acerta na <i>mouche</i>: não é obrigação profissional de pessoa nenhuma ter um sentido de humor que se coadune com os padrões de «bom gosto» do Daniel Oliveira. Por muito que isso lhe custe, a julgar pela retórica enfatuada, ainda não é o dono do Mundo, e o que escreve não faz lei.<br />
A apresentadora de televisão em causa chegava atrasada ao emprego? Faltava? Criava mau ambiente de trabalho? Tratava mal os telespectadores? Não, tanto quanto sei: simplesmente, um dia, fez uma brincadeira que chateou o Sr. Director. Ora, o Sr. Director, julgando ou que era provedor da moral pública, ou que a sua empresa era um quintal, decidiu usar a preeminência hierárquica que detém para mandar a senhora para o desemprego.<br />
Muito monárquicos ficaram com o fígado em pantanas quando Herman José satirizou D. Duarte Pio fazendo-o passar por um indivíduo desajeitado e subserviente em relação á mulher; muitos católicos consideram de mau gosto as brincadeiras que se fizeram no Levanta-te e Ri sobre essa religião: agora convença uns e outros de que atacar o conceito deles de bom gosto é aceitável, mas o seu já não se pode!<br />
Não é obrigação profissional de nenhum homem ou mulher estar preocupado com as susceptibilidades que pode ferir. Trabalhe na televisão ou noutro sítio qualquer. Se há um beato que tem uma crise de fígado quando se diz mal do adeus à Virgem, azar dele; se há um monárquico que se indigna porque o Herman José caricatura D. Duarte Pio, problema dele; e se o Daniel não gosta de ouvir brincadeiras com slogans nazis, mais mal é seu: quer criticar? À vontade. Mas se quer defender retaliação sobre alguém só porque tem um gosto que lhe parece duvidoso, está a tomar uma atitude exactamente igual à que criticou a Miguel Sousa Tavares.<br />
Se amanhã Fátima Lopes ou Sónia Araújo fizerem uma piada com expressões como «cá vamos cantando e rindo» ou «ditosa Pátria que tais filhos tem» enquanto apresentam o seu programa, não assiste qualquer direito à direcção da SIC ou da RTP de as demitir. O Daniel pode ficar de fígados revolvidos - mas vai ter de comer calado. Se não quer o Ricardo Araújo Pereira na rua porque se mete com a Igreja Católica e o Herman porque chateia os monárquicos, tem de se habituar a viver num Mundo onde a sua concepção de moralidade também pode ser ferida. Será tarde para aprender este valor elementar da Democracia - mas, como diz o Povo e bem, é melhor tarde do que nunca.</p>
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		<title>Por: Nel</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25972</link>
		<dc:creator>Nel</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 23:56:27 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que é contraditório defender a liberdade de expressão e concomitantemente sanções (neste caso, o despedimento) para quem profere o que nos desagrada.

Se assim é, a liberdade de expressão enquanto valor fundamental da democracia, é apenas um conceito etéreo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que é contraditório defender a liberdade de expressão e concomitantemente sanções (neste caso, o despedimento) para quem profere o que nos desagrada.</p>
<p>Se assim é, a liberdade de expressão enquanto valor fundamental da democracia, é apenas um conceito etéreo.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25973</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 23:42:12 +0000</pubDate>
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		<description>JV, a senhora até podia não aparecer e não punha a vida de ninguém em risco. A comparação é esta: as pessoas têm obrigações minimas em cada profissão. As dela são poucas, quase nenhumas. Não as cumpriu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>JV, a senhora até podia não aparecer e não punha a vida de ninguém em risco. A comparação é esta: as pessoas têm obrigações minimas em cada profissão. As dela são poucas, quase nenhumas. Não as cumpriu.</p>
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		<title>Por: JV</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25978</link>
		<dc:creator>JV</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 22:58:26 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;É como dizer que se despediu um piloto de aviões só porque bebeu um copito antes da viagem, ou que se despediu um médico só porque se enganou no tipo que ia operar&lt;/i&gt;

Comparações absurdas: a apresentadora podia passar o resto do dia a fazer humor negro que não punha a vida de ninguém em risco, como o médico ou o aviador do seu exemplo. Nem o Daniel Oliveira mais susceptível de todos os Daniéis Oliveira sobre a terra corria o risco de ter um enfarte do miocárdio só porque ouviu uma ténue alusão ao nazismo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>É como dizer que se despediu um piloto de aviões só porque bebeu um copito antes da viagem, ou que se despediu um médico só porque se enganou no tipo que ia operar</i></p>
<p>Comparações absurdas: a apresentadora podia passar o resto do dia a fazer humor negro que não punha a vida de ninguém em risco, como o médico ou o aviador do seu exemplo. Nem o Daniel Oliveira mais susceptível de todos os Daniéis Oliveira sobre a terra corria o risco de ter um enfarte do miocárdio só porque ouviu uma ténue alusão ao nazismo.</p>
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		<title>Por: JV</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25977</link>
		<dc:creator>JV</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 22:55:58 +0000</pubDate>
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		<description>Isso é estranho vindo de quem escreveu o que abaixo se transcreve:

"Miguel Sousa Tavares, no “Expresso”, em Março, sobre os cartoons de Maomé, que foram publicados em jornais que por sua vez foram vendidos na rua e a propósito do qual não houve qualquer decisão judicial:

«Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir.»

Miguel Sousa Tavares, no “Expresso”, hoje, sobre os cartoons dos príncipes das Astúrias, que foram publicados num jornal que por sua vez foi apreendido e a propósito do qual houve uma decisão judicial:

«Mesmo que por absurdo se quisesse reduzir tal matéria ao exercício da liberdade de expressão, ela deverá sempre terminar onde começa o mau gosto.»

Por mim, recordo, defendi a publicação de uns e do outro. Os primeiros tinham objectivos políticos que não me agradavam e disse-o. O segundo tinha objectivos políticos que me agradavam e demonstrei-o. Os primeiros chegaram à rua e ainda bem. Os segundos não chegaram à rua e isso é grave. Por mim, publiquem todos os cartoons, de bom e de mau gosto, que eu goste ou que eu deteste. Terei sempre a liberdade de me indignar, mas nunca defendendo que a liberdade de expressão dos outros termina onde começa o que me parece de mau gosto."

Fonte: http://arrastao.org/democracia/ha-mau-gosto-e-mau-gosto-ha-liberdade-de-expressao-e-liberdade-de-expressao-ha-censores-e-censores/

Afinal há o direito de exercer alguma forma de coacção sobre uma pessoa pelo simples facto de ter feito uma piada de mau gosto, seja essa coacção a censura ou o despedimento?
Trata-se exactamente da mesma coisa, Daniel: num caso e noutro temos pessoas que disseram ou desenharam coisas que lhe desagradam. Num, achou que exercer represálias sobre o artista, censurando-o, era errado; no outro, diz que exercer represálias sobre a apresentadora, despedindo-a, já se aceita. Onde é que há aqui um átomo de coerência?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Isso é estranho vindo de quem escreveu o que abaixo se transcreve:</p>
<p>&#8220;Miguel Sousa Tavares, no “Expresso”, em Março, sobre os cartoons de Maomé, que foram publicados em jornais que por sua vez foram vendidos na rua e a propósito do qual não houve qualquer decisão judicial:</p>
<p>«Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir.»</p>
<p>Miguel Sousa Tavares, no “Expresso”, hoje, sobre os cartoons dos príncipes das Astúrias, que foram publicados num jornal que por sua vez foi apreendido e a propósito do qual houve uma decisão judicial:</p>
<p>«Mesmo que por absurdo se quisesse reduzir tal matéria ao exercício da liberdade de expressão, ela deverá sempre terminar onde começa o mau gosto.»</p>
<p>Por mim, recordo, defendi a publicação de uns e do outro. Os primeiros tinham objectivos políticos que não me agradavam e disse-o. O segundo tinha objectivos políticos que me agradavam e demonstrei-o. Os primeiros chegaram à rua e ainda bem. Os segundos não chegaram à rua e isso é grave. Por mim, publiquem todos os cartoons, de bom e de mau gosto, que eu goste ou que eu deteste. Terei sempre a liberdade de me indignar, mas nunca defendendo que a liberdade de expressão dos outros termina onde começa o que me parece de mau gosto.&#8221;</p>
<p>Fonte: <a href="http://arrastao.org/democracia/ha-mau-gosto-e-mau-gosto-ha-liberdade-de-expressao-e-liberdade-de-expressao-ha-censores-e-censores/" rel="nofollow">http://arrastao.org/democracia/ha-mau-gosto-e-mau-gosto-ha-liberdade-de-expressao-e-liberdade-de-expressao-ha-censores-e-censores/</a></p>
<p>Afinal há o direito de exercer alguma forma de coacção sobre uma pessoa pelo simples facto de ter feito uma piada de mau gosto, seja essa coacção a censura ou o despedimento?<br />
Trata-se exactamente da mesma coisa, Daniel: num caso e noutro temos pessoas que disseram ou desenharam coisas que lhe desagradam. Num, achou que exercer represálias sobre o artista, censurando-o, era errado; no outro, diz que exercer represálias sobre a apresentadora, despedindo-a, já se aceita. Onde é que há aqui um átomo de coerência?</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://arrastao.org/alemanha/as-palavras-sao-importantes/#comment-25976</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2008 22:48:16 +0000</pubDate>
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		<description>Um apresentador fazer uma piada de mau gosto na televisão não é mesmo que uma recepcionista ou um operário fazer uma piada de mau gosto. É como dizer que se despediu um piloto de aviões só porque bebeu um copito antes da viagem, ou que se despediu um médico só porque se enganou no tipo que ia operar. Cada profissão tem as suas obrigações. Parra uma apresentadora de um concurso, são muito poucas. Uma delas, seguramente: não mandar piadas de mau gosto no ar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um apresentador fazer uma piada de mau gosto na televisão não é mesmo que uma recepcionista ou um operário fazer uma piada de mau gosto. É como dizer que se despediu um piloto de aviões só porque bebeu um copito antes da viagem, ou que se despediu um médico só porque se enganou no tipo que ia operar. Cada profissão tem as suas obrigações. Parra uma apresentadora de um concurso, são muito poucas. Uma delas, seguramente: não mandar piadas de mau gosto no ar.</p>
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