mapa_farc1.jpg

Aparentemente, se um país entra no território de outro isso é absolutamente natural. Mas se, perante esta violação das regras internacionais, os vizinhos mobilizam tanques para as suas fronteiras, ficando no seu próprio território, estamos perante perigosos belicistas.

Sobre esta matéria não tenho grande vontade em me envolver em debates, até porque, como sabem, a minha confiança no equilibrio mental de Chávez é muito pequena e o meu respeito pelas FARC está muito abaixo de zero. Mas, ainda assim, gostava que algumas pessoas exigissem a si próprias o mínimo de coerência nos princípios e que defendessem para todos as mesmas regras. Uma delas: se não estamos em guerra com um país não entramos pelo seu território dentro. Parece-me o mínimo, não?

Mas mais preocupante é começar a a ouvir a defesa de que a Colômbia tem todo o direito a fazer o que entender no território equatoriano e venezuelano. Uma reedição do estatuto de excepção que já está em vigor no Médio Oriente há algum tempo, com os brilhantes resultados que se conhecem. Mas mais: quem defende isto considera que estes dois países serão louco furiosos se optarem por fazer o que faz qualquer nação - defender as suas próprias fronteiras. Subitamente, porque Helena Matos e jcd não gostam dos seus presidentes eleitos, a Venezuela e o Equador perderam o estatuto de estados independentes. Helena Matos vai mais longe: acha que os espanhóis podem entrar por Portugal a dentro se por cá andarem terroristas da ETA. Ficamos a saber.

Outra coisa que me comove é ver a nossa direita indignada com a falta de formalidade de Chávez nesta sua decisão militar (a de deslocar batalhões dentro do território nacional de que é Chefe de Estado). Não lhes senti estes tremores quando o Iraque foi bombardeado sem sequer ter direito a uma declaração de guerra. Mas isso era feito por gente séria e cheia de juízo.

mapa_farc1.JPG

Infografias do Estadão


84 respostas ao post “Uma espécie de Estados com umas fronteiras mais ou menos”  

  1. 1 1  Gabriel Silva

    «Não lhes senti [aos blasfemos] estes tremores quando o Iraque foi bombardeado sem sequer ter direito a uma declaração de guerra.»

    pois não, nem havia blasfemias na altura.

    E não somos um «colectivo»……

  2. 2 2  Daniel Oliveira

    Corrigido, Gabriel. De facto, o Blasfémias não existia, apesar de jcd já então escrever em blogues.

  3. 3 3  jcd

    “Uma delas: se não estamos em guerra com um país não entramos pelo seu território dentro. Parece-me o mínimo, não?”

    Se estamos em guerra com um grupo terrorista que se refugia livremente nesse país, e nem sequer é perseguido pelas autoridades locais, o meu mínimo está num patamar completamente diferente. Isto não é muito diferente de mandar meia dúzia de mísseis por dia para o outro lado da fronteira.

    Nota: “Nessa” altura ainda não escrevia em blogues. Começei 3 meses depois.

  4. 4 4  JR

    as suas interpretações dos comentários da helena matos são abusivas. em lado nenhum ela diz, o que você cita e mal.

    mas faça o exercício ao contrário: imagine que os espanhóis patrocinavam, ao longo da fronteira portuguesa, um bando de terroristas que se entretinha a raptar pessoas e a fazer guerrilha ao governo português.

    o que fazer?

    a) darmos uma de bons cristão e oferecer a outra face?

    b) convida-los para jantar e oferecer flores?

    c) ou ir atrás deles, nem que para isso tivéssemos que desrespeitar as fronteiras e a soberania do estado espanhol?

    Pode sempre optar por não escolher nenhuma das três e apresentar a sua solução.

  5. 5 5  Lagrimas

    Pois tem toda a legitimidade para o fazer…. E se alguem tem de deslocar batalhoes e o camarada do Equador. O camarada do venezuela e que deve pensar que caracas é moscovo e que pode opinar sobre tudo e todos os seus súbditos a causa socialista do sec. XXI.

  6. 6 6  Rui Carlos Gonçalves

    Se não podem entrar num país estrangeiro, então quando um país quiser invadir outro, a única coisa que precisará de fazer é patrocinar um grupo de “revolucionários”, e passam a poder atacar os outros, sem correrem o risco de ser atacados. Mais, ainda garantem um abrigo seguro.

    Será que foi mesmo o exército colombiano? Também não terá sido apenas um grupo de apoiantes do governo colombiano que entrou no Equador?

  7. 7 7  David Fernandes

    Faz hoje sete anos que ruiu uma ponte, mas o mundo não pára; felizmente.

  8. 8 8  xatoo

    lá vêm os analfabetos politicos dos “blasfemos” com as suas suposições e comparações de caca;
    sejam honestos meninos: as FARC não são um “bando de terroristas” - são um Movimento de Libertação Nacional
    e o que está aqui em causa é a existência do Plano Colômbia, (onde os EUA já esturraram milhões para controlar a América do Sul)) e a base militar norte-americana de Manta no Equador.
    Não fora estas duas pequenas minudências e as FARC já seriam governo, eleito democraticamente, e há muito tempo já!
    ver:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Plan_Colombia
    e
    http://www.globalsecurity.org/military/facility/manta.htm

  9. 9 9  Lino José

    Pois é Daniel, isto de se ter várias bitolas para coisas idênticas é muito complicado.

    Eu concordo em grande medida com o que os intervenientes atrás de mim disseram, mas não posso deixar de comentar esta sua afirmação : “Uma delas: se não estamos em guerra com um país não entramos pelo seu território dentro. Parece-me o mínimo, não?
    “.

    E comento da seguinte forma : se não estamos em guerra com um país não lhe mandamos com rockets para dentro do seu território durante semanas seguidas, ignorando olimpicamente os apelos desse país para deixar de o fazer. É o mínimo, não lhe parece ?

  10. 10 10  Justicialista

    Sinceramente, entre Alvaro Uribe e Hugo Chávez, mil vezes Chávez. Uribe é um despota, e tal como Chávez tem grande apoio junto dos militares.
    A diferença é que para a “inteligência ocidental” (que já não é muita), e para a “inteligência portuguesa” (que sempre foi nenhuma), Chávez é de esquerda anti-imperialista e Uribe é da direita submissa.

  11. 11 11  anti-liberal

    ó a Colômbia, esse paraíso na Terra, em nenhum outro lugar do mundo se matam mais sindicalistas… onde o exército e os paramilitares se divertem a massacrar populações indígenas sob o olhar indiferente do democratíssimo governo, entretido que está em ameaçar e assassinar jornalistas e, nunca é mais dizê-lo, sindicalistas! Música para qualquer ouvidinho liberal.. sindicalistas a tombarem como tordos.. bela democracia esta a da Colômbia.. oh sim!

  12. 12 12  Fado Alexandrino

    Justicialista
    4 Mar 2008 às 2:26

    Pedi a um nativo do Chile para me explicar a sua intervenção e ele disse-me, num inglês sofrível, que o senhor se insulta a si próprio.
    É verdade?

  13. 13 13  Helena Matos

    Daniel só agora vi o teu link. Lê bem o que escrevi. Não defendo que a Colômbia possa intervir no Equador ou em qualquer outro país. Mas igualmente não me parece aceitável que o Equador e a Venezuela alojem, apoiem e sirvam de bases para as FARC. O acampamento em causa era junto à fronteira e os militares do Equador estavam muito próximos. País algum pode tolerar isto. Recordo-te as diligências legais e ilegais que os diversos governos de ESpanha - de esquerda e direita - fizeram para acabar com o santuário francês da ETA.

  14. 14 14  Nuno

    A única coisa q não entendo é porque carga de água Chavez vai deslocar 10 batalhões para a fronteira com a Colômbia! O q tem Chavez a ver com isto? Já para não falar da forma como o fez, parecia um concurso televisivo com o grande timoneiro a falar! Haja paciência!
    Pode haver um plano dos EUA para controlar a America do Sul mas isso não invalida o facto das FARC serem terroristas.

  15. 15 15  JV

    Pode haver um plano dos EUA para controlar a America do Sul mas isso não invalida o facto das FARC serem terroristas.
    Podem as FARC ser um grupo terrorista reconhecido como tal por todo o Mundo que isso não invalida as regras básicas do direito internacional: se um criminoso, ou um bando deles, atravessa a fronteira entre dois Estados, as instituições do Estado que os pretende perseguir não tem direito de devassar território alheio: primeiro, pede às autoridades locais que os deportem; depois, e só se se verificar que há uma voluntária predisposição do Governo instado para não molestar os criminosos é que se pode equacionar a guerra. Em Relações Internacionais há regras - se Uribe as tivesse cumprido, ou o Equador lhe entregava as FARC numa bandeja, ou passava a ter motivos legítimos para a declaração de guerra e aresolução, por uma vez, do problema. Só tinha a ganhar com isso. Mas, idiota, não procedeu assim - se lhe declararem guerra vai ter tão-só o que merece.

  16. 16 16  JV

    E já agora, para o Nuno: é público (e se não fosse público era notório) que Chavez quer fazer da ALBA uma aliança não só política mas também militar.

  17. 17 17  corvo

    Tudo misto está muito mal explicado.

    Bernard Kouchner Ministro dos Negocios Estrangeiros de França disse ontem que Reyes , era a figura das Farc com quem a França negociava a libertação de Ingrid.

    Alguem acredita que Sarkozy não tivesse informado Uribe destas deligências.

    Como muita gente pensa, esta acção foi da exclusiva responsabilidade dos militares colombianos, e o governo da Colombia tenta agora descalçar a bota.

    E no fim temos os carteis da droga que apoiam Uribe, contra os carteis a que a Farc está ligada.

    Em suma uma guerra de tranficantes, e pouco mais.

  18. 18 18  oligocefalia

    Eu gosto muito da maneira como expressam a vossa ignorância e o orgulho de a ter.De facto,é uma tool para dizer toolices sem qq respeito pelo opinar baseado nos factos.E eles são abundantes.Como alguém comentou quem será o indigente() q acredita que as operações de narcotrafico são realizadas pelas FARC’s,qdo inumeros relatos ligam o salafrário do Uribe com o negócio da coca,com a tropa de choque da extrema-direita?Um exército do povo que tem o direito e o dever de se rebelar contra a poderosa oligo-plutocracia da coca,assassinos de sindicalistas e militantes de esquerda;oligarquia apoiada pelo império americano, pelos caquéticos e rançosos ‘democratas’ europeus(é sabido ,as ligações de muitos desses agrupos clandestinos da Opus Dei e Maçonaria…) ser agora apelidado de narco traficante é duma desonestidade intelectual a toda a prova.DO,tem a znet,The Nation e tem muito na internet para pesquisar e,pensar e deixar de ser um clone das bestas do Capital.Dê alguma credibilidade ao BE,pf!!

  19. 19 19  Range-o-Dente

    Daniel Oliveira:
    “Helena Matos vai mais longe: acha que os espanhóis podem entrar por Portugal a dentro se por cá andarem terroristas da ETA. Ficamos a saber.”

    Ah não sabia?

    Experimentemos deixar que uma organização terrorista espanhola se estabeleça nas nossas fronteiras e que mantenha entre nós 600 reféns e experimentemos assobiar para o lado e veremos se entram ou não entram.

    ..

    Contemplei-o com um link:
    http://fiel-inimigo.blogspot.com/2008/03/o-extintor-de-fumo-sulfuroso.html

    .

  20. 20 20  corvo

    Exercito do povo ….as FARC, tenham TOPETE.

    Uma bando de assassinos , que não hesitam em matar camponeses que não os apoiam, e que fazem dos raptos uma forma de luta politica…

  21. 21 21  Manuel Leão

    Sr. Fado Alexandrino:

    Eu penso que se entende o Sr. Justicialista quando ele coloca inteligência entre aspas.
    Eu, porém, teria preferido escrever “intelligentsia”, cujo significado, por extensão de conceito, significa vanguarda intelectual (ou artística) de qualquer país.

    Cínico e arrogante, como sempre, V. Exª aproveitou para “enfeitar” o chileno com as “vestes pomposas” de “nativo do Chile”. Apesar de tudo, manifestou um pouco de compaixão por não ter usado os termos “indígena” e “aborígene”. O chileno deve ter ficado eternamente grato pela simpatia do gesto.

  22. 22 22  Lidador

    É por “análises” hemiplégicas como esta que o Daniel arrasta a sua credibilidade pelas ruas da amargura.
    A “análise” do DO, é um exercício de sectarismo ideológico, comparável ao adepto que só vê penáltis a favor da sua equipa.
    Tem a sua piada para unir as hostes, mas não serve para mais nada.

    É evidente que se um Estado não controla o que se passa no seu interior e permite, por incapacidade, omissão ou deliberação que aí se acoitem grupos que lançam ataques contra estados vizinhos, estes têm o direito (reconhecido pelo DI) de tomar as medidas necessárias para cumprirem o seu dever de defender os próprios interesses.

    Enfim, foi mais ou menos o que se passou no Líbano e em Gaza.

    E se a Colômbia permitir que a partir do seu território sejam lançados ataques contra a Venezuela, por exemplo, à Venezuela assiste o natural direito de se defender e resolver o problema.

    Claro que se arrisca uma guerra, e é por isso que nenhum estado deve pernitir que o seu território seja um santuário.
    Se o faz, é por sua conta e risco.

    Isto é do mais elementar bom senso e é por isso que as “análises” de chefe de claque que o DO, só podem ter como causa uma de 3 razões:

    Má-fé, estupidez ou ignorância.!

  23. 23 23  JV

    É evidente que se um Estado não controla o que se passa no seu interior e permite, por incapacidade, omissão ou deliberação que aí se acoitem grupos que lançam ataques contra estados vizinhos, estes têm o direito (reconhecido pelo DI) de tomar as medidas necessárias para cumprirem o seu dever de defender os próprios interesses.
    Apenas e só se o Estado onde eles estão foi instado e não tomou providências para deportar os criminosos em questão. O Lidador tem conhecimento de algum pedido formal da Colômbia para a deportação de Raul Reyes, ou de outro qualquer membro das FARC?

  24. 24 24  Lidador

    ” as “análises” de chefe de claque que o DO faz, só podem ter como causa uma de 3 razões:

    Má-fé, estupidez ou ignorância!”

    No seu caso, caro JV, trata-se da 1ª ou da 2ª.

  25. 25 25  Daniel Oliveira

    Lidador, está no meu blogue e agradecia que se portasse como se porta na casa dos outros.

    Agradecido

  26. 26 26  JV

    No seu caso, caro JV, trata-se da 1ª ou da 2ª.
    A acusação é grave. Mas pode dar-se o caso de o Lidador ter errado o alvo, e o meu mal ser o terceiro - isto porque ignoro, de facto, quaisquer pedidos de deportação dos guerrilheiros das FARC antes da investida de Uribe. O Lidador conhece-os? Se sim, tenha a bondade de mos facultar. Não me custará nada mudar de opinião em presença de dados novos - creio não ser estúpido ao ponto de incorrer nisso…

  27. 27 27  Range-o-Dente

    “quaisquer pedidos de deportação dos guerrilheiros das FARC”

    O pináculo da formalidade.

    Tão formal como pedir a deportação das moscas que tencionam morder os meus bezerros.

    .

  28. 28 28  JV

    O pináculo da formalidade.
    Pois, agora pedir a um Estado soberano que deporte um criminoso em vez de lhe entrar pela casa adentro sem aviso prévio é «formalismo»…
    Tão formal como pedir a deportação das moscas que tencionam morder os meus bezerros.
    Se as moscas estiverem na casa do vizinho, não pode partir a janela e entrar sem pedir autorização. Isso é um assalto. Peça-lhe que tome providências para as enxotar, e caso ele não o faça, aí sim, pode agir.

  29. 29 29  Lidador

    “Peça-lhe que tome providências para as enxotar, e caso ele não o faça, aí sim, pode agir”

    Decididamente é mesmo estupidez. Ainda cheguei a acreditar que fosse má-fé, que é sempre uma posição cínica, mas racional, isto é, revela que há qualquer coisa a mexer entre as orelhas.

    Mas não, o JV, acredita mesmo naquilo que diz.

    A táctica, segundo este génio, era a seguinte:
    Os colombianos detectaram o narco-comunista a chonar no Equador, sob a asa protectora do mandatário chavista que governa neste momento o país.

    Tratava portanto de avisar o senhor, como se ele não soubesse, que se ia passar lá por casa, para prender o seu amado hóspede.
    E o Sr Correia, como é evidente, agarraria no amigalhaço e levá-lo-ia à porta, para presentear os colombianos.

    Brilhante!

    Para a próxima a PJ deve avisar a bandidagem antes de a tentar capturar.

    A falta que nos fazem estes génios que por aqui dão a táctica.

  30. 30 30  Stran

    Meu caro “Citador”

    Parece que o seu conceito de soberania é muito fléxivel. Estranho esta sua actitude, mas vejo que concordaria que, por exemplo, Chavez “entrasse” pela Colombia caso algum traficante fugisse por aí.

  31. 31 31  JV

    Tratava portanto de avisar o senhor, como se ele não soubesse, que se ia passar lá por casa, para prender o seu amado hóspede.
    E o Sr Correia, como é evidente, agarraria no amigalhaço e levá-lo-ia à porta, para presentear os colombianos.

    Se o não fizesse, aí Uribe tinha motivos para lançar a guerra. Já lho disse. A força é sempre o último recurso, que se usa apenas quando há manifesta má-vontade por parte de um dos lados para seguir a via da cooperação. Não se lança uma guerra, pelo menos legitimamente, porque se supõe que a outra parte não ia ooperar: ou ela de facto não cooperou, ou não há legitimidade. Para quem aqui chegou a usar o Direito Internacional como base da argumentação, desconhecer isto é particularmente grave. Para quem além disso insulta os outros taxando-os de estúpidos - argumento ad hominem que só lhe fica mal, mas adiante -, é escandaloso.

  32. 32 32  Lidador

    Mas qual lançar a guerra qual carapuça. Chiça, será que o meu amigo não vê um palmo à frente do nariz?

    Mas não entende que se tratava de liquidar um narco comunista e que se o Correia fosse avisado, o rapaz mudava logo de poiso.
    Cum carago, mas para que é que lhe serve o que tem na cabeça?

    Arre!

  33. 33 33  Lidador

    “concordaria que, por exemplo, Chavez “entrasse” pela Colombia caso algum traficante fugisse por aí.”

    Mas é claro, meu caro.
    Ora releia o que escrevi lá acima e peça desculpa.

    “É evidente que se um Estado não controla o que se passa no seu interior e permite, por incapacidade, omissão ou deliberação que aí se acoitem grupos que lançam ataques contra estados vizinhos, estes têm o direito (reconhecido pelo DI) de tomar as medidas necessárias para cumprirem o seu dever de defender os próprios interesses.

    E se a Colômbia permitir que a partir do seu território sejam lançados ataques contra a Venezuela, por exemplo, à Venezuela assiste o natural direito de se defender e resolver o problema.

    Claro que se arrisca uma guerra, e é por isso que nenhum estado deve pernitir que o seu território seja um santuário.
    Se o faz, é por sua conta e risco.”

    Percebeu ou é necessário que traduza?

    O que realmente impressiona é haver tantos tarolos furiosos por ter sido liquidado um narco terrorista que drapejava a bandeira vermelha.

    Isso é que lhes dói.
    Os “idiotas úteis”, como lhes chamava Lenine, jocosamente.

  34. 34 34  JV

    Mas qual lançar a guerra qual carapuça.
    Fazer avançar soldados sobre um país estrangeiro tem outro nome que não seja «acto de guerra»?
    Chiça, será que o meu amigo não vê um palmo à frente do nariz?
    Vá chamar amigo a outro, que quem me insulta não o é de certeza. E sim, creio que vejo as coisas.
    Mas não entende que se tratava de liquidar um narco comunista e que se o Correia fosse avisado, o rapaz mudava logo de poiso.
    E se se provasse que o Equador tinha avisado Reyes de modo a permitir-lhe a fuga, Uribe declarava-lhe guerra. Ninguém, nem a Polícia, tem o direito de lhe arrombar a porta de casa e andar a mexer nas gavetas sem que haja da sua parte evidente predisposição para não colaborar com as autoridades. Analogamente, era assim que Uribe devia ter procedido: e não há qualquer indício sustentável sobre isso no caso de Correa, posto que ninguém o instou a cooperar, e não há nenhuma situação anterior em que se tenha recusado a fazê-lo - há algumas suposições com maior ou menor fundamento, mas não é com base em suposições que se lançam ataques militares.
    Cum carago, mas para que é que lhe serve o que tem na cabeça
    Para perceber o Mundo em que vivo e saber que nele há regras a cumprir. Sobremaneira nas relações entre Estado.

  35. 35 35  JV

    O que realmente impressiona é haver tantos tarolos furiosos por ter sido liquidado um narco terrorista que drapejava a bandeira vermelha.
    Não, o que verdadeiramente impressiona - mais do que isso: o que em verdade horroriza - é que haja quem esteja disposto a bater palmas a qualquer atropelo das leis só porque, com isso, caiu um vermelho qualquer. Eu ando bem longe de ser de Esquerda, mas a ideia, copiada do senador McCarthy, de que «um comunista bom é um comunista morto» deu no que deu no Chile, no Brasil, no Afeganistão, na Argentina, etc. Aristóteles já prevenia para isto - no Mundo vai sempre haver quem se predispõe a viver num enquadramento normativo, e quem antes quer viver sob domínio das suas paixões, dos seus humores e ódios de facção. Os primeiros vivem como cidadãos, conscientes de que têm direitos e estando dispostos a lutar por eles; já os outros, quer queiram quer não, como aceitam tudo desde que no fim haja sopa ou vejam «os maus» a ser passados por armas, nem sequer chegam a ser tolos - passam directamente à escravatura.

  36. 36 36  Range-o-Dente

    JV:
    “E se se provasse que o Equador tinha avisado Reyes de modo a permitir-lhe a fuga, Uribe declarava-lhe guerra. Ninguém, nem a Polícia, tem o direito de lhe arrombar a porta de casa e andar a mexer nas gavetas sem que haja da sua parte evidente predisposição para não colaborar com as autoridades.”

    Em que planeta vive JV?

    “sem que haja da sua parte evidente predisposição para não colaborar com as autoridades”

    E que pretenderia JV?

    Talvez esta declaração esteja a seu gosto:

    ‘Para os devidos efeitos se informa que não se pretende colaborar com a polícia, forças militarizadas ou militares em qualquer acção destinada a apurar que somos traficantes de droga, assassinos, violadores dos direitos humanos, raptores, sequestradores, etc, etc.

    Mais, informamos que nos oporemos violentamente caso alguma das supra citadas forças pretenderem abordar-nos e/ou resgatar quem está em nosso poder’.

    .

  37. 37 37  JV

    Em que planeta vive JV?

    Na Terra. Mais exactamente na parte da Terra onde estão os humanos civilizados - bem longe, portanto, da selva, e sem grande disposição para que gente como o Range-o-Dente ma traga para dentro de portas.

    “sem que haja da sua parte evidente predisposição para não colaborar com as autoridades”

    E que pretenderia JV?

    Talvez esta declaração esteja a seu gosto:

    ‘Para os devidos efeitos se informa que não se pretende colaborar com a polícia, forças militarizadas ou militares em qualquer acção destinada a apurar que somos traficantes de droga, assassinos, violadores dos direitos humanos, raptores, sequestradores, etc, etc.

    Mais, informamos que nos oporemos violentamente caso alguma das supra citadas forças pretenderem abordar-nos e/ou resgatar quem está em nosso poder’.

    Para quem gosta de me chamar estúpido, escrever isto é no mínimo irónico. Mas vamos lá, terei a complacência de lhe explicar o meu ponto de vista, e a generosidade de não lhe pedir que se veja ao espelho antes de falar como fala.
    É evidente que não era preciso uma declaração formal, em papel timbrado, dizendo que o Equador não ia cooperar com a Colômbia para que a guerra estivesse legitimada. Bastava que se visse, pelo desenrolar dos acontecimentos na subsequência do pedido de deportação (que, como mandam as regras, devia preceder quaisquer outras medidas, posto que em qualquer circunstância das relações internacionais se deve presumir a boa fé do interlocutor), que não o fazia. Digo isto servindo-me das mais elementares regras do direito internacional - que não se esqueça, foi vocês quem trouxe para a discussão como forma de justificar o seu ponto de vista. Mas enfim: se acha que as regras devem ser postas de lado quando se estava a falar com os «vermelhos!!!!!!!!!» é problema seu. Já escrevi a respeito.

  38. 38 38  Range-o-Dente

    “dizendo que o Equador não ia cooperar com a Colômbia”

    Os terrosristas, JV. Os terroristas.

    A regra é a seguinte:

    Há terror e o terror abriga-se num território alheio (teroicamente) à sua acção. Esse território tem que actuar para desalojar, dar caça a esse grupo.

    O governo desse território não o faz. Está-se nas tintas.

    O governo vizinho, pelo direito internacional, tem o direito de entrar nesse território para dar caça ao seu inimigo.

    Neste caso Chavez poderia e deveria protestar e deveria enviar tropas, mas para dar caça aos terroristas e evitar que fosse necessário, tanto quanto possível, a presença de terroristas.

    Não pinte a coisa de cor de rosa porque isso só disfarça o elefante.

    Claro que todos sabemos que Chavez está unha com carne com os terroristas. Se ele para lá mandasse tropas as coisa ainda se tornariam mais indesculpáveis para ele, porque seria ainda mais difícil arranjar desculpas mas, coitado, ainda não tinha percebido que andava moiro na costa …

    .

  39. 39 39  Range-o-Dente

    Meu caro JV.

    Não use a formalidade como ferramenta para tentar camuflar o que a formalidade diz dever ao contrário do que o JV reclama.

    Você bem pode, como O Lidador já lhe explicou e também refere habitualmente, dizer que um sabonete e um autocarro são a mesma coisa. Pode dizer e teimar. Mas nunca conseguirá ensaboar-se com o autocarro.

  40. 40 40  JV

    Os terrosristas, JV. Os terroristas.

    Não, Range-o-Dente, o Equador mesmo, que esse é que foi o Estado agredido. As FARC não são um Estado soberano - o Equador é. Um ataque às FARC pelo exército colombiano não é um crime: um ataque às FARC pelo exército em território equatoriano sem autorização, é-o. Faça uma limonada com isto, que não o muda nem que chovam vacas.

    Há terror e o terror abriga-se num território alheio (teroicamente) à sua acção. Esse território tem que actuar para desalojar, dar caça a esse grupo.

    O governo desse território não o faz. Está-se nas tintas.

    É aqui que começa o erro: ninguém me conseguiu provar, até agora, que havia pedidos da Colômbia para a deportação dos terroristas a que o Equador recusou dar qualquer seguimento. Se o puderem fazer, avancem. Até lá, estão apenas a especular quando dizem que o Governo local se está nas tintas.

    Não pinte a coisa de cor de rosa porque isso só disfarça o elefante.

    Não diga que o rochedo é um elefante só porque lhe dava jeito que fosse.

    Claro que todos sabemos que Chavez está unha com carne com os terroristas.

    O que tem Chavez a ver com isto, se o ataque foi feito ao Equador? Ele limitou-se a reagir porque, no âmbito da ALBA, é aliado do Estado agredido.

    Se ele para lá mandasse tropas as coisa ainda se tornariam mais indesculpáveis para ele, porque seria ainda mais difícil arranjar desculpas mas, coitado, ainda não tinha percebido que andava moiro na costa

    Imaginando que queria dizer «Correa», se para lá não madasse tropas então Uribe tinha direito de lançar a guerra.

    Não use a formalidade como ferramenta para tentar camuflar o que a formalidade diz dever ao contrário do que o JV reclama.

    Não, eu uso a formalidade para afirmar o que ela diz. E é explícita quanto a dever-se utilizar todos os mecanismos da cooperação até que se perceba que um dos Estados não está disposto a cooperar. Ora, ninguém - e espero provas em contrário à terceira ou quarta vez que as peço - pediu ao Equador que interviesse para deter e deportar os guerrilheiros das FARC antes de lhe lançar um ataque militar. Uribe pressupôs que Correa não o faria - ora, se acaso tivessemos cá um foragido marroquino e o Governo de Rabat decidisse bombardear Vilamoura porque pressupunha que o não deportaríamos, não tinha esse direito. Bem assim, Uribe agiu de modo totalmente ilegal.
    É verdade que o Equador quase de certeza não cooperaria? Não digo que não. Mas como já escrevi há imenso tempo ou o Equador lhe entregava as FARC numa bandeja, ou passava a ter motivos legítimos para a declaração de guerra e a resolução, por uma vez, do problema. Só tinha a ganhar com isso.
    Toda a legitimidade assistiria ao ataque se de facto houvesse um pedido prévio de deportação ignorado por Quito. Que eu saiba, não há. Até que mo mostrem, continuo a dizer que Uribe cometeu uma ilegalidade.

    Você bem pode, como O Lidador já lhe explicou e também refere habitualmente, dizer que um sabonete e um autocarro são a mesma coisa. Pode dizer e teimar. Mas nunca conseguirá ensaboar-se com o autocarro.

    Range-o-Dente, não queira você dar a entender que eu falo de autocarros como se fossem sabonetes. O problema, aqui, é seu: acha que se pegar numa pedra do caminho e disser muitas vezes «isto é um revólver» ela passa a sê-lo. Se alguém lhe aparecer à frente dizendo que é uma pedra, bem lhe pode chamar estúpido, que não muda a realidade. Analogamente, bem pode dizer que a suposição de que não haveria cooperação do Equador se lhe tivesse sido feito um pedido de deportação dos guerrilheiros é igual a uma prova concreta dessa não-cooperação. Eu posso pressupor, e tenho uma base extraordinariamente sólida para isso, que o PSD vai perder as eleições legislativas de 2009, considerando a inominável Oposição que vem fazendo. Mas não posso proclamar já a vitória do PS - é preciso que se façam votações, contem votos, se prove que é essa a vontade popular. Ora, Uribe tinha decerto razões para supor que Correa não queria cooperar com ele: mas enquanto não tivesse prova disso, prova concludente, prova a sério, qualquer acto deste tipo constituiria nada mais que um ilícito à luz de todas as regras do direito internacional.
    Espero que, por uma vez, tenha percebido que não são os pressupostos dos governantes, nem as noções mais ou menos lúcidas do que eventualmente sucederia, que devem estar subjacentes ao trato entre Estados. São as regras: a existência e o cumprimento de regras que garantam a Justiça na medida do possível, eis aquilo que distingue os homens dos animais - que nos impede de viver numa selva, ou como escravos. Se, ainda assim, alguma coisa do que escrevi lhe custar a compreender, queira perguntar, e terei gosto em lho explicar com palavras mais simples.

  41. 41 41  Range-o-Dente

    JV.

    O seu discurso é idêntico a este:

    http://www.youtube.com/watch?v=Php8prfwg7Y

    .

  42. 42 42  JV

    Reitero: as leis internacionais são claras em estipular que se esgotem todas as vias de cooperação antes de se avançar para o emprego da força - Uribe não procedeu assim. E se não o fez, qualquer agressão a um país estrangeiro é, nestas condições, um crime. Sem apelo nem agravo. Os Estados não devem guiar a sua política externa por suposições mas respeitando regras,única forma de não vivermos na barbárie.
    Sobre isto, o que tem a dizer o Range-o-Dente? Nada. Aliás, pior do que nada: dizem-lhe que Uribe procedeu erradamente porque violou um preceito legal que garante à terra dele viver em paz e sossego sem ser bombardeada, e ele troça. É gente destas que muito sinceramente merecia levar com um obus pela janela adentro - é que enquanto a guerra é lá nos confins do Mediterrâneo, no golfo Pérsico ou na América do Sul, é muito fácil bater palmas ao agressor. Quando ela nos entra casa adentro sem termos culpa de nada já começa a doer mais.

  43. 43 43  Range-o-Dente

    JV:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Neville_Chamberlain

    Quem merecia o obus?

    Mau caro, você é capaz de acreditar que os vizinhos do Equador desconheciam que o seu território era (e é) usado como santuário. E é capaz de acreditar que a razão porque aquelas zonas não eram controladas pelos seus próprios governos e tropas se devia desconhecimento.

    Você acredita em tudo. Você acredita no que quiser. Mas isso é um problema seu.

    Há uns anos levantou-se um pandemónio em Portugal pelo simples facto de alguém ter descoberto que não estávamos a exercer qualquer controlo sobre as ilhas portuguesas que ficam juntinho às Canárias. Porque seria?

    Meu caro, a certidão que garante que os vizinhos do Equador não estavam interessados em controlar a ária em causa reside exactamente naquilo que você afirma: que faltava a papelada.

    É verdade. Só faltava a papelada.

    E coisa com que você terá que viver: não se deve combater, resgatar, fazer o que quer que seja contra quem trafica droga e rapta centenas de pessoas para fins negociais, políticos e económicos.

    Se isto é coisa sem a qual você não passa, olhe, eu estou com os reféns.

    Mas pronto. Que a papelada lhe faça bom proveito. Guarde algum para partilhar com os que estão reféns na selva. Pode ser que um dia um deles queira confraternizar a digestão da papelada consigo. Ou poder que ele lhe pergunte porque fez quis, conscientemente, ignorar a coisa (pior que nada saber).

    Enfim, você, como a Europa em geral, refugia-se no infinito puzzle da papelada e do formalismo para não ter que encarar a realidade. O formalismo, como a papelada, dão para tudo. Você pode botar no papel o que quiser que ele nunca se queixará. Quem se queixa, você ignora paulatinamente. Apenas lhe interessa o papel. Você vive do e no mundo do papel.

    Olhe, as térmitas também.

    Deixo-o, na sua felicidade suprema, segundo a qual só se justifica a existência do mundo enquanto houver papel.

    .

  44. 44 44  JV

    Enfim, você, como a Europa em geral, refugia-se no infinito puzzle da papelada e do formalismo para não ter que encarar a realidade

    Já você vive no Mundo do «dispara primeiro e pergunta depois». No far West. E como já lhe disse, dessa selva estou eu bem longe e dispenso tê-la à porta de casa.

  45. 45 45  JV

    Quanto a comparar-me com Neville Chamberlain, deixe lá: você está mais próximo de George W. Bush, Tony Blair, ou, já que faz alusões a personagens históricas, de Bismarck e Metternich. Não me parece que esteja melhor acompanhado.

  46. 46 46  JV

    Fica mais uma vez o desejo de que um dia Espanha lhe meta um obus casa adentro sem aviso prévio, e haja um comentador de um blogue algures em Madrid a dizer que estouraram o português ilegalmente simplesmente porque faltava um papel…

  47. 47 47  Range-o-Dente

    Mau caro JV.

    Se eu fizer reféns (angariar ‘voluntários’ para a defesa da minha causa, na sua linguagem) mereço levar com um obus, espanhol, português, de Andorra, da Colômbia ou da Venezuela.

    Na Colômbia está instalado o FarWest e os gringos são a guerrilha: negoceiam em carne de toda a espécie e em dólar, essa moeda universal em que adoram negociar.

  48. 48 48  JV

    Se eu fizer reféns (angariar ‘voluntários’ para a defesa da minha causa, na sua linguagem)

    Eu nunca disse que os reféns das FARC eram voluntários, Range-o-Dente. Você pode não ter agumentos, mas escusa de entrar pela canalhice e pela mentira para se manter à tona.

    mereço levar com um obus, espanhol, português, de Andorra, da Colômbia ou da Venezuela.

    Seguramente: mas Portugal não. Ora, você está em Portugal, tal como as FARC estão no Equador. Dois Estados soberanos: e atacar um criminoso que por lá se acoita sem esgotar todas as vias de cooperação com esses Estados soberanos é um crime à luz do direito internacional.

    Na Colômbia está instalado o FarWest

    Que não o exportem: primeiro, esgotam as vias de cooperação; depois, atacam. É o que mandam as regras. Que é que lhe custa a entender aqui?

  49. 49 49  Range-o-Dente

    “Que é que lhe custa a entender aqui?”

    A si é que custa entender. Quer uma lista das canalhices que já foram permitidas enquanto se diz que se está à espera da burocracia?

    Darfur diz-lhe alguma coisa? Ainda se está a discutir se é genocídio ou não.

    Já sei. Você compreende. A gramática acima de tudo.

    Quando acabarem de discutir dirão: morreram uns milhões, mas “temos”, finalmente, uma definição precisa de ‘genocídio’.

    Quando entende o JV (para ser benevolento) que a burocracia é uma desculpa para não se admitir que se está com os algozes?

    .

  50. 50 50  JV

    Quando entende o JV (para ser benevolento) que a burocracia é uma desculpa para não se admitir que se está com os algozes?
    Talvez quando o Range-o-Dente entender que aquilo a que chama burocracia é precisamente o que impede a lei da selva.

  51. 51 51  Range-o-Dente

    “Talvez quando o Range-o-Dente entender que aquilo a que chama burocracia é precisamente o que impede a lei da selva.”

    O que as FARC fazem é a lei da selva. O que se passa no Darfur é a lei da selva. Quantos mais exemplos quer?

    Que quer o JV impedir? Aparentemente apenas perpetuar a lei da selva.

    .

  52. 52 52  JV

    O que as FARC fazem é a lei da selva. O que se passa no Darfur é a lei da selva. Quantos mais exemplos quer?

    Já lhe foi explicado que isso não é argumento: a presença em Portugal de um grupo de homicidas fugido de Espanha não dava ao governo de Madrid o direito de devassar território português em busca deles sem que houvesse prova concludente de que o Estado português não estava disposto a cooperar na sua deportação. As FARC não são o Equador. O ataque da Colômbia foi ao Equador. O pressuposto de que Quito não cooperaria com Bogotá, como eu já disse sem que o Range-o-Dente tivesse resposta à altura, não serve de pretexto para lançar um ataque militar. Só a inequivocamente provada má vontade do Governo equatoriano em cooperar. Espero que desta vez o tenha percebido.

  53. 53 53  Range-o-Dente

    “houvesse prova concludente”

    Oh homem. Uma prova concludente numa coisa dessas é tão difícil como pescar sardinha à fisga.

    A Colômbia protestava e a Venezuela dizia que era mentira. E depois?

    A Colômbia voltava a protestar e a Venezuela dizia que tinha lá soldados e que nada se passava, que eram invenções da Colômbia que estava com agressividade. E depois?

    E a Colômbia ia para a ONU que nomeava uma comissão para pôr as partes em diálogo. As partes passavam meses a discutir apenas os termos do diálogo.

    As FARC continuavam a fazer bedum e a Colômbia protestava. E a Venezuela respondia que era apenas para fazer pressão à mesa negocial.

    A a Colômbia apresentava fotos e a Venezuela dizia que eram forjadas.

    E a Colômbia insistia que eles estavam em território venezuelano e a Venezuela dizia que estavam lá 50.000 homens e que só lá estavm patos e pavões.

    Você nunca viu este filme? Em que planeta vive o JV?

    Você a dar-lhe com Espanha e Portugal. Em Portugal foi um reviralho só porque um gajo da ETA alugou um carro no Algarve. Já lhe expliquei a história do autocarro e do sabonete.

    A Venezuela dá apoio óbvio à FARC e a prova é que perante o bombardeamento os idiotas dos governantes vizinhos fizeram figura de donzela violada. Ou você acha que eles não tinham ainda percebido a coisa? Há anos que a coisa é assim e as angélicas criaturas de nada se tinham apercebido.

    JV: deixe-se de tiradas burocráticas, desça ao mundo real e deixe de tentar vender uma pescada que você está farto de saber que é um disparate. Pode pegar com os idiotas úteis sul americanos e europeus, mas tá com azar cá para este lado.

    .

  54. 54 54  JV

    Oh homem. Uma prova concludente numa coisa dessas é tão difícil como pescar sardinha à fisga.

    Temos pena. O contrário é violar a soberania dos outros Estados de forma criminosa com base em meros pressupostos. É difícil, é complicado, é o que quiser: mas se as duas hipóteses que tenho são garantir direitos como a soberania e a independência a todos os Estados e depois ver-me em papos de aranha para incriminar os que prevaricam, ou compactuar com voluntarismos selváticos, com violações da soberania e actos de guerra, prefiro as dificuldades da primeira aos perigos inimagináveis da segunda. São opções…

  55. 55 55  Range-o-Dente

    “É difícil, é complicado, é o que quiser: ”

    E, se posto em prática, a melhor forma de garantir que aparecerão, como cogumelos, FARCs ao virar a esquina (falando do caso da em questão).

    ‘Os legalistas entreter-se-ão a parir papelada como forma de fazerem de conta que não são cobardes’, pensarão.

    Há ainda outra cobardia, a do espião: diz que está contra por todas as razões que, funcionalmente, são a favor.

    .

  56. 56 56  JV

    ‘Os legalistas entreter-se-ão a parir papelada como forma de fazerem de conta que não são cobardes’, pensarão.
    Nãose trata de cobardia, mas de garantir direitos às pessoas e aos Estados. Um equatoriano tem o direito de viver em paz, sem medo que, de acordo com a imagem que já aqui coloquei, lhe entre um obus pela janela. Ou um libanês, ou um grego, ou um espanhol, ou um cidadão de outro qualquer Estado. Isto pode ser aproveitado pelos criminosos? Evidentemente: mas já hoje há aproveitamento por parte dos criminosos dos direitos e garantias que se dão aos suspeitos de crimes enquanto não são condenados. Suponho que o Range-o-Dente não proponha o fim da presunção de inocência, mas apenas o aperfeiçoamento dos mecanismos estatais por forma a impedir este tipo de abusos. Analogamente, o que deve fazer-se nas relações internacionais não é «tábua rasa» das regras do Direito Internacional, mas aperfeiçoá-las: não regredir à lei do mais forte, mas desenvolver as instituições de mediação dos conflitos de forma a que não haja a areia na engrenagem que o Range-o-Dente prevê. O único caminho civilizado é este - enveredar pela via que a Colômbia tomou é regressar à barbárie.

  57. 57 57  Lidador

    “O único caminho civilizado é este - enveredar pela via que a Colômbia tomou é regressar à barbárie.”

    Tem de recuar um passo, meu caro. O seu problema é que toma como ponto inicial aquele que lhe convém.
    Enveredar pela via que o Equador tomou, de permitir que o seu território seja santuário de terroristas é que é regressar à barbárie.

    E engana-se no resto e nas invocações disparatadas que faz do DI. Quem se colocou fora do DI foi o Equador, ao estabelecer contactos e apoios com um grupo terrorista. A Colombia agiu dentro do DI, tal como fez a Turquia, tal como faz qq país que é atacado: legítima defesa…Carta das Nações Unidas.
    E o sujeito desse direito não é você, é o agredido, ou seja a Colõmbia. É a esse país que compete julgar do modo como vai exercer o seu direito à legítima defesa, não você
    Ninguém o entronizou na função de supremo julgador do DI e do que está “bem” ou está “mal”.
    Se acha mal, ache mal, mas isso é tão relevante como dar saltinhos no chão, para mudar a órbita de terra.

  58. 58 58  JV

    Tem de recuar um passo, meu caro. O seu problema é que toma como ponto inicial aquele que lhe convém.
    Enveredar pela via que o Equador tomou, de permitir que o seu território seja santuário de terroristas é que é regressar à barbárie

    Espero que desta vez entenda o que já lhe disse carradas de vezes, e portanto, desta, vai a grosso:considerando que ninguém pediu ao Equador que deportasse os guerrilheiros das FARC antes de lançar o ataque (e espero que prove o contrário à septuagentésima vez que lhe é pedido), não há nenhuma prova concreta de que há colaboração estreita colaboração entre ambos. O Range-o-Dente pode estar firmemente convencido de que as coisas são assim - os Católicos também têm a firme crença de que o Salvador da Humanidade nasceu de uma virgem engravidada por uma pomba…

  59. 59 59  Range-o-Dente

    “considerando que ninguém pediu ao Equador que deportasse os guerrilheiros das FARC”

    Você pode considerar o que quiser. Mas a história é ao contrário.

    Ao deixar andar à solta, no seu território, guerrilheiros que atacam um país vizinho, a Venezuela (ou Equador) estão a agredir a Colômbia. Se você se quer insurgir por agressão, insurja-se contra a Venezuela/Equador.

    A Colômbia defendeu-se de um ataque vindo do vizinho. Quem estava em falta era o vizinho. Quem devia ter demonstrado o que o JV pretende era a Venezuela/Equador.

    “não há nenhuma prova concreta de que há colaboração estreita colaboração entre ambos”

    A bota estava na mão da Vevezuela/Equador. Era aí que estavam acoitados (há anos) os guerrilheiros. Quem estava em falta era a Venezuela/Equador.

    “O Range-o-Dente pode estar firmemente convencido de que as coisas são assim”

    As coisa SÃO assim. E ainda falta o pedido de desculpas dos vizinhos à Colômbia.

    Evidentemente que já se percebeu que você se está nas tintas para quem quer que seja desde que a sua fé no socialismo se mantenha incólume. O problema é que os habitantes do planeta se adaptam mal à sua fé, portanto, quanto pior melhor.

    .

  60. 60 60  JV

    Ao deixar andar à solta, no seu território, guerrilheiros que atacam um país vizinho, a Venezuela (ou Equador) estão a agredir a Colômbia. Se você se quer insurgir por agressão, insurja-se contra a Venezuela/Equador.

    E insurjo-me, sem dúvida. Mas insurjo-me ingualmente contra a Colômbia, porque se é errado dar guarida aos terroristas, é-o igualmente partir para a agressão sem esgotar a cooperação. Como também já disse, eu estou seguro de que o Equador não cooperaria: mas a Colômbia tinha de enveredar por aí, sob pena de perder a face e cometer um crime.

    A bota estava na mão da Vevezuela/Equador.

    É falso: podiam perfeitamente ter o cinismo de alegar que nada sabiam (já que quer que lhe explique tudo, fica até ao último pormenor…). Ora, a Colômbia tinha de saber isto. E tinha de ter enviado um pedido formal de deportação antes de atacar.

    As coisa SÃO assim. E ainda falta o pedido de desculpas dos vizinhos à Colômbia.

    Não, não são, e nem maiusculadas passam a ser. Sem um pedido formal de deportação o Equador pode sempre alegar que não sabia da presença de guerrilheiros das FARC no seu território - tudo dependia do cinismo e do jogo de cintura que tivesse. Ora, a Colômbia não podiam descurar as formalidades internacionais: de outro modo punha-se (como pôs) na posição de agressor.
    Uribe procedeu de forma idiota, como já escrevi no primeiro comentário que fiz neste espaço. Se fizesse o pedido de deportação, tinha as mãos livres para exercer qualquer violência no Equador; como não o fez, não tem. É pena, mas é assim.

    Evidentemente que já se percebeu que você se está nas tintas para quem quer que seja desde que a sua fé no socialismo se mantenha incólume.

    Essa da minha fé no socialismo tem piada - o Lidador tem aparecido pouco por estas paragens, não tem?

  61. 61 61  Range-o-Dente

    JV:

    “E insurjo-me, sem dúvida.”

    Então vamos a isso. Onde está?

    “E insurjo-me, sem dúvida. Mas insurjo-me ingualmente contra a Colômbia, porque se é errado dar guarida aos terroristas, é-o igualmente partir para a agressão sem esgotar a cooperação.”

    Oh homem. A Vevezuela/Equador ignoraram paulatinamente o assunto até lhes cair um obus em cima. IGNORARAM.

    Perante quem IGNORA que quer o JV que seja um processo burocrático “esgotado”? Uma promessa em Fátima?

    “Sem um pedido formal de deportação o Equador pode sempre alegar que não sabia da presença de guerrilheiros das FARC no seu território - tudo dependia do cinismo e do jogo de cintura que tivesse.”

    JV. São cínicos há anos. Esse filme já tem baratas.

    .

  62. 62 62  JV

    Oh homem. A Vevezuela/Equador ignoraram paulatinamente o assunto até lhes cair um obus em cima. IGNORARAM.
    Prove. Sem um pedido prévio de deportação não há legitimidade no avanço colombiano: por isso avance uma única notícia que afirme ter havido um pedido prévio da Colômbia exigindo a deportação dos guerrilheiros, ou então escusa de continuar com contorcionismos para tentar mascarar o evidente crime internacional que se cometeu.
    Já perdi a conta à quantidade de vezes que lhe pedi isto. Espero que, desta, o faça. Até lá, escusa de me voltar a responder.

  63. 63 63  Range-o-Dente

    “Sem um pedido prévio de deportação não há legitimidade no avanço colombiano”

    Já lhe expliquei um monte de vezes que o pedido prévio de deportação é apenas um papel que, de nada valerá se a resposta não for ‘não deportamos, não senhor’.

    Qualquer resposta paliativa deixa a sua teoria na estaca zero: com pedido ou sem pedido, tudo fica na mesma.

    E você quer convencer alguém que pensa que os floribélicos dirigentes responderiam que não deportariam?

    E, já agora, se eles respondessem que não deportariam porque se trataria de uma luta legítima de libertação, e que, na história, o algóz era o governo colombiano, a que balde de bostas iria parar essa sua aposta burocrática? Teria você lata para afirmar que, de acordo com a resposta dos palermoides se tornava claro que não havia qualquer movimento terrorista acoitando-se nos territórios vizinhos?

    .

  64. 64 64  JV

    Qualquer resposta paliativa deixa a sua teoria na estaca zero: com pedido ou sem pedido, tudo fica na mesma.
    Errado: se houvesse resposta paliativa e se visse que não havia medidas nesse sentido - e isso é fácil de verificar - por parte dos colombianos.

    E, já agora, se eles respondessem que não deportariam porque se trataria de uma luta legítima de libertação, e que, na história, o algóz era o governo colombiano, a que balde de bostas iria parar essa sua aposta burocrática?
    As FARC são um movimento terrorista reconhecido como tal por todas as instâncias internacionais. Não é o Equador que pode mudar isso, e se o Range-o-Dente o afirma demonstra uma ignorância boçal - demonstra que o tal balde de bostas deve estar dentro da sua cabeça.

  65. 65 65  Range-o-Dente
  66. 66 66  JV

    Não responde a coisa nenhuma que eu já não tenha desmontado aqui.

  67. 67 67  Range-o-Dente

    “Não responde a coisa nenhuma que eu já não tenha desmontado aqui.”

    O JV não desmonta nada. Procura apenas convencer-se que desmonta.

    .

  68. 68 68  JV

    O JV não desmonta nada

    Já lhe pus diante da cara que um avanço militar sem que se tenham esgotado previamente as vias da cooperação é uma agressão. Já lhe pus diante da cara, quando disse que esse era um processo burocrático e cobarde, que se o Equador tivesse dado uma resposta paliativa mas nada fizesse, isso era facilmente verificável e justificava a guerra. Já lhe pus diante da cara que se Quito dissesse que apoiava as FARC e as considerava um movimento de libertação em vez de um grupo terrorista, indo contra o que é dito por todas as instâncias internacionais, isso legitimava ipso facto o ataque colombiano - e com tudo isto desmontei todos e cada um dos argumentos que o Range-o-Dente trouxe à colacção em sua defesa. Sem apelo nem agravo. E no texto que escreveu e aqui citou, não responde a nenhum deles.

  69. 69 69  JV

    Mas, evidentemente, estou a perder tempo: a si não lhe interessa dizer porque é que só me convenci que o contraditei, mas na verdade não o fiz. Quer apenas dizê-lo e pronto, sem ter de se justificar. Talvez assim se mentalize melhor do que está a dizer, contra todas as evidências: mas bastará a alguém ler a discussão que vimos travando para perceber que nenhuma razão lhe assiste quando o afirma.

  70. 70 70  Lidador

    “um avanço militar sem que se tenham esgotado previamente as vias da cooperação é uma agressão. ”

    Tenho de lhe dar razão JV. O facto de serem desencadeadas operações miitares contra a Colômbia a partir do Equador, sem que se tenham previamente esgotado as vias de cooperação, é uma agressão.
    A partir da qual a resposta à agressão
    é o mero exercício do elementar direito de legítima defesa.

    Ainda bem que finalmente reparou no pormenor. Custou, mas foi.

  71. 71 71  Range-o-Dente

    JV.

    Você vive num mundo que não quer encarar e quanto mais o mundo se distancia daquilo que você inventou que ele deveria ser mais você insiste que as coisas são estão de acordo com as suas miragens.

    O mundo não é o que você diz que é, e ainda bem para o mundo, mau grado os perfeitos idiotas que nele habitam e os Zimbabwes que vão brotando alicerçados em visões idênticas de uns tantos perfeitos idiotas e em que JVs alinham alicerçados pelas suas magnificas teorias.

    Eu dedico-me, nas horas vagas, a partir cabeças pelo gozo de as ver estrebuchar. É uma forma de tentar evitar que outros caiam na mesma palermice. A verdade é que os sistemas paridos e iluminados pelos JVs do planeta exterminam-se a eles próprios, comem-se a eles próprios, muito embora provocando gerações e gerações de sofrimento.

    A Venezuela está nessa via, e o JV inventa “vias da cooperação” à justa medida da defesa do tirano em causa, que se ajusta à sua forma de encarar o mundo.

    Meu caro, no blog que você visitou há, no cabeçalho, a seguinte frase: “It is quite gratifying to feel guilty if you haven’t done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).”

    A frase diz-lhe exactamente respeito.

    .

  72. 72 72  JV

    O facto de serem desencadeadas operações miitares contra a Colômbia a partir do Equador

    Mas não por parte do Equador, antes por um grupo de terroristas: logo, o facto de se ter lançado a território equatoriano sem pedido prévio de deportação desses criminosos é um crime à luz do direito internacional.

    Eu dedico-me, nas horas vagas, a partir cabeças pelo gozo de as ver estrebuchar

    Não me admira, a julgar pela prosa e pela argumentação animalescas, que nas horas vagas o Range-o-Dente pratique essas abominações e outras ainda torpes, exercitando-se na baixeza selvagem com que certamente o «educaram». Mas o que lhe sobra brutalidade, boçalidade, e falta de chá, falta-lhe, foi aqui provada à saciedade, em capacidade de defender decentemente um postulado qualquer. Nada do que até agora avancei foi por si desmentido com o que quer que seja que se assemelhe a um argumento: diz que eu vivo no Mundo da fantasia, que compactuo com tiranos, que faço isto e aquilo, e pensa que afixada a etiqueta está daí por diante escusado de pensar com método e expor ideias. Talvez tenha percebido, ao cabo desta longa contenda, que uma ideia não é um crânio: o Range-o-Dente pode passar o dia a dar murros no monitor de cada vez que cá vem e nota que não tem o que me responder além de alarvidades, insultos, insinuações vis sobre o que eu penso ou os motivos que me levam a defender determinada posição: mas esse gesto não adianta nem atrasa um grão de arroz na desmontagem da verdade do que afirmo. Talvez lhe sirva, na sua impotência, de desagravo momentâneo - mas pouco mais faz além disso, a não ser magoar-lhe os nós dos dedos.

  73. 73 73  JV

    A verdade é que os sistemas paridos e iluminados pelos JVs do planeta exterminam-se a eles próprios, comem-se a eles próprios, muito embora provocando gerações e gerações de sofrimento.

    Sim, a ONU e instituições similares de salvaguarda da paz e regulamentação das contendas entre Estados são os grandes responsáveis por todos os males da Terra. Boa mesmo é a diplomacia à Bush, à Blair, à Metternich ou à Hitler, de avançar porque se quer sobre quem nos apetece: essa sim, não só não causou até hoje qualquer mal à Humanidade, como foi também o magno propulsor das suas maiores conquistas civilizacionais.

  74. 74 74  Lidador

    “Mas não por parte do Equador, antes por um grupo de terroristas: logo, o facto de se ter lançado a território equatoriano sem pedido prévio de deportação desses criminosos é um crime à luz do direito internacional”

    Muito bem. De facto é um crime à luz do direito internacional atacar outro país sem que seja em legítima defesa. Por isso é que o crime veio do Equador e não o contrário. A Colômboa não atacou porque lhe passou uma coisa pela cabeça. Atacou porque havia um alvo legítimo e de oportunidade. Nestes casos a surpresa é tudo e neste mundo real em que vivemos, avisar previamente o Equador equivaleria a falhar o alvo porque o zote seria imeadiatamente avisado.
    E em termos do DI, não existe essa distinção subtil entre o “país” e o que “está dentro do país”, para mais em casos como este em que existem provas e inequívocas de contactos entre o poder equatoriano e os terroristas que alberga e apoia.

    Não JV, nenhum país pode invocar o DI quando se coloca fora dele ao prestar-se a servir de santuário para ataques a outro país.
    E o Equador sabe bem disso. Como terá reparado, deram uns berros a simular indignação, mas perceberam a mensagem.

    O seu problema, como diz o Range o Dente, é que você “simpatiza” com os narco-comunistas-terroristas e ficou de cara à banda por terem tirado a tosse a um dos seus heróis revolucionários da coca.
    E os seus patéticos “argumentos”, em que nem você acredita ( isto partindo do principio que de vez em quando usa a cabeça para aquilo que ela serve) são uma triste tentativa de exorcizar a raiva e a fristração.

    É que não me recordo de o ver aqui bramir pelo facto de as FARC atacarem e sequestrarem gente em território colombiano sem sequer enviarem uma nota formal de aviso.
    Então como é?
    Ataca-se outro país sem avisar?
    Ou trata-se de outro género de “Direito Internacional”?
    Gostaria de conhecer a sua opinião sobre esta imperdoável falta de formalismo dos narco-terroristas e seus apoiantes.

  75. 75 75  Range-o-Dente

    Não, não, meu caro Lidador.

    A carta ao governo do Equador teria que ser enviada com aviso de recepção.

    Depois de recebido o aviso de recepção, deveria ser remetido a Chavez, sob a forma de cópia autenticada pela ONU, também com aviso de recepção.

    Cumpridas as formalidades, a Venezuela e o Equador enviariam uma missão para averiguar da identidade doa malandros, por forma a poder cumprir as formalidades internas junto dos tribunais: mandatos de captura passados aos malandrecos, na qualidade de guerrilheiros.

    Logo então deveriam voltar a floresta para apanhar os cocainácios.

    Las, bit not the list, haveria que confirmar a documentação do tribunal com a pessoal. Se o código de actividade do cartão de contribuinte dos mânfios não dissesse ‘Terrorista das FARC’ (não bastaria apenas terrorista ou apenas FARC ou até narcotraficante), não poderiam ser detidos.

    Ah, esqueci-me de uma coisa. Haveria, logo após a primeira visita de identificação, que deixar lá uns dólares para garantir o bem estar dos cidadãos (até transitado em julgado todos são cidadãos de pleno direito) para garantir a qualidade de vida dos ditos. Dólares e putas que, o JV sabe, andam sempre juntos.

    Finalmente, para nós que ninguém nos ouve, por ocasião da última troca de reféns que Chavez ’superintendeu’, Chavez já tinha largado uns dólares. Há quem diga que para comprarem medicamentos e comida para os reféns. Há quem diga que para lhes permitir revalidarem a papelada, não fosse dar-se o caso dos colombianos virem a pedir a extradição dos artistas e a papelada o não estar em dia - emfim, aborrecimentos.

    Então sim. Visitando previamente o local, espetando avisos no terreno para afastar as cotovias cor-de-burro-quando-foge e entregar auriculares abafadores de ruido aos musaranhos, poderiam, as forças colombianas, despachar a bomba.

    Já gora JV, por curiosidade: no Comité Central (repare que escrevi com letra grande) do PCP [vénia], ainda se continua a discutir a melhor estratégia para levar o PREC a bom termo?

    .

  76. 76 76  JV

    E em termos do DI, não existe essa distinção subtil entre o “país” e o que “está dentro do país”

    Isso é de uma idiotice que raia o ridículo: não há distinção entre um bando de assassinos que fugiu de Espanha para Portugal e o Estado Português?

    Não JV, nenhum país pode invocar o DI quando se coloca fora dele ao prestar-se a servir de santuário para ataques a outro país.

    Nem nenhum país pode dizer que outro serve de santuário a terroristas a menos que tenha havido um pedido de deportação a que se seguiu uma recusa em fazê-la ou má-vontade declarada acompanhada de resposta paliativa. Se o afirmar sem estas provas está apenas e só a pressupor. Percebeu agora, ou à centésima ainda não foi de vez?

    O seu problema, como diz o Range o Dente, é que você “simpatiza” com os narco-comunistas-terroristas e ficou de cara à banda por terem tirado a tosse a um dos seus heróis revolucionários da coca.

    Volto a dizer: se me consideram em alguma medida próximo dos comunistas, narcoterroristas ou não, estão a milhas de me conhecer. O vosso mal é que estão habituados a julgar os acontecimentos internacionais não por um critério de justiça mas numa lógica de banda desenhada: os bons (de um modo geral os pró-americanos-anti-comunistas-à-outrance ou lá perto) podem fazer o que quiserem, que quanto façam é bem feito visto que em nome da Grande Causa. Os maus (todos os que não são pró-americanos-anti-comunistas-à-outrance) têm de ser derrotados, porque todos os males do Mundo dimanam deles. Leis, regras de bom senso, respeito pelos outros, tudo o que exigimos aos maus é sacrificável quando é tempo de tratar com eles: se for preciso matar 50 civis em Gaza para abater um membro da Jihad Islâmica, seja - eles é que não o podem fazer; se for preciso ensopar de sangue todo o Iraque porque não se gosta do Saddam, em frente - afinal, cruel e tirânico era o Saddam; se é preciso arremessar para o caixão do cisco todas as leis internacionais para capturar um guerrilheiro das FARC, acham muito bem - no fim de contas, podemos ou não podemos praticar o terrorismo e o crime para combater os terroristas e o criminosos? Qual podemos - devemos! O que é uma sevícia obnóxia quando parte dos maus, purifica-se se as mãos a obrá-lo são as dos bons: venda-se droga para financiar as FAUC, que aí já é correcto - para as FARC é que é mau; torturem-se os presos de Guantánamo, que aí está a proceder-se em nome do bem - quem torturava para o mal eram os maus, eram os talibãs!
    Já disse o que acontece, invariavelmente, a quem entre outras coisas assim renuncia a ver o Mundo com olhos de ver para entregar o seu espírito crítico à facção.

    E os seus patéticos “argumentos”, em que nem você acredita ( isto partindo do principio que de vez em quando usa a cabeça para aquilo que ela serve) são uma triste tentativa de exorcizar a raiva e a fristração

    Não lhe adianta colocar a palavra argumentos entre aspas, que não é assim que os enfraquece. Para isso teria, você e não eu, de usar a cabeça para o que ela serve no caso vertente - para me responder: não vir com insultos e a repetição maçadora da mesma coisa, a saber, de que a culpa é toda do Equador porque servia de base das FARC, e que a Colômbia tinha de aproveitar o efeito supresa, como se ainda não soubesse ou não tivesse percebido que sem o cumprimento das regras internacionais a Colômbia não tinha qualquer prova concludente do conluio, estava por conseguinte a cometer uma agressão, e que se as cumprisse só tinha a ganhar com isso, posto que a atitude do Equador seria evidentemente de colaboracionismo com o terror, deixando Uribe de mãos livres para avançar em armas sobre o vizinho, agora com toda a justiça.

    É que não me recordo de o ver aqui bramir pelo facto de as FARC atacarem e sequestrarem gente em território colombiano sem sequer enviarem uma nota formal de aviso.
    Então como é?
    Ataca-se outro país sem avisar?
    Ou trata-se de outro género de “Direito Internacional”?

    Estupidez pura: as FARC não são um Estado. Devem ser punidos de acordo com o direito penal, como criminosos que são.

    Gostaria de conhecer a sua opinião sobre esta imperdoável falta de formalismo dos narco-terroristas e seus apoiantes.

    E eu gostaria de conhecer os seus pais e professores, para poder expor-lhes diante da cara o valente imbecil que criaram. E um imbecil dos piores - dos que ainda para mais meteram na cabeça que sabem alguma coisa.

  77. 77 77  Lidador

    “Isso é de uma idiotice que raia o ridículo”
    Esses adjectivos tremendos, se bem que possam ter o efeito de lhe aliviar a raiva, não adiantam nada à questão.

    “não há distinção entre um bando de assassinos que fugiu de Espanha para Portugal e o Estado Português?”

    Se o Estado equatoriano recebe, aceita e dialoga com os narco-terroristas, não tomando contra eles as medidas que deve, então é responsável, à luz do DI. Goste você ou não goste. E como a Colômbia é o estado agredido, como não pode chamar a polícia, tem o dever e o direito de se defender. Como tem tb o poder, limitou-se a agir em legítima defesa. Tudo dentro da Carta das Nações Unidas.
    Se não fosse assim, eram impossíveis as relações entre estados. Marrocos atacaria a Espanha não com as suas forças armadas, mas dando secretamente guarida a uns revoltosos. Era giro, não acha?
    O Equador não é (ainda) um estado falhado. Tem controle sobre o seu território e é por isso responsável pelo que lá se passa.
    A responsabilidade caiu-lhe em cima. E muito bem, a meu ver.

    “nenhum país pode dizer que outro serve de santuário a terroristas a menos que tenha havido um pedido de deportação”

    Mera opinião sua. A opinião é livre , mas não consta que seja a sua a pautar aquilo que um país pode fazer ou não.
    Reduza-se à sua insignificância e deixe-se de evocações grandiloquentes e tontas.

    “se me consideram em alguma medida próximo dos comunistas, narcoterroristas ou não, estão a milhas de me conhecer.”

    Acredito que pense que conhecê-lo seja uma coisa importante, mas na minha lista de coisas importantes está algo atrás da carreira universitária do meu cachorro, assunto que, como deve compreender, nunca me tirou o sono.

    “O vosso mal é que estão habituados a julgar os acontecimentos internacionais não por um critério de justiça ”

    Seja mais modesto, por favor. Chamar “critério de justiça” à sua pessoalíssima opinião, é, vá lá, um bocado excessivo.

    ” regras de bom senso”

    Considerar que “bom senso” é o seu senso, ajuda à boa disposição geral.

    “respeito pelos outros”
    Esta sua frase : “valente imbecil que criaram. E um imbecil dos piores”,
    é largamente demonstrativa do seu conceito de “respeito pelos outros”.
    Bem prega Frei Tomás, ouve o que ele diz, não faças o que ele faz.

    “se for preciso matar 50 civis em Gaza para abater um membro da Jihad Islâmica,”

    Parece que o problema foi que , em resposta a cerca de 8 000 foguetes, os israelitas não enviaram o devido pedido formal de deportação, em triplcado e reconhecido pelo notário.
    Precisam lá do seu “respeito pelos outros”, para os ajudar a entender as realidades da vida.

    “; se é preciso arremessar para o caixão do cisco”

    Confesso que não se que caixão é esse. Faz parte do seu “bom senso”?

    “para capturar um guerrilheiro das FARC”

    Guerrilheiro ?
    Segundo consta tratava-se de um terrorista, narcotraficante, sequestrador e comunista.
    E não era para o capturar, mas para o liquidar.
    Com sucesso, aliás.

    “podemos ou não podemos praticar o terrorismo e o crime para combater os terroristas e o criminosos?”

    Não, rapaz. O que qualquer estado soberano pode e deve é usar a força para defender os seus interesses do terrorismo e dos criminosos.
    Que você os ache “guerrilheiros”, só diz algo do que vai dentro da sua cabeça… e nada de especialmente bom.

    “O que é uma sevícia obnóxia”

    Sim, boa questão, o que é uma sevícia obnóxia? Como se distingue de uma sevícia não obnóxia?
    Ora tenha a bondade de explicar.

    “torturem-se os presos de Guantánamo, que aí está a proceder-se em nome do bem ”

    Vejo-o muito preocupado com os presos de Guantanamo. Não sei o que é que o assunto tem a ver com a liquidação do narcoterrorista das FARC, mas presumo que essa sua cabeça, esteja completamente embrutecida pela recitação dos versículos habituais. As suas “ideias” são a monótona repetição das homiliias da esquerda tonta. Reductio al Iraque.
    Deixe-se de lérias. Engaiolar e eventualmente torturar determinados indivíduos não é assim tão escandaloso que seja preciso rasgar as vestes, se a informação não puder ser obtida de outra maneira e permitir salvar vidas.
    Por outro lado, a malta que está engavetada em Guantanamo foi capturada de armas na mão, e se você acredita que andavam apenas a apanhar flores silvestres nos verdejantes recessos do Kiber Pass, é lá consigo, eu conheço uma pessoa que tb acredita acredita nos glutões, ou nos “impressos de pedido de deportação”
    Naquilo que me diz respeito, (a minha segurança e dos meus filhos,) podem até lá ficar encaixotados a vida inteira.
    Aliás não percebo a sua preocupação com Guantanamo , ao mesmo tempo que o Rei Mswatti II mata os opositores, o Fidel corta pio a outros tantos, o Robert Mugabe, idem.
    E não se preocupa com o Nepal? Com Vanuatu ? Com a China ? Com a Coreia N? Com o Burkina Faso ?
    O seu radar só lhe dá Guantanamo ? Não acha isso estranho?
    Lavaram-lhe o cérebro com detergente “Trotsky”?

    “Já disse o que acontece”
    Agora tem a mania que é o Zandinga?

    “para entregar o seu espírito crítico à facção”
    Ora aí tem uma boa descrição de si mesmo. Presumo que se esteja a mirar ao espelho.

    ” de que a culpa é toda do Equador porque servia de base das FARC, e que a Colômbia tinha de aproveitar o efeito supresa”

    Vê, que você afinal percebe as coisas?

    “a Colômbia não tinha qualquer prova concludente do conluio”

    Ou seja, não lhas mostraram a si, supremo árbitro do universo. E o que o fantástico JV nãoconhece, não existe.

    “posto que a atitude do Equador seria evidentemente de colaboracionismo com o terror, deixando Uribe de mãos livres para avançar em armas sobre o vizinho”

    Parece que a Colômbio não queria “avançar em armas sobre o vizinho”. Queria apenas tirar o pio ao “guerrilheiro” da coca.
    Faltava lá o JV para lhes dar a táctica.

    “Devem ser punidos de acordo com o direito penal, como criminosos que são”
    Confesso que ainda me estou a rir…

    ” o valente imbecil que criaram. E um imbecil dos piores ”

    Uma vez que isto ilustra cabalmente o seu conceito de “respeito”, nem quero imaginar o verdadeiro significado dos termos “justiça” e “bom senso”, que o JV usa com tanta cagança.

  78. 78 78  JV

    Esses adjectivos tremendos, se bem que possam ter o efeito de lhe aliviar a raiva, não adiantam nada à questão.

    Raiva nenhuma: têm o único efeito de lhe responder à letra. O Lidador - e o Range-o-Dente também - vieram já à liça insultar-me um bom par de vezes. Não quis, à primeira, responder-vos na mesma moeda. Mas chega: querem viver pela espada, respondo-vos à espada que é um gosto.

    recebe, aceita e dialoga com os narco-terroristas, não tomando contra eles as medidas que deve

    Se não recebe nenhum pedido de deportação, que medidas é que deve tomar?
    Pergunta a que o Lidador e o Range-o-Dente, por junto, já foram intimados a responder ao menos um milhão de vezes - e ainda espero (não sei se ingénua ou heroicamente) que o façam…

    “nenhum país pode dizer que outro serve de santuário a terroristas a menos que tenha havido um pedido de deportação”

    Mera opinião sua.

    Mas qual mera opinião minha nem meia opinião minha. Que outro modo conhece o Lidador de provar, inequivocamente, que não há a pretensão de colaborar, e logo uma cumplicidade nojenta com criminosos, senão pelo não cumprimento de um pedido de deportação previamente feito?

    Reduza-se à sua insignificância e deixe-se de evocações grandiloquentes e tontas.

    Penso que sabe que dizer que os meus argumentos são tontos - já agora agradeço o grandiloquentes -, sem o provar, vale zero como argumentação. Isso sim é apenas e só uma opinião - que, a julgar pela medida que usa para os outros, devia também guardar para si, na sua insignificância…

    “se me consideram em alguma medida próximo dos comunistas, narcoterroristas ou não, estão a milhas de me conhecer.”

    Acredito que pense que conhecê-lo seja uma coisa importante

    Pelos vistos, é: se lhe não interessasse conhecer-me não se punha a tentar adivinhar que ideologia política postulo.

    “O vosso mal é que estão habituados a julgar os acontecimentos internacionais não por um critério de justiça ”

    Seja mais modesto, por favor. Chamar “critério de justiça” à sua pessoalíssima opinião, é, vá lá, um bocado excessivo.

    É um critério como outro qualquer: ou o Lidador acredita, à Platão, que a Justiça existe enquanto conceito no Mundo inteligível, sendo independente da concepção que dela façam os homens?

    ” regras de bom senso”

    Considerar que “bom senso” é o seu senso, ajuda à boa disposição geral.

    É o senso comum. Mas pronto, quando alguém que acha que o ef