É inacreditável que uma deputada entre num estúdio para agredir um jornalista. Só que ao ver esta peça e ao ler esta, esta, esta e esta notícia (todas iguais, a mostrar como vivemos num maravilhoso pluralismo informativo), há sempre uma informação que não é dada e que qualquer peça jornalística normal daria: o que raio escreveu o jornalista que provocou tamanho destempero? Ficamos a saber que Chávez já se referiu a ela, que ela não vai processar o jornalista, que o jornalista diz que lhe pode acontecer alguma coisa… Não seria normal que alguém tivesse a fineza de nos dar esta insignificante informação: o que escreveu o jornalista sobre a mulher?
Fiz uma busca e encontrei. Foi uma longa investigação que tomou 10 minutos de meu tempo. Num estilo de denúncia militante, o jornalista Gustavo Azócar Alcalá conta que a deputada Iris Varela perdeu o seu filho no dia do parto. Pelo que percebi (mas não fiquei seguro), a morte do filho não era do domínio público. E depois, em pormenor, explica como reagiu, no próprio dia, a este acontecimento e as coisas terríveis que disse aos médicos nesse dia. Acaba por atribuir a esse acontecimento o seu suposto desequilíbrio psicológico e até a sua militância política.
De tudo o que li sobre a deputada ficou para mim claro que é uma figura estranha, agressiva e com negócios pouco claros. De tudo o que vou lendo da imprensa venezuelana (quase toda ligada à oposição), percebo que o jornalismo que por ali se faz (sobretudo nas televiões) é abaixo de qualquer explicação. O comportamento da deputada (ainda mais tendo imunidade parlamentar) é inaceitável. Mas o dever dos jornalistas, dos nossos, é dar-nos todos os dados relevantes e não fazer apenas copy/paste da mesma fonte e mostrar a imagem chocante. Isto, claro, se não queremos que o nosso jornalismo e a nossa política fiquem iguais aos da Venezuela.
As coisas acontecem por uma razão. Contar essa razão não é justificar as coisas. Neste caso, saber isto ajuda a perceber que as motivações da senhora para este comportamento são mais pessoais (numa matéria de enorme sensibilidade) do que políticas. Nem menos nem mais condenáveis por isso. Mas ficamos a saber. E é ficamos a saber o fundamental sobre as coisas depois de rirmos ou de nos indignarmos com as imagens que faz a diferença entre o jornalismo e o entretenimento.
34 comentários 21 Nov 07 em América Latina, Cromos, Jornalismo, Televisão, Venezuela



Mais do que copy/paste???
Não acha que isso é exigir demais dos nossos jornalistas? Às vezes até alteram algumas frases da Lusa.. e aí já ficam extenuados.
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pensava eu que de hipocrisia já tinha visto de tudo, engano o meu.
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Desde pequeninos, queremos (por vezes até demais) saber os “porquês”.
Alguns de nós com o passar dos anos desinteressam-se. Pena que nesse número estejam incluidos jornalistas…
Sobre a estalada, acho que a deputada devia ter pedido a suspensão do mandato por um quarto de hora, entrado então no estúdio e aí sim, desfazia a tromba ao imbecil.
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Les journalistes marchands de calomnies /ont repandu flots d`ignominie
e mais não digo…
ah, é aquela ditadura onde um gajo que diz mal do chavez a torto e a direito num pasquim chamado a Verdade de Maracaíbo, tem um programa de televisão, não é? Tch, tch, já nem há ditaduras de jeito. é uma tristeza.
(nunca ninguém se lembrou de fazer o mesmo com a FCF?
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o que me parece mais incrível na Venezuela, é que como é que com uma imprensa que está nuns bons 90% contra Chávez, o homem ganha eleições com mais de 70%. deve estar mesmo a fazer alguma coisa bem…
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Afinal a Venezuela não é uma ditadura como nos querem fazer crer. Quanto mais vamos conhecendo a Venezuela mais convictos ficamos que tomaram muitos países ocidentais ter a democraticidade da Venezuela.
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Quando se trata de defender a classe, não há melhor do que jornalistas. O homem é que é o coitadinho.
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Voltamos ao mesmo… Pelos comentarios que vejo a culpa é do jornalista!!! Se a moda pega fica bonito isto. O Filipe de Espanha devia ter feito o mesmo com o pessoal da revista das caricaturas, sempre em nome da liberdade de expressao. Aprendamos, nos ocidentais, o que é realmente uma democracia.
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Gosto imenso da Venezuela, mas está lá bem longe e portanto não me incomoda nada o que se lá passa, nem faço tenções de ir para lá para votar contra o Chavez.
Agora o que está aqui bem perto é o arrufo entre Sá Fernandes e o representante do BE na Câmara.
Ainda bem que há porque eu até já julgava que Sá Fernandes tinha emigrado, de tão calado que tem andado.
Será verdade que vão desanexar uns bocaditos de terrenos do Parque da Bela Vista para fazer lá o IPO?
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Daniel,
gostava de ler o seu comentário caso, em vez da “deputada” – o Chávez está a governar por decreto desde Janeiro, não está? – fosse o Alberto João (o nosso Chavez, foi o que se conseguiu arranjar) a esbofetear o José Rodrigues dos Santos ou outro jornalista qualquer em directo. Iria haver tanta compreensão da sua parte?
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Não sei porquê mas sinto aquela inconfundível sensação de que estou a ser manipulado por ambas as partes (pela histérica chavista e pelos media). Esta malta vê telenovelas a mais..é muita muita telenovela! eh ehe he eh
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Ai DO vocês jornalistas são uns santos coitados, vocês jornalistas aprenderam a ler e a escrever e pimba bota tudo o que seja de utilidade publica ou não seja, no meu entender, se a ser verdade que o jornalista usou e abusou de uma situação em que era do desconhecimento público e só pessoal acho que a deputada fez muito bem em dar uma ou várias estaladas ao homem que se diz jornalista.
O HC tem as costas largas.
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Muito bem Daniel.
Tanto esta como a do portas estão muito bem apanhadas.
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Daniel, fugindo ao assunto, confira os mais recentes dados da ONUSida em vidairritante.wordpress.com/2007/11/21/25-milhoes-de-novos-infectados-com-o-vih/
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falta-te um elemento: a deputada pediu desculpa, em directo, ao povo da Venezuela (e bem fez ela em não pedir ao seboso do Azúcar que por acaso até está indiciado por aprofeitamento de bens públicos desde 2000.
e mais disse…disse que se fosse preciso punha o lugar à disposição, mas que não deixava a honra dela por lavar! Algo que alguns que por cá se encontravam indiciados pela polícia nunca tiveram … para fazer. se isto não é de mosqueteiro não sei o que será!
o Azúcar, que é pessoa isenta e séria, no seu blog escreve que estavam presentes “seis” capangas, mas apesar de a coisa ter sido filmada e todos os jornais afirmarem quatro, o isento jornalista lá inventa mais dois, como a dizer “só quatro não chegavam para me agarrar”.
para além disso, pr’ós senhores que atiram com a comparação absurda do jardim da Madeira, se alguém dissesse um décimo do que diz o Azúcar do Chávez – no blog, no pasquim, e na comunicação em geral -, na madeira, sobre o Jardim, há muito que lhe tinham encontrado o escalpe num caixote do lixo de Câmara de Lobos.
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Em Portugal pode-se destruir a reputação de uma pessoa , sem que dai advenha qualquer mal para os jornalistas, nem para os proprietarios dos mesmos.
Se houvesse por vezes tomates, uma bom par de estalos, era o minimo que certos jornalistas cá do burgo precisavam…
Mas cá somos todos gente branda….
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Fado Alexandrino para mal dos seus pecados, o Sá tem estado bastante activo e recomenda-se.
Mas olhe que com as noticias de hoje sobre o Fontão de Carvalho, a Eduarda Napoleão e os 3 gestores da EPUL, quem deve estar preocupado é o Carmona e o PSD….
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Quando vi a notícia percebi logo que os jornalistas portugueses faziam o costume.Escondiam o que não lhes é favorável!A notícia foi dada como se a deputada fosse uma doida qualquer que sem razão agride o jornalista.
Já me aconteceu o mesmo cá e sabe uma coisa?Pergunto a mim mesmo se não era isso que deveria ter feito na altura.
Porque é que os jornalistas se consideram previlegiados em reação aos restantes cidadãos?
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Estive a ver o video e sinceramente a lambada até nem foi com muita força para pena minha, o jornalista mereceu levar na tromba, faltou ao respeito à deputada, quem lhe disse para falar da vida alheia.
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Acho incrível é o jornalista da SIC falar em ‘Deputada do Regime Venezuelano’.
A Venezuela é um regime, mas democrático,… quer se goste ou não! Há quem queira passar a idéia do regime Venezuelano ser ditatorial… até ver não é!
O Chavez incomoda muita gente! Pena é a sua frontalidade resvalar para o populismo…mas que diz muitas verdades diz!
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Que bonito e falar de socialismos e revoluçoes do outro lado do atlantico… Ja toda a gente acha bem que se bata em jornalistas! Daniel, quem semeia ventos colhe tempestades… Depois de um post destes, era obvio que ia haver comentarios deste calibre!!!
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Eu só não acabaria o post com o comentário: “a diferença entre o jornalismo e o entretenimento.”
Mas sim: a diferença entre o jornalismo e a manipulação.
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Ena, tanto revolucionário indignado… então (sem saber se a informação era relevante para o livro) estão a divulgar a vida privada, devassar a pessoa e não a política… gosto, gosto muito de toda essa moralidade. Espero sinceramente que os escribas que apoiam tão fervorosamente a deputada, nunca tenham lido o livrito da Carolina Salgado, ou que nunca tenham folheado uma Caras ou derivado, ou até que não se embrenhem em muitas das biografias em livro, que expõem com, ou sem autorização formal, os factos pessoais das pessoas públicas. Aliás, já pensaram num saltinho à Venezuela e ajudar à festa?
Von Barata
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Um pouco ‘off-topic’, mas…
Aconselho toda a gente a ler esta excelente reportagem da revista brasileira “Veja” sobre Chávez e a situação actual da Venezuela. É de leitura obrigatória:
O weblog pensa que este comentário é spam por causa do link. Vou tentar outra vez, agora sem o http inicial…
veja.abril.uol.com.br/071107/p_086.shtml
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Ave Caesar.
O caminho para a servidão é feito das inúmeras pequenas cedências. Que são sempre relativizáveis, claro. Tudo bem. A César o que é de César, aos outros aquilo em que César pode meter o bedelho.
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Toda a gente procura culpabilizar ou desculpabilizar conforme os seus ideários políticos e quase todos passam além de uma questão básica.
Isto é civilidade urbanidade entre pessoas que seria suposto ter nível e educação? É isto que salta a vista a quem presencie a cena, antes de conhecer de quem se trata ou em que país se passou esta cena ou o imbróglio entre os actores do sketch.
Uma “senhora” desloca-se ao local de trabalho de um “senhor” que supostamente a terá ofendido/difamado. ( esta questão esta a leste do problema ) pessoas civilizadas recorrem à justiça ( embora já tenha visto aqui comentários com apelos a justiça directa privada por próprias mãos) é para isso que existem os tribunais e com isso amealhar algum dinheiro também não se fazem as coisas de graça. (Antigamente tirava-se uma desforra imediata através do duelo, mas isso era entre cavalheiros porque as senhoras nesse tempo, ainda não se misturavam com os homens no local de trabalho) Não se vão agredir as pessoas.
Esta “senhora” agrediu o tal “senhor” no seu local de trabalho, este, por cavalheirismo, ou por estar em directo na emissão, ou por outro motivo qualquer, o tal “senhor” viu-se numa situação de constrangimento e manietação, porque era uma “senhora”, porque era num local publico com directo para todo o pais, não ia bater na “senhora”, será que ela seria capaz de fazer o mesmo, teria coragem fazendo uma espera a porta da casa do tal “senhor”.
Porque eu também tenho aí uma lista de pessoas a quem queria dar umas valentes bofetadas só que não trabalham em estúdios de televisão. Ninguém fica a saber nada.
Definitivamente não há educação nem urbanidade pela amostra deu para entender.
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ao que me consta, a venezuela inteira é uma baixaria.
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Luís Machado, li. O tom, os adjectivos e o desequilíbrio tiram força a uma reportagem com coisas interessantes. Falta jornalismo quando se fala da Venezuela e sobra propaganda. Dos dois lados. Porque lemos a reportagem e 60% da população está resumida a uma personagem.
Eu já fiz uma reportagem na Madeira, com uma pergunta: porque ganha Jardim. A maior parte das pessoas que entrevistei votava nele. Como não podia deixar de ser… Se queremos perceber o que se passa, claro.
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Luís Machado recomenda-nos que leiamos mais um dos panfletos da Veja. O triste nisto tudo é que a maioria das pessoas, como Machado, entendem que aquilo é jornalismo engolindo tudo que vem publicado em letra de forma. Discordo de Daniel Oliveira quando diz que da outra parte também há muita propaganda. Até pode haver, eu é que não a descubro nos jornais e televisões portugueses.
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O direito ao contraditório (retirado do blog do jornalista Gustavo Azócar Alcalá, aqui visado – http://www.gustavoazocar.com/blog/index.php)
Não vou retirar conclusões, cada um tire as que quiser, até porque o texto é escrito na primeira pessoa e consequentemente parcial, mas, na medida em que a boa fé mo leva a presumir, a transcrição do excerto seu livro é verdadeira e, aparentemente, foi esse trecho que deu origem à reacção violenta da Deputada Iris Varela.
20 de noviembre, como todos los días, me levanté a las 5 de la mañana. A esa hora, preparo café, enciendo el televisor para ver Noticias RCN ( la reposición que transmite Globovisión) y luego el espacio “Es Noticia”, que conduce de manera magistral, el colega Román Lozinsky (por cierto, ese día no estaba él, creo que estaba José Vicente Antonetti, porque Lozinsky, según me enteré, está de reposo).Simultáneamente, enciendo el computador y empiezó a revisar todos los periódicos, nacionales e internacionales, a través de internet. Cuando son las 6:30 de la mañana, luego de ducharme y vestirme, salgo de mi casa, junto con Mary, mi esposa, y mi hijo menor, Santiago Enrique.
A Santiago lo dejamos en el colegio a las 6:40 de la mañana. A la Televisora Regional del Táchira llegamos a las 6:45 am. El martes 20 de noviembre, fuimos sorprendidos, porque cuando llegamos al canal, nos percatamos que habia comenzado otro espacio de opinión, en el horario de las 6:30 de la mañana. Nadie, ningún directivo del canal, ni algunos de los gerentes de programación o producción, nos informó que ese día comenzaba un programa nuevo. Hace algunos meses atrás, había en el horario de las 6:30 am, un espacio conducido por un periodista afecto al oficialismo, que terminó saliendo del aire luego que éste montara un show pretendiendole hacer creer a la gente que en la televisora lo estaban saboteando y que no lo dejaban hacer lo que él quería. El show fue desmontado cuando el mismo productor del programa declaró a los medios que todo era mentira, una farsa, y que lo que se buscaba era perjudicara la televisora.
Cuando entramos al canal, a las 6:50 de la mañana, nos dimos cuenta que la invitada en el nuevo programa (por cierto, conducido por un funcionario público y patrocinado por empresas del estado) era la diputada MARIA IRIS VARELA RANGEL. Mi esposa y yo (mi esposa, con quien llevo casado 24 años, es periodista y es la productora del programa) acordamos que no entraríamos al set hastatanto terminara el programa que le estaban haciendo a la diputada Varela. Esperamos tranquilamente en recepción, y cuando el moderador despidió (con una clara y malsana alusión hacia mi persona), procedimos a entrar al estudio.
En el estudio habían, además del moderador y la diputada, siete personas más: un camarógrafo de TRT, y seis presuntos guardaespaldas y asistentes de la parlamentaria. Yo dije: “Buenos días”, y uno solo de los presentes ( un hombre muy decente, con camisa roja y chaqueta negra) respondió. Los demás se quedaron callados. Mi esposa se dedicó a pegar los periódicos regionales en la pared (nosotros leemos todos los días los titulares de la prensa regional y nacional) y yo me dediqué a colocarme el micrófono en la solapa del paltó.
De pronto, la diputada Varela se levantó de la sila y dijo: “Yo quiero estar como invitada en este programa hoy. Quiero mi derecho a réplica, bandido, hijoep…., malandro, maldito, canalla, sátrapa, coñ……madre, malparido, etc,etc,etc,etc,etc”. Yo le dije: su derecho a réplica se lo voy a dar, pero no será hoy, porque ya tengo invitados al programa”. Ella se abalanzó sobre mi, descargando golpes, puntapiés y comenzó a destruir el set del programa. Lo demás, todo el mundo lo vió por televisión.
Ahora bien: ¿se trató de un hecho fortuito? ¿Todo fue producto de la casualidad? ¿Pura y mera coincidencia? La respuesta es NO. Todo había sido debidamente preparado y premeditado. Veamos:
1.- El programa del oficialismo, debía comenzar el lunes 19 de noviembre y no el martes 20. De acuerdo con la programación de TRT, el espacio arrancaba el lunes 19 a las 6:30 de la mañana. ¿Por qué no lo hicieron? Porque el lunes 19, el periodista Gustavo Azócar, no estaba en San Cristóbal. Mi programa había sido grabado el sábado 17 con el abogado Hermann Escarrá. El lunes 19 yo estaba en Caracas (asistí como invitado al programa LA ENTREVISTA DE RCTV). Los oficialistas no quisieron hacer el programa el lunes y buscaron excusas para retrasar el inicio hasta el martes, esperando que el moderador de Café con Azócar estuviera “en vivo y en directo”.
2.- La diputada VARELA, logró meter en el canal a dos camarógrafos, a quienes hizo pasar como parte de su equipo de seguridad. Tan pronto como la diputada comenzó a insultarme y agredirme, los supuestos guardaespaldas sacaron sus cámaras y comenzaron a grabar el incidente. Lo que se buscaba era provocarme, sacarme de mis casillas, hacer que yo perdiera los estribos, que asumiera una actitud no cónsona con mi hombría y con el respeto que se merecen las mujeres, para luego ir a un tribunal, denunciarme por agresión y llevarme a la cárcel.
3.- El sábado 17, durante la marcha del oficialismo en San Cristóbal, la diputada Varela declaró a TRT que cuando “vea el periodista que hace un programa aquí en las mañana, se las va a ver conmigo. Yo voy a defender mi honor y mi reputación”, con lo cual demuestra que ya tenía preparado el show.
4.- El moderador del programa del oficialismo, en el que se encontraba invitada la diputada Varela, sacó un bate de beisbol que utiliza como parte de su escenografía y lo colocó “estratégicamente” encima de la mesa, quizás con la aviesa intención de que la diputada lo utilizara contra mi.
5.- Desde que bauticé el libro, en julio de este año, he dicho en más de cien ocasiones en mi programa, qiue si la diputada IRIS VARELA, quiere ejercer su derecho a réplica lo puede hacer. Es más, públicamente he dicho ylo reitero, que si la dputada quiere ir mañana mismo al programa, yo mismo le colocaré el micrófono, yo mismo le arrimaré la silla y yo mismo le brindaré el café que todos los días le ofrecemos a nuestros invitados.
En el programa LA ENTREVISTA DE RCTV de hoy, lancé un reto a la diputada VARELA: Usé una de las tantas denuncias que hay en libro y que involucran a la parlamentaria. Tiene que ver con la empresa MENSERVIC SRL, propiedad de la diputada y con la cual contrató servicios con el INAVI siendo miembro de la Asamblea Nacional Constituyente. Si ella demuestra que esa denuncia es mentira; si demuestra que la empresa es falsa, que la empresa no es de ella, si demuestra que ella no era accionista de esa empresa y que no hubo contratos con el INAVI, estoy dispuesto a renunciar al periodismo.
Por lo demás y para evitar que se sigan diciendo cosas que no son, aquí están las 36 líneas que publiqué en el libro y que hacen mención al triste, desafortunado, lamentable y desgarrador incidente que tiene que ver con la diputada VARELA. Juzguen ustedes mismos.
IRIS: LA MADRE QUE NO PUDO SER
“En el Hospital Central de San Cristóbal hay una historia que tiene que ver con la vida de Iris Varela y que puede ser clave para entender su comportamiento, su agresividad, su odio visceral contra algunos sectores políticos de la oposición y su resentimiento. El relato, confirmado por algunos médicos y enfermeras que prefieren mantenerse en el anonimato, refiere que María Iris fue llevada a la sala de partos en el año 1992, con un embarazo complicadísimo que, pese al gran esfuerzo de los médicos que estaban de guardia, terminó en tragedia. “Los médicos y las enfermeras hicieron todo cuanto estuvo a su alcance para salvar al bebé. Me consta que se hizo todo cuanto fue posible, pero el parto fue tan difícil y tan complicado, que el niño no pudo salvarse. Aguantó dos semanas y luego falleció”, dijo una médico tachirense.
La médico contó que María iris logró dar a luz, pero el bebé nació con demasiadas complicaciones, algunas de ellas congénitas. Lo mantuvieron en terapia intensiva durante quince días, pero los esfuerzos resultaron en vano. María iris entró en cólera cuando los galenos le informaron que el niño había muerto. Aquella noche inundó de maldiciones la sala de partos del hospital Central de San Cristóbal y juró que se vengaría de todos los que estaban allí presentes. “Tratamos de explicarle que las condiciones del niño eran muy difíciles, que las posibilidades de que el niño viviera eran mínimas, pero ella no escuchó. Toda la noche profirió maldiciones contra cada uno de nosotros. Nos mentó la madre como mil veces y cuando abandonó el hospital al día siguiente, juró que la pagaríamos con nuestra propia sangre”.
En ocasiones, María iris Varela ha dicho, tanto en privado como en público, que a su hijo se lo mató la cuarta república. Ha señalado, incluso, que como el parto se produjo en el 92, luego del golpe de estado liderado por el Comandante Hugo Chávez, que en los hospitales había animadversión y rechazo hacia quienes estaban identificados con la intentona golpista. Algunos psicológos creen que ese acontecimiento marcó para siempre la vida de la diputada y que el recuerdo del hijo que nunca pudo tener la acompañará siempre, como una huella indeleble.
(Tomado del Libro: HISTORIAS NEGRAS DE LOS PROCERES ROJOS: LA COMANDANTE FOSFORITO / pp 18-19)
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A resposta da deputada
http://www.youtube.com/watch?v=xykKv6lHFAU
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Mais completo:
http://www.youtube.com/watch?v=A6PJiAafdrs
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Os media são controlados e estão concentrados nas mãos dos grandes grupos económico e como tal, faz todo o sentido que a linha editorial dos programas de informação e comentário político e económico seja no sentido a defender a ideologia vigente e a distorcer toda a informação que a ponha em causa.
Simplesmente, à alturas em que a desonestidade se torna mesmo absurda, como foi o caso. Portanto, sabemos que fulana tal agrediu “”violentamente”" um paladino da liberdade de expressão. Mas porquê? Hein? Não se lembraram de incluir isso na notícia?
Claro que há sempre aqueles papalvos que têm a mania que são bons e que a ética jornalística serve para alguma coisa. Resultado, são despedidos por “chegarem tarde ao trabalho”. Sornas!
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