Quadro publicado na revista esquerdista e pró-chavista “The Economist”, a 17 de Novembro. O venezuelanos são o segundo povo mais satisfeito com a sua democracia na América Latina. Há onze anos eram metade os que manifestavam este sentimento. Eu posso achar que Chavez segue mau caminho. Mas todos os sinais dizem que os venezuelanos estão satisfeitos com a sua escolha. A democracia é isto.
E, no entanto, espero que chumbem a nova constituição obrigando a uma revisão que impeça a personalização do poder e perpetuação sem limites de Chavez no lugar. Que não desistam de ser vigilantes e de defender um regime democrático, com garantias de liberdade para a oposição. Mas não transformo esta esperança num atestado de menoridade aos venezuelanos. Nem chamo à sua vontade “ditadura”.
A ler: os textos do P2 sobre Hugo Chávez. A leitura dos dois textos, um critico e outro elogioso, permite um balanço equilibrado e um pouco menos simplista da realidade venezuelana. E ajuda a compreender porque é Chávez popular no seu país (com uma melhoria significativa das condições de vida dos mais pobres) e porque é a centralização do poder na sua pessoa um perigo para a democracia. E as duas coisas não são incompatíveis e a primeira não passa a ser negativa por causa da segunda. A dicotomia liberdade-igualdade é falsa e perigosa. Não podemos defender a democracia e, em simultâneo, aceitarmos a desigualdade social extrema. Assim como não podemos combater a pobreza à custa da democracia. Mas ao falar do que se passa na Venezuela valia a pena não atirar fora o bébé com a água do banho. Sobre a Venezuela, fazia falta um pouco menos de propaganda. Leiam os textos.
Por Daniel Oliveira 19 Nov 07 em América Latina, Democracia, Venezuela52 respostas ao post “E afinal, o que pensam os venezuelanos?”
- 1 Pingback on 24 Mai 2008 às 0:19




Talvez seja, mas se a pergunta fosse em países com regimes, digamos, menos democráticos a taxa de aprovação seria alta ou baixa? Se fizessem um questionário em Portugal antes do 25 de Abril, não haveria uma taxa de aprovação elevadíssima ao regime vigente, temendo os inquiridos alguma forma de repressão se fossem sinceros?
Não digo que a Venezuela viva em ditadura, mas a máquina de campanha do Estado/Presidente venezuelano está muito bem oleada.
60% de satisfeitos. Acredito no Economist e na sondagem. Seria de estranhar, de facto, se as políticas sociais popularuchas de Chavez não dessem frutos. É bem possível que Chavez consiga fazer o que muitos já conseguiram: usar a democracia para instaurar uma (de facto) ditadura, um projecto que certamente concretizará, a julgar pelas mais recentes overtures democráticas deste senhor. Já Aristoteles alertava a malta para a grande vulnerabilidade da democracia e a sua sempre possível degeneração ou transfiguração oligarquica-tirânica. Esta degeneração raramente se dá de um dia para o outro e muitas vezes não é oposta pela maioria. O mais provável é a coisa ir sendo gradualmente pervertida, transfigurando-se, mantendo elementos da ordem anterior (como as eleições e as sondagens, por exemplo) e incorporando novos atributos que tem muito pouco de democrático. (uma ditadura legitimada pela volonté geral: uma ditadura democrática).
Quando a contestação aumentar,algo que já se sente nas ruas venezuelanas e não só, Chavez terá que reforçar, ainda mais, os poderes da guarda pretoriana que tem como dever “proteger” o socialismo venezuelano e o seu líder iluminado dos seus “inimigos.” Os protectores venezuelanos não vivem apenas do reconhecimento das massas. Vão pedir muito mais do que isto: oligarquia. Com a ascensão de uma oligarquia, que fará tudo para aprofundar e eternizar o seu controle do estado, testemunharemos o fim dos generosos programas de distribuição de riqueza. Quando chegarem a este ponto, será o uncle sam o grande culpado da miséria venezuelana. Como seria de esperar.
A Economist também publicou, se bem me lembro, uns artigos interessantes sobre as eleições iraquianas, onde se lia que mais de 70% dos iraquianos teriam votado. Pois. Pois. C`est la vie!
É possível que os petrodollars sejam suficientes para financiar a distribuição de riqueza, manter a guarda pretoriana e a população (pobre) satisfeita… e também para implementar um “glorioso” projecto revolucionário para toda a América latina. Há milhares de qualificados a fugir da Venezuela. E assim continuará. Dentro de pouco tempo Chavez terá que importar engenheiros, provavelmente do irão. Ou seja, dentro de alguns anos a Venezuela terá que importar petróleo.
O interessante é comparar com as respostas há dez anos, quando a oposição a Chávez governava. Serão melhores? Não aprecem. na verdade, também não parecem mais democráticos. Lembram-se da tentativa de golpe?
E assim se define uma ideologia. O que importa e’ a vontade da maioria.
Se 80% da populacao portuguesa decidir que os restantes 20% devem ser escravizados ca estarei para o ver dizer que “nao concordo muito com esta historia da escravizacao, mas a populacao esta satisfeita com isso.”.
Não era mau que usasse esse tipo de raciocínio noutros lugares.
O voto é soberano, olhe por exemplo, nos Estados Unidos e no Iraque.
Não vou comentar os quadros. Mas o que o Daniel está a dizer é que em democracia pode-se eleger ditadores. E pode-se!E os outros não podem falar mal? Pelos vistos não…
O Daniel apoia os grevistas que fazem greve contra um governo democraticamente eleito????
O Daniel não esteve do lado dos que se manifestaram em Paris, quando o Sarkozi lhe chamou escumalha?
Tenho visto e lido muitas coisas sobre a Venezuela e sobre o Chavez, em tudo um ponto comum, a palavra ditadura, vamos lá ver, quantas eleições é que o homem já ganhou?, quantos referendos?, será que o povo está assim tão enganado tantas vezes? e por acaso as eleições e os referendos não tiveram observadores internacionais?
E já agora, alguma das pessoas que chama ditador ao homem por acaso viveu na Venezuela?, esteve lá antes do Chavez?, eu vivi, e sei como é que eram as coisas, portanto eu percebo porque é que o homem lá está.
Eu também acho que ele não tem o menor sentido de estado, que utiliza a demagogia e a máquina do estado em seu proveito, mas chamar ditador a alguém que foi eleito em não sei quantas eleições e na ultima com mais de 70% dos votos, é um bocado forçado… ou não?
Jorge Soares
Entao e os resultados de Cuba…???
Como diria o Prof. Jorge Reis Novais: direitos fundamentais, trunfos contra a maioria.
O partido de Hitler também foi o que melhor soube chegar ao coração dos alemães nazis depois…foi o que se viu.
O fascismo de Mussolini também soube agradar aos italianos
Franco e Salazar também foram unanimemente eleitos por um povo sedento de justiça social e não só.
O mais do mesmo do seu blog já se tornou um must,dèjá vu,o que qiser e,eu não volto mais aqui que é para não lhe inchar o ego com o contador-aliás,não é isso q importa;o marco paulo vende muito e é uma grande merda(sim,os gostos tb se discutem):Já me fartei de dar para o seu peditório com pretensões a esquerda.Já existe o PS para tal.Boa noite,passe bem
Mas alguém acredita em dados publicados por uma revista esquerdista e chávista?!
não lhe chame ditadura daniel, chame-lhe antes ignorância ou desespero. onde é que eu já vi isto?
Cuidado Daniel…
Será que os Venezuelanos estão satisfeitos, ou têm receio de se derem outra resposta, possam sofrer as consequências…
Se perguntassem aos Cubanos se estavam satisfeitos com o Castro, certamente obtinham 99% de respostas positivas…
Quem é que arriscava abertamente a dizer que não…
Ressalvo que apesar de tudo, a Venezuela tem eleições livres, e Cuba é uma DITADURA…
É,ás vezes as pessoas gostam de viver sob a batuta de um demagogo.It´s democracy,stupid!,podiamos acrescentar.
Estes indices de popularidade chavista têm mais a ver com a melhoria das condiçoes de vida das populaçoes,sobretudo na area da saude.De facto,os relatorios do PNUD demosntram isso,bem como outros indices.Mas o Chavez é um prototipo de caudilho.Quando é que os venezuelanos passam a mandá-lo calar-se?
A principal motivação para se gostar de uma ditadura é o descrédito na democracia por parte de quem vota. Chavez aproveitou o momento ideal e aproveita todos os meios ao seu alcance para convencer o povo de que a antiga democracia é pior que a sua nova “democracia”.
Já foi assim no passado com outras ditaduras. A história repete-se. As ovelhas caminham alegremente para a toca do lobo.
É extraordinário como as pessoas se julgam acima de todos os outros. Sabem, um dia resolvi fazer uma reportagem: porque gostam os madeirenses de Jardim? E andei a perguntar a mesma coisa por toda a ilha e a ver como vivem e saber como viviam as pessoas. A resposta era simples: porque hoje vivem melhor. Ache o que se achar de Jardim. Talvez a resposta na Venezuela seja a mesma. O ONU diz que sim.
Quem leia os comentários de algumas pessoas fica com a ideia de que na Venezuela se vivia numa democracia de tipo europeu e depois veio o Chavez e, populista, começou a destruir tudo. Os senhores sabem quem é a oposição na Venezuela? Chavez não ganha com o descrédito da democracia. Ganhou com o descrédito do Estado e de uma elite que apesar dos enormes proventos do petróleo continuava a viver com inacreditáveis bolsas de miséria. São estes miseráveis a base social de apoio do Chavez. E não se compreende? É porque gostam de viver em ditadura?
Rodrigo Chaves, estava a ser irónico.
Ó Daniel, tem a certeza absoluta que as pessoas estão mesmo a responder APENAS à democracia? Será que o facto de o preço do petróleo ser 20 dólares em 1996 e quase 100 dólares hoje, não está a influenciar em NADA as respostas?
“O Daniel apoia os grevistas que fazem greve contra um governo democraticamente eleito????
O Daniel não esteve do lado dos que se manifestaram em Paris, quando o Sarkozi lhe chamou escumalha?”
Fiz duas pesquisas na caixa de pesquisas do Arrastão (uma sobre “Sarkozy ditador” e outra sobre “Portugal ditadura” e não descobri nada em que DO tivesse considerado os actuais governos francês ou português como “dtaduras” (que é o que se está a discutir).
Posted by: recepcionista | novembro 19, 2007 10:01 AM
Não é bem assim.
Sobre o que não sei não falo, agora no tempo de Salazar não havia eleições livres.
Eu sei, porque vivi esses tempos.
“A democracia é isto.”
Talvez, Daniel, mas, a mim, prece-me mais democratismo.
O que não é bem a mesmam coisa.
Imagina que, 90% dos internautas achavam que o Arrastão era uma merda. Fechava-lo?
Falando com uma Venezuelana que estuda na minha faculdade, (teve de sair de la por causa do Chavez) e ela disse que agora vai haver reformas para donas de casa e para pedintes e que o horario de trabalho vai passar a ser de 6 horas diarias… Ora ai esta o que se chamam medidas demagogicas e populistas. Parecem ser optimas e enquanto houver petro-dolares talvez funcione, mas a longo prazo é condenar a economia, sao medidas absolutamente insustentaveis!!! O problema da esquerda populista é este, levam as economias dos paises a banca rota.
caro Daniel
os comentários a este post não aparecem.
cumps, ezequiel
Caro Daniel,
Lanço-te aqui um repto.
Consulta algum facto na política interna da Venezuela que possa pôr em causa a “êxito” da Governação do Chavez…se precisares de ajuda avisa que eu posso arranjar uma ou outra notícia, para contrapor essa enxurrada de notícias branqueadoras da imagem Presidencial.
Abraço,
Bruno
Há dias multiplicou-se nos media o resultado de uma sondagem sobre a popularidade de alguns líderes americanos na américa latina. Todas salientavam o primeiro lugar de Lula e os últimos de Chávez, Bush e Fidel Castro.
Acontece que a sondagem faz parte de um estudo muito mais aprofundado e que vale a pena ser lido. Nele se consegue perceber quão definida é a noção de democracia dos venezuelanos e a força com que a apoiam. O estudo é de fazer corar os que atacam com ódio irracional os chamados chavistas por tudo e por nada, mostrando que o apoio à governação de Chávez é esmagador (quase 70%), apoio esse conseguido também com ajuda de eleitorado da direita(!)
Estes e outros dados reveladores nos relatórios anuais do Latinobarómetro:
http://www.latinobarometro.org/index.php?id=66
Caro Daniel,
Conhece a expressão?: “Two wrongs do not make a right!” Ou seja, o regime anterior não legitima o regime actual. O anterior contribuiu muito para ascensão do actual, sem dúvida, mas não o justifica. A justiça social está a ser usada como justificação para a perversão da democracia: é a mais antiga formula para a instauração de uma tirania!
Cumprimentos, ezequiel
Confesso, estou cada vez mais espantado com o discursi do D. Oliveira.
Reparem bem, como é o “Economist” a dar esses dados o nosso bloguista já vem com todo o cuidado tentar justificar aquilo que parece ser um evidência. Se fosse o Avante aposto que o D. OLiveira diria logo que não passava de uma sondagem feita no bunker do Chaves. Os seus zig zagues começão a preocupar mas, na verdade quem estiver minimamente atento a falta de ideologia dá nisto: uma grande trapalhada!
nuno oliveira, é verdade: não dou qualquer credibilidade informativa ao “Avante!”
Quanto aos restantes, conto amanhã escrever um texto maior sobre a Venezuela. Até lá, aconselho o texto saído hoje no P2 sobre Chavez. Concordo com muitas coisas que são ditas po o que os elogiam e outras tantas pelos que o criticam. é impossível perceber a popularidade de Chavez sem as melhorias sociais e os seus perigos sem a concentração de poder. Reconhecer as duas coisas ajuda a uma leitura equilibrada. Sou critico em relação a Chavez porque valorizo o segundo ponto. Não dou um chavo pela oposição porque não é mais democrática do que ele e não fez nada para melhorar a vida dos venezuelanos. Não escolho, porque ao contrário do que muitas vezes se diz, por vezes a coisa mais inteligente a fazer é não escolher.
os reis são criaturas
nomeadas pela hirarquia do sangue
Chavez é republicano
e faz muito bem em não escolher!!!
a meu ver, o seu post é equilibrado.
não defendeu ninguém.
nem tem que o fazer.
Claro, claro eu aliás falei no Avante porque já calculava o que ia dizer. Mas calculo que o expresso já é o seu paradigma da dita informação livre, não é?…..A vida é feita de opções, e o Daniel á muito que fez a sua. Enfim deixou de acreditar num mundo diferente. Acha que este afinal não é assim tão mau e como tal deixa aproveitar……
Dois dos paises em que os governos têm obtido melhores resultados na luta contra a pobreza, chamam-se Argentina e Brasil.
Alguem tem dúvidas que os direitos democraticos, a liberdade de expressão, a tem na Argentina e no Brasil dois exemplos.
Então porque será que nesta dita sondagem são o Uruguai e a Venezuela , a surgirem em primeiro lugar….
Pois sondagens…..
nuno, e o senhor fez a sua: defende a utilidade do Muro em Berlim ou hediondo regime da Coreia do Norte. Esse “Mundo diferente” eu dispenso. Sim, é uma escolha. Cada um faz as suas.
É engraçado como o Ezequiel, no seu esforço futurológico, descreve com fiel brilhantismo aquilo que foi a ascensão de uma oligarquia plutocrática na Venezuela. Ou seja, ele não se apercebeu, eventualmente, que o que afirma no primeiro post, é justamente o que existia antes do Chávez, descontando o projecto revolucionário. Donde se pergunte: afinal onde quer o Ezequiel chegar? Ao velho ditado da merda e das moscas? Se assim é, parece-me que ao menos se poderá concluir que a mudança das moscas não é totalmente má.
A menos que, hipótese por absurdo, o Ezequiel considerasse a Venezuela pré-chavista um modelo de sucesso democrático e de qualidade de vida.
depois de ler todos estes comentários percebo que afinal toda a gente é conhecedora da politica interna venezuelana.
Eu também não sou um ferveroso adepto do estilo chavez nem desta ausência de limitação de mandatos como algumas leis que vão ser referendadas porque abrem precedentes e tentações perigosas.
No entanto quero só salientar para quem não conheça e fale de cór consoante os soundbytes que vai ouvindo na imprensa ocidental que nós em portugal também temos um chavecito populista.
É o presidente da câmara de vila real de santo antónio que é do psd. O acordo que fez com cuba na área da saúde oftalmológica é exactamente igual só que a uma escala muito mais pequena que o que chavez fez nas “misiones sociales”. Agora que às tantas há gaz na costa algarvia na próxima campanha eleitoral a palavra de ordem será - Cuidado com o chavecito português.
Por ora, estou ocupado a ouvir o melhor programa de comédia nacional, os prós e cons. Imaginem que a questão dos “antípodas” ideológicos ocupou 5 minutos deste “debate.” Expliquem-me, como se fosse muito pequenino, o que é que esta treta tem que ver com as grandes questões do país.
:) Como comédia, é do melhor.
NC,
Não existe nenhuma regra ontológica que impeça uma oligarquia de ser seguida por outra. A merda é a mesma, sem dúvida, sendo a segunda um verdadeiro cagalhão e a primeira, quiçá, um verdadeiro dilúvio intestinal. As moscas, sendo moscas, são inquestionavelmente as mesmas (qua qua moscas… não, não se trata de um cruzamento genético de pato com insecto!), mas as segundas são da variedade bareja-peluda e as primeiras de uma distinta subespécie latino-americana, caudillion reptilion aerion Cos diabos!! Mas aviso-lhe, desde já, que percebvo pouco de merda e de moscas.
Eu não escrevi que antes da oligarquia chavista a venezuela era o paraíso na terra. Enfim, boa sorte para a próxima, NC! Tome um desodorizante mental!
Muitos cumprimentos,
ezequiel
ps: esta comédia atingiu, agora agora, o seu zénite satírico.
NC
É mais do que possível que o NC não tenha lido o meu segundo comentário. Nem tem que o fazer, como é evidente. Mas, se pretende criticar-me, aconselho-o/a a não se precipitar.
Fui eu que escrevi este grande naco de literatura contemporânea eh ehe hhe h eh eh e he he he h h h
Ou seja, o regime anterior não legitima o regime actual. O anterior contribuiu muito para ascensão do actual, sem dúvida, mas não o justifica.
Bzz bzz bzzz eh ehe heh eh e he h h
Da mesma forma que no nosso país já muito se debateu sobre a limitação do número de mandatos, quer-me parecer que isso pode ser contraproducente a todos os níveis. Se as pessoas estão efectivamente contentes com determinada governação, e se não deixam de a poder derrubar caso deixem de estar contentes, ou caso se esteja a colocar em causa a própria democracia, parece-me de todo irracional obrigar as pessoas a mudar de políticos apenas e só porque estes não podem estar mais do que um determinado número de mandatos. Se um voto indiscutivelmente democrático colocar Chavez ou outro qualquer no poder durante décadas onde está o problema? Se o conceito de democracia residisse apenas na questão da alternância de poder então teríamos aqui uma solução milagrosa para todos os males. É claro que esta discussão para a realidade portuguesa tem mais a ver com uma questão de recursos humanos na política e principalmente na vida após a carreira política. Mas o caso da Venezuela é bem diferente. Não que acredite fria e racionalmente em Chavez mas se as pessoas votarem espero com toda a sinceridade que nunca deixem de poder optar. Chavez só deve permanecer enquanto servir o seu país e o seu povo. Se for por mais um ano que seja. Mas se tiver de ser até ao final dos seus dias que seja também. Afinal a democracia, se serve para escolher quem nos deve governar e servir, não deve limitar a nossa escolha por forma a termos de terminar com ciclos que não devem ser interrompidos. Está nas mãos dos venezuelanos e acredito que farão a melhor escolha.
O Chavez controla a comunicação social. Para provar isso o canal público português promove um programa de debate contraditório, em que do lado chavista estão a Ana Gomes e um embaixador que o máximo que fazem é afirmar que são republicanos. Que democracia a nossa…
Aposto que o D.Oliveira não tem nada a dizer sobre a nossa comunicação social.
Aqui sim, há democracia a rodos, é pena é serem sempre os mesmos a falar. Aliás os amigos do bloco não se podem queixar, tem sido levados ao colo de uma maneira escandalosa para o peso que têm na sociedade portuguesa. Porque será????
nuno oliveira, não há assunto sobre o qual eu escreva mais do que a nossa comunicação social.
Gostaria que a 1ª pergunta a fazer deveria ser : COMO, PORQUÊ, APARECEU UM CHAVEZ ???? Ainda não vi isto analisado !
O Daniel é o soberano do seu blog, evidentemente. Logo, as palavrinhas q se seguem são triviais. Mas permita-me dizer-lhe apenas isto: Deveria ter deixado o comentário do NC (um sobre merda e moscas etc dirigido à minha pessoa). Eu respondi-lhe, como sabe. Resolveu apagar o comentário do NC e não publicar o meu (a resposta). Tem todo o direito (e mais algum) de o fazer. Simplesmente não percebo porque o fez.
Gostaria que a 1ª pergunta a fazer deveria ser : COMO, PORQUÊ, APARECEU UM CHAVEZ ???? Ainda não vi isto analisado !
ooops, afinal publicou.
as minhas sentidas desculpas
cumprimentos, ezequiel
A 1ª pergunta a fazer deveria ser : como, porquê, apareceu CHAVEZ ?
Se alguém quizer responder, á vontade….
Caro Paulo Mouta
Tem toda a razão. Acho que a governação chavez vai ser até ao fim da vida de todos os seus descendentes….ad infinitum…
http://muse.jhu.edu/demo/world_politics/
cumps,
oops, este link (world politics) deve-se ao seguinte: há uns tempos atrás, no axis of evil, ouvi uma conversa interessantíssima sobre o welfare state…hoje, enquanto procurava por outra coisa, deparei-me com isto e, bendita simpatia, lembrei-me do fantástico crew do EMal. É evidente que não precisam disto para nada. Mas os artigos são interessantes, todos eles.
cumps
Alguém sabe como aparecem os CHAVEZ????
Salazar também ganhou eleições. Hitler ganhou uma eleição. E, acreditem, qualquer ditador, no início, ganhava as eleições, porque um ditador, não é mais do que uma pessoa que em um determinado momento compreende e responde bem a todas (quase) as preocupações de um povo. O problema das ditaduras é a forma como a partir de determinado momento utilizam o poder que lhes foi atribuído pelo povo. A vontade popular é importante, mas uma ditadura não deixa de o ser mesmo que a população queira determinado poder.