«Ser eleito democraticamente não é suficiente para legitimar um presidente»
A frase é Carlos Lage, vice-presidente cubano. Foi dita na famosa cimeira e referia-se a Aznar. E é exactamente o que se tem escrito sobre Chavez. A motivação é a mesma: o eleito só tem legitimidade se o eleitorado pensar como eu.


Sem respostas ao post “O maldito voto”  

  1. 1 1  Tarzan

    Não caro Daniel, o que se tem dito por aí é que o facto de ter sido eleito não impede que Chavéz tenha despudoradas pretensões totalitárias. São essas pretensões que têm sido apontadas pelos seus detractores e à quais os defensores do proto-ditador têm constantemente respondido com o argumento da legitimidade eleitoral.

    E andamos nisto…

  2. 2 2  Planetas

    Caro Daniel, Convenhamos que tanto o CHAVEZ como o LAGE não prestam um bom serviço às causas da esquerda…!!!

    O melhor que pode fazer hoje a esquerda responsável não pode ser outra coisa que demarcar-se destes Ditadores eleitos democraticamente.

    Abraço

  3. 3 3  Sebastião José

    Ao menos Chávez foi a votos e foi eleito. Sem fraude segundo o que você diz e eu não tenho porque duvidar.

    Fidel, esse nunca foi a votos e muito menos em eleições democráticas.

    O que é que o homem pensa ser necessário a mais para legitimar alguém, para além de ser eleito democraticamente? Enfim verborreia de ditador que muita gente do nosso burgo pseudo bem pensante, logo de esquerda, acredita.

  4. 4 4  MdC

    Daniel Oliveira leu o Público de hoje.

    Leu as declarações do ministro dos negócios extrangeiros de Espanha, numa comissão parlamentar, acerca da participação do governo de José Maria Aznar, no golpe de estado contera o governo democrático da Venezuela em 2oo2?

    Ainda acha que foi despropositado?

    Ai esta esquerda tão púdica, com tanto receio de ofender os senhores patrões…é uma pena.

  5. 5 5  jorg

    Acho que ainda não percebeu que o caso “Chavez” ou a patologia “Chavez” tem mais a ver com muita falta de Educação. Se um mal-educado, interrompendo outros, fala a despropósito das suas taras e ódios de estimação, ainda por cima numa cerimónia pública, partilhando um palco com outros convidados, espero que aí esteja alguém para o mandar o calar, seja ele o Aznar ou um Asno. Se esse alguém com tal poder não o exercer, mandava-o calar eu. Se o mal-educado não se calasse, eu levanta-me e ia-me embora, e garanto-lhe, que não iria perder tempo com pedagogias pueris com alguém que estava ali para ouvir apenas a sua própria pessoa e mais ninguém. Como outro alguém disse (+/-)”A essência da democracia não tem só a ver com a liberdade de cada um dizer o que quer. Tem também, e com mais frequência, a ver com a possibilidade de, como individuo, nos podermos recusar a estar a ouvir tudo o que outros dizem”. Tal pode traduzir-se por um “Porque não se cala?” quando eu, por exemplo, digo ao Daniel, insistentemente e com manifesta descortesia, que o Dr. Louçã (ausente) é um perigoso subsversivo pós-estalinista comparavel ao germes do Baden-Meinhof. Neste quadro, talvez seja mais facil aceitar que talvez o Rei tenha sido um pouco mais sensato que o ‘bambi’ Zapatero.

  6. 6 6  Sofia Ventura

    E Hitler? Também tinha legitimidade?

  7. 7 7  Miguel Cunha

    “«Ser eleito democraticamente não é suficiente para legitimar um presidente»
    A frase é Carlos Lage, vice-presidente cubano. Foi dita na famosa cimeira e referia-se a Aznar.”

    Por acaso não se referia a Aznar. Informe-se, faça o trabalho de casa e verá que se referia a Bush.

    Às vezes fico a pensar se o 25 de Abril fosse hoje, de que lado é que você ficaria?

    Miguel Cunha

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