«Ser eleito democraticamente não é suficiente para legitimar um presidente»
A frase é Carlos Lage, vice-presidente cubano. Foi dita na famosa cimeira e referia-se a Aznar. E é exactamente o que se tem escrito sobre Chavez. A motivação é a mesma: o eleito só tem legitimidade se o eleitorado pensar como eu.



Não caro Daniel, o que se tem dito por aí é que o facto de ter sido eleito não impede que Chavéz tenha despudoradas pretensões totalitárias. São essas pretensões que têm sido apontadas pelos seus detractores e à quais os defensores do proto-ditador têm constantemente respondido com o argumento da legitimidade eleitoral.
E andamos nisto…
Caro Daniel, Convenhamos que tanto o CHAVEZ como o LAGE não prestam um bom serviço às causas da esquerda…!!!
O melhor que pode fazer hoje a esquerda responsável não pode ser outra coisa que demarcar-se destes Ditadores eleitos democraticamente.
Abraço
Ao menos Chávez foi a votos e foi eleito. Sem fraude segundo o que você diz e eu não tenho porque duvidar.
Fidel, esse nunca foi a votos e muito menos em eleições democráticas.
O que é que o homem pensa ser necessário a mais para legitimar alguém, para além de ser eleito democraticamente? Enfim verborreia de ditador que muita gente do nosso burgo pseudo bem pensante, logo de esquerda, acredita.
Daniel Oliveira leu o Público de hoje.
Leu as declarações do ministro dos negócios extrangeiros de Espanha, numa comissão parlamentar, acerca da participação do governo de José Maria Aznar, no golpe de estado contera o governo democrático da Venezuela em 2oo2?
Ainda acha que foi despropositado?
Ai esta esquerda tão púdica, com tanto receio de ofender os senhores patrões…é uma pena.
Acho que ainda não percebeu que o caso “Chavez” ou a patologia “Chavez” tem mais a ver com muita falta de Educação. Se um mal-educado, interrompendo outros, fala a despropósito das suas taras e ódios de estimação, ainda por cima numa cerimónia pública, partilhando um palco com outros convidados, espero que aí esteja alguém para o mandar o calar, seja ele o Aznar ou um Asno. Se esse alguém com tal poder não o exercer, mandava-o calar eu. Se o mal-educado não se calasse, eu levanta-me e ia-me embora, e garanto-lhe, que não iria perder tempo com pedagogias pueris com alguém que estava ali para ouvir apenas a sua própria pessoa e mais ninguém. Como outro alguém disse (+/-)”A essência da democracia não tem só a ver com a liberdade de cada um dizer o que quer. Tem também, e com mais frequência, a ver com a possibilidade de, como individuo, nos podermos recusar a estar a ouvir tudo o que outros dizem”. Tal pode traduzir-se por um “Porque não se cala?” quando eu, por exemplo, digo ao Daniel, insistentemente e com manifesta descortesia, que o Dr. Louçã (ausente) é um perigoso subsversivo pós-estalinista comparavel ao germes do Baden-Meinhof. Neste quadro, talvez seja mais facil aceitar que talvez o Rei tenha sido um pouco mais sensato que o ‘bambi’ Zapatero.
E Hitler? Também tinha legitimidade?
“«Ser eleito democraticamente não é suficiente para legitimar um presidente»
A frase é Carlos Lage, vice-presidente cubano. Foi dita na famosa cimeira e referia-se a Aznar.”
Por acaso não se referia a Aznar. Informe-se, faça o trabalho de casa e verá que se referia a Bush.
Às vezes fico a pensar se o 25 de Abril fosse hoje, de que lado é que você ficaria?
Miguel Cunha