Na XVII Cimeira Ibero-americana, Hugo Chavez resolveu insultar Aznar. Fora de tempo e de forma despropositada (só para uma cabeça perturbada Aznar é um fascista). Zapatero reagiu: “Pode estar nos antípodas de uma posição ideológica, e não serei eu que estará perto das idéias de Aznar, mas foi eleito pelos espanhóis e exijo esse respeito”. Tem legitimidade e razão para o dizer. O problema foi mesmo a reacção do Rei de Espanha: “por que não se cala?”, perguntou a Chavez. É que este, ao contrário de Aznar, Zapatero e do próprio Chavez, nuca teve o voto de ninguém. Podia ter deixado a conversa sobre um eleito entre eleitos e continuar a dedicar-se a cortar fitas, aparecer em revistas cor de rosa e representar o seu povo em silêncio. É para isso que servem os reis. Não é para se meterem em conversas entre políticos. Para o poder fazer é mesmo preciso concorrer a eleições.


67 respostas ao post “Olha que também falaste demais”  

  1. 1 1  Aleph

    Recorda-se que a constituição espanhola (que define o actual regime de monarquia parlamentária e o papel do rei) foi elaborada por uma assembleia constituinte, eleita democraticamente, sendo posteriormente referendada em 1978 e aprovada com 88% de votos a favor?

    Ainda acha que o rei não tem qualquer legitimidade para representar os espanhóis?

  2. 2 2  CL

    Art. 56 da Constituição Espanhola (que não foi propriamente “ditada” pelo Rei:

    «1. El Rey es el Jefe del Estado, símbolo de su unidad y permanencia, arbitra y modera el funcionamiento regular de las instituciones, asume la más alta representación del Estado español en las relaciones internacionales, especialmente con las naciones de su comunidad histórica, y ejerce las funciones que le atribuyen expresamente la Constitución y las leyes.»

  3. 3 3  F.B.

    É para isto que servem os reis Daniel, para mandar calar palhaços quando falam fora do circo!
    Juan Carlos é talvez o último dos reis-políticos, foi um homem fundamental para transformar a Espanha em Espanha.
    Não sei se me agrada a ideia de ver a Espanha a existir como tal mas a muitos dos espanhois isso certamente que agrada e isso devem-no a Juan Carlos…
    Um rei nunca pode ser submetido a eleições. A monarquia é que pode ser submetida a referendo e, ao que parece, em Espanha o “Sim” à monarquia iria ganhar se o tal referendo fosse feito.Mas pelos vistos nem sequer se põe suficientemente em causa a monarquia para que se faça um referendo…

  4. 4 4  ezer

    Permita-me discordar da 1ª parte do seu post:Asnar,apoiou o golpe de Estado contra Hugo Chavez em ABRIL DE 2002 em que morreram(melhor,foram assassinados) pelos verdugos de sempre que na América Latina verteram o sangue em favor do Capital predador,inumano,oráculos da barbárie.Hugo Chavez foi eleito,Asnar um mentiroso,um aproveitador das ‘virtualidades’ democráticas.Asnar,condensa o que há de mais reaccionário em Espanha, é portanto um ser asqueroso,terrorista.
    É engraçado que há comunistas adjectivados de tacanhos,assassinos,stalinistas,terroristas mas,já não há Fascistas.Onde estão eles?Desapareceram?Ou eles ‘andem’ aí? Claro,estão de fatiota democrata a comer sardinhas na lata,passeiam-se no partidos responsáveis,pragmáticos,rigorosos,competentes…Receio bem,se essa for a linhsa do BE um dia os veja como o Lula…Em relação ao rei de Espanha,tou de acordo,ninguém votou nele e,bem estaria se estivesse de bico calado.Já agora,existe uma adivinha acerca dos grandes democratas em http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogspot.com/search/label/Advinha

  5. 5 5  as

    SILÊNCIO CULPADO disse…
    Perante uma grande sacanice que está a ser feita sobre alguns professores que não recebem vencimento,têm horários d e12 horas ou estão a recibos verdes sugere-se que todos os blogues publiquem a notícia que está no http://cegueiralusa.blogspot.com

  6. 6 6  Paulo Ribeiro

    Ei Daniel, que visão redutora do Rei Juan Carlos… Nem parece dum homem que tantas vezes diz coisas tão interessantes.
    O facto de um rei não ser eleito não justifica essa forma de o classificar.
    Se todos os eleitos fossem como o Chavez…. Pois sim…

  7. 7 7  Henrique Morais

    Sabe uma coisa Daniel? Quando vejo um palhaço como Hugo Chavez, que nao quer mais do que um protagonismo a nivel mundial,que chama fascista a tudo e todos e que nao passa de um ditador ( pra la caminha), consigo perceber o sentimento de um espanhol neste momento. Esse sentimento é de grande admiraçao pelo rei… So é pena haver demaisado politicamente correcto e falta de coragem para mandar calar aquela besta mais vezes…. O Daniel talvez queira levar este debate á questao monarquica, mas eu levo-a para a questao democratica. Porque nunca em altura alguma do reinado de D. Joao Carlos houve falhas na democracia, ao contrario do que se passa na Venezuela

  8. 8 8  ezer

    Não foi ele,o Asnar,que viu(ou lhe foi Revelado) as armas de destruição maciça no Iraque?Essa Invasão vergonhosa das democracias liberais(?)para controlar o petroleo?Não foi Asnar apooiante do golpe da confederação dos Empresários essa vanguarda da destruição?Então…

  9. 9 9  josé Manuel Faria

    O Estado espanhol é uma monarquia, o Rei é um político. Fez bem em mandar calar Chavez.

  10. 10 10  ana vidal

    Não concordo, Daniel. O Rei pode não ter sido eleito (não é de esperar que um rei o seja), mas isso não o impede de intervir num caso de manifesta falta de respeito. Gratuita, ainda por cima.
    Pode não tê-lo feito da maneira mais subtil, mas tem toda a autoridade para fazê-lo, acho eu. E Hugo Chavez não vai lá com subtilezas, como já provou à exaustão. É um ditador insolente, que se acha acima de tudo e de todos.
    Além disso, um rei é também um parceiro político, e não um fantoche que serve apenas para cortar fitas. E o rei de Espanha tem feito um excelente trabalho, de tal maneira que praticamente não tem contestação no seu país. Tem agido sempre com inteligência e tacto político.

  11. 11 11  Pedro Morgado

    Caro Daniel,

    O que me causa verdadeiro prurido é a forma como a demogogia monárquica aproveitou o momento para cantar loas à Monarquia.

  12. 12 12  Diogo

    Caro Daniel,

    Posso estar enganado, mas você não tem mais comentários por causa das restrições draconianas que impôs à caixa de comentários. É mais difícil comentar aqui do que passar num aeroporto americano. Este facto, afasta as pessoas do seu blog (falo por mim).

    Há mesmo necessidade disto?

  13. 13 13  pedro oliveira

    Caro Daniel, Adolf, também, foi eleito e ganhou vários referendos e daí?
    Quanto a Zapatero, ganhou as eleições a meias com os terroristas de Atocha basta olharmos para as sondagens antes e depois de 11 de Março.
    Quanto aos reis serem eleitos, a Constituição republicana (a portuguesa, pelo menos) não o permite.
    Não tenha dúvidas que entre Adolf (o alemão), Chavez ou Juan Carlos escolho este último como exemplo de democracia.

  14. 14 14  Saloio

    Estimado Daniel: então para si só pode falar quem foi eleito? Acho o seu comentário muito radical e um pouco descabido, sobretudo se tivermos em atenção que o rei de Espanha já demonstrou, por diversas vezes, que é um monarca que presa a respeita a democracia.

    Ao contrário do que o senhor diz quanto a “cortar fitas” e talvez por o senhor estar convenientemente um pouco esquecido, eu relembro-lhe o golpe de Coronel Tejjero Molina e de quem não permitiu que a democracia acabasse.

    Digo eu…

  15. 15 15  xatoo
  16. 16 16  Dover

    Devia ter em atençao o Daniel a defesa da democracia feita pelo rei em 1981 durante a tentativa de golpe de estado em Espanha

  17. 17 17  Xico

    Como diria S. Paulo, às vezes o excesso de luz, cega. É o seu caso, Daniel.
    O rei de Espanha, é por direito constitucional o chefe de estado espanhol. Essa constituição votada pelos espanhóis determina que aquele indivíduo seja o chefe de estado bem como o seu primogénito, logo foi ele próprio eleito, mesmo que indirectamente.
    O povo escolheu que assim fosse! É tão ou mais válida do que a eleição de um primeiro ministro português, que como sabe pode não ser eleito!
    Quando Juan Carlos mandou calar Chavez, foi o povo espanhol que o fez, peranto um insulto a esse mesmo povo! Diria que é um rei com eles no sítio.

  18. 18 18  Bernardino Aranda

    Exactamente!

  19. 19 19  Filipe Abrantes

    Isso não é grande argumento, Daniel. Não custa imaginar que o rei obteria em eleições livres muito (basta olhar para os estudos de opinião) mais votos do que jamais obteve Chavez em eleições pouco livres (como sabe).

  20. 20 20  Von

    Caríssimo Daniel, agora meteu mesmo a pata na poça… É preciso saber muito pouco da história recente de Espanha, dos anos sessenta para cá, para reduzir Juan Carlos (rei de Espanha), a um corta fitas ou um mero socialite de luxo. Talvez sejam as suas leituras. Ler uma só versão da história é perigoso e redutor. Ao menos escolha um autor isento, sem cor política descarada.

    Abraço

    Von Barata

  21. 21 21  Pedro Bizarro

    Daniel,

    O Estado espanhol tem uma constituição elaborada e aprovada por uma assembleia constituinte eleita pelos espanhóis. Quando assim é, a fonte da legitimidade do poder é a Constituição, que regula o seu exercício, e não o voto popular per si.
    Sucede que a Constituição Espanhola contempla a existência de um órgão de soberania - a Coroa - com determinados poderes constitucionalmente previstos. Na medida em que este órgão actue no respeito pelos poderes que lhe são conferidos pela Constituição, a sua actuação não é menos legítima do que a de qualquer outro, ainda que a sua legitimidade não emane directamente do voto popular. E foi isso que aconteceu. O Rei é o mais alto representante do Estado espanhol, especialmente no que diz respeito às relações com as nações em questão (veja o artigo 56º, nº1 da Constituição Espanhola) e, mais do que isso, tem o dever de respeitar e fazer respeitar a Constituição (artigo 61º, nº1). Ao sugerir a um Chefe de Estado estrangeiro que páre de insultar um chefe de Governo por si nomeado nos termos da Constituição, o Rei não fez nada que não pudesse fazer e, mais do que isso, não fez mais do que cumprir com os deveres que lhe são impostos pela lei fundamental espanhola.

  22. 22 22  manel

    A sua desqualificação do Rei de Espanha neste post descreve melhor a sua própria posição (ideológica) sobre ele (e o que ele representa) do que o papel que este representa na vida (passada e actual) do país vizinho. Ao contrário do que escreve, para mim, a legitimidade para dizer a Chávez “Por qué no te callas?”, não é conferida como resultado de qualquer eleição democrática. Só um primarismo “politicamente correcto” (que repudio, algo que partilho com o partido do qual o Daniel é militante) impedia que, perante a falta de educação e de capacidade de debate democrático gritante que Chávez exibiu em todas as intervenções que fez sobre Aznar (e que faz sobre Bush e outros adversários políticos, aos quais faz os mais baixos ataques ad hominem), alguém lhe dissesse exactamente o que ele mereceu e ouviu. E, para mim, é só isto que está aqui em jogo e, a mim, pouco me interessa quem o disse.

    Os meus cumprimentos e parabéns pelo seu blog.
    Agradeço-lhe especialmente o conjunto de posts sobre o aniverário da revolução soviética.

  23. 23 23  André

    Nem que o presidente da Venezuela fosse um babuíno, bastava que se virasse contra os EUA que passava logo a ter o apoio deste pessoal do bloco. Perdem a credibilidade toda qd apoiam Lulas e Chavez…. Há sempre um “mas” para desculpar a imbecilidade e estupidez de cada um….

  24. 24 24  Paulo

    Não é nada disso que está em causa. Será mesmo necessário arranjar uma distracção argumentativa como essa? O que me parece que se passou é que, numa sessão onde cada um dos participantes estava legitimamente presente (cada um dos que lá estavam reconheceu isso mesmo aos outros, pelo simples facto de ter aceite com eles discutir), um deles portou-se de forma rude, ofensiva e mal-educada. Não pelos insultos a Aznar (que tem todo o direito a proferir onde e como entender) mas pelo insulto de não conseguir conceber formas mais democráticas de interpelar e ser interpelado pelos interlocutores (ouvir o outro). Naquele momento, Chávez é o único com o rei na barriga.

  25. 25 25  Luis

    Talvez o Daniel tenha alguma razão, e o Rei teria feito melhor figura se se limitasse a fazer cara de chateado mantendo a boca “cerradita” pois ele próprio não se legitima em eleições democráticas e livres.

    Porém, não sendo eu adepto da Monarquia, parece-me que é de esperar de um Rei seja ele qual for que defenda o seu país e o seu Povo. Quando Chavez insulta Aznar é Espanha quem está a insultar e Espanha é constitucionalmente representada por Juan Carlos de Bourbon pelo que agindo como agiu mais não fez do que cumprir o seu trabalho.

    Quem fica mal na fotografia é seguramente Chavez que sentado em cima dos barris de petróleo acha que pode dizer o que lhe der na veneta e provocar quem lhe apetece. O irónico da coisa está no estilo “cowboy” que usa. Qualquer dia ainda compra um rancho no Texas.

  26. 26 26  José Manuel Sousa

    Ora! Deixe de ser tão politicamente correcto. O Aznar não merece qualquer tipo de respeito. Além disso, pelos vistos, a observação de Chávez não é assim tão fora de tempo. O Aznar parece de facto empenhado (com forte apoio americano) em denegrir o Hugo Chávez em todo o lado. E sabemos muito bem que não é para bem da democracia. Além disso, o comportamento das multinacionais espanholas na América Latina também não é inocente. Veja-se o que diz o Daniel Ortega (http://www.estrelladepanama.com/web/main/ver.php?idnews=22242423) sobre a Unión Fenosa. Andámos por cá a queixar-nos do neolibealismo e da privatização da economia e esquecemos o quão frágeis são tantos de estes países perante os apetites destas grandes empresas. E a verdade é que, goste-se ou não do estilo, não foi apenas Chávez que pôs as orelhas dos espanhóis a arder. Desde Kirchner a Rafael Correa, de Evo Morales a Daniel Ortega até à própria Bachelet, numa cimeira em que se falou sobre coesão social, denunciaram que não bastam discursos.

  27. 27 27  Daniel Oliveira

    Quando o rei de Espanhaé mais do que um corta fitas, quando é um político, a sua legitimidade democrática é qual? É porque um dos grandes argumentos dos monárquicos é defender que o rei é apenas um símbolo. Agora tudo muda e o rei já pode ter funções iguais às de um presidente eleito.

    porque será que a eleição de Hitler se tornou argumento para desvalorizar a importância do voto?

  28. 28 28  marieta

    abajo el rey,
    c’um caray, que
    no vale nada

  29. 29 29  Pedro Bizarro

    O Rei não tem de ter as funções de um presidente eleito, nem tem de não as ter. O Rei tem as funções que lhe forem atribuídas, ponto. Por vários motivos (essencialmente históricos), o Rei de Espanha é mais activo politicamente do que em Inglaterra, por exemplo. O que não quer dizer que tenha de ser sempre assim.

  30. 30 30  M Silva

    Esqueçam os formalismos e moralismos. A questão fundamental é que Chavez, no lugar próprio, reagiu à campanha contra o regime Venezuelano,levado a cabo por Aznar, e o papel desempenhado pelas grandes empresas espanholas. A nossaa comunicação social, não é de estranhar, tem centrado o problema na frase (colonial) do rei. E tenta olvidar as intervenções de outros participantes, casos, por esemplo,da Bolívia e Cuba.

  31. 31 31  jms

    Chavez é um plebeu mal-escolarizado, não tem atrás de si 300 anos de avoengos ilustres e rapinadores, na sua família nunca ninguém coleccionou Grecos nem iates, enfim, é rasca e grosseirão, não lava as mãos antes de comer e não sabe distinguir um garfo de carne doutro de peixe. Faz lembrar um pouco o Berardo de que a nossa imprensa e blogosfera tanto admira…
    Para cúmulo, apoia-se no poder dos miseráveis venezuelanos e promulga medidas horrorosamente socialistas, que tanto repugnam aos nossos capitalistazinhos do teclado. Daí que ninguém se escandalize pelo facto de o rei o ter tratado por tu, como se estivesse a falar com o seu jardineiro. Todos nós achamos, civilizados como somos, que “argumentar” com insultos de “fascista” não é digno de um chefe de estado. Mas que o rei se tenha arrogado o direito de o mandar calar e de o tutear, isso já nos parece bem. Quanto snobismo nestas cabecinhas da portugosfera. Não é à toa que se vive 800 anos de espinha dobrada diante de qualquer poder. Ainda há respeito neste país. Deo gratias!

  32. 32 32  Henrique Morais

    Continuo a achar que isto nao tem nada a ver com a intervençao do rei, mas sim com o quebrar a rotina de deixar Hugo Chavez dizer o que lhe apetecer e disparar em todas as direcçoes com aquele ar de superoridade intelectual e que fala pelo povo, e nao deixar ninguem manifestar a sua opiniao… Garanto-lhe que da proxima vez que estiver em presença de Don Juan Carlos vai pensar duas vezes antes de abrir a boca para debitar a merda toda que diz e repete há anos!!! É um tipo que me enoja profundamente e em boa hora o mandaram calar….

  33. 33 33  bernardo

    aparte da discussao…
    Special Report da Newsweek 12 Nov “Why are the rich getting richer”, leitura recomendada

  34. 34 34  corvo

    Juan Carlos falhou…

    Vejam a postura de estadista de Zapatero, respondendo á letra ao demagogo populista Chavez, e a atitude irracional de Juan Carlos.

  35. 35 35  Henrique Morais

    jms…o nosso conceito de formalismos e bem diferente do espanhol… Em espanha toda a gente se trata pot tu. Se o rei o fez e porque efectivamente tem alguma proximidade com Hugo Chavez.

  36. 36 36  margarida v

    viva el Rey que su majestad es un señor!!

  37. 37 37  Gasel

    “Quando o rei de Espanha … é um político, a sua legitimidade democrática é qual?” Será assim tão dificil de perceber, ou é só não querer?
    Eu até não apoio o sistema monárquico mas se uma povo quer, liver e democráticamente, funcionar em monarquia, se tem uma constituição que atribui funções institucionais (e politicas) a um rei, e se aquele rei estava ali no exercicio das suas legítimas funções… qual a dúvida?

  38. 38 38  Claudia Ribeiro

    Conclusão: Nenhum deles esteve bem. Mais valia estarem todos caladinhos.

  39. 39 39  zero absoluto

    quase não precisave de visitar este bloguezinho de pensamente rasteiro para saber a reacção ao episódio. coisas de esquerda esquizofrénica e da velha cassete pirata.

  40. 40 40  Nelson Peralta

    El rey Juan Carlos I jurando lealtad al franquismo.
    http://www.youtube.com/watch?v=7J9bp7NCn04

    Discurso del rey sobre Francisco Francotras la muerte del caudillo
    http://www.youtube.com/watch?v=lHznQS8pt64

  41. 41 41  Sebastião José

    “Podia ter deixado a conversa sobre um eleito entre eleitos e …… ”

    Fidel é um não eleito e fala de Bush um eleito. Mas pelos vistos isso não o incomoda porque lhe convém. É como você um não eleito a falar de eleitos.

    “….. aparecer em revistas cor-de-rosa ….”

    É mais ou menos isso o que você faz quando aparece no Eixo do Mal, um programa humorístico, pseudo-político e com laivos circenses. Só que não é em revista, é em televisão.

    “…e representar o seu povo em silêncio”

    Tem algum estudo ou sondagem que diga que os espanhóis querem o Rei a representá-los em silêncio? Não tem! Portanto isso é um wishful thinking seu. Era bom não era, que os espanhóis pensassem como você!? Mas não pensam como já o demonstraram amiúde.

    “É para isso que servem os reis”

    O que é que você percebe de monarquia, do que é que você sabe para que servem os reis? O que é que você sabe da matéria? Nada, por mais que tente mostrar o contrário.

    Pessoalmente acho que o Rei fez muito bem, acho que o Zapatero teve uma atitude de Estado e acho que os espanhóis, ao contrário de você, acham que eles fizeram bem. Duvido que algum eleito português, tivesse a coragem de fazer o que o Rei de Espanha fez. Maneiras de estar no mundo.

  42. 42 42  JV

    DO;

    Aqui há tempos tivemos uma discussão neste blogue sobre a chapelada que se fez na votação para o Pior Português de Sempre. Ao tempo, disse-me que considerava um insulto ser declarado fascista, ou que lhe dissessem que compactuava com métodos de fascistas.
    Pois bem: houve um homem que declarou fascista um cidadão espanhol. Que, pela lógica do Daniel, o insultou. O Rei de Espanha, que como diz e bem representa, constitucionalmente, o Povo Espanhol, não se ficou, e saiu em defesa de um seu compariota. Pergunto: acha que procedeu mal?

  43. 43 43  Frederico Duarte Carvalho

    Rei de Portugal, neste momento, até que poderia ser qualquer um de nós. Bastava para isso ter a aclamação popular (e não sei o que haverá de mais democrático do que isso). D. Afonso Henriques, por exemplo, não foi eleito nas urnas por cavaleiros ou pagens para ser rei. Armou-se ele mesmo rei e fundou um país. Pobre desse país que agora mantém a ideia, errada, de que é uma República. Somos uma Monarquia disfarçada de República. Temos um Presidente da República que tem os mesmos poderes do que um monarca constitucional, mas como podemos mudar de cinco em cinco anos de monarca (isto em teoria, porque na prática são 10 anos) achamos que é um sistema que nos serve e basta. Repare-se: nos últimos 30 anos de ditadura democrática já tivemos dois reis (perdão, Presidentes) que tinham sido primeiro-ministro e usaram o lugar de S. Bento para conspirar a caminho de Belém. O próximo que se perfila, Guterres ou Barroso, também já foi primeiro-ministro. Daniel, afaste-se a eleição Presidencial da equação política. Governe-se este país a caminho do seu milénio de vida com uma família real (mais barata do que as reformas dos ex-presidentes e respectivas fundações ou escritórios) e centre-se a gestão do povo no Parlamento. Funciona em Inglaterra. Funciona na Noruega, Suécia, Dinamarca e no país que tem Bruxelas por capital. Funciona aqui ao lado… E não vai ser por causa da Monarquia que deixará de haver esquerda ou causas de esquerda ou polícia política. Também há monarcas de esquerda, assim como há monárquicos no bloco…

  44. 44 44  marieta

    no, Daniel, el rey fué entronizado, sí, por su patrono caudillo, ese mismo que, enfermo en el Carmelo de la virgen, aun tuvo ganas de mandar fusilar a cinco de sus ‘enemigos’, al paso que, pobrecito, rezava, ai, como cuesta morir, madre!… segun las chronicas dicen…

    e ora, então, Daniel, não é de um render-se, de ‘empatia’, ao rei e ao seu caudillo, como a propósito de alguma coisa mais leve já ontem no ‘eixo’ também você referia?…

    eh, parece que já não se fazem reis, hoje, como antigamente, e é pena, caramba, por mim digo!

  45. 45 45  eduardo gaspar

    ha quem diga aqui no blog que chavez nao insultou apenas aznar mas toda a espanha.
    eu penso que toda a espanha tera sido insultada quando vir milhares de pessoas mortas num atentado terrorista como resposta a grande força que aznar em “nome” da espanha contribui para que houvesse a guerra no iraque.
    se calhar a espanha ficou ainda mais indignada por o governo de aznar vir dizer que se tratava de um atentado da eta, sabendo ele muito bem que a eta nunca tentou matar pessoas inocentes, e quando falo de inocentes falo de pessoas que ne sao politicos juizes ou policias.
    se calhar espanha nao ligou mas galiza ficou indignada a quando do derramamento de petroleo em aguas galegas quando na altura se viram obrigadas a verem a tv portuguesa para saber o que se passava visto que essa informaçao foi prontamente censura nas televisoes de toda a espanha.
    pior, alguns pescadores receberam fortunas para se calarem.
    se calhar é mais preocupante o que chavez diz do que criar uma guerra onde ja morreram centenas de milhares de pessoas com base em mentiras que ja deram muito dinheiro aqueles que ja tinham bastante.
    se calhar os povos america do sul nao tem sofrido com o que de pior tem o capitalismo e o imperialismo americano.
    se calhar so no ocidente é que ha bonzinhos.
    quanto ao facto do rei o ter mandado calar,
    eu axo que se no medio oriente os paises tivessem como mais alta instancia o rei, nos estariamos hoje a criticar essa forma de poder.
    depois, a vontade de um povo entre ter um presidente da republica ou um rei nao se referenda.
    nao cabe a ninguem em 2007 que o poder nasça no nascimento de uma pessoa.
    isso nao é democracia.
    e se voces defendem o rei porque os espanhois o querem la, entao meus amigos nao ha nada a dizer do hitler, do salazar do mussolini etc.

  46. 46 46  MdC

    Uma pessoa que congemina em conjunto com Bush e Blair, com o serviçal apoio de Barroso, um criminoso ataque ao Iraque, que tem levado a centenas de milhar de mortos.
    Que perante um criminoso atentado terrorista que provocou dezenas de mortos, não hesita em procurar aproveitar tal para ganhar as eleições.
    O que é???
    Um belo exemplo de democrata???

  47. 47 47  Von

    Caro Daniel: a sua resposta a uma mão cheissíma de comentários que não se revêem na sua opinião, foi apenas reincidir o papel de um corta fitas, e nesse papel a relevância política. A sua legitimidade democrática? Toda como a Consrituição do seu país lhe confere. Toda como o seu passado histórico de evitar novos confrontos violentos e ajudar uma transição política rumo a uma democracia lhe confere. Leia Santiago Carillo, o secretário geral do PCE da altura e verá como até ele admite sem qualquer esforço a relevência de Juan Carlos na transição pacífica de regima. Não sou monárquico, tal como não sou republicano, quando em ambos os regimes existem canalhas e bandalhos. E não argumentando de uma forma linear ser o rei um símbolo, a verdade é que em Espanha, para muitos espanhóis o é. Ou a Espanha é só País Basco e Catalunha? E claro que o rei não é eleito, mas pode ser referendável e penso que nem os vários governos PSOE puseram tal questão em causa. E meter Hitler neste debate… ó Daniel, deixe para a miudagem do PNR essas comparações descabidas.

    Um abraço

    Von Barata

  48. 48 48  Roberto

    Só que Juan Carlos não respondeu à pergunta:

    ”Senhor rei, responda: O senhor sabia do golpe de Estado contra a Venezuela, contra o governo democrático, legítimo da Venezuela? Porque é muito difícil pensar que o embaixador espanhol estivesse no palácio apoiando os golpistas sem a autorização de sua majestade, porque o rei é quem dirige a política exterior na Espanha.”

    Terá sido por isso a irritação?

  49. 49 49  João Filipe Rodrigues

    «Por qué no te callas?»

    «Porque somos libres!»

  50. 50 50  Daniel Oliveira

    Como lhe disse, acho muito bem que Zapatero, primeiro-ministro eleito. tenha reagido. Acho que um rei não se mete em debates políticos. Representa o seu país como uma bandeira ou uma estátua: calado quando se começa a falar de política.

  51. 51 51  Daniel Oliveira

    «A sua legitimidade democrática? Toda como a Consrituição do seu país lhe confere.»

    Uma das criticas que se têm feito a Chavez (e justa) é que a Constituição, que será referendada, deixa de definir mandatos. É curioso como os argumentos dão cambalhotas.

  52. 52 52  Von

    “«A sua legitimidade democrática? Toda como a Consrituição do seu país lhe confere.»

    Uma das criticas que se têm feito a Chavez (e justa) é que a Constituição, que será referendada, deixa de definir mandatos. É curioso como os argumentos dão cambalhotas.”

    Primeiro, nunca me ouviu utilizar esse argumento relativamente a Chavez. Segundo, ao utilizá-lo neste caso concreto, estou a apenas a constatar um facto indesmentível. Terceiro, o título de rei não pode nem deve impedir alguém de expressar uma opinião. Ou a democracia excluí os reis em geral e este em particular? E não se comportam como “reis”, os ditos eleitos de Angola, da Venezuela (sim da Venezuela, ou silenciar oponentes não será uma forma de absolutismo?…), entre outros? Acho fantástica alguma da indignição pela acção de um rei de um país que na sua maioria não o contesta, e são as maiorias que regem as democracias obtidas através do voto. Acho igualmente fantástico que os “reis” portugueses, os tais que não devem ter poder executivo e por vezes nem de opinião, não provoquem tais indignações. Porque a verdade é que esses “reis”, mesmo eleitos, no fim dos seus mandatos mantêem muitas das suas regalias e direitos. Em Portugal há quatro: um no activo e três (Eanes, Soares e Sampaio) que embora desactivados custam ao Estado, perdão, aos contribuintes, vastas moedas de oiro(já que falamos em monarquias…). Os senhores votaram esta situação? Foi referendada? E a propósito dos corta fitas, que dizer dos “reis” da Madeira, de Portugal (o actual e os anteriores) e até os vice-reis, de Sócrates a Guterres, de Durão a Santana (embora este último não tenha tido tempo para muitas fitas…).
    E por fim sejamos realmente honestos cada uma para si próprio: uma frase “porqué no te callas” não soa a desabafo? A quem está completamente farto de um rezingão rabujento que interrompe tudo e todos para repetir, feito miúdo malcriado, um insulto inconsequente a alguém que legitímamente foi afastado da política pelo voto popular, sejam quais forem as razões para tal? Seria caso para acrescentar ao desabafo de Juan Carlos, um bem lusitano “não batas mais no ceguinho”, se o nosso “rei” Cavaco fosse feito da mesma têmpera.

    Um Abraço

    Von Barata

    PS: Tem piada, ouço hoje e repetidamente o nome de Aznar como o malandro ao lado de Bush, e os nomes de Blair e de Barroso parecem esquecidos… Ou será que a última visita do nosso primeiro aos USA, se tornou no passe de magia da reconciliaçao ideológica? Diplomacia na China parte 2?

  53. 53 53  Daniel Oliveira

    «o título de rei não pode nem deve impedir alguém de expressar uma opinião.»

    Para mim é evidente que sim, deve impedir, pelo menos quando estão em representação do Estado. Enquanto ocupam um cargo simbólico em que a sua pessoa é irrelevante e apenas o cargo tem “legitimidade” devem procurar não intervir na vida política. São são mais que um símbolo então são políticos não eleitos. Ninguém sufragou as opiniões do Rei de Espanha. Ele pode representar o povo espanhol e se o povo espanhol aceita a monarquia. As suas opiniões não representam ninguém.

  54. 54 54  peter

    é claro que o único que falou o que devia foi Zapatero!

    O Chavez é parvo mas eleito.

    O Bourbon não eleito representa o triste colonialismo espanhol, o rei para mim não tem de falar a não ser para dizer o que a politica externa do partido eleito inscrever!

    o homem falou demais e o resto são balelas!

  55. 55 55  Von

    Daniel, um desabafo, uma reprimenda fugaz a um menino malcriado que não sabe comportar-se, não é uma opinião, muito menos política. É provavelmente mesmo um desabafo. Um desabafo que o resto da assistência estaria “mortinha” para o fazer. E tendo em conta a sua opinião, então qual o porquê da presença do rei de Espanha nesta conferência? Para quê o convite? Enfeitar a sala? Se assim for, então a nossa Assembleia, tem lá sentados muitos reizinhos. Em todas as bancadas! Essa sua imbirração relativamente à monarquia é de sempre ou deve-se a algum assunto em particular? Só por curiosidade.

    Abraço

    Von Barata

  56. 56 56  berto

    1º é ou não verdade que Aznar apoiou o golpe de estado anti-Chavez na Venezuela?
    2º é ou não verdade que Aznar representa interesses lesivos das frágeis economias sul-americanas através da denominada Unión Fenosa?
    3º é ou não verdade que Chavez tem tanta legitimidade institucional como tem Zapatero, como teve Aznar ou como eventualmente terá o rei de Espanha?
    4º porque não são citados os discursos de outros dirigentes sul-americanos que criticaram duramente a política espanhola para aquele continente e só é referido este episódio entre meninos malcriados?
    5º porque será que só agora é que a Europa e os States se preocupam tanto com a América do Sul quando passaram anos e anos a apoiar e a esconder as ditaduras sanguinárias de alguns dirigentes sul-americanos?

    O estatuto de Juan Carlos diz apenas respeito aos espanhóis, assim como o estatuto de Chavez diz apenas respeito aos Venezuelanos.

  57. 57 57  Daniel Oliveira

    «Daniel, um desabafo, uma reprimenda fugaz a um menino malcriado que não sabe comportar-se, não é uma opinião, muito menos política.»

    um desabafo, uma reprimenda fugaz a um menino malcriado que não sabe comportar-se não é, de facto, uma posição política. Mas se ele for num Chefe de Estado é, e de que maneira, como se pode ver pelas reacções. Se houvesse um problema diplomático grave entre Espanha e Venezuela por causa disto quem o teria de resolver o problema? O rei? Ou outros que não o causaram?

  58. 58 58  Miguel Duarte

    O Daniel tem toda a razão, sim senhor!! é inadmissível que um eleito pelo povo LIVRE da Venezuela possa em circusntância alguma ser mandado calar por um Rei, neste caso o Rei de Espanha. Ele ( o Daniel só se esqueceu, lá está a memória sempre MUUUITOO selectiva, aliás, tipico)só se esqueceu, de referir que o sr. Chávez está a fazer tudo para que esta tenha sido a sua última eleição…..

  59. 59 59  Von

    Se houvesse um problema diplomático grave entre Espanha e Venezuela por causa disto, então haveriam n problemas diplomáticos graves entre a Venezuela e muitos outros países por causa da verborreia incessante de Chavez. Se houvesse um problema diplomático grave entre Espanha e Venezuela por causa disto, então Chavez teria de rever totalmente a sua forma de fazer política. Se houvesse um problema diplomático grave entre Espanha e Venezuela por causa disto, então o mundo estaria bem pior do que afinal se imagina. E por fim, se houvesse um problema diplomático grave entre Espanha e Venezuela por causa disto, então só lhe digo: abrigue-se que a terceira e provávelmente final, vem aí.

    Abraço

    Von Barata

  60. 60 60  jose

    Você não percebe para que serve um rei ou não quer perceber?
    Abra os olhos e observe como as monarquias estão entre os países onde há mais respeito pelas pessoas e maior justiça social. Não riqueza, pois essa encontra-se em repúblicas exemplares como a Venezuela, o Brasil ou até Angola.

  61. 61 61  JV

    Acho que um rei não se mete em debates políticos.

    Isto não é um «debate político»: insultar os outros não é fazer política. E defender quem foi insultado, ainda para mais sendo um compatriota, é uma obrigação moral.

  62. 62 62  mariana

    ui ui, o reizinho há-de ser a democracia em pessoa…
    deve é estar demasiado habituado a mandar os outros calarem-se. devem ser coisas da realeza, aquilo é tudo primos, chega a uma altura em que o sangue já está todo inquinado.
    e tão desconfortável deve estar ele com os discursos (insultuosos ou não, mas livres) dos outros que mandou tirar um jornal de circulação porque dizia a verdade.
    no fundo, no fundo, como o chavez. o rei até deve gostar da verdade, desde que seja a sua.

  63. 63 63  GMaciel

    Sinceramente, estou-me nas tintas para os monarcas, quaisquer que sejam, e para o Chavez, mas faz-me alguma comichão a imprecisão histórica sempre que os argumentos assim o exijam.

    É verdade ou não que a monarquia espanhola foi referendada?
    Outra vez mas mais devagar (como dizem os gatos): é verdade ou não que mais de 80% dos espanhóis votaram SIM à monarquia?

    Já agora, tomara eu que os nossos presidentes, em especial o Cavaco, tivessem a mesma postura de Juan Carlos em idêntica situação. Já agora, acha que algum dos nossos políticos de pacotilha defenderia um adversário político com a mesma veemência?

  64. 64 64  Pedro Morais

    Havias de ter uma bela surpresa se se referendasse a restituição da monarquia em Portugal. Não esqueçamos que a República foi imposta, não foi uma conquista popular. É bom que te lembres do princípio que subjaz às coisas, Daniel.

  65. 65 65  João Severino

    O Daniel deve ser muito novo para saber as razões pelas quais o pai do rei Juan Carlos o enviou a Portugal para estudar. Caro Daniel, tudo teve a ver com princípios democráticos, com posições políticas anti-franquistas. Juan Carlos teve uma formação e educação que lhe dá o direito de dizer a um tirano, pseudo socialista, para se calar quando ofende pessoas que tiveram representação estatal, tal como Chavez tem agora. O Daniel erra quando confunde um homem que sabe o que foi o fascismo com outro que apenas sabe ser rico e prepotente à base do poder do petróleo.
    Cumprimentos

  66. 66 66  J Lima

    Este “post” é um caso grave de “republicanite” e de crença cega na legitimidade dada pelo voto. Hitler venceu eleições,foi depois plebiscitado, e deu no que deu. O seu percurso é, aliás, sombriamente parecido com o de Chávez: tentativa de golpe de Estado, seguida de eleições e de plebiscito.

    Não é o facto de ter sido eleito ou não que dá ou tira a Juan Carlos o direito “à indignação”; nem os reis servem só de corta-fitas ( Em Portugal, já não temos reis há muito tempo, mas os corta-fitas, como se sabe, abundam, com farda de almirante ou de fato de duas peças). O rei fez muito bem em mandar calar o fala-barato . O senhor Chávez é um régulo desmiolado e demagogo, que se comporta como uma criancinha mal educada, enquanto conduz um país que não tem desculpa para ser pobre para a mais profunda miséria. Pena é não ter levado um par de açoites que, aliás, há muito tempo fez por merecer.

  1. 1 Arrastão: Dois anos

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