Sobre o último “Eixo do Mal” escreveu um “jornalista” anónimo do “Jornal de Angola”, a voz oficial do regime cleptomaníaco de Eduardo dos Santos:
Como já não está disponível, pode ler o artigo completo no link em baixo.
Quadrilha de abusadores
A liberdade de Imprensa teve sempre inimigos confessos e alguns idiotas úteis que, mesmo sem o saberem, são os inimigos mais difíceis de conter ou de enfrentar. São aqueles que os patrões usam para todos os abusos, para todos os fins, para todas as manobras. O jornal “Público”, propriedade de Belmiro de Azevedo, está cheio desses idiotas úteis que vêem defeitos em tudo e em todos, menos no dono. O império mediático de Francisco Balsemão é servido por inúmeros idiotas úteis que abusam da liberdade de imprensa, convencidos de que assim são a perfeita voz do dono. As vítimas destes abusadores, regra geral, ignoram-nos e falam directamente com os donos. Às vezes resulta e eles são silenciados com um açaime ou um corte na ração. Outras vezes, os donos assumem um ar sério e dizem que nada podem fazer, em nome da liberdade de imprensa.
Imaginemos que na última edição do “Eixo do Mal”, na SIC-Notícias, os alarves que lá montam a banca dos abusos, diziam que Pinto Balsemão é o capitão de uma quadrilha, que é ladrão, que é cleptomaníaco. Imaginemos que algum daqueles idiotas exigia ao Governo de Angola que pusesse na ordem o proprietário da SIC. Ou, imaginemos, que um qualquer empregado do jornal “Público” ia para o “Eixo do Mal” dizer que Belmiro de Azevedo roubou uma fortuna ao banqueiro Afonso Pinto de Magalhães, enganou a sua viúva e restantes herdeiros do falecido banqueiro. E que à custa dessa actividade de capitão de gang ou de chefe de quadrilha, construiu o império SONAE. Imaginemos que o pobre idiota servidor do “Público”, e que recebe mais uns trocos para ser abusador no “Eixo do Mal”, apelava ao Governo de Angola para denunciar o ladrão do banqueiro e seus pobres e inconsoláveis familiares.
Os idiotas úteis que abusam da liberdade de imprensa no “Eixo do Mal”, jamais se atreveriam a cuspir no prato dos donos. Eles sabem o que aconteceu ao jornalista João Carreira Bom por ter ousado escrever umas palavrinhas que indispuseram Pinto Balsemão. E o que aconteceu a vários jornalistas do “Público” quando o patrão os considerou indesejáveis. Aliás, quando um pobre diabo que fingia ser jornalista do “Público” foi processado por ofender gravemente um político angolano, ele arrojou-se aos pés do ofendido e pediu perdão porque o patrão lhe garantiu que não pagava um tostão de indemnização em caso de condenação.
Clara Ferreira Alves precisa de acumular uns dinheiros para fazer uma plástica. Vai daí insulta e calunia quem o capitão da sua quadrilha soarista manda. Mas parece que dali já pouco pinga dos diamantes de sangue, ela tem de arranjar outro quadrilheiro. Daniel Oliveira, um pobre diabo sem profissão, funciona com moedas na boca. É como os telefones das cabines públicas. José Júdice é um boneco que se perdeu do ventrículo salazarista e agora só grunhe disparates. Pedro Nunes, empregado de Belmiro de Azevedo, faz pela vida no “Eixo do Mal” para compor a ração de dinheiro que, pelos vistos, no “Público” já está ao nível das rapariguinhas das caixas do supermercado Continente. Aqueles quatro miseráveis mentais estão apostados em levar os abusos de liberdade de imprensa aos níveis mais aberrantes dos tempos em que a PIDE destruía a honra dos oposicionistas ao regime fascista no jornal “Diário da Manhã”, uma espécie de “Eixo do Mal” mas um pouco mais civilizado.
Os idiotas úteis do “Eixo do Mal”, no meio dos seus delírios, fizeram um apelo à intervenção do Governo Português em Angola, porque, disseram eles, Portugal tem muitas responsabilidades com o Povo Angolano. Esta gente parou no tempo. O poder de Portugal em Angola começou a ser contestado, de armas na mão, em 4 de Fevereiro de 1961. Em 11 de Novembro de 1975 expirou o poder colonial. Nenhuma quadrilha portuguesa ficou em Angola, fosse capitaneada por Mário Soares ou por um qualquer patrão da Comunicação Social. O império colonial acabou mesmo. E os angolanos são senhores dos seus destinos. E porque são os angolanos que decidem do seu presente e do seu futuro é que a quadrilha de Mário Soares foi estrondosamente derrotada em Angola. Os governantes angolanos, ao longo de décadas, tiveram de dedicar larguíssimos recursos ao combate sem tréguas a Jonas Savimbi, o lugar-tenente da quadrilha soarista em Angola. Para liquidar esses salteadores, os angolanos deram tudo o que podiam. Mas hoje somos livres e senhores dos nossos destinos. É por isso que os derrotados, hoje, nos soltam os Bob Geldof, os idiotas úteis do “Eixo do Mal” e outros serventes menores que nem merecem que citemos os seus nomes.
Os angolanos hoje vivem com muitas dificuldades, é verdade. Foi preciso gastar biliões e biliões de dólares para desmantelar a quadrilha que em Angola operava ao serviço dos quadrilheiros que hoje nos soltam os cães do “Eixo do Mal” e outras vozes de outros donos. Mas se em Portugal alguns órgãos de Informação estão ao serviço das mais desvairadas quadrilhas, nós aqui vamos enfrentá-los. Por uma questão de decência e como forma de nos solidarizarmos com o Povo Português, que merece uma imprensa livre e responsável. E se o regabofe continua, se calhar um dia destes publicamos as listas com os nomes dos quadrilheiros portugueses que foram capturadas no bunker de Jonas Savimbi no Andulo. Basta de abusos e insultos!
54 respostas ao post “Há insultos que vindos do lugar certo sabem a elogios”
- 1 Pingback on 13 Mai 2008 às 2:25
- 2 Pingback on 14 Mai 2008 às 16:52



Excederam-se, mas a verdade é que um programa onde pessoas falam sistematicamente mal de outros, por vezes de uma maneira que os ridiculariza e onde nunca há um contraditório e muito menos a palavra é dada aos atingidos, não é nenhum exemplo de democracia e jornalismo.
Vindo de quem vem? Mas o Daniel nem sabe quem escreveu, como disse foi um anónimo. De qualquer forma há ali muitas coisas das quais é difícil discordar… como “o José Júdice só grunhe disparates”.
Quanto ao resto, o Jornal de Angola tem direito à mesma Liberdade de Expressão que o Eixo do Mal.
The Studio, o Jornal de Angola é do governo. É daí que vem. de resto, em Angola, só mesmo o Jornal de Angola é que goza de liberdade de expressão.
Fico contente por o conseguir pôr a falar bem de angolanos. Faço milagres. De resto, acho normal que faça coro com os senhores. De resto. não será o único. Muita gente escolhe as companhias com quem fazer coro com muito pouco critério. Quem vive mal com a democracia acaba sempre por se entender.
A verdade é que já vi por cá coisa muito mais disparatada do que este comentário….:)
Fado Alexandrino, eu não me sinto insultado. Como digo no título, muito pelo contrário.
Só lê o “Jornal de Angola” e vê o ” Eixo do Mal” quem quer. Eu leio e vejo ambos. E , no nível, estão muito bem um para o outro!
E se o “Jornal de Angola” é a voz do dono, por que não se poderá dizer o mesmo do “Eixo do Mal”? Será que o Balsemão é anjinho?…
Quanto a mim, o eixo do mal é o único espaço na televisão portuguesa onde efectivamente se discute política e os assuntos do país.
Os meus parabéns ao programa e aos intervenientes.
Só que aqui, João Gomes, vai tendo por onde escolher. Quanto à voz do dono…
Divirto-me sempre com o programa humorístico.
Houve uma altura em que a Clara era insuportável, mas melhorou muito.
O Daniel, por vezes, entusiasma-se demasiado.
O Júdice tem certos achados de linguagem interessantes, mas pouco mais.
O Luís Pedro costuma gesticular em excesso.
Quanto ao “Jornal de Angola”, não conheço nem quero conhecer. Chiça!
Com as devidas reservas quanto ao carácter agressivo do texto, penso que é tempo de deixar de olhar para Angola com sobranceria. Existem imensos problemas para resolver mas não é com este tipo de picardias que se chega a algum lado. E nós (portugueses) temos uma dívida bem grande para pagar.
O João Gomes e o Fado disseram o essencial. Mas há aqui uma crítica muito injusta que estão a fazer ao Daniel, dizendo que ele é a voz do dono do Balsemão. Todos sabemos que isso não é verdade, ele é a voz do dono do partido.
“Muita gente escolhe as companhias com quem fazer coro com muito pouco critério. Quem vive mal com a democracia acaba sempre por se entender.”
O Daniel às vezes diz coisas com as quais concordo completamente. Está a referir-se ao Bloco de Esquerda e aos Neonazis? Sim, fazem coro contra a globalização, contra o capitalismo, pelo estado social, e quando a Esquerda organizou a manifestação anti-semita em frente à embaixada de Israel, esta foi divulgada e apoiada em todos os blogs Neonazis.
Que grande elogio, vindo dos corruptos fascistas do governo Angolano.
fado alexandrino - Excederam-se???!!! leu bem o que está escrito naquele texto vergonhoso? E ainda põe um ‘mas? à frente do ‘excederam-se’???!!!
o racismo é mesmo lixado e nem vale a pena demonstrar porquê, porque com toda a certeza seria censurado, mais uma vez
Resume-se tudo, pelo que leio, à voz do dono do Jornal de Angola, do Eixo do Mal e do Arrastão?
Será?
Daniel Oliveira
12 Mai 2008 às 20:00
Mas claro que isso é uma evidência.
Com o devido respeito a si, que os outros mal sei quem são, os senhores e enfim, custa-me dizê-lo a senhora é que agridem com total impunidade quem vos apetece.
Por acaso parecia-me muito mais normal que um dos visados um dia perca a cabeça e vos faça uma espera à saída do programa do que Aquele-Que-Lhe-Mete-Medo o faça.
Já agora peço-lhe desculpa mas só vi um ou dois programas e não faça a mínima intenção de o voltar a ver.
Gosto de contraditório, argumentação, debate e nada disto lá está.
Atirei uma pedrinha
À janela do meu amor
A janela não se abriu
Prontus, parti o vidro
Pois o BES cortou-se. Mas há uns tempos o BES não gostou nada do que o Expresso escreveu sobre o mensalão, aí foi o Expresso e a SIC que se cortaram. O Eixo do Mal aí, ficou do lado da voz do dono.
O eixo do mal não é propriamente o meu programa favorito, ainda que goste de vê-lo às vezes. Agora comparar o eixo do mal ao jornal de Angola sempre pensei que não lembrasse a ninguém, mas pelos vistos há gente para tudo…
O artigo publicado no jornal de angola é de um miserabilismo ético, profissional, pessoal, político a toda a prova. Miserável. E de uma arrogância patética que não lembraria ao próprio José Castelo Branco. Que compara o jornalistas a cães à espera da ração, que para os “silenciar” assume que por vezes basta ir falar com o “dono”. Inenarrável. De um novo riquismo absolutamente primitivo.
Não fica bem estar a defender o programa “Eixo do mal” em casa de um dos responsáveis. No entanto, é o tipo de programas que fazem falta, porque quem diga bem de tudo e do seu contrário, já há que chegue. O contraditório está nas diferentes posições dos intervenientes o que, por vezes, é feito de forma mais acalorada do que a conseguida noutros programas de “debate” dito sério. O exemplo de programa que não teria espaço na “democracia” angolana.
Ambos sao bons espaços humoristicos, onde os terreno ideologico e bastante limitado…
“Há insultos que vindos do lugar certo sabem a elogios” depois de se ver e ouvir o Eixo do Mal (acrescento eu)
Até o nome, Eixo do Mal, é uma homenagem a esse grande estadista, de seu nome Bush!
Melhor do que o EdoM só as conferências sobre sustentabilidade do BES!
Daniel, viu a vergonha dos comentários do António Costa na Quadratura do Círculo? «Eu não as fazia, mas ele é um artista». Que asco.
maria
12 Mai 2008 às 21:57
A senhora não sabe ler.
O excederam-se era para os angolanos, repare naquela coisinha que lá está que é uma virgula.
Como a liberdade de imprensa é coisa que não existe em Angola.
Onde existe delito de opinião e jornalistas presos.
É no minimo ridicula, a posição de certos comentadores.
Ou são daqueles que defendem, que enquanto milhares de crianças morrem todos os anos de fome em Angola, a filha do presidente pode dar uma festa de casamento sumptuosa, em que cada convidado recebeu um diamante ( Durão Barroso inclusive).
Isto nada tem de racismo, tem sim com a denuncia da corrupção de uma clique que traiu a luta de libertação do povo da Angola.
O exercicio do contraditório só tem validade quando se defende a verdade…como não é o caso…parabens Daniel e Companhia.
Essa cambada mafio-angolana e seus cumplices deviam ser corridos da face da Terra.
Angola é um regime autoritário, corrupto e criminoso. O Jornal de Angola é a voz do Zédu.
Nada disso leva a que deixe de ser verdade que os jornalistas e comentadores portugueses (salvo raríssimas e notáveis excepções) não se atrevem a criticar os patrões.
É um facto indesmentível, e portanto vamos relativizar a liberdade de imprensa, porque ela não existe em Portugal, o que existe é a liberdade de os capitalistas deterem orgãos de comunicação social. Diz-nos o passado recente que à esquerda eles são sistematicamente sufocados pela falta de publicidade. E falo só de jornais, nem penso em rádio ou televisão.
Mas alguém acha normal que 15 a 20% da população, que desde 1974 vota SEMPRE à esquerda do PS, não tenha um jornal, diário ou semanário, de orientação anti-capitalista, para folhear?
Ventrículo?!
Lol.
Percebo o Daniel Oliveira.
E nao levo muito a serio o artigo la do jornal de angola.
E apenas um sintoma de doença que tambem por ca passou; so que nos por ca agora estamos melhorzinhos.
Com o tempo tenho a certeza de que por la tambem hao de haver tais melhoras.
E preciso paciencia para aturar doentinhos.
Onde é que este jornal de angola foi cagado mesmo ?
É claro que ANGOLA só poderia reagir com insultos e ameaças. Nada mais natural.
Geldof foi muito bem patrocinado pelo BES que, claro, não tem nada a ver com o assunto.
É tão giro dizer coisas politicamente correctas, não é? tipo: “sou a favor dos direitos humanos”!
Quais? Do Darfour? Do Tibete?
Bem, outra coisa é apontar nomes e situações e dizer: são corruptos e criminosos, vivem com o BES, fazem negócios enquanto outros morrem, porquê? O BES? O grande apoiante da selecção nacional de futebol…cuidado, cuidadinho… há coisas sagradas e não é por hoje ser treze de Maio.
Eu diria que o anónimo articulista do Jornal de Angola (o artigo é lamentável, não obstante algumas passagens capazes de despertar o riso) e os que apelidam os dirigentes angolanos de “criminosos” e “cleptocratas” estão bem uns para os outros. Quem vai à guerra, dá e leva
Mas o articulista do Jornal de Angola lembra, e bem, o episódio do João Carreira Bom, vítima de delito de opinião. Mas à época ninguém se indignou. Não me lembro de vozes que tenham saído em sua defesa. Onde estava então a nossa coragem cívica? E em particular a dos colegas de profissão, jornalistas e colunistas?
Portanto, quem somos nós, para darmos lições de liberdade de imprensa ao angolanos?
P.S. Eu quando estive angola, ainda pairava a guerra suspensa do protocolo de Lusaka, li alguns jornais ferozmente críticos do governo. Numa rápida pesquisa pela net, podem encontrar o Angolense. Não queiram resumir a imprensa angolana ao MPLA e ao seu órgão oficioso, o Jornal de Angola.
Pois é, Daniel, custa ver os outros usarem as mesmas armas da calúnia demagógica e seum fundamentação, não é?… Por uma vez, prove lá desse veneno que semanalmente lá cospe… Um abraço
O sr Daniel Oliveira já sabia que censurava mas deve estar a perder o norte pois ao censurar-me no comentário que aqui coloquei só me faz parecer que talvez quisesse um lugarzinho no jornal angolano, isto só tem piada quando se aponta as fraquezas, falhas e bacoradas dos outros pois quando somos nós o alvo da chacota já não têm piada e lá vai a senhora censura fazer o seu trabalho, ó homem o melhor riso é quando nos rimos de nós mesmos!
Porra, este jornal de Angola é mesmo fantástico…pela primeira vez simpatizo com o José Judice!
Responda-me se puder a que critério do lápis azul o comentário censurado obedeceu.
Limito-me ao texto do “Jornal de Angola” para dizer apenas e tão só que sinto asco.
Cumprimentos
Daniel
Em vez de estar para aqui no bate-boca com os estimados leitores, importa-se de alertar o Júdice, para o facto de ter perdido o “ventrículo”? É que essa gaita pode ser grave…
Abraço
No entanto é de salientar que Angola tem uma importância económica para Portugal maior que, por exemplo, França e Itália Juntos. 20 % das nossas exportações são para Angola e os Angolanos investiram em Portugal mais de 1 bilião de euros só no ano passado!!! Galp e BCP. Como calculam nenhum país europeu investiu cá!! Vieram atrás de subsidios nos ultimos 20 anos. E nós povo abandonado pela europa criticamos os Angolanos! O Presidente da República de Angola controla toda a África Sub-sariana, deu a independência á Namibia acabou com o regime na Àfrica do Sul e soltou Mandela. Mas isto nunca foi escrito e dito em Portugal! Porque será? Já agora quantos de voçes já foram a Àfrica? Têm lá família? Querem outro Zimbabwe? Querem os Portugueses sem negócio em Angola? Temos de respeitar Angola e o seu Povo. Não vale a pena impormos os nossos valores e costumes! Àfrica é Àfrica…
Quem aqui vem atacar o Eixo do Mal, parecendo defender o “jornalista” do Diário de Angola, deve reparar numa diferença substâncial.
Os comentadores do referido programa não só são apresentados pelo nome, como até mostram a cara.
Vejo o Eixo do Mal frequentemente, assumo que é um programa que me agrada embora reconheça que algumas críticas lá feitas, se me fossem dirígidas , provavelmente não ficava de bom humor. Pensando ainda assim que essas criticas, muitas vezes irónicas e mordazes, dão vivacidade ao programa (sobretudo se feitas a outros). Aceito naturalmente que não se goste do modelo, haverá quem goste mais do professor Marcelo, (onde o contraditório é por vezes feito nos discursos seguintes do líder do seu próprio (dele) partido.
Contudo, daí a concordar com as enormidades que são ditas no texto do Diário de Angola, vai um mundo de distância. Por muito que se queira criticar o Daniel Oliveira, dificilmente é defensável concordar com a baixeza do referido texto.
“O Presidente da República de Angola (…) deu a independência á Namibia acabou com o regime na Àfrica do Sul e soltou Mandela.”
Ó Andre Sousa, agora engasguei-me.
Com que então Eduardo dos Santos deu a independência à Namíbia, acabou com o regime na África do Sul e soltou Mandela?!!!! É uma forma curiosa de interpretar a história. Mas seria melhor que não dissesse disparates.
A África do Sul e a sua História, com todos os problemas e fragilidades sociais que lhe conhecemos hoje, pertence a um mundo à parte de Angola. É uma ex-colónia britânica. Pertence à commonwealth donde tem traços de desenvolvimento diametralmente opostos aos de Angola. O fim do regime sul africano foi reinvindicado durante décadas pela população negra, população essa muito heterogénea e no conjunto muito mais instruída social e politicamente que a população negra angolana de então. Por um motivo: apesar do apartheid, na África do Sul havia escolas para brancos e para negros, ao contrário de outras colónias onde apesar de não vigorar declaradamente nenhum apartheid a instrução da maioria da população negra era muitas vezes negligenciada. A instrução dos sul-africanos permitiu-lhes desde cedo organizar núcleos clandestinos que lhes permitiram lutar contra o apartheid. De resto, quando deixou de ser possível manter a situação de discriminação racial abjecta em que se vivia, tão pouco o poder foi tomado abruptamente com uma “revolução”. O governo minoritário branco aprovou uma resolução legislativa que decretou o fim do aparheid dando assim início a um novo ciclo político na África do Sul. Daí extrapolar e atribuir ao Presidente da República de Angola o fim do apartheid vai um passo de gigante.
De resto, e ainda sobre o artigo publicado no Jornal de Angola há uma coisa que salta à vista: nem todo o dinheiro do mundo compra presença de espírito e respeito pela opinião alheia.
Lavadex:
“O exercicio do contraditório só tem validade quando se defende a verdade…”
??????????????????????????????
Vê lá, Daniel, não chames palhaço ao José Eduardo dos Santos.
Cara Duquesa, como calcula é muito dificil para Portugal assumir o Bem do Presidente da República de Angola. Mas como não quero dizer mais disparates aconselho sua excelência a estudar a história da guerra de Angola e percebe como e quando é que a Namíbia foi libertada! E claro para não dizer mais disparates aconselho sua excelencia também a estudar as negociações entre estados quando Angola derrotou África do Sul! Está escrito e documentado!! Informe-se
Caro Joao P.
Volto a afirmar o que disse e caso não tenha compreendido passo a explicar:
Eu nao posso conceber que a alguem que não tem razão seja dado o beneficio de contrapôr o que quer que seja. Por isso estão os tribunais atolados de processos (recursos). A possibilidade de recurso não é um direito é sim a confissão de que os tribunais, juizes, advogados e investigadores não sabem fazer bem o seu trabalho. Para mim esta situação é uma anormalidade completa. Há acusados que é sabido perfeitamente que são culpados e por causa destes chamados recursos ficam em liberdade…enfim…revolta-me esta situação.
Quanto ao caso em questão do Jornal de Angola, é claro que este senhor devia estar calado e nem responder. Não tem uma ponta de razão. Aquele país está infestado de criminosos no Governo e pelos vistos no tal jornal também. Que direito tem ele de argumentar o que quer que seja. Que esteja calado! A esta gente não deveria ser dado qualquer direito de opinar desta forma tão errada.
É por estas e por outras que se continua a dar tempo de antena a pessoal sem qualquer credibilidade (Valentins, Adelinos, Felgueiras) todos eles uma corja de animais que gozam todos os dias comigo, consigo, com toda a gente honesta. Se não fossemos tão brandos e passivos já tinhamos corrido à força com esta amostra de gente.
A escumalha do MPLA é um belo exemplo de racismo, e de utilização do dito termo como eterna vitimização e arma de arremeso à mínima crítica. Enquanto isso lá vai acontecendo a miséria abosoluta ..e com o beneplácito da generalidade dos partidos…do PSD ao PC
Andre Sousa,
digamos que afirmar que “O Presidente da República de Angola (…) deu a independência á Namibia acabou com o regime na Àfrica do Sul e soltou Mandela” é uma forma abusiva, exagerada e sobretudo muito incompleta de pôr a questão. Um dos problema dos regimes não democráticos é terem a tentação de reescreverem a História como lhes apetece.
Na batalha de Cuito Canavale, de facto o braço armado do MPLA lutou lado a lado com a SWAPO (movimento de libertação para a independência do sudoeste africano / Namíbia) contra o exército sul-africano. Mas, num contexto de grande indefinição política, em que nem as Nações Unidas reconheciam oficialmente o governo do MPLA. E o motivo dessa batalha prendeu-se mais com os objectivos internos do MPLA em conquistar o poder em Angola e aliados fronteiriços, e com os receios do regime sul africano quanto ao que a instabilidade angolana poderia significar para o seu próprio país. Indirectamente, quando as Nações Unidas reconheceram oficialmente o MPLA, a África do Sul retira as suas tropas do sul de Angola o que acaba por beneficiar a SWAPO e posterior independência da Namíbia. O que não é mesma coisa que atribuir a Eduardo dos Santos o ónus pela independência daquele país, ou pelo fim do apartheid ou muito menos pela libertação de Mandela. Não esquecendo claro que o mundo inteiro na altura pressionava a África do Sul para dar a independência à Namíbia e acabar com o regime de segregação.
O fim do apartheid e a resistência na namíbia começam a desenhar-se e a ganhar força muito antes da guerra da África do Sul com Angola. A independência e o fim dos regimes racistas resultou destes movimentos embrionários que se começaram a formar na década de 50.
Atribuir, secamente, ao Presidente da República de Angola a independência da Namibia, o fim do regime na Àfrica do Sul e a libertação de Mandela, é esquecer muito. É esquecer as acções do ANC desde 1950, a SWAPO, as Nações Unidas, de Klerk, e o mundo inteiro. Em resumo, é esquecer praticamente tudo.
“Since its beginning, apartheid had drawn opposition within South Africa. White opposition came mainly from English-speaking South Africans and young Afrikaners. The most important black organization opposing apartheid was the African National Congress (ANC).
The police and military, however, responded harshly to any opposition to the apartheid policies of the Afrikaner government. In the early 1950s, the ANC led a non-violent campaign against apartheid, but soon called it off after police arrested and imprisoned thousands of protesters. In 1960 in the black township of Sharpeville, the ANC organized a large protest over the inferior schooling of black children. Police fired into the crowd, killing 69 people.
Following Sharpeville, the government outlawed the ANC. The ANC then went underground and turned increasingly to armed revolutionary activities. One of its leaders, Nelson Mandela, a lawyer, was arrested and jailed many times. In 1964, he and several other ANC leaders were convicted of sabotage and treason and sentenced to life in prison.
But the cycle of black protest and white government repression continued. In 1976, black school children in Soweto, a worker township outside of Johannesburg, began demonstrating against the required use of the Afrikaner language in their schools. When the protests grew, the government cracked down harshly, killing hundreds, including 134 people under the age of 18. Anti-apartheid boycotts, strikes, demonstrations (some violent), sabotage, and almost daily clashes with the police continued into the 1980s.
In 1984, the Afrikaner government decided to include Indian and Coloured South Africans in the political process. A new constitution established a three-house parliament. But white representatives held the majority of seats and blacks were still totally excluded.
By this time, the world community was taking steps to pressure the apartheid regime to change. South Africa was banned from the Olympic Games. An increasing number of nations, including the United States, applied economic sanctions, which placed severe restrictions on trade and investment in South Africa.
In addition to international pressure and the growing political violence within South Africa, another factor weakened the will of the white minority to hold on to power: The percentage of whites was shrinking. At its peak, the white minority composed only 21 percent of the population. By the end of the 1980s, this figure had dropped to 14 percent. By the year 2005, it would slip to a mere 10 percent. How much longer could such a small group hope to dominate, even by force, the ever-increasing numbers of black South Africans? Realistic white South African leaders could see the handwriting on the wall. One of these leaders was Frederik Willem (F. W.) de Klerk.
The End of Apartheid
F. W. de Klerk became the president of South Africa in 1989. An attorney like Nelson Mandela, de Klerk realized that South Africa had to change. Although many whites still supported apartheid, de Klerk worked to dismantle it. In 1990, he released Nelson Mandela from prison and started negotiating with him and the ANC on the transfer of political power from the white minority to the black majority. The ANC, in turn, abandoned its support for armed revolution.
The following year, de Klerk and Mandela reached an agreement. White-minority rule would end without bloodshed. South Africa would hold its first all-race elections. The parliament created by these elections would then have five years to write a new constitution for South Africa. Both de Klerk and Mandela were awarded the 1993 Nobel Peace Prize for their achievement.
Although De Klerk and Mandela received broad support for their power-sharing agreement, some South Africans vowed to resist it. One group, the Afrikaner Resistance Movement, demanded a white-only homeland to be created by armed force, if necessary. Similarly, the black Inkatha Freedom Party held out for an independent Zulu province.
On the eve of the all-race elections in April 1994, South Africa was torn by fear, political violence, and divisions within both the white and black communities. But, over the four days that the elections took place, peace prevailed. Nearly 23 million people aged 18 and over voted, including 17 million black South Africans voting for the first time. On the first day of voting, Nelson Mandela remarked, “Today is like no other before it. Voting in our first free and fair election has begun. Today marks the dawn of our freedom.”
http://www.crf-usa.org/bria/bria12_2.html
The ANC gained control of the national parliament with 63 percent of the vote. The parliament then chose Nelson Mandela as the new president of South Africa. De Klerk’s National Party won 20 percent of the vote, assuring him one of the deputy president positions.”
Onde é que o artigo é anónimo? se não vem assinado e está num jornal responsabiliza a direcção. The Economist tem artigos assinados? No resto, DO tem toda a razão e angolanos nenhuma
No meu primeiro ano da faculdade vivi com 3 angolanos. Nenhum deles andava no ensino superior. Eram filhos de 3 altos dirigentes de Angola. Gastavam dinheiro a rodos mas recebiam bolsas do governo angolano e também do governo português. Um dia um deles foi ao banco levantar um cheque de mil contos que tinha roubado ao pai, dizendo que ele não notaria pois para ele isso eram trocos, e se notasse não se importaria.
Mostraram-me várias fotografias das suas mansões hollywoodescas na zona de Luanda onde vivem todos os políticos e magnatas, e da vida faustosa que levavam os seus familiares. Não tinham o menor pudor em afirmar que pertenciam a uma elite de Angola que tinha dinheiro, e que se estavam nas tintas para os restante povo.
Um amigo meu que trabalhou um ano em Luanda falou-me da corrupção que se nota todos os dias, em diferentes sítios, nas mais diversas situações. Tanto que, no orçamento anual da equipa, constava a alínea “outros custos logísticos diversos”, que eram os milhares de euros que era preciso levar para pagar subornos e gorjetas absolutamente necessários para, por exemplo, a obtenção em tempo útil de vistos de viagem.
Contou-me também que tão depressa via gente na rua que não tinha um tostão como via passar o filho de um político qualquer a conduzir o seu jipe de centenas de milhares de euros.