O meu artigo do último fim-de-semana sobre o tom do debate em torno do episódio da aluna e do professor, que já teve reacções na blogosfera, já está disponível na página do Arrastão dedicada aos artigos do Expresso.
Por Daniel Oliveira 9 Abr 08 em Arrastão


Cá está, Senhor Daniel.
A sua sondagem sobre os Jogos Olímpicos é um tratado social. É que nessas Embaixadas mundo fora não se está falando noutra coisa.
Mas vamos ao cerne da questão. O Tibete.
Esse seu amor ao Buda tem muito que se lhe diga, senhor Daniel. Eles nem respeitam o D. José Policarpo. O Dalai Lama foi rezar lá para Fátima, dizendo ciências em árabe a falar mal do nosso Governo, e nós agora é que vamos dizer ao Domingos e ao Dionísio Castro “esqueçam o Ouro porque o Presidente não quer que corram”?
Francamente!
Uma curiosidade: por acaso, não é da família dos irmãos Castro, pois não? Tem qualquer coisa, assim um traço de rosto, do Domingos.
Daniel, com o devido respeito, gostaria de colocar as seguintes perspectivas e questões,
a)qualquer professor com dois dedos de cabeça percebeu, desde o primeiro momento, que o tal vídeo e os sucedâneos em nada viriam a contribuir para o tal ‘reforço da autoridade docente’, termo esse, usado e abusado nos últimos meses;
b) as questões de fundo que os professores querem ver resolvidas ainda não foram percebidas ou assimilada pelas pessoas em geral e muito menos pela maioria dos comentadores de eleição para estas matérias;
c) mesmo que seja verdade, aproveitamento linear de um episódio triste (com réplicas tristes), para fortalecer uma tal agenda reivindicativa, perguntar-lhe-ia, a que agenda se refere e porque é que considera desonesto pegar num exemplo triste (repito, propositadamente), mas verdadeiro, infelizmente, para reforçar uma alegada posição de uma alegada agenda.
Reparei que foi mais soft no parágrafo dos pais. Sinto que há uma certa revolta nas suas palavras.
Não desista das causas e por favor, não se esqueça que é uma pessoa com um estatuto determinado e que as pessoas o lêem, ouvem e que aquilo que diz ou escreve tem importância.
Portugal precisa de pessoas à altura de uma crise como esta em que vivemos.
Solidariedade!