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	<title>Comentários em: Artigos do Expresso</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
	<pubDate>Sat, 22 Nov 2008 14:16:11 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Pedro</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33252</link>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 01:01:13 +0000</pubDate>
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		<description>Claro, há muitas maneiras, todas elas selectivas mas umas mais interessantes do que outras, de mostrar a mesma coisa. E nada a opor à ideia dos filmes como motivo para debate. O Tropa da Elite oferece seguramente muito bom material para discussão e esse é um dos seus méritos. Eu só rejeito a ideia de que o filme tem o carácter de uma tese, de uma defesa, ainda para mais explícita, das execuções sumárias e da tortura. O Daniel pensa isso porquê? Porque a narrativa se desenvolve a partir do ponto de vista de um polícia de um BOFE? E depois? O Laranja Mecânica também se desenrola do ponto de vista de um sádico, mas isso não transforma o filme numa defesa do sadismo. Além disso, a maneira como o filme mostra a vida do polícia -- uma vida miserável e destroçada -- não funciona propriamente como um convite à adopção da sua perspectiva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Claro, há muitas maneiras, todas elas selectivas mas umas mais interessantes do que outras, de mostrar a mesma coisa. E nada a opor à ideia dos filmes como motivo para debate. O Tropa da Elite oferece seguramente muito bom material para discussão e esse é um dos seus méritos. Eu só rejeito a ideia de que o filme tem o carácter de uma tese, de uma defesa, ainda para mais explícita, das execuções sumárias e da tortura. O Daniel pensa isso porquê? Porque a narrativa se desenvolve a partir do ponto de vista de um polícia de um BOFE? E depois? O Laranja Mecânica também se desenrola do ponto de vista de um sádico, mas isso não transforma o filme numa defesa do sadismo. Além disso, a maneira como o filme mostra a vida do polícia &#8212; uma vida miserável e destroçada &#8212; não funciona propriamente como um convite à adopção da sua perspectiva.</p>
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		<title>Por: André Militão</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33250</link>
		<dc:creator>André Militão</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 00:44:45 +0000</pubDate>
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		<description>Discussões sérias em torno do "Tropa de Elite" fazem-me rir... ahahahhaha

O filme está engraçado e tem alguns ditos espirituosos (bota na conta do papa!), mas como crítica social está muito, mas muito fraquinho! Sobretudo quando comparado com "Cidade de Deus" que oferece um insight incomparavelmente maior da realidade nas favelas brasileiras.

Uma espécie de BEM (BOPE) contra o MAL (a malta TODA das favelas e os estudantes maconheiros), em que o BEM se vê forçado a combater fogo com o fogo. Felizmente, o espectador está tão envolvido na complexidade do enredo (ao nível do Rambo) que até se ri quando os simpáticos caveiras estão a partir a boca a menores e a sufocá-los : CADÊ O BAIANO PÔ!

Para quem está a assistir o filme o BOPE não é uma simples polícia de elite, mas sim o equivalente à Justice Legue brasileira... Ora vejam:
- os policiais são todos corruptos, excepto o BOPE  
- os policiais morrem todos na "guerra", excepto o BOPE 
- tribunais e acção social é para muleques, excepto o BOPE
- os policiais não fazem frente aos traficantes, excepto o BOPE 
- os estudantes maconheiros devem ser mortos, excepto o BOPE
- os policiais não garantem a segurança do Papa, excepto o BOPE

Um gajo vê o filme, curte a porrada, os tiros e as explosões e sai do cinema sem perceber como é surgiram favelas no Brasil e como os traficantes obtiveram tamanho arsenal bélico e mesmo o apoio de grande parte dos habitantes das favelas. Também não percebemos a ânsia (nem o próprio Cap. Nascimento entende) de mandar o BOPE para dentro das favelas (i.e. pá guerra) nem de que maneira isso vai resolver o problema da existência das ditas...

Enfim... o filme, para mim, até estava muito bom dentro do género, mas não compreendo como é que fizeram disto um bicho de sete cabeças.

Será que o Daniel Oliveira também chora quando o Rambo mata o Comunismo (com um arco e flecha note-se) e o considera um manifesto ao imperialismo americano?

E os fachos residentes que tanto elogiam o BOPE-da-treta (i.e., o BOPE da tropa de elite), também ficam todos excitados a ver o Stallone arrancar as traqueias aos mauzões com as suas próprias mãos?


Se não, parem de dizer disparates! O BOPE não é o salvador da pátria e a sua utilidade é extremamente reduzida. Fazem umas operações de resgate aqui e ali (que algumas vezes correm pessimamente mal), apreendem alguma droga (gotas no oceano) e sobretudo, dão muitos tiros porque estão "em guerra".
Caso não saibam, Portugal também tem divisões de operações especiais e garanto-vos que não hão-de ser assim tão diferentes no modo de pensar e actuar relativamente ao BOPE (evidentemente com menos experiência).

Não obstante, eu cá não contava com eles para vos safarem de um assalto ou de um carjacking.

Por mais que o tentem esconder, é evidente que a principal causa deste tipo de criminalidade é a má integração social (=guetização) e a desigualdade na distribuição da riqueza. Por mais cap. Nascimento que vocês queiram semear cá em Portugal, a criminalidade será sempre superior à da Dinamarca ou da Suécia, as quais têm menos polícias por habitante que nós.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discussões sérias em torno do &#8220;Tropa de Elite&#8221; fazem-me rir&#8230; ahahahhaha</p>
<p>O filme está engraçado e tem alguns ditos espirituosos (bota na conta do papa!), mas como crítica social está muito, mas muito fraquinho! Sobretudo quando comparado com &#8220;Cidade de Deus&#8221; que oferece um insight incomparavelmente maior da realidade nas favelas brasileiras.</p>
<p>Uma espécie de BEM (BOPE) contra o MAL (a malta TODA das favelas e os estudantes maconheiros), em que o BEM se vê forçado a combater fogo com o fogo. Felizmente, o espectador está tão envolvido na complexidade do enredo (ao nível do Rambo) que até se ri quando os simpáticos caveiras estão a partir a boca a menores e a sufocá-los : CADÊ O BAIANO PÔ!</p>
<p>Para quem está a assistir o filme o BOPE não é uma simples polícia de elite, mas sim o equivalente à Justice Legue brasileira&#8230; Ora vejam:<br />
- os policiais são todos corruptos, excepto o BOPE<br />
- os policiais morrem todos na &#8220;guerra&#8221;, excepto o BOPE<br />
- tribunais e acção social é para muleques, excepto o BOPE<br />
- os policiais não fazem frente aos traficantes, excepto o BOPE<br />
- os estudantes maconheiros devem ser mortos, excepto o BOPE<br />
- os policiais não garantem a segurança do Papa, excepto o BOPE</p>
<p>Um gajo vê o filme, curte a porrada, os tiros e as explosões e sai do cinema sem perceber como é surgiram favelas no Brasil e como os traficantes obtiveram tamanho arsenal bélico e mesmo o apoio de grande parte dos habitantes das favelas. Também não percebemos a ânsia (nem o próprio Cap. Nascimento entende) de mandar o BOPE para dentro das favelas (i.e. pá guerra) nem de que maneira isso vai resolver o problema da existência das ditas&#8230;</p>
<p>Enfim&#8230; o filme, para mim, até estava muito bom dentro do género, mas não compreendo como é que fizeram disto um bicho de sete cabeças.</p>
<p>Será que o Daniel Oliveira também chora quando o Rambo mata o Comunismo (com um arco e flecha note-se) e o considera um manifesto ao imperialismo americano?</p>
<p>E os fachos residentes que tanto elogiam o BOPE-da-treta (i.e., o BOPE da tropa de elite), também ficam todos excitados a ver o Stallone arrancar as traqueias aos mauzões com as suas próprias mãos?</p>
<p>Se não, parem de dizer disparates! O BOPE não é o salvador da pátria e a sua utilidade é extremamente reduzida. Fazem umas operações de resgate aqui e ali (que algumas vezes correm pessimamente mal), apreendem alguma droga (gotas no oceano) e sobretudo, dão muitos tiros porque estão &#8220;em guerra&#8221;.<br />
Caso não saibam, Portugal também tem divisões de operações especiais e garanto-vos que não hão-de ser assim tão diferentes no modo de pensar e actuar relativamente ao BOPE (evidentemente com menos experiência).</p>
<p>Não obstante, eu cá não contava com eles para vos safarem de um assalto ou de um carjacking.</p>
<p>Por mais que o tentem esconder, é evidente que a principal causa deste tipo de criminalidade é a má integração social (=guetização) e a desigualdade na distribuição da riqueza. Por mais cap. Nascimento que vocês queiram semear cá em Portugal, a criminalidade será sempre superior à da Dinamarca ou da Suécia, as quais têm menos polícias por habitante que nós.</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33248</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 May 2008 00:22:23 +0000</pubDate>
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		<description>Nada, muito menos um filme, se limita a mostrar a realidade. Porque a realidade não é apenas uma e não há formas neutras de a mostrar. A mesma realidade pode ser mostrada de milhares de maneiras contraditórias entre si. 

De resto, o filme é absolutamente político e no Brasil é um debate político que está a levantar. É preciso ter a cabeça completamente despolitizada para isso não saltar à vista. Os debates na Universidade têm aliás essa função: deixar claro que se trata de um filme político. O que é excelente. Eu posso gostar de um filme com o qual não concordo. Mas parece-me que tem mais interesse ler o que eu acho politicamente do filme do que eu acho dele do ponto de vista cinematográfico. Aliás, se o filme não fosse político seria só tiros e pouco mais. E seria mau. Debater o seu conteúdo (não fiz aqui uma crítica cinematográfica, apesar de achar que o filme, como obra, não é nada mau - também não chega a ser excelente) é tratar o filme com dignidade. Dizer que se limita a mostrar a realidade é insultar o filme. E a inteligência das pessoas. 

O filme escolhe personagens e dá-lhes contornos fortes (no caso das pessoas que fazem trabalho social na favela, por exemplo, o olhar é bastante maniqueístas, para dizer a verdade, e toda essa parte do filme é muito fraca, porque apela mais ao preconceito do que à inteligência). O filme é o ponto de vista de um polícia do BOPE, que será seguramente diferente do ponto de vista de qualquer outra pessoa. 

Tudo isto são escolhas para mostrar a mesma realidade que Cidade de Deus mostrou. E Tropa de Elite fá-lo, através da voz of e das personagens, de uma forma bastante empenhada. É um filme político. E eu fiz-lhe uma crítica política. Parece que isso hoje em dia é coisa que não se faz. Parece que os filmes já não podem servir para começar debates. Servem apenas para dar estrelas. E para "mostrar a realidade".</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nada, muito menos um filme, se limita a mostrar a realidade. Porque a realidade não é apenas uma e não há formas neutras de a mostrar. A mesma realidade pode ser mostrada de milhares de maneiras contraditórias entre si. </p>
<p>De resto, o filme é absolutamente político e no Brasil é um debate político que está a levantar. É preciso ter a cabeça completamente despolitizada para isso não saltar à vista. Os debates na Universidade têm aliás essa função: deixar claro que se trata de um filme político. O que é excelente. Eu posso gostar de um filme com o qual não concordo. Mas parece-me que tem mais interesse ler o que eu acho politicamente do filme do que eu acho dele do ponto de vista cinematográfico. Aliás, se o filme não fosse político seria só tiros e pouco mais. E seria mau. Debater o seu conteúdo (não fiz aqui uma crítica cinematográfica, apesar de achar que o filme, como obra, não é nada mau - também não chega a ser excelente) é tratar o filme com dignidade. Dizer que se limita a mostrar a realidade é insultar o filme. E a inteligência das pessoas. </p>
<p>O filme escolhe personagens e dá-lhes contornos fortes (no caso das pessoas que fazem trabalho social na favela, por exemplo, o olhar é bastante maniqueístas, para dizer a verdade, e toda essa parte do filme é muito fraca, porque apela mais ao preconceito do que à inteligência). O filme é o ponto de vista de um polícia do BOPE, que será seguramente diferente do ponto de vista de qualquer outra pessoa. </p>
<p>Tudo isto são escolhas para mostrar a mesma realidade que Cidade de Deus mostrou. E Tropa de Elite fá-lo, através da voz of e das personagens, de uma forma bastante empenhada. É um filme político. E eu fiz-lhe uma crítica política. Parece que isso hoje em dia é coisa que não se faz. Parece que os filmes já não podem servir para começar debates. Servem apenas para dar estrelas. E para &#8220;mostrar a realidade&#8221;.</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33245</link>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 23:55:52 +0000</pubDate>
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		<description>Inteiramente de acordo com o Carlos Vieira Reis. É um enorme abuso dizer que o filme "defende de forma explícita, as execuções sumárias e a tortura". O filme, que considero excelente, não defende coisa nenhuma, não é uma tese, seja ela qual for, sobre a criminalidade. O que o filme faz é mostrar -- e muito bem, pelo me que me pareceu -- uma certa realidade sobre o combate ao crime no Brasil.  Até parece, Daniel, que sua cabeça que só sabe ver política.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Inteiramente de acordo com o Carlos Vieira Reis. É um enorme abuso dizer que o filme &#8220;defende de forma explícita, as execuções sumárias e a tortura&#8221;. O filme, que considero excelente, não defende coisa nenhuma, não é uma tese, seja ela qual for, sobre a criminalidade. O que o filme faz é mostrar &#8212; e muito bem, pelo me que me pareceu &#8212; uma certa realidade sobre o combate ao crime no Brasil.  Até parece, Daniel, que sua cabeça que só sabe ver política.</p>
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	<item>
		<title>Por: Patfranca</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33242</link>
		<dc:creator>Patfranca</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 23:01:48 +0000</pubDate>
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		<description>Acabo de ler a notícia do ElPaís com o seguinte título "Brasil entra en el club de los países seguros". Deixo aqui o link: http://www.elpais.com/articulo/internacional/Brasil/entra/club/paises/seguros/elpepuint/20080502elpepuint_1/Tes</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler a notícia do ElPaís com o seguinte título &#8220;Brasil entra en el club de los países seguros&#8221;. Deixo aqui o link: <a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Brasil/entra/club/paises/seguros/elpepuint/20080502elpepuint_1/Tes" rel="nofollow">http://www.elpais.com/articulo/internacional/Brasil/entra/club/paises/seguros/elpepuint/20080502elpepuint_1/Tes</a></p>
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	<item>
		<title>Por: carlos vieira reis</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33229</link>
		<dc:creator>carlos vieira reis</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 21:09:53 +0000</pubDate>
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		<description>1. Pretender que o filme é "um manifesto em defesa da lei sem lei como única forma de combater a criminalidade" é um disparate imenso. Quanto muito o filme mostra que há quem pense que a lei sem lei é a única forma de combater a criminalidade, mas não é um manifesto de jeito nenhum. Só mesmo quem não conhece Padilha, nem nunca o ouviu falar, ou quem nunca viu o seu documentário &lt;i&gt;Ônibus 174&lt;/i&gt; é que poderá dizer algo de semelhante.

2. Eu percebo que se queira falar do filme, dê por onde der, mas um filme destes obriga a ver outros tantos. Obriga, sobretudo, a ver o notável documentário &lt;i&gt;Notícias de Uma Guerra Particular&lt;/i&gt; (1999), de Kátia Lund e João Moreira Salles, onde toda esta história começou. O termo "guerra" é lá que nasce, alcunhado pelo verdadeiro capitão Nascimento, o capitão Rodrigo Pimentel. Metade desta mística e histeria à volta do "homem de preto" desaparece na hora...

3. E pretender que o livro &lt;i&gt;Elite da Tropa&lt;/i&gt;, de Luiz Eduardo Soares, é a versão literária do filme &lt;i&gt;Tropa de Elite&lt;/i&gt; (precisamente o contrário!) é igualmente não estar a perceber nada de nada...

4. ... mas também achar que &lt;i&gt;A Cidade de Deus&lt;/i&gt; é "vê as favelas pelos olhos dos favelados", bom, só dá vontade de rir.

5. Os filmes não servem (ou não devem servir) para confirmar, ou não confirmar, as nossas ideias, as nossas maneiras de ver e de reagir ao mundo à nossa volta. Mas ao ler este seu texto fico com a sensação de que o mesmo já estava escrito há bem muito tempo, muito antes de ter visto o filme. Isso é triste e redutor. Os filmes servem para muito mais do que isso. Mas para isso é preciso respeitá-los.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>1. Pretender que o filme é &#8220;um manifesto em defesa da lei sem lei como única forma de combater a criminalidade&#8221; é um disparate imenso. Quanto muito o filme mostra que há quem pense que a lei sem lei é a única forma de combater a criminalidade, mas não é um manifesto de jeito nenhum. Só mesmo quem não conhece Padilha, nem nunca o ouviu falar, ou quem nunca viu o seu documentário <i>Ônibus 174</i> é que poderá dizer algo de semelhante.</p>
<p>2. Eu percebo que se queira falar do filme, dê por onde der, mas um filme destes obriga a ver outros tantos. Obriga, sobretudo, a ver o notável documentário <i>Notícias de Uma Guerra Particular</i> (1999), de Kátia Lund e João Moreira Salles, onde toda esta história começou. O termo &#8220;guerra&#8221; é lá que nasce, alcunhado pelo verdadeiro capitão Nascimento, o capitão Rodrigo Pimentel. Metade desta mística e histeria à volta do &#8220;homem de preto&#8221; desaparece na hora&#8230;</p>
<p>3. E pretender que o livro <i>Elite da Tropa</i>, de Luiz Eduardo Soares, é a versão literária do filme <i>Tropa de Elite</i> (precisamente o contrário!) é igualmente não estar a perceber nada de nada&#8230;</p>
<p>4. &#8230; mas também achar que <i>A Cidade de Deus</i> é &#8220;vê as favelas pelos olhos dos favelados&#8221;, bom, só dá vontade de rir.</p>
<p>5. Os filmes não servem (ou não devem servir) para confirmar, ou não confirmar, as nossas ideias, as nossas maneiras de ver e de reagir ao mundo à nossa volta. Mas ao ler este seu texto fico com a sensação de que o mesmo já estava escrito há bem muito tempo, muito antes de ter visto o filme. Isso é triste e redutor. Os filmes servem para muito mais do que isso. Mas para isso é preciso respeitá-los.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: JV</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33227</link>
		<dc:creator>JV</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 20:31:25 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;i&gt;esquece, completamente, a forte crítica que os autores do livro tecem à polícia e instituições&lt;/i&gt;

O amigo desculpe, mas não viu a parte do chefe de esquadra que todas as semanas ia cobrar o «arrego» do jogo do bicho? Não viu a parte em que os polícias se digladiam porque um deles é pago pelo dono de um bar para não multar os carros que estão mal estacionados naquela rua? Não viu a parte em que a polícia anda a atirar cadáveres e uma zona para outra, de forma a boicotar a estatística que a personagem Matias (o negro que acaba por substituir Nascimento na chefia do grupo Alfa do BOPE) quer fazer sobre as áreas mais problemáticas da cidade? Não viu a cena em que Fábio é levado para o Babilónia para que os colegas lhe «passem o rodo» posto que se suspeitava que ele tinha desviado o arrego do chefe da esquadra? Não se apercebeu do mod como não havia nenhum aparelho da esquadra de polícia que funcionasse a menos que fosse para ir fazer o carregamento A, o transporte B, ou participar de qualquer outra ilegalidade?
O crime retrata, e bem, o modo como a polícia brasileira é corrupta. E ela está ali em representação das instituições nacionais. Mas também mostra - e é isto que causa urticária aos esquerdistas - que nas favelas há uma coisa chamada Comando Vermelho, e uns certos «Baianos» que mantêm a população residente feita refém da sua organização narcoterrorista. E que ainda homens com H grande que estão dispostos a ir para a guerra para libertar essas zonas. E para abater, sem pena, esses canalhas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>esquece, completamente, a forte crítica que os autores do livro tecem à polícia e instituições</i></p>
<p>O amigo desculpe, mas não viu a parte do chefe de esquadra que todas as semanas ia cobrar o «arrego» do jogo do bicho? Não viu a parte em que os polícias se digladiam porque um deles é pago pelo dono de um bar para não multar os carros que estão mal estacionados naquela rua? Não viu a parte em que a polícia anda a atirar cadáveres e uma zona para outra, de forma a boicotar a estatística que a personagem Matias (o negro que acaba por substituir Nascimento na chefia do grupo Alfa do BOPE) quer fazer sobre as áreas mais problemáticas da cidade? Não viu a cena em que Fábio é levado para o Babilónia para que os colegas lhe «passem o rodo» posto que se suspeitava que ele tinha desviado o arrego do chefe da esquadra? Não se apercebeu do mod como não havia nenhum aparelho da esquadra de polícia que funcionasse a menos que fosse para ir fazer o carregamento A, o transporte B, ou participar de qualquer outra ilegalidade?<br />
O crime retrata, e bem, o modo como a polícia brasileira é corrupta. E ela está ali em representação das instituições nacionais. Mas também mostra - e é isto que causa urticária aos esquerdistas - que nas favelas há uma coisa chamada Comando Vermelho, e uns certos «Baianos» que mantêm a população residente feita refém da sua organização narcoterrorista. E que ainda homens com H grande que estão dispostos a ir para a guerra para libertar essas zonas. E para abater, sem pena, esses canalhas.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: PC</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33204</link>
		<dc:creator>PC</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 07:16:48 +0000</pubDate>
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		<description>Sinceramente preocupo-me mais com a corrupção Policial do que com os métodos do BOPE... O ambiente que se vive entre traficantes e o BOPE é quase de guerra, infelizmente com isso morrem também inocentes!

Não sei se se lembram mas há cerca de um ano e qualquer coisa esquadras da Polícia de São Paulo foram atacadas por grupos de traficantes, com armas só vistas em cenários de guerra e bem mais potentes e modernas do que aquelas que os Polícias usam... A situação no Brasil não é normal e não se espere que alguma vez resolva com métodos normais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente preocupo-me mais com a corrupção Policial do que com os métodos do BOPE&#8230; O ambiente que se vive entre traficantes e o BOPE é quase de guerra, infelizmente com isso morrem também inocentes!</p>
<p>Não sei se se lembram mas há cerca de um ano e qualquer coisa esquadras da Polícia de São Paulo foram atacadas por grupos de traficantes, com armas só vistas em cenários de guerra e bem mais potentes e modernas do que aquelas que os Polícias usam&#8230; A situação no Brasil não é normal e não se espere que alguma vez resolva com métodos normais.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: A. Vicente</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33202</link>
		<dc:creator>A. Vicente</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 May 2008 02:13:07 +0000</pubDate>
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		<description>"o filme é baseado no livro do capitão em causa, que é autobiográfico."
Infelizmente, o filme retrata, apenas, a parte pior do livro (tiros, sangue...) e esquece, completamente, a forte crítica que os autores do livro tecem à polícia e instituições (federais, estaduais, municipais) . O realizador do filme optou pelo lado blockbuster da coisa; o filme tem muito pouco do livro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;o filme é baseado no livro do capitão em causa, que é autobiográfico.&#8221;<br />
Infelizmente, o filme retrata, apenas, a parte pior do livro (tiros, sangue&#8230;) e esquece, completamente, a forte crítica que os autores do livro tecem à polícia e instituições (federais, estaduais, municipais) . O realizador do filme optou pelo lado blockbuster da coisa; o filme tem muito pouco do livro.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lavadex</title>
		<link>http://arrastao.org/arrastao/artigos-do-expresso/#comment-33200</link>
		<dc:creator>Lavadex</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 23:40:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=2860#comment-33200</guid>
		<description>Caros bloguistas,

A nossa sociedade (portuguesa) caminhará, daqui a alguns bons anos, para uma provável "favelização" e à qual só poderemos resistir atacando estes criminosos na mesma moeda...e porque? Porque estes são os mesmos criminosos que assaltaram ontem, são presos hoje a amanhã serão libertados. Haverá alguma inteligência neste planeta, mesmo einsteiniana, que percebe esta maneira de fazer justiça?
Nós, o povo (ainda) moderado e calmo, vemos isto e achamos incrivel...A incompetência para a justiça destes juizes e afins será no futuro o pretexto para o ataque em larga escala a esta escumalha (como bem disse um outro blogueiro).
Para mim a vida é feita de escolhas dificeis, as mais importantes, e a falta de dinheiro ou outra falta qualquer não justifica a opção pela criminalidade. Eliminem-se tais criminosos!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros bloguistas,</p>
<p>A nossa sociedade (portuguesa) caminhará, daqui a alguns bons anos, para uma provável &#8220;favelização&#8221; e à qual só poderemos resistir atacando estes criminosos na mesma moeda&#8230;e porque? Porque estes são os mesmos criminosos que assaltaram ontem, são presos hoje a amanhã serão libertados. Haverá alguma inteligência neste planeta, mesmo einsteiniana, que percebe esta maneira de fazer justiça?<br />
Nós, o povo (ainda) moderado e calmo, vemos isto e achamos incrivel&#8230;A incompetência para a justiça destes juizes e afins será no futuro o pretexto para o ataque em larga escala a esta escumalha (como bem disse um outro blogueiro).<br />
Para mim a vida é feita de escolhas dificeis, as mais importantes, e a falta de dinheiro ou outra falta qualquer não justifica a opção pela criminalidade. Eliminem-se tais criminosos!</p>
]]></content:encoded>
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