O médico Fernando Nobre, presidente da Assistência Médica Internacional (AMI), disse hoje à agência Lusa que as autoridades da Birmânia recusaram a entrada dos elementos da AMI que pretendiam auxiliar as vítimas do ciclone. Para Fernando Nobre, as autoridades birmanesas recusam a ajuda para não se conhecer a verdadeira extensão da tragédia e porque temem o contacto do seu povo com organizações ocidentais.
“Na quinta-feira, a embaixada da Birmânia em Roma enviou-nos uma resposta escrita dizendo que não precisavam da nossa ajuda e que se necessitassem pediam” informou Fernando Nobre, lamentando que em 24 anos de ajuda humanitária é a primeira vez que o auxilia é recusado. Uma vez que a AMI “não pode saltar de pára-quedas com a ajuda às costas”, a organização está a ponderar enviar uma ajuda financeira de 10 mil euros, transferindo o dinheiro para o arcebispo de Rangum. “Penso que a única forma de ajudar por agora seja através da Igreja Católica”, comentou Fernando Nobre.
Esta semana, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, vai deslocar-se à Birmânia para discutir as questões da ajuda internacional às vítimas do ciclone Nargis.
Sobre a Birmânia, Fernando Nobre já dissera que «em 30 anos de intervenção humanitária nos quatro cantos do mundo, nunca tinha sido confrontado, como agora, com um governo tão ignominioso para o seu povo».
Por Daniel Oliveira 20 Mai 08 em Ásia


Qual será a solução, Daniel. Diga.
Solução «Ana Gomes»?
Porque será que tão ilustres democratas foram admitidos na ASEAN, equivalente da NATO para a Ásia, há mais de 10 anos?
Sim… agora que se esqueceu o Zimbabwe e antes disso, o Tibete, é a vez da Birmânia. Amanhã será a Coreia do Norte. E depois o Irão. Já estamos habituados.
Já agora… a ajuda às vítimas do Katrina foi a melhor de que há memória.
Para que serve a ajuda financeira se por aquelas bandas não deve haver nada para comprar?
Em casos como este acho que devia haver o direito de ingerência humanitária. Mas como é que esta ingerência se faz?
Ha quem nao consiga mesmo olhar para uma desgraça como a que esta a acontecer na Birmania, sem fazer julgamentos politicos ou meter os americanos ao barulho…ridiculo! Por acaso nao os querem culpar do sismo na China?
Henrirque Moais, por mim, não falei dos americanos. Mas suponho que a Junta impedir a entrada de apoio humanitário não é uma desgraça natural. Ou é?
ehehe …Tenha calma Daniel que nao estava a falar de si. Eu sei que tenho o dom de estar sempre a contradizer o que escreve por aqui, mas nao exagere. Nao sou assim tao maniaco.
«“Penso que a única forma de ajudar por agora seja através da Igreja Católica”, comentou Fernando Nobre.» Como assim?? O que é que a Igreja Católica pode fazer para ajudar?? Rezar? Ou será que o “santo padre” também trafica com os generais de Rangoon?
Caro Costa Nunes, esse seu comentário é de uma infelicidade sem tamanho.
Pergunte lá ao, na sua opinião, “idiota” do Fernando Nobre; ele lá saberá.
Em meu entender há que tentar levar aos senhores da guerra, a mensagem de que a vida na terra, é uma mera passagem e que sem esperança, ninguém tem paz:
HINO D’ESPERANÇA
Nós somos da Ami
e olhamos por Ti
que és nosso Irmão
levamos-te o Pão!
-
E nós na Saúde
te vamos ajudar
e Deus nos ajude
a teus males sarar!
-
Esta Porta Amiga
é para Ti aberta
levamos que diga
bens, nossa oferta!
-
e a nossa riqueza
de Deus, um dom
eliminar pobreza
para nós já é bom!
-
e na indiferença
que tens do Mundo
levamos a crença
no amor profundo!
-
e pela intolerância
que gente te trata
levamos a ânsia
para ver se a mata!
-
da exclusão social
em que tens vivido
levamos sem igual
nosso Deus querido
-
e contra essa fome
sem carne e ossos
eu te levo e come
os bens, são nossos!
-
e levamos à terra
ai a Paz de Cristo
p’ra olvidar guerra
nunca O hás visto!?
-
e com o Seu olhar
que é tão piedoso
nós iremos lutar
p´lo dia formoso!
-
a nossa medicina
é levar-te a Paz
ai que se ensina
esperança te traz!
-
Pisco