«Ao atingirem-me do modo que o fizeram, com intuito de eliminarem o incómodo que lhes constituía a minha participação na discussão das suas propostas medíocres e injustas para as populações, mais das vezes impossíveis de se porem em prática, ou, caricatas em termos de gestão autárquica, deram com esse seu pérfido objectivo um sério golpe na credibilidade da capacidade e da actuação política do partido, aos olhos de todos os marinhenses.
Foi uma campanha contra o militante que sou, mas que visava, como veio a confirmar-se pela conclusão dos factos, retirar-me condições para o exercício da função de presidente da Câmara, para que fui eleito pelos votos do eleitorado marinhense. (…)
Em termos políticos não tenho projectos e sinceramente depois de um balde de água fria com que acabei de ser brindado, ou melhor, lavado da política, são fortes as razões para a colocar bem longe dos meus horizontes. Estes meus “amigos”, com esta partida que me fizeram, conseguiram uma coisa que nem a PIDE conseguiu: desinteressarem-me e afastarem-me da política.»
João Barros Duarte, presidente da Câmara da Marinha Grande, eleito pelo PCP e depois afastado do lugar pelo partido contra a sua vontade.




margarida!!!!! margarida !!!!!!!
onde é que raio está a margarida eheheheh
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A não haver uma razão muito forte para que isto acontece-se,é inaceitável tomarem uma atitude destas em relação a um militante que já lá estava há muito tempo,e ainda por cima uma pessoa desta idade.Numa região onde o PCP costuma ter bastantes militantes,estas alminhas ainda não perceberam que o que fazem é desacreditar o partido e afastar as populações.O argumento de que os lugares são do partido e não dos eleitos,não valia a pena fazerem listas,depois dos votos contados preenchiam os lugares com quem eles quisessem.Neste momento já devem correr boatos entre os militantes que o Sr. fez isto e mais aquilo e que não tem razão,mas que é melhor não dizerem a comunicação social porque não o querem prejudicar.A semana passada o PCP pediu no Parlamento um debate por causa dos ataques feitos pelo Governo as liberdades diretos e garantias dos cidadãos,levaram para contar e percebe-se porque
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Entrevista muito interessante.
Entre várias coisas: “A questão de maior que se me pôs, foi a de avaliar e saber da resposta a dar à posição dos eleitores que não sendo do partido votaram em nós e, tal como eu, não foram ouvidos neste processo.”
Que muito simplesmente deita por terra o argumento, em caso anterior, de que as pessoas votam nos partidos e não nos candidatos.
Alguém vê autoritarismo em algum lado?
Entra o maestro, ouçamos o coro.
Hats off
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“Partido” escreve-se com maiúscula, Daniel.
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Má lingua……
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Coitado, não sabia como “funciona” o Partido.
Quantas vezes não terá feito o mesmo a outros.
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Conhecem as regras desde sempre, sabem melhor que ninguem como funciona o partido, não sei de que se queixam.
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Histórias do lobo e do capuchinho vermelho.
Só não percebo qual o papel do Arrastão.
Será o de mata-borrão?
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O Daniel Oliveira deveria procurar ser um pouco mais sério e não se limitar a atirar um sound bite do mais óbvio que se poderia fazer. Quem quer que leia a entrevista descortinará muito bem a leitura que João Barros faz da situação (a actuação de alguns indivíduos no interior do PC e a sua própria posição em relação ao partido), sem prejuízo do que se possa achar dela. A escolha desse excerto e o título que o encima, para ilustrar uma coisa destas, de modo totalmente tendencioso, é própria do pior que há na imprensa e na blogosfera. E corresponde a práticas que costuma criticar rijamente noutras alturas. Seja coerente, pelo menos.
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Luís Lavoura, só quando é o meu. Estou a brincar, claro. Não escrevo quase nada com maiúscula. Gosto pouca dessa hierarquia.
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RC, têm me dito que o PCP é um colectivo. Logo, se dessa acção resultou o afastamento de um presidente da Câmara, então a responsabilidade é do colectivo. Ou o colectivo só serve para explicar aos eleitos que o lugar não é deles?
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Estamos a falar de várias coisas diferentes: da situação concreta (substituição do presidente da câmara por outra pessoa, eleita para o mesmo órgão autárquico), da leitura pessoal de João Barros (independentemente do que possa ajuizar sobre ela) e, finalmente, daquilo que o Daniel Oliveira aqui fez e que me levou a escrever. Nem sequer chego a pôr em causa a sua legitimidade para duvidar, com má-fé, de situações que se passaram legalmente, ou para falar de questões internas de outros partidos – tudo coisas que expressou também. Somente rejeito a superficialidade com que escaramuncha uma situação extraordinária na vida de outro partido, no joguinho pelo joguinho. Senão tem tempo para apresentar argumentos sobre o que quer que seja nesta matéria, mais vale estar quieto (Leitores seus já houve que, neste pequeno espaço de comentário, apresentassem com maior fundamentação que o Daniel Oliveira o que pensam sobre o assunto).
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Caro RC, escrevi uma citação com link para a entrevista completa. O meu título é a minha opinião sobre estas purgas (posso, é necessário filiar-me para ter posição política sobre o que faz cada partido?) que, independentemente da sua legalidade (que está longe de ser o único critério político deste debate) são um desrespeito pelos eleitores (e pelos eleitos).
A substituição de um presidente de Câmara não é um assunto interno de nenhum partido, é com todos os eleitores de todos os partidos. A Câmara da Marinha Grande não é propriedade do PCP nem uma célula sua.
A minha fundamentação, pode encontra-la no longo post que escrevi sobre Luísa Mesquita e outros que escrevi sobre Carlos Sousa. Não vale muito a pena repetir-me, apesar de o PCP ultimamente se estar a repetir um pouco.
Quanto aos leitores que acham que ele já devia saber em que partido estava, considero uma posição que isenta um partido da crítica porque estaria abaixo da própria crítica, democraticamente inaceitável e essa sim de um anti-comunismo primário. É porque não tenho este tipo de posição que critico o PCP. Mas há militantes do PCP que se sentem mais confortáveis com quem acha que do PCP se espera tudo e nada deve espantar. Pode ser mais confortável, mas demonstra seguramente bem menos respeito.
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Naturalmente que o título expressa a sua opinião. Não precisaria era de ser tão superficial, como referi, tendo em conta todo o seu percurso político e profissional, que exigiria mais responsabilidade. Ou, pelo menos, discernimento suficiente para separar um jantar de amigos onde cada um diz o que quer e o próximo percebe tudo, queira ou não, e uma exposição num espaço público cada vez mais marcado pela ideia feita e pelo alvo fácil, algo que o Daniel Oliveira já criticou em contextos diversos.
Essa ideia da purga (algo que nem o João Barros assume, sequer implicitamente, tendo em conta a sua opinião sobre o próprio partido) é um dos tais casos de chavão fácil de atirar para a rua, sobretudo quando se fala ligeiramente do PCP. Isto, para não dizer que coloca os casos de Luísa Mesquita e de Carlos Sousa no mesmo palco. Acha mesmo que é tudo a mesma coisa e que só há a repetir coisas sobre coisas que se repetem?
Está, contudo, a confundir a crítica sobre a actuação dos partidos na sociedade com a crítica sobre o funcionamento interno dos partidos. E esta, desculpe lá, só mesmo os militantes é que o fazem. Dizer que ambas as situações se confundem neste caso é pura desonestidade, porque os eleitores votam em listas onde, para além do mais, o que costuma contar verdadeiramente na maioria dos casos é a formação partidária da lista (isto o Daniel e toda gente já sabe). Desonestidade para com os eleitos? O Daniel Oliveira também sabe o que vem nos estatutos do PCP sobre os eleitos para cargos públicos. Especular sobre tudo o que poderá andar à volta disto já é romancear, e imiscuir-se na vida interna do partido e da vida pessoal dos seus membros.
Eu entendo que caiba ao autor suscitar a presença e a leitura do blogue, para lá dos seus objectivos político-partidários. O que não posso aceitar é que o faça, repito, de forma leviana e eticamente irresponsável.
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«Dizer que ambas as situações se confundem neste caso é pura desonestidade, porque os eleitores votam em listas onde, para além do mais, o que costuma contar verdadeiramente na maioria dos casos é a formação partidária da lista (isto o Daniel e toda gente já sabe).»
Eleições autárquicas de Salvaterra de Magos
1997- Lista do PCP/PEV presidida por Ana Cristina Ribeiro: 44,91%
2001 – Lista do BE presidida por Ana Cristina Ribeiro 55.23% (PCP teve 9.83%)
Eleições autárquicas de Aljezur
1997: Lista do PCP/PEV presidida por Manuel Marreiros: 44,37%
2001: Lista do PS presidida por Manuel Marreiros: 60.21% (PCP teve 17%)
Quer que continue? Peguei só em dois exemplos do PCP. Posso pegar de exemplos em quase todos os partidos. Pelo contrário, a não ser nos grandes centros urbanos (e mesmo nesses…) é o candidato que conta mais. E os candidatos do PCP, como se viu nos dois exemplos, não são excepção.
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Na maioria dos casos; excepções há e citou bem (não se ficariam por aqui as condicionantes eleitorais, onde a questão partido ou a questão cabeça de lista são apenas duas). De resto, vai dizer-me que as tendências políticas locais e regionais são sobretudo fulanizadas?
Em todo o caso, aquilo que tentou defender é mais uma boa razão para se pensar duas vezes quando se tentam colocar no mesmo saco pessoas, situações e processos diversos, sob designações como “purgas” e quejandas. Os “tags” debaixo dos posts não são, por si só, argumentos.
Parece-me que se escapuliu ao que estava em causa.
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Um homem triste e desmotivado, porque o seu partido é dono dos mandatos e dos militantes. Claro, mais de uns que de outros.
A CDU é o PCP, o candidato não conta, Os Verdes também não os independentes idem aspas.
A maioria adora expulsões, dá um ar de organização e de leninismo puro.
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Ora aí está o coro e já nem faz falta o maestro.
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Concordo com o post e como título: é que os mais distraídos ficam com mais informação para ficarem menos … distraídos.
Repito o que disse acima: alguém vê autoritarismo em algum lado??
Ou será que há coisas que se vertidas em estatutos mudam de nome?
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RC, só me lembro de um caso em que tenha acontecido ao contrário. Sabe que para ser uma excepção tem que provar há uma regra, e não chega a sua convicção.
Repito: a substituição de um presidente da Câmara nada tem a ver com a vida interna dos partidos. As razões podem ser internas, os mecanismos podem ser internos, mas o mandato de presidente de câmara não é um cargo interno do PCP. A Câmara Municipal da Marinha Grande não é um órgão do PCP. É dos munícipes da Marinha Grande. Estaríamos a falar da vida interna do PCP se o presidente tivesse sido afastado das funções partidárias e se mantivesse no cargo público. Não foi assim. Por essa ordem de ideias a substituição de um ministro passava a ser assunto da vida interna do PS.
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Já que estamos a fugir ao assunto porque esta conversa começou, então pense se faria sentido que um ministro, ou outro eleito qualquer, perdesse o suporte político do executivo em que inserisse, qualquer que fossem os motivos. E sacrifica-se a estabilidade do órgão à integração de um indivíduo, quaisquer que fossem as razões?
Como estas discussões acabam sempre por ser levadas para longe das questões que envolveram, de facto, eleitos bem concretos (até porque muitas vezes o objectivo nem é o legítimo interesse cívico, mas o mero jogo político), poderíamos estar aqui toda a noite em curiosos jogos de palavras. Puxa eleito para cá, eleito para lá, partido deste, movimento daquele. Entre os que mandam pedras raramente há inocentes, como sabe. Vale a pena é que tudo seja tratado com a maior honestidade intelectual, só fica bem.
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O RC expressa claramente as suas objecções no primeiro comentário que faz: “A escolha desse excerto e o título que o encima, (…), de modo totalmente tendencioso”.
Teria toda a razão, sim, se o autor do post não colocasse o link para a entrevista completa. Ao fazê-lo, não vejo como possa ser chamado de tendencioso.
Critica a forma, é isso? Legítimo, mas não é a forma o que “está em causa”.
O que está em causa é o despudor com que o partido arrasa a vontade dos cidadãos eleitores (os seus eleitores), seja ao abrigo de estatutos, seja ao abrigo de papéis assinados.
Eu acho que é isso que está em causa.
O entrevistado faz notar que nem só de eleitores “do” partido se faz uma eleição, para mais, autarquica e eu pergunto: quantos eleitores (simpatizantes ou outros) estão a par dos estatutos do partido em que votam? Não é nisso que eles votam, como muito bem sabe.
É pois legítimo afirmar que o PCP está a dar motivo a esses eleitores para pensarem mais e melhor em quem hão-de votar em futuras eleições.
Por exemplo: inteirarem-se dos estatutos, sei lá, do projecto do partido para o mundo?
Quanto à falta de coerência de um blogger, enfim; esse é o menor dos males com que se deveria de preocupar.
Como em muitos outros, está anganado o PCP sobre este assunto, (como aliás se comprova), mas vejo que o RC se revê nesse equívoco. E a isso eu chama-se coerência.
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Curioso que essa distinção entre em quê se vota: partido ou pessoa, levanta uma questão importante.
Se a liderança do partido mudar (e nisso o PCP estará descansado) é legitimo pensar-se na mudança dos autarcas?
O RC achará que sim?
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O leitor David Fernandes acha pouco importante que eleitos desrespeitem acordos firmados com as organizações que lhes deram suporte político (que garantias darão às populações que dizem defender?). Também não considera relevante que um bloguista com grande exposição (e, por isso, responsabilidade) pública seja coerente (que garantias sobre as suas próprias posições?). Acabou de dizer muito sobre o que é cultura cívica, para si.
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aquilo lá para os lados do pcp está conturbado…
que dramas? está mesmo miau miau
e, claro, um gajo não sabe de nada. O pcp é um partido fascinante mas hermético.
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assim, vendo as coisas de uma perspectiva de sistema (o “package” das nossas democracias), gostaria muito que os comunistas continuassem a fazer parte do horizonte da malta..são excelentes autarcas, em alguns casos colaborando brilhantemente com malta da direita, demonstram a sua competência e dedicação ao interesse público…sabemos com o que contamos: direitos, emancipação, justiça social…Mas perdem-se na estratégia! Nos detalhes e na concepção mecânica de criação e difusão de riqueza (o capitalista versus o trabalhador, o lucro surge como resultado de uma tensão)…são quase arcaicos. Mas, como actores, como lideres políticos, tem tido uma actuação exemplar nos 30 e tal anos de democracia no nosso país, a meu ver. Desculpem lá a diatribe. O Jerónimo, por exemplo, seria um nobre na tradição clássica, ironia das ironias. Simplista, por vezes. Mas leal aos seus princípios (de fé, o que é muito mau), feroz nos seus ataques (por vezes mal articulados) mas essencialmente coerente e sempre cavalheiresco. O homem é uma relíquia. Um homem de princípios. E é precisamente por esta razão que o respeito muito apesar de nunca poder concordar com ele.
Desejo o melhor aos comunas!
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É um vicio liberal essa peregrina ideia que temos de votar em pessoas e não em ideias apresentadas em programas pelos Partidos OU por GRUPOS DE CIDADÃOS
exemplo do raciocinio vicioso: o Isaltino quando estava no partido X teve X votos;
o Isaltino quando saiu do partido X derrotou o partido e até aumentou os votos.
Corolário: a mudança de programa permite que os modos de administrar ilegalidades (ou modos de ver a politica como emprego em defesa de interesses pessoais) se perpetuem com a roupagem de democráticos.
É a cobertura deste modo de actuação que o D.O. faz quando cita isto:
1997: Lista do PCP/PEV presidida por Manuel Marreiros: 44,37%
2001: Lista do PS presidida por Manuel Marreiros: 60.21% (PCP teve 17%)
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aliás faz parte do marketing politico: toda a gente sabe que a maioria da população (por iliteracia politica) vota em caras – não vota em programas que quase ninguém conhece, ou se conhecem, se apresentam hábilmente manipulados pela comunicação social corporativa
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Daniel Oliveira, relativamente ás eleições autárquicas de Salvaterra de Magos e Aljezur, gostaria de saber, se tiver essa informação, no mandato anterior ao de 1997 quem lá esteve e com que percentagem foi eleito.
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Com o desenvolvimento do poder local, assistiu-se a uma crescente personalização da figura do presidente da câmara, apesar de este nem sequer ter consagração constitucional. De facto e nos termos da Constituição, os únicos orgãos representativos do município ainda continuam a ser a assembleia municipal e a câmara municipal, que são orgãos colegiais, ao contrário do presidente da câmara, que com o tempo foi sendo reconhecido pela lei como um órgão singular(!). Um caso, portanto, em que o legislador ordinário tem andado mais depressa que o legislador constitucional. E parece que, num futuro próximo, ainda mais se vai avançar nesse sentido, com a alteração da lei eleitoral das autarquias locais, que reforça essa autonomia e personalização do presidente da câmara. Mas será que esta evolução estatutária tem a capacidade de mudar o sistema político vigente no nosso País? A mim, parece-me que não. Com a excepção do presidente da república e dos recém introduzidos movimentos independentes( que de independentes praticamente não têm nada, acabando por ser uma válvula de escape para projectos pessoais de poder de militantes “zangados” com os respectivos partidos ou vice-versa), o sistema político eleitoral está assente nos partidos políticos, que promovem e suportam as candidaturas aos órgãos representativos. São eles que têm a legitimidade e a capacidade para constituirem os “eleitos”, deverão assim ser eles, em coerência, a ter a possibilidade de os responsabilizarem e de os sancionarem, em caso de faltarem os pressupostos políticos que conduziram à sua integração nas listas eleitorais, isto é, a lealdade, solidariedade e relação de confiança política entre o eleito e o respectivo partido que o elegeu. Ademais, essa relação e esse conjunto de direitos e deveres está consagrado na generalidade dos Estatutos dos partidos políticos e casos há inclusive, como este da CDU, em que os candidatos assinam uma declaração de honra, comprometendo-se a renunciar ao cargo para que forem eventualmente eleitos, se falharem no futuro esses pressupostos. Nalguns casos não tem adiantado muito, como também se tem visto, pois os Estatutos e essas declarações t~em sido letra morta para alguns. Recorrem à legitimidade do voto, às expectativas das pessoas que os elegeram, do mandato ser da pessoa e não do partido. Mas não haverá nisso uma certa dose de ingenuidade ou idealismo, conveniente, aliás, para tentar esquecer ou menosprezar o facto mais importante, de apenas terem sido eleitos porque um partido político assim o entendeu e promoveu? Será que um eleito pode, por exemplo, desviar-se da linha politíca do partido que o elegeu, “zangar-se” com ele na praça pública, insurgindo-se até contra os seus órgãos e programas e conteúdos eleitorais, e não ser responsabilizado por isso e instado a demitir-se doas cargos públicos para os quais foi eleito através do respectivo partido? O facto de o eleito, nos termos da lei, não poder ser obrigado pelo partido a demitir-se desses cargos, pois apenas pode ser ele a fazê-lo de forma voluntária e unilateral, não acarreta, pois, que o mandato seja uma prerrogativa pessoal do eleito, já que ele está a exercê-lo em “nome” do partido que o mandatou. E tudo isto independentemente de onde estejam as razões desse “divórcio político”, sejam elas de inteira justiça do eleito ou do partido. Se não quiserem aceitar aquleas premissas, pois bem: ou não aceitam a candidatura por esse partido, ou procuram outro que os aceite nessas condições ou então e ainda candidatam-se como “independentes”. Parce-me, pois, que em termos de honestidade política e intelectual e de acordo com o sistema constitucional e legal vigente, não se pode ter “o sol na eira e a chuva no nabal”, aceitando os termos e condições do sistema instituido e depois, uma vez eleito, reivindicando a sua independência e mandato “pessoal”.
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“A substituição de um presidente de Câmara não é um assunto interno de nenhum partido, é com todos os eleitores de todos os partidos”, diz o DO, mas é o próprio JBD ao reconhecer na entrevista que deixou de ter “condições para o exercício da função” que o desmente.
O JBD não se apresentou sozinho às eleições, fê-lo com uma lista e com um programa. É esta realidade – a floresta – que o DO contorna e apaga para pôr o foco numa única árvore, no JBD.
E o David Fernandes ajuda e reforça o enfoque na árvore, ajudando a esquecer que foi a floresta que o eleitorado avaliou e, neste caso, escolheu.
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E qual é o argumento do PCP?Para se ajuizar temos que saber o que dizem os dois e,não apenas uma parte…Senão,é uma conversa farsola..
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xatoo, seja por ilitacia política, seja por o que for, as pessoas votam pelas razões que entendem. Eu não disse que concordava com os seus critérios. Eu tenho os meus. Como sabe, sou um homem de partido por isso dificilmente estes são os meus. Apenas desmenti o facto que aqui foi dado como evidente. O xatoo achar mal que as pessoas votem assim é uma coisa, o xatoo querer decidir que podemos ignorar que as pessoas votaram assim é outra.
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sarkozy, a Margarida já veio. Ainda bem que a chamou. Ela não falta a estas.
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RC, assim não vale
Onde é que eu afirmei que achava “pouco importante que eleitos desrespeitem acordos firmados com as organizações que lhes deram suporte político”?? Não afirmei nada disso.
Aliás, nem é esse o caso do autarca em questão neste post; tanto quanto se percebe ele acatou a ordem sem levantar ondas. Ou acha o RC que manifestar surpresa, tristeza, desilusão é faltar ao respeito ao partido?? Não creio.
Quanto à coerência deste blogger e da blogosfera em geral, repito o que disse, sublinhando contudo que, neste caso, neste post, não vejo onde esteja a incoerência.
(Por acaso até acho que sobre coerência ninguém esta suficientemente seguro, mas isso daria para outra novela).
Quanto ao que eu acho estar em causa, não tenho muito mais a dizer; o PCP é autoritário, os seus eleitos são funcionários tratados (mal) como nenhum outro funcionário em outra actividade qualquer e o que é pior (como digo logo no primeiro comentário que fiz) os eleitores parecem desaparecer depois de colocada a cruzinha.
Quanto ao reparo que faz à minha cultura cívica, parece-me um pouco a despropósito, mas não, garanto-lhe que não sou propriamente um bárbaro.
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A personalização não tem origem numa ou noutra ideologia política. É simplesmente um facto da vida.
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Margarida
Há exemplos de candidatos ignaros de partidos com projectos interessantes. Como há exemplos do contrário.
Num e noutro casos quem decide a mudança? É o partido que expulsa o eleito, num caso, e o eleito que “expulsa” o partido, no outro?
Ou não acha que apenas os eleitores (e só eles) detem o poder de decidir? E note, em eleições! É que já vimos o PCP ser desta opinião noutros casos!
Como a conversa é como as cerejas diga-me: seria o PCP capaz de substituir um seu primeiro ministro por divergências da linha do partido? (não é a questão legal que me interessa, é o princípio).
Parece-me importante para perceber se o PCP encara os seus eleitos como meros funcionários: convém não esquecer que as direcções dos partidos não são sufragadas pelo povo; quando muito por parte muito restrita do povo.
O DO lembrou muito bem que a C.M.da M.Grande não é uma célula do PCP; ou será?
Mas o irónico título que levantou a discusão, o que faz é uma pergunta simples:”por que razão foi JBD afastado”. É apenas isso.
A resposta a esta questão esclarecerá se não estará o partido (a árvore!?!?) a tomar-se por floresta e a sobrepor-se à vontade dos eleitores e portanto ao concelho da Marinha Grande (estes sim, a verdadeira floresta).
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Algo vai mal, no Comité Central lol
Agora a sério. Não se percebe esta atitude suicida por parte dos dirigentes comunistas. Que o partido comunista português na sua organização interna, é tudo menos democrático, já era do conhecimento de todos. Agora apoiarem alguém que posteriormente ganha a legitimidade eleitoral e depois retirar-lo assim, de facto não lembra a ninguém. Já tivemos os reformadores, depois a Luísa Mesquita, agora João Duarte, o “marinhense”. Para o mal de muitos, os estratégas do PCP têm cometido muitos erros…
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O David Fernandes decididamente não é homem de florestas.
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Nas proximas eleições autarquicas é que vamos ver quem ganha em Setúbal e Marinha Grande e depois continuamos esta conversa
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Qualquer um entende que “estatutos” e “papéis assinados” implicam acordos, e se uns valorizam mais, já outros valorizam menos, o respeito pelos acordos livremente firmados. Não me refiro, claro está, ao João Barros Duarte, que na análise patetamente arrogante do David Fernandes “acatou a ordem sem levantar ondas”.
Ah! “acatou a ordem sem levantar ondas”! Na palermice está este dito do David Fernandes exactamente no mesmo nível do preconceituoso “Este deve ser mais um oportunista que o partido tratou lealmente mas que está agarrado ao lugar” do DO.
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À falta de argumentos politicos Daniel Oliveira alimenta-se de baixa politica.
Daniel até parece que está com problemas em relação ao crescimento da influencia do PCP e ao falhanço do projecto BE.
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David Fernandes: deixo-lhe o artigo dos Estatutos do PCP para poder ajuizar por si a resposta da questão que colocou:
Capítulo VIII
Os eleitos do Partido para Cargos Públicos
Artº 54º
1. Os membros do Partido eleitos para cargos públicos (Assembleia da República,
Assembleias Legislativas Regionais, órgãos das Autarquias e das Áreas Metropolitanas,
Parlamento Europeu e outros órgãos ou instituições) em listas promovidas ou apoiadas pelo
Partido conduzem, no exercício dos seus cargos, uma actividade de acordo com a
orientação política definida pelo Comité Central e, aos diversos níveis territoriais, pelos
organismos dirigentes respectivos, e têm o dever político e moral de prestar contas da sua
actividade e manter sempre os seus mandatos à disposição do Partido.
2. Os membros do Partido eleitos para cargos públicos têm o dever de, no exercício das
respectivas funções e com ampla iniciativa, empenhar todos os esforços e capacidades na
defesa dos interesses do povo, articulando a actividade institucional com a actividade de
massas do Partido, e de informar os eleitores da sua actividade.
3. Os membros do Partido eleitos para cargos públicos são politicamente responsáveis
perante o Partido em cujas estruturas organizativas devem estar inseridos.
4. No desempenho dos cargos para que foram eleitos, os membros do Partido não devem
ser beneficiados nem prejudicados financeiramente por tal facto.
(ESTATUTOS DO PCP
(Com alterações aprovadas no XVII Congresso, realizado a 26, 27 e 28 de Novembro de 2004)
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È uma paródia, ma tem de se ter em conta o Partido que é, a sua história e a sua cultura.
Eu pensava que os “Reds”, que são apologistas do colectivismo, da fraternidade, etc, etc, entrassem no sec. XXI um pouco mais moderados, ou mais “estrategas”.
Zero.
È este o valor da igualdade.
Hugo Chavez tambem pensa assim!!!
As ideologias no sec. XXI tendem a tornar-se a maior mentira de si próprias!!!!
Long live to the “Comité”.
O preço da formatação ab inito é este.
Carneirinhos que se seguem uns aos outros!
Mas no fundo no fundo todos os Partidos actualmente são assim!!!!
[Responder]
Bem, acatar tem o significado que tem, só não me lembrei de que poderia ser uma palavra proibida no vocabulário anti-autoritário. E, realmente, não foi uma ordem não senhor (até porque, a bem da coerência, não poderia ser), foi um pedido.
Quanto a ser pateta e palerma (afirmações nada arrogantes, diga-se) não vejo onde, mas é provável que seja a cegueira da arrogância. Mas aceito sem problema.
Força nisso, que o caminho é esse.
[Responder]
A.O., todas as criticas ao PCP ou são baixa política ou são anti-comunismo primário. Não é assim?
[Responder]
Margarida, agradeço o seu cuidado; caramba, não era preciso tanto.
Pronto: fico a conhecer as várias razões possíveis para o sucedido. Não sei qual (ou quais) delas em específico mas acredito que os munícipes em questão saibam … e concordem.
[Responder]
Também há as críticas preconceituosas, as críticas tolas, mas a maioria são as críticas de espírito santo de ouvido ou de Maria vai com as outras. Refiro-me obviamente às da concorrência.
[Responder]
“Foi nesse cenário pouco amistoso, que então, de entre os três circunstantes que o compunham, um deles, jovem de brinquinho na orelha e com o sotaque madeirense”….então agora os bloquistas defendem quem disse isto? Ah! Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!
A tradição no BE já não é o que era…
[Responder]
É claro que o PC gosta de utilizar estes independentes para dar maior abrangência às suas listas e poder “roubar” votos de outras áreas.
Depois, essas pessoas não querem ser fiéis militantes e cumprir com rigôr as ordens que vêm do partido, pondo-se a mijar fora do penico. Aí o PC não perdoa, porque alí são todos muito democratas, desde que sejam cumpridas as ordens do chefe!
[Responder]
Joaninha, está a falar de quê?
[Responder]
Óh Daniel não quero crer que não tenhas lido a última resposta que o JBD deu ao Diário de Leiria. Para não abusar muito – pois é compriiiidaaaa – deixo-te o princípio:
“DL – A primeira baixa médica foi uma forma de pressionar o PCP a recuar na decisão de o substituir, ou ainda pensou assumir a presidência?
JBD – Não. Nem uma coisa nem outra. Não fazem parte dos meus procedimentos chantagens de qualquer ordem para atingir fins de cariz pessoal, e muito menos em casos que envolvam ou possam envolver aspectos polémicos. A baixa médica foi o resultado do estado de esgotamento que me atingiu por sobrecarga de trabalho, que veio a agudizar-se com o inesperado surgimento do caso em questão, numa data em que me preparava para ir de gozo de férias, com que esperava recompor-me.
Tinha acabado de viver um período de excesso de trabalho, para resolver a acumulação de serviço devido ao facto de, às tarefas normais dos meus pelouros, se terem junto as dos pelouros dos demais colegas da vereação, em gozo das suas férias, o que me colocou no limite, que ficou ultrapassado com os problemas imprevistos que a nova situação criada me colocou.
Senti-me até pesaroso de ter tido necessidade de apresentar atestado médico, porque, em 63 anos de trabalho que já levo, foi a primeira vez que o fiz.
Atestado médico subscrito pelo Senhor Doutor Mário Roldão que continua a ser um dos melhores profissionais do nosso concelho, pese reconhecer que felizmente temos na nossa terra muito bons médicos.
De resto, que fique bem esclarecido que não fiz pressão nenhuma nem com atestado médico nem de qualquer outra forma. É oportuno até esclarecer de que, após o dia 11 de Outubro de 2007, em que me foi comunicada no partido local a posição que assumiram, não voltei mais ao serviço oficialmente, senão no fim do período em que estavam previstas as férias e, apenas por um dia, para assinar assuntos pendentes, entrando seguidamente de licença por doença, seguida de pedido de suspensão do mandato. E, sobre o assunto, nada fiz, junto de quem quer que fosse, no sentido de que fosse alterada aquela posição.
A única coisa que verdadeiramente me afligiu e preocupou, isso sim, foi o assumido e ostensivo desprezo a que me votaram em todo este processo, que culminou com a comunicação que me fizeram como facto decidido e consumado em fase e em condições em que já não havia retorno.
Além da encenação estabelecida ser anunciadora de que ia acontecer algo de pouco amigável e, por isto e tudo o mais, afrontosa e de indignidade revoltante.
Foi nesse cenário pouco amistoso, que então, de entre os três circunstantes que o compunham, um deles, jovem de brinquinho na orelha e com o sotaque madeirense, donde creio seja natural, então me ditou: “de que o Partido tem vindo a fazer a análise à actuação da Câmara e concluiu que o trabalho desenvolvido está a degradar a tua imagem e a da Câmara CDU que temos de salvaguardar, pelo que propomos que peças a rescisão do mandato”.
(…)”
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Daniel Oliveira o PC no capitulo das criticas, não está num plano acima dos demais e é passível da critica. Se há um facto que se pode aferir deste e do caso da L.Mesquita, é que no PC os seus dirigentes e eleitos são objecto de critica pelos restantes membros do partido.
Contrariamente ao que alguns aqui dizem, demonstrando ignorância em relação ao PC, os problemas não surgiram com o Comité Central, mas sim com outras estruturas; comissões concelhias ou grupo parlamentar.
Em relação à baixa politica, o seu post é disso um bom exemplo, nada tem de substância política, pode ser colocado ao nível de comentário de dona de casa de bairro, sem desprimor para as donas de casa.
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Quando a prova de que o PCP aceita as críticas é o facto do PCP correr com deputados (sem nenhuma justificação política), mostrando assim que eles estão sujeitos à critica não sei bem como elevar o debate.
A decisão de afastar Luísa Mesquita não foi do grupo parlamentar. Nem nunca seria, como sabe qualquer pessoa que conheça o PCP. Aliás, a decisão de afastamento é anterior a qualquer “problema”.
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É mentira não são os membros do partido que criticam abertamente nas reuniões. São os controleiros das concelhias, mandatados pelas DORs. Estes trazem os respectivos dossiers de “pecados” de baixo do braço e qual polícia secreta, afirmam, tu: no dia tal …. (…).
Os militantes sabem disso, depois a desilusão.
O leninismo é assim.
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E sobre o tal “circunstante”, jovem de brinquinho na orelha e com o sotaque madeirense, népia?
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Ó Zé João o Hugo Chaves não entra nesta história porque ele até agora tem aceitado as regras democráticas mesmo quando perde nos referendos.Na Coreia do Norte é que não há referendos porque para eles isso é tudo uma grande maçada.Não percebo é como o Bernardino não se lembrou deste exemplo quando ontem o PCP clamou pelo referendo ao Tratado Reformador.
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“Esclarecimento de Bernardino Soares
Terça, 25 Fevereiro 2003
Tendo sido questionado por vários órgãos de comunicação social, sobre questões de democracia, tenho a declarar o seguinte:
As concepções de democracia e de socialismo que no PCP defendemos para Portugal estão inscritas no nosso Programa.
Quanto à Coreia do Norte é uma evidência que as concepções de socialismo e de democracia que defendemos estão nos antípodas das deste País, e que rejeitamos vigorosamente quaisquer tentativas para “colar” o PCP a experiências ou práticas pelas quais não é responsável e que são estranhas às suas concepções.
Para nós a democracia política tem um valor intrínseco, mas não limitamos a democracia a esta vertente, embora ela seja essencial. Ela deve concretizar-se e aprofundar-se nas suas várias dimensões: democracia política, económica, social e cultural.
O PCP mantém actuais as análises e as críticas que fez no XIII Congresso e que reiterou nos Congressos seguintes ao inaceitável “modelo” de socialismo que se edificou e que levou ao seu colapso.
É também uma evidência que a democracia no nosso País tem vindo a ser empobrecida no campo da democracia política e designadamente nas vertentes da democracia económica e social. ”
A Patrícia sabe deste esclarecimento do Bernardino que como se pode constatar é de Fevereiro de 2003, isto é tem quase 5 anos, e no entanto nunca se lembra dele e perdeu assim mais uma oportunidade de manter a boca calada. Aliás, quando é para facilitar a vida ao PS, nunca se importam de fazer estes fretes.
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O josé Manuel Faria tão depressa defende uma coisa como a sua contrária: no comentário 17 diz que “A maioria adora expulsões, dá um ar de organização e de leninismo puro”, já no 55 desmente-se a ele próprio “É mentira não são os membros do partido que criticam abertamente nas reuniões. São os controleiros das concelhias”.
E nunca se esquece que o seu inimigo de estimação é o “leninismo”. É sempre este o alvo principal dos entristas de que ele é o mais dinossáurico exemplar. Dinossáurico mas desmascarado e é isto o que o josé Manuel Faria nunca perdoará aos seus antigos “camaradas” – terem-no desmascarado -.
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Não há incongruência nenhuma. O controleiro trás o dossier elaborado minuciosamente, este, sem a presença do “pecador” no meu caso inventaram a do “entrismo” fica sempre bem, um perigoso trotskista mandelista infiltra-se num colectivo estalinista para o destruir por dentro.
Os camaradas perante tamanho rol de mal- feitorias, e muito bem explicadas pelo “revolucionário profissional”, em uníssono dizem “traidor” à causa ( os que não concordam, calam-se senão acontecem-lhe o mesmo).
Depois elaboram uma espécie de acta para o jornal da terra ( concelho) e obrigam um camarada, normalmente o mais idoso e respeitável, mesmo que este infelizmente nem saiba escrever tal texto, e está o facto consumado perante a saciedade.
O PCP e seus métodos são um must. Tão fáceis de entender e tão previsíveis.
Não é “Luís”, sem nome!
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Claro que o “inocente” se esqueceu de informar que era membro do PSR quando aderiu ao PCP, mesmo sabendo que isso era expressamente proibido pelos Estatutos do PCP…
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Margarida, fiquei curioso de quando teria sido esse XIII Congresso (o tal do esclarecimento). Foi em 1990 e como o google não é lá muito selectivo, apareceu-me este texto de um tal Fernando Penim Redondo (http://www.dotecome.com/politica/Textos/FR-congresso13.htm)
Li o texto e fiquei a pensar: mais um que dançou (este dedo que adivinha começa a irritar-me), que será feito dele?
Fui à procura e encontrei; tem um blog (http://dotecome.blogspot.com). Não é preciso ler muitos posts para perceber o que lhe aconteceu.
O José Manuel Faria não diz mas digo eu: é a vida.
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Deixo-lhe o link onde poderá obter uma informação sucinta sobre os Congressos do PCP e deixo o que aborda sobre o XIII:
O XIII Congresso (Extraordinário) realizou-se de 18 a 20 de Maio de 1990, no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, com a participação de 2061 delegados, e foi convocado para apreciar os acontecimentos, a situação e a evolução na URSS e nos outros países socialistas, seu significado e consequências na situação internacional, na vida dos trabalhadores e dos povos do mundo e no movimento comunista e operário; o avanço do processo de restauração do capitalismo monopolista em Portugal; o ideal comunista e a identidade do PCP e orientações e medidas para o reforço da sua capacidade de intervenção na nova situação criada pela evolução internacional e nacional.
Não perdendo de vista, antes valorizando firmemente o património de conquistas das experiências de construção do socialismo, o Congresso procedeu a uma corajosa e desenvolvida análise de causas determinantes do fracasso de um “modelo” que representou o afastamento dos ideais do socialismo, aprofundou a reflexão sobre a verdadeira natureza e identidade do PCP dando combate a mistificações, deturpações e incompreensões, e reafirmou o conteúdo diferenciado do projecto de democracia e de socialismo defendido pelo PCP e a sua profunda confiança e convicção no valor, actualidade e projecção dos ideais comunistas.
O Comité Central procedeu a alterações na composição dos organismos executivos, reelegeu Álvaro Cunhal para Secretário-geral e elegeu Carlos Carvalhas Secretário-geral Adjunto.
O Manifesto aprovado pelo Congresso salientara que “Em Portugal e no mundo não há avanço, progresso e esperança que não tenha contado com as ideias, o esforço, o sangue e a luta dos comunistas” e terminara relevando que “este é o tempo em que proclamamos aos trabalhadores e ao povo que, olhos postos no futuro, sólido e determinante ancorados no presente, realizámos o nosso XIII Congresso e dele saímos com a consciência de havermos cumprido o que aos trabalhadores e ao povo havíamos prometido: renovar, unir e fortalecer um Partido para o nosso tempo, o Partido Comunista Português”.
http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=28&Itemid=148
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O Luís mente: Fui militante do PSR até 1991. Aderi ao PCP em 1994 convidado pelo funcionário,,Manuel Veloso ( ainda no activo/funcionário), no seguimento de uma candidatura a uma assembleia de freguesia pela CDU ( Infias) onde tivemos um resultado espantoso 30% à frente do PS em 1993. Estive no PCP com a Concelhia às “minhas costas” até ao XVI Congresso, o da ruptura.
Intervenções na rádio, jornais, assembleia de freguesia, fiz de tudo quase sózinho, quem desmentir é um grande mentiroso.
Entreguei o cartão de militante ao mesmo funcionário em 2004. Nessa altura fazia parte da RC.
O dossier do PCP está enviesado.
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Ia a história tão bem contada…até tropeçar nas datas. Esqueceu-se de dizer que o tal XVI congresso se realizou em 2000 e que o BE surgiu em…1999!
E mais outra contradição pois quem agora diz que foi convidado a aderir ao PCP no seguimento de uma candidatura autárquica, dizia antes, aí em cima “A CDU é o PCP, o candidato não conta, Os Verdes também não os independentes idem aspas”.
Fica-se sem saber porque é que então o candidato “independente” aderiu ao PCP depois duma experiência tão supostamente traumatizante…ou será que afinal ele é masoquista? Ou tudo isto é espantoso ou tudo isto está muito mal contado pelo josé Manuel Faria…
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Luís outra vez: acredita homem sem fé. Nas reuniões de debates ao XVI congresso em 2000 afirmei as minhas discordâncias. Estive presente no mesmo e fui pela abstenção como: Carlos Silva, josé Antunes, José Manuel Marques, António Lopes todos de Braga.
Fui candidato à Câmara de Vizela em 2001 e em seguida participei como muitos em 2002 e 2003 em actividades “fraccionistas” no Movimento Renovador Comunista. E num belo dia de domingo soalheiro em 2004 queria pagar as quotas( Abril), um camarada da concelhia disse-me que as nâo recebia. Fui a casa e entreguei o cartão de militante na sede, cita na urbanização Vista Alegre em Vizela.
Não vale apena chatear mais os milhares de visitantes da Arrastão, pois não?
O Daniel Oliveira começa a cortar os comentários pessoais.
E de certeza que o Luís não quer que eu conte mais sobre o funcionamento interno do PCP. É que quem nunca esteve no Partido, não faz a miníma.
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Aí em cima o josé Manuel Faria escreveu “O PCP e seus métodos são um must. Tão fáceis de entender e tão previsíveis”, o que entra novamente em contradição nomeadamente com “em 2004 queria pagar as quotas( Abril), um camarada da concelhia disse-me que as nâo recebia” e com todo o choradinho anterior, tipo “A maioria adora expulsões, dá um ar de organização e de leninismo puro”, “não são os membros do partido que criticam abertamente nas reuniões” e outras que tais. Além de histórias muito mal contadas, é, decididamente também um caso do foro psiquiátrico.
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“Além de histórias muito mal contadas, é, decididamente também um caso do foro psiquiátrico”
E a história acaba, assim. Na psiquiatria!
Grande “comunista” este Luís.
Outros acabavam nos gulags.
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Não há dúvida é mesmo um caso do foro psiquiátrico, de vilão a armar à vítima. Há gente que pensa que é inimputável e que tudo lhes é permitido sem consequências.
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E para o dr.Luís as consequências são?
Enfim…
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Entregou o cartão, não é verdade? E desde então não parou de andar a choramingar por todos os cantos. Patetamente.
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Se o dr.Luís o diz, pateticamente , tem toda a razão. O sr. é que sabe.
Enfim…
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o PCP à semelhança doutros partidos comunistas transformou o que devia ser um partido politico numa Ordem Religiosa.Tem um funcionamento interno rigorosamente igual à Igreja Católica de triste e criminosa memória.
Ali reina a obediência canina ao chefe de serviço onde se confunde centralismo democrático com castração intelectual.
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