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	<title>Comentários em: Precedente</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22448</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 18:03:35 +0000</pubDate>
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		<description>A &lt;a href=&quot;http://www.expansion.com/edicion/exp/economia_y_politica/politica/es/desarrollo/1071096.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;foto de um país&lt;/a&gt; que não é tão simples como muitos e de distintos bandos querem pintar. Um país dividido, profundamente dividido, e onde o terrorismo etarra é ao mesmo tempo pavio e fósforo.

- 52% dos bascos consideram importante que qualquer reforma da autonomia basca seja compatível com a constituição espanhola, e um 57% considera imprescendível que uma eventual reforma alcance o mesmo grau de consenso que o actual Estatuto de Guernica. Por fim 70% se mostram satisfeitos com o actual estatuto.

- 51% dos bascos não votaria em um partido nacionalista. Apenas 27% deseja a independência, e 39% manter a actual autonomia. Mesmo dentro do partido nacionalista no poder regional, PNV, os independentistas são apenas um terço dos seus votantes.

- 58% dos bascos se mostra contra a eventual ilegalização dos actuais partidos ANV e PCTV, e por outro lado são 49% os que se mostram contrários à ilegalização actual de HB.

- Apenas pouco mais de um de cada tres bascos dedica nota positiva à coligação nacionalista no poder de PNV-EA-EB.

O euskobarómetro indica que o processo de desgaste do voto de PNV continua, e ao mesmo tempo que a ilegalização de Batasuna não levou ao temido incremento do voto nacionalista, mas também parece indicar que a ilegalização de outros partidos ainda não tão claramente identificados com ETA não seria bem vista pela população basca. Mostra um povo dividido, mas não mostra um  povo maioritáriamente desejoso de independência. Mostra tristemente uma das regiões mais ricas de Europa que maior parte de habitantes possui desejosos de imigrar. A tragédia basca não é entre bascos e espanhóis, é entre bascos e bascos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.expansion.com/edicion/exp/economia_y_politica/politica/es/desarrollo/1071096.html" rel="nofollow">foto de um país</a> que não é tão simples como muitos e de distintos bandos querem pintar. Um país dividido, profundamente dividido, e onde o terrorismo etarra é ao mesmo tempo pavio e fósforo.</p>
<p>- 52% dos bascos consideram importante que qualquer reforma da autonomia basca seja compatível com a constituição espanhola, e um 57% considera imprescendível que uma eventual reforma alcance o mesmo grau de consenso que o actual Estatuto de Guernica. Por fim 70% se mostram satisfeitos com o actual estatuto.</p>
<p>- 51% dos bascos não votaria em um partido nacionalista. Apenas 27% deseja a independência, e 39% manter a actual autonomia. Mesmo dentro do partido nacionalista no poder regional, PNV, os independentistas são apenas um terço dos seus votantes.</p>
<p>- 58% dos bascos se mostra contra a eventual ilegalização dos actuais partidos ANV e PCTV, e por outro lado são 49% os que se mostram contrários à ilegalização actual de HB.</p>
<p>- Apenas pouco mais de um de cada tres bascos dedica nota positiva à coligação nacionalista no poder de PNV-EA-EB.</p>
<p>O euskobarómetro indica que o processo de desgaste do voto de PNV continua, e ao mesmo tempo que a ilegalização de Batasuna não levou ao temido incremento do voto nacionalista, mas também parece indicar que a ilegalização de outros partidos ainda não tão claramente identificados com ETA não seria bem vista pela população basca. Mostra um povo dividido, mas não mostra um  povo maioritáriamente desejoso de independência. Mostra tristemente uma das regiões mais ricas de Europa que maior parte de habitantes possui desejosos de imigrar. A tragédia basca não é entre bascos e espanhóis, é entre bascos e bascos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Rui Lima Costa</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22447</link>
		<dc:creator>Rui Lima Costa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 14:17:14 +0000</pubDate>
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		<description>Não vou neste momento efectuar o comentário que pretendo, mas estou com alguma pressa e virei aqui mais tarde completar.

Apenas quero dizer, para já, comparar Nazis a Sérvios numa discussão que se quer elevada e esclarecedora diz bastante sobre o completo vazio intelectual de quem o defende, pelo menos em relação a este assunto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não vou neste momento efectuar o comentário que pretendo, mas estou com alguma pressa e virei aqui mais tarde completar.</p>
<p>Apenas quero dizer, para já, comparar Nazis a Sérvios numa discussão que se quer elevada e esclarecedora diz bastante sobre o completo vazio intelectual de quem o defende, pelo menos em relação a este assunto.</p>
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	<item>
		<title>Por: rivera</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22446</link>
		<dc:creator>rivera</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2007 06:14:51 +0000</pubDate>
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		<description>O argumento de que os Kosovares albaneses não merecem a independência porque são terroristas é exactamente o mesmo argumento utlizado contra os irlandeses em 1916, ou contra os movimentos de libertação dos PALOP e de uma maneira geral contra qualquer movimento de libertação ou comunidade étnica onde surgem desejos independentistas (e em que a utilização da luta armada, seja em que grau, é uma relaidade ou possibilidade). E não é uma forma de terrorismo não aceitar resultados eleitorais?
O argumento de algum povo é individualmente simpático e empático e daí os seus actos colectivos não poderam ser maléficos é o negativo do argumento da culpa colectiva que volta até ao ser humano individual e equivalente aquele argumento que dizia que alguem ou fulano tinham estado na Alemanha antes da guerra (ou durante a guerra) e que era um povo tão culto e tão simpático que não podiam ter feito aqulo aos judeus.
O argumento de que não, não se quer mais do que os territórios que sempre foram nossos, onde os nossos compatriotas habitam, recuando do nome grande qualquer coisa pelas suas identificações nazis, quando associado à negação de que outras nacionalidades possam desejar algo como uma unidade nacional.
O argumento de que eu ou um amigo ou alguém conhecido esteve lá e que a partir de alguns contactos passa a ser uma autoridade indescutível.
São argumentos perigosos porque surgem perante perguntas simples e directas (que ficam sem resposta), porque não é a visita do turista (ou do jornalista em missão temporizada) que por si só traduz um conhecimento perfeito e total da realidade (o que via sentenças definitivas eliminaria a necessidade de resposta a certas perguntas).
Nunca duvidei que existem sérvios simpáticos (aliás já conheci vários), que a Sérvia é um país que pode ser agradável (também já a visitei). E o mesmo poderá ser dito de tantas nações, talvez de uma maneira ou de outras, de todas as nações, povos e países.
Estamos num mundo global em que certos direitos, pelo menos, deveriam ser universais.
Parece que os albaneses do Kosovo não participam da comunidade humana: se alguns deles usaram armas e porque não são um estado formal são terroristas, se pretendem a independência de um território em que são maioria esmagadora, são independentistas, se raclamam de abusos sobre os seus direitos culturais, são mentirosos que aliás eles próprios fizeram muito pior.
A pergunta básica sobre a Alemanha Nazi é: Auschwitz aconteceu?
A pergunta básica sobre a questão sérvia: Srebrenica aconteceu?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O argumento de que os Kosovares albaneses não merecem a independência porque são terroristas é exactamente o mesmo argumento utlizado contra os irlandeses em 1916, ou contra os movimentos de libertação dos PALOP e de uma maneira geral contra qualquer movimento de libertação ou comunidade étnica onde surgem desejos independentistas (e em que a utilização da luta armada, seja em que grau, é uma relaidade ou possibilidade). E não é uma forma de terrorismo não aceitar resultados eleitorais?<br />
O argumento de algum povo é individualmente simpático e empático e daí os seus actos colectivos não poderam ser maléficos é o negativo do argumento da culpa colectiva que volta até ao ser humano individual e equivalente aquele argumento que dizia que alguem ou fulano tinham estado na Alemanha antes da guerra (ou durante a guerra) e que era um povo tão culto e tão simpático que não podiam ter feito aqulo aos judeus.<br />
O argumento de que não, não se quer mais do que os territórios que sempre foram nossos, onde os nossos compatriotas habitam, recuando do nome grande qualquer coisa pelas suas identificações nazis, quando associado à negação de que outras nacionalidades possam desejar algo como uma unidade nacional.<br />
O argumento de que eu ou um amigo ou alguém conhecido esteve lá e que a partir de alguns contactos passa a ser uma autoridade indescutível.<br />
São argumentos perigosos porque surgem perante perguntas simples e directas (que ficam sem resposta), porque não é a visita do turista (ou do jornalista em missão temporizada) que por si só traduz um conhecimento perfeito e total da realidade (o que via sentenças definitivas eliminaria a necessidade de resposta a certas perguntas).<br />
Nunca duvidei que existem sérvios simpáticos (aliás já conheci vários), que a Sérvia é um país que pode ser agradável (também já a visitei). E o mesmo poderá ser dito de tantas nações, talvez de uma maneira ou de outras, de todas as nações, povos e países.<br />
Estamos num mundo global em que certos direitos, pelo menos, deveriam ser universais.<br />
Parece que os albaneses do Kosovo não participam da comunidade humana: se alguns deles usaram armas e porque não são um estado formal são terroristas, se pretendem a independência de um território em que são maioria esmagadora, são independentistas, se raclamam de abusos sobre os seus direitos culturais, são mentirosos que aliás eles próprios fizeram muito pior.<br />
A pergunta básica sobre a Alemanha Nazi é: Auschwitz aconteceu?<br />
A pergunta básica sobre a questão sérvia: Srebrenica aconteceu?</p>
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		<title>Por: Margarida</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22445</link>
		<dc:creator>Margarida</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 23:00:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/europa/precedente/#comment-22445</guid>
		<description>Por quem lá esteve e relata:

&quot;Outubro 20, 2005
Por Carlos Miguel Fernandes

A Grande Sérvia

Eram uma ou duas da manhã. Havíamos regressado ao Hotel Novi Sad para tentar dormir meia dúzia de horas antes de apanhar o comboio que nos levaria de volta a Budapeste. O bar estava fechado mas, vinda da sala de jantar, ouvíamos música. Penetrámos na cortina de fumo, adereço habitual em qualquer lugar fechado da Sérvia e sentámo-nos num dos muitos lugares vazios das mesas que se estendiam ao longo da sala para beber uma última Jelen Pivo antes de deixar o país.

Lá dentro, sobravam pouco mais de uma dezena de convivas que, como viemos a descobrir logo a seguir, faziam parte de um grupo ligado a uma empresa ou a um sindicato de camionistas. Uma senhora com cerca de cinquenta anos animava os resistentes com canções melosas e um vestido feito para corpos mais jovens. Era um ambiente de fim de festa, com aquele tom um pouco decadente característico dos Balcãs que não deixa de ter o seu encanto.

Em pouco minutos ficámos rodeados por sérvios bem dispostos, um pouco embriagados, e, como é habitual por aqueles lados, ávidos de conhecer os estranhos que se haviam intrometido na sua celebração moribunda. O mapa da região acabou na mesa, e ouviram-se as primeiras referências à Velica Serbia, a Grande Sérvia. E o que é afinal a Grande Sérvia?

Para alguns pensadores ocidentais, parece que a Grande Sérvia é a Jugoslávia. Confundem conceitos, por ignorarem a História europeia ou por má-fé. Não sabem que a ideia de Jugoslávia, a terra dos eslavos do sul, atraiu, transversalmente, intelectuais de todas as nações que formavam o país.

Outros, mais moderados, deixam a Eslovénia e grande parte da Croácia de fora. Mas, nessa noite, ouvimos o que os sérvios, os verdadeiros donos da ideia de Grande Sérvia, tinham a dizer. Afinal, o conceito não abrange mais do que actual território sérvio-montenegrino (incluindo o Kosovo, obviamente) e uma parte da Bósnia-Herzegovina, aquela que hoje já se encontra sob administração da república Sprska. Falo-lhes da Krajina, região croata onde, antes da guerra, vivia uma considerável comunidade sérvia (a qual viria a ser expulsa durante as limpezas étnicas lideradas por Tudjman). Respondem-me com um encolher de ombros desinteressado. E a Macedónia? São separatistas, fiquem com o país deles...

Compare-se esta ideia com o conceito de Grande Albânia, que pretende, para além do Kosovo, uma parte significativa da Macedónia, e que duplicaria, pelo menos, o dimensão actual da terra-mãe. E recuemos uma década até às acaloradas discussões sobre a situação balcânica, que rapidamente encontraram os monstros úteis. E atentemos como, ainda hoje, não é difícil encontrar quem pense segundo um catecismo gasto, aprendido num sector da imprensa inglesa e norte-americana, que apontava o dedo a Slobodan Milosevic mas deixava morrer Tudjman e Izetbegovic em paz, que ignorava aquilo que se passara na Krajina, que não queria (nem quer) saber quem teriam sido os verdadeiros autores do massacre no mercado de Sarajevo, e que sempre viu os kosovares albaneses apenas como vítimas, e nunca como terroristas. Do outro lado, a paixão pelas minorias (mesmo quando não são minoritárias) e a fúria do multiculturalismo encontrou os mesmos heróis e os mesmos culpados, numa unanimidade envergonhada entre inimigos que só foi quebrada quando as bombas começaram a cair em Belgrado. Mas entretanto a Sérvia ficou isolada, estigmatizada por uma ideia de Grande Nação, de contornos proto-nazis, que só existia na fértil imaginação global. É assim que se constróem os mitos: da cegueira ideológica da elite, até ao sectarismo de um público barricado.

No dia seguinte, a horas dolorosas, reencontrámos os nossos amigos na mesma sala, agora convenientemente limpa e arranjada para o pequeno-almoço. Despedimo-nos com um olhar cúmplice. Passámos pelo átrio da recepção, onde já não se encontra a caixa de peditório que víramos no ano anterior, quando visitámos Novi Sad durante um breve ressurgimento dos conflitos na região autónoma do sul do país, e na qual se lia Help for the Serbs in Kosovo. Pouco depois estávamos dentro do comboio, prontos para abandonar um país que é, sem dúvida, um grande país, ainda que não seja, nem queira ser, Grande.&quot;

http://no-mundo.weblog.com.pt/arquivo/2005_10.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por quem lá esteve e relata:</p>
<p>&#8220;Outubro 20, 2005<br />
Por Carlos Miguel Fernandes</p>
<p>A Grande Sérvia</p>
<p>Eram uma ou duas da manhã. Havíamos regressado ao Hotel Novi Sad para tentar dormir meia dúzia de horas antes de apanhar o comboio que nos levaria de volta a Budapeste. O bar estava fechado mas, vinda da sala de jantar, ouvíamos música. Penetrámos na cortina de fumo, adereço habitual em qualquer lugar fechado da Sérvia e sentámo-nos num dos muitos lugares vazios das mesas que se estendiam ao longo da sala para beber uma última Jelen Pivo antes de deixar o país.</p>
<p>Lá dentro, sobravam pouco mais de uma dezena de convivas que, como viemos a descobrir logo a seguir, faziam parte de um grupo ligado a uma empresa ou a um sindicato de camionistas. Uma senhora com cerca de cinquenta anos animava os resistentes com canções melosas e um vestido feito para corpos mais jovens. Era um ambiente de fim de festa, com aquele tom um pouco decadente característico dos Balcãs que não deixa de ter o seu encanto.</p>
<p>Em pouco minutos ficámos rodeados por sérvios bem dispostos, um pouco embriagados, e, como é habitual por aqueles lados, ávidos de conhecer os estranhos que se haviam intrometido na sua celebração moribunda. O mapa da região acabou na mesa, e ouviram-se as primeiras referências à Velica Serbia, a Grande Sérvia. E o que é afinal a Grande Sérvia?</p>
<p>Para alguns pensadores ocidentais, parece que a Grande Sérvia é a Jugoslávia. Confundem conceitos, por ignorarem a História europeia ou por má-fé. Não sabem que a ideia de Jugoslávia, a terra dos eslavos do sul, atraiu, transversalmente, intelectuais de todas as nações que formavam o país.</p>
<p>Outros, mais moderados, deixam a Eslovénia e grande parte da Croácia de fora. Mas, nessa noite, ouvimos o que os sérvios, os verdadeiros donos da ideia de Grande Sérvia, tinham a dizer. Afinal, o conceito não abrange mais do que actual território sérvio-montenegrino (incluindo o Kosovo, obviamente) e uma parte da Bósnia-Herzegovina, aquela que hoje já se encontra sob administração da república Sprska. Falo-lhes da Krajina, região croata onde, antes da guerra, vivia uma considerável comunidade sérvia (a qual viria a ser expulsa durante as limpezas étnicas lideradas por Tudjman). Respondem-me com um encolher de ombros desinteressado. E a Macedónia? São separatistas, fiquem com o país deles&#8230;</p>
<p>Compare-se esta ideia com o conceito de Grande Albânia, que pretende, para além do Kosovo, uma parte significativa da Macedónia, e que duplicaria, pelo menos, o dimensão actual da terra-mãe. E recuemos uma década até às acaloradas discussões sobre a situação balcânica, que rapidamente encontraram os monstros úteis. E atentemos como, ainda hoje, não é difícil encontrar quem pense segundo um catecismo gasto, aprendido num sector da imprensa inglesa e norte-americana, que apontava o dedo a Slobodan Milosevic mas deixava morrer Tudjman e Izetbegovic em paz, que ignorava aquilo que se passara na Krajina, que não queria (nem quer) saber quem teriam sido os verdadeiros autores do massacre no mercado de Sarajevo, e que sempre viu os kosovares albaneses apenas como vítimas, e nunca como terroristas. Do outro lado, a paixão pelas minorias (mesmo quando não são minoritárias) e a fúria do multiculturalismo encontrou os mesmos heróis e os mesmos culpados, numa unanimidade envergonhada entre inimigos que só foi quebrada quando as bombas começaram a cair em Belgrado. Mas entretanto a Sérvia ficou isolada, estigmatizada por uma ideia de Grande Nação, de contornos proto-nazis, que só existia na fértil imaginação global. É assim que se constróem os mitos: da cegueira ideológica da elite, até ao sectarismo de um público barricado.</p>
<p>No dia seguinte, a horas dolorosas, reencontrámos os nossos amigos na mesma sala, agora convenientemente limpa e arranjada para o pequeno-almoço. Despedimo-nos com um olhar cúmplice. Passámos pelo átrio da recepção, onde já não se encontra a caixa de peditório que víramos no ano anterior, quando visitámos Novi Sad durante um breve ressurgimento dos conflitos na região autónoma do sul do país, e na qual se lia Help for the Serbs in Kosovo. Pouco depois estávamos dentro do comboio, prontos para abandonar um país que é, sem dúvida, um grande país, ainda que não seja, nem queira ser, Grande.&#8221;</p>
<p><a href="http://no-mundo.weblog.com.pt/arquivo/2005_10.html" rel="nofollow">http://no-mundo.weblog.com.pt/arquivo/2005_10.html</a></p>
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		<title>Por: rivera</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22444</link>
		<dc:creator>rivera</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 20:52:19 +0000</pubDate>
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		<description>Os unicos que combateram os nazis nos Balcãs foram so sérvios? Já agora o Marechal Tito era sérvio (bolas, não era meio croata e meio esloveno!)? os partisans comunistas eram maioritariamente sérvios (não, bolas, por acaso até eram de outras nacionalidades!)?
Até onde chega o ridículo. Não é possível fazer uma comparação das milícias sérvias e do exército sérvio com os nazis. Agora, os métodos nazis foram utilizados pela primeira (e única) vez na Europa pelos sérvios, em nome dos sérvios.
Eu propunha aos apoiantes da causa sérvia (além de alguma cultura geral mediana que se pode obter através de leituras disponíveis a todos) que se preparassem para apoiar a causa turca (não existem curdos, apenas turcos das montanhas e os arménios não foram massacrados, devem ter tido algum problema alimentar por ingestão de carne de porco, esses infieis), ou, o argumento, mais próximo deste rectangulo de que os judeus em Portugal é que tiveram a culpa da sua desgraça e das perseguições que sofreram (estes seguidores da fé mosaica sempre com as suas tendências para não se diluirem nas maiorias provocando por esta desfaçatez o ódio dos seus concidadãos).
Tenham juízo, o Kosovo sempre foi albanês, teve ocupado por um poder feudal e, em seguida, colonial, e agora, para o bem e para o pior vai ser livre.
O povo sérvio ia ser massacrado no Kosovo e a Nato não deixou o exército sérvio intervir? e já agora em Srebrenica 8.000 bósnios iam-se preparar para massacrar (e com que armas) quem? o contingente holandês?
Coragem, talvez exista o prémio ignobel da mentira histórica...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os unicos que combateram os nazis nos Balcãs foram so sérvios? Já agora o Marechal Tito era sérvio (bolas, não era meio croata e meio esloveno!)? os partisans comunistas eram maioritariamente sérvios (não, bolas, por acaso até eram de outras nacionalidades!)?<br />
Até onde chega o ridículo. Não é possível fazer uma comparação das milícias sérvias e do exército sérvio com os nazis. Agora, os métodos nazis foram utilizados pela primeira (e única) vez na Europa pelos sérvios, em nome dos sérvios.<br />
Eu propunha aos apoiantes da causa sérvia (além de alguma cultura geral mediana que se pode obter através de leituras disponíveis a todos) que se preparassem para apoiar a causa turca (não existem curdos, apenas turcos das montanhas e os arménios não foram massacrados, devem ter tido algum problema alimentar por ingestão de carne de porco, esses infieis), ou, o argumento, mais próximo deste rectangulo de que os judeus em Portugal é que tiveram a culpa da sua desgraça e das perseguições que sofreram (estes seguidores da fé mosaica sempre com as suas tendências para não se diluirem nas maiorias provocando por esta desfaçatez o ódio dos seus concidadãos).<br />
Tenham juízo, o Kosovo sempre foi albanês, teve ocupado por um poder feudal e, em seguida, colonial, e agora, para o bem e para o pior vai ser livre.<br />
O povo sérvio ia ser massacrado no Kosovo e a Nato não deixou o exército sérvio intervir? e já agora em Srebrenica 8.000 bósnios iam-se preparar para massacrar (e com que armas) quem? o contingente holandês?<br />
Coragem, talvez exista o prémio ignobel da mentira histórica&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Margarida</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22443</link>
		<dc:creator>Margarida</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 16:04:37 +0000</pubDate>
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		<description>Depois duma guerra ilegal de 78 dias da NATO, seguida duma ocupação violenta de oito anos pela ONU, e depois da proposta do “mediador” designado pela ONU ( Martti Ahtisaari, antigo PR Finlandês) de “independência supervisionada” ter encalhado no Conselho de Segurança (CS) da ONU a mesma é recuperada pelos 27 líderes europeus para separar o Kosovo da Sérvia. Esta decisão está em linha com as violações sistemáticas da lei internacional, com as violações das próprias cartas da ONU e da NATO e em violação da mesmíssima resolução da ONU que criou a cobertura legal precária para a ocupação.

E pior ainda, é um acto criminoso e dúplice sem qualquer relação com a verdade ou com a lógica.

Se se remover o paleio diplomático do “mediador” o que se conclui é que a UNMIK conquistou o Kosovo. Mas a tomada de território por conquista é ilegal desde o Pacto Kellog-Briand de 1928.

Nada na carta da ONU lhe dá (a ela ou a outro) o poder de expulsar pela força um governo e de o substituir por uma missão (da ONU ou de outro), criado especialmente para a ocasião e depois dissolver a missão e entregar a soberania do território a outro. A aquisição do território por conquista é simplesmente ilegal, seja isso feito por um Estado ou por uma organização internacional.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depois duma guerra ilegal de 78 dias da NATO, seguida duma ocupação violenta de oito anos pela ONU, e depois da proposta do “mediador” designado pela ONU ( Martti Ahtisaari, antigo PR Finlandês) de “independência supervisionada” ter encalhado no Conselho de Segurança (CS) da ONU a mesma é recuperada pelos 27 líderes europeus para separar o Kosovo da Sérvia. Esta decisão está em linha com as violações sistemáticas da lei internacional, com as violações das próprias cartas da ONU e da NATO e em violação da mesmíssima resolução da ONU que criou a cobertura legal precária para a ocupação.</p>
<p>E pior ainda, é um acto criminoso e dúplice sem qualquer relação com a verdade ou com a lógica.</p>
<p>Se se remover o paleio diplomático do “mediador” o que se conclui é que a UNMIK conquistou o Kosovo. Mas a tomada de território por conquista é ilegal desde o Pacto Kellog-Briand de 1928.</p>
<p>Nada na carta da ONU lhe dá (a ela ou a outro) o poder de expulsar pela força um governo e de o substituir por uma missão (da ONU ou de outro), criado especialmente para a ocasião e depois dissolver a missão e entregar a soberania do território a outro. A aquisição do território por conquista é simplesmente ilegal, seja isso feito por um Estado ou por uma organização internacional.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rui Lima Costa</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22442</link>
		<dc:creator>Rui Lima Costa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 18:09:04 +0000</pubDate>
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		<description>Da forma que achar mais adequada não presupõe nenhuma limpeza étnica. Apenas presupõe que os bandidos sejam presos e a normalidade se restabeleça. Neste momento um terrorista foi eleito para dirigir uma, provincia Servia. Ou seja parte do território de uma país é comandado por alguém que ordenou massacres contra naturais desse país e que não pode ser preso pelas autoridades eleitas desse país porque é defendido por uma força de paz internacional. É a vergonha.
Comparar os Sérvios aos Nazis é inacreditável. É falso, é vazio, é esquecer que os únicos que combateram os Nazis nos Balcãs foram os Sérvios, no fundo é uma opinião sem fundamento e sem bases.
Sim, estou no sofá e voçê também. Mas eu quero continuar no meu sofá tranquilo e que no futuro os Europeus possam continuar no sofá se lhes apetecer e não serem obrigados a ceder a criminosos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Da forma que achar mais adequada não presupõe nenhuma limpeza étnica. Apenas presupõe que os bandidos sejam presos e a normalidade se restabeleça. Neste momento um terrorista foi eleito para dirigir uma, provincia Servia. Ou seja parte do território de uma país é comandado por alguém que ordenou massacres contra naturais desse país e que não pode ser preso pelas autoridades eleitas desse país porque é defendido por uma força de paz internacional. É a vergonha.<br />
Comparar os Sérvios aos Nazis é inacreditável. É falso, é vazio, é esquecer que os únicos que combateram os Nazis nos Balcãs foram os Sérvios, no fundo é uma opinião sem fundamento e sem bases.<br />
Sim, estou no sofá e voçê também. Mas eu quero continuar no meu sofá tranquilo e que no futuro os Europeus possam continuar no sofá se lhes apetecer e não serem obrigados a ceder a criminosos.</p>
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	<item>
		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22441</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 17:23:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/europa/precedente/#comment-22441</guid>
		<description>&quot;Retirem a força de paz, deixem a Servia resolver o assunto internamente, da forma que achar mais adequada.&quot;
Seguro que houve quem fizesse a mesma sugestão a propósito de críticas a Hitler no seu trato com a minoria judaica. Claro que neste caso e na região do Kosovo não se trata de uma minoria mas da maioria. Se achassemos que os balcas não tinham solução seriamos de igual opinião que vós de deixar que eles são arkanes eles que se entendam, deixando o mais forte vencer como é &quot;lei natural de vida&quot;... Como se estivessemos a ver um documental do national geographic desde o sofa de casa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Retirem a força de paz, deixem a Servia resolver o assunto internamente, da forma que achar mais adequada.&#8221;<br />
Seguro que houve quem fizesse a mesma sugestão a propósito de críticas a Hitler no seu trato com a minoria judaica. Claro que neste caso e na região do Kosovo não se trata de uma minoria mas da maioria. Se achassemos que os balcas não tinham solução seriamos de igual opinião que vós de deixar que eles são arkanes eles que se entendam, deixando o mais forte vencer como é &#8220;lei natural de vida&#8221;&#8230; Como se estivessemos a ver um documental do national geographic desde o sofa de casa.</p>
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		<title>Por: Rui Lima Costa</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-2/#comment-22440</link>
		<dc:creator>Rui Lima Costa</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 17:07:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/europa/precedente/#comment-22440</guid>
		<description>Só posso concordar com o Sr. José Fernandes. O tipo de relativismos morais postados nesta caixa de comentários deixa-me preocupado. O politicamente correcto gritante e a falta de ligação com a realidade da zona em questão são por demais evidentes.
Os países formam-se pela vontade e força de uns ser maior que a vontade e a força de outros. Depois podemos discutir se os pressupostos dessa formação são justos. No entanto esses pressupostos têm que ter um ponto de partida. O meu é de que aquela região pode ser Servia, existindo outros argumentos, perfeitamente válidos de que pode ser Albanesa. Entre uns e outros eu claramente considero o dos Servios mais forte. Acho que o Kosovo é Sérvio, e irei continuar a achar.
No entanto a realpolitik liberal necessita destes enclaves de bandidos (porque nao possuem outro nome) para fazerem o jogo sujo do trafico de armas, pessoas e droga.
Quando falo de Albaneses não me refiro ao povo que me merece respeito, como é obvio. Refiro-me à sua classe dirigente, constituida por terroristas, criminosos e bandidos.
Em 1999 o povo Servio foi massacrado na provincia do Kosovo, e a comunidade internacional não autorizou o exercito Servio a defender o seu próprio país, um gesto que penso não encontrar precedentes na diplomacia internacional (seria como impedir o Governo Espanhol de caçar a ETA, ou o Britânico de lutar contra o IRA). Quando o exercito interviu, prontamente foi considerado que a comunidade internacional deveria colocar uma missão de paz no terreno, que existe até hoje. Essa missão mais não faz que dar cobertura a um lado (albaneses) contra o outro (servios). Porque nao se enganem aqui os verdadeiros racistas e xenofobos não são os Servios.
Quem não vê que a Albania e o Kosovo sao setas Americanas cravadas no seio da Europa está distraido. Basta olhar para a forma como Bush é recebido em Tirana. O longo historial de apoio dos EUA a determinadas causas apenas para retirar daí dividendos politicos a curto prazo é longo, e agora a Europa segue-os.
O Kosovo nao tem solução? Os Balcas nao tem solução? Eu penso que sim. Retirem a força de paz, deixem a Servia resolver o assunto internamente, da forma que achar mais adquada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só posso concordar com o Sr. José Fernandes. O tipo de relativismos morais postados nesta caixa de comentários deixa-me preocupado. O politicamente correcto gritante e a falta de ligação com a realidade da zona em questão são por demais evidentes.<br />
Os países formam-se pela vontade e força de uns ser maior que a vontade e a força de outros. Depois podemos discutir se os pressupostos dessa formação são justos. No entanto esses pressupostos têm que ter um ponto de partida. O meu é de que aquela região pode ser Servia, existindo outros argumentos, perfeitamente válidos de que pode ser Albanesa. Entre uns e outros eu claramente considero o dos Servios mais forte. Acho que o Kosovo é Sérvio, e irei continuar a achar.<br />
No entanto a realpolitik liberal necessita destes enclaves de bandidos (porque nao possuem outro nome) para fazerem o jogo sujo do trafico de armas, pessoas e droga.<br />
Quando falo de Albaneses não me refiro ao povo que me merece respeito, como é obvio. Refiro-me à sua classe dirigente, constituida por terroristas, criminosos e bandidos.<br />
Em 1999 o povo Servio foi massacrado na provincia do Kosovo, e a comunidade internacional não autorizou o exercito Servio a defender o seu próprio país, um gesto que penso não encontrar precedentes na diplomacia internacional (seria como impedir o Governo Espanhol de caçar a ETA, ou o Britânico de lutar contra o IRA). Quando o exercito interviu, prontamente foi considerado que a comunidade internacional deveria colocar uma missão de paz no terreno, que existe até hoje. Essa missão mais não faz que dar cobertura a um lado (albaneses) contra o outro (servios). Porque nao se enganem aqui os verdadeiros racistas e xenofobos não são os Servios.<br />
Quem não vê que a Albania e o Kosovo sao setas Americanas cravadas no seio da Europa está distraido. Basta olhar para a forma como Bush é recebido em Tirana. O longo historial de apoio dos EUA a determinadas causas apenas para retirar daí dividendos politicos a curto prazo é longo, e agora a Europa segue-os.<br />
O Kosovo nao tem solução? Os Balcas nao tem solução? Eu penso que sim. Retirem a força de paz, deixem a Servia resolver o assunto internamente, da forma que achar mais adquada.</p>
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	<item>
		<title>Por: Rui Fernandes</title>
		<link>http://arrastao.org/balcas/precedente/comment-page-1/#comment-22439</link>
		<dc:creator>Rui Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 16:58:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/europa/precedente/#comment-22439</guid>
		<description>Não deixo de pensar que há algo de anedótico-nazista neste orgulho português na sua homogeneidade. Pela mesma lógica não deveríamos haver entrado na comunidade européia já que a sua diversidade é algo pouco congratulável. E ainda pela mesma lógica se portugal fosse dividido em quatro ou seis partes cada uma delas seria ainda mais feliz em auto-congratulações devido a sua maior homogeneidade. Por trás dessas características homogeneidade, pequena dimensão, existem defeitos e não só qualidades, não só coisas dignas de congratulações. É por isso aliás que entrámos na comunidade européia. Quanto à frase: &quot;Não existem singularidades étnicas, sociais, históricas e culturais que atribuam a Portugal o direito a uma existência diferente das Nações Históricas de Espanha.&quot; Esta sim tem quase toda a razão, a única singularidade é a histórica: estas nações históricas espanholas são espanholas e nós não; e é identitária também já que pelo menos em um caso podemos estar bastante seguros que não quer separar-se de Espanha e menos juntar-se com Portugal. A Galiza precisamente. As outras duas haveria e haverá que ver-se sem dúvida. Falo dos bascos e catalães e somente da parte de separar-se de Espanha, é claro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não deixo de pensar que há algo de anedótico-nazista neste orgulho português na sua homogeneidade. Pela mesma lógica não deveríamos haver entrado na comunidade européia já que a sua diversidade é algo pouco congratulável. E ainda pela mesma lógica se portugal fosse dividido em quatro ou seis partes cada uma delas seria ainda mais feliz em auto-congratulações devido a sua maior homogeneidade. Por trás dessas características homogeneidade, pequena dimensão, existem defeitos e não só qualidades, não só coisas dignas de congratulações. É por isso aliás que entrámos na comunidade européia. Quanto à frase: &#8220;Não existem singularidades étnicas, sociais, históricas e culturais que atribuam a Portugal o direito a uma existência diferente das Nações Históricas de Espanha.&#8221; Esta sim tem quase toda a razão, a única singularidade é a histórica: estas nações históricas espanholas são espanholas e nós não; e é identitária também já que pelo menos em um caso podemos estar bastante seguros que não quer separar-se de Espanha e menos juntar-se com Portugal. A Galiza precisamente. As outras duas haveria e haverá que ver-se sem dúvida. Falo dos bascos e catalães e somente da parte de separar-se de Espanha, é claro.</p>
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