Tenho defendido que, perante um governo que se tem limitado a continuar o programa definido por Durão Barroso, o Bloco de Esquerda deve ter como principal estratégia entrar no eleitorado mais à esquerda do PS e ocupar o espaço político que os socialistas historicamente se têm recusado a assumir como seu.
Perante isto, a possibilidade de qualquer entendimento de poder com o PS de Sócrates seria hoje uma absoluta irresponsabilidade e até traição política. Não é nem nunca foi um debate no Bloco. São conjecturas de jornalistas num mês sem notícias.
Tenho defendido também que perante o “consenso” neo-liberal, uma esquerda que queira ser mais do que um mero escape do sistema que absorve e perde, ciclicamente, o protesto e a frustração, tem de ocupar o espaço que vai da esquerda mais radical à esquerda reformista mais consequente. Tal objectivo exige mais do que esperar pelo desespero do eleitorado. Sabendo que é a falta de alternativas de poder à esquerda que garante a rotatividade ao centro, o BE tem a obrigação de demonstrar que as suas propostas são realizáveis e que tem capacidade para assumir responsabilidades.
Como considero que Lisboa merece mais do que ser apenas uma antecâmara do poder nacional, penso que este é o lugar indicado para o BE tentar provar a bondade das suas propostas, aplicando-as. O acordo assinado, como foi assinalado por muita gente, é bom para o candidato apoiado pelo Bloco. Todas as condições que pôs em campanha eleitoral (e que extraordinariamente há quem pareça esquecer-se agora) ficaram garantidas. Fora delas, José Sá Fernandes mantém total liberdade de voto. Ocupa um pelouro onde tem propostas concretas, programa e conhecimento.
Há quem considere que este acordo fragiliza o BE na sua oposição ao governo. Não é a percepção que tenho sentido fora da militância do Bloco, que me parece compreender muito bem a diferença de planos como, aliás, no passado compreendeu em relação a outros partidos. Claro que é mais difícil quando se opta por não pôr tudo ao serviço da táctica eleitoral imediata. É mais difícil mas geralmente chega-se mais longe. Enquanto o Bloco não passar pelo teste de cargos executivos terá muita dificuldade em ser visto como mais do que um partido de propaganda e em provar ao eleitorado da esquerda do PS, que tem de conquistar para si, que pode fazer a diferença na política portuguesa. A esse eleitorado não chega o discurso ideológico e a oposição firme. Que se comece no poder autárquico, mais próximo dos cidadãos, e em Lisboa, com dimensão e massa crítica suficientes para que as alternativas políticas sejam claras, parece-me uma excelente oportunidade que seria infantil recusar.
Junta-se a isto um pequeno pormenor. Sá Fernandes pôs condições, antes das eleições, para assumir um pelouro. Garantidas essas condições a sua recusa só poderia ser lida de uma forma: para além do BE não assumir os seus compromissos eleitorais, toda a disponibilidade para aplicar o programa que propõe aos eleitores passaria a ser lida, e bem, como uma falsa promessa. A partir desse momento ninguém mais acreditaria na seriedade das propostas programáticas do Bloco. Só poderiam ser ouvidas como mera retórica sem consequências.
Por Daniel Oliveira 9 Ago 07 em Bloco de Esquerda


a mim este acordo n me surpreende nadinha. certa pseudo-esquerda pós moderna faz mto ruído mediático, mas está sempre pronta qdo chega a hora de rapar o tacho. digo rapar sem eufemismos, pois é disso mesmo q se trata.
Acho extraordinário esta gente que acha que ocupar cargos para os quais se foi eleito é rapar o tacho. Chama-se a isto desprezo pela democracia. Não falta aí quem preferisse que fosse de outra maneira. Caro jb, habitue-se. Já lá vão 33 anos.
Daniel
porque é que não comenta directamente a critica do Xico Martins Soares sobre o acordo BE/PS? e se perde em juizos de valor sobre intenções dúbias do futuro?
O homem não é português?
é marciano?
““A mensagem forte que saiu da última convenção do BE (Junho 2007), foi a do empenhamento do partido na causa ecológica. Seria uma boa opção se não houvesse outras bandeiras a pedir urgentemente para ser levantadas. O Bloco podia, por exemplo, ter proclamado como sua tarefa central a luta para travar o terrorismo dos EUA. Ou o direito à indignação dos dois milhões de pobres deste país. Ou simplesmente “Sócrates para a Rua!”. Ou o fecho das Lages e o regresso das tropas portuguesas do Afeganistão e do Líbano. Ou a resistência popular à Europa do capital. Ou a solidariedade com a Palestina…
Mas não. Escolheu a bandeira do Ambiente como tarefa central do partido. (Um género de consultores de AlGore de trazer cá por casa*). Esta opção, todos o entendem, tem um valor simbólico. É uma mensagem enviada à “sociedade”. Já vimos como, por esse mundo fora, a atracção pelo “ambientalismo” cresce à medida que um partido se afasta dos choques agudos da luta de classes. Compreende-se. Com um respeitável grupo parlamentar, com mais uma batalha autárquica em perspectiva, com um lugar a defender no “Partido da Esquerda Europeia”, o BE não se pode dar ao luxo de apelos à transformação da sociedade. Assume-se como partidos de “causas”, isto é, especializado em propor remendos decorativos sobre as chagas da sociedade. (…) Queremos desde já assinalar que esta convenção marca, provavelmente, a entrada do BE na idade adulta, como partido do sistema, perna esquerda da social- democracia”
A câmara de Lisboa é sem dúvida o lugar ideal para o BE mostrar a bondade das suas propostas. Sá Fernandes, com a sua política de organização dos amores-perfeitos pelos jardins da capital vai mostrar bem o que vale o BE….:)
O PS, juntou todos os pelouros susceptíveis de gerar arguidos (vamos chamar assim, coitado do homem ) num sujeito do aparelho que colocou como vice e agarrou o chato do Sá Fernandes como cúmplice, a tratar das flores. A mesma coisa que o Isaltino fez (que começa a fazer escola), só que o totó em Oeiras foi o PS.
Enfim, o papel do BE já está bem entendido, não sei é se o Sá Fernandes percebeu.
Porque apesar do enorme respeito pela sua história, a opinião de Francisco Martins Rodrigues sobre a política actual, em que todos menos ele trairam tudo, é-me absolutamente indiferente. A pergunta é: o caminho que Martins Rodrigues decidiu trilhar nos últimos 20 anos serviu exactamente para quê? Foi acertado? Se sim, quais os seus resultados a não ser ele achar que está carregado de razão? FMR já achava tudo aquilo no dia em que o BE nasceu. Nada mudou na sua posição com o acordo.
Será que se o BE se tivesse coligado com o PS em 1999 quando o PS obteve 115 deputados e o BE 2 não teria o governo PS sobrevivido ao destraste a que chegou? Como já disse o BE TEM de ser partido de PODER. O PS não pode “comer tudo”… Em quase toda a Europa, os partidos socialistas, social-democratas e trabalhistas chegam ao poder em COLIGAÇÃO. Em Portugal é um caso à parte e isso tem de mudar porque os resultados estão à vista. Curioso é observar que o PS durante a sua história já vez coligações governamentais com o PSD e inclusivamente o CDS, mas nunca com partidos à sua esquerda! As próximas eleições serão decisivas para ver onde se situa o PS porque OBVIAMENTE não vai ter maioria absoluta… quanto muito uma MINORIA ABSOLUTA. O BE vai ser decisivo. Não tenho dúvidas.
Quem tem memória sabe que o Francisco Louçã, na campanha para as legislativas de 2005, disse que o Bloco de Esquerda faria tudo para garantir que o PS governaria.
Mas como o Sócrates teve maioria absoluta não foi necessário nenhuma coligação nessa altura.
Basílio, o BE disse nessa altura o mesmo que todos os partidos: que não fariam o governo cair depois de umas eleições antecipadas e que teria oportunidade de governar. Como era evidente. Conhece algum partido que em alguma circunstância tenha dito algo de diferente? Quem faria cair um governo asseguir a umas aleiç~ioes antecipadas? Não misture as coisas. Até porque tenho excelente memória.
É um facto que durante a campanha eleitoral Sá Fernandes manifestou disponibilidade para um acordo com “as forças de esquerda” para viabilizar um governo da cidade. Contudo poucos se arriscariam a prever que o BE assinaria um acordo (sozinho!) com o PS, para constituir uma força minoritária de governo da Câmara Municipal de Lisboa.
Escrevi um post sobre o assunto, que não transcrevo para aqui, mas que te convido a ler:
http://rb02.blogspot.com/2007/08/jos-s-fernandes-vereador_09.html
Ou seja, Sá Fernandes não deveria aceitar o pelouro quando todas as condições para que o pudesse foram aceites pelo outro lado apenas porque PCP e Helena Roseta não aceitaram? Como critério político é estranho. Se a questão era a maioria Sá Fernandes não precisava de aceitar o pelouro. A razão porque se aceita um pelouro não deve ser essa: é porque é ou não possível cumprir um programa. Quanto às maiorias, elas serão negociadas na votação do Orçamento, onde Sá Fernandes tem liberdade de voto como os outros.
Tonibler, Sá Fernandes tem a tutela dos Espaços Verdes e Plano Verde. É criado um gabinete para supervisionar a implementação do plano verde que está sob a alçada de Sá Fernandes tal como o Departamento de Ambiente e Espaços Verdes e a Agência Municipal de Energia e Ambiente, Lisboa E-Nova. Não é bem um mero jardineiro.
Já deu uma vista de olhos ao plano verde? Vai reparar com certeza que os efeitos da sua implementação vão um pouco além de “plantar flores”.
O uso de nicknames que nunca vão além de engraçadinhos para justificarem juízos de teor político que também não passam de piadinhas não escondem a sua total falta de conteúdo e relevância.
Chama-se a isto tacanhez.
O acordo entre Sá Fernandes e Costa é essencialmente programático, de acção no terreno. É sobre ESTA perspectiva que este acordo se negociou, e é por isso mesmo que estas análises de balanço de poderes não resultam e acabam na conspiração ideológica ou aparelhística (é normalmente o menu disponível).
Subscrevo inteiramente este post, parabéns pelo teu retorno.
[TIC]
Acho que a atitude de Sá Fernandes é arriscada mas lógica: quando alguém se candidata a eleições é porque deve ter um plano e ideias a aplicar e se for eleito deve arcar com a responsabilidade. Se não o fizer, está apenas a brincar aos políticos.
Daniel, por favor verifica os URL dos endereços de blogs em Peixe Miúdo. Nenhum funciona. Julgo que seja por apresentarem o formato:
http://arrastao.weblog.com.pt/”http://www.aaz-nj.blogspot.com/”
quando deveria ser:
http://www.aaz-nj.blogspot.com/
Este é o único blog em que os links não funcionam no meu PC, pelo que penso que o problema não deve ser meu.
Obrigada
Daniel, há alturas em que há que parar para pensar. Esta é uma destas alturas. Já reparaste que tu é o único, á esquerda que ainda defende este acordo? Neste momento temos os comentadores dos nossos jornais, de direita na maioria a defender e a louvar este acordo e tu!!!!
Desculpa lá querer ter a pretensão de te querer dar um conselho, até porque não os precisas mas repara em todos os que estão á ua volta e que publicamente defenderam o acordo. Escuso-me de referir nomes que tu os conheces tão bem como eu e todos sem excepção já fizeram o mínimo possível já que não admitem que o acordo foi um erro. Foi deixar de falar nele. Para ver se conseguem salvar um pouco de tudo aquilo que este acordo destruiu.
Este foi um balão de ensaio para 2009 e que correu mal. Se outras não teve que tenha ao menos a virtude de ter cortado pela raíz todas as veleidades que poderia haver de em 2009 se fazer um acordo com os neo liberais do PS.
Diz o Daniel que “possibilidade de qualquer entendimento de poder com o PS de Sócrates seria hoje uma absoluta irresponsabilidade e até traição política”. Foi isso que o Bloco fez, ou por acaso o Daniel não sabe que António Costa é membro do Secretariado do PS??? Ou não estava em Portugal na noite das eleições e não assistiu aos festejos do tandém Sócrates / Costa, organizados pela máquina do PS com figurantes de sítios tão alfacinhas como Celorico? O Bloco fez um acordo com o PS de Sócrates, esse é o ponto.
«Já reparaste que tu é o único, á esquerda que ainda defende este acordo?»
Descobri agora que Miguel Portas, Francisco Louçã, Ana Drago, António Chora, José Manuel Pureza, Luís Fazenda, Pedro Soares e por aí adiante não são de esquerda. Daniel, bem sei que para ti a esquerda é um núcleo bastante reduzido, mas não estarás a exagerar.
De resto, se bem me lembro, já quando fizemos campanha com o PS no referendo do aborto diziam que tudo estava destruido. Depois, no fim, perante a evidência do acerto, mudaram de opinião. Mesmo quando se decidiu faze uma lista com Sá Fernandes houve muitas críticas a uma aliança com pessoas que consideram de direita. Depois passou.
Estou convencido que se houver boa-fé também a avaliação mudará daqui a dois anos.
O PS e o BE fizeram ambos bem em estabelecer este acordo. E as explicações do Daniel fazem todo o sentido, são razões correctas.
A mim este acordo parecia-me também um bom ensaio para testar 2009, se resultasse e fosse bom para Lisboa porque é que não podia ser também bom para o país ? Parecia-me, pois, que o BE também aceitaria esse dasafio. Pelos vistos, face às críticas, o Daniel diz que não liga, mas afinal liga, pois o BE já transpira rejeição de acordos com o PS em 2009, independentemente de saber as políticas e as condições para as concretizar. Ora, assim sendo, nada mais resta ao PS que fazer o que diz o Daniel, mas ao contrário. Entrar pelo eleitorado do PS que entretanto fugiu para o BE. Sei como é que isso se faz, se for preciso explico.
Daniel, repara no que eu escrevi e no que tu escreveste. Miguel Portas já não escreve sobre este assunto e acabou com os comentários e quanto a todos os outros que referes devo dizer que não tenho visto nos últimos dias nada escrito por eles sobre o acordo, por isso escrevi, que ainda e este ainda é importante, és o último que ainda bate nesta tecla. Apenas Louça tem um artigo publicado no esquerda.net e também seria melhor que o coordenador do BE não rompesse o ensurdecedor silencio em que estava nesta matéria.
Já agora Daniel vou-te elucidar pela milésima vez de uma coisa que tu não queres ver. Escusas de me colar a quem discordou da campanha do Aborto pois não foi essa a minha posição na altura, escusas de me colar a quem discordou de mil e uma coisa porque esse discurso já não pega. Daqui a pouco estás a dizer que todos os camaradas de partido que discordam de ti são da FER. Olha, já leste o mail do JTL. Será que ele também????? Francamente. Muda Daniel, porque a ti esse discurso começa a ficar mal até porque não és um papagaio que repete o que os outros pensam só para não ter que se dar a esse trabalho.
O mundo não és tu e os outros. És tu com os outros. Já há muitos anos se sabe que o centro do universo é o Sol e não uma qualquer personagem por muito válidas que sejam as suas ideias.
sarkozy, sabemos quais são as políticas do PS. Está no governo.
Daniel, o Mundo somos nós com os outros. Exactamente. De resto, em todas as estruturas em que o acordo foi votado foi aprovado. Essa do Miguel já não escrever sobre o assunto quando passou uma semana a debate-lo… Essa do Louçã não falar apesar de ter escrito um artigo sobre o assunto… Serei o último porque cheguei a Portugal há menos de uma semana, apenas isso.
Sabes bem que não sou papagaio de ninguém. Pelo menos tu, que estiveste em estruturas de direcção comigo, sabes isso muito bem. Não era quando era dirigente, não ia ser quando sou militante de base. acho o que acho e tu não concordas. Apenas isso.
pois está. e o António Costa era o seu grande estratega. que se saiba, o acordo com o PS não pressupõe ao BE aceitar todo o programa do PS, logo, porque é que não há-de ser assim tb no governo ? não se percebe, mas vocês lá saberão, ou então não convém dizer agora.
Acontece que o governo de Lisboa é uma coisa bem diferente do governo do país. Aliás, não deixa de ser curioso que seja a primeira vez que não se faz este raciocínio. Alguém se lembrou de começar a fazer este debate quando o PCP se coligou ao PS em Lisboa. Já não falo da coligação com Rio no Porto, essa sim, completamente contra-natura, já que Rio tem uma política autárquica a roçar a extrema-direita.
Com o BE começa tudo a faze conjecturas que nunca ocorreram a ninguém noutras circunstâncias.
porque o BE se considera não uma força política revolucionária, mas uma força política socialista/social-democrática, embora isso possa não estar ainda sedimentado nas cabeças de quem o aprovou.Logo, do meu ponto de vista, há que contar com o BE para a governabilidade, aliás, você não tem dito outra coisa. Ou agora já quer ser igual ao PCP ? pensava que não
sarkozy, claro que eu quero um dia ver o BE no governo. Acontece que o programa aplicado por Sócrates é tudo aquilo contra o qual eu estou. O mesmo não acontece com o que sabemos sobre os planos de Costa para Lisboa. Veremos.
óh Daniel, essa é boa: “para que é que serviu a acção do Francisco Martins Rodrigues”?
ora se os media segregaram a opinião dessa faixa politica (nem sequer a diabolizaram) simplesmente omitiram-na - como é que queria que servisse para alguma coisa. Mas agora que o BE se ensaia como partido do sistema, já lhes serve dar voz a outras forças mais radicais. Ainda que o desmintam isto é trabalho concertado das agências de comunicação.
Quer apostar que 95 por cento dos portugueses não sabem sequer quem é FMR?
Mas a partir de agora, já vão começar a saber,,,
FMR não é uma corrente política, é alguém que, nos últimos anos, faz política sozinho ou quase porque apenas ele não traiu os valores da esquerda. Que movimento político representa? Que trabalho faz no terreno (há quem o tenha feito sem media)? Que contacto tem com a realidade social do país?
Escreve o sarkozy (esta paixão dos “socialistas” pelo Sarkozy é verdadeiramente comovente); “ porque o BE se considera (…) uma força politica socialista/social-democrática”. E o Daniel Oliveira não contesta tal afirmação, de onde presumo que cada vez está mais claro que na verdade o BE é uma organização social-democrática. Mais ou menos a ala esquerda do PS.
Obrigado pelo esclarecimento.
Tic,
Plano Verde é ver em que canteiros vão ficar os amores perfeitos. O resto, aquilo que interessa de facto, fica para o PS. A palhaçada fica para o BE que, diga-se, tb não fica assim tão mal.
“Acontece que o programa aplicado por Sócrates é tudo aquilo contra o qual eu estou”
O grosso do programa de Sócrates que você alude, num prazo de exigência curto resume-se, no essencial, a isto:
cumprir as metas do deficit emagrecendo o Estado, mas com consciência social, ou seja, colocar f. publicos num programa de supranumerários que garante sempre 60% do vencimento até ao fim da vida, mesmo em acumulação com outro emprego, a solução da direita para isso está no programa do Beato - despedir 200 mil funcionários públicos.
2 - O resto são políticas sectoriais fortes, apoio á infancia e à terceira idade, procura de investimento estrangeiro, como nunca houve, escola a tempo inteiro, política externa alinhada com o anti-americanismo gauchiste, etc, etc
do que é que você discorda afinal ? E mesmo que discorde agora, não quer dizer que venha a discordar sempre, parece-me que a realidade é dinâmica
“O mesmo não acontece com o que sabemos sobre os planos de Costa”
Esta frase então é espantosa, bom ainda bem que você se rendeu ao Costa assim tão de repente, porque realmente ele é um político cheio de capacidades, mas os leitores deste blogue ainda estão lembrados das suas críticas a A Costa a propósito da política dele na segurança e na emigração, ainda estou para perceber, espero que você me explique, tendo Costa até esses pelouros na câmara, onde é que a actuação dele vai ser diferente.
Sem argumentos políticos substantivos para defender o acordo e as suas implicações futuras, socorrendo-se apenas da vacuidade de uma série de lugares comuns, talvez até fosse melhor você não defender o acordo
Tonibler, o ambiente não é uma palhaçada e em qualquer cidade decente é um pelouro fundamental
sarkozy, política de terceira idade? Recorda-se da perda nas reformas. Preocupação social? Recorda-se do qe está a ser feito à saúde? E as mudanças na área do trabalho?
De resto, eu não falei de Costa, mas dos planos de Costa para Lisboa. Ainda assim, a bondade do acordo está no conteúdo do acordo. Conseguir aquelas seis coisas é já uma enorme vitória. Recorda-se da reacção dos empreiteiros? Elas são o melhor comentário ao acordo.
Quanto ao mais, Sá Fernandes tem liberdade de voto e liberdade de bater a porta se costa tentar repetir o modelo do governo na câmara. Vale mesmo a pena ler o acordo. É nele que residem todos os argumentos. Agora, se esperava de mim o que o senhor queria ouvir, pode esperar sentado.
Este post do Daniel oscila como sempre entre um moralismo self-righteous e entre aquele tom de discurso ambiguo tão bloquista que deve ser ensinado na universidade de verão, que neste ano têm no programa gente que nem sequer foi contactada.
Nunca votei no bloco e não planeio votar. a minha recusa não parte de estar à esquerda ou à direita dele mas de ter conhecido pessoalmente algumas pessoas de estrutura fundamental do partido. É mais por ai quê se vê que o bloco é apenas mais do mesmo.
Eu não esperava ouvir nada, de facto. Como dizia o Agostinha da Silva, não tenho desilusões porque nunca tive ilusões
social democratização I say, social democratização!…
A FERA ( fraccção da esquerda radical da amadora), vai lançar uma campanha de cartazes contra o acordo.
Este acto de cidadania, merece todo a apoio dos radicais da Amadora , e não só…
Os cartazes terão duas frases:
- Sá Fernandes NUNCA MAIS…
-O acordo é heresia, ao serviço da burguesia.
A todos aqueles que quiserem participar, em tão importante campanha de defesa dos principios, desde já aqui ficam, os agradecimentos…..
A hora é histórica para o Bloco. É importante todos os verdadeiros democratas de esquerda darem apoio ao partido. Chega de estar apenas a reclamar e vamos arregaçar as mangas e continuar a dar credito a Sá Fernandes. Ele precisa da nossa força para mostrar a todos que o Bloco não é só conversa mas que também sabe e pode governar. Não tenham medo da democracia.
Viva o Bloco do Esquerda!
António Louçã não é da Amadora; José Falcão também não; João Teixeira Lopes idem; o que têm em comum é serem dirigentes / ex-dirigentes do Bloco eleitos pela maioria… e serem claramente contra o acordo. Não adianta tapar o sol com a peneira.
António Louçã não é da Amadora; José Falcão também não; João Teixeira Lopes idem; o que têm em comum é serem dirigentes / ex-dirigentes do Bloco eleitos pela maioria… e serem claramente contra o acordo. Não adianta tapar o sol com a peneira.
Peneiras há muito quem as tenha, e não são para tapar sois….
Se o Antonio Louçã , o José Falcão ( será que esteve por engano numa acção de campanha da Roseta….)e o Teixeira Lopes, não gostam de acordos, veremos se quando no Porto o PS propuser ao Bloco e ao PCP, uma coligação para derrotar o Rio, como vai reagir sobretudo o Teixeira Lopes…
Até lá…..
A FERA radical, não tarda é FERA amansada….
Basta esperar algum tempo…