Principais queixas: a RTP beneficia o governo; o Bloco de Esquerda é levado ao colo.
Principais conclusões da ERC em relação ao ano de 2007: a SIC dá mais espaço ao PS e ao governo do que a RTP; com votações semelhantes ao CDS e ao PCP, o BE tem de três a cinco vezes menos notícias que o CDS e três vezes menos do que o PCP.


20 respostas ao post “Do hábito da lamúria à verdade dos números”  

  1. 1 1  Henrique Morais

    Tambem nao sei qual é a tese que define uma gestao de canais televisao em conformidade com os assentos parlamentares…

  2. 2 2  alice

    Essas estatísticas vão alterar com a chegada do Euro. Meus caros, preparem-se para as campanhazinhas de valorização nacional, em tons de verde e vermelho, com o rosto do Cristiano Ronaldo, a querem fazer esquecer o descalabro em que o país se encontra. Essas estatísticas vão ser circunscritas, com o risco de alguns partidos passarem mesmo a ser imperceptíveis. Mas o que é mesmo grave é a Informação importante de facto, que até agora era escassa, vai ser cada vez menos recebida pelos públicos, em horários menos nobres, ou páginas de jornal mais refundidas. Vamos ficar todos a saber muito mais de futebol e muito menos de como pára o país… Posso estar só a ser pessimista…

  3. 3 3  josé manuel faria

    Em relação ao PCP a comparação é fácil. O PCP tem todos os dias Jerónimo de Sousa no terreno e depois há os plenários concelhios, os Encontros Rgionais, Nacionais desde a agricultura à indústria ( pequenos e médios), Congressos das direcções regionais. O organismo de Informação e propaganda não dorme em serviço.

    Quanto ao CDS não entendo, é o Paulo Portas sózinho.

    Conclusão: O Bloco de Esquerda esse grupo fracturante e sem projecto é levado ao colo pela CS!!!

  4. 4 4  Range-o-Dente

    Sobre isto:

    (desculpe estar fora de contexto)

    http://arrastao.org/america-latina/2806/

    Estará, talvez, na altura de dizer algo sobre isto:

    http://fiel-inimigo.blogspot.com/2008/05/ligaes-perigosas.html

    .

  5. 5 5  PR

    Normal. Embora pareça anormal.

  6. 6 6  Range-o-Dente

    O governo tem legitimidade alternativa para não ser misturado nesse caldeirão.

    O que pode e deve ser comparado é o tempo de antena por partido.

    Se esse tempo de antena deve ou não ser proporcional, mesmo que parcialmente, ao peso eleitoral, é assunto que também deve ser discutido.

    A coisa estará, eventualmente, mais bem dissecada aqui:
    http://fiel-inimigo.blogspot.com/2008/04/aguentem-se-bronca.html

    .

  7. 7 7  Alvaro

    “Tambem nao sei qual é a tese que define uma gestao de canais televisao em conformidade com os assentos parlamentares…”

    pois não… Por essas e outras é q

  8. 8 8  Alvaro

    Por isso é que o Show-man do PP manterá o show mesmo sem parlamentares… e o BE, mesmo que passe para o dobro (ou triplo…), ou cria um canal (de tv, claro…) ou arrisca-se a não aparecer…

    É o país do políticos de “plástico” (onde é que eu ouvi esta?), criados e mantidos por uma certa “filosofia” (filosofia…) jornalística.

  9. 9 9  Sérgio Pinto

    Caro range-o-dente,

    De facto, ‘a coisa’ está ‘mais bem dissecada aí, principalmente quando se lembra de escrever que o Bloco de Esquerda tem muitíssimo mais tempo do que merece em função do seu peso eleitoral. Se calhar também é altura de dizer algo sobre isso…

  10. 10 10  Luís Marvão

    Os dados da SIC em nada me surpreendem, consegue ser ainda mais favorável ao governo do que a RTP. E não se trata apenas do tempo dedicado ao governo, tais notícias têm, a mais das vezes, um conteúdo favorável.
    Das três televisões generalistas, a TVI parece-me a mais equilibrada.
    Já em relação ao BE e ao PC, importa não ficar pela estatística (tempo dedicado a cada uma das formações partidárias). É necessário ver o tratamento noticioso dos eventos associados quer ao PC, quer ao Bloco. É que não basta aparecer…
    O BE era mais bem tratado, ao tempo do Carvalhas. Mas depois, com o aparecimento do Jerónimo, à sua maneira uma figura mediática, o PC passou a cair no goto dos medias. Talvez hoje, PP e PSD sejam os mais prejudicados.
    Enfim, é a minha impressão dos noticiários televisivos.

  11. 11 11  tonibler

    E o PCTP/MRPP, o PDA, o Clube do Rato Mickey e a Casa do Benfica de Brejos de Azeitão?
    É inacreditável esta mania de que os bens públicos servem para ser repartidos pelos partidos políticos em função dos votos ou dos deputados. O facto é que a televisão pública não deveria dar notícias de forças políticas e não andar a repartir o meu dinheiro por elas. Que paguem o tempo de antena…

  12. 12 12  possidónio

    Se o C. Ronaldo (o do brinco caro de prostituta rasca) não se tiver indisposto com a lata de sardinhas ceada ontem no seu quarto de Viseu, com a consequente descrição pormenorizada das virtualidades dos tronos do hotel 5* que abriga a equipa orgulho e modelo de toda uma grande nação, o ex-MNE canadiano irá abrir os telejornais! Um caso delicioso, por sinal.

    Estará ele a ser “levado ao colo” pelas televisões?
    O canadiano gosta, legitimamente, de colo; mas acho que este ele dispensava!

    O Daniel e outros comentadores podem achar isto um exagero deste comentador anónimo, mas acreditem - há mesmo diferenças entre quantidade e qualidade!!!

  13. 13 13  Fado Alexandrino

    Esta discussão é sobre peanuts.
    A verdadeira questão é saber se em 2008 é necessário uma televisão do Estado.
    De acordo com o pensamento socialista ela é imprescindível porque vai cumprir um serviço público.
    E qual é esse serviço público?
    Pois meus senhores entre outras coisas é o Preço Certo, o Mister Bean, o senhor Malato e dar-nos as últimas interpretações de que o senhor Jerónimo e o senhor Anacleto pensam da situação em Portugal.
    Serve também para o governo se auto promover como foi desde os tempos do saudoso SNI.
    E para isto gasta-se 100 milhões de euros por ano.
    Na minha modesta opinião, mais valia despedi-los todos com a respectiva indemnização.
    Ficávamos todos a ganhar.

  14. 14 14  Henrique Morais

    Alvaro….Talvez o PP apresente propostas mais abrangentes e nao limite 90% do seu tempo as minorias. Ate pode ser uma boa bandeira, mas nao mata a fome a ninguem. Parece-me ser uma razao bastante razoavel para a diferença no tempo de antena em relaçao ao BE. Nao quero dizer com isto que as propostas do PP sejam as melhores.
    A televisao nao esta bem, mas o que mais faltava agora eram regras de conduta…. senao o PNR , MRPP e afins mereciam a sua percentagem.

  15. 15 15  josé manuel faria

    Caro Henrique Morais;

    E o Patinhão Antão vale mais que o POUS da Carmelinda Pereira?

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    Ao PNR não tem faltado tempo de antena. De resto, nem o senhor, se é uma pessoa informada, acredita na caracterização que faz do BE.

  17. 17 17  Henrique Morais

    Como candidato ao maior partido da oposiçao, é obvio que tenha mais tempo de antena… Mas nao se preocupe que depois das eleiçoes volta pro lugar que lhe cabe.

  18. 18 18  Henrique Morais

    Fiz uma caracterizaçao exagerada, mas nao foge muito a realidade… E um facto que o BE tem vindo a ganhar um terreno mais ao centro, mas que começou como um partido de “pequanas causas”

  19. 19 19  João Gomes

    Também acho que o BE tem demasiada visibilidade nas TVs face às suas ideias, tão poucos elas têm sido.
    As outras formações partidárias, exactamente porque não têm apresentado qualquer ideia, têm tido muito pouca visibilidade para apresentarem a sua falta de ideias.
    Estou de acordo com o Fado Alexandrino. A televisão do estado (deve estar a referir-se à RTP 1) é lixo, como de resto é lixo a TVI e a SIC. Eu cá por mim, extinguia-as, todas…
    A direita, às vezes, tem muita piada quando disserta sobre a necessidade ou não de uma televisão pública. Quando está na oposição é ferozmente a favor da sua privatização, quando está no poder, serve-se dela com o mesmo despudor do PS.

  20. 20 20  O homem que era quinta-feira

    já há mais sofisticação: cuidadinho com os tempos mas a mesma javardeira nos conteúdos.

Leave a Reply