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	<title>Comentários em: Esquerda bloqueada</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>Por: Arrastão: Dois anos</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-34889</link>
		<dc:creator>Arrastão: Dois anos</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2008 00:12:56 +0000</pubDate>
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		<description>[...] de Esquerda e o discurso que lá fiz Voto útil e Ainda do acordo: o acordo do PS e BE para Lisboa A esquerda bloqueada, O pecado do poder e A derrota: O Bloco de Esquerda e o poder, passando por Itália A quadratura do [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] de Esquerda e o discurso que lá fiz Voto útil e Ainda do acordo: o acordo do PS e BE para Lisboa A esquerda bloqueada, O pecado do poder e A derrota: O Bloco de Esquerda e o poder, passando por Itália A quadratura do [...]</p>
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		<title>Por: A.R.A</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27488</link>
		<dc:creator>A.R.A</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 19:11:11 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Ora, à esquerda, em Portugal, não há nem nunca houve qualquer possibilidade de fazer coligações, porque os governos que delas saíssem não governariam, estariam sempre em crise. À direita, porém, isso é possível e já se tem feito. Estes é que são os insofismáveis dados do problema.&quot; Sapka

Caro amigo, embora a história do nosso país o contradiga quanto à inviabilização da coligação da esquerda em Portugal (lembro Mário Soares que se colou ao PC após o 25 de Abril e depois roeu a corda dando o dito por não dito aliando se à reacção ao ponto de incentivar uma guerra civil) ou quando o Abecassis e mais tarde o Sampaio e porque não o Soares filho que, com a participação activa, desenvolveram uma Lisboa terceiro mundista  em uníssono para uns parâmetros aceitáveis no que respeita ao que deve ser uma capital Europeia.
Talvez essa falha de conhecimento histórico possa  passar incólume mas dar a entender que uma coligação de direita é mais viável é como publicitar orgulhosamente a sua ignorância. Então e as crises sociais profundas dos governos do Cavaco (a Ponte 25 Abril; Marinha Grande; etc...) O Durão Barroso (incapaz de governar foge para um tacho melhor) a coligação PSD/ PP (com a corrupção a atingir o auge da nossa breve democracia, lembro Portucale; Submarinos; etc...) a palhaçada do governo &quot;interino&quot; do Santana.
Realmente, quando não sabemos os nossos defeitos dificilmente saberemos melhorar as nossas virtudes.

Aquele abraço
A.R.A</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ora, à esquerda, em Portugal, não há nem nunca houve qualquer possibilidade de fazer coligações, porque os governos que delas saíssem não governariam, estariam sempre em crise. À direita, porém, isso é possível e já se tem feito. Estes é que são os insofismáveis dados do problema.&#8221; Sapka</p>
<p>Caro amigo, embora a história do nosso país o contradiga quanto à inviabilização da coligação da esquerda em Portugal (lembro Mário Soares que se colou ao PC após o 25 de Abril e depois roeu a corda dando o dito por não dito aliando se à reacção ao ponto de incentivar uma guerra civil) ou quando o Abecassis e mais tarde o Sampaio e porque não o Soares filho que, com a participação activa, desenvolveram uma Lisboa terceiro mundista  em uníssono para uns parâmetros aceitáveis no que respeita ao que deve ser uma capital Europeia.<br />
Talvez essa falha de conhecimento histórico possa  passar incólume mas dar a entender que uma coligação de direita é mais viável é como publicitar orgulhosamente a sua ignorância. Então e as crises sociais profundas dos governos do Cavaco (a Ponte 25 Abril; Marinha Grande; etc&#8230;) O Durão Barroso (incapaz de governar foge para um tacho melhor) a coligação PSD/ PP (com a corrupção a atingir o auge da nossa breve democracia, lembro Portucale; Submarinos; etc&#8230;) a palhaçada do governo &#8220;interino&#8221; do Santana.<br />
Realmente, quando não sabemos os nossos defeitos dificilmente saberemos melhorar as nossas virtudes.</p>
<p>Aquele abraço<br />
A.R.A</p>
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	<item>
		<title>Por: Francisco Vaz</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27487</link>
		<dc:creator>Francisco Vaz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 01:42:49 +0000</pubDate>
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		<description>Três comentários sobre o problema da avaliação de desempenho dos professores úteis para os que defendem a bondade (a qualidade, o rigor e a justiça) do modelo que agora está a ser implementado, mas não só para esses:

1– Fixação de percentagens máximas para os dois níveis superiores de avaliação.
A justificação aparente para a existência deste limite consistirá em impedir que, mercê do tão propalado corporativismo, todos os professores sejam considerados excelentes ou muito bons. Que confiança pode merecer um modelo que contém em si mesmo esta suspeita original face ao modo como será aplicado e aos agentes em quem é delegada a missão de o aplicar?
Por outro lado, a existência de um número máximo de avaliações superiores é um disparate completamente indefensável. Imaginemos que, no primeiro dia de aulas, um professor dirigindo-se à sua turma, dispara: &quot;Meus caros, decidi que apenas 10 por cento dos alunos obterá uma classificação superior a 16 valores. Apreciarei com toda a atenção o vosso trabalho, esforcem-se o mais que puderem, mas, na pauta final, apenas um em cada dez ultrapassará a fasquia que eu determinei. Paciência.&quot; Pois claro, parece uma daquelas histórias que se contam sobre mestres cuja idade, a doença ou a maldade pura conduziram a um estado de delírio e loucura. Como se avaliaria um professor que aplicasse a regra da fixação de percentagens máximas de classificação acima de um determinado nível aos seus alunos?

2 – Professores titulares são os avaliadores. Não é verdade, nem todos. Mais, pode até acontecer (e acontece) que os resultados do igualmente contestável concurso para professor titular, sejam mandados às urtigas, cabendo a função de avaliador ao professor que obteve a pior classificação nesse concurso.
Esbarramos frequentemente com o arbitrário e o absurdo nas esquinas neste modelo que sustenta a ambição expressa de, finalmente, separar o trigo do joio. Pode acontecer (e acontece) que o avaliador possua menores qualificações (decisivas para o desempenho docente) que o avaliado (mais baixa classificação académica, mais baixa classificação profissional, menor experiência de leccionação na área pedagógica em causa, grau académico inferior, menores qualificações pedagógicas e científicas – alguns destes aspectos ou todos eles simultaneamente). O que poderá inferir-se sobre o rigor e a seriedade de um modelo de avaliação de desempenho num hospital em que cabe a um médico menos qualificado avaliar um outro muito mais habilitado?
Pode mesmo acontecer (e acontece) que o avaliador seja totalmente alheio à área pedagógica do avaliado. Pode acontecer (e acontece) que, por exemplo, um professor de Artes Visuais sem qualquer formação adequada, venha assistir, na sua qualidade de avaliador, às aulas de um professor de Educação Musical ou de Educação Física (ou o contrário, claro) e, pasme-se, pronunciar-se depois sobre o desempenho científico e metodológico observado – isto num contexto supostamente sério com consequências decisivas para a progressão na carreira do professor avaliado – eis que o arbitrário e o absurdo entram de novo em cena.

3 – Existem condições para levar a cabo uma avaliação eficaz, justa e equilibrada do desempenho dos professores. Só uma profunda ignorância sobre o funcionamento interno da maioria das escolas pode levar a acreditar nesta piedosa afirmação. Essas condições não existiram no passado e não existem agora. Pelo menos enquanto o apreço pelas estatísticas desprovidas de conteúdo, pelo sucesso falseado que se serve cinicamente nas manchetes dos telejornais, se sobrepuser a um interesse genuíno pela melhoria efectiva, real, da qualidade do ensino público; pelo menos enquanto a tutela fomentar ou deixar que se desenvolvam e se instalem nas escolas os pequenos poderes, convenientes, sem dúvida, mas que, no seu duplo afã de repartirem pelas sequiosas cortes de apaniguados, amigos, comparsas, cúmplices e alguns cândidos distraídos, umas pobres migalhas de privilégio, enquanto perseguem e votam ao ostracismo as poucas vozes críticas e lúcidas, criam à sua volta um imenso oceano de mediocridade, de conformismo e de intimidação. Estes problemas nem sequer são de agora, constituem uma dimensão frequentemente esquecida mas estrutural de muitas escolas. Uma situação que progressivamente se foi agravando nas últimas décadas. Alguns argumentarão que o novo modelo de avaliação será justamente o toque de finados deste estado de coisas criando condições para que a qualidade seja por fim reconhecida e assuma gradualmente o protagonismo e a liderança. Mesmo que o modelo fosse um exemplo de virtudes e clarividência e não o feixe de disparates mal cosidos que de facto é, seria pouco sensato manter uma perspectiva optimista sobre o assunto. No interior de muitas escolas não estão reunidas as condições para uma avaliação justa dos professores porque os processos, as instâncias, os métodos e os protagonistas não mudarão. Quem aplicou e manobrou os anteriores processos de avaliação e de distribuição de responsabilidades pedagógicas, vai continuar a fazê-lo agora na maioria dos casos, aproveitando, no presente como no passado, todas as oportunidades que as geralmente mal pensadas reformas proporcionam (e a actual é um campo fértil neste domínio como alguns indícios publicamente conhecidos deixam antever), para continuar a arranjar as coisas à sua maneira e imagem. Pode acontecer (e acontece).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Três comentários sobre o problema da avaliação de desempenho dos professores úteis para os que defendem a bondade (a qualidade, o rigor e a justiça) do modelo que agora está a ser implementado, mas não só para esses:</p>
<p>1– Fixação de percentagens máximas para os dois níveis superiores de avaliação.<br />
A justificação aparente para a existência deste limite consistirá em impedir que, mercê do tão propalado corporativismo, todos os professores sejam considerados excelentes ou muito bons. Que confiança pode merecer um modelo que contém em si mesmo esta suspeita original face ao modo como será aplicado e aos agentes em quem é delegada a missão de o aplicar?<br />
Por outro lado, a existência de um número máximo de avaliações superiores é um disparate completamente indefensável. Imaginemos que, no primeiro dia de aulas, um professor dirigindo-se à sua turma, dispara: &#8220;Meus caros, decidi que apenas 10 por cento dos alunos obterá uma classificação superior a 16 valores. Apreciarei com toda a atenção o vosso trabalho, esforcem-se o mais que puderem, mas, na pauta final, apenas um em cada dez ultrapassará a fasquia que eu determinei. Paciência.&#8221; Pois claro, parece uma daquelas histórias que se contam sobre mestres cuja idade, a doença ou a maldade pura conduziram a um estado de delírio e loucura. Como se avaliaria um professor que aplicasse a regra da fixação de percentagens máximas de classificação acima de um determinado nível aos seus alunos?</p>
<p>2 – Professores titulares são os avaliadores. Não é verdade, nem todos. Mais, pode até acontecer (e acontece) que os resultados do igualmente contestável concurso para professor titular, sejam mandados às urtigas, cabendo a função de avaliador ao professor que obteve a pior classificação nesse concurso.<br />
Esbarramos frequentemente com o arbitrário e o absurdo nas esquinas neste modelo que sustenta a ambição expressa de, finalmente, separar o trigo do joio. Pode acontecer (e acontece) que o avaliador possua menores qualificações (decisivas para o desempenho docente) que o avaliado (mais baixa classificação académica, mais baixa classificação profissional, menor experiência de leccionação na área pedagógica em causa, grau académico inferior, menores qualificações pedagógicas e científicas – alguns destes aspectos ou todos eles simultaneamente). O que poderá inferir-se sobre o rigor e a seriedade de um modelo de avaliação de desempenho num hospital em que cabe a um médico menos qualificado avaliar um outro muito mais habilitado?<br />
Pode mesmo acontecer (e acontece) que o avaliador seja totalmente alheio à área pedagógica do avaliado. Pode acontecer (e acontece) que, por exemplo, um professor de Artes Visuais sem qualquer formação adequada, venha assistir, na sua qualidade de avaliador, às aulas de um professor de Educação Musical ou de Educação Física (ou o contrário, claro) e, pasme-se, pronunciar-se depois sobre o desempenho científico e metodológico observado – isto num contexto supostamente sério com consequências decisivas para a progressão na carreira do professor avaliado – eis que o arbitrário e o absurdo entram de novo em cena.</p>
<p>3 – Existem condições para levar a cabo uma avaliação eficaz, justa e equilibrada do desempenho dos professores. Só uma profunda ignorância sobre o funcionamento interno da maioria das escolas pode levar a acreditar nesta piedosa afirmação. Essas condições não existiram no passado e não existem agora. Pelo menos enquanto o apreço pelas estatísticas desprovidas de conteúdo, pelo sucesso falseado que se serve cinicamente nas manchetes dos telejornais, se sobrepuser a um interesse genuíno pela melhoria efectiva, real, da qualidade do ensino público; pelo menos enquanto a tutela fomentar ou deixar que se desenvolvam e se instalem nas escolas os pequenos poderes, convenientes, sem dúvida, mas que, no seu duplo afã de repartirem pelas sequiosas cortes de apaniguados, amigos, comparsas, cúmplices e alguns cândidos distraídos, umas pobres migalhas de privilégio, enquanto perseguem e votam ao ostracismo as poucas vozes críticas e lúcidas, criam à sua volta um imenso oceano de mediocridade, de conformismo e de intimidação. Estes problemas nem sequer são de agora, constituem uma dimensão frequentemente esquecida mas estrutural de muitas escolas. Uma situação que progressivamente se foi agravando nas últimas décadas. Alguns argumentarão que o novo modelo de avaliação será justamente o toque de finados deste estado de coisas criando condições para que a qualidade seja por fim reconhecida e assuma gradualmente o protagonismo e a liderança. Mesmo que o modelo fosse um exemplo de virtudes e clarividência e não o feixe de disparates mal cosidos que de facto é, seria pouco sensato manter uma perspectiva optimista sobre o assunto. No interior de muitas escolas não estão reunidas as condições para uma avaliação justa dos professores porque os processos, as instâncias, os métodos e os protagonistas não mudarão. Quem aplicou e manobrou os anteriores processos de avaliação e de distribuição de responsabilidades pedagógicas, vai continuar a fazê-lo agora na maioria dos casos, aproveitando, no presente como no passado, todas as oportunidades que as geralmente mal pensadas reformas proporcionam (e a actual é um campo fértil neste domínio como alguns indícios publicamente conhecidos deixam antever), para continuar a arranjar as coisas à sua maneira e imagem. Pode acontecer (e acontece).</p>
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		<title>Por: António</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27486</link>
		<dc:creator>António</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 22:42:07 +0000</pubDate>
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		<description>Ok, o BE ter responsabilidades no poder... mas com quem? Está assente que não é com o Sócrates, com o Menezes e com o Portas parece-me fora de questão, então será com o Jerónimo? Não percebo, Daniel, estás a delinear uma táctica abstrata que de certeza não tem aplicação nos próximos anos, pelo menos. Uma táctica que não tem aplicação é um aborto político. Não te quero ofender, claro!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, o BE ter responsabilidades no poder&#8230; mas com quem? Está assente que não é com o Sócrates, com o Menezes e com o Portas parece-me fora de questão, então será com o Jerónimo? Não percebo, Daniel, estás a delinear uma táctica abstrata que de certeza não tem aplicação nos próximos anos, pelo menos. Uma táctica que não tem aplicação é um aborto político. Não te quero ofender, claro!</p>
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		<title>Por: Arrastão: O pecado do poder</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27485</link>
		<dc:creator>Arrastão: O pecado do poder</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 18:14:48 +0000</pubDate>
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		<description>[...] MirandesasDaniel Oliveira em O pecado do poderDaniel Oliveira em No bom caminhoManuel Leão em Esquerda bloqueadaLino José em O pecado do poderLino José em Mais um dia de caça a não-humanos que correu [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] MirandesasDaniel Oliveira em O pecado do poderDaniel Oliveira em No bom caminhoManuel Leão em Esquerda bloqueadaLino José em O pecado do poderLino José em Mais um dia de caça a não-humanos que correu [...]</p>
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		<title>Por: Manuel Leão</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27484</link>
		<dc:creator>Manuel Leão</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 17:52:05 +0000</pubDate>
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		<description>Sr. Stran:

Exactamente.

Ainda há dias uma professora me disse quase &quot;ipsis verbis&quot; o que consta do seu comentário. E disse mais: que vai ser avaliada por alguém que confessou não saber como o irá fazer. Acontece que não são professoras da mesma disciplina. Só que à outra calhou em sorte ser professora titular
Disse, também, que para poder cumprir a crescente burocracia - inerente às suas tarefas na escola - e assistir às reuniões previstas, acabará por prejudicar os alunos e a família.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sr. Stran:</p>
<p>Exactamente.</p>
<p>Ainda há dias uma professora me disse quase &#8220;ipsis verbis&#8221; o que consta do seu comentário. E disse mais: que vai ser avaliada por alguém que confessou não saber como o irá fazer. Acontece que não são professoras da mesma disciplina. Só que à outra calhou em sorte ser professora titular<br />
Disse, também, que para poder cumprir a crescente burocracia &#8211; inerente às suas tarefas na escola &#8211; e assistir às reuniões previstas, acabará por prejudicar os alunos e a família.</p>
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		<title>Por: Stran</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27483</link>
		<dc:creator>Stran</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 12:39:03 +0000</pubDate>
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		<description>Jam e Lino Jose,

falemos então de avaliações e professores. Aviso desde já que não sou professor e por isso não me atirem esse &quot;argumento&quot;.

Espero honestamente que esta Ministra sai e rapido! Já acompanho este processo a mais de um ano. E quando digo que &quot;acompanho&quot; falo em ler os decretos de lei, os projectos de lei, e opiniões (se forem ao meu blogue tenho uma pasta para isso). Tenho pena que os partidos politicos não tenham feito a discussão na sede própria e na altura própria e só agora (que vem nos media) é que se começaram a interessar.
O problema desta avaliação já vem de trás, do tempo em que escolheram os avaliadores (professores-titulares) que não foi pelo mérito de ser professor (nem sequer mérito de avaliador, mas isso é uma opinião pessoal). Portanto, não foi garantido que os avaliadores são os melhores e o processo de avaliação deixa de ser defensável.

Depois li o decreto que legisla a avaliação e não se retira uma unica conclusão de jeito relativo ao processo, só se fica com a noção dos &quot;guidelines&quot; dessa mesma avaliação. O que vai ser espectacular é que este tipo de avaliação vai levar a que mais alunos passem, pois será um dos indicadores. O que deixará de certo o nosso primeiro ministro contente pois poderá ir ao parlamento dizer que ele é um espectáculo.

Mas levanto uma questão: Neste processo de avaliação onde é que ficou a qualidade do ensino? Desde há um ano para cá tudo o que se fala é números, mas a qualidade? Que raio de ensino é este onde o melhor professor do ano passado não deve dar aulas à bastante tempo (pelo menos a avaliar pelo curriculum dele).

Cresci com a noção (que agora parece errada) que o professor era aquela pessoa que ensinava e não a que dirigia uma escola, ou um director de turma, ou outra função que não fosse ensinar.
E julgo que esses deveriam ser os parametros para avaliar professores e para que estes pudessem subir na sua carreira, parametros ligados à capacidade de ensinar e não mais.

Mas o mais irritante é ver pessoas a aplaudir uma Ministra cobarde e incompetente. Passo a fundamentar: cobarde porque para implementar uma reforma decidiu atacar uma àrea especifica dos professores: os que têm mais anos de carreira, aqueles que mais uns anos sairiam do sistema. Ataques esses a todos os níveis deploráveis. Incompetente, pois não demonstrou competências suficientes para efectuar uma reforma necessária de forma sustentável.

Sobre este tema ainda tenho mais para dizer mas fico a aguardar uma resposta para não me alongar.

Daniel,

interessante análise só gostaria era de ter visto respondido as minhas duvidas sobre este tema...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jam e Lino Jose,</p>
<p>falemos então de avaliações e professores. Aviso desde já que não sou professor e por isso não me atirem esse &#8220;argumento&#8221;.</p>
<p>Espero honestamente que esta Ministra sai e rapido! Já acompanho este processo a mais de um ano. E quando digo que &#8220;acompanho&#8221; falo em ler os decretos de lei, os projectos de lei, e opiniões (se forem ao meu blogue tenho uma pasta para isso). Tenho pena que os partidos politicos não tenham feito a discussão na sede própria e na altura própria e só agora (que vem nos media) é que se começaram a interessar.<br />
O problema desta avaliação já vem de trás, do tempo em que escolheram os avaliadores (professores-titulares) que não foi pelo mérito de ser professor (nem sequer mérito de avaliador, mas isso é uma opinião pessoal). Portanto, não foi garantido que os avaliadores são os melhores e o processo de avaliação deixa de ser defensável.</p>
<p>Depois li o decreto que legisla a avaliação e não se retira uma unica conclusão de jeito relativo ao processo, só se fica com a noção dos &#8220;guidelines&#8221; dessa mesma avaliação. O que vai ser espectacular é que este tipo de avaliação vai levar a que mais alunos passem, pois será um dos indicadores. O que deixará de certo o nosso primeiro ministro contente pois poderá ir ao parlamento dizer que ele é um espectáculo.</p>
<p>Mas levanto uma questão: Neste processo de avaliação onde é que ficou a qualidade do ensino? Desde há um ano para cá tudo o que se fala é números, mas a qualidade? Que raio de ensino é este onde o melhor professor do ano passado não deve dar aulas à bastante tempo (pelo menos a avaliar pelo curriculum dele).</p>
<p>Cresci com a noção (que agora parece errada) que o professor era aquela pessoa que ensinava e não a que dirigia uma escola, ou um director de turma, ou outra função que não fosse ensinar.<br />
E julgo que esses deveriam ser os parametros para avaliar professores e para que estes pudessem subir na sua carreira, parametros ligados à capacidade de ensinar e não mais.</p>
<p>Mas o mais irritante é ver pessoas a aplaudir uma Ministra cobarde e incompetente. Passo a fundamentar: cobarde porque para implementar uma reforma decidiu atacar uma àrea especifica dos professores: os que têm mais anos de carreira, aqueles que mais uns anos sairiam do sistema. Ataques esses a todos os níveis deploráveis. Incompetente, pois não demonstrou competências suficientes para efectuar uma reforma necessária de forma sustentável.</p>
<p>Sobre este tema ainda tenho mais para dizer mas fico a aguardar uma resposta para não me alongar.</p>
<p>Daniel,</p>
<p>interessante análise só gostaria era de ter visto respondido as minhas duvidas sobre este tema&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Duarte</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27482</link>
		<dc:creator>Duarte</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 09:07:54 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Jam: digo e repito: os jornalistas não percebem nada de escolas. Não sei se percebeu que eu sou professor do 1.º Ciclo (antiga primária).
Disto eu percebo alguma coisa. Não sou mais nem menos do que os outros.
Nem é a avaliação que me chateia. É a papelada.
É demais... Todos os dias há um papel ou vários papéis para assinar.
Mas os tais que estão nos tachos e nunca quiseram dar aulas acham bem a avaliação e depois toca de mandar papelada para a gente assinar. Isso não resolve um único problema dos alunos!!
Também lhe quero dizer, por mais que isso seja retrógrado e não &quot;moderno&quot; , que só deve passar quem souber. E os alunos e muitos pais não querem saber de nada. Não fazem um mínimo esforço. Eu, quando estudante, tinha que fazer algum esforço. Hoje é o facilitismo total, com a ajuda dos papéis. É isso que me chateia mais..
Mas outra parte da minha revolta tem a ver com o facto de ser o eterno sacrificado nas listas de colocação. Vou sempre para longe ( ou quase sempre) , quando outros ordenados atrás de mim ficam perto.
E é sempre... no tempo do Santana fui parar a 80 Km de casa por causa daquele concurso maluco do computador.
Este ano vim parar a mais de 120 Km.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Jam: digo e repito: os jornalistas não percebem nada de escolas. Não sei se percebeu que eu sou professor do 1.º Ciclo (antiga primária).<br />
Disto eu percebo alguma coisa. Não sou mais nem menos do que os outros.<br />
Nem é a avaliação que me chateia. É a papelada.<br />
É demais&#8230; Todos os dias há um papel ou vários papéis para assinar.<br />
Mas os tais que estão nos tachos e nunca quiseram dar aulas acham bem a avaliação e depois toca de mandar papelada para a gente assinar. Isso não resolve um único problema dos alunos!!<br />
Também lhe quero dizer, por mais que isso seja retrógrado e não &#8220;moderno&#8221; , que só deve passar quem souber. E os alunos e muitos pais não querem saber de nada. Não fazem um mínimo esforço. Eu, quando estudante, tinha que fazer algum esforço. Hoje é o facilitismo total, com a ajuda dos papéis. É isso que me chateia mais..<br />
Mas outra parte da minha revolta tem a ver com o facto de ser o eterno sacrificado nas listas de colocação. Vou sempre para longe ( ou quase sempre) , quando outros ordenados atrás de mim ficam perto.<br />
E é sempre&#8230; no tempo do Santana fui parar a 80 Km de casa por causa daquele concurso maluco do computador.<br />
Este ano vim parar a mais de 120 Km.</p>
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	<item>
		<title>Por: The Studio</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27481</link>
		<dc:creator>The Studio</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 03:37:23 +0000</pubDate>
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		<description>Viana,

O JAM, simpatizante de Sócrates ou não tem toda a razão no que diz. Senão esclareça-nos, quais são as políticas económicas e financeiras do BE e do PCP? Como seria a economia do país se algum desses partidos formasse governo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Viana,</p>
<p>O JAM, simpatizante de Sócrates ou não tem toda a razão no que diz. Senão esclareça-nos, quais são as políticas económicas e financeiras do BE e do PCP? Como seria a economia do país se algum desses partidos formasse governo?</p>
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	</item>
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		<title>Por: viana</title>
		<link>http://arrastao.org/bloco-de-esquerda/esquerda-bloqueada/comment-page-1/#comment-27479</link>
		<dc:creator>viana</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 23:36:16 +0000</pubDate>
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		<description>Jam, desculpe, mas não diz nada de útil. Obviamente é apoiante de Sócrates, ou pelo menos simpatiza com o homem. A sua opinião sobre o porquê do sentido do voto dos &quot;simpatizantes-PS&quot; que não gostam de Sócrates,  mas que não querem votar BE/PCP, é por isso inútil. Tenta adivinhar com base nos seus preconceitos. Diga-me lá: acha que os &quot;simpatizantes-PS&quot; que se manifestam por melhores salários, contra o fecho de serviços de saúde e escolas, estão mesmo preocupados com macropolíticas económico-financeiras insustentáveis ou mal-pensadas?!... Geralmente um pouco de humildade só faz bem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Jam, desculpe, mas não diz nada de útil. Obviamente é apoiante de Sócrates, ou pelo menos simpatiza com o homem. A sua opinião sobre o porquê do sentido do voto dos &#8220;simpatizantes-PS&#8221; que não gostam de Sócrates,  mas que não querem votar BE/PCP, é por isso inútil. Tenta adivinhar com base nos seus preconceitos. Diga-me lá: acha que os &#8220;simpatizantes-PS&#8221; que se manifestam por melhores salários, contra o fecho de serviços de saúde e escolas, estão mesmo preocupados com macropolíticas económico-financeiras insustentáveis ou mal-pensadas?!&#8230; Geralmente um pouco de humildade só faz bem.</p>
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