Sabendo que está a insinuar uma falsidade, o ministro da Agricultura tenta associar o Bloco de Esquerda ao ataque à plantação de milho transgénico no Algarve. O ministro acha grave que a posição do BE não seja clara. Eu acho gravíssimo que um ministro lance, sem qualquer indício, a suspeita de envolvimento num crime por parte de um partido político. Talvez seja bom o ministro ir ler o código penal. Estão lá escritas umas coisas sobre o crime de difamação. Compreendo que o mês de Agosto excite a vontade de protagonismo dos mais obscuros e inúteis ministros. Mas talvez fosse bom dar um mergulho e esperar que passe.
Por Daniel Oliveira 20 Ago 07 em Bloco de Esquerda


Lindo de ver o fervor das teorias de conspiração de Pacheco Pereira. Deitar umas espigas abaixo não foi a educação que recebemos dos nossos pais, como diria Jardim.
Estava a ver que ninguém reparava nisso…
Se o agricultor tivesse uma caçadeira à mão e varresse toda essa corja de parasitas comunas a tiro, eu não o criticaria!
Cheira demasiado a comuna e a BE!
Filhos-da-mãe!
Talvez haja coisas que o Daniel Oliveira desconheça, afinal já não pertence aos corpos dirigentes do Bloco de esquerda.
Analisemos então a única máscara visível do grupo de mascarilhas que ontem vandalizaram o sustento de um agricultor no Algarve. O único nome que surge nas notícias é o de Gualter Baptista, porta-voz do movimento Verde Eufémia. Gualter Baptista é activista do GAIA, um movimento ambientalista português, e líder movimento do Movimento Transgénicos Fora. E lá está ele na Esquerda.net de cara destapada. E aqui nas reuniões do Forum Social Português com o Bloco de Esquerda. E, finalmente, nas listas de Manuela Tavares, candidata do BE à Câmara Municipal de Almada.
via O Insurgente
Daniel,
O que acontece é que um alto dirigente do Bloco de Esquerda e também eurodeputado, por sinal o único e que por acaso até líderou a PolíticaXXI que o Daniel muito bem conhece, veio a público defender uma invasão de propridedade incetada pelo grupo do qual o Gualter Baptista é porta-voz, que quanto sei até nem tem muitas ligações com o Bloco.
O que é grave não é o Ministro vir colar o BE a esta iniciativa, até porque o que na verdade o que aconteceu foi uma auto-colagem de Miguel Portas e consequentemente do Bloco a esta iniciativa - que na verdade é lamentável.
Uma pessoa como o Daniel que, tal como eu, sempre condenou a não aplicação da nova lei da IVG no arquipélago da Madeira, por livre recriação de Alberto João Jardim, não pode concordar que um grupo ambientalista se arrogue do direito de colocar em risco a ordem pública e invadir uma propriedade privada.
Só aceito que concorde com esta actividade se me afirmar que incendiar um McDonalds também é um bom meio de combater a globalização - ambos devemos concordar que não.
Cumprimentos,
J. Gomes
aquelaopiniao.blogspot.com
Se verdadeiramente não há ligção então porque é que houve um comicio do bloco a menos de 30 km no dia seguinte?
Já agora, qual é a posição do Bloco ?
Recebi um importante email de esclarecimento sobre a notícia que fez capa da última revista SÁBADO.
http://cafepuroarabica.blogspot….jo- contedo.html
Difamação? Você é que não foi informado pelos seus “Camaradas”. Basta ler o que o irmão do Paulinho das feiras escreveu para ver que Eufémia Verde = Bloco de Esquerda
Recebi um email de esclarecimento sobre a notícia que fez capa da última revista SÁBADO (Paulo Teixeira Pinto do Millennium-BCP).
http://cafepuroarabica.blogspot.com/2007/08/recebi-esta-manh-um-email-cujo-contedo.html
Não foi o ministro…foi o eurodeputado do BE que o fez.
Raios que voce nem ouve e menos le a seu amigo Miguel
Simpatizo com a sua frustração. É tramado andar a lutar por dar credibilidade a um partido e ter os seus camaradas a minar-lhe o combate.
Seria interessante é que o ministro (ou o colega dele da administração interna) justificasse a actuação da GNR (ou não actuação neste caso)
O BE só se pode queixar de si próprio. Ou foi o ministro que mandou o Miguel Portas (habitualmente mais sensato) andar a dizer que tinha simpatia por estas acções?
A provável falsidade insinuada pelo ministro tem pelo menos uma base, fornecida por Miguel Portas quando este apoiou a disparatada acção dos pseudo ecologistas.
Ouvindo o Francisco Louçã na televisão a reagir de Monte Gordo às afirmações do ministro, percebe-se também como o Bloco está perdido. Sem causas, sem argumentos, quase sem eleitorado.
Que interessa o que diz o ministro? O Bloco não apoiou? Ok. Afirme-se que não. Miguel Portas afirmou apoiar, ok, se não se concorda com o que este escreveu, descole-se o Bloco da sua argumentação. Não o fazendo arrisca-se a prolongar o desconforto no eleitorado resistente do e apesar do Bloco.
Porquê a insistência bloquista em reduzir espaço político? Atacar o ministro na lógica da melhor defesa ser o ataque é pueril.
Já agora, onde está a condenação da acção da Eufémia Verde por parte do Bloco?
Então a primeira voz de apoio aos jóvens do Bloco não foi a do Miguel Portas? Meteu água? Pois meteu, mas agora assumam e não sejam cobardes, fazendo marcha atrás!
Afinal o sr. Daniel é adepto do lápis azul! Quem diria? É vê-lo no Eixo do Mal ou no Expresso, tão democrata e tão respeitador das liberdades e das opiniões dos outros!!! É tudo farinha do mesmo saco.
“sem qualquer indício” não será uma afirmação um bocadinho exagerada?
Não sei se o Ministro tem razão, mas um partido que há dois anos ensinava técnicas de desobediência civil, e cujo único eurodeputado proclamou apoiar esta iniciativa criminosa e violenta sem ser imediatamente repreendido ou até expulso, faz-nos pensar sobre a importância que confere à legalidade.
O Daniel Oliveira associa com a mesma facilidade os grupos neo-nazis da frente nacional ao PNR. Nao é que nao tenha razao,essa relaçao existe realmente. Da mesma forma que, pelo que li, este grupo de idiotas ja foi visto na companhia de Louça e em varias reunioes do BE… Podem nao ser oficialmente aliados, mas nao podemos deixar de os relacionar!!!
Nada mesmo! O Gualter nem está ligado ao BE nem nada! Tudo bons rapazes! Deves ter a memoria curta não? 25 de Abril de 2007, não era o MAP que estava lá com elementos do BE e do PCP e queriam ir vandalizar a sede de um partido político! Nada mesmo! Tudo ilusões do colectivo imaginário!
Acho uma piada desgraçada conotarem os HammerSkins com um certo partido politico, mas descartam-se completamente das acções da malta de Esquerda!
A hipocrisia é uma coisa tão linda não é Daniel?
Que eu saiba também estão disposições no Código Penal sobre incitar pessoas a um crime, mais propriamente no art. 297º e 298º do mesmo.
Ao defender que estas atitudes (as tais invasões e destruições pacíficas)não são legítimas contra pequenos agricultores mas já o serão contra as multinacionais, Francisco Louçã está a afirmar que é legítimo exercer a chamada acção directa contra as multinacionais… ou não? O que me diz?
Mas o BE não se pôs a jeito para isso? Foi o ministro quem mandou o Miguel Portas (habitualmente mais comedido) a dizer que apoiava aquela palhaçada?
Não sou eu que associo a FN ao PNR. É o PNR e o seu líder.
Não, Gualter, que eu saiba, não está associado ao BE. Nem sem quem ele é, para dizer a vedade. Mas acho que basta ler o nome do movimento para perceber que dificilmente poderia estar ligado ao BE.
Estes nada têm a ver com o BE, assim como aqueles que se acorrentam às barracas que vão ser demolidas não sendo moradores delas e que esperneiam e gritam para as televisões. Assim como nada têm a ver com aqueles que andaram a vandalizar a baixa do Chiado. Olha-se para eles e como são todos diferentes. O Miguel Portas é que se precipitou e veio logo em socorro deles. E onde estava o S.O.S Racismo? Isto não foi um acto racista sobre um agricultor que optou, legalmente, pela cultura do milho transgénico?
Será que vai ser publicado?
Para quem referiu o artigo relativo às técnicas de desobediência civil, a resposta, para quem não for imbecil ou mal intencionado, está no próprio artigo.
O Correio da Manhã, insuspeito de ser um jornal sério, ainda assim referiu a questão da rejeição absoluta da violência por parte do BE.
Portanto, a sua crítica à desobediência civil e a sua colagem ao movimento anarquista que praticou aqueles actos é na melhor das hipóteses uma desatenção, na hipótese menos má ignorância e na hipótese pior uma recusa de qualquer forma de protesto. Estou certo que deve odiar Gandhi ou os os que lutaram pelos Direitos Civis dos negros americanos.
Ainda sobre a desobediência civil (que nada tem que ver com o que se passou com os anarquistas e a plantação de milho) gostaria de saber o que pensa do artigo 21º da CRP.
“Segundo Pedro Sales, o objectivo do ‘workshop’ é o de “discutir quando é que estas práticas são ou não aceitáveis” e respectivos limites, como a recusa de iniciativas violentas.
O assessor do BE garante que “as formas violentas de desobediência civil não são perfilhadas” pelos Jovens do Bloco.”
È com este PS que o Bloco fez um acordo em Lisboa… Com o mesmo PS que mente descaradamente, que apenas sabe fazer marketing político sem realmente apontar medidas de fundo para o país! Por favor não se venham agora queixar dos amiguinhos com os quais fizeram acordo. O Bloco foi o maior “flop” deste ano!
Para quem referiu o artigo relativo às técnicas de desobediência civil, a resposta, para quem não for imbecil ou mal intencionado, está no próprio artigo.
Eu referia-me à própria ideia de ensinar técnicas de desobediência civil, não quis fazer crer que há uma ligação entre o Bloco e estes vândalos. Se ler o que eu disse - sem ser imbecil nem mal intencionado - verá que o que me fez escrever foi o facto de um partido que achou por bem ensinar técnicas de resistência civil estar também agora, pela voz de um seu alto dirigente - que entretanto emendou a mão - a defender um acto criminoso. Juntando as duas coisas, isso faria qualquer um equacionar a importância que o BE dava à legalidade: foi só isto que eu disse.
O Correio da Manhã, insuspeito de ser um jornal sério, ainda assim referiu a questão da rejeição absoluta da violência por parte do BE.
Respondido acima.
Portanto, a sua crítica à desobediência civil e a sua colagem ao movimento anarquista
Eu não colei o BE ao Verde Eufémia: disse apenas que as duas coisas nos faziam suspeitar sobre a importância que o Bloco confere à legalidade.
que praticou aqueles actos é na melhor das hipóteses uma desatenção, na hipótese menos má ignorância e na hipótese pior uma recusa de qualquer forma de protesto.
Nenhuma das três. A sua acusação é que é, em qualquer das hipóteses, mania da perseguição.
E já agora, as pessoas podem protestar sem recorrerem à desobediência civil, ou não lhe parece?
Estou certo que deve odiar Gandhi ou os os que lutaram pelos Direitos Civis dos negros americanos.
Está certo? Com base em quê? Quem tem certezas pode prová-las - e assim sendo, está daqui por diante intimado a trazer evidências do que disse para esta discussão: outrossim, nada mais é do que um caluniador.
Ainda sobre a desobediência civil (que nada tem que ver com o que se passou com os anarquistas e a plantação de milho) gostaria de saber o que pensa do artigo 21º da CRP.
Eu não sou jurista, mas pelo que li nesse artigo não me parece errado. Acho no entanto que antes de equacionar a desobediência civil é preciso tomar outras iniciativas (manifestação, petição, greve). O Bloco, ensinando à partida aquele que deve ser o último recurso, parece-me que procede erradamente.
Para quem referiu o artigo relativo às técnicas de desobediência civil, a resposta, para quem não for imbecil ou mal intencionado, está no próprio artigo.
Eu referia-me à própria ideia de ensinar técnicas de desobediência civil, não quis fazer crer que há uma ligação entre o Bloco e estes vândalos. Se ler o que eu disse - sem ser imbecil nem mal intencionado - verá que o que me fez escrever foi o facto de um partido que achou por bem ensinar técnicas de resistência civil estar também agora, pela voz de um seu alto dirigente - que entretanto emendou a mão - a defender um acto criminoso. Juntando as duas coisas, isso faria qualquer um equacionar a importância que o BE dava à legalidade: foi só isto que eu disse.
O Correio da Manhã, insuspeito de ser um jornal sério, ainda assim referiu a questão da rejeição absoluta da violência por parte do BE.
Respondido acima.
Portanto, a sua crítica à desobediência civil e a sua colagem ao movimento anarquista
Eu não colei o BE ao Verde Eufémia: disse apenas que as duas coisas nos faziam suspeitar sobre a importância que o Bloco confere à legalidade.
que praticou aqueles actos é na melhor das hipóteses uma desatenção, na hipótese menos má ignorância e na hipótese pior uma recusa de qualquer forma de protesto.
Nenhuma das três. A sua acusação é que é, em qualquer das hipóteses, mania da perseguição.
E já agora, as pessoas podem protestar sem recorrerem à desobediência civil.
Estou certo que deve odiar Gandhi ou os os que lutaram pelos Direitos Civis dos negros americanos.
Está certo? Com base em quê? Quem tem certezas pode prová-las - e assim sendo, está daqui por diante intimado a trazer evidências do que disse para esta discussão: outrossim, nada mais é do que um caluniador.
Isto já para não dizer que comparar as circunstâncias em que viviam Mahatma Gandhi ou Martin Luther King promoveram a desobediência civil com a dos frequentadores dos acampamentos do Bloco chega a ser insultuoso.
Ainda sobre a desobediência civil (que nada tem que ver com o que se passou com os anarquistas e a plantação de milho) gostaria de saber o que pensa do artigo 21º da CRP.
Eu não sou jurista, mas pelo que li nesse artigo não me parece errado. Acho no entanto que antes de equacionar a desobediência civil é preciso tomar outras iniciativas (manifestação, petição, greve). O Bloco, ensinando à partida aquele que deve ser o último recurso, demonstra uma linha de actuação muito pouco legalista: situação agravada pelas declarações de Miguel Portas, ainda não emendadas no dia em que escrevi o comentário.