No mesmo momento em que o Bloco de Esquerda participa com Manuel Alegre, dirigente, deputado e militante do PS, num comício e acha isso normal (eu acho), seria estranho que criticasse um vereador independente, que não é nem dirigente nem militante do Bloco, por reunir com quem entende. Se acha que tal lhe deveria ser comunicado, diz isso ao vereador, não aos jornais.
Acho que o Bloco deve fazer uma avaliação do trabalho de Sá Fernandes. A reestruturação das empresas municipais e o caso da Praça das Flores são alguns casos que devem ser debatidos. Segundo sei, estão a ser debatidos entre o Bloco e o vereador independente e parece que há, num caso problemas de concretização e no outro divergências. É saudável. E que elas sejam públicas também. Sá Fernandes é independente do Bloco, o Bloco, enquanto partido, é livre de ser crítico em relação a medidas tomadas por Sá Fernandes. Aqui o fiz. Mais: o Bloco pode e deve avaliar o cumprimento do acordo celebrado entre o BE e Sá Fernandes e entre Sá Fernandes e António Costa. Se o balanço for negativo pode e deve tirar daí conclusões e com lealdade e clareza tomar decisões políticas.
Mas transformar este debate num jogo de suspeitas públicas sobre a lealdade do vereador não é como se espera que o Bloco resolva divergências. Interessa o conteúdo das políticas na capital. O resto não tem qualquer relevância pública. Nem para os lisboetas nem para os eleitores do Bloco.
Sá Fernandes terá defeitos, alguns resultantes de inexperiência na vida politico-partidária. Mas falta de lealdade pessoal e política não é seguramente um deles. Aqui está uma coisa que devemos aprender com a forma como, por exemplo, o PCP faz os cortes políticos internos ou com aliados: não transforma-los em avaliações de carácter ou de lealdade. Deixa feridas e ressentimentos que nunca saram.
Por Daniel Oliveira 7 Jun 08 em Bloco de Esquerda, Lisboa


Quais são as divergências entre o Bloco e o Sá Fernandes sobre o tema das empresas municipais?
caro daniel:
devia começar por tratar o azedume contra o pcp. volta meia lá vem o vinagre todo ao de cima, normalmente a despropósito. ou é porque não é uma fonte válida (não por ser partidária, mas porque é do pc), ou porque é sempre o mau exemplo.
para quem é de um partido de manta de retalhos, isso cheira a ressabiamento contra os outros. que feio.
As declarações do Sr. Pedro Soares ao DN, entram em flagrante contradição, com a linha de abertura á esquerda , que o Bloco de Esquerda diz defender.
Numa semana, em que dirigentes do Bloco de Esquerda, apelam ao dialogo das varias correntes de esquerda, e para tal até realizam um comicio no Trindade.
O Sr Pedro Soares dirigente do Bloco de Esquerda, pelos vistos , nem com o vereador Sá Fernandes , ( que já foi por duas vezes cabeça de lista pelo BE para a Camara de Lisboa, mesmo que como independente), consegue dialogar.
Para um partido que se diz coerente, não sectario, e aberto ao dialogo, a duvida que persiste, é afinal em que ficamos….
Para partidos sectários , e partidos que dizem uma coisa e fazem outra, já temos de sobra na politica portuguesa.
É público que Sá Fernandes foi ao Rato reunir com a concelhia do PS. É público que Pedro Soares afirmou ter sabido da reunião por Miguel Coelho. É público que Pedro Soares se demitiu do Gabinete Autárquico. Factos.
Mariana confunde azedume com critica politica.
Azedume se quiser são os artigos que semanalmente o Avante publica com ataques soezes ao BE.
Lembro-lhe aquele que comparava a vinda de pessoas, a um evento do BE que tinha por objectivo invocar o Maio de 68 , comparando-o com as manifestações organizadas ao ditador Salazar.
Ou quando Jeronimo de Sousa sugere que os militantes operarios do Bloco fazem o jogo do patronato.
Isso sim é azedume.
Dizer que foi vergonhoso para todos os homens e mulheres de esquerda, ver o Grupo Parlamentar do PCP de pé , fazer um minuto de silêncio á memoria do Conego Melo, é critica politica.
Dizer que o PCP tratou abaixo de cão, o sr Barros Duarte, Presidente da Camara Municipal da Marinha Grande, e militante do partido há decadas, é critica politica.
Não confunda as duas coisas
Sr. Bernardino Aranda eu tambem gostava de perceber , afinal quais são as divergências do Pedro Soares com o Sá Fernandes, que o fizeram abandonar o gabinete de apoio ao Vereador.
Aliás a Praça das Flores, é um mero expediente , segundo a minha opinião, para justificar a incapacidade, de certos dirigentes do Bloco de lidarem com independentes.
O PCP lida à maneira deles, maneira que felizmente o Bloco desde a sua fundação sempre criticou.
Veremos se estamos numa fase de retrocesso das boas praticas, de se resolverem as divergências atravès do dialogo.
E é publico que o DO, está ás aranhas para manter alguma coerência no discurso. Este post é disso evidente.
Claro que se aceita o devaneio do Poeta Alegre, devaneio porque vota de braço dado com Socrates e depois…que remédios senão aceitar a traição de Sá Fernandes.
Só num movimento/partido sem direcção assumida este tipo de comportamentos se pode verificar.
Mas João, sabe quem tem a culpa de tudo isto??? O PC
Um abraço
Pedro Soares, que sopra a noticia para o Expresso e para o DN no mesmo dia), dá a entender que Sá Fernandes foi a uma reunião secreta e conspirativa com o PS.
“Está em transito para o PS”, “passou-se para o Costa”, “quer ser candidato do PS”. É a velha tática estalinista que aprendeu na UDP.
Eu estive na reunião. Na verdade Sá Fernandes foi convidado para explicar aos militantes da concelhia de Lisboa do PS qual a sua política para o ambiente em Lisboa. O que ía fazer em relação ao Plano Verde. Como estavam a correr as pistas cicláveis. Onde está o crime?
Porque é que o Bloco de Lisboa não convida a Ana Sara Brito - vereadora da Habitação e Acção Social - para saber o que é que se está a pensar fazer sobre habitação social em Lisboa?
Talvez nessa ocasião até encontrasse algumas razões para protestar.
As razões que o Bloco está a encontrar para romper com o Acordo de Lisboa e com o Sá Fernandes são ridículas.
A coligação com o PCP sempre teve muitas tensões, mas no Vitória, ao menos, haviam pessoas com um minimo de coerência e honestidade política.
Sendo Pedro Soares da Comissão Política do Bloco, o silêncio de Francisco Louçã é ensurdecedor.
A cada passo vejo aqui o Daniel abespinhando-se por, na sua opinião, alguns comentadores argumentarem os seus posts com o BE.
A cada passo vejo aqui o Daniel argumentar com o PCP por tudo e por nada.
Que tem aquele partido a ver com esta guerra de alecrim e manjerona?
Será Sá Fernandes o “alegre” do BE? Claro que não, perguntar não ofende e não creio em bruxas.
Há realmente aí um problema grave para resover em relação ao PCP, mas isso é problema seu e do seu partido.
O que é certo é que em asneiras destas (Sá Fernandes, Manuel Alegre) o PCP não se mete, essa é também uma das razões porque todos os dias se mostra um partido muito mais maduro e capaz que o bloco.
Discordo profundamente dos princípios ideológicos do Daniel Oliveira! Mas tenho profunda admiração e respeito por pessoas coerentes e que pensam pela própria cabeça!
Este é um grande post, de um homem com C grande!
Essa obsessão pelo PCP a propósito de tudo e de nada já parece neurótica. Que é que o PCP tem a ver com as guerras internas do BE, com a escolha de Sá Fernandes para vereador, e com os acordos com o PS?
Essa posição contra o PCP é para preparar alianças futuras?
Daniel, no essencial concordo contigo (será estranho?).
Por isso e, apesar de tudo que é público que penso, desde o 1º dia, sobre o Acordo de Lisboa, apesar de saber da reunião há três semanas, apesar de ter levado essa ida de Sá Fernandes à Concelhia do PS, a discussão em reuniões internas, nunca escrevi o que quer que fosse sobre isso.
Não se tratando de uma sessão pública mas de uma reunião partidária de uma estrutura dirigente de um Partido com o qual não temos nenhuma coligação, tão só um Acordo pós eleitoral, como não se cansaram de nos dizer, penso que Sá Fernandes fez mal. Mas não creio que seja isso o que interessa para a discussão política, para o balanço do Acordo ou para a perpectivação do futuro.
Duarte, deixe-me só emendar uma coisa, sem entrar em qualquer tipo de discussão sobre o que penso da notícia do Expresso e do DN: não foi preciso o Pedro Soares “soprar” a notícia para os jornalistas terem tido acesso a ela. A reunião esteve anunciada no site da Concelhia do PS durante semanas, realizou-se no passado dia 29 de Maio e há pelo menos um Blog que lhe fez alusão.
Pode-se discordar de o Pedro Soares ter falado sobre o assunto mas é injsuto achar que foi pelo Pedro Soares que se soube da reunião.
Daniel, só mais uma nota: o dia de hoje acabou por me dar razão em duas coisas (desculpa, mas ter razão de vez em quando sabe bem): 1º fiz bem em ter decidido que só traria divegências públicas em relação ao Acordo de Lisboa e às suas consequências depois de as discutir internamente, o que tenho feito.
2º: tinha razão (eu e mais muitos militantes do BE. mas deixa-me cá personalizar a coisa, para simplificar) quando escrevia que este Acordo é uma pedra no nosso sapato. Sobretudo se não quisermos ou soubermos interna e externamente, e tal como dizes, tomar decisões com lealdade e com clareza.
Se não há falta de lealdade pessoal e política de SF. Se SF cumpre o acordo de Lisboa, apenas com o atraso na reorganização das empresas municipais (reconhecido por SF em declarações ao DN de hoje -e tendo em conta o comentário do Aranda, não haverá divergência). Se é reconhecido que SF tem feito um trabalho globalmente muito bom. Se cometeu alguns erros por inexperiência política (quem não os cometeu?. Eu só posso achar isto tudo muito estranho, adensado por uma declaração de Louçã na Antena 1 admitindo um apoio à recandidatura de Helena Roseta (note-se que ouvi isto fora do contexto -não ouvi a entrevista).
Eu não sendo de Lisboa sempre dei o meu apoio a SF. Mais, fiquei muito contente quando o Bloco decidiu apoiar a sua candidatura, depois de SF ter dito que se iria candidatar como independente, mostrando que o BE teve vistas largas e uma grande abertura. Que se manteve na recandidatura. O que se passa agora? Que Bloco se quer? Se um SF não cabe num projecto como o do Bloco quem caberá? Por favor!.. Pela minha parte se o BE retirar o apoio ao SF ou estiver a criar condições que o levem a afastar-se …by by Bloco é a minha resposta. Pela minha parte cessa qualquer tipo de colaboração partidária com o Bloco porque deixa, em minha opinião, de cumprir aquilo que está na sua génese constitutiva e que me trouxe ao Bloco, depois de no fim dos anos 80 ter abandonado a actividade com a UDP. É um regresso aos grupismos e sectarismos. Comigo assim não contam.
Falta $$$ para o ensino público?
http://criticademusica.blogspot.com
O PCP serve como exemplo das más praticas sectarias, que o Bloco desde a sua fundação sempre criticou.
Amigo Duarte deve estar equivocado com essa das praticas estalinistas da UDP, ela teve muito erros, mas uma coisa que sempre aprendi com os camaradas dessa organização foi a LEALDADE.
Aliás julgo que este desacordo , que espero que seja passageiro com o Sá Fernandes, parte acima de tudo de um mal entendido, que infelizmente não conseguiu ser resolvido de uma forma correcta, que é o dialogo frontal, sem a utilização da imprensa para mandar recados, e espero que sirva para o Bloco, conseguir ser ainda mais coerente , na forma leal como lidará no futuro, com todos aqueles e aquelas, que prezando a sua independência vêm no Bloco uma força de esquerda corente , não sectaria, e capaz de esatabelecer pontes entre as varias correntes da esquerda.
Estou certo que esse será o caminho.
caro Daniel, fica-lhe bem essa lealdade a Sá Fernandes. No entanto, se pode ser cedo para avaliar Sá Fernandes quanto a lealdade politica, já quanto à sua lealdade pessoal, basta perguntar em volta. Há muito que os amigos perceberam que Sá Fernandes é leal a si e a mais ninguém, e muitos sabem o que o tempo virá a comprovar, que Sá Fernandes tem desde o inicio um acordo paralelo com o PS para 2009.
Caro Duarte acho de mau gosto a comparação com os ocupantes do Hotel Vitoria, e explico-lhe porquê…
Em Lisboa o PCP e o PS faziam coligações pre- eleitorais, discutiam programas lugares e apresentavam-se em conjunto ao eleitorado, muitas vezes houve fortes divergências sobretudo durante o periodo do João Soares, mas o PCP comia e calava.
Espero que NUNCA se passe isso com o Bloco, há um acordo pós eleitoral em seis pontos, se o PS o cumprir tudo bem, se não cumprir , não há razão nenhuma para dar o aval a politicas com que discordamos, aliás FELIZMENTE o SÀ Fernandes tem cumprido, pois tem votado contra muitas propostas do PS com que está em desacordo, e é assim que deve ser, aprovar aquilo com que concordamos ,e não dar o aval a politicas de que discordamos.
Mas poderia ainda citar-lhe o caso do primeiro mandato do Rui Rio, no Porto, em que o PCP fez uma coligação pós eleitoral com o CDS e o PSD, e o resultado foi ver o PCP a defender , a pretexto da coligação, politicas contra os interesses do povo do Porto, e contra o programa com que se tinha apresentado ao eleitorado.
Espero que o Sá Fernandes nunca alinhe nesse tipo de atitudes.
Isto caro Duarte chama-se COERÊNCIA, e o Sá Fernandes, só tem uma responsabilidade e ela é com todos os lisboetas que votaram nele, e no seu programa.
Fernando espero sinceramente que não tenhas razão, e se vier a haver uma lista unitaria de esquerda para Lisboa, e ela passar pela Helena Roseta, ( aliás seria a repetição do que se passou nas ultimas eleições, o Bloco e o Sá Fernandes tentaram uma lista conjunta com ela),tem forçosamente quanto a mim de passar tambem pelo Sá Fernandes, se assim não fôr , o Bloco em Lisboa divide-se, disso não tenho a menor duvida, mas o Sá Fernandes tem demonstrado que aquilo que o aproximou do BE , é bem mais importante do que aquilo q
António g, conheço bem Sá Fernandes, fui seu director de campanha, e está enganado. Muito enganado.
Por uma vez estou de acordo com a Isabel, este assunto tem de ser discutido rapida e internamente no Bloco.
E tudo o que fôr feito para lançar achas para a fogueira , venham de onde vierem, neste momento , só prejudicará o Bloco .
Aquilo que aproximou o Sá Fernandes do Bloco é muito mais que aquilo que o separa.
O Sá Fernandes tem como independente direito ás suas posições, o Bloco sabia quando o apoiou, e apoiou o acordo, (aliás há um interessante artigo escrito nessa época pelo Pedro Soares de apoio ao acordo), que não era um caminho facil, e que teria muitos escolhos.
Este é só mais um , que será ultrapassado pela unica forma, com que o Bloco sempre resolveu as suas contradições, O DIALOGO, o Bloco é um partido de homens e mulheres livres, que dizem o que pensam, mas acima de tudo são responsaveis.
É um apelo a essa responsabilidade, e a esse espirito de dialogo, que todos aqueles que querem um Bloco cada vez mais forte e combativo , devem fazer neste momento.
Pela minha parte, não vou continuar aqui este debate.
Até porque não gosto que me misturem com Hoteis Vitorias, pois nunca apoiaria um partido, que a pretexto da alianças, estivesse na disposição de apoiar politicas com que discordasse , como se passou durante o tempo de João Soares, e no primeiro mandato de Rui Rio, para mim isso não é coerência e honestidade politica, e sim mero OPORTUNISMO.
corvo:
é pena que abandone precocemente o debate. creio que não leu absolutamente nada do que eu escrevi, e isso deixa-me triste.
acho reprovável esta obsessão em utilizar o pc como bode expiatório para todos os defeitos da política que o daniel faz. não se trata de critica política quando ela é (e urge ser!) feita.
do mesmo modo, é absolutamente natural que o bloco deva ser alvo de críticas, sobretudo quando estas se prendem com actividade directa do(s) partido(s) envolvido(s).
não é o que se passa aqui. o daniel oliveira fala de alhos, diz que os alhos es~tão mal e mete os bugalhos ao barulho por causa nenhuma. só para dizer: os nossos alhos estão podres mas os bugalhos são piores. são feios porcos e maus.
se isto não é obsessão, não sei o que será. faz lembrar os amiguinhos do mario que está preso e tentou matar o daniel: podem estar a falar de futebol, mas têm que arranjar maneira de meter pretos, estrangeiros ou gays ao barulho. enfim, complexos mal resolvidos…
Daniel Oliveira, enganado já fui. Conheci bem Sá Fernandes durante 20 anos.
Apenas entro no debate para dizer que se escolhi o PCP como exemplo é pela proximidade política dos dois partidos e por considerar que o PCP é o partido que pior resolve as suas divergências internas e mais associa a dissidência à traição. O que isso lhe dá em disciplina e capacidade de acção (de que tanto se orgulham) tira-lhe em pluralismo e tolerância.
Seja como for, e se não levarem a mal, o PCP era apenas um exemplo comparativo. O debate é sobre o BE.
Pior cego é aqule que não quer ver que o Sá Fernandes foi ao Rato escutar a linha política e combinar a táctica com a concelhia de Lisboa do PS…
Para mais, o seu nº2, assistente pessoal e dirigente do Bloco que estabelece a ligação entre o BE e o próprio Sá Fernandes sabe do assunto através duma conversa com outro vereador socialista - mas não da boca do Sá Fernandes… O Bloco (como o marido cornudo) foi o último a saber de toda esta promiscuidade.
E na perspectiva de metade dos comentadores, tudo isto é normalíssimo e o PCP é muito mau…
Interessante ver que a ala social-democrata do Bloco já começa ameaçar que faz e acontece se o BE romper com o SF. Então e a democracia interna, e as decisões da maioria, só contam quando são do vosso agrado?
Caro Daniel Oliveira
Quando se contabilizam o$ milhõe$ de ideai$ que levaram à di$$idência dos Pinas Mouras, Zitas, Mários Linos (este ainda lá não chegou totalmente, mas chegará!) etc, etc, etc, percebe-se porque é que o conceito de dissidência pode ser facilmente confundido com traição, oportunismo e pura e simples gula por estatuto e dinheiro.
É injusto para alguns dissidentes que o são apenas por razões ideológicas (quem sabe se) legítimas? Claro que é, só que os exemplos que dei, somados a tantos outros, não ajudam nada à clareza da “avaliação” dos tantas vezes tão súbitos quanto inesperados “dissidentes”… mas isso é mais ou menos óbvio, não é?
Agora se o BE vai começar (precocemente) a ter o mesmo problema, só o futuro o dirá.
Até lá.
“Até quinta-feita não sei se vou conseguir escrever. A caminho do Guggenheim, passando por Salamanca, tentarei, se for possível, dizer qualquer coisa. Entretanto, escapo do circo da Praça das Flores e fico a conhecer uma praça maior.” (Daniel Oliveira)
Os ratos começam a abandonar o barco…
João Soares, que terá muitos defeitos, foi 1º o melhor vereador da cultura que Lisboa teve, foi depois o melhor presidente de Câmara que a cidade teve. E tudo em mandatos onde o PCP esteve e de qe bem se pode orgulhar, digo eu que nunca fui militante de partido nenhum e por isso posso dizer à vontade o que me apetece. João Soares caiu por estupidez própria, com forte apoio do miguel portas, que não me recordo de ter trazido nada de jeito para a cidade. A crítica num destes últimos posts de DO acerca de despesas também continua um processo de que o BE gosta muito. Sugerir que a ruína lisboeta data dos tempos de João Soares, mostra a lucidez continuada de um modo de fazer política, para os holofotes. Soares gastou em obra, bem visível, Santana gastou em quê? Onde está a obra de Santana? Não defendo que a obra justifica qualquer despesa, mas a de Soares justificou-as(mandar abaixo todas as barracas de Lisboa e realojá-las em casas 16 mil fogos construídas para o efeito, em apenas 4 anos, parece-me ser o tipo de obra de que o BE gostaria, ou as preoucpações sociais são só da boca para fora?). Quanto às tão propaladas acusações de conluio com o PSD eu olharia para exemplos do Entroncamento. Nunca vi que o vosso vereador se distanciasse dos laranjas.
Isto só acontece porque o BE se pendurou literalmnte em Sá Fernandes para obter a votação que teve e isso é algo que o BE não pode esquecer.
Dois terços dos votos pertencem a Sá Fernendes e ao seu programa, daí que estranhe esta crispação.
A realidade é esta: em tempos de ofensiva da direita é muito mais fácil (e, por vezes, mais proveitoso) não ser do PCP e ,até, ser contra o PCP.
E “morder” no PCP dá sempre jeito, ajuda a marcar posição, a separar as águas, da direita à “esquerda democrática” ou à “esquerda moderna”.
A memória é curta!
Comadres, comadres…
esta caixa de comentários mais parece uma conversa das amigas da canastra da minha avó.
Cara Arquiduquesa
Como parto do princípio de que a senhora sua avó não foi varina, pese embora a dignidade da profissão, as amigas não o seriam da canastra mas sim da “canasta”.
Respeitosamente.
O Pedro Soares diz no Expresso que o vereador tem toda a liberdade de ir ás reuniões que entender. Até podia ser útil. Mas se tem uma aliança com o Bloco está na cara que devia falar com o Bloco. Se não o fez foi porque… se esqueceu. Ou “não é assim”?
:))
Obrigada Samuel! Queria dizer precisamente canasta!!! Mas, provavelmente porque algumas das ditas amigas da minha avó viveram alguns anos no Brasil, me tenha ficado a palavra «canastra» que acho que é a designação brasileira. De resto, repare, as amigas da canasta da minha avó falam imenso sobre política umas com as outras e pese embora o evidente distanciamento ideológico que as caracteriza é sempre no cumprimento da verdade e no respeito mútuo que expressam as suas opiniões e divergências. Como normalmente acontece nos debates entre comunistas e bloquistas. Abraço.
“Dois terços dos votos pertencem a Sá Fernendes”?
Nas eleições legislativas de 2005 o BE teve 8,71% em Lisboa, nas autárquicas de 2005, 7,91%, e nas intercalares de 2007 6,82%.
Comparando com outros concelhos do distrito de Lisboa, o BE teve, nas autárquicas de 2005, 6,91% na Amadora, 6,10% em Cascais, 4,97% em Loures, 5,97% em Odivelas, 4,83% em Oeiras e 6,53% em Sintra. Alguém sabe o nome dos cabeças de lista do Bloco a estes concelhos?
Penso que estamos conversados sobre os “dois terços” dos votos que são do Sá Fernandes!
Se querem exemplos de sucessos eleitorais autárquicos olhem para o Entroncamento, 11,93% e um vereador, ou para a Moita 8,83% e também um vereador, nos dois casos militantes do Bloco. Nada tenho contra as candidaturas de independentes nem a abertura do Bloco a outros sectores da esquerda, mas vamos lá com calma, um independente não é necessariamente melhor candidato do que um bloquista, nem está determinado que proporcione melhores resultados eleitorais.
O Sá Fernandes já era, importa preparar 2009, com uma candidatura sem ambiguidades em relação ao PS.
Tenho para mim que o Sá Fernandes até prejudicou o Bloco nas últimas eleições de Lisboa. Levámos com o túnel do Marquês todos os dias. É apenas a minha convicção. E acho que até há um candidato natural para as próximas.
E qual é esse candidato natural? Não o guarde só para si, amigo antónio.
Amigo Quinta do Infantado, para quem conhece e tem acompanhado a história dos mandatos do Sá Fernandes, o Pedro Soares tem sido um herói do diálogo e da coerência. Não conheço mais ninguém que tivesse conseguido suportar a incapacidade para o diálogo e as incoerências do dito cujo.
Quanto ao candidato natural, a ver vamos…
Arquiduquesa de Grayskull
9 Jun 2008 às 11:57
Ma’am
Por acaso até podia estar bem dito.
Se elas comentassem a piolheira nacional com um joguinho da mesma.
Temo mesmo que a palavra esteja certa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Canasta
Quem têm telhados de vidro não atira pedras aos outros.
Mas porque carga de água o Daniel fala constantemente do PCP. Que eu saiba o amigo já à alguns anos que não é militante e não tem por certo reuniões secretas com dirigentes deste partido ???? Então dê outro exemplo quando se quizer referir à falta de honestidade e às más práticas politicas para com o seu agora querido partido.
Devemos comparar com aquilo que conhecemos bem e não com aquilo que desconhecemos.
Ainda gostava de saber o que o Daniel pensa sobre o aceitar as ideias da maioria dentro do colectivo. Quer dizer quando as suas ideias não são aceites dentro do seu colectivo ( se é que o tem) pura e simplesmente amua e não fas nada ???
Sai e bate com a porta ???
Vem para a televisão dizer mal ???
Ou outra opcção ???
A escolha gostaria de a ter do Daniel.
P.S.: Gostei de o ver a descer a avenida só que de facto não ia propriamente no meio da avenida, ia de lado no passeio, que eu bem vi, com um passo apresado. Mas pelo menos estava lá, o que já é bom, posso dizer que cumpriu a sua palavra.
eu cago para todos os partidos políticos.
Concordo e discordo das suas opiniões muitas vezes, mas desta vez, não podia estar mais de acordo. Este “post” revela, aliás, a sua independência de espírito. Eu sei que o Daniel Oliveira não precisa dos meus atestados. No entanto, entendi escrever estas linhas porque me é sempre grato encontrar um espírito livre.
Cumprimentos
Camaradas
E se falassemos um bocadinho de trabalhadores, de exploração capitalista, de luta contra a propriedade privada, de revolução para mudar o mundo? Falar em remendos(reformas) para aperfeiçoar o Sistema Cruel é chão que já deu uvas… Desculpem falar-vos destas questões incómodas mas, raios, não sou capaz de domar esta costela “esquerdista”
Manuel Monteiro