O João Miranda descobriu que “Louçã defende sub-sub-prime”. Porquê? Por que o Bloco defende a bonificação do crédito à habitação aos desempregados. Se tivesse parado três segundo antes de escrever, o João Miranda teria percebido que bonificar os juros às pessoas que, depois de terem contraído o empréstimo, se viram sem emprego está para o subprime como o crédito à habitação está para o último filme da Pixar. Não tem nada a ver. Por uma simples razão. Não afecta os critérios de concessão de crédito. Mas se tivesse parado ainda mais uns segundos, o João Miranda teria constatado que o que afirma não faz sentido nenhum. Não só os bancos portugueses não concedem crédito a habitação a desempregados, como é pouco crível que os próprios se queiram endividar por 35, 40 ou 50 anos.

O que esta proposta afecta, para além da vida dos desempregados, é o valor total de crédito malparado – o mesmo que, como diz hoje a capa do Expresso, sobe a 4,6 milhões de euros por dia - evitando futuras situações de incumprimento. Pode concordar-se, ou não, agora chamar-lhe subprime é que é uma distorção gratuita que não tem nada a ver com o que é proposto.


12 respostas ao post “O submiranda”  

  1. 1 1  João

    Há outro pormenor que escapou ao sempre brilhante Miranda. Crédito bonificado significa dar juros bonificados, facilitando o pagamento da prestação. No subprime era o oposto: os juros eram bem mais altos do que nos outros empréstimos e daí o incumprimento que se verificou. Enfim, a compulsividade mirandesa lá vai fazendo o seu caminho.

  2. 2 2  singsing

    Não sei pq comentam este imbecil e grande cretino, do joão miranda defensor da escumalha do capital que, agora andam a comer almoços grátis à pala das mulheres a dias alapadas nos governos…Já sabemos a recompensa-depois vão para as empresas para quem trabalharam enquanto estavam no ‘governo’….

  3. 3 3  fado alexandrino

    Eu se fosse a si tinha mais cuidado quando interpelasse João Miranda.
    Porquê?

    Porque (e já agora aproveito para lhe dizer que aqui deu um erro de português) ele costuma dar tareias monumentais aos donos do Arrastão.

    Rogue a Deus que ele não venha a ler este seu post, o que aliás é o mais provável.

  4. 4 4  João Pedro

    Em relação ao Louçã tenho a dizer que acho que ele próprio não acredita em metade daquilo que diz quando se trata de economia, apenas faz o papel dele de politico. Eu conheço-o de outro papel, o papel de professor de macroeconomia(um dos melhores que tive oportunidade de conhecer), o que me levou a esta conclusão.

  5. 5 5  nuno castro

    João Pedro

    mas isso não retira nada ao facto de o João Miranda ser um ignorantão aldrabão! É difícil perceber o que move aquela cabecinha.

  6. 6 6  fado alexandrino

    mas isso não retira nada ao facto de o João Miranda ser um ignorantão aldrabão

    O senhor já experimentou contestá-lo no Blasfémias?

  7. 7 7  Tonibler

    Sales,

    A proposta do Louçã é uma perfeita patetice seja porque vertente se queira olhar. Qual é a diferença entre aquilo que disse o Miranda e a justificação que deste? Qual é a diferença entre dar crédito a quem se sabe que não vai poder pagar e dar crédito a quem se sabe que não pode pagar? E se é para situações temporárias, porque é que negociação dos bancos com os clientes que já existe é pior que aquela em que o Louçã os quer lançar? Como se não bastasse já a péssima situação em que pessoas ficam, ainda têm que levar com propostas destas a enterrar-lhes mais a vida.

  8. 8 8  Pedro Sales

    Tonibler,

    Há bastante diferença entre o que eu digo e o que diz o Miranda. A bonificação que o Louçã defendeu é para quem, tendo contraído um empréstimo, se viu depois (um ano, dois, sete, sei lá) no desemprego. Não afecta a negociação com os bancos porque esta já existiu. É temporário por que se espera que o desemprego não seja permanente.

    Onde é que esta proposta enterra a vida de alguém? Tenta evitar é que, por ter ficado sem emprego, perca o direito à casa que ia pagando ao banco e o empréstimo que contraiu quando ainda estava empregado (a banca, já o disse e foi aqui repetido por um comentador, não empresta aos desempregados: algo que te parece ter escapado e ao João Miranda).

  9. 9 9  Pedro Sales

    Tonibler,

    Quanto ao resto, nem discuto o mérito da proposta. Apenas que não tem nada a ver com o subprime.

  10. 10 10  Tonibler

    Sales,

    Um desempregado com crédito na mão é um problema, em primeiro lugar, para o banco. A negociação que me refiro é aquela que é feita pelos bancos na altura do incumprimento em todas as soluções são postas em cima da mesa para que a situação se resolva entre as partes. Bonificação de juros é uma delas, carência de capital, de juros, de prazo, de… Meter o bedelho nisso é agravar uma situação que já é problemática para a pessoa só para ter proveitos políticos. Tirar proveito do desemprego dos outros e agravar-lhes a situação parece-me deplorável em todas as perspectivas.

    Realmente não tem a ver com o subprime, o que torna a proposta ainda pior…

  11. 11 11  Pedro Sales

    Tonibler,

    Como tinha dito, o post não é para comentar os méritos da proposta. Apenas que não tem nada a ver com o subprime, como o João Miranda parece acreditar ou fazer-nos acreditar.

  12. 12 12  Spartakus

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