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Sem respostas to “Moção de censura pelo não cumprimento de mais um compromisso eleitoral”  

  1. 1 1  Fado Alexandrino

    Assisti ao show na íntegra.
    Podem perguntar porquê.
    Explico. Perguntei ao meu confessor o que podia fazer para limpar alguns pecados e ele garantiu-me três indulgências plenárias.
    Era tentador e aceitei.
    Foi um espectáculo vergonhoso.
    Custa a crer que uma centena e tal de deputados pagos a peso de ouro se reúnam uma tarde inteira para produzirem inúmeros discursos brilhantes de que amanhã ninguém se vai lembrar e que não tenham, e têm, coisas muito mais importantes onde gastar o nosso dinheiro.
    À partida já se sabia o resultado.
    A chegada ainda foi melhor, porque a elevada tecnologia da votação fez uma barafunda tal que os votos de uns foram parar a outros e vice-versa.
    Custam dizer que sou só do bota abaixo e nunca acho nada bom.
    Talvez, mas nesta tarde longa, gostei oh! se gostei da intervenção de Ana Drago.
    Esteve, como sempre, magnifica.

  2. 2 2  A luta continua!

    Essa tropa “democrática” que chama ditador a Hugo Chavez, o tal que referendou a Constituição, e acatou os resultados do veredicto, é exactamente a mesma que se recusa a referendar o Tratado Europeu.

    “Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço”

    Quanto à falta de vergonha do nosso Primeiro: Sem comentários!

  3. 3 3  á de moura pina

    Não percebo como pode o Bloco de Esquerda ter gasto uma moção de censura a propósito do não cumprimento desta promessa eleitoral.
    Neste Governo passam-se coisas gravíssimas que merecem moções de censura e que, sem dúvida, encontrariam outro eco e mesmo outros apoios na sociedade.
    Quem, de uma vez por todas, esclarece e censura o Governo por tudo o que se passa na saúde?
    E como pode passar impune a política do Governo no que diz respeito ao emprego?
    Como é possível que o Governo consiga passar a mensagem de que, desde Março de 2005, a nossa economia já gerou 106 000 empregos?
    Esta é a maior mentira que o Governo tem constantemente repetido desde Novembro. Ainda hoje, durante a moção de censura, o voltou a repetir.
    O relatório de Inverno do BDP tem um anexo sobre a evolução do emprego em Portugal nos últimos anos, onde se prova que entre Março de 2005 e Março de 2007 se evaporaram 19 000 empregos.
    No meu blog, por mais de uma vez procurei demonstrar que a afirmação de Sócrates é uma mentira maior do que o Evereste e que a actuação deste Governo, em matéria de emprego, é a pior desde o ano 2000.
    Voltando ao princípio, não percebo esta moção de censura. O Tratado de Lisboa, com ou sem referendo, seria sempre aprovado. Esta censura acaba por não ter qualquer impacto na opinião pública. Atrevo-me a acabar de uma forma que talvez alguns considerem um pouco grosseira, ou ordinária. Esta moção de censura não passou de um acto de masturbação.

  4. 4 4  k7pirata

    A culpa foi da virgula.
    Começa a cheirar a mofo, ou será bafio?
    Aldrabões!!

  5. 5 5  Toino

    Desavergonhado eu, de facto vivemos num país onde reina a hipocrisia, apresentar uma moção de censura com um governo de maioria, devem estar a brincar com o povão, prontos agora o DO já pode dormir descansado, a sua consciência e do BE estão tranquilas, segundo sondagens JS e o seu governo não terão maioria absoluta (tadinhos) a ver vamos se o BE irá para o governo de coligação com o PS como fez na CML, DO, cá estarei para ver pra crer.

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    Toino, como o PCP não foi para o PSD para governo depois de se coligar a ele em Sintra e no Porto, acho que isso não é uma regra. E já agora, o PCP também já apresentou moções de censura a governos com maioria. Mas suponho que aí foi completamente diferente. Toino, um pouco de coerência, por favor.

  7. 7 7  Arquiduquesa de Grayskull

    Lamento ter de o dizer: esta moção de censura é a coisa mais irrelevante que já vi propôr desde o plano tecnológico.

  8. 8 8  Lino José

    O erro não foi ter falhado a promessa, em campanha eleitoral que se iria fazer um referendo. O erro foi ter-se feito essa promessa.

    A ser feito um referendo, a abstenção seria para aí 60% ou 70 %, se não fosse mais.

    E depois, alguém me sabe dizer que pergunta seria feita no referendo ?

    Este tratado é um documento eminentemente técnico sobre a governabilidade da UE a 27. Seria impossível ao cidadão comum, mesmo que o lesse e comprendesse, afirmar que estaria de acordo ou desacordo com ele na globalidade.

    Um documento nesta natureza, repito, eminentemente técnico, discutido alínea a alínea pelas delegações de peritos dos vários países, não pode ser de modo nenhum referendado pelo cidadão comum.

    E não se trata de afirmar que a Europa está a ser construída e desenhada por uma elite de peritos, que até certo ponto é verdade, nas questões técnicas, e até compreensível, porque a haver referendo, seriam os peritos que iriam entrar no debate, iriam explicar alínea por alínea, e voltariamos ao mesmo : o cidadão comum poderia concordar com uns aspectos, discordar com outros, mas seria incapaz de pronunciar-se sobre o documento na globalidade.

    A democracia representativa e os governos são para isto mesmo : para que o povo neles possa delegar a resolução de problemas deste tipo.

    Quando muito poderia fazer-se um referendo do tipo : “Concorda que Portugal se mantenha na UE com estas novas regras ?”. Mas aí a resposta seria a que todos sabemos.

    Quanto à moção de censura do BE ela ridicula : uma moção de censura serve para derrubar um governo e só nas mentes estreitas e demagogas dos esquerdistas fundamentalistas é que esta hipótese faz algum sentido, porque o tachozinho deles está sempre assegurado, mesmo que essa hipótese fosse dramática para o conjunto da população.

    Portugal precisa como de pão para a boca de estabilidade politica e de governos duradouros e não do circo eleitorais e da sucessão de crises politicas que têm sido a história dos ultimos 34 anos e que nos arrastaram para esta situação.

  9. 9 9  MB

    Enquanto não houver responsabilização directa dos eleitos perante os eleitores vai ser difícil que uma moção de censura assuste um governo de maioria absoluta.

    De qualquer maneira que se lixe, ele que continue, ganhe e apanhe com a proxima recessão (a ver se gosta)

    tristes tristezas

    p.s. o BE vai continuar a ser a palhaçadita habitual porque não pode ser um partido libertário (que seria de direita) nem comuna a sério (já lá andam vários a perder votos à muito tempo). Por acaso tenho curiosidade quando o socrates tirar de vez os dentes ao BE dando casamentos gays e adopção… fica o partido do charro?

  10. 10 10  Nicolae

    O Toino, deixa-os sossegados. Acho bem que se tente censurar um governo que nos governa debaixo desta cruel e bárbara tirania. Já agora e em relação à interrupção voluntária da gravidez, os deputados na altura tinham ou não “responsabilidade para resolver o problema” ?

  11. 11 11  Toino

    Nikolae, a AR tem sempre a primeira e última palavra no que diz respeito a referendos o que acontece é que é sempre de louvar que o povo tenha sempre a primeira palavra e a última, o tipo de linguagem que o governo usou para não referendar a Constituição que agora virou tratado é de bradar aos ceus, tadinhos os politicos até nem dormem para nos resolver os nossos problemas sentimentais.

  12. 12 12  ose Henriques

    Pelo que por aí tenho lido em alguns comentários garganeiros, tenho que questionar: censurar um governo que não cumpre o que promete, porque tem a maioria na Assembleia, não é legítimo? Censurar quem mente, repetidamente, é irrelevante? Marquesa, os membros da sua corte são uns cavalheiros esquisitos! E não importa mentir, não, isso é irrelevante. O erro é prometer! Acho que já percebo a lógica: roubar não faz mal, o errado é não ter, ser ditador nada tem de mau, o que é mau é a Democracia, tá bem ó Lino, vou fingir que não me rio!

  13. 13 13  Arquiduquesa de Grayskull

    “Marquesa, os membros da sua corte são uns cavalheiros esquisitos”…

    Ó Zé Henriques, explique lá, se puder claro, quem são “os membros da minha corte”?!…

    Censurar um governo que não cumpre o que promete através de uma moção de censura que já se sabia que ia ser chumbada pelo PS (pormenor: partido do governo que tem maioria absoluta) é perfeitamente legítimo. Não é é relevante. Censurar quem mente repetidamente é relevantíssimo. Deixa de o ser é através de uma moção de censura que já se sabia à partida que ia ser chumbada pelo PS. A moção de censura é um instrumento irrelevante quando o partido de governo tem maioria absoluta. Eu, por princípio, não gosto de maiorias absolutas. E acho que as maiorias relativas obrigam à negociação com as diferentes forças políticas (se bem que há quem diga que as maiorias relativas tornam impraticável a governação; mas enfim). De resto, sou, sempre fui, pela realização de um referendo ao Tratado.

    Mas ‘tou curiosa: em que corte é você me inclui?

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