Como já aqui dei nota, tem havido uma discussão no blogue da Atlântico. Tenho guerras habituais com pessoas de direita da Atlântico, do 31 da Armada e do Blasfémias. Do João Miranda ao Paulo Pinto Mascarenhas, passando por tantos outros. Por vezes mais azedo, evitando resvalar para o insulto. Não por acaso, acabei por conhecer e gostar de conhecer alguns deles. Não serei virgem em frases menos felizes. São coisa que podem sempre acontecer quando os ânimos aquecem. Mas tenho os meus limites e faço por não ter debates, no meu blogue, com um rapaz que dá pelo nome de André Azevedo Alves, apesar de ser o recordista absoluto de toda a blogosfera em links para o Arrastão. Consta agora que ele é muito “educado”.
Em sua defesa e em resposta a Tiago Mendes, um dos seus companheiros no Insurgente, onde todos estes insultos são escritos, André Abrantes Amaral (que pela semelhança no nome eu confundo sempre com ele), escreveu: «As pessoas não são obrigadas a concordar umas com as outras, mas devem respeitar-se. O debate de ideias é salutar, a ofensa não. A ofensa pessoal é o caminho mais fácil para combater as ideias dos outros. Fácil, mas incorrecto. E não pode prevalecer.»
Confesso que fiquei comovido. Deixo aqui, por graça, apenas algumas pérolas do blogger em causa, que também é “brilhante” (não sei se repararam que nos blogues de direita toda a gente é “brilhante” e escreve textos “imperdíveis” desde a adolescência). Em todas estas civilizadas frases o educado André Azevedo Alves linka para mim, mas não faltam citações do mesmo calibre dedicadas a outros bloggers. Não me conhece de parte alguma e em nenhum dos casos está a reagir a qualquer coisa que tenha escrito (lamentavelmente eu não lhe encontro grande brilhantismo) sobre ele.
«O mais valioso ensinamento a retirar dos gelatinosos posts de Daniel Oliveira…»
«Mesmo sendo amplamente conhecido o pouco apego de Daniel Oliveira à verdade e o seu apreço pela mais rasteira intrujice…»
«Nem a referir-se às estatísticas do Sim no Referendo Daniel Oliveira consegue deixar de abusar da intrujice.»
«Não há dúvida que o jogo sujo e os métodos manipulativos estão-lhe no sangue. Quando não há argumentos, sobram a intrujice e a demagogia.»
«O cavalheiro não é leal e a sua manifesta personalidade de verme impede qualquer discurso civilizado.», citando João Pereira Coutinho.
«Mas pior do que a confusão nas questões de posicionamento político é mesmo a falta de carácter. Para isso dificilmente haverá solução.»
«Talvez o que o Expresso paga por artigos desta qualidade possibilite ao Daniel Oliveira …»
E, depois de dois anos de dezenas de pérolas como estas (perdi a paciência a meio da busca), lá vem a lição de educação que agora se repete com Tiago Mendes: «Mesmo descontando o facto de o autor não primar pela boa educação e de o insulto ser uma prática recorrente por parte de dirigentes bloquistas…»
Nada tenho contra um debate mais musculado. E se não tenho por hábito responder aqui a Azevedo Alves é porque não me apetece descer ao seu nível que, parece, em determinados meios é considerado o habitual numa pessoa “educada”. Também lhe dou o desconto pela sua tenra idade e espero que a maturidade lhe venha a acalmar as hormonas e a torna-lo mais económico e imaginativo na arte de adjectivar. Fica é pouca paciência para rapazes que andam à canelada e depois se atiram para o chão num pranto. Até podia achar graça a jovens atrevidos e de sangue quente. Sonsos é que irritam.
Publicado por Daniel Oliveira 3 de Dezembro de 2007 em Blogosfera, CromosSem respostas to “A virgem”
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«As pessoas não são obrigadas a concordar umas com as outras, mas devem respeitar-se. O debate de ideias é salutar, a ofensa não. A ofensa pessoal é o caminho mais fácil para combater as ideias dos outros. Fácil, mas incorrecto. E não pode prevalecer.»
DO, só uma nota, esta frase é de André Amaral, e não do André Azevedo Alves.
Tem toda a razão (eu confundo os nomes por razões óbvias) e está corrigido. Mas os insultos são mesmo todos deles e sempre gostava de saber porque o consideram todos muito educado.
podes crer. sonsos é a palavra certinha
Amadores….O meu preferido é mesmo este
http://dragoscopio.blogspot.com/2007/06/os-anjos-do-sexo.html#links
Mal educado, intolerante…toda a gente que por vontade dele tínhamos uma monarquia absoluta com religião de Estado.
E embrulha!
Diria mesmo que este post se arrisca a ser o melhor embrulho da época e eu até me comovo com o Natal.
Insultos?
Ó Daniel, na minha terra, esse tipo de “gentinha”, é mimado com um sonoro: “Vá à grande puta que o pariu!”, entre outros impropérios.
Mas, helas, eu vivo na terra onde “foda-se” é virgula, por isso…
Ou se assume o ódio visceral de estimação, ou então são putos mimados. E aos putos mimados, dão-se-lhes duas lapadas para ver se acalmam…
po-rrada!… po-rrada!… po-rrada!…
Vantagens de se usar um cilício, pode-se ser o maior canalha que nunca faltarão os plamadinhas-nas-costas a elogiar a suprema boa educação…
A educação é um conjunto de virtudes intelectuais e de virtudes morais. A prudência e a inteligência
são, por exemplo, virtudes intelectuais; a temperança e a coragem, exemplos de virtudes morais.
Se eu digo de alguém que é estúpido, parvo ou idiota, só estarei a ser mal educado se estes
predicados não convierem ao sujeito em causa, isto é, se ele não for estúpido, parvo ou idiota.
Chamar estúpido a uma pessoa significa que se está a acusar essa pessoa de ser incapaz
de aprender. Para se ter essa capacidade é preciso utilizar a lógica, que foi banida do ensino
em portugal à mais de 200 anos ( e daí a degradação espiritual e material dos portugueses).
Com a lógica aprende-se o que são conceitos; os conceitos articulam-se e forma-se o pensamento.
O senhor, eu e toda a gente, deveria-mo-nos perguntar, para dar bem a medida do que valemos, o seguinte:
que virtudes temos? temos melhorado ou piorado? esforçamo-nos por melhorar? que sabemos do que falamos?
discutimos medicina com o médico? sabemos de política? que é a política? que é o direito?
que é o estado? que é a nação? que é a pátria? que é a liberdade? que é o livre-arbitrio?
porque têm os ingleses a palavra freedom e a palavra liberty? qual a relação entre liberdade, justiça
e verdade? Que é a justiça? o justo é verdadeiro? Qual a relação entre verdade e justiça?
que é a lei? que é a vontade? que é a razão? diferença entre racional e razão? Há principios?
que é um principio? que é a ciência? qual a diferença entre opinião e ciência? a economia é
uma ciência? e a política? que são as categorias?
Hihihi… valeu a pena vir cá visitar o Arrastão, hoje…
Boa, Daniel. Gostei, muito.
Tocou num ponto interessante: os bloggers que se assumem como anti-politicamente correcto, os tais “liberais”, “conservadores” e até “liberais-conservadores”, usam esse tipo de linguagem.
É uma linguagem semi-insultuosa, utilizando ataques pessoais entreliniares, mas que toda a gente percebe. Um certo humor, uma certa ironia, um certo “picar”… é essa a fórmula. Mas tudo sem perder o low-porfile anglo-saxónico, e tanto gostavam eles de ser anglo-saxónicos…
Embora não ofendam, desconversam e destroem o debate. São politicamente incorrectos, que é a coisa mais politicamente correcta do mundo.
“Fica é pouca paciência para rapazes que andam à canelada e depois se atiram para o chão num pranto. Até podia achar graça a jovens atrevidos e de sangue quente. Sonsos é que irritam.”
Nada melhor que João Pereira Coutinho. Sabe que ele escreveu que queria ter um duelo consigo junto à torre de Belém?
O Tiago tirou-lhe bem as medidas. Aqui d’El Rei que é feito da boa educação e do respeitinho?!, titilaram as santinhas todas da Opus Dei.
Mas o Tiago Mendes (incrível como este rapaz, com um nome tão curto, pode escrever naquele blogue!) tirou-lhe mesmo bem as medidas.
Afinal de contas, reconhecem-se e percebem-se melhor entre eles, escalpelizam as diferenças que os separam de forma mais lúcida do que eventualmente quem está de fora, se bem que neste caso percebe-se à légua que há diferenças entre uma direita personificada num Tiago Mendes e outra num AAA, e são tão claras que custa mesmo é entender e aceitar o facto de o Tiago ter andado tanto tempo a branquear o pensamento de AAA - com o seu silêncio.
Ainda assim, antes tarde que nunca.
Naquele blogue há muita falta de caracter! Até de quem recentemente você passou a gostar!Mas olhe que o sr.Mascarelhas é capaz de tudo o que você se queixa e de muito mais!
Já o levei a tribunal,sei do que falo!
Luís Barata,
Estou estarrecida com a sua lógica. Ainda bem que a sua sua escolaridade já foi há mais de 200 anos!
Talvez seja por isso que já se esqueceu de algumas regras elementares de gramática.
Sra. Helena Romão,
O esquecimento de algumas regras de grmática obliteram o que escrevi?
Bem, eu fui apelidado de relativista ( suponho que de esquerda) por esse senhor. Uma novidade.