Lembram-se das queixas de Pacheco Pereira porque ninguém o linkava só para o tramar? Pois bem, o Paulo Querido fez as contas. Nos últimos seis meses JPP linkou outros blogues trinta miseráveis vezes. Nunca o fez tão pouco na história do seu Abrupto e não deve haver blogger de grande leitura com uma relação tão autista com o meio. Ficam os outros bloggers ressentidos? Parece que não: o Abrupto teve 4,538 links nos últimos seis meses. Nunca foi tanto. Perante estes números e este texto do Paulo Querido percebe-se como é infantil a birra de Calimero e o delírio das suas teorias da conspiração.
Por Daniel Oliveira 9 Dez 07 em Blogosfera, Pacheco Pereira


A mim parece-me é que o seu sócio Paulo Querido tem um problema mal resolvido (e já antigo) com o Pacheco Pereira: inveja pura.
A mim parece-me é que o “Manuel Baptista” tem um problema mal resolvido (e já antigo) com a argumentação: desviar o assunto para o ataque ad hominem. Porque não usa um e-mail a sério?
Manuel… Não. O JPP é mesmo a figura portuguesa que soma mais episódios deprimentes na blogoesfera.
Antes que a asneira se propague muito mais: os [agora] “4,544 blog reactions to ABRUPTO” que se identificam no Technorati não se referem aos últimos seis meses, como toda a gente devia saber. Há aqui uma confusão grosseira com a Tecnhorati Authority, que tem esse âmbito cronológico mas também não corresponde a essa medida, exactamente.
Relembro o que disse JPP: “A prática deliberada de muitos blogues de fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto assim como de citar sem “ligar”, tem as suas consequências: o Abrupto é muito mais citado do que “ligado”, como se verifica quando se faz uma procura pelo nome do blogue ou do seu autor.”
O que JPP está a dizer é que devia ter melhor TA ou TR se às citações correspondessem sempre links. As contas de Paulo Querido fez, que são um exercício interessante (e não apenas de dedicação) não respondem a esta questão, obviamente. Ficamos na mesma.
O JPP cria muita inveja não há dúvida. Até a sua “infantilidade” é motivo de inveja.
Escrevi no meu mal frequentado blogue e hoje repito aqui: tenho imensa admiração por Pacheco Pereira: é com mágoa que o imagino em casa a “olhar” os contadores! Mas… um post infeliz, não menospreza um grande blogue! E… para quem se deu ao trabalho de estudar a “blogosfera lusitana” sabe bem a importancia fundamental do Abrupto!
Caro João Paulo Torres, o Abrupto tem hoje mais citações do que alguma vez teve.
Veja aqui números de 2005.
http://www.tnl.net/blog/2005/06/01/secrets-of-the-a-list-bloggers-technorati-links/
O João Paulo Torres fala em asneira dizendo que os números que recolhi do Technorati “não se referem aos últimos seis meses, como toda a gente devia saber” mas sim à “Tecnhorati Authority, que tem esse âmbito cronológico” embora não corresponda “a essa medida, exactamente”.
Para esclarecimento, não podia ser pior.
Pacheco Pereira está a ficar velho (se calhar também senil). Acontece a todos. O Daniel Oliveira que não pense que está livre desta fatalidade.
Vamos por partes, na esperança de tornar menos árduo, desta vez, o esforço da leitura:
Parte a) Dizer que as 45xx ligações para o blog Abrupto se referem aos últimos seis meses é uma asneira, que a reincidência engrossa. As “reactions” indicadas pelo Technorati são uma medida cumulativa. Tem mais ligações do que em 2005? Numa palavra simples que creio toda a gente percebe: duh! Pois, se a medida é cumulativa o contrário é que seria de estranhar. Dizer do blog Abrupto que “nunca teve tantos” tem o mesmo valor analítico de dizer “o Daniel Oliveira nunca teve tanta idade como agora”. É informação verdadeira mas completamente inútil.
Parte b) A Technorati Authority mede o número de referenciadores (não de referências) dos últimos seis meses. Vê-se bem de onde nasce a confusão e daí se passa para a asneira, fruto de uma maneira quê? descuidada e pouco treinada de ler, vou ter de imaginar pelas amostras que continuamente transparecem, de que a resposta ao meu comentário anterior é mais um exemplo.
Parte c) O louvável e dedicado esforço de recolha de dados de Paulo Querido é completamente inócuo para atender às questãos que o post original de José Pacheco Pereira poderia suscitar. Há ou não um conjunto significativo de citações sem ligações? Continuamos sem saber.
esta coisa com o Pacheco Pereira começa a parecer uma obsessão, de facto. Who cares?
a) a sua afirmação não corresponde à verdade. As reacções não são cumulativas. Mais: as 4.5xx que o Technorati indica correspondem a um período de tempo inferior aos seis meses (cerca de metade, pelos meus cálculos). Indiquei na mesma o período de seis meses por conservadorismo.
b) Não há nenhuma confusão excepto a que tenta lançar. Eu não me referi em lado algum à Technorati Authority, que o João Paulo Torres introduziu na conversa, adicionando ruído (intencionalmentr ou não). Vê-se, pelo exemplo de a), quem é o descuidado.
c) “A prática deliberada de muitos blogues de fazerem ligações a tudo menos ao Abrupto” é uma questão? Nesse caso está respondida. Os dados existentes indicam o contrário: há uma prática deliberada do Abrupto em não fazer ligações aos blogues. Nenhum dado que eu conheça ou tenha sido apresentado depois confirma ou indica a existência de uma “prática deliberada” de não hiperligar o Abrupto.
“Continuamos sem saber” é um plural majestático. Eu sei. Depois das aturadas investigações e consultas (e obrigado pelo seu elogio ao meu trabalho) estou bastante seguro para afirmar que não há. E que há o contrário, como fica amplamente demonstrado: nenhum blogue ou site português beneficia, como o Abrupto, do fenómeno do link por deferência. Revela a sua notoriedade, sem dúvida, e eu sou o primeiro a dizê-lo e a repeti-lo — e por isso mesmo sublinha o carácter de queixa (birra, escreveu o Daniel Oliveira) da frase de JPP que João Paulo Torres cita aqui.
Não querendo dar-lhe uma lição sobre o uso do hipertexto, a hiperligação de uma página de autor cada vez que se escreve o nome do autor (isto é: em contextos onde não se está a citar o autor nem a referir algo de relevante relacionado com a sua página) — ou de um assunto, já agora — é excessiva, introduzindo ruído desnecessário na leitura, seja ela visual, seja mecânica. Admitindo que alguma abencerragem por aí tenha citado Pacheco Pereira sem linkar o Abrupto, não vi um número significativo de casos e sobretudo não vi nenhum blogger com autoridade fazê-lo.
Já o contrário…
Paulo Querido, um pequeno tutorial para ver se avançamos alguma coisa, hoje, nos nossos conhecimentos:
1) Aceda a http://technorati.com/blogs/abrupto.blogspot.com?reactions
2) Em Blog reactions settings, seleccione “authority” e clique no botão Search
3) Veja o primeiro link e identifique o número de dias
4) Se correu tudo bem, há-de ter chegado ao número de “321 days”
5) Divida 321 por 30.
6) Entendeu alguma coisa?
7) Discuta o resultado com os seus colegas. Eu por mim já lhe dei a seriedade toda que tinha para lhe dar.
Não sei se este Paulo Q. é uma boa aquisição para aqui. Enfim…
Que saudades do antigamente.
1) Aceda a http://technorati.com/blogs/abrupto.blogspot.com?reactions
Depois de analisar os resultados, pense em debater o resto deste assunto. Certamente que terá mais para dizer do que discutir o período de contabilidade do Technorati, uma discussão onde os factos que apresentou desmentiram a sua própria argumentação.
2) Nos settings seleccione “authority” e clique no botão Search
3) percorra demoradamente a lista. Tome nota das datas numa folha de cálculo ou num papel
4) a menos que vejamos dois Technoratis diferentes, o que me custa a aceitar, comprovará que está errado: a contagem não é cumulativa como a idade de um pessoa — a menos que comecemos contar os anos do Daniel Oliveira só a partir dos 25 (talvez ele não se importasse!)
5) Em seguida volte ao passo 1)
6) Nos settings, seleccione freshness e clique no botão search
7) percorra demoradamente a lista. Tome nota das datas numa folha de cálculo ou num papel
Sobre seriedade estamos efectivamente conversados. Obrigado por me ter dado a que deu. Quem dá o que tem a mais não é obrigado.
O “smiley” no meu comentário anterior não é um smiley: é o algarismo 8, seguido de um parentesis. O ponto 8, as in 8-espaço-)
Agora perdi-me. As 45xx ligações ao blog Abrupto são dos últimos seis meses apenas? Ou, pelas suas contas, talvez não mais de 3 meses? Ainda não deixou de ser asneira espalhar isto?
Errata necessária: “Ainda não passou a ser asneira” etc.
Não deixa de ser divertido ver o Paulo Querido a esbracejar na lama que ele próprio criou.
Maria Elisa: claro que o Paulo Querido é uma boa aquisição para aqui, são farinha do mesmo saco.
Tanta discussão para nada.
Aquilo dá dinheiro ao homem? Se sim, faz ele muito bem em mandar postas de pescada.
Se não, deixem-no estar no cantinho dele, “sugadito”…
É muito interessante comparar o que o Paulo Querido escreveu no seu blogue sobre este assunto com o que escreveu no Expresso. Em bom rigor, os textos anulam-se.
Se escrevesse só o texto do Expresso poderíamos pensar que é incongruente do ponto de vista lógico, confuso, mau analista e tecnicamente falho de rigor, mas ficaríamos por aí.
Mas o texto do blogue, é uma pura e simples explosão de inveja, desonestidade e má fé. E esse é o motor de tudo o que escreve sobre este tema.
Claro que, sendo (ironicamente diga-se de passagem) o Paulo Querido o responsável pela “cibercidadania” do Expresso, nunca poderia colocar ali o que escreveu no blogue. E há que manter alguma aparências no Expresso. Ainda que de forma esfarrapada, porque foi mais forte do que ele e fugiu-lhe “o pé para a chinela” (se é que alguma vez saiu de lá).
Acresce que não me parece que nada do que o diz nos seus textos rebate em ponto nenhum nada do que JPP disse no seu post que tanta perturbação causou a Paulo Querido e aos membros da rede Tubarão Esquilo, curiosamente os únicos reagiram ao post de JPP.
Parece-me que o problema do Paulo Querido é confundir a utilização da rede como modo de ganhar a vida, com influência e notoriedade pública, duas coisas que não tem, por muito que se esforce.
É perfeitamente legítimo ter uma rede de blogues, ou sites, ou que lhe quiser chamar, que ganhem dinheiro com a publicidade que fazem. Como a publicidade só rende se houver muitas visitas, não vejo mal em recorrer aos mecanismos que a rede coloca ao seu dispôr para captar visitas. Criar uns quantos sites, linkarem-se uns aos outros e tentar crescer. O Paulo Querido tem que ir por aí porque, como a quase totalidade dos bloggers da sua rede, não tem notoriedade nem qualquer qualidade especial que levem as pessoas a lê-los. Isso não tem mal nenhum. É uma forma de ganhar a vida, absolutamente legítima.
Não se devia por isso sentir tocado pela nota de JPP, que aliás, em bom rigor, não joga no mesmo campeonato que o Paulo Querido, não lhe fazendo qualquer concorrência.
Se eu quiser saber algumas notícias ou o que foi publicado no Diário da República hoje, posso ir a um dos vários blogues da sua rede que o divulgam e talvez consiga saber e os responsáveis pelos sites, webzines, blogues etc ganham algum dinheiro com isso.
Se eu quiser uma opinião reflectiva, fundamentada e sólida sobre qualquer tema da actualidade, ver como amanheceu em Almada, Setúbal, Tóquio ou no jardim de S. Amaro, ou se quiser boa literatura, leio o Abrupto. Simples.
Leonor
É curioso como usa tantos adjectivos e acusações sem rebater uma única coisa escrita pelo Paulo Querido. É uma forma de debater extraordinária.
«Acresce que não me parece que nada do que o diz nos seus textos rebate em ponto nenhum nada do que JPP disse no seu post que tanta perturbação causou a Paulo Querido e aos membros da rede Tubarão Esquilo, curiosamente os únicos reagiram ao post de JPP.»
Bem: a questão dos links, que para dizer a verdade era evidente a olho nu, acho que fica clara.
Quanto a mim, quando reagi não estava na rede TubarãoEsquilo e não consigo imaginar qual seja a relação entre as duas coisas. Mas deve ser a falta de notoriedade. De qualquer das formas, que fique claro: eu disse porque queria ter publicidade. O dinheiro que dá, devo dizer, pouca ou nenhuma diferença faz ao meu orçamento pessoal.
De resto, o texto do Abrupto não tinha pés nem cabeça e haver quem defenda aquilo é que me deixa boqueaberto. Sendo certo que não o fariam se outra qualquer pessoa o tivesse escrito. A reacção foi a isso.
De resto, eu também gosto de ver o amanhecer em Almada como entremeada a recados partidários.
Cara Leonor Craveiro,
num texto como no outro exponho erros num post no Abrupto, apenas em registos de escrita diferentes.
Antes de pretender enveredar pelas questões pessoais, que Leonor Craveiro manifesta desconhecer em absoluto, porque não responde às questões essenciais levantadas por mim?
Que são três, como enumeradas no texto publicado no Expresso. Recordo-as aqui:
1. Ao contrário do que afirma o autor do Abrupto naquele post (e noutros textos do mesmo teor acusatório dos “outros”), os comentários abertos não são uma forma fácil de “obter audiências”. São uma forma trabalhosa e difícil (pergunte aqui mesmo, ao Daniel Oliveira, pelas as horas e pelo desgaste). Pacheco Pereira não tem experiência — conhecida — com sistemas de comentários e fez um mau julgamento da realidade que eventualmente tenha observado.
Outro erro desse post: o efeito do sistema usado no Abrupto para publicar a obra dos leitores produz o mesmo tipo de resultados que as caixas de comentários fechadas.
2. Pacheco Pereira condena nos outros, tanto implicita como explicitamente, o uso de técnicas de melhoria da leitura dos blogues (vulgo SEO) que tem vindo a aplicar de forma crescente no Abrupto, culminando precisamente no mês em que escreveu aquele post a disparatar contra essas práticas. Rebata isto, por favor, antes sequer de pigarrear, ou não terá a minha atenção.
3. O Abrupto tem vindo a reduzir o número de hiperligações em geral, recorrendo menos ao hipertexto, e à blogosfera em particular. Tendo isto presente, como se espera que o autor do Abrupto tenha, é ridículo defender que “muitos” blogues têm por “prática deliberada” fazerem ligações a tudo menosao Abrupto. Todos os elementos recolhidos demonstram o contrário: há uma prática deliberada de ligar o Abrupto em contextos onde não se faria a hiperligação caso se tratasse de outra pessoa/blogue. A prova, encontra-a pesquisando um pouco (ou muito) sobre as ligações que são feitas ao Abrupto. A prova, encontra-a pesquisando um pouco (ou muito) os blogues de uma forma geral enumerando os que citam o Abrupto sem o “linkar”.
Exceptuando o uso do seguinte qualificativo, não comentarei a sua associação deliberada da rede TubarãoEsquilo a este assunto: é torpe.
Obrigado por me ter excluído do “campeonato” do Dr. Pacheco Pereira. É sempre para mim um alívio saber que os leitores não confundem os níveis.
Daniel Oliveira
O número de links que o Abrupto recebeu nos últimos 6 meses, medidos pelo Technorati, é de 1962. Os valores que apresenta têm uma percentagem de erro próxima dos 130% o que, mesmo para a blogosfera, é obra (em mais do que um sentido). Se corrigir isso não lhe cairão os parentes na lama.
ó leonor, eu diria que o Querido tem mais obra na blogosfera que o seu patrono.
diga-nos lá uma coisa: gostos à parte, qual é a diferença entre postar o Diário da República e copiar os poetas e escritores clássicos?
eu poupo-lhe o trabalho: o DR além de útil não tem direitos de autor.
ó zé manel, como chegou a essas contas? na minha contagem o número de links que o Abrupto recebeu nos últimos seis meses medido no Technorati foi de 3.931. Estive a verificar os links um por um.
podemos passar a discutir as imperfeições do technorati — se isso não ofender Sua Majestade, bem entendido.
António José da Costa
Teria chegado às minhas contas se tivesse consultado o registo Technorati relativo ao Abrupto através da função cosmos da API pública (poderia copiar para aqui o registo, para seu benefício e instrução, mas não sei o que fará o sistema de comentários às etiquetas XML). O elemento weblog/inboundlinks ter-lhe-ia dado todos as ligações dos últimos seis meses. Ter-se-ia poupado ao trabalho estúpido (atenção que eu não disse de estúpido) de contar as ligações uma a uma, nessa contagem arrastando os registos de ligações mais antigas do que 6 meses e que persistem na base de dados do Technorati (como é o caso de 6 ligações em 15 do Blasfémias para o Abrupto, só para citar o primeiro dos exemplos possíveis).
Faz muito bem em assinalar o desrespeito pela propriedade intelectual em que muitas vezes incorre o Abrupto. É um pecado capital da blogosfera onde parece que vale tudo, de que o exemplo mais gritante que conheço é o blogue http://amata.anaroque.com, agravado por se tratar de um blogue de autoria - se se pode usar o termo - de uma jurista.
Esta discussão é de um ridículo…
Vocês existem mesmo?
ó zé, não, não usei a API, mas ainda bem que o fez, é melhor que à manápula. já que é técnico de informática íntimo do JPP, tem ideia de quantos links persistem no Technorati para lá dos seis meses? E se esses links contarão para o Authority ou eles mantém duas contabilidades? não encontrei muita informação sobre a metodologia deles, além de um post do sifry, que entretanto já saiu da parte técnica, pareceu-me, onde fala dos seis meses. 6 em 15 é muita fruta… e para trás até quando? sempre é cumulativo? e cumulativo desde quando, é no último ano como sugere a minha contagem manual, ou é de sempre, como dizia o João Paulo?
como disseram antes aqui, a questão dos seis meses é fundamental e temos de determinar o número exacto de links para se perceber quem tem razão.
Para efeitos da Technorati Authority e Technorati Rank, contam apenas os seis meses. O Technorati mantém duas contabilidades, uma para a formação daquelas medidas, e uma genérica, que forma as “blog reactions”, com todos os links que mantém em registo e que vão para além desse período. Quando nos referimos aos últimos 6 meses só podemos usar a primeira contabilidade e não a segunda como fez erroneamente Daniel Oliveira neste post, seguindo na esteira de Paulo Querido.
A título de comparação, o antigo Arrastão tem quase tantos links, nos últimos 6 meses, quanto o Abrupto (1908 contra 1962). A sua inferior Technorati Authority & Rank devem-se ao facto desses links terem proveniência num grupo muito mais reduzido de blogues.
Qual o terminus ad quem desses outros registos, aqueles que aparecem como “reactions” a um blogue? Não creio que seja seguro alguém dizer e creio que depende em grande parte da gestão de recursos limitados, mas parece-me óbvio que seria do interesse do Technorati manter (e disponibilizar) o máximo de links possível. Só quem não percebe o negócio do Technorati pode supor o contrário, obviamente. Em termos práticos, é um dado seguro que se mantém o registo dos últimos 400 dias (tendo já encontrado um link velho de 893 dias), mas não encontrei documentação que me esclarecesse se se trata de um âmbito cronológico relativo ou se corresponde a uma fronteira no tempo a partir da qual mais recursos foram ajudicados à preservação dessa informação.
Sou geógrafo, não sou técnico de informática. Não sou íntimo nem mesmo conhecido de José Pacheco Pereira. Existo. Acho lamentável e desagradável que alguém que não me conhece de parte alguma se me dirija com “ó zé”, mas é o mundo que temos.
Bem, se se fala em vicios da blogosfera em usar trabalho alheio, há muita gente que vai à wikipédia, copia os artigos, muda o “brasileiro” para português, dá um pequeno jeito e ai está um suposto blogue a funcionar. Aqui na rede Tubarão Esquilo, o exemplo é o Diário Universal. É certo que todos podemos usar a wikipédia, é “livre”, mas simular a existência de um blogue autónomo a partir dela é que me parece duvidoso.
Enfim, mas tem um elemento pessoal: não é colocado no tal blogue tudo o que está na wikipédia com referência a cada um dos dias do ano, há uma selecção. É a mão do autor.
ó zé, e porque diz que eu não o conheço de parte nenhuma? tem a certeza? o que o faz ter a certeza?
à falta de contraponto e porque eu próprio não tenho tempo para conferir a API, vou aceitar como bons os resultados da sua investigação.
a meu ver ela indica que o daniel leu bem o paulo, que leu mal a documentação do technorati e por isso errou na atribuição do período temporal a que se reporta o número de links para o abrupto, o que é de corrigir embora o impacto de erro seja pequeno no global da análise, onde tinha um papel adicional.
não sei se é o seu caso, mas no meu serem 4.500 ou 2000 links para o abrupto, em seis meses ou num ano, não me fez mudar de opinião. afinal, como muito bem disse, este é o mundo “que temos”, um mundo difícil de contar, contabilizar e explicar, os valores do networking ainda estão por estabelecer, bem como as metodologias para os avaliar.
a familiaridade do tratamento só é desagradável para quem lhe atribui importância. se por aguma razão se vê obrigado a descer ao mundo “que temos”, esse é um problema seu e não do mundo “que temos”. as aspas são porque eu não pertenço à classe dos proprietários.
perdão! 1962 links.
António José da Costa
na minha contagem o número de links que o Abrupto recebeu nos últimos seis meses medido no Technorati foi de 3.931. Estive a verificar os links um por um.
eu próprio não tenho tempo para conferir a API
Garanto-lhe que a si não é o tempo que escasseia.
e cobre a sua garantia com o quê?