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Bragança não tem muitos blogues políticos e foi, para minha tristeza (adoro Trás-os-Montes), o distrito com a blogosfera menos activa que encontrei. Se seguisse os critérios habituais, há em Bragança um blogue que vale a pena destacar: o Braganzónia, o mais bem humorado e interessante de todos.

Mas há um fenómeno interessantíssimo neste distrito. São os muitos blogues em mirandês, que trazem para a blogosfera a sobrevivência desta língua. Não percebo o que por lá está escrito e por isso tenho dificuldade em escolher um. Aqui ficam: Blogger do Mirandês, Cumo Quien Bai de Camino, Decumentaçon Mirandesa, Froles Mirandesas, L Diç que Diç de Dues Eigreijas, Nuobasdalpraino, Quien Cunta ua Cuonta, Tortulhas, Topónimos Sítios Chamadeiros, You Que Sei…Mas Eiqui Ven al Gambuzinu Que Ya t’al Diç! e You Sou Raposa.

Tendo que escolher, o blogue da semana, em representação de todos os restantes mirandeses, é o Froles Mirandesas.

Outra curiosidade transmontana - dois blogues gay: um de Mirandela (MirandelaGay) e outro da Mogadouro (Mugaydouro).

Outros blogues de Bragança: Carrazeda de Ansiães em Palavras e Imagens, Pensar Ansiães, Frechas, Movimento Cívico por Mirandela e Vinhais Ontem, Hoje e Sempre.


39 respostas ao post “Froles Mirandesas”  

  1. 1 1  Miguel Araújo (migas)

    Caro Daniel Oliveira
    Esse fenómeno curioso que refere, do uso do mirandês como língua corrente, teve o seu rejuvenescimento após 1999, quando foi considerado como a segunda língua oficial portuguesa.
    Também só este ano descobri tal facto quando realizei um trabalho prático a Gramática da Comunicação II (curso de comunicação - ISCIA, Aveiro), sobre dialectos e regionalismos.
    E é, de facto, interessante verificar a capacidade moilizadora das gentes das Terras de Miranda na preservação da sua hitória e cultura. Pena é, e falo por mim obviamente, que o círculo de influência seja tão reduzido. No entanto, duas achegas, se mo permite: há no site de Sendim um curso on-line (da reponsabilidade de um prof. universitário da faculdade de letras de Lisboa - natural do Nordeste Transmontano) de mirandês. E na Câmara de Sendim, penso que já está diponível para aquisição o primeiro manual (conveção ortográfica e gramatical) de Mirandês.
    Cumprimentos

  2. 2 2  maneli

    É boa, já entendo,
    que quem mais estranho
    e anormal escreva e assim
    diga é que está a dizer e
    escrever mais mirandenho!

    Ton ta ben, manéli.

  3. 3 3  Mr. Love

    Ó Daniel faça um esforço, entende-se perfeitamente. Exemplo:

    «Chama-se Marion Cotillard i, cun pouco mais de trinta anhos, fui eilha que na nuite de Domingo para Segunda-feira passada ganhou l « óscar de la mais buona atriç » que le fui atribuído pula “Academy Awards”, Academie de Artes i Ciéncias Cinematográficas de ls Stados Ounidos de la América, fundada naqueilha cidade de la Califórnia, an 1927.»

    Isto lido em voz alta soa igual ao português da Beira Alta ou do Minho… tirando os “ls”, que vêm do asturiano. Mas é um bocadinho puxadote chamar língua a isto.

  4. 4 4  manuela

    Ó Daniel, é só ler em voz alta que a língua não fica assim tão difícil…

  5. 5 5  Isabel Coutinho

    Fui lá espreitar: o mirandês compreende-se perfeitamente.É certo que é um diatecto, mas é um dialecto do português (misturado com espanhol). Para língua autónoma, ainda de falta um bocado. Comparem com o basco, e depois digam.

  6. 6 6  Isabel Coutinho

    Fui lá espreitar: o morandês entende-se perfeitamente. Será um dialecto, mas é um dialecto do português (misturado com o espanhol, seja lá o que isso quer dizer).
    Para língua autónoma ainda lhe falta um bocado. Comparem com o basco, e depois digam.
    Mas acho muito bem que preservem estas especificidades.

  7. 7 7  Miguel Araújo (migas)

    Daniel
    Permita-me completar o meu primeiro comentário e esclarecer alguns pontos, sem que isso signifique querer dar explicações ou lições linguísticas a quem quer que seja.
    o Mirandês já não é dialecto (podendo, dentro de alguns conceitos, ser considerado regionalismo - face á sua dimensão) desde 1999. A Lei nº7/99 de 22 de Janeiro determina que o Mirandês é a segunda língua oficial portuguesa.
    Por outro lado, conforme alguém o referiu, existem paracenças com o asturiano, mais concretamente o leonês, e o português arcaico. No entanto, a sua origem não é derivado nem de um lado, nem do outro. É simultânea com o Português e o Castelhano (ou asturo-leonês). O Mirandês deriva da mesma fonte: o latim popular que há data das invasões romanas era falado pelos soldados do império de César (o latim vulgar, inculto).
    Curiosamente, o Mirandês sobreviveu pela sua oralidade profundamente enraízada na vida quotidiana das gentes do Nordeste Transmontano (as noites à lareira, nos adros, as histórias dos costumes contadas entre os serões de aldeia).
    Hoje é ensinado desde o primeiro ciclo até ao 12º ano. Já possui convenção gramatical e manual publicado.
    Cumprimentos

  8. 8 8  eu mesma: A Esfumaçada

    Daniel: parabéns por esta(s) escolha(s).
    No dia internacional da Língua Materna (21.2.08)foi entrevistado o Presidente da Associação da Língua Mirandesa, no Jornal 2 e onde apresentou um livro para crianças, naquela língua.
    Deixo aqui o link.

    http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=16478

  9. 9 9  eu mesma: A Esfumaçada

    …esqueci: também indica locais (físicos e virtuais ) de aprendizagem desta língua!

  10. 10 10  Isabel Coutinho

    Desculpem … não sei por que é que o meu comentário apareceu repetido …

  11. 11 11  Sérgio A. Correia

    Tanto o catalão como o galego são muito mais fáceis de ler e de compreender do que o mirandês. No entanto, pode ser apenas uma questão de hábito….

  12. 12 12  Isabel Coutinho

    O galego concordo, mas o catalão …

  13. 13 13  Maria

    Ah!
    Muito obrigada pela publicaçao destes blogs.
    Excelente fontes e realmente muito importante conhecer e divulgar
    Fantastico.

  14. 14 14  JR

    não deixa de ser engraçado que aqueles que defendem o uso do mirandês sejam os primeiros a oporem-se à independência de regiões como o Kosovo, por exemplo.

    Parece-me muito bem que haja uma região onde se fala o mirandês. acho mesmo que se incentive a prática do mirandês nessas regiões para que daqui a uns anos peçam autonomia a exemplo das regiões espanholas.

    mas isto não afecta só espanha. afecta a europa inteira.

    há gente que ainda não percebeu que o regionalismo é o estado mais básico do nacionalismo e que esse é, de facto, o grande entrave à construção europeia. As barreiras culturais, a começar pela língua, no seio da europa, são o maior atentado à união.

    a construção europeia, para ter sucesso, tem de passar pelo cosmopolitismo e não pelo regionalismo e pelo nacionalismo pacóvio.

    o fracasso do multiculturalismo é a prova disso mesmo: apenas serviu para aumentar o fosso entre culturas e promover os gettos por esse mundo fora.

    como é possível alguém que nunca foi a áfrica dizer que é africano, sem nunca lá ter posto os pés? por ser preto? por ter carapinha?

    o resultado é medonho: não são do país a que pertencem, porque assim lhes disseram. e não são africanos, porque nunca lá puseram os pés.

    este exemplo serve de paradigma para outros fenómenos, como os emigrantes portugueses: não eram nem de cá, nem do país de acolhimento.

    A frase que se encontra no metro da cidade universitária e que , erradamente, é atribuida a sócrates, deveria-nos fazer pensar pela sabedoria e generosidade que comporta: “não sou grego nem ateniense, mas sim um cidadão do mundo”.

    não deixa de ser curioso que a esquerda que em tempos foi internacional - proletários de todo o mundo, uni-vos - hoje seja a primeira a defender a mentalidade de quintal e seja incapaz de pensar o mundo para além do muro da sua horta.

    tristes homens estes.

  15. 15 15  Isabel Coutinho

    JR : e o que é que uma coisa tem a ver com a outra ?
    Também quer acabar com as línguas, e pôr todo o mundo a falar Esperanto? Olhe que já foi tentado, mas felizmente não resultou.

  16. 16 16  Maria

    “não deixa de ser engraçado que aqueles que defendem o uso do mirandês sejam os primeiros a oporem-se à independência de regiões como o Kosovo, por exemplo.”

    Mas que diabo tem o mirandes que ver com o kosovo??
    Reconhecer os valores e o dinamismo de uma cultura nao tem necessariamente que passar por provaçoes e conflitos, podemos conviver em plena harmonia.E como e que passamos do mirandes para o ” maior atentado a uniao” que no seu dizer serao as barreiras linguisticas; entao la porque estamos unidos temos todos que falar a mesma lingua?
    Bolas , isso e que e andar com rapidez para a confusao absoluta entre o que sao as liberdades , os direitos e a capacidade de conviver em paz com “fossos” e ” gettos” e outras coisa assim.

    Para se ser um cidadao do mundo nao sao afinal necessarios requisitos especiais, basta a compreensao de que sendo todos iguais na nossa humanidade, todos temos o direito a ser originais e isso com tudo o que nos e dado por direito.
    Como o direito a sermos diferentes.

  17. 17 17  Mr. Love

    Tanto disparate junto JR, credo. Os nacionalismos regionais, como lhe chama, costumam ser bem menos nacionalistas que os “nacionais”. Exemplo, se um catalão faz questão de falar catalão na televisão, no tribunal, no parlamento etc, tal é logo visto como um acto de nacionalismo radical, um acto político. Enquanto que se fala espanhol tudo vai bem e neutro.. Porquê? Porquê a distinção? Catalães, bascos e galegos (alguns pelo menos) apenas reivindicam poder usar a sua língua com a naturalidade com que a maioria dos espanhóis usa o espanhol.

    A diversidade linguística pode e deve ser uma riqueza, e não tem que implicar por si só a divisão de um estado. Existem vários estados multilingues no mundo e nem todos estão em risco… O caso espanhol não é meramente linguístico pelo facto dos nacionalismos terem uma longa história, e de algumas regiões já terem sido estados independentes de facto. Imagine que o 1 de Dezembro de 1640 não tinha acontecido, hoje seríamos uma região autónoma espanhola, como é a Catalunha, e se falássemos em português éramos logo vistos como radicais nacionalistas.. façam-me um favor!

    A minha crítica ao mirandês é noutro sentido. O mirandês é uma fala oral, os escritos em mirandês são todos muito recentes e sinceramente esta passagem à escrita parece-me algo artificial. O mirandês nunca foi uma língua urbana e de educação, por isso não pode construir a sua própria ortografia etc etc, nunca foi uma língua com um estado, e a influência do português foi sempre imensa.. Parece-me que português e mirandês ganhariam mais considerando o mirandês um dialecto. O português ganhava alguma riqueza de vocabulário e o mirandês enquadrar-se-ia num sistema linguístico de projecção global. Isso não impediria a promoção de uma literatura especificamente mirandesa, com grande uso de vocábulos próprios etc, simplesmente dar-lhe-ia uma maior projecção.

    O sotaque são miguelense é, aos ouvidos de um português do Porto, muito mais incompreensível que a fala mirandesa. Mas nem por isso se criou uma ortografia própria para o são miguelense… Diversidade linguística não tem que implicar divisão de línguas.

  18. 18 18  Isabel Coutinho

    Só uma achega para toda esta história de línguas e dialectos:
    O hespanhol é uma língua que só se fala da América do Sul. O que se chama “hespanhol” em Hespanha, é castelhano.

  19. 19 19  JR

    Bom… parece que não fui claro, por isso vou tentar fazer um boneco:

    Comecemos pela Isabel Coutinho:

    <>

    imagino que esteja a referir-se à relação entre esperanto e Kosovo. aparentemente nada. mas politica, cultural e ideologicamente - tudo. O que tem o Kosovo a ver com espanha? e com a catalunha? e com o país Basco? Nem por isso se deixou de temer o tal efeito dominó?

    quanto ao esperanto, prefiro o inglês. é mais fácil, está em uso, e uma boa parte do mundo fala e percebe.

    Passemos para a Maria:

    <>

    já respondi. mas vou reforçar. o kosovo é uma ex-província da sérvia que se tornou independente, não só por divergências políticas mas principalmente culturais. esta sede de autonomia é um fenómeno comum a muitas regiões da europa. entendo eu que a na base destes nacionalismos estão os regionalismos exacerbados, e que defender o mirandês é promover esse regionalismo primário.

    aquilo que eu notei foi: os regionalistas defendem o uso do mirandês. os regionalistas são separatistas: defendem a diferenciação cultural entre o norte e o sul de portugal, desejosos de colar o norte do país à galiza - o renas e veados é um bom exemplo de um blog separatista. Os separatistas em geral são de esquerda. A esquerda é contra a autonomia do kosovo. daí a minha constatação: não deixa de ser engraçado que os regionalistas cá dá praça sejam os primeiros a condenar a autonomia do kosovo. se fossem coerentes, ficavam felizes com a ideia.

    <>

    acha mesmo? vá lá dizer isso a às regiões dos balcãs. vá lá dizer isso aos indianos e paquistaneses. vá lá dizer isso a judeus e palestinianos. vá la dizer isso aos belgas (que se odeiam de morte). vá lá dizer isso aos bascos. enfim, os exemplos seriam mais que muitos.

    <>

    já respondi

    <>

    não. mas ajudava a união e tornava mais efectiva.

    <>

    peço desculpa por pensar rápido de mais. o multiculturalismo e o regionalismo não promovem o diálogo entre culturas. muito pelo contrário. por isso, eu prefiro ser cosmopolita.

    <>

    a sua afirmação é de uma ingenuidade que até dói. em que planeta vive? marte? se fosse só isso não haveria guerras. desculpe que lhe diga, mas a sua observação é demasiado simplista.

    Finalmente, o Mr. Love:

    começo por pedir desculpa pelos meus disparates, ainda bem que temos aqui o Mr. Love para pôr “ordem na casa”.

    <>

    acha mesmo? vá lá dizer isso aos bascos, ou aos belgas (flamengos e francófonos). mas ainda bem que sou eu a dizer disparates…

    <>

    isto é uma afirmação que carece de comprovação. uma mera observação do mundo de hoje dá para perceber que não é assim. para mim a diversidade linguística é babel. e encontro nisso mais inconvenientes que vantagens.

    <>

    só conheço dois: a suiça e o canadá. são a excepção à regra. mas pode ser que haja mais, mas não são assim tantos.

    <>

    todos os povos têm uma história. e quase sempre de guerra. a história vale o que vale. e quando serve para alimentar guerras, na minha opinião, não vale nada. já ouviu falar da miséria do historicismo?

    os seus restantes parágrafos só servem para provar que a tentativa para preservar o mirandês é artificial e, principalmente, obscura.

  20. 20 20  JR

    Bom… parece que não fui claro, por isso vou tentar fazer um boneco:

    Comecemos pela Isabel Coutinho:

    imagino que esteja a referir-se à relação entre esperanto e Kosovo. aparentemente nada. mas politica, cultural e ideologicamente - tudo. O que tem o Kosovo a ver com espanha? e com a catalunha? e com o país Basco? Nem por isso se deixou de temer o tal efeito dominó?

    quanto ao esperanto, prefiro o inglês. é mais fácil, está em uso, e uma boa parte do mundo fala e percebe.

    Passemos para a Maria:

    já respondi. mas vou reforçar. o kosovo é uma ex-província da sérvia que se tornou independente, não só por divergências políticas mas principalmente culturais. esta sede de autonomia é um fenómeno comum a muitas regiões da europa. entendo eu que a na base destes nacionalismos estão os regionalismos exacerbados, e que defender o mirandês é promover esse regionalismo primário.

    aquilo que eu notei foi: os regionalistas defendem o uso do mirandês. os regionalistas são separatistas: defendem a diferenciação cultural entre o norte e o sul de portugal, desejosos de colar o norte do país à galiza - o renas e veados é um bom exemplo de um blog separatista. Os separatistas em geral são de esquerda. A esquerda é contra a autonomia do kosovo. daí a minha constatação: não deixa de ser engraçado que os regionalistas cá dá praça sejam os primeiros a condenar a autonomia do kosovo. se fossem coerentes, ficavam felizes com a ideia.

    acha mesmo? vá lá dizer isso a às regiões dos balcãs. vá lá dizer isso aos indianos e paquistaneses. vá lá dizer isso a judeus e palestinianos. vá la dizer isso aos belgas (que se odeiam de morte). vá lá dizer isso aos bascos. enfim, os exemplos seriam mais que muitos.

    já respondi

    não. mas ajudava a união e tornava mais efectiva.

    peço desculpa por pensar rápido de mais. o multiculturalismo e o regionalismo não promovem o diálogo entre culturas. muito pelo contrário. por isso, eu prefiro ser cosmopolita.

    a sua afirmação é de uma ingenuidade que até dói. em que planeta vive? marte? se fosse só isso não haveria guerras. desculpe que lhe diga, mas a sua observação é demasiado simplista.

    Finalmente, o Mr. Love:

    começo por pedir desculpa pelos meus disparates, ainda bem que temos aqui o Mr. Love para pôr “ordem na casa”.

    acha mesmo? vá lá dizer isso aos bascos, ou aos belgas (flamengos e francófonos). mas ainda bem que sou eu a dizer disparates…

    isto é uma afirmação que carece de comprovação. uma mera observação do mundo de hoje dá para perceber que não é assim. para mim a diversidade linguística é babel. e encontro nisso mais inconvenientes que vantagens.

    só conheço dois: a suiça e o canadá. são a excepção à regra. mas pode ser que haja mais, mas não são assim tantos.

    todos os povos têm uma história. e quase sempre de guerra. a história vale o que vale. e quando serve para alimentar guerras, na minha opinião, não vale nada. já ouviu falar da miséria do historicismo?

    os seus restantes parágrafos só servem para provar que a tentativa para preservar o mirandês é artificial e, principalmente, obscura.

  21. 21 21  JR

    colocar este post está difícil. sorry.

  22. 22 22  JR

    Bom… parece que não fui claro, por isso vou tentar fazer um boneco:

    Comecemos pela Isabel Coutinho:

    “JR : e o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Também quer acabar com as línguas, e pôr todo o mundo a falar Esperanto? Olhe que já foi tentado, mas felizmente não resultou.”

    imagino que esteja a referir-se à relação entre esperanto e Kosovo. aparentemente nada. mas politica, cultural e ideologicamente - tudo. O que tem o Kosovo a ver com espanha? e com a catalunha? e com o país Basco? Nem por isso se deixou de temer o tal efeito dominó?

    quanto ao esperanto, prefiro o inglês. é mais fácil, está em uso, e uma boa parte do mundo fala e percebe.

    Passemos para a Maria:

    “Mas que diabo tem o mirandês que ver com o kosovo??”

    já respondi. mas vou reforçar. o kosovo é uma ex-província da sérvia que se tornou independente, não só por divergências políticas mas principalmente culturais. esta sede de autonomia é um fenómeno comum a muitas regiões da europa. entendo eu que a na base destes nacionalismos estão os regionalismos exacerbados, e que defender o mirandês é promover esse regionalismo primário.

    aquilo que eu notei foi: os regionalistas defendem o uso do mirandês. os regionalistas são separatistas: defendem a diferenciação cultural entre o norte e o sul de portugal, desejosos de colar o norte do país à galiza - o renas e veados é um bom exemplo de um blog separatista. Os separatistas em geral são de esquerda. A esquerda é contra a autonomia do kosovo. daí a minha constatação: não deixa de ser engraçado que os regionalistas cá dá praça sejam os primeiros a condenar a autonomia do kosovo. se fossem coerentes, ficavam felizes com a ideia.

    “Reconhecer os valores e o dinamismo de uma cultura nao tem necessariamente que passar por provaçoes e conflitos, podemos conviver em plena harmonia.”

    acha mesmo? vá lá dizer isso a às regiões dos balcãs. vá lá dizer isso aos indianos e paquistaneses. vá lá dizer isso a judeus e palestinianos. vá la dizer isso aos belgas (que se odeiam de morte). vá lá dizer isso aos bascos. enfim, os exemplos seriam mais que muitos.

    “E como e que passamos do mirandes para o ” maior atentado a uniao” que no seu dizer serao as barreiras linguisticas”

    já respondi

    “entao la porque estamos unidos temos todos que falar a mesma lingua?”

    não. mas ajudava a união e tornava mais efectiva.

    “Bolas , isso e que e andar com rapidez para a confusao absoluta entre o que sao as liberdades , os direitos e a capacidade de conviver em paz com “fossos” e ” gettos” e outras coisa assim.”

    peço desculpa por pensar rápido de mais. o multiculturalismo e o regionalismo não promovem o diálogo entre culturas. muito pelo contrário. por isso, eu prefiro ser cosmopolita.

    “Para se ser um cidadao do mundo nao sao afinal necessarios requisitos especiais, basta a compreensao de que sendo todos iguais na nossa humanidade, todos temos o direito a ser originais e isso com tudo o que nos e dado por direito.
    Como o direito a sermos diferentes.”

    a sua afirmação é de uma ingenuidade que até dói. em que planeta vive? marte? se fosse só isso não haveria guerras. desculpe que lhe diga, mas a sua observação é demasiado simplista.

    Finalmente, o Mr. Love:

    começo por pedir desculpa pelos meus disparates, ainda bem que temos aqui o Mr. Love para pôr “ordem na casa”.

    “Os nacionalismos regionais, como lhe chama, costumam ser bem menos nacionalistas que os “nacionais”.”

    acha mesmo? vá lá dizer isso aos bascos, ou aos belgas (flamengos e francófonos). mas ainda bem que sou eu a dizer disparates…

    “A diversidade linguística pode e deve ser uma riqueza”

    isto é uma afirmação que carece de comprovação. uma mera observação do mundo de hoje dá para perceber que não é assim. para mim a diversidade linguística é babel. e encontro nisso mais inconvenientes que vantagens.

    “Existem vários estados multilingues no mundo e nem todos estão em risco…”

    só conheço dois: a suiça e o canadá. são a excepção à regra. mas pode ser que haja mais, mas não são assim tantos.

    “O caso espanhol não é meramente linguístico pelo facto dos nacionalismos terem uma longa história, e de algumas regiões já terem sido estados independentes de facto. Imagine que o 1 de Dezembro de…”

    todos os povos têm uma história. e quase sempre de guerra. a história vale o que vale. e quando serve para alimentar guerras, na minha opinião, não vale nada. já ouviu falar da miséria do historicismo?

    os seus restantes parágrafos só servem para provar que a tentativa para preservar o mirandês é artificial e, principalmente, obscura.

  23. 23 23  Maria

    JR
    pois sim senhor
    no seu mundo e unioes perfeitinhas teriamos todos que viver num mundo cinzento, feito de imagens iguais, balbuciando numa linua unica, o ingles o ye e
    sem lugar para desmandos de imaginaçao ou liberdade.

    O conceito de cidadao do mundo ja existia antes do sr se dizer cosmopolita.
    Cosmopolitismo nao significa que as formas culturais de um povo ou povos tenha que ser absorvido por uma potencia ( linguistica ou outra) seja ela de que natureza for.Pelo contrario, ensina a convivencia pacifica , a tolerancia e a capacidade de entreajuda.
    Faz parte de um conceito de maior liberdade onde todos se reconhecem na sua humanidade reconhecendo e convivendo com as suas diferenças mas trabalhando ( pensando ) em conjunto para uma realidade maior- a capacidade ce conviver e criar um mundo um bocadinho melhor.
    As guerras existem num mundo imperfeito aquele onde vivemos, justamente porque existem poucos seres humanos que possam chamar-se com efeito cidadaos do mundo.
    E se minha “ingenuidade” a este respeito me afastar de ideias onde sao retirados os direitos que permitem viver em harmonia com culturas e expressoes diferentes entao prefiro a minha ingenuidade.”Mais vale so que mal acompanhado” ou se quiser - More worth being alone than in bad company …

  24. 24 24  JR

    maria, sem querer ofender, a sua ingenuidade é maior do que eu imaginava.

    “no seu mundo e unioes perfeitinhas teriamos todos que viver num mundo cinzento, feito de imagens iguais, balbuciando numa linua unica, o ingles o ye e
    sem lugar para desmandos de imaginaçao ou liberdade.”

    isto é a maior das mentira. a ideia que um mundo unido seria cinzento e todos seriamos iguais é a mais pura das mentiras. basta olhar para portugal.
    somos um país unido, falamos todos a mesma língua e nem por isso pensamos todos da mesma forma. nem o norte, só para dar exemplo, as pessoas pensam da mesma forma - o douro e o minho são muito diferentes de trás-os-montes.

    por isso, em vez da maria comprar essas mentiras que são vendidas pelos jornais, pense. pense bem. principalmente antes de dizer coisas como as que diz. Um mundo unido não seria mais cinzento, mas certamente seria menos vermelho, pois haveria menos sangue.

    “O conceito de cidadao do mundo ja existia antes do sr se dizer cosmopolita.”

    o primeiro cosmopolita foi diógenes de sínope e viveu 400 anos antes de cristo - foi o primeiro a dizer que não era grego nem ateniense, mas um cidadão do mundo.

    ser cosmopolita significa rejeitar todo o tipo de prisões, principalmente as culturais. os homens não têm raízes. Quem tem são as árvores. e por isso não se mexem e estão condenas a morrer no sítio onde nasceram. os homens não: são livres e não há nada que os prenda à terra onde nasceram se assim o entenderem.

    para terminar quero apenas sublinhar a forma como a maria termina o seu comentário: ”Mais vale so que mal acompanhado” - pois… isto é o que pensam os regionalista e separatistas, devido à mentalidade de quintal: os outros são sempre um mal de quem nos devemos separar.

    enfim…

  25. 25 25  Mr. Love

    JR, até à co-oficialização do mirandês Portugal era a par com a Islândia,1 dos 2 únicos países europeus com apenas uma língua oficial. Até o Mónaco, veja lá, pouco mais que um rochedo, tem o francês, o italiano e o monegasco e sem risco de divisão. Todos os países europeus têm minorias linguísticas reconhecidas, e poucos estão em risco de divisão. Isso acontece, como lhe disse, não só quando há dimensão que justifique uma divisão, como um passado de independência anterior…

    A Suíça é um óptimo exemplo de convivência linguística. Mas o Canadá por acaso até não, já que o independentismo no Quebéque é muito forte. Mas não faltam bons exemplos na Europa. Veja a Finlândia, que coloca o sueco a par do finlandês a todos os níveis, no ensino, nos símbolos nacionais etc, embora o sueco seja minoritário. O Luxemburgo também funciona bem. A Holanda não tem problemas em reconhecer o frísio, etc etc etc etc… podia estar aqui o dia inteiro.

  26. 26 26  Isabel Coutinho

    JR

    Tanto tentou, que às três, foi de vez.

    O seu longo comentário resultou bastante confuso. Não se entende a que está a respender, nem a quem.

    Quanto à minha posição, subscrevo inteiramente a da Maria.

    Só lhe quero dizer que, não sendo “esquerdista”, sou inteiramente contra o reconhecimento da independência do Kosovo. O que não é uma posição ideológica. É simplesmente uma questão de bom senso.
    Ou prefere que diga commonsense?

  27. 27 27  Isabel Coutinho

    ser cosmopolita significa rejeitar todo o tipo de prisões, principalmente as culturais

    A cultura é uma prisão? Muito me conta, JR.

    E, deixe que lhe diga: quem não tem raizes, morre morto.

  28. 28 28  Maria

    Muito bem sr Jr

    O sr confunde tudo e retira frases do contexto para sonhar que tem razao. Ja vi muito disso na minha vida.E nao se preocupe que nao me ofende quando me chama ingenua, a ingenuidade tem facetas muito interessantes e de que gosto muitissimo.
    Quanto ao resto tera que decidir-se.
    Ou bem que Portugal e um bom exemplo de um sadio convivio de gentes e culturas dividindo entre si uma lingua e uma historia comum –e se esta a dar esse exemplo tera que se lembrar de que esse principio e o mesmo ( com a normais diferenças que naçoes independentes possuem ) para muitos outros paises dos quais alguns fazem parte da uniao, ou nao.
    Começou por dizer muita coisa acerca dos que acham que o mirandes deve ser preservado associando essa regiao com o kosovo e demais associaçoes de ideias uma delas e passo a citar
    “que defender o mirandês é promover esse regionalismo primário.”

    Bom se disto passamos a idea de que afinal Portugal e afinal para si um bom exemplo de um sadio convivio e exemplo para o mundo que bom, fico muito feliz que a minha ingenuidade tenha aberto essa porta , mas confundir um mundo unido pela tolerancia pela aceitaçao de diversas culturas e expressoes linguisticas com um lugar onde promover outras expressoes e valores culturais seria promover regionalismos primarios como o sr disse atras,ai sim prefiro o Mais vale so que mal acompanhado” mas essa frase nao significa “mentalidade de quintal” muito embora eu aprecie o repouso e o bem estar de que podemos usufruir num pequeno quintal perfumado por flores, significa apenas que quando a relaçao entre o pensamento e o bom senso fica obstruida nao ha nada como o repouso para clarificar as ideias.

    Quanto a Diógenes de Sínope e que bem que lhe ficou trazer aqui o nome , devo dizer-lhe que esse e um assunto que daria pano para mangas e nao nao vou por ai teria que escrever demasiado e nao me apetece, direi apenas que o conceito “Sou uma criatura do mundo e não de um estado ou uma cidade particular” nao tem nada a ver com a impossibilidade de se viver num mundo onde todos se podem exprimir livremente diferenciadamente e em paz.

    Posto isto volto para o meu quintal.

  29. 29 29  JR

    Vamos lá por partes, então…

    Mr. Love

    “Todos os países europeus têm minorias linguísticas reconhecidas, e poucos estão em risco de divisão”

    espanha, itália, bélgica, todos os países dos balcãs, turquia e os curdos, e daqui a uns anitos portugal, se os separatistas nortenhos levarem a deles avante em ser o cu da galiza. (peço desculpa pela expressão).

    Portanto, o Mr. Love acha isto pouco? pois…

    Vamos lá à Isabel Coutinho

    “Tanto tentou, que às três, foi de vez.”

    é verdade. sou persistente.

    “O seu longo comentário resultou bastante confuso.”

    tenho pena.

    “Não se entende a que está a respender, nem a quem.”

    já tinha percebido. a Isabel não parece ser uma pessoa com visão muito alargada, nem deve conseguir ver muito longe.

    “Quanto à minha posição, subscrevo inteiramente a da Maria.”

    vivemos numa sociedade livre. felizmente!!!!!!!!

    “Só lhe quero dizer que, não sendo “esquerdista”, sou inteiramente contra o reconhecimento da independência do Kosovo. O que não é uma posição ideológica. É simplesmente uma questão de bom senso. Ou prefere que diga commonsense?”

    eu não traduziria “common sense” por bom senso, mas por senso comum, o que não é bem a mesma coisa.

    mas adorava saber o porquê de ser contra a independência do Kosovo. gostava mesmo de conhecer os seus argumentos. não estou a brincar. será que é capaz?

    “A cultura é uma prisão? Muito me conta”

    não sabia? tem de ler mais. leia Platão, por exemplo, e lei Antístenes e Diógenes de Sínope e tente perceber a polémica entre eles (se conseguir, claro). se a senhora fosse um pouco mais instruida, aquilo que eu lhe digo parecer-lhe-ia menos confuso.

    e para terminar, deixe que lhe diga: quem não tem raízes, não morre morto - MORRE LIVRE!!!!!!!!

  30. 30 30  JR

    Maria, a sua visão de portugal é muito romântica.

    Diz que “Portugal e um bom exemplo de um sadio convivio de gentes e culturas dividindo entre si uma lingua e uma historia comum”

    Vá lá dizer isso à comunidade africana que vivem na buraca ou da cova da moura para ver se eles concordam.

    quer melhor exemplo que o “fenómenos” como o arrastão, que de resto dá nome a este blog, para provar que Portugal não é “um bom exemplo de um sadio convivio de gentes e culturas dividindo entre si uma lingua e uma historia comum”? Mais parece uma paz podre.

  31. 31 31  Maria

    Muito bem

    Portugal e um bom exemplo de um sadio convivio de gentes e culturas dividindo entre si uma lingua e uma historia comum–pese embora o facto de existirem nele alguns a quem parece incomodar o facto e esses sao os que falam uma linguagem de odio separatismo e frustraçoes agredindo a torto e a direito consoante o vento.

    E tendo visto que ao sr muito agradam as citaçoes, pois muito bem;passo aos seus melhores momentos

    ” Parece-me muito bem que haja uma região onde se fala o mirandês. acho mesmo que se incentive a prática do mirandês nessas regiões para que daqui a uns anos peçam autonomia a exemplo das regiões espanholas. ”

    “As barreiras culturais, a começar pela língua, no seio da europa, são o maior atentado à união.”

    “entendo eu que a na base destes nacionalismos estão os regionalismos exacerbados, e que defender o mirandês é promover esse regionalismo primário.”

    “para mim a diversidade linguística é babel. e encontro nisso mais inconvenientes que vantagens.”

    “quer melhor exemplo que o “fenómenos” como o arrastão, que de resto dá nome a este blog, para provar que Portugal não é “um bom exemplo de um sadio convivio de gentes e culturas dividindo entre si uma lingua e uma historia comum”? Mais parece uma paz podre.”

  32. 32 32  JR

    maria, quanto aos meus melhores momentos, está tudo correcto.

    mas eu gostava de conhecer mesmo era os argumentos da Isabel Coutinho contra o reconhecimento da autonomia do kosovo.

    e já agora, o que é que a maria pensa disso?

  33. 33 33  Isabel Coutinho

    “já tinha percebido. a Isabel não parece ser uma pessoa com visão muito alargada, nem deve conseguir ver muito longe.”
    “mas adorava saber o porquê de ser contra a independência do Kosovo. gostava mesmo de conhecer os seus argumentos. não estou a brincar. será que é capaz?”
    JR
    ____________________

    Vamos lá ver se com a minha “falta de visão” lhe consigo explicar:
    Não são usos, costumes, tradições e regionalismos que dividem os povos. Nem que provocam reacções nacionalistas. Pelo contrário, é a tentativa de os ignorar ou reprimir que acirra os nacionalismos.

    Os “nacionalismos” europeus do séc. XIX, resultaram da opressão das Grandes Potências sobre as pequenas Nações. Resultante da partilha da Europa depois da queda o Império Napoleónico (uma espécie de UE avant la lettre) decidida no Congresso de Viena (1815).
    Os verdadeiros Estados-Nação que então existiam eram poucos: Portugal, Espanha, França, Grã-Bretanha (embora esta já fosse uma união de reinos). Todo o resto da Europa ainda era o resultante do Sacro Império Romano-Germânico. À excepção da Rússia que dominava outro Império (mais oriental que ocidental). Havia ainda o Império Otomano, que também tinha abocanhado parte da Europa. E o Império Austro-Húngaro que não era mais que os restos do Império de Carlos V.
    Como vê, à excepção dos Estados-Nação acima citados, alguns com séculos de existência de que Portugal é o exemplo mais antigo e único, todo o resto fazia parte de Impérios.

    Da unificação da Alemanha e da Itália resultaram dois países que só a língua unia (e une).

    O reconhecimento da independência unilateral do Kosovo, essa sim, pode, e vai (já está) certamente provocar uma reacção nacionalista, mas é da Sérvia. O Kosovo nunca foi um país, muito menos uma nação. É uma região da Sérvia que, ainda por cima, a considera o seu berço (a maioria de albaneses que lá vive são ainda uma consequência do domínio turco).
    E a Europa bem conhece, ou deveria conhecer, onde nos pode levar o nacionalismo sérvio.

    O nacionalismo é a resultante de povos dominados. O que pode muito bem acontecer com a constituição da (des)União Europeia, que ressuscita, embora veladamente essa tendência imperial europeia.

    Posto isto não vou continuar, nem quero dar uma lição de História. Ainda por cima sendo tão ignorante e curta de ideias.

    Sr. JR, espero que tenha ficado esclarecido. E que quiser saber mais, vá aos livros.

  34. 34 34  JR

    cara isabel,

    a sua preocupação em me dar lições de história deve ter-lhe tolhido o raciocínio, porque o seu pensamento está cheio de contradições.

    vejamos:

    “Não são usos, costumes, tradições e regionalismos que dividem os povos. Nem que provocam reacções nacionalistas. Pelo contrário, é a tentativa de os ignorar ou reprimir que acirra os nacionalismos.”

    não lhe parece que rejeitar a independência do kosovo é uma forma que ignorar e tentar reprimir a especificidade cultural daquela região?

    “Os verdadeiros Estados-Nação que então existiam eram poucos: Portugal, Espanha, França, Grã-Bretanha (embora esta já fosse uma união de reinos).”

    não sabia que espanha era um estado-nação. estado pode ser, nação tenho dúvidas. portanto, uma vez que a grã-bretanha é um mau exemplo e espanha tb não serve, significa que há duas nações cuja origem não depende do imperialimo das grandes potências.

    Então a que causa se deve isso? será capaz de me dizer?

    “Da unificação da Alemanha e da Itália resultaram dois países que só a língua unia (e une).”

    falar da itália com um país unido, tem muito que se lhe diga… mas deve ser verdade, se você o diz.

    além disso, pela sua afirmação, percebemos que a língua pode funcionar como factor (ou não) de união. e como aquilo que une tb separa, facilmente se percebe que alimentar a lenga-lenga mirandesa pode ser perigoso…

    “O reconhecimento da independência unilateral do Kosovo, essa sim, pode, e vai (já está) certamente provocar uma reacção nacionalista, mas é da Sérvia.”

    a sério? não me diga… e então como justifica os massacres sérvios sobre a população do Kosovo e as valas comuns? não vai fazer como alguns fazem relativamente ao holocausto e dizer que nunca existiu…

    mas leia aquilo que você mesma escreveu: “E a Europa bem conhece, ou deveria conhecer, onde nos pode levar o nacionalismo sérvio.”

    pois conhece, isabel, pois conhece… e quer você que o kosovo se mantenha sobre o domínio sérvio? pois…

    “O Kosovo nunca foi um país, muito menos uma nação.”

    Portugal também não era um país até o d. afonso henriques se ter lembrado disso. não percebo o seu argumento…

    em miúdo eu fazia xixi na cama e depois deixei de fazer. será que devia ter continuado?…

    “É uma região da Sérvia que, ainda por cima, a considera o seu berço (a maioria de albaneses que lá vive são ainda uma consequência do domínio turco)”

    se no kosovo, como você diz, vive uma maioria albanesa, por que razão deve essa maioria submeter-se à vontade de uma minoria? por serem emigrantes? não me diga que para si os
    emigrantes têm menos direitos… mas você, com a sua mentalidade regionalista e de quintal, é bem capaz de me dizer que sim.

    por isso, pegue nos seus conhecimentos de história, que cada qual interpreta como quer e lhe convém, e desapareça com eles.

    eu prefiro buscar justificações no tempo mais presente: os albano-kosovares de hoje não possuem menos direito à dignidade, por terem nascido de pais, avós ou bisavós emigrantes, seja ela recente ou longínqua.

    e sabe porquê isabel? porque os direitos são dos homens e não se herdam!!!!!!

    mas duvido que você seja capaz de compreender a grandiosidade desta afirmação.

    vocês, que defendem a diversidade cultural, têm medo que as culturas se misturem e desapareçam. têm medo que a cultura dominante não seja a vossa, porque são incapazes de compreender e aceitar a cultura dos outros e toma-la como sua.

    sabe, em tempos aconteceu o mesmo com as raças. havia muito boa gente que não queria que elas se misturassem: pretos de um lado, brancos do outro.

    e hoje há muita gente com medo dos emigrantes, porque um dia eles podem tomar conta disto. o seu argumento relativamente ao kosovo é exactamente igual: a emigrantada albanesa foi tomar conta do berço sérvio. malvados!

    e agora para terminar, deixe-me que lhe diga: não só fiquei esclarecido, como estou cada vez mais convencido da justeza das minhas ideias.

    e como consigo não se aprende nada, vou seguir o seu conselho e vou ler livros.

  35. 35 35  Isabel Coutinho

    “e como consigo não se aprende nada, vou seguir o seu conselho e vou ler livros.”

    Acho muito bem. Talvez assin consiga aprender qualquer coisa.

  36. 36 36  JR

    Isabel,

    se é isso que tem a dizer, então beijos e abraços.

  37. 37 37  Porca da Vila

    Caro Daniel,

    Por um mero acaso, apenas hoje vi a referência aqui feita ao ‘Braganzónia’. Obrigada.

    Não sendo eu de terras de Miranda, sempre aconselharia aos autores de alguns comentários feitos aí para cima, a propósito da língua Mirandesa, do texto que pode ser encontrado em:

    http://www.romaniaminor.net/ianua/Ianua02/02Ianua04.pdf

    Parabéns ao pessoal do ‘Froles Mirandesas’.

    Um Xi Grande

  38. 38 38  tortulhas

    Buonas nuites a todo mundo!

    Oubrigado, Daniel, por poneres l mirandés na boca deste pobo todo!
    Yá biste l que armeste? por bias de l mirandés, ls çparates i las asneiras cun que quedas ne l tou blogue. Se la eignoráncia pagara ampuosto, si haberie bien carimbos eiqui an riba!
    I cunfirma-se la regra: quanto más eignorantes, mas certeza ténen an las sues “berdades”. Nuosso Senhor les perdone… se ancuntrar por adonde!
    Bah, Daniel, se benires por Miranda, apita, que buemos un quartilho i quememos un muordo!
    Un abraço
    para todo mundo, mesmo aqueilhes que les “duole” por l Mirandés ser ua lhéngua.

    Boa noite a todos!
    Obrigado, Daniel, por pores o Mirandês na boca desta gente toda!
    Já viste o que provocaste? por causa do Mirandês, os disparates e as asneiras com que ficas no teu blogue.
    Se a ignorância pagasse imposto, os carimbos que não haveria aqui em cima!
    E confirma-se a regra: quanto mais ignorantes, mais certeza têm nas suas “verdades”.
    Nosso Senhor lhes perdoe… se encontrar por onde!
    Bom, Daniel, se vieres por Miranda, apita, que bebemos un copo e comemos qualquer coisa!
    Um abraço
    para todos, mesmo para aqueles a quem “doi” por o Mirandês ser ua língua.

  39. 39 39  tortulhas

    Sou you outra beç!

    Squeciu-se-me de deixar un beijico a la Cochinica!
    Bien haias por to la fuorça que siempre mos amprestas!

    Sou eu novamente!

    Esqueci-me de deixar um beijinho para a Porquinha!

    Bem hajas por toda a força que sempre nos emprestas!

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