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Já aqui escolhi para blogue da semana um blogue de professores, do qual, devo dizer, estou distante (o Movimento Professores Revoltados). Hoje escolho outro: um blogue também de um movimento. Um movimento que deu o passo mais interessante: das reivindicações laborais e profissionais do professores passou para um debate mais largo - o da escola pública. O Movimento Escola Pública está espalhado por todo o país, é composto sobretudo por professores (mas não só) e tem a coragem de ir mais longe: o debate dos professores não fica confinado aos problemas dos professores, é um debate sobre toda a escola. Pela ousadia, o blogue do Movimento Escola Pública é o blogue da semana.

Esta escolha serve também para fazer aqui a lista de blogues de docentes dedicados aos problemas dos professores e da educação. Destaco três corredores de fundo com um excelente trabalho: A Educação do Meu Umbigo, A Educação Cor-de-Rosa e A Sinistra Ministra.

Outros a ler: Campo Lavrado, Candidato a Professor, O Cantinho da Educação, O Cartel, Defende a Profissão, Em Defesa da Escola Pública e da Dignidade da Docência, Diário de um Professor, Eduquês, Escola Pública, Escola, Escola Revisitada, As Minhas Leituras, Movimento da Escola Moderna, Movimento Professores Revoltados, Um Olhar Azul, OutrÒÓlhar, Paideia, ProfAvaliação, Professor João, A Professorinha, Ramiro Marques, Revisitar a Educação, Sala dos Professores, Terrear e A Verdade Acima de Tudo.


Sem respostas ao post “Movimento Escola Pública”  

  1. 1 1  sansimon

    Um vendaval.

    E se cem mil professores se juntam de livre vontade em defesa do ensino é porque a tirania anda, qual lobo, a acossá-la.

    Mas esta sinistra mesquinha, tudo indica, está a ser uma fonte de reacção criativa, de inspiração e grande impulso da arte, para a interiorização política da escola.

  2. 2 2  Ludo Rex

    Chumbada e bem chumbada…

  3. 3 3  Moriae

    Daniel,

    obrigada pela referência à Sinistra Ministra e solidariedade com os professores.
    Abraço,
    Moriae

  4. 4 4  Patricia

    O Daniel anda muito orientado para as questões dos professores,mas deixe que lhe diga que a predisposição para a indignação geral,foi muito mais ampla no caso da Saude,que como vimos levou á saída de Correia de Campos,do que própriamente em relação aos professores.Acredito que possam ter as suas razões não vou dizer que não tem,contudo durante a manifestação o que eu ouvi mais foi pedir a demissão da ministra,do que propriamente contestar as politicas que possam ter algum eco na opinião do cidadão comum.

  5. 5 5  Silvaaaaa

    Alguns desses blogues são insuportáveis.

  6. 6 6  Paulo Prudêncio

    O site esquerda.net refere o correntes como um blogue sobre educação :) aqui:

    http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=40&Itemid=128

    Impressões sobre os dias seguintes.

    Abraço.

  7. 7 7  Fado Alexandrino

    Peço desculpa, não visitei, nem tenho a mínima intenção de visitar nenhum desses blogs.
    A única coisa que sei, (se estiver errado por favor digam-me), é que os professores não querem ser avaliados.
    E nesse ponto dou-lhes toda a razão.
    Uma avaliação tem sempre um carácter muito subjectivo.
    Vou buscar um exemplo popular para melhor fazer entender o meu ponto de vista.
    Vejamos o treinador Paulo Bento.
    Ele pensa que é simplesmente o melhor, opinião compartilhada pela família.
    Alguns adeptos do clube dele pensam o contrário.
    Eu, adepto de outro clube, penso que ele está a fazer um belo trabalho e desejo que fique lá para os próximos cem anos.
    Estão a ver como os professores têm razão?

  8. 8 8  Miguel

    Daniel,

    Eu sou pai de uma criança que, em breve, entra para o primeiro ano.
    Preocupa-me a educação que lhe vou poder proporcionar.

    Acho que os profesores têm de ser avaliados. Os melhores premiados e os piores penalizados.
    Acho que se consideram uma classe de previligiados que nao deve prestar contas a ninguem e fazer o que bem lhes apetece.

    Estao revoltados com as propostas do ministerio? Não ouvi uma única proposta alterantiva em que aceitem ser avaliados E que a avaliação tenha consequências na carreira. E tenho estado antento. Nem uma.
    100.000 professores (?!) numa manifestação e nem uma proposta.

    A minha pergunta é se conhece algum blogue de pais que pensem como eu.
    Nesse gostava de participar.

    Gostava de me juntar aqueles que estão habituados a uma vida de exigência e que apenas querem que os professores sejam, um bocadinho, responsabilizados pelo que fazem.

    só um bocadinho..acham muito?

    Se conhcer algum blog destes…avise.

    Miguel

  9. 9 9  Faca na Liga

    A comunidade GLBT portuguesa (blogueesfera maricas incluída) é cúmplice, por silenciamento, de vários crimes hediondos. E porquê ? Porque essa gentalha é toda da mesma laia e só está interessados em satisfazer os seus próprios interesses egoístas e canalhas.

    É por isto que eles fecham os olhos e tentam silenciar tudo o que não lhes interessa que se saiba.

    Todos eles sabem que a Opus organiza bacanais com jovens prostitutos nas suas instalações e interessa-lhes manter esta pouca vergonha. Já não é novidade para ninguém que as instalações da Opus servem há vários anos para acolher jovens prostitutos do Parque VII, alguns menores de idade… Só que, ao contrário do que os responsáveis pela Opus pretendem fazer crer, isto não tem nada a ver com generosidade e sim com interesses bem egoístas e nojentos.

    A prova de que isto não é falso, é que a Opus, apesar de já ter sido diversas vezes acusada disto, nunca se defendeu judicialmente. Ora, bastava-lhe apresentar queixa na PJ e facilmente eles descobririam quem está por detrás destas acusações. Mas a Opus jamais o fará porque não lhe convém.

    Só para dar alguns exemplos:

    Na ultima visita do activista GLBT brasileiro a Portugal, Luíz Mott, a Opus enviou um prostituto de 16 anos para ele se satisfazer. Tenho provas disto. Um e-mail onde o ex. presidente da Opus perguntava se Luiz Mott tinha gostado do “presente”…

    Eles, a Opus e aquele portal nojento, chegaram a criar um site supostamente para apoiar os deficientes físicos glbt, mas a realidade era bem outra. Eles nunca quiseram saber dos problemas dos deficientes glbt para nada, e ainda se tentaram aproveitar dos 2 únicos deficientes que participaram no site. A um deles nunca o quiseram ver. Porque o achavam deficiente de mais ? E ao outro, como já o acharam mais bonitinho, tentaram usa-lo como “presente”. Só que esse “presente” revelou-se muito envenenado!

    Veremos quanto a imprensa tiver conhecimento desta escandaleira e ficarem a saber que todos vocês já sabiam disto e decidiram calar-se. Veremos o que eles vão pensar disto quando eu der a minha derradeira entrevista ao semanário O Crime. É só uma questão de tempo. E faço questão que seja na hora certa.

    A vingança é um prato que se serve frio!

  10. 10 10  Moriae

    Ao comentador Miguel:

    Preocupa-o a educação que vai proporcionar ao seu filho? Pois … Infelizmente, parece-me que tem razões para isso.

    Conheço um pai que é do seu género … é o Sr. Albino Almeida. Penso que terá um blogue … bom, pode sempre ir ao site da CONFAP e procurar por ele.

  11. 11 11  rendadebilros

    Sr Miguel
    Faça o favor de disponibilizar as grelhas e os critérios com que o sr. é avaliado no seu emprego. Depois disso, falaremos.

    O sr. não tem que se preocupar: os professores do seu filho vão dar-lhe , com toda a certeza, o melhor como professores… o sr. terá que lhe dar a educação , por isso é pai. Alguns pais o que querem é mandar nos professores e fazê-los dar as notas que acham que os filhos merecem. Felizmente a maioria é participante que família e escola não podem estar desligados… Mas pai é pai e professor é professor.

    Daniel: peço desculpa por usar este espaço para responder e exigir as tais grelhas que anda toda a gente a encher a boca a falar que todos são avaliados, farto-me de pedir as grelhas de todos e … nada…

  12. 12 12  Idalina Jorge

    Bem haja pela referência.
    :) Idalina Jorge

  13. 13 13  Miguel

    Moriae,

    Não sei exactamente o que é “um pai do meu género”?
    Preocupado? Exigente? Empenhado? Disposto a fazer sacrificios pela filha?

    Esse senhor que refere, tb é assim? tem razao…talvez os deva conhecer.

    No entanto..uma vez mais não vi nenhuma proposta. Nada.
    Julgo que a sua opinião é representativa de uma boa parte dos professores.
    É exactamente a isso que me refeira…

    Rendabilros,

    Tenho todo o prazer em disponibilizar. Faça o favor de disponibilizar o seu email.
    até lhe digo mais. Tenho duas grelhas e dois manuais de procedimentos.
    Uma diz respeito a bonus anuais outra a progressão na carreira.
    Aliás nao sou só eu que tenho… pode tb pedir a qualquer de varios milhares de colaboradores do grupo Sonae, da PT, da Vodafone, ou de qualuqer banco em Portugal, ou se centenas de outras empresas.
    Serão métodos perfeitos? Nem pensar!!
    Queixo-me muitas vezes…
    É razoável exigir que, por esse motivo, não existam? nem pensar!

    Os seus comentários sobre pais, sobre como são os pais, ou sobre o que me devo preocupar. São desnecessários.
    Sobre as minhas qualidades de pai eu responderei perante a minha filha, quando ela puder avaliar.

    Os professores devem responder perante todos os cidadãos (quem lhes paga) e, em especial, perante os pais.

    Á semelhança da sua colega do outro post..não respondeu?
    Qual a sua proposta? Não têm? Não sabe?

    Miguel

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    rendadebilros, não tem de pedir desculpas. Vou aliás plagiá-lo.

  15. 15 15  rosinha dos limões

    rendadebilros e Daniel:
    Mas que grelhas querem conhecer e para quê????Duvidam que a maioria dos trabalhadores por conta de outrém estão “periodicamente” sujeitos a avaliação de desempenho???? Com grelhas , sem grelhas, e com citerios e parametros desenhados pelos departamentos de RH, QUE NINGUÉM OUSA DISCUTIR!!!!!….. E com consequências!!!
    Para não falarmos aqui daqueles Patrões, que dispensam essa figura independente, e simplesmente a avaliação é DELE, porque é ele que PAGA!!! A maioria das PMEs, avalia os seus trabalhadores assim!
    Depois há as outras: uma minoria, mas para vosso esclarecimento, porque não consultam as grelhas de avaliação das empresas de RH que trabalham para o sector bancário, por exemplo?? È só uma sugestão!!!
    Mas para mim, a pior avaliação a que a maioria dos trabalhadores do sector privado tem, é não saber se no mês seguinte tem aquele ou outro emprego!!!!

  16. 16 16  Daniel Oliveira

    «Duvidam que a maioria dos trabalhadores por conta de outrém estão “periodicamente” sujeitos a avaliação de desempenho????»

    Não estamos a falar da opinião a olhómetro do chefe. Estamos a falar de avaliação com regras e critérios claros. E quanto a isto, não duvido. Sei (por experiência própria) que a maioria dos trabalhadores por conta de outrém em Portugal não é “periodicamente” sujeita a avaliação de desempenho rigorosa e com critérios.

  17. 17 17  Moriae

    Daniel, está-se aqui a passar um fenómeno parecido com aquele que acontece frequentemente no blogue do Paulo Guinote i.e. aparecem uns anónimos ou ‘Migueis’ com este tipo de discurso e, quando lhes respondemos seriamente, ignoram. Mais tarde, voltam a ‘atacar’ em outro post ou situação.
    Este sr. Miguel, depois de deixar o seu 1º comentário aqui (a ver se pegava) foi colá-lo à Sinistra Ministra.

    Lamento estar a ‘invadir’ assim a sua caixa de comentários. Aceite as minhas desculpas.

    Cordialmente,
    M.

  18. 18 18  Miguel

    Sr. Moriae,

    Certamente que preferia que só surgissem comentários de colegas seus.

    Infelizmente, há quem discorde e isso é uma terrivel chatice.

    O seu discurso de “ataques” e “ver se cola” é completamente despropositado.

    Nota-se que está pouco habituado a ser questionado…deve ser dai que vem a aversão às avaliações.

    Coloquei o mesmo post nesse blog porque é sobre o mesmo tema e porque a minha pergunta é a mesma.

    Qual o problema?

    Podia era ter aproveitado para responder alguma coisa com valor… mas isso deve ser pedir demais.

    Miguel

  19. 19 19  Moriae

    Sr. Esclarecido Miguel,

    Leia então a notícia/entrevista anexada ao post onde ‘colou’ os seus nobres sentimentos e diga-nos a nós qual a parte que discorda. Nós sabemos do que falamos não falamos é com toda a gente. Somos muitos, mas selectivos.

    Com os meus melhores cumprimentos e votos de um lugar ao céu para o Daniel e leitores habituais.

  20. 20 20  Miguel

    Sr Moriae,

    Não concordo com, pelo menos, isto:

    http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=281805&idselect=229&idCanal=229&p=200

    “Claro que não aceitamos a questão dos resultados e do abandono escolar. É evidente que achamos que os professores devem orientar o seu trabalho para a obtenção dos melhores resultados possíveis dos alunos. Ser avaliados por isso achamos que não.”

    Comentario: Para os professores é evidente que não são responsáveis pelos resultados dos alunos…brilhante!

    “Quando me vêm dizer que esta avaliação tem por objectivo promover a excelência e promovendo-se a excelência parte-se do princípio que os professores vão ser melhores profissionais, vão ter melhor desempenho, vão eventualmente conseguir até na sua avaliação chegar às melhores classificações e depois a promoção da excelência passa por impor mecanismos administrativos, como sejam as quotas, para que os professores não possam ver reflectidas nas classificações aquilo que é o seu desempenho é inaceitável. Somos completamente contra isso.”

    Comentario: O conceito de que nem todos podem chegar as escalões máximos é estranho para os professores..embora seja a regra em todos os outros locais.
    O conceito que se pretende compensar os “melhores” e não os “bons”..é estranho.
    è estranho proque dá jeito serem todos “excelentes” como tem sido a regra.
    É estranho embora os milhões de cidadãos que nao são funcionários publicos, vivam como conceito desde sempre.

    Miguel

  21. 21 21  Moriae

    A esmagadora maioria, contentava-se com um suficiente. Uma colega pediu Bom (eu tb iria pedir caso não apanhasse a mudança nem que não fosse para abanar o status quo) e não lhe foi dado. em contrapartida, os argumentos foram ridículos … A colega recorreu. Necessitou de recorrer ao seu advogado particular. 8 anos depois, obteve o Bom. Nem sei quanto dinheiro, dores de cabeça gastou … Mas sei que um ‘meio metro’ de um presidente (ao lado dela, muito mal habilitado e sem experiência quase nenhuma docente) tudo fez para que ela não conseguisse a dita nota …
    Em resumo, está enganado, Miguel.
    Último aspecto: nunca houve qualquer excelente. Sabe porquê? Porque o Estatuto da Carreira Docente anterior, de 89 ou 91, nem sei, não foi devidamente regulamentado …
    Assim … meu caro, em que ficamos?
    Quer que lhe diga como é avaliado o meu irmão, que é engenheiro (apesar de ser a sério)? Quanto ganha, as férias que faz, os cursos que faz?

    Daniel …. sorryyyyyyyyy

  22. 22 22  Paulo G.

    Obrigado, pá!
    Quando for preciso alguma coisinha, lá na Escola arranja-se uma Nova Oportuinidade. :D

  23. 23 23  Miguel

    Caro Daniel,

    Infelizmente fui “silenciado” no blogue do Sr. Moriae, por motivo que desconheço…

    Gostaria que ficasse o registo “público” desta interacção e da forma como termina (pela minha parte).

    Expressei a minha opinião a favor das avaliações, do seu efeito na progressão e no objectivo de distinguir os “melhores” e não os “bons”.

    É a minha opinião como cidadão e como pai. Julgo que não usei qualquer expressão ofensiva ou menos própria e que tenho direito a expressar o que acredito.

    Lancei o repto para que alguem ligado ao movimento dos professores apresentasse a sua proposta. Talvez existisse uma alternativa melhor…

    O registo dessas respostas está neste blog e no outro (a que o Daniel dá destaque…). E inclui ser apelidado de “bronco básico” e uma notas sobre balas (?!) e outros comentários na mesma linha…

    No que me diz respeito, as respostas que recebi falam por si e pela possibilidade que existe de atingir uma solução razoável sem grandes convulsões..ou seja, zero.

    Ao Daniel, diria que deve avaliar melhor as causas e, em especial, os intervenientes que decide “apadrinhar”. Nem todas as companhias são recomendáveis.

    Miguel

  24. 24 24  sansimon

    Alguns
    desses blogs
    são muito bons.

    E hoje na revista mais lida de Portugal alguns bons professores, profissionais de vocação como é a maioria deles, creio, falam claro e tão bem ou melhor que doutores.

    Uma bella ocasião de se aprender.

  25. 25 25  Patricia

    Nos sabemos do que falamos,não falamos é com toda a gente.Somos muitos,mas selectivos.Mas afinal como é que querem o apoio e compreensão da maioria dos portugueses?

  26. 26 26  brit com

    Em primeiro lugar, obrigada pela referência a’O Cartel, em nome dos seus 120 membros.

    Para o Miguel (e peço também desculpa por usar este espaço, mas é onde está a decorrer o “debate”), aqui fica este post que coloquei há uns tempos no meu blog:

    Modelo Simplex para treinadores de bancada:

    Não acha que um professor deva ser avaliado pelo seu rigor científico?

    Não acha que um professor deva ser avaliado por alguém no mínimo da sua área disciplinar? (Escusam de citar o FAQ, pois na minha escola não existe nenhum titular da área de Inglês que me possa avaliar)

    Não acha que um professor deva ser avaliado pelo seu trabalho e não pelas condicionantes sócio-económicas dos seus alunos?

    Se respondeu “Acho” a estas questões (entre muitas outras que se poderiam colocar) tenha cuidado:

    Acabou de se manifestar contra este modelo de avaliação!

  27. 27 27  Moriae

    Miguel,

    … não foi ainda mas será, lhe garanto, se tal me apetecer. Até agora, nunca o fiz e os comentários nem têm aprovação.

    Dani (até já tenho esta confiança … mentira, estava a brincar), grande noite esta! Acampou aqui uma multidão acelerada!

    Patrícia, cada macaco no seu galho … somos selectivos quando não damos confiança a provocadores inconsequentes (volta e meia falhamos-falo por mim, pecadora). De resto, tenho algumas ideias pessoais sobre a moda de ‘toda a gente pode e com grande juízo, opinar sobre a vida dos professores, sua carreira, formação e avaliação. Sobre as famílias, tb tenho opiniões pessoais. Mas isso, já seria demais aqui.

    Se a puder ajudar, com algum esclarecimento, opinião, disponha.

  28. 28 28  brit com

    Tenho ouvido muitas vezes a pergunta “Se não concordam, porque não apresentam modelos alternativos?”
    Pela minha parte digo isto:
    1. Não fui consultada quanto ao original. Teria sido de bom tom da parte do ministério da educação colocar o projecto a discussão nas escolas.
    2. Não tenho obrigação nem tempo para reformular decretos… não sou legisladora, sou professora.
    3. Não me importo de ter aulas assistidas, nem de ser avaliada. Importa-me dar uma aula em Inglês e ser avaliada pela colega de Francês. E também me importa ser avaliada por algum aluno abandonar a escola por os pais o mandarem ir mendigar para a rua ou trabalhar para as obras…
    4. Importa-me ainda ser avaliada pelos resultados dos alunos nos termos de uma comparação que li algures (peço desculpa ao autor, pois não me lembro agora onde): Se um médico faz um mau diagnóstico e o paciente morre em consequência é uma situação. Se o médico faz um diagnóstico correcto, medica, mas o paciente se recusa a tomar a medicação… Deixo a conclusão para quem quiser…

  29. 29 29  Patricia

    Eu não quero opinar sobre a vida dos professores,nem sobre as carreiras,avaliações ou a sua formação.Eu só fiz aquela observação porque na realidade a grande maioria das pessoas não sabem bem o que se está a passar.Agora tenho que lhe dizer que efectivamente o que me preocupa e muito são os resultados escolares dos alunos.

  30. 30 30  Miguel

    Caro Brit com,

    Não sei o que considera “treinadores de bancada”.
    São os pais? Os cidadãos? os alunos?

    Se calhar estes são a equipa…mas parece que os treinadores se querem treinar uns aos outros…

    Respondendo às suas questões

    “Não acha que um professor deva ser avaliado pelo seu rigor científico?”

    Acho.

    “Não acha que um professor deva ser avaliado por alguém no mínimo da sua área disciplinar?”

    Só na componente, estritamente, cientifica.

    “Não acha que um professor deva ser avaliado pelo seu trabalho e não pelas condicionantes sócio-económicas dos seus alunos?”

    Acho.

    Considero que só adulterando a proposta de modelo de avaliação, é que se conclui que a resposta às suas perguntas me torna um “manifestante”.

    Mas tb gostava de colocar 2 ou 3 perguntas em modelo simplex:

    - Considera que todos os professores são tão competentes que devem chegar ao escalão mais elevado da carreira?

    - Considera que existem maus professores no sistema?

    - Considera que os melhores professores devem ser reconhecidos e os piores penalizados?

    Se respondeu sim às 3 perguntas, isso significa que é a favor de um modelo de avaliação com impacto na carreira dos docentes.

    A pergunta que se impõe, então, é qual o modelo que propõe?

    Miguel

  31. 31 31  Moriae

    Patrícia,

    tb estou extremamente preocupada com as nossas crianças, jovens e até, adultos.
    Os mais novos, em desenvolvimento físico, psicológico, afectivo … a quem a escola poderia dar tanto para a sua formação e que são tão mais frágeis, são as maiores vítimas de tudo isto.
    Um modelo social justo, é imperativo! E … onde está ele? Sabe, há muitas pessoas capazes de ‘alinhar’ num modelo como o que este governo propõe. Sujeitar-se-ão a tudo o que lhes é pedido. Na minha perspectiva, essas pessoas já são fruto de más políticas anteriores ou então são co-responsáveis por elas, caso se trate de malta mais velha, habituada aos tachos …
    Os resultados escolares, tenderão a ser homogeneizados (a começar pelo lema: os alunos passam todos). Para contar alegremente para as estatísticas. E meia dúzia de jovens, serão destacados. Assim, alimenta-se uma sociedade de escravos e senhores, fingindo que todos têm sucesso e que alguns são excelentes. Esses, serão os apadrinhados.
    Como professora, notei uma diferença enorme (grave) entre 1999 e 2005. Estive numa ESE e quando voltei ao Básico, senti-me atordoada …Posso dizer que a diferença entre 2005 e 2008 é ainda mais avassaladora.
    Na sua maioria, os professores querem mesmo ensinar. E são geralmente, muito ‘paternais’, com todo o gosto.

    [Lá me 'estiquei outra vez ... mas neste comentário, foi diferente. Escrevi com carinho]

  32. 32 32  brit com

    Para já sou mulher, por isso “cara brit com”.
    Considero treinadores de bancada aqueles que falam dos assuntos sem se inteirar dos mesmos. São as pessoas que só porque frequentaram uma escola acham que sabem como é a vida dos professores. São as pessoas que gostam de generalizar e que não conseguem argumentar, recorrendo sempre aos mesmos chavões mastigados.
    Quanto às suas questões:
    O que considero é que o acesso ao escalão mais elevado não pode nunca estar condicionado por quotas. Não cabe ao ministério fixar à partida que só podem existir 5% de professores excelentes (leia-se competentes).
    Sim, considero que existem maus professores. Nunca disse o contrário. Nisso a minha área profissional não é diferente de qualquer outra.
    Como tal a resposta à sua penúltima questão também é sim.
    No entanto, basta ver o modo como foi conduzido o concurso a professor titular (os actuais avaliadores) para ver a seriedade com que os supostos competentes foram seleccionados: por um sistema de pontos baseado em cargos exercidos… quem não chegasse aos 95 pontos não seria titular. Quem não tivesse tido cargos, mas simplesmente leccionado turmas não somou os 95 pontos…
    Não me cabe a mim propor um modelo. A mim cabe-me cumprir a minha função: ensinar.
    Cabia ao ministério fazer uma pesquisa cuidada, auscultar todas as partes envolvidas, fomentar o debate e depois apresentar um modelo viável. Não o tendo feito, cabia-lhe ao menos ouvir aquilo que os professores têm a dizer.
    Mas aconselho-lhe a pesquisa sobre o modelo de avaliação finlandês que é aquele que me parece mais acertado. Não sei é se funcionaria em Portugal…
    (Desculpe a demora da resposta, mas tenho aqui dois filhotes a saltitar à minha volta… lol)

  33. 33 33  Miguel

    Cara Brit Com,

    Aproveito para complementar o meu post anterior.

    A sua questão que está relacionada com a “condicionantes socio-economicas dos alunos”, é respondida no site do seu ministério.
    Aliás revela a quantidade de desinformação passada pelo sindicatos.

    Para mim, a resposta parece-me bastante boa..

    de facto todas as suas questões são respondidas e não me parece encontrar nada absurdo ou pouco razoável.

    “P: Ao contabilizar os resultados escolares, os professores de escolas em territórios socialmente desfavorecidos não serão prejudicados?

    R: Não, porque, para além de ser o progresso dos resultados que é tido em conta e de os objectivos serem definidos caso a caso tendo em conta o contexto socioeducativo de cada escola, os professores de uma escola nunca são comparados com os de outra escola. A avaliação dos resultados é feita no contexto da escola, da disciplina ou área curricular e da turma.”

    “P: Como pode um professor avaliar um outro que não seja da mesma disciplina?

    R: Os departamentos curriculares integram efectivamente professores de diferentes disciplinas (por exemplo, Matemática-Ciências). Por isso, está previsto que o coordenador do departamento possa delegar num outro professor titular a avaliação do desempenho de um docente numa dada disciplina, da mesma área do professor a avaliar.”

    http://www.min-edu.pt/np3/1741.html

    Miguel

  34. 34 34  don vito

    Movimento de Defesa da Escola Pública ? só mesmo com uma sonora gargalhada, caro Daniel. É bom recordar-te, já que és tão prolixo a defender tudo o que mexe de contestação ao governo, que só mesmo por total falta de pudor é que te associas a isto. Senão vejamos:
    Há 3 anos atrás toda a classe média e média baixa, sobretudo nas grandes cidades, tinha que colocar os seus filhos em escolas privadas porque, infelizmente, os horários da escola dos filhos não se adequavam minimamente às suas obrigações profissionais. Famílias que impossibilitadas de colocar os filhos na escola pública tinham que despender cerca de 30% do seu já escasso rendimento mensal para uma privada, era uma vergonha nacional e um enorme desprestígio e falhanço do Estado social que qualquer homem de esquerda defende. Nessa altura, onde todos os professores ascendiam na carreira até ao 10º escalão, davam 8 horas de aulas por semana e iam à sua vidinha, faltavam em barda ao primeiro tempo da manhã e metiam atestado médico e progrediam na carreira sem esforço nem mérito, nunca os ouvi falar da defesa da escola publica. Agora que tudo isto acabou, sim, estão preocupados com a escola pública. Que vergonha Daniel, que vergonha!

  35. 35 35  brit com

    Miguel,
    terei todo o gosto em continuar o debate e partilhar consigo as dificuldades que os professores passam no seu dia a dia e outras opiniões sobre a educação. Para tal deixo aqui, se desejar, o meu contacto MSN: theenglishcastle@hotmail.com

  36. 36 36  Miguel

    Cara Brit Com, (ja tinha reparado no erro..)

    Compreendo que se coloque na posição de professora e nao de “legisladora”.

    No entanto, parece-me que quando adoptamos uma posição de critica temos de oferecer alternativas melhores. Durante o exercicio, podemos até concluir que nao temos alternativa melhor.

    Considero que os professores têm sido mal representados pelos sindicatos, precisamente devido ao facto de serem incapazes de apresentar uma alternativa válida.
    Ou melhor, apresentam listas do que desagrada e isto tende a ser tudo o que penalize alguns professores. Independentemente de merecerem ser penalizados ou não.

    Os sindicatos originam o contexto em que não há negociação possivel, porque nao aceitam as premissas básicas e nao pretendem chegar a qualquer acordo.

    Estive agora a percorrer o site da Fenprof…não encontrei uma proposta. encontrei varias listas do género ” o que discordamos na proposta xxxx”.
    Se existem alternativas deviam estar na primeira página e bem destacadas…nao concorda?

    Relativamente ao seu conselho..peço desculpa mas finlandês é uma lingua que não domino.

    Fico-me por ler a proposta para Portugal e formar uma opinião.

    E a minha opinião é que os principios que estruturam a proposta são válidos e que os objectivos a que se propõe são essencias para a sobrevivência da escola pública.

    Tambem é minha opinião que se os professores aceitassem os principios e dirigissem a sua energia para melhorar a proposta, o resultado seria melhor para todos.

    Fica, uma vez mais, a opinião de quem se considera parte interessada e envolvida..mas que é vista pelos professores como “treinador de bancada”.

    Miguel

  37. 37 37  Tiago Soares Carneiro

    O QUE EM MÉDIA UM PROFESSOR DO 2.º OU 3.º CICLO FAZ DURANTE UM ANO LECTIVO:

    Com base no meu “estudo” pessoal (Lurdes Paraíso),

    Lecciono 6 turmas em Educação Visual, no total de 117 alunos;
    Lecciono 1 turma em Formação Cívica, de 19 alunos;
    Lecciono 1 turma em Área Projecto, de 23 alunos;
    Lecciono Aulas de Complemento Curricular no 1.º ciclo, no Clube de Artes, do 1.º ao 4.º ano, no total de 21 alunos;
    Lecciono o Clube de Jornalismo, no total de 13 alunos,

    Logo, trabalho em contextos específicos, com 193 alunos!

    A - Documentação/papeis criados, preenchidos e tratados:

    1 - Início do ano: Planificações (1 pág. por turma/disciplina/área = total de 10 págs.); Critérios de Avaliação/correcção (1 pág. por turma/disciplina/área = total de 10 págs.); Descriminação de competências a atingir (1 pág. por turma/disciplina/área = total de 10 págs.); articulações interdisciplinares (1 pág. por turma = total de 6 págs.); (…) são fotocopiadas (1 exemplar para o dossier de Directores de Turma, no Plano Curricular de Turma, 1 ex. para o Conselho Executivo, anexo à acta, 1 ex. para os nossos registos pessoais, 1 ex. para o dossier de Departamento …)
    Logo, num total de 36 páginas (120 fotocópias)
    Se temos alunos com “NEE”, serão mais 4 páginas de documentação, fotocopiadas em triplicado, logo 12 págs.)
    Ficam de fora, testes diagnósticos (117 fotocópias e 6 relatórios = 6 págs.)

    2 - A meio de cada período (Avaliações Intercalares): registo de avaliações intercalares (1 pág. por turma/disciplina = total de 8 págs.) (…)
    Logo, 3 períodos num ano lectivo, no total de 24 págs.)

    3 - Final de período: fichas de avaliação (1 pág. por aluno = total de 193 págs. Fotocopiadas em duplicado); ficha de avaliação de Formação Cívica, Área Projecto, Clube de Jornalismo, Educação para a saúde, Clube de Artes (1.º ciclo) (1 pág. por disciplina/área = total de 5 págs.)
    Logo, num total de 198 págs. (394 fotocópias)
    Logo, tendo 3 períodos lectivos, dá um total de 594 págs. (1182 fotocópias)

    4 - Sou Directora de Turma: início do ano: Plano Curricular de Turma (25 págs., fotocópias: 1 exemplar para dossier de Direcção de Turma, 1 exemplar para o Conselho Executivo); Planos de Recuperação (este ano tive 6 alunos com cada plano a 4 págs., logo 24 págs., fotocopiadas em duplicado); registo de faltas (10 disciplinas, registadas em fichas e depois no sistema informático); preenchimento das fichas de avaliação (total de 19 páginas); (…)
    Logo, num total de 78 págs. (98 fotocópias)

    5 - No último período, ainda relatórios de avaliação: para Formação Cívica (1 pág.); para Área Projecto (1 pág.); para Clube de Jornalismo (1 pág.); como Directora de Turma: para avaliação da turma (2 págs.); para Planos de Acompanhamento (1 pág.); para Retenção (1 pág. por aluno, depende das retenções); para Retenção Repetida (3 pág. por aluno, depende das retenções repetidas); para Planos de Recuperação (1 pág. por aluno, vou fazer 6, porque tenho 6 alunos em Planos = 6 págs.); para Director de Turma, sobre o meu trabalho desenvolvido (média 3 págs.); para o Clube (1 pág.); para o 1.º Ciclo (1 pág.); (…)
    Logo, num total no mínimo de 22 págs. (44 fotocópias)

    Como compreenderá, deve estar a escapar-me alguma coisa, ou haver aqui alguma margem de erro!

    Em resumo (ao longo dum ano lectivo):

    a) Trabalho com 193 alunos;

    b) Posso criar, analisar, preencher (”passam-me pelas mãos”) 758 páginas (papel);

    c) Estão envolvidos aproximadamente 1 456 fotocópias/PB;

    d) Faço, em média, 17 367 registos (mão livre/informatizados) em documentos oficiais (explico a seguir).

    Nas fichas de avaliação dos alunos (1 por aluno = 193 alunos) são registados dados (cruzes, abreviaturas de menções qualitativas, etc.):
    Educação Visual - 7 dados/aluno x 117 alunos x 6 turmas x 3 períodos = 14742 registos;
    Formação Cívica - 7 dados/aluno x 19 alunos x 3 períodos = 399 registos;
    Área Projecto - 5 dados/aluno x 23 alunos x 3 períodos = 345 registos;
    Como Directora de Turma (preencher dados como: nome, números, faltas, cruzes de avaliação global, cruzes de recomendações ao encarregado de educação) = aproximadamente: 33 dados/aluno x 19 alunos x 3 períodos = 1881 registos;

    e) Somando os registos oficiais com os pessoais (alíneas a + e), dá - 30 003 registos totais (explico a seguir)

    Se considerar os dados que manipulo antes de os introduzir nos documentos oficiais, então será só na disciplina de Educação Visual, o seguinte:
    3 Trabalhos (média) por período x 12 registos (12 critérios de avaliação/correcção em Excel) x 3 períodos x 117 alunos (em Educação Visual) = 12636 registos pessoais.

    B - Reuniões ao longo do ano lectivo: 91 reuniões

    a) Conselhos de Turma:

    1 Setembro + 1 início ano lectivo (após as aulas começarem) + 1 fins de Setembro
    + 1 Intercalar do 1.º período + 1 final do 1.º período (avaliação) + 1 intercalar do 2.º período + 1 final do 2.º período (avaliação) + 1 intercalar do 3.º período + 1 final do 3.º período (avaliação) x 6 turmas = total de 54 reuniões

    b) Encarregados de Educação, porque sou também Directora de Turma:

    1 Início aulas + fim 1.º período + fim 2.º período + fim do 3.º período x 1 turma = total de 4 reuniões (fora as reuniões que vou tendo com Encarregados de Educação nas horas de atendimento e a título individual).

    c) Outras reuniões:

    Reunião Geral (2 reuniões/ano) + Conselho de Directores de Turma (10 reuniões/ano) + Áreas Curriculares não Disciplinares (3 reuniões/ano) + Clubes e Projectos (3 reuniões/ano) + Departamento (11 reuniões/ano) + reuniões diversas, tipo preparar actividades extra-curriculares (média 4 reuniões/ano) = total de 33 reuniões.

    C - Outros indicadores, que “não têm papel”, nem convocatórias:

    - Ensino Educação Visual, sou “psicóloga”, “mãe/pai”, procuro resolver problemas de indisciplina, de zangas, de “guerras e guerrinhas”, ouço desabafos, confidências, avalio e envio relatórios para Segurança Social, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, quando é necessário (Nota: trabalho com adolescentes);

    - Atendo Pais e Encarregados de Educação, articulo com eles, mas não recebo outros Pais ou Encarregados de Educação de que tanto preciso, porque não querem, ou, não podem vir à escola;

    - Participo na organização, colaboração de actividades extra-curriculares: Festa de Natal, Carnaval, Páscoa, “Feira de Maio”, Encerramento Ano Lectivo (…);

    - Faço a paginação do jornal da escola (28 págs. /jornal x 3 períodos = 84 págs.);

    - (Fazendo uma média de dois trabalhos por período na minha disciplina), observo e acompanho: 117 alunos x 2 trabalhos/média/período x 3 períodos =702 trabalhos práticos.

    - (…)

    FIM

    Agora imagine um professor de uma disciplina que dá testes!!!

    ((2 a 3 por período X 117 alunos) X 30 min mínimo corrigir) X 3 períodos

    mmmmmmm????????

    Faça as contas…

    Eu sou professor!!! Se quiserem ensino a fazer!!!

  38. 38 38  Tiago Soares Carneiro

    Caro Miguel

    - Considera que todos os professores são tão competentes que devem chegar ao escalão mais elevado da carreira?

    Não, as cotas a mim não me repugnam. O que me repugna é introduzir um modelo de avaliação injusto e à pressa SÓ para introduzir cotas e poupar dinheiro. Não para melhorar o ensino!!!

    - Considera que existem maus professores no sistema?

    Claro que existem!!! Em todas as profissões há maus. Mas tb acho que não devem ser os COLEGAS a fazer essa denúncia. Só trará mau ambiente de trabalho, bufaria, etc. Mas criar comissões externas (credíveis) custa dinheiro e isso não interessa. O que interessa é poupar!!!

    - Considera que os melhores professores devem ser reconhecidos e os piores penalizados?

    Mas isso não vai acontecer!!!
    Eu posso ser mau e ter melhor nota que um que á bom noutra escola. Depende das notas!!! Depende das cotas!!! Depende dos “padrinhos”!!!

    Já reparou que haverá 10% de cotas para as notas excelente e muito bom.
    Já reparou que os coordenadores/avaliadores tb são 10% dos professores.
    Quem terá a melhor nota????

    E os 7000 contratados que serão avaliados este ano? Acha que lhes vão dar as boas notas para depois não terem para eles.

    Pense comigo - Eu dou ao contratado = fico com um bomzinho para mim.

    Tá bem tá!!!

  39. 39 39  Tiago Soares Carneiro

    http://democraciaemportugal.blogspot.com

    E este?

    Tb fala muito e muito sobre Educação.

    “Se não te interessas por política, arriscas-te a ser governado pelos teu inferiores”

    INGINHEIRO!!!!!

  40. 40 40  Tiago Soares Carneiro

    E nestes caso cotas são TODOS os que vi passar para a grande manif de apoio ao PS.

    Eu estava lá e QUOTAS não vi.

    Por isso na educação não me repugna cotas!!!

    E haverá muitos… nem os que têm cancro podem parar…

    Vamos todos ensinar os “meninos” até aos 70 ou mais (que até lá já mudaram isto tb).

    Eu serei cota e espero quotas para que a minha cota possa levantar as co(s)tas.

    Eu quero cotas mas e as quotas???
    Não vou chegar lá…

    As quotas não vão permitir…
    E a cota tb não me deixará!!!
    Só se aparecer algum sem quotas…
    Que a levará…

    Será um político?

  41. 41 41  brit com

    Miguel, peço desculpa, mas não me dirigi a si como treinador de bancada. Esse era o título do post que coloquei no meu blog.
    Mas só se consegue fazer uma leitura completa do modelo proposto fazendo uma leitura completo do contexto em que irá ser implementado.
    Relativamente à sua citação do FAQ do ministério: na minha escola não há titular de inglês (a minha área), pelo que tal não se aplica.
    Além disso, se aponto o facto de ser avaliado por alguém que não da minha área como inaceitável, presumo que se leia que a alternativa proposta é ser avaliado por alguém da minha área.
    Uma vez também que refere que as condicionantes sócio-económicas vão ser consideradas e como acho pouco provável que um aluno deixe a escola por causa de um professor, diga-me então qual a relevância desse critério?
    E outra questão: se o ME desde o início se mostrou irredutível na discussão/aceitação de propostas (e relembro aqui a longa saga do ECD em que foram apresentadas alternativas que bateram no muro da teimosia), acha mesmo que a apresentação de alternativas faria o ME desviar-se da sua conduta? Pura utopia.

    E vou-lhe dar mais um exemplo muito simples: a professora responsável pelo ensino especial havia sido integrada no departamento de expressões da minha escola, que engloba as disciplinas de Ed. Musical, Ed. Física, Ed. Visual e Tecnológica. A professora de ensino especial é a professora titular pelo tal concurso que referi e, como tal, a avaliadora dos professores desse departamento.
    Mas, como digo, é preciso ler a realidade. A Lei de Bases do Sistema Educativo é um documento teórico excelente… mas veja as suas consequências…
    Já lhe pus à disposição o meu contacto msn, que estes debates em caixas de comentários não são muito práticos, ainda por cima com moderação.
    Com cumprimentos

  42. 42 42  ze

    Agradeço a referência ao blog do MEP, reconhecendo-lhe a coragem de tentar debater a escola pública, a educação que o Estado tem obrigação constitucional de garantir a todos os cidadãos, desde a infância até ao fim da vida, sejam filhos de quem forem, tenham filhos ou não.
    Incluindo o debate sobre e com professores, não se esgotando nele. O que como se pode ver pelos próprios comentários aqui aduzidos, não é tarefa fácil. Tarefa que a política do Governo Sócrates procura dificultar ainda mais, focando ardores e raivas nos docentes, por muitas e variadas formas de propaganda, em receita mais que conhecida de desvio de atenções do essencial.
    Arrisquemos pois o pensamento, ouvindo e ouvindo e procurando mobilizar pela escola pública, transversalmente, sem desvalorizar os que nela trabalham e lhe criam conteúdo e sentido, diariamente.

  43. 43 43  at

    “Há 3 anos atrás toda a classe média e média baixa, sobretudo nas grandes cidades, tinha que colocar os seus filhos em escolas privadas porque, infelizmente, os horários da escola dos filhos não se adequavam minimamente às suas obrigações profissionais. Famílias que impossibilitadas de colocar os filhos na escola pública tinham que despender cerca de 30% do seu já escasso rendimento mensal para uma privada, era uma vergonha nacional e um enorme desprestígio e falhanço do Estado social que qualquer homem de esquerda defende.”

    A escola não é um armazém de crianças.

  44. 44 44  ze

    A escola não deve ser um armazém.
    Tem de ser, para muitos de nós, um lugar de criação e de cultura, no sentido mais nobre do termo, e também no mais agrícola.
    É preciso tê-la fisicamente adaptada à criação e à cultura, um lugar onde acontece o tempo precioso da vida de quem está a crescer.
    Lidar com o tempo (o presente e o ausente, o que é obrigatório ali e o que é necessário viver noutro sítio) na escola é muito importante, e muitas das nossas escolas, incluindo as privadas, ainda não oferecem as condições de espaço, tempo e atenção de humanos uns aos outros que fazem falta ao criar e ao crescer.
    Mas para quem está aflito a correr de emprego a emprego (um muitas vezes não ch€ga, não é, especialmente nos tais centros urbanos) para garantir o consumo e a sobrevivência (olhem que não tem de ser a mesma coisa, mas até parece não é?), falta o tempo de pensar se temos um armazém ou não, de conhecer quem é e como é a gente que povoa o tal “abrigo” de crianças, como e porque se organizam as coisas de uma ou doutra maneira.
    Falta o tempo até às vezes para ouvir e olhar os que para “lá” se mandam - e a simples forma como dizemos “mandar os filhos para a escola” devia fazer pensar. E parar.
    Há muita coisa a mudar, claro. Muita coisa foi mudando, também. Mas em que sentido? E como? Aí, entra a tal eficiência, ou eficácia, do fazer política, do agir e das suas consequências. De preferência /inteligência, antecipadas por estudo e lucidez, imaginação e observação.
    Haja capacidade de olhar, escutar e parar para não se apanhar com o comboio em cima.
    Qualquer mudança que se queira fazer sem reconhecer e estimular a crítica e a flexível correcção, como se vem assistindo no estilo ME-Socratico, revela falta de autoestima, que se quer resolver com murros na mesa. Assim a modos que na ponta do punho. Haja lucidez e mais confiança em nós, povoadores deste país. Ou querem mesmo que a gente desista de nós e fique por conta de salvadores?
    Deixem-se dessas nostalgias. Arrisquem!

  45. 45 45  Comissão de Defesa da Escola Pública

    Caro Daniel Oliveira

    Agradecemos a inclusão do nosso link mas vimos alertar para o facto desse blogue estar parado por motivos técnicos desde Dez/2007. O link para o nosso blogue actualizado é http://escolapublica2.blogspot.com

    Com os melhores cumprimentos

    CDEP

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