As notícias do Público na Internet passam a ter ligação directa para os blogues que as comentam. Colocada exactamente por baixo da fotografia, em lugar de destaque, uma pequena caixa dará conta do que se está a escrever na blogosfera sobre aquela notícia em concreto, aumentando as possibilidades de ligações entre os “bloggers” e o próprio jornal. Com a ferramenta Twingly.

Depois de uma reacção áspera à blogosfera, a comunicação social começou a citá-la. Agora, e bem, percebe que todos podem ficar a ganhar na rede. Os blogues dão leitura aos jornais online, os jornais online dão leitura aos blogues. Os blogues querem aparecer na sítio do jornal e aumentam os citações. O jornal devolve. Os blogues não são uma alternativa aos jornais. Integram-se na mesma rede. É este o futuro.


5 respostas ao post “Na rede”  

  1. 1 1  Pedro Baltazar

    Já chega de falar e escrever! Mais uma ferramenta para aumentar o tempo que perco a ler tretas na net. Quando é que começamos a fazer coisas?

  2. 2 2  Rui

    O que, diga-se, também aumentará as possibilidades de controlo sobre o que é escrito na blogosfera. Estamos cada vez mais todos a olhar para todos, numa torrente de feeds e backlinks. Interactivo, sim. Perigoso, sem dúvida.

  3. 3 3  Isabel Coutinho

    “Perigoso, sem dúvida”

    Também acho.
    Lembro-me que o Público “matou” o Forum Público, porque alguns comentaristas desagradavam ao Malheiros …

  4. 4 4  Paulo Querido

    “…também aumentará as possibilidades de controlo sobre o que é escrito na blogosfera. Estamos cada vez mais todos a olhar para todos, numa torrente de feeds e backlinks. Interactivo, sim. Perigoso, sem dúvida.”

    Se refere perigoso como em atravessar uma rua, concordo. É perigoso atravessar uma rua. É perigoso publicar a nossa voz.

    Recordo que as possibilidades de controlo são todas. Se isso é bom ou mau, depende apenas do ponto de vista. Esta técnica — de resto usada na blogosfera desde que eu a conheço — não aumenta as possibilidades de controlo. Quando muito, poupa meia dúzia de cliques e algum tempo. O que, convenhamos, é um favor. A forma como usamos depois o tempo poupado não é da responsabilidade do trackback — nem sequer da tecnologia ou da web… É nossa a responsabilidade de despendermos o nosso tempo a ler útil ou a ler fútil.

    Daniel: que os blogues dão leitura aos jornais, já é discutível mas aceito. Agora que os jornais dão leitura aos blogues, vamos dentro de algum tempo perceber que não é propriamente o que devemos esperar desta medida e de outras que já se sabem: o JN tem “blogues JN”, seguindo o exemplo do Público, o Portugal Diário anda em campanha de charme a convencer bloggers que são gente , o que é bom para ambos (no final vão ter um agregador de blogues que é mais uma razão para os leitores irem ao PD, e os bloggers ficam todos contentes por meterem um dístico igual ao que meteram a fazer publicidade à Superbock).

    E parece-me que haverá mais na fila.

  5. 5 5  Loura

    Pois eu leio os blogues para ver as notícias verdadeiras.
    Sou loura…

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