O Miguel Portas está a descodificar o Tratado de Lisboa no seu blogue.
O Tratado - Geral (I)
A a Carta dos Direitos (II)
O Directório (III)
É a economia, estúpido! (IV)
Serão acrescentados novos tópicos neste post.
Por Daniel Oliveira 17 Dez 07 em Blogosfera, Europa, União Europeia


Os meus parabéns pela iniciativa.
Pode ser que agora se perceba melhor aquilo que todos os lideres europeus assinaram que nenhum deles leu…
Belíssima ideia!!
Não sei qual é a opinião do Miguel Portas mas, curiosamente, as suas palavras indiciam que seja contra o referendo.
«Para quem se situe numa perspectiva de refundação democrática e social do projecto europeu, a resposta a esta interrogação é decisiva e, infelizmente, não oferece dúvidas: se ratificado, o Tratado de Lisboa enterra qualquer ideia constituinte»
Ora se “enterra” e (pelo contexto em que se insere a afirmação) hipoteca «qualquer ideia constituinte», por muito que se tenha baseado no Tratado Constitucional, a verdade é que não é uma Constituição, nem tem características de Constituição e como diz o Miguel - enterra qualquer ideia constituinte.
“(…) Nos idos de oitenta ele teve a intuição. É verdade que queria integrar Portugal na CEE para enterrar definitivamente as veleidades revolucionárias do país. Mas acertou (…) A adesão à CEE é a maior dívida de gratidão que temos com Mário Soares. (…)”
(Miguel Portas, Sol, 15/12/07)
O Miguel Portas fala por si e pelos seus amigos bloquistas, socialistas, pepedistas e psdistas. Mas por mim não fala, como também não fala por muitos outros democratas.
Eu, como Português, entendo, que é vergonhoso, o nosso povo não saber o significado do tratado de Lisboa, é vergonhoso olhar para uma escola primária e ver nela hasteada a bandeira da CEE. Nós nunca fomos nem conseguiremos ser colocados em pé de igualdade com os maiores países europeus, para quê esta fantochada, coloquem a minha Bandeira onde deve estar, se fazem favor:
BANDEIRA
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Eu olhei para escola
Estava o tempo mau
O que viu minha tola
A bandeira num pau!
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Eu digo, e essa não é
Bandeira de meu País
É Bandeira da tal CEE
Ai como eu fico infeliz!
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Pelo Tratado de Lisboa
Que não se sabe o que é
É que hastearam à toa
A tal bandeira da CEE!
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Bandeira , o encarnado
Com o vento a ondular
Era sangue derramado
Por quem por ti foi lutar!
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Bandeira, e o teu verde
Era verde d’esperança
Assim a tua cor perde
Na escola, uma criança!
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Na Bandeira, amarelo
Simbolizava nosso Sol
E esse tom assaz belo
É agora do Espanhol?
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Bandeira, e tuas quinas
Castelos duns mouros
Dizem pelas esquinas:
Que já não há tesouros!
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E na tua esfera armilar
Víamos em ti o Mundo
De uma forma circular
Agora, o erro profundo!
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Bandeira eu por ti lutei
Por ti eu galguei colinas
Vou-te buscar, não sei
Mostrarei tuas quinas!
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Bandeira eras a alma
Do povo desta Nação
Que soe perder calma
E fazer uma revolução!
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Piscoa