Ao ver na sexta-feira, na RTP 2, um episódio de um documentário sobre Chico Buarque (em que este se encontra com Ronaldinho Gaúcho em Barcelona, como dois génios se encontram para se admirarem mutuamente) e fala durante quase uma hora de futebol, não pude deixar de sentir esta superioridade do Novo Mundo, onde futebol, samba e poesia se misturam. E de sentir pena pelo tempo perdido por cá, em que intelectuais hiper-politizados desprezaram durante anos, com algum nojo, futebol, fado e toda a cultura popular que não fosse estritamente etnográfica. Em Portugal continua a não faltar quem pense que o “povo” está irremediavelmente alienado e embrutecido. Provinciana é a nossa elite. Felizmente, vai-se sentindo que alguma coisa está a mudar.
10 comentários 30 Dez 07 em Brasil, Desporto, Portugal



Não sabia que o provinciano Sócrates fazia parte da elite.
Quanto às mudanças, elas sentem-se e são vísiveis…no Brasil.
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A ideia de um povo que elege um governo que o considera incapaz de se pronunciar sobre toda e qualquer questão é … como dizer (?) … a ideia de um povo que elege um governo que o considera um asno, “irremediavelmente alienado e embrutecido”, é confrangedora.
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Pena o Chico não ser do Botafogo, mas enfim,
temos para compensar o grande Chico César.
Botafogo, o clube das esquerdas da gloriosa década de sessenta do século 20.
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Que sabe você do “povo”? Dos milhares de cidadãos deste País que vivem nas aldeias do interior, que não sabem ler nem escrever, comem chouriço com pão, são alcoólicos, subnutridos e produto de anos e anos de consanguinidade e alcoolismo? E dos filhos destes milhares, que não têm professores que se interessem por eles, que não têm pediatra nem dentista e que crescem alimentados a refrigerantes e batatas fritas?
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Honra seja feita a Eduardo Prado Coelho: um dos protótipos do intelectual portuguÊs dos últimos vinte anos apreciava futebol (era sportinguista) e escrevia sobre isso.
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Está em consulta pública o projecto de decreto-lei que visa remodelar o modelo de gestão da Escola Pública.
Independentemente dos méritos ou deméritos da proposta, a forma parece redutora a um número crescente de professores e não só.
Pelo prazo curto, pela ausência de iniciativas visando a divulgação e discussão efectiva do projecto de diploma, por apenas se ouvirem os “parceiros” do costume.
Por isso é importante desenvolver, num curto espaço de tempo, formas de contrariar isso, pois o que está em causa pode ser o culminar de uma política completamente errada e com efeitos deficientemente calculados (à imagem de outras medidas recentes do ME, desautorizadas ou não pelos Tribunais).
Aqui (http://educar.wordpress.com/2008/01/01/o-novo-modelo-de-gestao-das-escolas-o-debate-necessario/ ) fica o início de uma proposta a desenvolver a breve prazo sobre como aprofundar esse debate.
Para todos os que se interessam, independentemente dos quadrantes de opinião, credos, estatutos ou interesses corporativos.
Porque o que está em causa é demasiado importante.
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O Daniel é capaz de me explicar?
Como eu sou aviador, ando nas nuvens e não consigo vislumbrar o interesse….
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elites em portugal?não conheço daniel…
aproveito para lhe desejar um bom 2008
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Meu caro Daniel, seja consequente com o que diz e passe a defender a extinção imediata de todos os apoios à produção cultural, tal como eu faço !
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…gosto de chouriço com pão…
…tenho 1 avô e dois 2 bisavôs…
alcoólicos…
Gloff..gloffff…Brrraaaaaaah!
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