Acho graça que estes políticos estejam agora uma de sugerir o que o povo deve ou não fazer. Se calhar se dessem eles um bom exemplo, teriam mais seguidores!
Mas, com políticos destes, desde quando é que o povo segue o que dizem?
Aliás se seguirem o que os políticos fazem, então é o fim.
Concordo inteiramente com Cavaco Silva. Uma coisa que me mete imensa confusão é o aproveitamento que nós fazemos do mar.
Temosa uma plataforma exclusiva enorme, com um potencial para a actividade pesqueira ímpar na Europa. Somos um país grande consumidor de peixe. Durante anos ytivemos uma grande tradição pesqueira, nomeadamente no bacalhau, do qual eramos exportadores e que actualmente somos um dos maiores importadores do mundo, em virtude de sermos também o maior consumidor. Fruto de uma pesca artesanal, ou pouco produtiva, quandfo nos foi dada a oportunidade pela então CEE de reconverter a frota pesqueira, recebendo para tal subsídios, a maioria preferiu receber o dinheiro para abater os barcos. Receber para não produzir: algo que por principio só pode estar errado.
Admira-me que os políticos actualmente não tenham uma visão estratégica a longo prazo de aproveitar os recursos ímpares que dispomos. Não haver um primeiro ministro que diga «-A fileira da pesca é, fruto dos nossos recursos, um dos nossos maiores potenciais de riquesa: nós daqui a quinze anos pretendemos estar entre os cinco maiores países pescadores do mundo». Não haver um Presidente de Câmara, por exemplo, de Setúbal dizer «-No nosso município há muito desemprego mas também há muito potencial para se criar emprego, por exemplo, nas pescas: queremos e temos condições para nos tornarmos produtores de marisco, à semelhança do que se faz na Galiza, e temos de criar as condições ambientais, bem como de outros recursos, incentivando as populações e os investidores, de forma a que tal venha a suceder num futuro próximo.
Não. Como bons portugueses que somos, em vez de termos a ambição - política e empresarial - de aproveitarmos o nosso potencial e prosperarmos, não, preferimos pedinchar mais subsídios à União Europeia, a maioria para não produzir - e isto passa-se na agricultura e nas pescas -, exigir mais protecção social a aqueles que muitas vezes escolhem não trabalhar.
Acredito que seja isto que Cavaco Silva pensa. Mas será que temos políticos com visão estratégica para programar Portugal no médio/longo prazo aproveitando o potencial e os recursos que dispomos? O mar é certamente um deles: tanto para os serviços (turismo) como para as pescas que, como todos sabemos, estão nas ruas da amargura, e não por culpa «desses malditos pescadores espanhóis».
Bem, esqueci-me de mencionar que para visão estratégfica temos o nosso Sá Fernandes, que aconselha a criação de marisco no Tejo: «-Nós pretendemos ser os Reis da Ameijoa; cada municipe alfacinha no desemprego poderá pescar ameijoa à linha…».
Desculpe, Daniel, mas não pude deixar de mandar uma piadinha ao Zé.
Como o Sebastião Dias eu também não percebo o título e muito menos a piada.
O PR poderá ter dito muita coisa errada, o facto é que Portugal tem que voltar ao mar. Temos uma marinha de pesca pobre, uma marinha de guerra insignificante e uma marinha mercante quase inexistente. Isto num país ribeirinho como o nosso é totalmente descabido!!!
Quando Socrates assumiu o lugar de PM a primeira coisa que fez foi uma visita oficial a Espanha. Pergunto: para quê? Prestar vassalagem? As primeiras visitas de qualquer recém-investido PR ou PM deveriam ser sempre a países marítimos como o nosso. Países como o Reino Unido, os EUA ou o Brasil! E não me venham cá com a história de que Espanha é um país marítimo… para isso leiam um pouco de geo-estratégia e compreendam o que quero dizer.
Uma coisa é certa. Nunca houve nem nunca haverá nenhuma potência económica que não tenha mar e algum poder maritimo!!
Assim, acho que o nosso PR, pelo menos em ideologia está certo… agora eu duvido é se as acções a tomar irão ser as correctas…
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Mais próximo do mar, só se for dentro de água e lá já estamos até ao pescoço.
recepecionista
http://pensaoviseu.blogspot.com
Acho graça que estes políticos estejam agora uma de sugerir o que o povo deve ou não fazer. Se calhar se dessem eles um bom exemplo, teriam mais seguidores!
Mas, com políticos destes, desde quando é que o povo segue o que dizem?
Aliás se seguirem o que os políticos fazem, então é o fim.
Não percebi bem o título.
Concordo inteiramente com Cavaco Silva. Uma coisa que me mete imensa confusão é o aproveitamento que nós fazemos do mar.
Temosa uma plataforma exclusiva enorme, com um potencial para a actividade pesqueira ímpar na Europa. Somos um país grande consumidor de peixe. Durante anos ytivemos uma grande tradição pesqueira, nomeadamente no bacalhau, do qual eramos exportadores e que actualmente somos um dos maiores importadores do mundo, em virtude de sermos também o maior consumidor. Fruto de uma pesca artesanal, ou pouco produtiva, quandfo nos foi dada a oportunidade pela então CEE de reconverter a frota pesqueira, recebendo para tal subsídios, a maioria preferiu receber o dinheiro para abater os barcos. Receber para não produzir: algo que por principio só pode estar errado.
Admira-me que os políticos actualmente não tenham uma visão estratégica a longo prazo de aproveitar os recursos ímpares que dispomos. Não haver um primeiro ministro que diga «-A fileira da pesca é, fruto dos nossos recursos, um dos nossos maiores potenciais de riquesa: nós daqui a quinze anos pretendemos estar entre os cinco maiores países pescadores do mundo». Não haver um Presidente de Câmara, por exemplo, de Setúbal dizer «-No nosso município há muito desemprego mas também há muito potencial para se criar emprego, por exemplo, nas pescas: queremos e temos condições para nos tornarmos produtores de marisco, à semelhança do que se faz na Galiza, e temos de criar as condições ambientais, bem como de outros recursos, incentivando as populações e os investidores, de forma a que tal venha a suceder num futuro próximo.
Não. Como bons portugueses que somos, em vez de termos a ambição - política e empresarial - de aproveitarmos o nosso potencial e prosperarmos, não, preferimos pedinchar mais subsídios à União Europeia, a maioria para não produzir - e isto passa-se na agricultura e nas pescas -, exigir mais protecção social a aqueles que muitas vezes escolhem não trabalhar.
Acredito que seja isto que Cavaco Silva pensa. Mas será que temos políticos com visão estratégica para programar Portugal no médio/longo prazo aproveitando o potencial e os recursos que dispomos? O mar é certamente um deles: tanto para os serviços (turismo) como para as pescas que, como todos sabemos, estão nas ruas da amargura, e não por culpa «desses malditos pescadores espanhóis».
Bem, esqueci-me de mencionar que para visão estratégfica temos o nosso Sá Fernandes, que aconselha a criação de marisco no Tejo: «-Nós pretendemos ser os Reis da Ameijoa; cada municipe alfacinha no desemprego poderá pescar ameijoa à linha…».
Desculpe, Daniel, mas não pude deixar de mandar uma piadinha ao Zé.
O cavaco quer acabar o que começou,revela coerencia.È pena nao lhe dar para fazer qualquer coisa de jeito.
Como o Sebastião Dias eu também não percebo o título e muito menos a piada.
O PR poderá ter dito muita coisa errada, o facto é que Portugal tem que voltar ao mar. Temos uma marinha de pesca pobre, uma marinha de guerra insignificante e uma marinha mercante quase inexistente. Isto num país ribeirinho como o nosso é totalmente descabido!!!
Quando Socrates assumiu o lugar de PM a primeira coisa que fez foi uma visita oficial a Espanha. Pergunto: para quê? Prestar vassalagem? As primeiras visitas de qualquer recém-investido PR ou PM deveriam ser sempre a países marítimos como o nosso. Países como o Reino Unido, os EUA ou o Brasil! E não me venham cá com a história de que Espanha é um país marítimo… para isso leiam um pouco de geo-estratégia e compreendam o que quero dizer.
Uma coisa é certa. Nunca houve nem nunca haverá nenhuma potência económica que não tenha mar e algum poder maritimo!!
Assim, acho que o nosso PR, pelo menos em ideologia está certo… agora eu duvido é se as acções a tomar irão ser as correctas…