Para denunciar “as mentiras e insinuações” que, supostamente, tentaram “associar o nome do Presidente da República à situação do Banco Português de Negócios”, a presidência da República emitiu hoje um comunicado onde se fica pelas insinuações e nunca nomeia as mentiras a que se refere.
Nunca tendo lido ou ouvido qualquer associação de Cavaco Silva à “situação” do BPN, a inusitada forma e tom deste comunicado oficial tem tudo para contrariar os efeitos pretendidos pelo Presidente da República. Cavaco Silva não tem nada a ver com a forma pouco clara como este banco foi gerido, é certo, mas não deverá estar à espera que seja uma nota da presidência que detenha a imprensa de relatar casos que são factuais. As principais figuras do BPN, incluindo o primeiro banqueiro preso em Portugal e um conselheiro de Estado por si nomeado, foram destacadas figuras dos seus governos e do seu círculo político mais íntimo.
A não ser, claro, que esta nota seja uma forma de pressionar Dias Loureiro.
Por Pedro Sales 23 Nov 08 em Cavaco Silva, falta de jeito51 respostas ao post “Insinuações contra as insinuações”
- 1 Pingback on 24 Nov 2008 às 10:57



“Nunca tendo lido ou ouvido qualquer associação de Cavaco Silva à “situação” do BPN,”
Afinal o Pedro Sales é o capuchinho vermelho.

Posso não estar tão bem informado como o David Fernandes, mas, diga-me lá, onde é que deu pela associação de Cavaco Silva à “situação” do BPN”?
O que tenho visto é a referência a figuras destacadas do cavaquismo, o que é factual. Mas o nome de Cavaco Silva, posso ser eu que ando distraído, mas nunca vi. E, pelo que reparo agora, o Ricardo Costa também não.
“A não ser, claro, que esta nota seja uma forma de pressionar Dias Loureiro”.
Evidentemente, é isso.
Falta é saber se o “amigo” desde há 23 anos (!?), tendo percebido, age em conformidade…
Bem me parece que não, dado o perfil…
Resta esperar que o PR retire a devida lição do episódio. Duvido.
A nota pode até indirectamente ser uma forma de pressionar Dias Loureiro, mas o seu conteúdo, vem em meu entender, a despropósito. Não havia necessidade…
O que se esperava de Cavaco Silva, não era que nos dissesse onde e como aplica as poupanças,e quando dá ordens de compra e venda de títulos (descriçãodo foro privado, e por isso fora de contêxto político) mas que anunciasse a saída de Dias Loureiro, que se mantém despritigiando um órgão institucional da Republica!
Isto sim esperava que participasse ao País!!
Quanto ao resto não percebi… ainda!
o chefe,sacode a agua do copote.
Caro Pedro Sales
Tenha dó. A repetida informação “ex-secretário de estado de Cavaco”, “ex-ministro de Cavaco”, é o quê?? Isto para recorrer apenas à imprensa.
Se me virar para a blogosfera então… ui,ui. E olhe, não vá mais longe; leia os comentários a este mesmo post.
Ou então o que aqui se diz e comenta não é para levar a sério e eu estou a falar para o boneco ou a pentear macacos.
David Fernandes,
São factos. Os principais nomes que levaram o banco à falência, através de actos de mais que duvidosa legalidade, estiveram nos governos de Cavaco Silva. Isso envolve o presidente? Não. Mas não há como dizer que existia um grupo que dominava o banco e um dos traços distintivos era a sua ligação ao círculo político que fez carreira com o cavaquismo. São factos, ou quer apagar a história?
Deveriam ter lido e analisado o JN de hoje e depois tecer comentários.
“O Prof. Cavaco Silva e a sua Mulher têm, há muitos anos, a gestão das suas poupanças entregues a quatro bancos portugueses - incluindo o BPN, desde 2000″
Peguem lá nisso; será que as poupanças do casal geridas pelo BPN forma usadas para os negócios em Porto Rico??
Vejam lá; há aí matéria para a vossas mentes pequeninas saltarem de contentamento.
“Insinuações contra as insinuações “
Pedro Sales,
Vamos chamar-lhe insinuações…mas já reparou que nas grandes (caldeiradas) os grandes protagonistas são tudo figuras publicas e de peso??
No chamado Caso Casa Pia, tudo gente fina…
No Apito dourado e apito final, já nem se fala
Os Ferreiras Torres
Os Isaltinos Morais
As Fatimas Felgueiras
Agora o Caso BPN, para não falar do caso BCP.
Depois, as nacionalizações mal feitas foram as outras , as crises são globais, os trabalhadores uns malandros…as regalias que tem são demais e coitados dos políticos que são vitimas de…Dias Loureiro, saiu teso da politica, no entanto.
Já reparou que:
- Quantas reformas tem Cavaco???
- Quantas tem Manuela Ferreira Leite???
- Quantas terá o Presidente da CGD???
Quantas reformas sobre reformas estarão instaladas nas mais variadas instituições do estado???
Insinuações??? Vamos chamar-lhe assim…
Pedro Sales
A forma como esses factos foram repetidamente apresentados pretendia, sem qualquer dúvida, envolver o nome do presidente (aliás o PR achou o mesmo - mas eu esqueço-me sempre que o homem é um idiota chapado).
Não se disse: ex-ministros da república, ou ex-ministros de governos PSD, pois não?
Tanta falsa-igenuidade é rídiculo.
David Fernandes,
Dias Loureiro não tem nada a ver com o BPN? Não, claro que não. Só assinou as contas consolidadas do grupo sln, incluindo o BPN, nos anos mais conturbados. Não, só foi a Porto Rico comprar duas empresas que não apareceram nas contas até serem dadas como falidas. Não tinha nada a ver, mas, segundo o próprio, foi ao Banco de Portugal relatar as suas preocupações com a forma como o banco era gerido, mesmo tendo continuado a assinar as suas contas por mais 4 anos sem nunca se queixar.
Se a forma como esses nomes foram apresentados foi feita de forma a associar o PR, apesar da minha “mente pequenina”, tenho uma má notícia para lhe dar. Não é esta nota que vai alterar uma vírgula, como já se viu pelos comentários no Jornal da Noite da Sic.
Peço desculpa: Está por aí alguém que me queira
informar quantos dias de licença são concedidos
por morte de um cuhado?
Isto é pouco ortodoxo mas a necessidade obriga.
Obrigado.
caro Da Silva,
é conveniente informar-se junto do seu sindicato.
Em princípio, 2 dias consecutivos por falecimento de parente em segundo grau na linha colateral, não se contando o dia do falecimento se este ocorrer durante o 2º período de trabalho.
Mas isto pode variar conforme os ACTs.
cumprimentos.
el kavakismo està enkavakado…
Com todo o respeito, ainda não percebi bem o que é que o David Fernandes pretende com a discussão atrás. Será que Cavaco não está incomodado com o que se está a passar com os seus ex-colegas e amigos?
E será que a classe “jornalista” nacional, esmagadoramente simpatizante do PS - incluindo o “tio” Balsemão e seus muitos muxaxos, não fazem a ligação entre os banqueiros vígaros e o presidente?
Desculpe-me, mas nunca ninguém lhe disse que o maior cego é aquele que não quer ver?
Digo eu…
http://2.bp.blogspot.com/_QfOOE3OQbng/SSiB6oSFoAI/AAAAAAAARHQ/BX9DKa_m-uA/s400/diasdias+finalissimo.jpg
Estas coisas valem o que valem…
http://aldeia-paiopires.blogspot.com/
Pedro Sales
Tanto quanto percebi, o DL assinou as contas consolidades do grupo confiando nas contas das várias empresas; havia auditorias externas, pelos vistos havia o nariz do BdP.
Depreendo das suas palavras que o DL deveria ter inspeccionado ele próprio as contas de todas as empresas do grupo.
Qt ao mais, não vi os “comentários no Jornal da Noite da Sic.” e, confesso, nem consigo imaginar o teor dos mesmos; isto é: não sei o que quer dizer com isso.
E já agora, confirme lá que o que está a tentar dizer é que não tem dúvidas que DL é um criminoso.
No Blasfémias, o JM diz que há conflito de interesses! O melhor é pedir a renúncia ao cargo,já! Olha não deixa de ser uma boa ideia,afinal os boys do PS estão em todo o lado.Era mais um!
Tomando por princípio que o PR não é só o representante de si próprio como também e acima de tudo o representante da República, independentemente das questões em apreço, há dois dados novos na actuação do PR.
Em 1º lugar, e após várias situações que reclamaram a sua intervenção, adiou sempre qualquer tomada de posição ou intervenção em questões que colocavam em causa a soberania do estado de direito (caso parlamento da Madeira) ou honorabilidade de orgãos do Estado (Conselho de Estado).
Em 2º lugar, ao contrário das situações factuais anteriores, é lesto a reagir a “rumores” que de alguma forma possam pôr em causa a sua seriedade e honradez pessoal.
Suficiente para um chefe de família. Curto para um Presidente da República Portuguesa.
Saloio
Nada. Não pretendo nada.
É claro que está incomodado; como eu estaria. Não é esse o ponto; nem é por isso que resolveu “falar”.
Que há quem associe o “caso” DL ao PR já não preciso de ser eu a dizê-lo (a insinuá-lo).
«As principais figuras do BPN, incluindo o primeiro banqueiro preso em Portugal e um conselheiro de Estado por si nomeado, foram destacadas figuras dos seus governos e do seu círculo político mais íntimo.»
falácia argumentativa: a terra é um planeta. Júpiter é um planeta. A terra tem vida, logo júpiter tb tem vida.
David Fernandes,
Para acabar o diálogo que já vai longo. Se ler o post repara que eu digo, preto no branco, que Cavaco Silva não teve nada a ver com o que se passou no BPN. Mais. Dizer que o grupo que dirigia o BPN era o núcleo duro do cavaquismo não o afecta a ele directamente. É o mesmo que associar o pai aos actos ilegítimos dos filhos. Encontraram-se no governo de Cavaco Silva, sairam da política e meteram-se num banco que, por muitas voltas que queira dar, era o pouso garantido para quem tinha passado pelos governos de Cavaco. Pelo meio convinha apurar a forma pouco clara como o banco foi à falência, mais não seja porque, como já deve ter reparado, vai custar aos contribuintes largas centenas de milhões de euros.
Não sei do que é que Dias Loureiro é, ou não, responsável. O que sei é que fez parte durante 5 anos de um grupo económico que, segundo o próprio, vivia na ilegalidade e tal facto nunca o demoveu de associar o seu nome ao grupo. Segundo disse à RTP, “eu sabia que era a cara do grupo”. Não haver reuniões do conselho de administração, como Dias Loureiro reconheceu, é ilegal - se quiser pode ouvir Rebelo de Sousa sobre esse ponto no site da RTP. Como é muito estranho, convenhamos, alguém que diz ter-se queixado do que se passava ao BDP em 2001 e continua a validar as contas por 4 anos - incluindo duas empresas que comprou num offshore, e que não apareciam nas contas do grupo - sem se importunar com os problemas que sabia existir.
m&m,
Só era falácia se eu responsabilizasse Cavaco Silva. Não o faço, como não vejo as dezenas de artigos de opinião que fazem a mesma ligação fazer. É factual. Foi no governo de Cavaco Silva que se encontraram e era esse o elo de ligação que tinham entre si. Isto faz de Cavaco Silva culpado de alguma coisa? Não. Mas não quer dizer que não sejam cavaquistas. Onde é que está a confusão?
Há anos que o BPN era considerado o banco do PSD? Será por aquilo que eu aqui escrevi? Tenhamos calma e comecemos a ler o que está, de facto, escrito.
o Pedro Sales parece estar muito cauteloso com a questão. responsabilizar um PR não é coisa que se faça de ânimo leve, verdade.
mas que faz Dias Loureiro como Conselheiro de Estado do PR? Queres ver que o Cavaco só falou com o Loureiro duas ou três vezes como este último com o Marta?
e, diz o povom, quem não deve não teme. Por que razão se sente Cavaco obrigado a clarificar o seu envolvimento com o BPN quando a maior clarificação era afastar Dias Loureiro? Parece lógico não parece? até porque não dignifica muito nem a república nem o seu presidente ter como Conselheiro de Estado um homem que está sob investigação enfiado numa marosca de ilegalidades atrás de ilegalidades…que espécie de presidente é este?
ah, já sei, é o mesmo que defendeu DL quando toda a gente o queria ver corrido após a tragédia do buzinão! Velhos amigos portanto.
Na política portuguesa só há dois homens que acredito honestos.
São eles Eanes e Cavaco Silva
Assaltaram um banco? Eu não fui, nem sequer moralmente.
Foram os meus amigos que o assaltaram? Agora já não tenho nada a ver com eles. Eu suspeitava, porque sou bem informado, que alguma coisa se passava, mas os outros que descubram ou que denunciem.
Hipocrisia a dar com pau neste país de ladroagem…
Nuno Castro,
“Por que razão se sente Cavaco obrigado a clarificar o seu envolvimento com o BPN quando a maior clarificação era afastar Dias Loureiro?”
O próprio Nuno dá a resposta duas linhas mais à frente:
“até porque não dignifica muito nem a república nem o seu presidente ter como Conselheiro de Estado um homem que está sob investigação”
A que investigação se refere?
Se a justiça deste país não fosse uma ficção e as difamações tivessem o tratamento devido nada disto acontecia.
Roubaram uma galinha ao meu vizinho e eu NÃO tive necessidade de lhe dizer que não fui eu.
Fado: Cála-te! Só dizes palermices.
Pedro Sales
é factual mas desnecessário ; o nome dias loureiro é suficientemente conhecido pelo povão, não necessita da colagem permanente ao PR para o identificarem.Técnica nada inocente e conhecida.
Reveja esta caixa de comentários e a co-relação que alguns fazem.
“Roubaram uma galinha ao meu vizinho e eu NÃO tive necessidade de lhe dizer que não fui eu.
Fado: Cála-te! Só dizes palermices.”
O nível a que isto chegou.
Ao ler o seu comentário lembrei-me da chamada de primeira página do CM de hoje sobre o desmentido do Presidente,se aquela forma de noticiar é inocente vou ali já venho.O nome do PR vem sempre á baila quando se fala do BPN ou dos seus ex-gestores não digam que é por acaso.Quanto a Dias Loureiro apesar de não ter sido constituido arguido,mas dado tudo o que disse nas entrevistas e os desmentidos de pessoas citadas,devia por o seu lugar á disposição no Conselho de Estado.
lembrei-me da chamada de primeira página do CM de hoje sobre o desmentido do Presidente,se aquela forma de noticiar é inocente vou ali já venho
Volta Manuela Ferreira Leite, estás perdoada.
As testemunhas de defesa continuam a crescer hora a hora.
“Quanto a Dias Loureiro apesar de não ter sido constituido arguido,mas dado tudo o que disse nas entrevistas e os desmentidos de pessoas citadas,devia por o seu lugar á disposição no Conselho de Estado.”
Dalila; na entrevista que deu à RTP1, o próprio referiu que o lugar estava SEMPRE à disposição do PR.
Oliveira e Costa não foi o primeiro banqueiro a ser preso em Portugal. Durante o PREC, apenas para não descer ao liberalismo e à República, que não conheço em pormenor (mas ainda assim o nome Alves dos Reis e o Banco de Angola e Metrópole teriam logo de ser citados), foram presos Jorge de Brito, José Roquette, Manuel Ricardo Espírito Santo e Miguel Quina, para além de se terem exilado vários outros. E sem referir, é claro, os administradores de confiança dos Mello no Totta e de Champalimaud no Pinto e Sottomayor. A brilhante história do sector financeiro português merece vários capítulos.
David Fernandes 24 Nov 2008 às 13:03
Penso que não é bem assim.
Até onde sei os membros do conselho de estado não podem ser exonerados e os membros nomeados pelo presidente exercem o mandato durante o tempo de mandato do mesmo cf. Art 13 alinea n) Nomear cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura.
Assim sendo as declarações de Dias Loureiro (sobre este assunto) não têm qualquer valor.
Acontece, claro está, uma adenda importante ou seja um Conselheiro de Estado apenas pode ser presente a juízo com autorização prévia do Conselho que levante a sua imunidade.
Davide Fernandes, o que se pode dizer a um indivíduo que diz, “na política portuguêsa só há dois homens que acredito honestos, Eanes e Cavaco Silva”? Não me venha com moralismos da treta.
Fado:
A ser como refere ( e creio que tem razão) Cavaco e os membros do Conselho de Estado terão “uma batata quente” na mão… A saltar de mão em mão, porque ninguém lhe quererá pegar!!
A “santidade” de Dias Loureiro está no fim, mas creio que ele continuará a usá-la com o manto diáfano, da imunidade que lhe confere a cadeira do Conselho de Estado!
Não vejo como pode uma pessoa nas suas condições, continuar num órgão como o Conselho de Estado!
Não sei se o homem tem ou não alguma implicação naquelas trapalhadas financeiras e empresariais, mas a sua credibilidade como “Conselheiro do Estado” depois das cenas tristes que protagonizou, não existe!
Cavaco Silva, ainda não percebeu que se tem que desviar do lodaçal, onde esta gente esbraceja,e cortar caminho em sentido contrário?
rosinha dos limões
24 Nov 2008 às 16:52
Obrigado.
Só ele é que pode pedir a exoneração.
Aliás Cavaco respondeu a essa pergunta remetendo exactamente para o regulamento do Conselho de Estado que pode ser lido aqui
Caro Joaquim Teixeira
Não sei o que quer dizer com esse último comentário dos “moralismos da treta”.
Não fui eu quem falou nos “únicos dois políticos que considero honestos”.
Portanto diga-me lá onde é que eu fui moralista??
No comentário que fiz à sua metáfora sem pés nem cabeça do galinheiro??
Tenha dó.
David Fernandes:
Provei a putrefacção da ditadura, e de há ( muito) tempo para cá estou a ser obrigado a comer ás colheradas a putrefacção democrática…
Sinceramente, esta está a custar-me mais, ( pq fui enganado) mas o senhor que percebe tanto de Portugal, de políticos, de honestidade, poderá ajudar-me a sair deste sofrimento ?
Não vale indicar-me o General Eanes, porque esse já está a rebentar pelas costuras… e o “outro” , acaba de rebentar, e o cheiro não lhe o aconselho…
Cump.
Dias Loureiro, alega que não sabia Contabilidade e que confiava em Oliveira e Costa. Contabilidade Bancária, não é o mesmo que Contabilidade Geral, que Contabilidade de Seguros e nada se parece com Contabilidade Pública, a não ser no que concerne à elaboração do Orçamento Anual para cada Instituição de Crédito. A questão do funcionamento das off shores tem legislação própria. Sabendo Dias Loureiro de leis, não se vislumbra aqui a argolada que cometeu ou dizem ter cometido.Temos como Ministro das Finanças um licenciado em Economia com vários mestrados nessa área, mas pelos vistos pouco sabe de Contabilidade Pública, já que foi cotado, como o pior ministro da Europa. Vítor Constâncio, António Marta, Manuel Sebastião, não souberam ou não quiseram ouvir Cadilhe nem Dias Loureiro. Trata-se, a meu ver de uma luta partidária, onde se procura queimar aqueles que fazem frente a este Governo. Não se entende a posição de Cavaco Silva, que de calado passa a mudo, uma vez que em abono da verdade nada disse, Isto é o que se chama uma autêntica injecção:
A INJECÇÃO
O povo não come canja
quase sem comer, passa
e na rica malta laranja
do BPN, fica sem massa?
-
anda aflito um Loureiro
e quer ir à Assembleia
diz não roubei dinheiro
não m’apercebi da teia?
-
mas Banco de Rendeiro
não foi já nacionalizado
só injectaram o dinheiro
a este hoquista afamado!?
-
e o que é que você acha
me perguntam de lés a lés
digo qu’injectam a Caixa
ainda o B.C.P. e o B.E.S.!
-
o Zé não compra tabaco
o pobre não pode fumar
mas dizem que Cavaco
s’apressou a nacionalizar!
-
E ele diz para as crianças
que somos nós, do povo
lá tenho eu as poupanças
e de ouro são o meu ovo!
-
A Manuela já está senil
não aguenta os revezes
já não é a mulher gentil
e ainda ataca Menezes!
-
E diz em tom de ironia;
de ver se a transforma
uma madura democracia
em seis meses, a reforma!
-
O Jardim lá na Madeira
já anda com uma U.Z.I.
Por mostrarem bandeira
a famosa bandeira Nazi!
-
A Ministra da Educação
no seu poleiro já canta
sobre a nova avaliação
os professsores espanta!
-
e com a sua dialéctica
o que gosta de cigarro
quer a energia eléctrica
que o povo tenha carro?
-
ele que andou na escola
é bacharel e é um doutor
que malta nova consola
dando o seu computador!
-
e eu aprendi a dizer YES
em vez do sim português
porque este génio do P. S.
quer malta a falar inglês!
-
Já não se entende o P.S.
não se entende o P.S.D.
e vai-se aliar um C.D.S.
Aos vermelhos do P.C.P.!
-
e a tropa quer dinheiro
se não vem a revolução
o Eanes com o Loureiro
dão ao povo a injecção!
-
Pisco
Parece que houve pessoas que se incomodaram por eu dar a minha opinião pessoal sobre quem considero os políticos honestos.
É natural que os outros senhores tenham outros que considerem como tal.
Até o maior patife do mundo tem sempre uma ou duas pessoas que acham que ele é muito bom. Todos os dias os jornais vêm cheios de histórias em que a determinado momento alguém diz “nem posso acreditar que ele tenha feito isso, era tão bonzinho”.
Gostaria muito que me dissessem quem e em que momento publicou as suas contas com tão extraordinária limpidez como Cavaco ou quem mandou de volta uma quantia astronómica porque embora tivesse direito a ela achava que recebê-la feria a sua honra.
E, ponto comum a estes dois, quem tenha saído da política depois de lhe terem passado pelas mãos triliões com o mesmo que entrou.
mas tá tudo maluco ó quê?
então não era mais que lógico que Cavaco se afastasse (ou afastasse) de Dias Loureiro?
só que há um problemazinho: e se não fosse Cavaco a mandar em Loureiro, mas antes Loureiro a mandar em Cavaco? Já vi coisas mais estranhas.
David Fernandes, a minha expressão “moralismos da treta”, deve-se ao facto de o Sr. sublinhar as duas (e não uma) frases do meu comentário, mas vamos por partes:
A metáfora do roubo da galinha, tem a ver com a minha opinião de o PR foi precipitado a tomar posição, só isso.
Quanto à segunda, (cála-te, só dizes palermices) tem a ver com indignação. Saiba o Sr. David (e Fado, autor da frase) que, para além das muralhas de Lisboa, ainda há vida? Que, por esse país fora, estão milhares de portuguêses a lutar pelo arranjo de um caminho, pela preservação de um fontanário ou contra a poluição do ribeiro da aldeia etc. etc. etc., tudo isto por pura carolice, em grande parte dos casos.
Talvez porque as vossas mentes estão obstruidas, pelo excesso de cimento que vos rodeia, não conseguis alcançar o resto da “paisagem”.
Para terminar, devo dizer que não ponho as mãos no fogo por nenhum dos nomes mencionados, mas isso levaria a outras discussões. Passem bem.
Joaquim Teixeira 25 Nov 2008 às 12:16
Peço desculpa se o ofendi.
É claro que o Tino de Rans é honestíssimo e outros como ele também.
Aliás iam ser desonestos com quê?
O que o senhor não reparou era que estávamos a falar de pessoas reconhecidas para lá de Moimenta da Beira.
E são tão poucos que a escolha até se torna fácil
Divirta-se com este momento da TV Memória.
Caro Joaquim Teixeira
Diga-me lá de que zona de Lisboa é que eu sou e, sobretudo, explique-me o que foi que eu disse que me faz lisboeta.
Agradecido.
Fado Alexandrino, mesmo que a sua intenção fosse a de selecionar entre a camada alta da sociedade, nãp acha a escolha um pouco estreita?
Continuo a dizer que os muitos “Tinos de Rans” deste país, merecem muito respeito.
David Fernandes, eu não disse que o Sr. é de Lisboa uma vez que há excesso de cimento noutros pontos do país.
Cimento esse que, a par do alcatrão, foi espalhado pelo país no tempo do “oásis”, em que os empreiteiros nasciam como cogumelos à custa dos dinheiros da Europa e “distribuido” pelo “honestíssimo” Cavaco Silva.
Deu no que se vê.
Passem bem.
A verdadeira questão não é a de saber quem doou o quê a quem.
Muito mais interessante, me parece, é perceber como o símbolo da sociedade portuguesa, uma espécie de alter-ego eleito com vasta maioria, se vem a revelar um - muito honesto - palhaço que se deixou rodear, enquanto estava no governo, da maior cáfila de oportunistas de que há memória (sobre a presente perguntem ao licenciado Sócrates).
Pelos vistos, o homem, coitado, nem sequer tinha capacidade para escolher um marçano para a mercearia do pai. Incapacidade tão evidente, que foi, desde o início, a verdadeira razão para ter sido escolhido.
Mais interessante ainda é o que isso revela sobre a sociedade portuguesa: andou vinte anos embasbacada com o sr. prof., e vai, provavelmente, andar outros vinte enrolada por um qualquer xuxalista.
Sabem que mais, façam como eu, votem com os pés e emigrem para um país decente.