Para acrescentar aos argumentos da Juventude Popular e de João Miranda de imposições que perturbam o normal funcionamento do mercado de trabalho:
O subsidio de férias impede de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar sem subsídio de férias.
O mês de férias impede de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar sem ter férias.
O 13º mês impede de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar sem 13º mês.
Os cinco dias de trabalho semanal impedem de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar sete dias por semana.
A semana de 40 horas impede de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar 80 horas por semana.
A imposição de salário impede de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar sem receber um tostão.
As regras de segurança no trabalho impedem de trabalhar quem estiver disponível para trabalhar correndo risco de vida desnecessário.
A lista podia continuar sem fim, para provar como a sociedade que fomos construindo perturba o normal funcionamento do mercado de trabalho.
Por Daniel Oliveira 19 Dez 07 em CDS, Neo-liberais, Trabalho25 respostas ao post “A vida perturba normal funcionamento do mercado de trabalho”
- 1 Pingback on 24 Mai 2008 às 0:12



Serão seres humanos,gente que assim alinha umas palavras?Só falta dizer que o ‘Trabalho Liberta’.Essa escória não vale nada!E, tenho o maior desprezo por quem assim pensa.Não,não são humanos
Se a vida perturba o normal funcionamento do mercado, acabe-se com a vida.
Estes ilustre pensadores querem recuar dois séculos na história europeia.Daqui a pouco nem na China o capitalismo é tão selvagem
Convém acrescentar que as restrições ao trabalho infantil impedem de trabalhar os menores de 16 anos que estejam disponíveis para não ir à escola nem se ocuparem do lazer próprio da idade.
É tao facil encontrar soluçoes e falar de economia quando o dinheiro nao é nosso…
E porque é que não hei-de poder, se quiser, trabalhar sete dias por semana, não ter férias etc.
Em relacção ao trabalho para menores de 16 anos.
Trabalho infantil é uma coisa, outra é os meus filhos de 15 e 14 anos respectivamente quererem ter um part-time nas férias ou levar compras a casa da mercearia no fim-de-semana e não poderem.
Este post está em grande forma!
Também já os brindei com umas considerações.
É uma gente “triste”!…
E o argumento definitivo seria: “a necessidade de sobreviver para reproduzir a força de trabalho impede que todos trabalhem de borla até à exaustão”.
Um dia, no extinto “Acidental”, o seu amigo Pedro M. Lopes, para ilustrar uma foto de “La Moneda” acrescentou uma legenda mais ou menos assim: “aqui, um ditador derrubou outro ditador”. Fiquei esclarecido quanto à utilidade de discutir com essa gente!
Cumprimentos
JC
Um dos mehores textos humorísticos que tenho lido ultimamente….Parabéns!:)
O salário mínimo impede que quem esteja disposto a trabalhar abaixo dele seja contratado por quem apenas estivesse disposto a contratar a um preço que seria aceite por ambas as partes mas não seja permitido por lei.
O Daniel não percebeu que a questão envolve dois lados: se os trabalhadores não estiverem dispostos a aceitar um salário abaixo de x, não são forçados a fazê-lo; e se as preversas empresas (e os malvados dos patrões) não estiverem dispostas a pagar certos salários acima dum certo nível, um salário mínimo acima desse nível apenas fará com que esses empregos não possam ser criados.
Parece-me então bastante óbvio que o salário mínimo apenas proíbe empregos, não sobe salários…
Kosamet
Sabe porque não pode trabalhar 7 dias da semana,sem férias e sem condições?
Porque nessas condições não produz!Aguenta a curto prazo mas depois encosta ás boxes e a “curva da experiência” (desculpe) diz que substituir um trabalhador custa muito mais que o deixar descansar ao fim de semana!
Parece que há gente que se esqueceu da utilidade do cérebro.
O Luis Moreira lembra, e muito bem, que a jornada de 8 horas, a semana de 5 dias e outras “benesses”, não são propriamente carinhosas ofertas dos patrões, mas conclusões científicas de métodos para manter os trabalhadores sempre em boas condições de funcionamento e rendimento.
Ninguém impede ninguém de trabalhar.
Uma empresa que pretenda pagar a um trabalhador menos que o salário mínimo (2.5 €/hora), não é uma empresa. É uma chafarrica que não merece existir. Quanto ganhará o patrão? 5 €/hora?!
N:
«Se as empresas não estiverem dispostas a pagar certos salários acima dum certo nível, um salário mínimo acima desse nível apenas fará com que esses empregos não possam ser criados.»
Certo. Mas vamos um pouco mais além. Se esses empregos não forem criados, o capital que haveria de servir para os criar terá que ter outro destino.
Poderá servir para consumo: o seu detentor vai adquirir bens ou serviços produzidos por empresas cujos trabalhadores ganham um salário igual ou superior ao mínimo legal - o que vai aumentar a viabilidade dessas empresas e desses empregos.
Ou poderá servir para investimento: neste caso o seu detentor terá que formular outro plano de negócios, desta vez um que seja compatível com as leis em vigor.
Seria preciso quantificar isto tudo para saber se em termos de comunidade política o jogo é de soma positiva ou de soma negativa; mas está a ver o meu ponto, não está?
Esse mesmo dinheiro poderá ser investido nos abomináveis mercados financeiros, noutros países com condições mais competitivas, numa estrutura de capital intensivo ou em qualquer outro tipo de aplicação/destino. Não vai ser usado para criar emprego directo.
Podemos também falar do acréscimo de consumo por parte daquele que ia investir, que de facto poderia verificar-se, mas não se torna evidente que, ao deixar de poder empregar os trabalhadores que pretendia inicialmente, não se está a impedir que esses potenciais trabalhadores tenham o seu nível potencial de consumo? Ou seja, estaríamos a cortar o investimento considerando que poderá haver um acréscimo do consumo, mas verificamos que enquanto o consumo do investidor pode aumentar o dos trabalhadores diminui certamente (só podendo ser compensado através da despesa pública, tão querida à esquerda…). Por outro lado, vemos ainda que tendo o consumo a aumentar sem ser acompanhado por um aumento da produção nacional, terá de ser compensado por um aumento das importações. Tudo isto sem contar com as potenciais despesas públicas (e temos aí o monstro do défice…), que seriam contrabalançadas pelo aumento da dívida pública (e chuta p’rá frente a carga fiscal) ou pelo aumento de impostos -> retracção do consumo e do investimento, etc etc).
Continuamos?
Caríssimo N,
Porque não se deixa de conversas e começa duma vez por todas a trabalhar 24h por dia, 7 dias por semana sem ganhar um único cêntimo??
Pelo menos seria coerente com a logorreia…
N:
Continuamos, sim, mas sem adjectivos, por favor. Detesto adjectivos.
Se o dinheiro for investido nos mercados financeiros acabará por chegar, por via mais ou menos indirecta, à economia real - e nessa altura teremos criação de empregos.
Se for investido noutros países com condições mais «competitivas» (se não me tivesse proibido a mim próprio de usar adjectivos, diria «mais desumanas»), verificar-se-á que nesses países também há opinião pública, e que pelo menos uma parte dela é favorável ao salário mínimo. Haverá que apoiar essa facção; e se tal não for possível, haverá que recorrer sem tabus a um novo proteccionismo, mais sofisticado que o anterior, que em vez de proteger mercados e territórios proteja práticas tidas por eticamente aceitáveis.
Se for investido numa estrutura de capital intensivo, criará menos empregos, mas mais bem pagos. Regressamos ao que eu disse no outro comentário: só depois de quantificar é que poderemos saber se o jogo é de soma positiva ou de soma negativa.
Quanto à compensação do consumo dos potenciais trabalhadores por via da despesa pública, esta terá que se verificar em todo o caso se os salários forem demasiado baixos. Podemos até perguntar se o Estado, ao subsidiar os trabalhadores pobres, não estará antes a subsidiar os empregadores ineficientes…
Continuamos?
“Se esses empregos não forem criados, o capital que haveria de servir para os criar terá que ter outro destino.
Poderá servir para consumo: o seu detentor vai adquirir bens ou serviços produzidos por empresas cujos trabalhadores ganham um salário igual ou superior ao mínimo legal - o que vai aumentar a viabilidade dessas empresas e desses empregos.
Ou poderá servir para investimento: neste caso o seu detentor terá que formular outro plano de negócios, desta vez um que seja compatível com as leis em vigor.”
(…)”Se for investido numa estrutura de capital intensivo, criará menos empregos, mas mais bem pagos. Regressamos ao que eu disse no outro comentário”
Podemos então concluir que, por regra, a existência de salário minimo contribui para o aumento das desigualdades de rendimentos ,certo ?
P.S . E a liberdade. Não lhes diz nada !?
Se o dinheiro for investido nos mercados financeiros chegará a destino incerto: tanto pode beneficiar patrões e accionistas como pode incentivar a criação de emprego. Com um impacto certamente inferior ao que teria se criasse directamente um posto de emprego, nem que seja pelas diversas tributações a que estaria sujeito…
Relativamente ao segundo ponto, está a querer dizer que não temos que ser apenas nós a aplicar o salário mínimo, mas também os outros países com níveis salariais inferiores ao nosso. Então esses países, que poderiam ter enormes ganhos graças ao incremento de competitividade salarial não se devem aproveitar disso, devem inversamente instalar também salários mínimos que impeçam que se dê trabalho e se pague mal a quem está desempregado (o mesmo velho problema!). Contudo, aquilo que é para os nossos padrões considerado “exploração” tem permitido, de há vários anos para cá, tirar milhões de pessoas da pobreza. Faz então sentido que esses países queiram impedir esse processo??
Vamos então à questão do capital intensivo: esse tipo de estrutura pode certamente criar empregos mais bem pagos. Peguemos em certos casos concretos: Lojas de snacks apenas com máquinas automáticas, clubes de vídeo também totalmente automatizados (e actualmente, digitais), entre diversos exemplos de situações em que as máquinas substituem o Homem. Certamente que sempre há os empregos dos distribuidores e outros técnicos, mas nem vale a pena comparar com o que se pagaria em salários de empregados com as funções “usurpadas”. Esses investimentos poderiam ser ou não ser rentáveis na ausência dum salário mínimo, mas há certamente casos em que o salário mínimo é o ponderador decisivo da escolha. Além disso, voltando à questão da estrutura do investimento: para o mesmo nível de investimento, uma estrutura de capital intensivo é a que menos emprego cria (em volume de salários) pela própria definição de capital intensivo - rácio elevado de capital para trabalho.
Por fim, se o Estado subsidiar os salários mais baixos, está então a dar um forte incentivo à empresa para que reduza os salários (sendo a diferença paga pelos contribuintes…). E estou certamente de acordo relativamente a este subsídio premiar os empregadores ineficientes, que não subsistiriam numa economia de mercado por não terem capacidade de pagar o salário de equilíbrio!
Correndo o risco de me tornar repetitivo: Continuamos?
Suponhamos então que há um «salário mínimo natural» correspondente ao mínimo que se pagaria pelo trabalho, sem que a lei a isso obrigasse, em consequência do funcionamento livre do mercado. Suponhamos que o poder político, tendo observado esse salário mínimo natural, estabelece um salário mínimo legal com um valor abaixo dele.
Este salário mínimo não enriqueceria nem empobreceria ninguém: teria apenas efeitos psicológicos e políticos. Para que serviria, então? Ora, para obter estes efeitos. Os símbolos são o capital da política e nenhuma racionalidade económica levará alguma vez os homens do poder a prescindir deles.
É isto que eu acho que está a acontecer em Portugal: o salário mínimo em vigor não tem, na prática, nem as vantagens que lhe atribuem nem as consequências desastrosas que lhe apontam. É «apenas» uma mensagem; mas é uma mensagem de crucial importância.
Não vamos impedir, portanto, por via do salário mínimo, que haja pessoas que são pobres apesar de trabalharem. Nem o vamos impedir por via da subsidiação dos salários, pelas razões já expostas. Mas temos que o impedir por uma via qualquer, porque um país em que há trabalhadores pobres não tem direito sequer a existir, muito menos a prosperar.
Só vejo uma solução: um welfare state generoso. Subsídios de desemprego altos, fáceis de obter e de manter. Condições de reforma vantajosas. Abonos de família para toda a gente, incluindo os mais ricos, e muito substanciais a partir do terceiro filho. Talvez um «salário do cidadão» ou «dividendo do cidadão». Um IRS brutal incidindo sobre todos os rendimentos, incluindo estes.
A ideia é tornar o rendimento o menos dependente possível do trabalho, de forma a que ninguém tivesse que aceitar um emprego que considerasse mal pago, perigoso, ou excessivamente penoso. Mesmo assim haveria sempre quem quisesse trabalhar, é claro: para não embrutecer, para se sentir útil, para aceder a um nível de consumo mais elevado. E para os empregadores haveria nisto, no meio de todas as desvantagens, uma vantagem considerável: saberiam à partida que qualquer trabalhador que contratassem seria uma pessoa ambiciosa e motivada.
Mas isto foi só uma digressão utópica. Regressemos ao nosso assunto, que é o salário mínimo. Resumindo a minha posição, é assim: estamos a falar dum salário mínimo suficientemente baixo para a sua utilidade ser apenas simbólica e psicológica; e suficientemente baixo para ser inócuo. Tanto os que o defendem como os que o atacam fazem finca-pé em questões de princípio, e só isso.
Utilidade “psicológica e simbólica” = Demagogia
Porque é que, a partir de agora, não se define que o litro de leite não pode ser vendido a mais de 5 euros? Não teria qualquer influência no mercado, mas passava uma mensagem, seria um símbolo político… Qual seria a utilidade dessa medida? Apesar de não ter impacto no mercado, deveria ser tomada pelos efeitos psicológicos e políticos que traria?? Devem os políticos guiar a sua actuação pela sua simbologia ou devem ser pragmáticos???
Lembrei-me agora do facto de ser ilegal (e não sei se não será mesmo crime) tentar-se o suicídio. Será que já alguém deixou de se suicidar por causa disso? No entanto, a lei passa uma mensagem clara - as pessoas não se devem suicidar, podendo ser punidas por lei. Ou se calhar não há esta lei na Lituânia, o país que verifica maior número de suicídios per capita (segundo a Wikipedia).
Peço desculpa pelo desvio, mas espero que tenha contribuído para clarificar a minha posição relativamente a esta questão do simbolismo/pragmatismo.
De qualquer maneira, voltamos a uma questão básica e já muito debatida: Se o salário mínimo está abaixo do ponto de equilíbrio, não serve de nada; se está acima, causa desemprego. Ou seja, ou o salário mínimo é uma má medida, ou é inútil.
Relativamente ao seu welfare state generoso, gostaria de perceber quão a sério é que fala dessa “hipótese” (que espero que nunca passe disso…) cuja única vitória seria alcançada no Guiness Book of Records, pela maior taxa de crescimento do desemprego de sempre!
Se tiver que escolher entre trabalhar por 403 euros ou estar desempregado por 397?? Não se esqueça que o lazer também pode ser considerado um bem de consumo, do qual se tem que prescindir para trabalhar e ganhar algum salário…
Para concluir, de volta ao salário mínimo, aqui afirmo que prefiro que a legislação económica e laboral seja pragmática e não ideológica. Isto porque apesar de tudo estamos todos (suponho eu) do mesmo lado: o combate sustentado contra a miséria e pelo desenvolvimento. Apenas considero que por vezes é necessário mais pragmatismo, como já referi…
Claro que o lazer é um bem de consumo. Digo mesmo mais, como os Dupondt: é um valor em si mesmo, enquanto o trabalho é um valor instrumental.
Se tivesse que escolher entre trabalhar por 403 euros e estar desempregado por 397 (e admitindo por hipótese que o emprego em causa não fosse especialmente gratificante), é claro que escolhia o desemprego. Mas se a diferença fosse substancialmente maior… ou se a tarefa fosse aliciante… ou as duas coisas… nesse caso a escolha seria outra.
E é esta escolha que eu gostaria de permitir ao maior número possível de pessoas (não a todas, infelizmente; não acredito num mundo perfeito).
Mesmo que com isto os empregadores fossem obrigados a competir não só pelos clientes (como já competem), mas também pelos trabalhadores.
E em que é que o salário mínimo (sendo uma restrição activa e efectiva sobre o emprego) cria condições para que os empregadores compitam pelos trabalhadores?? Ao criar um défice de procura por trabalho e, simultaneamente, um excesso de oferta de trabalho, o Estado está a fazer com que os empregadores não tenham de competir tanto pelos trabalhadores como teriam num mercado livre e concorrencial. Estão então assim a colocar empregadores e empregados em condições assimétricas de negociação, dando maior poder negocial aos empregadores…
(relativamente à questão do trabalho/lazer, parti do pressuposto que o trabalho apenas é um sacrifício do tempo de lazer, pois não me parece que as variantes do tipo de trabalho influenciem de forma significativa a questão que está a ser discutida)
Entre o último comentário que escrevi e este pus-me à procura de informação sobre as relações entre SMN e desemprego. Encontrei uma data de coisas de que não percebi patavina (sabe explicar-me o que quer dizer monopsony?) e outras que entendi melhor, e cheguei à conclusão de que a sua afirmação de que o salário mínimo restringe activa e efectivamente o emprego é tudo menos consensual entre os economistas.
Era bom que a Economia fosse como a Física. Quando um físico nos diz uma coisa, não vem outro físico atrás dizer-nos o contrário.
Quanto à competição pelos trabalhadores, acho que me exprimi mal. Não queria dizer que esta competição ia resultar do salário mínimo, mas sim que resultaria duma dissociação (que entendo desejável na muito restrita medida do possível) entre rendimento e trabalho.
Quem tiver outra fonte de rendimento não aceita qualquer emprego (o que me parece bem). Deste modo os empregadores serão obrigados, pelo processo da competição, a fazer com que os empregos sejam o mais atractivos possível.
O bloco de esquerda, o CDS e o PCP, condenam as nacionalizações feitas neste País de fadas, mas o Peter Pan, o Gancho e o Chefe índio, conseguem tirar parte do subsídio de Natal aos reformados da função pública, mas aumentam de 15 a 70 euros o vencimento dos militares, para que a juventude não pegue nuns mísseis e os leve até São Bento; os militares ainda pertencem à função pública, estou a ver o Loureiro a ser tramado:
PRENDAS DE NATAL
Lá vem o Peter Pan
com a fada sininho
vêm logo de manhã
a fazer dinheirinho!
-
vem também o moço
com o nome de João
compra pró almoço
muito osso e feijão!
-
e o Capitão Gancho
vem todo satisfeito
já poupou no rancho
do exército perfeito!
-
o sininho bate asas
e com a sua varinha
leva euros de casas
e o dobro da minha!?
-
Peter Pan não falha
na questão de juntar
ai como cá amealha
vai tudo nacionalizar!
-
e depois vem o João
com sua mente lerda
e fala com o coração
á malta de esquerda!
-
já lá vem o barrica
com a sua voz forte
gente rosa ele pica
e pica-os de morte!
-
vem agora o Miguel
do Barrica é irmão
e vem dizer o papel
de ganchos da Nação!
-
O Chefe índio se ira
do que diz o Miguel
contra todos se atira
mas que chefe cruel!
-
neste conto de fadas
desta bela república
vão já de mãos dadas
gamam gente pública!
-
O João é reformado
setenta é a sua idade
no Natal é condenado
só pode ter a metade!?
-
O Peter Pan, outra vez
também vai comprar
compra BCP por dez
e toca a nacionalizar!
-
e todos por este andar
de um conto de fadas
bncos vão nacionalizar
e empresas privadas!?
-
e votos de boas festas
deixam no seu cartão
e não quero as destas
nem os quer a Nação!
-
vejam só a nossa sina
diz a Darling gentil
aumentam a gasolina
baixa valor do barril!?
-
não dá para o tabaco
meu subsídio de Natal
País de fadas é fraco
sem prendas, vai mal!
-
Pisco