Documentário de meia hora sobre a pena de morte e a violação dos direitos humanos na China que tem de ser visto. AQUI.
E aqui fica uma música dedicada aos três países que merecem estar no pódio da Pena de Morte: China, Irão e Estados Unidos.
Por Daniel Oliveira 7 Ago 08 em China 2008


No ponto.
E cuba está em que lugar?
O Daniel bem tentou, mas essa alma dos anos 60 impede-o materialmente de fazer um texto a criticar a China e o Irão sem dizer «mas olhem que os EUA também…». Diferenças não despiciendas: nos EUA a população sufragou repetidamente a vigência da pena de morte - nos outros países, não; nos EUA ninguém é condenado à morte porque diz mal de um profeta qualquer, do Presidente, ou de uma ideologia - nos outros países, não; nos EUA ninguém é condenado à morte por adultério ou proselitismo - nos outros países, não.
Não é tudo igual porque «é sempre matar»: uma coisa é condenar um homem a quatro anos de cadeia porque roubou uma caixa de multibanco, outra é ferrá-lo na cadeia o mesmo quadriénio porque prega o cristianismo. Uma coisa é levar um homem a tribunal porque violou uma criança, outra é levá-lo a tribunal porque noticiou a corrupção do Presidente da República. Uma coisa é condenar à morte um assassino, outra é condenar à morte um dissidente político. Portanto, DO, trate como diferentes coisas que são diferentes. Perceba o que é condenar um crime e o que é condenar uma divergência ideológica, perceba o que é uma lei emanada por um órgão eleito e uma outra decretada por um tirano. No fundo, ao fim de quase 40 anos, perceba a diferença entre o exercício da Justiça e a sua instrumentalização em nome da barbárie. Acredite que vai conseguir: basta-lhe pensar um bocadinho.