De facto muita coisa a aprender com esta cidade fervilhante. Por exemplo, como expulsar migrantes e fazer demolições expeditas na preparação de uns jogos olímpicos.
Por Daniel Oliveira 19 Out 07 em ChinaDe facto muita coisa a aprender com esta cidade fervilhante. Por exemplo, como expulsar migrantes e fazer demolições expeditas na preparação de uns jogos olímpicos.
Por Daniel Oliveira 19 Out 07 em China
Sinceramente, e deixando de lado os dogmas ideológicos, não percebo porque quer sempre pôr a questão dos direitos humanos sempre que se fala em “China”. O facto de haver problemas ao nível de direitos humanos não nos impede de reconhecer que Pequim ou a China estão fervilhantes! E se ler bem os relatórios internacionais verá que todos são unanimes em dizer que com todo o progresso e desenvolvimento económico na China, os abusos em relação aos direitos humanos estão a diminuir. Recorda-se como eram violados os direitos humanos na Europa ou o Japão, antes da prosperidade? (É que as ditaduras só sobrevivem em Estados pobres e subdesenvolvidos).
Há que aplaudir a China por ter entrado na época do desenvolvimento e do crescimento. Haverá direito humano mais fundamental que o direito à sobrevivência?
Quanto à democracia política, quando o povo estiver alimentado e tiver condições dignas, farão eles próprios uma revolução interna pela democracia.
Gente que se apelida de socialista…quem defende o zé miserável? Pragmatismo político claro, mas, como na visita do Dalai Lama, esta subserviência raia os limites.
Parabéns pelo seu blogue.
Morfeu
Justicialista, os links são sobre a violação dos direitos humanos na preparação dos jogos olimpicos. Para acabar com a violação dos direitos humanos não basta desenvolvimento económico (olhe para Singapura), é preciso uma sociedade civil chineza e sindicatos livres que se batam pelos direitos dos trabalhadores chineses. Aliás, um dia destes hei de escrever sobre isso: a esquerda devia canalizar fundos e apoios para ajudar à criação de um sindicalismo livre na China. Essa devia ser uma prioridade que poder ter enormes reflexos cá.
Os seus queridos amigos do BE, alguns já conhecem bem a China, vão concerteza acompanhar o presidente a este país, quem os viu e quem os vê.
Judicialista, ou és muito engraçado e irónico ou és um burrão ignorante.
Daniel, agradeço a resposta. Mas parece-me que esses relatórios de direitos humanos só surgem agora e com toda a força e repercussão, devido à iminência de uma China como potência económica, militar e política. No entanto, não deixo de considerar as suas preocupações como sinceras e fundamentadas.
Um regime totalitário não gosta de ser pressionado.
Um regime totalitário e poderoso, quando pressionado ignora a pressão.
A China, por razões conhecidas, começa a ser um dos principais, se não o maior, entrave ao desenvolvimento dos paises, como Portugal.
A Europa (os EUA não o irão fazer) deveria pressionar a China. A única forma de o fazer é colocando entraves (taxas ou outras formulas económicas) ás importações Chineses.
A China faz-nos exactamente o mesmo e ainda por cima mantém a sua moeda, artificialmente, muito desvalorizada (face ao Euro).
Pode haver formulas políticas e sociológicas mais atractivas de pressão das ditaduras. São estas as que mais me identifico, mas, progressivamente considero que a pressão económica é a única reconhecida e a única com alguma eficácia. Esta atitude benificiaria tanto os Europeus como grande parte dos Chineses que ainda são
as maiors vítimas deste sistema “capitalista” Chinês.