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12 respostas ao post “Olimpíadas pela liberdade”  

  1. 1 1  Lumiar e´ Vida!

    apoia o boicote as olimpiadas?
    por que nao boicotamos tb as cimeiras internacionais? ou mesmo as viagens internacionais para a China? mesmo as importacoes na totalidade, nao? podiamos fazer um abaixo-assinado e depois podiamos envia-lo para o governo chines! talvez nao, porque a este ritmo tb ja tinhamos boicotado o correio internacional para a China.
    resumindo: nao se ataque o alvo errado.
    O que a China precisa para largar o Tibete sao mais Jogos Olimpicos.

  2. 2 2  Fado Alexandrino

    Uma autêntica vergonha.
    O aproveitamento político do transporte da tocha olímpica, em alguns casos atacando até atletas deficientes, devia constituir uma mancha no entusiasmo beligerante desta gente.
    Há milhares de maneiras para lutar contra a opressão de um povo.
    Uma delas é muito simples.
    Abandonar o quentinho de Londres e ou Paris e partir para o Tibet onde podiam organizar uma resistência aproveitando todo este entusiasmo que mostram mal uma câmara de televisão está por perto.

  3. 3 3  G3

    fazendo um exercicio de imaginação… se a religião (pseudo) maioritaria na região do Tibete fosse a Muçulmana será que tudo isto acontecia? a solidariedade seria a mesma?
    sinceramente nao me parece, o pessoal adora tudo o que for exotico, gente de esquerda até abana aquelas bandeiras sem fazerem a menor ideia do que elas significam apenas porque parece porreiro mas que não são mais do que antigos simbolos da teocracia feudal governada por um “Deus vivo”

  4. 4 4  sergio_alj

    A minha pergunta é:
    Que culpa é que tem a Tocha Olímpica?

  5. 5 5  André M.

    Bem lembrado G3! Realmente esta malta do PC (politicamente correcto) são tudo gajos muito liberais e abominam todos o relativismozinho e as burkazinhas e tal coiso, excepto quando lhes dá jeito.

    Indepedência para o Tibete, não obrigado! Democracia para a China, aí talvez tenham o meu apoio. Agora, para trocarem uma ditadura laica por uma religiosa, ainda por cima dirigida por um palhaço que estaria melhor a escrever livros de auto-ajuda, não contem aqui com o rapaz.

  6. 6 6  ose Henriques

    Porque somos contra uma ditadura que viola os direitos humanos, teremos que ser forçosamente a favor duma teocracia?
    Caro G3, eu até defendo o seu direito de dizer as suas diatribes, contra qualquer que pela força o tente impedir, embora o seu anti esquerdismo primaríssimo me enjoe.
    André M. o PC a sério está mais para o chinês, e o politicamente correcto ( correto?) é não confundir Jogos Olímpicos com Direitos Humanos.
    Há Burkas que não se Vêm e não se sentem. a que você usa só o deixa olhar para a frente.

  7. 7 7  Isabel Coutinho

    Mas porque é que foram dar os Jogos Olímpicos à China? Havia outro candidato - o Canadá - em que este problema nunca se poria.
    Esta opção pela China, tem um cheiro a dinheiro, que até enjoa.

  8. 8 8  G3

    oh Henriques, anti esquerdismo? mas você conhece-me? sou é anti pseudo-esquerdistas que lambem o cú a um deus vivo mas que se estão a cagar para os reais problemas dos trabalhadores e do povo, aqui em Portugal, no Tibete ou em Euskal Herria

  9. 9 9  miguel cunha

    Caro DO,

    para quando a publicação de vídeos que mostram a versão diferente daquela que nos foi impingida pelos nossos tão democráticos, imparciais e objectivos meios de comunicação, dos quais o arrastão foi uma caixa de ressonância?
    Esta história está muito mal contada, e gabando-se o DO de ser intelectualmente honesto, talvez fosse altura de admitir que as coisas foram bem diferentes do que (se) apregoou.

    Uma sugestão: vejam o http://www.anti-cnn.com

  10. 10 10  Maria

    Nao vejo razao para tanto palavreado contra os direitos do Tibete e contra o lider espiritual o Dalai Lama.Tive a oportunidade de o ouvir aquando da sua passagem por Portugal e tudo o que lhe ouvi foram palavras de paz e de respeito por todos os povos .

    Quanto ao Tibete todos tem direito a preservaçao da sua lingua e cultura.Quando outro povo tenta fazer desaparecer esses direitos entao o direito a revolta e indignaçao sao mais que justos.
    Ja sei que os que defendem a China e sao muitos dizem que foi o salvador do Tibete.
    Pois, depende sempre do ponto de vista.
    Agora se realmente nao existissem conflitos nem prepotencia seria a China a primeira entidade a deixar tudo a claro e abrindo as portas ao mundo e nao o fez.As demonstraçoes que hoje se veem em todas as cidades por onde a Tocha Olimpica passa sao a demonstraçao de que nem todos ja se deixam enganar e manipular por conceitos onde o poder sobre o outro e predominante.E a China tem para alem do Tibete muitos outros pontos negros onde deixou muito claro que e um regime sem nenhum respeito pelos direitos humanos e isto em relaçao ao seu proprio povo. Portanto seria bom que aqueles que insultam apenas por insultar e que tentam por todos os meios denegrir uma luta por Direitos Humanos ( que e sempre justa ) pensassem um pouco se gostariam de ver os seus filhos numa situaçao semelhante.

    Vergonha?
    Uma autentica vergonha sao os abusos e a descriminaçao e sao esees os que se estao a apontar e e bom que todo o Mundo possa ver.

    Tocha ou nao Tocha.

  11. 11 11  Isabel Coutinho

    Por falar em Direitos Humanos, vem aqui a propósito o artigo de António Barreto, hoje no Público:

    Angola é nossa!>/b>

    13.04.2008, António Barreto Retrato da semana

    “Holocausto em Angola” não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo

    Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, Holocausto em Angola, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: “Memórias de entre o cárcere e o cemitério”. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que “já sabiam”. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer.
    O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam “julgamentos populares”, perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.
    A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra.
    O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele: “Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela”.

    Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contragolpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.
    Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona. Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.
    Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem? Sociólogo

    Perante o que nós (portugueses) fizemos, que é que tem a lata de apontar o dedo à China?

  12. 12 12  Isabel Coutinho

    Peço desculpa, faltou-me o logo no início do artigo. Depois, ficou tudo trocado.
    Mas pode e deve ler-se.

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