«Agora, o tema mediático, servido por um simpático Dalai Lama, caixeiro-viajante do império, é a «questão» tibetana, que visa apresentar a China, gigantesco país onde convivem há séculos muitas nacionalidades, como um Estado opressor, visando, pelo menos, estragar-lhe os Jogos Olímpicos. Se forem só os jogos… É que a União Soviética, destroçada também pela ingerência externa na convivência exemplar que soube construir, continua a ser um exemplo de como o imperialismo sabe ganhar com a desunião dos povos.»
Avante!

Nem discuto o conjunto do texto (que podem ler) e o que ele revela dos reflexos condicionados e da a ausência de reflexão sobre imperialismos, nacionalismos, direito à autodeterminação, diferentes formas de resistência e, já agora, do que foi o socialismo real e do que é o regime chinês. Fico por o bold que é de minha responsabilidade. Ouviram falar das deportações em massa? De povoamentos forçados para alterar a demografia de repúblicas inteiras? Das sanguinárias razias estalinistas? Se ouviram foram enganados. Nunca aconteceu. Tudo não passou numa «convivência exemplar».

Não tendo percebido o que se passou antes, é normal que no PCP não tenham percebido o que se passou com as ex-repúblicas soviéticas depois de 1989. E agora explica-se tudo pelo caminho mais fácil. De facto, ignorando a história quem pode ser lúcido a olhar para o presente? Não aprendendo com o passado, como pode o PCP não deixar de repetir o erro: o de apoiar mais uma ditadura imperial. E no caso, com uma pequena agravante para um comunista: uma ditadura imperial onde reina um capitalismo sem quaisquer direitos para os trabalhadores.


83 respostas ao post “Primeiro em tragédia, depois em farsa”  

  1. 1 1  Vítor

    Já nada os distingue de uma seita de lunáticos.

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  2. 2 2  Luis

    O extracto que DO aqui sublinhou é dum texto assinado (Leandro Martins) duma sub-secção (Actual) da Secção (Opinião), do Avante de 27 de Março.

    Sobre os acontecimentos no Tibete, a posição do PCP está expressa na sua declaração de voto na AR, igualmente em 27 de Março, como se pode ver aqui :

    http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=31646&Itemid=120

    De que destaco: (…) “É curioso aliás que continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China quando nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas, de que até o Dalai-Lama já se demarcou, põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como Região Autónoma.
    Isso vem aliás acompanhado em geral de uma sistemática deturpação dos acontecimentos históricos. Seria preciso lembrar, para reintroduzir algum rigor, que desde o século XIII que o Tibete está unido, com diversos graus de autonomia à China, e que no início do século XX a região foi invadida pela Grã-Bretanha a partir da Índia. Seria até preciso lembrar que, à época da revolução popular chinesa, em 1949, vigorava no Tibete um regime feudal onde a maioria da população era constituída por servos e escravos, com uma forte concentração da terra e dos meios de subsistência, ou que o actual Dalai-Lama, antes de se assumir como dirigente do chamado governo no exílio, integrou ele próprio a 1ª Assembleia Nacional Popular da China que elaborou a constituição chinesa.
    Neste processo invocam-se e inventam-se argumentos para justificar actuais e futuras linhas de confronto e de afronta ao direito internacional com origem nos mesmos de sempre, aqueles que já há cinco anos não se coibiram de também inventar a existência de armas de destruição em massa, como suporte de uma guerra que destruiu o Iraque e impôs incontáveis sacrifícios ao seu povo.
    É por isso que assume especial importância neste caso o respeito pelo direito internacional, tantas vezes violado para dar lugar a acções de ingerência directa ou indirecta procurando impor interesses estratégicos e económicos. (…)”

    PS: Dá para perceber a manobra do DO de pegar na árvore para esconder a floresta. Do que é que tem medo afinal o DO?

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  3. 3 3  Justicialista

    Mas queres um mundo multipolar ou unilateral? Às vezes, parece que é o melhor amigo dos americanos.

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  4. 4 4  Luis

    Ainda no Avante de 27 de Março, podem ler este artigo de Albano Nunes “Tibete hipocrisia imperialista” (Opinião) aqui:

    http://www.avante.pt/noticia.asp?id=23987&area=24

    De que sublinho o final “(…) São grandes os desafios que se colocam aos comunistas e ao povo da China. Mas os tempos de sujeição e humilhação nacional, tempos em que na própria China havia espaços cuja entrada era «proibida a cães e a chineses», esses pertencem ao passado. Não há hipocrisia que valha aos herdeiros das guerras do ópio e dos tratados desiguais que tanto sofrimento impuseram ao povo chinês.”

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  5. 5 5  inocêncio

    Bela achega ao Imperialismo Americano.Eis aqui alguém equilibrado.Pode falar dos massacres praticados em nome da ‘democracia’,da proliferação dos desperdícios radioactivos em forma de munições com o Urânio Emprobecido,do petróleo ao preço de 1 dólar o barril,das 750 bases espalhadas pelo mundo fora(nõ,não são da URSS).
    Agora,está muito democrata para apoiar um anacronismo feudal da pior espécie.
    http://www.michelcollon.info/articles.php?dateaccess=2008-03-20%2005:43:04&log=lautrehistoire

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  6. 6 6  inocêncio

    Mais,não quer vir expôr a história do dalai-lama,para as pessoas ficarem a saber?Está mais virado para o glamour do Richard Gere,da princesa não sei o quê;já vi o nonvo que o BE traz dentro se si…

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  7. 7 7  Diogo

    Daniel, é evidente que os regimes chineses e soviéticos foram atrozes. Mas não é mau tentar perceber a verdadeira história por trás desta súbita «insurgência» tibetana:

    Buddha’s Warriors: The Story of the CIA-Backed Tibetan Freedom Fighters, the Chinese Invasion, and the Ulitimate Fall of Tibet (Os guerreiros de Buda – A história dos combatentes tibetanos da liberdade sustentados pela CIA), de Mikel Dunham (Penguin, 2004, 434 páginas), explica como a CIA transferiu centenas de tibetanos para os Estados Unidos, treinou-os e armou-os, lançou armas por meio de pára-quedas sobre o território, ensinou às pessoas como podiam utilizar armas de fogo estando a cavalo, etc.

    Quanto ao simpático Dalai Lama, tem servido de facto como um caixeiro-viajante do império.

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  8. 8 8  Diogo

    Talvez, sendo só uma possibilidade, o PCP apoia ditaduras imperiais sendo estas comunistas. Cada vez é mais visivel que a foice e o martelo não são um meio para chegar a um fim, mas sim um fim indepentemente dos meios. É clarinho como a água

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  9. 9 9  FSilva

    Aqui se vê
    o autismo do PC.
    Infelizmente.

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  10. 10 10  Daniel Oliveira

    justicialista: multipolar e democrático. Sou internacionalista, não me é indiferente como vive cada povo.

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  11. 11 11  Luis

    Tibete: uma teocracia feudal
    Existe toda uma «aura» construída em redor do «Dalai Lama», que só persiste porque se ignora o que era o Tibete de que ele era o monarca: uma teocracia feudal, onde os mosteiros possuíam a quase totalidade da terra, assim como toda a autoridade política, judicial e policial, a maioria dos camponeses eram mantidos em servidão (senão mesmo em escravatura), o rapto de crianças pelas ordens religiosas era considerado normal, e os castigos corporais (amputação de mãos, furar olhos, chibatadas) eram a forma mais corrente de administrar «justiça». Só para se ter uma ideia:
    «In 1953, the greater part of the rural population—some 700,000 of an estimated total population of 1,250,000—were serfs. Tied to the land, they were allotted only a small parcel to grow their own food. Serfs and other peasants generally went without schooling or medical care. They spent most of their time laboring for the monasteries and individual high-ranking lamas, or for a secular aristocracy that numbered not more than 200 families. In effect, they were owned by their masters who told them what crops to grow and what animals to raise. They could not get married without the consent of their lord or lama. A serf might easily be separated from his family should the owner send him to work in a distant location. Serfs could be sold by their masters, or subjected to torture and death.»
    Mais informação aqui.
    http://www.dissidentvoice.org/Articles9/Parenti_Tibet.htm

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  12. 12 12  Fado Alexandrino

    Havia uma série muito engraçada na TV.
    Eram “Os Marretas.”
    Estão aqui no seu esplendor.
    O Bloco de Esquerda a fingir que não é de esquerda.
    O PCP a fingir que é moderno.
    Em 3075 podem tentar uma coligação para governarem o conglomerado Elvas-Badajoz.

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  13. 13 13  robespierre

    Apesar de dar toda a razão ao PCP na história do Tibete, é curioso ver como se consegue dar uma no cravo e outra na ferradura. URSS convivência pacífica? Até poderia ser, mas o curioso é que isto é escrito num contexto de apoio à RP da China. A questão da Mongólia e o conflito Sino-Soviético (que tantos, tantos dissabores causou ao PCP) não devem aparecer nos armários da Soeiro.

    [Responder]

  14. 14 14  Luis

    Já agora, alguém me pode explicar s.f.f., em nome de quê é que os deputados do BE e do PS votaram a favor da moção de apoio do Telmo Correia do PP?

    [Responder]

  15. 15 15  Bolota

    “ Eram “Os Marretas.”

    Oi Fado,

    Mas o que terá o PC que preocupa tanto o DO, isto apesar de Sá Fernandes ser considerado o herói de Lisboa ???

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=86878

    Esta questão do Tibete com todas as razões e mais algumas que os Tibetanos possam ter, que tem, para mim que sou meio aboletado…tá mal contada.

    Ser parceiro comercial da China e depois boicotar o JO, é no mínimo Hipócrita…digo eu.

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  16. 16 16  josé Manuel Faria

    O PCP tem como farol a China. E lamenta a “perda” da URSS. Está claro na direcção pós- carvalhas. Desde o fim do Muro que o PC não estava tão conservador e obreirista( desvio esquerdista).

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  17. 17 17  Miguel F. Carvalho

    impressiona a desonestidade intelectual apresentada pelo PCP… cada vez se aproxima mais da Igreja, não conseguindo fazer evoluir a sua linha de pensamento para um novo mundo que há muito se lhes apresenta…

    um partido que, no mesmo dia na Assembleia, vota a favor de um quase pedido de desculpas pela conferência das Lajes há 5 anos mas logo a seguir vota contra um pedido de controlo da repressão no Tibete…

    cada vez se parecem mais com o antigo ministro iraquiano que negava a invasão aliada…

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  18. 18 18  antónio

    Por alguns comentários reproduzidos se deduz que há guerras e guerras, autodeterminações e autodeterminações. Tudo depende da cor do prisma com que se espreita.

    [Responder]

  19. 19 19  H V&P

    O PCP mostra a sua coerência e o que entende por democracia! Acho honesto e esclarecedor!

    [Responder]

  20. 20 20  Luís/th3freakie

    Quando a RPC ainda almejava ao socialismo, e ainda existia URSS, denunciavam a primeira como cismaticos da Grande Igreja Universal do Reino de Lenine.

    Agora que a RPC é a mais selvagem capitalista do planeta, é defendida com unhas e dentes, com argumentos que nem o mais hard-core colonisalista ou sionista seria capaz.

    - O Tibete fazia parte do Império sino-mongol no sec XIII: ficamos a saber que o feudalismo deve ser respeitado

    - O Tibete era feudal antes da RPC lá chegar: Ficamos a saber que afinal o feudalismo afinal também deve ser castigado com ocupações. Ficam então justificadissimos os landgrabs europeus nas Américas e Africa pois lá “feudal” era o melhor dos casos, o pior sendo idade da pedra.

    - A China construiu infraestrutura (em 50 anos.. ena): ficamos a saber que Israel, cujas fronteiras politicas se vêm do espaço pela simples difereça de aproveitamento agricola do território, devia era anexar mais terra, pois desenvolvimento dá propriedade.

    - O meu favorito “os americanos gostam do Dalai Lama” – ficamos… hepa, confrmamos outra vez, que saber já se sabia, que tudo o que um americano apoia é errado, com ou sem a razão.

    - Ah, e se não apoia a China, é um agente do Imperialismo Americano e tem “medo” de qualquer coisa que talvez o Octavio Machado saiba o que é.

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  21. 21 21  Massa Mansa

    “Perdoa-lhes Patrícia porque eles não sabem o que fazem!”

    [Responder]

  22. 22 22  Ramalho dos Santos

    Caro Daniel Oliveira, assim não vale, sai daqui à mesma hora do primeiro comentário, era tudo velho. Neste momento já a procissão vai no adro, qualquer comentário arrisca-se a ser comentário de comentário. Creio que está puxando pelos “cavalos”,
    alguns estão à beira da loucura, a língua já está toda esticada. Não reparou?
    De volta ao tema, uma questão de estilo, bold? Ou bold-faced tipy? Não é a mesma coisa como seguramente sabe. “Ignorando a história quem pode ser lúcido”?
    Para o nosso “companheiro” de comentários o Luís I, II, e III estamos conversados, não é de história que precisa é de “olhos” novos, não distingue um chinês de um tibetano?
    Quanto ao mais, são conclusões parcelares, justas, justificativas, e, infelizmente, ainda não interiorizam com muita clareza, que este PCP não anda nem deixa andar. Infelizmente aproximasse uma conclusão natural, “os eternamente sós contra tudo e contra todos” já não dá. É um disparate caro de mais. Este PCP é um luxo desnecessário. A nossa democracia está a esfarelar-se. Não reparou?

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  23. 23 23  Patricia

    Pois aqui quando vai um policia a um sindicato,é sempre com a fenprof que acontecem estas histórias de policias,gritam,vem aí a PIDE estamos á beira do fascismo.Lá independentemente das questões entre o Dalai Lama e o Governo Chines andam militares nas ruas para dispersar manifestações,mas são só questões colaterais.A China é um modelo de virtudes,para quem já tem os olhos em bico.

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  24. 24 24  João Antunes Mendes

    Estes ainda são mais donos da razão do que o JPP. Este ainda vai admitindo que algo não correu bem no Iraque, enquanto que outros negam o genocídio na ex-URSS, na mutilação e nalguns casos destruição da identidade de povos. Será ainda possível que alguém considere que a ex-URSS havia uma “convivência exemplar” entre povos? Ou a História é também um mito imperialista?

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  25. 25 25  xatoo

    Este tipo de novitreta linguistica é mesmo próprio de um ressentido que, não percebendo nadica de nada do que é um colectivo, não teve êxito a título individual no partido que agora vitupera. As cartilhas recitadas da mesma forma (citar o que é “do que é o regime chinês” (sem o explicar, para não prejudicar a angariação de “fregueses”) que foram cunhadas no subconsciente de juventude continuam a fazer um percurso determinante mesmo depois do espécimen politicus atingir a (pseudo) maturidade.
    no hard feelings, a conversa não é para ser lida a titulo individual, mas sim como a condenação formal de uma determinada espécie de activismo partidário de dupla linguagem que já está mais que gasto.
    Sobre o assunto: a medalha que o Bush pendurou na farda do bandalho que dá pelo nome de Dalai Lama, e o link que o Diogo postou aqui diz tudo.

    [Responder]

  26. 26 26  xatoo

    Diogo
    essa boutade “os regimes chineses e soviéticos foram atrozes” carece de explicações mais concretas e não da repetição da cartilha mediática cunhada pelo imperialismo do pós guerra. Foram atrozes porquê? os sovietes , (em menos de 50 anos!, pela aquisição de competências na tecnologia de desenvolvimento), alcandoraram a URSS à condição de superpotência em igualdade de circunstâncias com os EUA (uma associação de Estados malfeitores que já levava mais de duzentos anos de criminalidade activa)
    Assim como és um feroz crítico da trapaça desenhada sobre o holocausto, se averiguares bem os chamados “Processos de Moscovo” irás ter algumas surpresas. Boa sorte, e cuida-te.

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  27. 27 27  corvo

    O Tibete até poderia ser uma teocracia medieval, antes da INVASÂO dos país ,pelas tropas de Mao.

    Mas Cuba e a Coreia não são tambem duas MONARQUIAS SOCIALISTAS…(pseudo….).

    E não terão os tibetanos direito á sua cultura, e de praticarem livremente a sua religião?

    Em nome de que principios ,pode um regime DITATORIAL como o que hoje vigora na China, IMPÔR aos tibetanos , as sua leis.

    Mas cómico cómico, é ver o PCP, que abominava Mao e os Maoistas, e que se encarregou de os expulsar nos anos 60 do PCP,que acusava o PCC de divisionismo, traição ao Movimento Comunista, e os seus dirigentes de serem uma camarilha ao seviço do imperialismo, vir agora com esta conversa….

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  28. 28 28  moriae

    LOL! enganei-me da votação! ehehehe queria dizer Ana Drago, Louçã e Miguel Portas e saiu-me Paulo Portas! que horrooooor!
    Sorry, Daniel!

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  29. 29 29  João Gomes

    O PC ao seu melhor nível! Tem, sobre o mesmo assunto, uma posição no parlamento, outra no Avante e, certamente, uma outra no Comité Central.
    E quando há repressão na China, lá vêem as lágrimas de crocodilo, para inglês ver…
    Mas façam lá o favor de não designarem o PC Português ou o PC Chinês de comunistas. Eles serão qualquer outra coisa, sabe-se lá o quê…

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  30. 30 30  tonibler

    Foi um enorme erro não ter havido um apurar de responsabilidades depois do 25 de Novembro e não se tratarem os traidores à pátria como os próprios soviéticos tratavam.

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  31. 31 31  Isabel Coutinho

    Li e pasmei! Julguei que o Avante já não existia!
    Mas quem é que lê aquilo? Mesmo entre os comunistas?

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  32. 32 32  Minhoto

    Ó Luis mas isso tudo o que disse é o comunismo na prática! É o que se passa ainda hoje na China, ou pensa que já não existem servos? Não de jure, mas de FACTO!

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  33. 33 33  Xico

    Deve ser por isso que as repúblicas do Cáucaso e da Ucrânia receberam de braços abertos as tropas nazis, levando os seus oficiais aos ombros.
    Para não falar da Hungria e da Croácia.
    Os impérios não são em si bons ou maus. Por vezes são boas soluções para o convívio dos povos. A sua queda, mesmo da União soviética, foram dramáticas para muitas populações.
    O problema da China não é o Tibete. É a China…
    O problema do PCP é lerem só a cartilha e desabituarem-se de pensar. Eu sei. Vivi entre eles…

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  34. 34 34  PR

    Mais do mesmo.

    [Responder]

  35. 35 35  Joshua@Tree

    Com esta o Daniel surpreendeu-me. Não pensei que a sua opinião, relativamente a este tema, fosse tão distante da do PCP. Por momentos pensei que tivesse a ler um texto de alguém de outro espectro político :)

    [Responder]

  36. 36 36  Paulo Henriques

    http://www.petitiononline.com/tuaviva/petition.html

    Será que pode divulgar esta petição?

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  37. 37 37  João Grade

    oh pah, tenham dó do pcp, aquilo eh o que resta aos fracos e oprimidos.

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  38. 38 38  jb45

    parece, penso eu, que este quintalito, está a tornar-se bipolar. um bipolarismo a cheirar a rosas e a …já não sei. ontem era a laranjas. pois o pcp ou pó de anjo ( a malta da passa sabe ) precisa-se.tem o prazo fora de validade, mas, serve bem.
    querem, apenas, o centralão? a esquerda do bloco que ponha os pés ao caminho e vá. ide e voltai.

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  39. 39 39  lima

    Até me apetece inscrever no PCP! Vai tudo na “camionete”, atrás do que escreveu o DO, quando, com um simples “clic” todos podem ler a crónica internacional, de Albano Nunes, sobre o Tibet…

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  40. 40 40  Luis

    Tanto comentário depois fiquei na mesma, isto é ninguém soube (ou quis explicar) mas torno a repetir:

    Já agora, alguém me pode explicar s.f.f., em nome de quê é que os deputados do BE e do PS votaram a favor da moção de apoio do Telmo Correia do PP na questão do Tibete?

    É que como podem ver na sua declaração de voto na AR sobre os acontecimentos no Tibete, o PCP votou contra como se pode ver aqui :

    http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=31646&Itemid=120

    …) “É curioso aliás que continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China quando nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas, de que até o Dalai-Lama já se demarcou, põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como Região Autónoma.
    Isso vem aliás acompanhado em geral de uma sistemática deturpação dos acontecimentos históricos. Seria preciso lembrar, para reintroduzir algum rigor, que desde o século XIII que o Tibete está unido, com diversos graus de autonomia à China, e que no início do século XX a região foi invadida pela Grã-Bretanha a partir da Índia. Seria até preciso lembrar que, à época da revolução popular chinesa, em 1949, vigorava no Tibete um regime feudal onde a maioria da população era constituída por servos e escravos, com uma forte concentração da terra e dos meios de subsistência, ou que o actual Dalai-Lama, antes de se assumir como dirigente do chamado governo no exílio, integrou ele próprio a 1ª Assembleia Nacional Popular da China que elaborou a constituição chinesa.

    Neste processo invocam-se e inventam-se argumentos para justificar actuais e futuras linhas de confronto e de afronta ao direito internacional com origem nos mesmos de sempre, aqueles que já há cinco anos não se coibiram de também inventar a existência de armas de destruição em massa, como suporte de uma guerra que destruiu o Iraque e impôs incontáveis sacrifícios ao seu povo.

    É por isso que assume especial importância neste caso o respeito pelo direito internacional, tantas vezes violado para dar lugar a acções de ingerência directa ou indirecta procurando impor interesses estratégicos e económicos. (…)”

    [Responder]

  41. 41 41  Bolota

    Oi Luis,

    Então é isso…se não fossem os jogos Olímpicos a questão Tibete…

    “ É curioso aliás que continue a falar-se do Tibete como território ocupado pela China quando nem as potências que instigam e apoiam movimentos de orientação separatista que estão na origem das acções violentas, de que até o Dalai-Lama já se demarcou, põem em causa a integridade do território da República Popular da China, incluindo o Tibete como Região Autónoma.”

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  42. 42 42  Luis

    A Patrícia (e não só) é das que ainda não perceberam o que de facto se passou e passa. Mas eu explico.
    Em 10 de Março quem quis manifestar-se no Tibete manifestou-se, nada aconteceu, nem houve proibições.

    Grande desfeita esta que as autoridades fizeram aos separatista, pois até já tinham organizado marchas na Índia ( e não só) contra a “repressão”, que afinal não houve.

    Quatro dias depois, a 14 de Março, numa lógica de perdido por cem perdido por mil, os separatistas desencadearam então a sangue frio actos de puro vandalismo: ataques (lojas, super-mercados, bancos, escolas), destruição de bens e propriedades, fogos postos, pilhagens. Com agressões a quem quer que acudiu (bombeiros, polícias, pessoal de ambulâncias).

    Que fizeram então as autoridades locais? Socorreram os agredidos, ordenaram o recolher, esperaram que os ânimos acalmassem e apenas no dia seguinte à tarde, isto é a 15 de Março, fizeram entrar mais forças de segurança e apelaram à entrega voluntária dos perpetradores da violência. Muitos, algumas centenas, já o fizeram e já foram presentes aos tribunais; os mortos – todos chineses! – foram enterrados, os feridos tratados, o lixo recolhido, e recomeçaram a reconstrução do que foi destruído: escolas, bancos, lojas, edifícios públicos. E soube hoje, que até já estipularam as indemnizações para quem perdeu os seus meios de subsistência.

    Irreparáveis são apenas as vidas inocentes perdidas e mais que tudo o mito e o rótulo de “pacifismo” dos separatistas.

    De resto, ao cães ladram (as histéricas manifestações contra a “repressão” imaginada aí estão aos olhos de todos) e a caravana passa. Claro que há sempre quem entenda que por uns serem “monges” e outros serem da causa fashion que têm direito a que os seus friends queimem, agridam, saqueiem, pilhem, matem, perturbem, mas disso já estamos habituados.

    Mas o certo é que não podem. Nem na RPC nem em nenhum país civilizado. É que também lá a lei é igual para todos, os motins são proibidos e ninguém está acima da lei.

    [Responder]

  43. 43 43  Luis

    Mas o que é que o Bolota entende por “questão Tibete”? Queira explicar-se… ou será tabu?

    [Responder]

  44. 44 44  Nuno Góis

    Não defendo de todo o regime chinês e condeno veementemente o desrespeito pelos direitos humanos e pela exploração do trabalho infantil.
    Mas caro DO, citar apenas o que lhe interessa dessa forma tão demagógica faz-me lembrar a forma como cada vez mais o Louçã se apresenta no parlamento, e que, curiosamente, a nível de demagogia está cada vez mais próximo do PP.
    A prova disso é a forma como não responde aqui a uma série de comentários fundados e comprovados.
    Quanto ao que se passa hoje no Tibete há um claro responsável: Dalai Lama, que em nome do seu protagonismo e aproveitando-se da proximidade dos Jogos Olimpicos fez com que alguns tibetanos surgissem da bruma e sofressem por ele como na época feudalistica do Tibete enquanto ele se passeia com o seu sorriso hipócrita pelo mundo.
    Em nome da coerência ou seriedade (palavra tão grata a Louçã) investigue um pouco o passado e o presente do Dalai Lama.

    ps: JO na China evidentemente, pois se o motivo de um eventual boicote é os direitos humanos não sei se voltarão a haver jogos. E os EUA já tiveram a organização. E os atletas nada têm a ver com a estupidez política.
    Deixemo-nos de hipócrisias.

    [Responder]

  45. 45 45  dragao azul

    Já não me lembro do nome do filme Alemão de há cerca de 4 ou 5 anos, em que uma cidadã da Ex-Alemanha de Leste, entrava em estado de coma, antes do derrube do muro e “acordava”, anos depois, já após a reunificação. Ficava chocada com o facto de toda a gente poder beber Coca-Cola, livremente. Essa cidadã de ficção parece uma metáfora do que é e sempre foi o PCP. Uma organização em estado vegetativo. Se se pode louvar, até certo ponto, o facto de não ter caído na tentação de fazer uma operação plástica, como tantos outros PC Europeus, não se pode deixar de lastimar, que uma força política que representa normalmente 7 a 8% dos votantes Portugueses, possa viver tão alienada da realidade, tão afundada na sua retórica proletária, que parece tudo apagar tudo o que não lhe convém com a borracha da ideologia cega. Tal como o camarada Estaline apagava os Comunistas caídos em desgraça, dos albuns de fotografias. Mas pior ainda é o terem a distinta lata de querer fazer as pessoas, com o mínimo de conhecimento da historia, estipudas ou atrasadas mentais ao ponto de acreditarem numa tal patranha como essa da “convivência exemplar dos povos” na ex-URSS. Patético

    [Responder]

  46. 46 46  Daniel Oliveira

    Chama-se “Goodbye Lenin”. Já aqui escrevi sobre o filme.

    [Responder]

  47. 47 47  Postman

    Que Do faz o Arrastão!
    Continue assim sr do, que ainda há-de ganhar uma reportagem na Al Jazeera com direito a microfone e tudo !!!!

    [Responder]

  48. 48 48  Fado Alexandrino

    Bolota 29 Mar 2008 às 13:58
    Mas o que terá o PC que preocupa tanto o DO

    A resposta é muito simples.
    Enquanto o PCP existir o crescimento do Bloco de Esquerda será sempre residual e mesmo que se venham a igualar em números ele (o PCP) continuará com uma organização que lhe permitirá montar acções de rua que nunca o Bloco de Esquerda terá, porque os seus militantes são mais de fumar umas ganzas do que se organizarem e disciplinarem acções de protesto.
    Acresce que a sua influência nos sindicatos é nula.

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  49. 49 49  Luis

    Afinal ninguém sabe explicar porque é que os deputados do BE e do PS votaram a favor da moção de apoio do Telmo Correia do PP na questão do Tibete!

    Curioso como disto que ocorreu há dois ou três dias não sabem mas são tão profundamente “conhecedores” do que dizem que aconteceu no tempo dos seus pais, avós e bisavós!

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  50. 50 50  samuel

    De vez em quando o Daniel Oliveira faz este “número de Flautista de Hamelin”… resulta quase sempre. :)
    Digam o que disserem os estimados comentadores, não me farão “gostar” do idiótico regime chinês e muito menos do falso santarrão do Dalai Lama, dos seus “patrocinadores” e dos seus monges fanáticos e dos seus seguidores.
    Parece que não aprendemos nada com os “freedom fighters” tão queridos dos americanos, da CIA e certamente desta simpática comunidade de comentadores (alguns), que eram os inefáveis Talibans.
    Quanto ao ódio de estimação que a “ampla coligação” do costume nutre pelo PCP, cresce exponencialmente sempre que se pressente algum aumento, mesmo que pouco, da sua influência…
    Visto de fora é um espectáculo engraçado. Patético mas esgraçado.

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  51. 51 51  Maria

    Os interesses economicos sobrepoem-se sempre aos direitos humanos,toda a gente sabe disso nem vale a pena sonhar com outra realidade.
    A China tem problemas com desrespeito para com os direitos humanos desde sempre , o problema com o Tibete e mais um.A diferença entre esse e o os outros e que o Tibete tem o Dalai Lama numa posiçao em que pode falar e ter a atençao de parte do mundo e dos dirigentes politicos em geral, mas nao chega para fazer pressao que termine com o que a China considera que sao os seus proprios direitos.Os jogos Olimpicos sao uma força que ninguem vai querer por em causa outravez porque se deram mal no caso dos de Moscovo.Nao sei qual o numero de mortos e creio que disso so saberao os dirigentes Chineses, nem sei se os que morreram ouform feridos sao todos Tibetanos ou Chineses.
    E certo que o Tibete era feudal que os Mosteiros detinham o poder , possivelmente o regime Chines alterou essa circunstancia, ha os que que dizem que essa alteraçao beneficiou o povo Tibetano, nao sei nao vivo por ali.
    Mas tambem e verdade que qualquer regime imposto pela força ha-de ter os seus defeitos e e tambem verdade que a força nunca impediu que as pessoas se revoltassem quando as restriçoes sao demasiado pesadas.

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  52. 52 52  Luis

    “A China tem problemas com desrespeito para com os direitos humanos desde sempre”, obviamente que tem Maria mas pergunto qual o país que não os tem. Mas numa coisa a China é única, – nos seus mais de 4.000 anos de história, -. nunca invadiu e ocupou nenhum país e nunca mandou um navio armado atravessar os mares para bombardear, invadir ou ocupar fosse quem fosse.

    É igualmente “verdade que a força nunca impediu que as pessoas se revoltassem”, por isso mesmo acho que não têm futuro as pretensões dos separatistas Tibetanos porque além da força eles ainda empregaram a mentira.

    Mas como me parece com vontade de aprender sobre a história desse conflito deixo-lhe um extracto deste interessante artigo de Elias Jabbour, “História, interesses e verdades sobre o Tibet”

    (…) “Confesso que não fui assaltado por grandes surpresas ante os acontecimentos da semana passada em Lhasa, capital do Tibet. Grande parte dos monges residentes no Tibet nada tem de contrário à soberania chinesa sobre a região. Outra parte, mais radicalizada e afeita à liderança de Dalai Lama sempre esteve disposta a enfrentar o governo chinês. Estiveram à frente da grande revolta que se degenerou em grandes conflitos entre os anos de 1959 (ano em que Dalai Lama exilou-se na Índia) e 1961, inclusive com a participação de guerrilheiros Tibetanos treinados no estado norte-americano do Colorado e lançados de pára-quedas em território chinês, juntamente com armas e aparelhos de retransmissão (2).

    Naquele momento, as revoltas contra o governo central iniciaram-se em 1956, quando o governo, após reorganizar o mapa do país e transformar o Tibet e outras regiões de minorias étnicas em “regiões autônomas”, partiu para a radicalização de reformas como a agrária e do direito; reformas encetadas justamente contra as bases econômica e política da então classe dominante Tibetana (3). Aliás, os atuais distúrbios têm como objetivo lembrar o início das revoltas de monges Tibetanos contra as reformas democráticas, em 1959.

    Abrindo parêntese, Duarte Pereira nos alerta quem em 1956, o atual Dalai Lama – ao discorrer acerca da concentração de renda na região – em sua autobiografia chama atenção ao fato de que no Tibet, o governo local detinha e administrava diretamente 38,9% das terras da região, os mosteiros 36,8%, os aristocratas leigos, 24% e os camponeses 0,3% restantes (4). Foi contra esse estado de concentração econômica e política que as reformas democráticas encampadas pelo governo central, na segunda metade da década de 1950, se dirigiam; com a oposição das mesmas camadas sociais que foram às ruas de Lhasa na semana passada.” (…)

    E para o ler todo deixo-lhe aqui o link:

    http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=34399

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  53. 53 53  Margarida

    Quando li “De vez em quando o Daniel Oliveira faz este “número de Flautista de Hamelin”… resulta quase sempre “, o primeiro impulso foi abespinhar-me com o Samuel, porque pensava que não era lá muito lisonjeiro estar a chamar de “ratos” a quem se tinha pronunciado. Mas depois lembrei-me que os chineses até têm o ano do rato e antes de mandar vir fiz uma pesquisa.

    Descobri este texto interessantíssimo de que lhe deixo este bocado, mas recomendo vivamente a leitura de todo o artigo

    RATO TERRA – 1888, 1948, 2008

    Este tipo de rato amadurece cedo; para ele a felicidade e o contentamento, encontra-se na ordem, na disciplina e na segurança. Ele fará tudo para que reconheçam os seus talentos. Ele é muito realista e não facilita ideais sonhadores ou meras especulações.

    Ele gosta de manter boas relações com toda as pessoas e prefere trabalhar num único sítio e ter um emprego de longa duração para poder ter bons e fieis amigos. Ele é minucioso no seu trabalho. O seu lado negativo deixa-o por vezes ser intolerante com os outros especialmente se estiver com pressa para concluir algo e tiver dado todas as especificações.

    Ele preocupa-se demasiado pela sua reputação e pela sua imagem. Ele é afectivo e protege todos os que ama. Ele tem um patamar superior estandardizado e está sempre a comparar o seu sucesso com o dos seus contemporâneos. Este tipo pode se tornar meticuloso e agarrado ao dinheiro.

    Ele nunca joga e raramente corre riscos. Como resultado a sua fortuna crescerá lentamente mas de forma séria. Ele respeita as regras e cumpre o que está determinado esperando que todos os que trabalham com ele também o façam.

    http://www.hoops.pt/astrologia/rato.htm

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  54. 54 54  Ramalho dos Santos

    Caro Luís VIII, o problema não está na sua ignorância, reside somente no seu fanatismo. Livre-se primeiro do último e siga para o primeiro.
    O Grão-vizir Obstinado está em S. Bento, chega-nos um, se quer ser honesto e sábio, lembre-se que isso requer vontade, mente clara e capacidades distintas das dos mata-borrões.

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  55. 55 55  Patricia

    Agradeço ao Luis a sua explicação,mas tenho que lhe dizer que logo a seguir ao 25 de Abril o PCP não tinha em tão boa conta o regime da RPC.Mas depois da implosão da URSS é que lhes deu para enaltecer as amplas liberdades da RPC,veremos até quando.

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  56. 56 56  Maria

    Mas Luis,

    a China invadiu o Tibete em 1950 creio eu,
    nao me recordo bem se foi 50 ou 51 mas la que invadiu e verdade, portanto invadiu pelo menos um pais.
    Quanto a realidade dos disparos sobre Tibetanos afinal tambem ja assumiram as autoridades chineses que sim fizeram-no.
    O correio da manha entre outros ja publicou essa noticia a 21 .3
    Tambem ja o tinham feito contra os proprios Chineses portanto nada que cause muito espanto.Logo ai a partida nao foram os Tibetanos a mentir mas sim as autoridades Chinesas.
    Acho que neste conflitos todos temos que ser cautelosos pois nao conhecemos a realidade.
    Mas que nao e e justo que um povo oprima outro sejam quais forem as razoes que pense ter-
    -os chineses sempre tiveram muito medo do que pudesse vir do exterior por isso la puseram a muralha, e obrigado e bela, mas custou a vida a muita gente e nao evitou apesar de tudo grande coisa porque o tempo passa e e ele o grande mestre.

    Quanto ao artigo de Elias Jabbour, “História, interesses e verdades sobre o Tibet” e a minha possivel vontade de aprender muito obrigada,ja conheço tem alguns artigos interessantes, escreve bem le-se bem; de resto tenho uma pequena mas interessante biblioteca sobre esse e outros assuntos
    onde consta alguma coisa desse senhor.
    Quanto as opinioes do mesmo, sao as dele podem ser bem fundamentadas, tambem era melhor que nao fossem sendo Dr e tudo, mas nao fazem senao defender os pontos de vista dele e nao os meus.
    Porem citar Marco Pólo e sua visita à corte de Kublai Khan, apesar de ser bonito ( e se eu gosto de Marco Polo ) e usar argumentos que estao a ser ultrapassados pelo tempo.
    Nao justificam a violencia contra niguem.
    E todos ja sabemos que existe violencia no Tibete.

    Sabe, ha muitos anos que eu depois de ler e aprender faço uma pequena operaçao de grande simplicidade.
    Pensar pela minha propria cabeça.

    [Responder]

  57. 57 57  Isabel Coutinho

    Qual é a diferença entre o Tibete e o Kosovo ?

    [Responder]

  58. 58 58  António Vilarigues

    Caro Daniel Oliveira,
    Uma pergunta muito simples e que é o ESSENCIAL do que está em causa:
    Quer-me explicar esta «Santa Aliança» entre liberais, neo-liberais, democrata-cristãos, sociais democratas, socialistas e bloquistas em defesa de Estados confessionais e do regresso ao feudalismo???
    E leu isto:
    http://ocastendo.blogs.sapo.pt/218987.html
    e isto
    http://ocastendo.blogs.sapo.pt/221547.html ???

    [Responder]

  59. 59 59  Daniel Oliveira

    «Quer-me explicar esta «Santa Aliança» entre liberais, neo-liberais, democrata-cristãos, sociais democratas, socialistas e bloquistas em defesa de Estados confessionais e do regresso ao feudalismo???»

    Caro António Vilarigues: e com essa frase acabou de justificar a intervenção militar no Afeganistão ou qualquer outro tipo de intervenção “libertadora” e em defesa do “desenvolvimento”. Não sei como vai descalçar essa bota.

    Os tibetanos decidirão o que é melhor para si e até podem decidir mal. E cá estaremos para condenar o regime se ele for feudal. Agora, defender que é uma ditadura (das mais brutais no mundo) que pode garantir a liberdade dos tibetanos é extraordinário.

    Eu defendo o direito à auto-determinação dos povos. António Vilarigues defende se não puserem em causa o império de um país que se diz (sabe-se lá porquê) comunista.

    [Responder]

  60. 60 60  António Vilarigues

    Caro Daniel Oliveira,
    A dedução é sua. Eu não defendi a invasão de nenhum país, seja ele qual for, para aí alterar o regime político. Como sabe tal tese (a “exportação da revolução”) é contrária ao marxismo-leninismo. E em todos os lados onde isso foi tentado falhou.
    As nossas diferenças são de outra índole:
    1. Para mim o Tibete (que NUNCA foi um país) é há 700 anos parte integrante da China, para si não;
    2. O Daniel defende, objectivamente e se bem o percebi, a desintegração de quase todos os estados modernos. A sua tese é semelhante no conteúdo à que originou a desintegração da ex-Juguslávia e o nascimento de estados etnicamente puros.
    3. Portugal é, no panorama europeu, e mesmo mundial um caso raro, de unidade e coesão da população.
    4. A sua tese na prática daria isto:
    116 países no território da ex-União Soviética; 56 países no território da RPC; 5 no território de Espanha; 3 na ilha da Grã-Bretanha; todas as fronteiras traçadas a régua e esquadro em África dariam lugar a míriades de países (por exemplo o antigo reino do Congo está hoje dividido entre 3 países); um Curdistão independente (abrange 5 países como sabe); na Ásia o panorama seria semelhante, etc., etc., etc..

    [Responder]

  61. 61 61  António Vilarigues

    Cara Patrícia,
    Duas inverdades suas:
    1. O PCP aceitou restabelecer relações com o PC da China no ÍNICIO dos anos 80 e não quando diz. Isso é público, está escrito, dito e filmado. Não sei de onde lhe veio essa ideia;
    2. Em TODOS os comunicados conjuntos de encontros do PCP com delegações do PC da China lá está referido que há discordâncias, ou divergências, ou diferenças de entendimento e de perspectiva sobre a construção do socialismo nos respectivos países.

    [Responder]

  62. 62 62  Daniel Oliveira

    Angola fazia parte de Portugal há 500 anos. E então?

    Defendo o direito à auto-determinação dos povos, coisa que julgava que os comunistas também defendiam. Quantos estados dará isso? Não sei, porque a autodeterminação não tem de acabar num estado independente. Ao que sei, os tibetanos querem apenas autonomia. Coisa impossível numa ditadura, como é evidente.

    PS: Eu defendo um Curdistão independente. Não defendo é que seja independente quando são aliados dos EUA e reprimido quando os aliados dos EUA são o repressor. No meu tempo o PCP também apoiava a causa curda. Suponho que, tal como a posição em relação à China, também isso mudou. É extraordinário que o PCP é hoje mais estalinista e menos internacionalista do que antes da queda do Muro. Exactamente ao contrário da esmagadora maioria dos restantes partidos comunistas.

    [Responder]

  63. 63 63  Bolota

    Oi Luis,

    Não é tabu nada. Para tabu, já me chegam os tabus do Engenheiro
    Como não sei responder-lhe…respondo-lhe com um excerto dum texto do Nuno Gois.

    “ JO na China evidentemente, pois se o motivo de um eventual boicote é os direitos humanos não sei se voltarão a haver jogos. E os EUA já tiveram a organização. E os atletas nada têm a ver com a estupidez política.
    Deixemo-nos de hipocrisias.”

    Mas para alem dessa há outras hipocrisias:

    Como é que se é parceiro económico da China e depois se boicota os JO??
    Como é que um pais recebe oficialmente o Dalai-Lama e depois o mesmo país está ao lado da China??
    Como é que um Presidente e um 1º Ministro dum mesmo país, como é o nosso caso, um está contra outro a favor do boicote dos JO??
    Como é que se aceita a independência do Kosovo e não da Servia
    A hipocrisia de todas as hipocrisias. Israel V Palestina

    E já agora, o que tem o PCPortuguês a ver com tudo isto como insinua o DO???
    DO, que está contra as medidas do Governo em termos gerais e bem…mas está depois coligado com o governo na Câmara do Costa.
    Será que é o ensaio para uma coligação mais ampla caso o engenheiro falhe a maioria absoluta nas próximas legislativas o que é o mais certo???

    Luis, uma coisa lhe garanto, posso gostar muito da luta Tibetana e até não desgosto, mas gosto muito mais de mim. Só gostando de mim, consigo gostar dos outros.
    Isto para lhe dizer o quê, para lhe dizer que nem sendo militante do PC, internamente o PC não é o algoz que querem ou precisam de fazer passar, mas tem sido o PC a mamar com todas as mal formações ao longo deste 30 e alguns anos.

    Quanto ao Tibete, pois nã sê…

    Um abraço

    [Responder]

  64. 64 64  Fado Alexandrino

    António Vilarigues 30 Mar 2008 às 17:23

    O senhor toca de raspão num ponto muito interessante.
    É verdade que muitos países actuais, e entre eles certamente quase a totalidade de África, nasceram artificialmente.
    Não será no meu tempo nem seguintes, mas as contínuas dificuldades de sobrevivência a luta pelos recursos naturais aliadas as contradições étnicas e religiosas (é onde os homens se refugiam nas grandes depressões) fará com que os povos se unam na sua defesa.
    E isso quer dizer que países constituídos por povos muito e muito diferentes tenderão a separar-se.
    Os exemplos actuais não faltam.
    O futuro mostrará se terei ou não razão.

    [Responder]

  65. 65 65  António Vilarigues

    Caro Daniel Oliveira,
    Você é um perigo. Põe-me a defender aquiilo que eu não defendo…
    1. Quanto ao direito à autodeterminação dos povos o Daniel conhece o programa e a história do PCP. Há, como sabe, quem tenha dado a sua vida em defesa desses princípios.
    2. O mesmo para o Curdistão (o PCP não mudou de posição). E cada caso é um caso.
    3. Nessa perspectiva (realidade histórica e actual) comparar a questão de Angola com o Tibete é comparar a cultura da batata com a teoria da relatividade.
    4. O Daniel conhece o processo de aproximação do PC da China ao PCP. E sabe que da parte do PCP ele assenta em princípios que estão plasmados no nosso programa. Quem mudou?…
    5. Lamento desiludi-lo (a si e não só), mas não me parece que o PCP, os seus militantes, abdiquem dos princípios consignados no seu Programa, estatutos, resoluções dos Congressos, etc., e que o conduziram até aqui. Não me parece que o PCP se vá transformar numa «coisa» para usar a expressão que ficou tristemente célebre em Itália…

    [Responder]

  66. 66 66  Luis

    “a China invadiu o Tibete em 1950 creio eu, nao me recordo bem se foi 50 ou 51 mas la que invadiu e verdade, portanto invadiu pelo menos um pais.”

    A Maria escreve isto e até fala do Marco Polo e sabe que já em 1200 ele descreveu o Tibete como uma das 12 províncias do império. E também sabe que o Tibete assim continuou nas dinastias Ming e Qing. E que quando a República foi proclamada, seu primeiro presidente Sun Yat-sen, declarou no discurso de posse em primeiro de Janeiro de 1912: “O fundamento desta República baseia-se no povo, que integra todas as zonas hans, manchus, mongóis, huis e tibetanas num único Estado”. A República Popular, proclamada em 1949, estendeu o reconhecimento às demais nacionalidades.

    Possivelmente até sabe que a escolha e a entronização do atual Dalai-Lama foram confirmadas pelo governo nacionalista da República da China em 1940.

    E certamente sabe também que largas parcelas do território Chinês foram ocupadas no decurso da 1ª metade do Século XX. Como explica Duarte Pereira “a Rússia czarista ocupou uma parte da Mongólia e a dividiu em Mongólia Exterior e Mongólia Interior. Ou que o Japão invadiu a Mandchúria e tentou restabelecer, sob seu controle, a dinastia Manchu dos Qing, derrubada pelo movimento republicano. Da mesma forma, a Grã-Bretanha, já senhora da Índia, do Butão do Sikkim e do Nepal, combinou seus ataques ao litoral chinês com a invasão do Tibete em 1888 e 1903 e com as tentativas de impor à China o Tratado de Lhasa e a Convenção de Simla.”

    E, acredito que sabe que nem sequer o governo nacionalista assinou esse Tratado.

    E continua Duarte Pereira “A ocupação britânica do Tibete não vingou, mas a grande potência imperialista arrancou concessões e passou a estimular, entre lamas e nobres tibetanos, um movimento pela independência, isto é, pela separação do Tibete, para colocá-lo sob controle ocidental. Após a Segunda Guerra Mundial e com a avanço da revolução popular na China, os Estados Unidos aderiram aos intentos britânicos, reforçando o movimento separatista com agentes, armas, treinamento, propaganda e apoio diplomático. O Partido Comunista e o governo popular, instalado em Pequim em primeiro de Outubro de 1949, tinham o dever, portanto de concluir a libertação e a reunificação da China, defendendo, como no passado, as fronteiras históricas do país.

    Ainda assim, não se pode acusá-los de agir precipitadamente. Entre Outubro de 1949 e Outubro de 1950, fizeram repetidas gestões para que o governo local negociasse as condições de libertação pacífica do Tibete. Mas o governo tibetano, dominado pela facção pró-ocidental, preferiu concentrar tropas na margem do rio Jingsha. Diante da intransigência, o governo central determinou que o exército popular transpusesse o rio e entrasse no Tibete, travando-se a batalha de Qamdo entre 6 e 24 de Outubro de 1950, a única na libertação do Tibete. Derrotadas as tropas locais, o Exército Popular interrompeu seu avanço, enquanto o governo de Pequim insistia nas negociações.

    O confronto, no governo e na classe dominate do Tibete, entre a facção pró-ocidental e o sector favorável à negociação se aprofundou, o regente foi afastado, o décimo quarto Dalai-Lama, ainda menor de idade, assumiu a liderança e nomeou negociadores. Em contrapartida, retirou-se para Yadong, na fronteira com a Índia. Alguns meses depois, em 23 de Maio de 1951, em Pequim, os delegados do governo central e local assinaram o Acordo dos 17 Artigos, que reconhecia a unidade da China e a autoridade do governo popular sobre todo o território nacional, mantendo temporariamente os governantes e as instituições do Tibete até que fosse negociada a reforma democrática pacífica da região.

    Em 24 de Outubro de 1951, o décimo quarto Dalai-Lama telegrafou ao presidente Mao Zedong, aprovando pessoalmente o acordo, e retornou a Lhasa. O Exército Popular entrou na capital tibetana em 26 de Outubro de 1951, após o regresso do Dalai-Lama e com seu consentimento.”

    Em 1954, o décimo quarto Dalai-Lama participou da primeira Assembléia Nacional Popular da China, que elaborou a Constituição da República Popular, tendo sido eleitos um dos vice-presidentes do Comitê Permanente dessa Assembléia. Na ocasião, pronunciou um discurso afirmando: “Os rumores de que o Partido Comunista da China e o governo popular central arruinariam a religião do Tibete, foram refutados. O povo tibetano tem gozado de liberdade em suas crenças religiosas.” Em 1956, assumiu a presidência do comitê provisório encarregado de organizar a região autônoma do Tibete. As relações entre os governos central e local estavam, portanto, normalizadas.”

    Portanto Maria, como vê não é correcto dizer que a China “invadiu pelo menos um país” quando desde há mais de 700 anos o Tibete era não um país mas uma província da China. E o conflito que houve foi um conflito interno da China como se comprova pelo facto do actual dalai lama ser até 1956 um dos vice-presidentes do Comitê Permanente da Assembléia Nacional Popular da China.

    Deixo-lhe aqui o link desse artigo de Duarte Pereira:

    http://www.vermelho.org.br/museu/principios/anteriores.asp?edicao=53&cod_not=429

    Quanto ao que sucedeu lá agora em Março, todos os depoimentos apontam para o facto da provocação ter sido montada, planeada e organizada pelos separatistas, a sangue-frio.
    Além dos depoimentos de James Miles do Economist que esteve em Lhasa de 12 a 19 de Março, descobri recentemente mais este depoimento do insuspeito Washington Post

    “Testemunhas oculares contam dia aterrador no Tibete
    Como um Protesto se tornou uma Turbulência
    Por Jill Drew
    Washington Post
    Quinta-feira, Março 27, 2008; A01

    Pequim, Março 26 – Sobre o que se passou, John Kenwood, Canadiano de mochila às costas recordou que era “jovem e estúpido, era tudo adrenalina.” estava a correr, num ajuntamento de 200 ou à volta disso, gritando, “Free Tibet!” e perseguindo a polícia anti-motin numa rua estreita abaixo no centro de Lhasa no princípio da tarde de 14 de Março.

    Fora um sentimento emocionante, fazer parte de um bando de histéricos que tinha forçado a polícia a recuar e a fugir, alguns a perderem os escudos quando fugiam dum temporal de pedras. Depois os Tibetanos na multidão, começaram a parar, viraram-se, riram-se e começaram a dar palmadas nas costas uns aos outros.

    O sentimento de entusiasmo não durou muito. O bando separou-se em grupos mais pequenos, juntando pedras e tirando facas para fora, à procura do próximo alvo. (…)

    Podem ler o resto aqui:

    http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/03

    Também eu acho que não se justifica a violência contra ninguém e repugna-me especialmente a violência racista.

    [Responder]

  67. 67 67  Luis

    “Qual é a diferença entre o Tibete e o Kosovo?”

    Para já o Tibete é um matulão (1.200.000 Km2 de área) e o Kosovo um anão (10.887 Km2). O Tibete é uma Região Autónoma da China e o Kosovo é uma província da Sérvia.

    [Responder]

  68. 68 68  Luis

    Um abraço também, Bolota. Mas olhe que me pareceu que até sabe…

    [Responder]

  69. 69 69  Olaio

    É o cúmulo da estupidez e da ignorância, comparar a relação entre Portugal e Angola com a relação entre a China e o Tibete.

    Enquanto entre a China e o Tibete sempre houve relações sociais, económicas, culturais, religiosas (o Dalai Lama sempre foi nomeado pelo governo central chinês, o budismo é uma religião comum a outras regiões da China), para além da continuidade territorial.

    A relação entre Portugal e Angola foi sempre uma relação de imposição de regras da parte de Portugal e de escravização dos povos africanos.

    Comparar as duas situações é demonstrativo da cegueira politica a que certa esquerda chegou, por isso não deixa de ser normal estas alianças politicas com a extrema direita.

    [Responder]

  70. 70 70  Luis

    Afinal o BE e o PS aprovaram a moção do PP sobre o Tibete porque a política externa deles todos – PS, PSD, BE, PP – é essencialmente igual.

    [Responder]

  71. 71 71  Daniel Oliveira

    Luís: quer dizer que são todos, menos o PCP, críticos de ditaduras? Acho que está a ser injusto. Não com o PCP, claro.

    [Responder]

  72. 72 72  Maria

    “Portanto Maria, como vê não é correcto dizer que a China “invadiu pelo menos um país” quando desde há mais de 700 anos o Tibete era não um país mas uma província da China.”

    A historia do Tibete e um pouco mais antiga do que esses 700 anos.
    Nao quero alongar-me muito mais sobre este topico, mas nao posso deixar de dizer que na minha opiniao nao sao os anos em que uma cultura esteve oprimida que da direitos ao opressor.
    Para alem disso o tempo nao e estatico, tudo muda e as pessoas mudam atraves do tempo porque; ja la dizia o Poeta-”todo o mundo e composto de mudança”.
    A China tem imensos problemas e isso nao pode sr escamoteado.
    A realidade e que impede que os cidadaos se expressem, impede a liberdade e usa meios de repressao que sao violentos.
    Quanto ao Dalai Lama e uma figura respeitavel
    e respeitada nos meios internacionais , nao foi so o Bush que lhe prestou honras.Por mim ouvi-o
    e considerei que estava a ouvir um homem inteligente.Quanto aos Tibetanos tem direito a ser respeitados olhados como deres humanos e tem todo o direito a liberdade de se fazerem ouvir.
    Quer a China goste ou nao.

    [Responder]

  73. 73 73  Luis

    “Para alem disso o tempo nao e estatico, tudo muda”, diz a Maria.
    “quer dizer que são todos, menos o PCP, críticos de ditaduras?” pergunta o Daniel.

    O que me parece é que ambos mandaram para o caixote do lixo isto,

    http://www.fd.uc.pt/igc/enciclopedia/onu/textos_onu/cnu.pdf

    mas não têm a frontalidade de o admitir.

    [Responder]

  74. 74 74  Maria

    “O que me parece é que ambos mandaram para o caixote do lixo isto,”- diz o Luis.

    Eu quando trato de lixo nao preciso de ajuda.

    Em relaçao a frontalidades, Carta das Naçoes China Tibete Dalailama e etc-

    A China foi pressionada pela ONU para acabar com a repressão violenta no Tibete. Países membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram o fim das restrições sobre viagens e informação e do uso da violência para conter os protestos no Tibete.

    Quanto ao que disse sobre o tempo.
    Repito.

    [Responder]

  75. 75 75  Luis

    A Maria deve também saber que desde 1965 não há NENHUMA resolução da ONU que sequer mencione o Tibete.

    E não venha com a história do direito de veto porque a China só foi admitida na ONU em 1971. Até aí o seu lugar fora usurpado por Taiwan.

    [Responder]

  76. 76 76  João

    Caro Luís, você diz que o Tibete não tem direito à independência porque é, há mais de 700 anos, parte da China. Devo então deduzir que você concorda com o critério de que a independência não é um direito inalienável dos povos, mas simplesmente uma questão temporal. Se foi independente há 100 anos tem direito, se foi há mais, não….já agora pode-me esclarecer melhor o critério?
    Você diz que o “presidente Sun Yat-sen, declarou no discurso de posse em primeiro de Janeiro de 1912: “O fundamento desta República baseia-se no povo, que integra todas as zonas hans, manchus, mongóis, huis e tibetanas num único Estado”, terá ele perguntado aos tibetanos se queriam fazer parte de tal estado?

    [Responder]

  77. 77 77  Luis

    O João anda a ler o que eu não escrevi, mas sugiro-lhe perder um pouco de tempo a ler isto:

    http://www.fd.uc.pt/igc/enciclopedia/onu/textos_onu/cnu.pdf

    e isto:

    http://www.imprensa.macau.gov.mo/bo/i/1999/constituicao/index.asp

    e depois se quiser conversamos.

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  78. 78 78  Isabel Coutinho

    Para já o Tibete é um matulão (1.200.000 Km2 de área) e o Kosovo um anão (10.887 Km2). O Tibete é uma Região Autónoma da China e o Kosovo é uma província da Sérvia.

    Claro. Por isso, se reconhecem a independência unilateral do Kosovo, porque não reconhecem também a do Tibete?

    [Responder]

  79. 79 79  João

    Pronto! Li a Carta das Nações Unidas e a Constituição da República Popular da China de 1982! E surgiu-me logo a famosa frase de Julio Cesar “Ai dos vencidos”. A carta das Nações Unidas subscritas por estados existentes à data (1945) com todo um “paleio” bonito mas que não passa disso mesmo “paleio” de vencedores. Desde então já nasceram uma data de estados e a maioria teve que usar a força das armas como “argumento” para alcançar a independência.
    Quanto à Constituição chinesa, nem vale a pena falar, porque a diferença entre o conteúdo e a prática não podiam ser mais diferentes, é só lembrar o acontecido na famosa praça em Pequim.
    Por outro lado, por melhor que seja a constituição, esta só é válida se for esse o desejo dos que serão governados segundo ela. Que eu saiba ninguém perguntou nada aos tibetanos.

    [Responder]

  80. 80 80  António Vilarigues

    Cara Isabel Coutinho,
    A posição do PCP, e não só., sobre a independência do Kosovo: http://ocastendo.blogs.sapo.pt/183646.html
    aqui: http://ocastendo.blogs.sapo.pt/182324.html
    aqui: http://ocastendo.blogs.sapo.pt/190046.html

    [Responder]

  81. 81 81  Luis

    Diz a Isabel “se reconhecem a independência unilateral do Kosovo” mas não fui eu que a reconheci, aliás deixei claro que “Tibete é uma Região Autónoma da China e o Kosovo é uma província da Sérvia.” E como sabe, também a ONU não se pronunciou sobre essa declaração unilateral de independência. Que é extremamente grave pois foi o primeiro caso desde o fim da II Guerra Mundial e desde que existe a ONU que um país se viu amputado duma parte do seu território à força.

    “A carta das Nações Unidas subscritas por estados existentes à data (1945)”???

    Que tremenda ignorância João! Quer então dizer que em 1945 só existiam 51 países? E que em 1945 não existiam, por exemplo, países como Portugal, Suécia, Espanha ou a Itália? E quer também dizer que os 140 que desde então entraram para a ONU não subscreveram a sua Carta?

    E por falar no que aconteceu “na famosa praça em Pequim” acha então que isso é mais grave do que actualmente está a acontecer no Iraque, Afeganistão e na Palestina? Ou do que entretanto aconteceu em Angola, Moçambique, Timor-Leste, República do Congo, África do Sul, Irlanda, Nicarágua, Chile, Filipinas, Vietname, Coreia, Laos, Argentina, Perú, Haiti, Ugando, só para mencionar alguns que me vieram é ideia?

    Já agora, alguém lhe perguntou alguma coisa sobre a Constituição Portuguesa? É por isso que não lhe liga? Mas como por aí em cima já expliquei por acaso o Dalai Lama até foi um dos Tibetanos que não apenas participaram na feitura e aprovação da Constituição como até foi eleito um dos Vice-presidentes do Comité Permanente do Parlamento Nacional Chinês.

    Para se entreter deixo-lhe a lista dos membros da ONU

    http://www.unicrio.org.br/Textos/onu_17.html

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  82. 82 82  João

    Meu caro, eu não escrevi “pelos” mas sim “por”, perceba a diferença. Quanto à famosa praça, não é mais nem menos grave que os outros acontecimentos que menciona, mas isso não serve de justificação ou serve-lhe?
    Quanto à Constituição Portuguesa, perguntaram-me sim. Não sei qual é a sua idade pelo que não sei se teve oportunidade de votar aquando das eleições para a Assembleia Constituinte, eu votei.

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  83. 83 83  ESCRITOR

    Li atentamente a maioria das discussões sobre o Tibete. Poderia enumerar pontos de vista a favor dos horrendos massacres ocorridos neste país, pós ocupação, e cujo qual quase todos que aqui emitiram suas opiniões, apenas leram nos telejornais da noite.

    Poderia dar testemunhos de fatos, que deixariam indigandos qualquer ser humano, seja ele a favor do Tibet, da China, ou de quem quer que seja.

    Mesmo que alguns esqueçam, a maioria de nós sabe que contra fatos, argumentos não resistem. Mas aprendi com o tempo que contra a ignorância, memso a luz do conhecimento, se torna ofuscada.

    O ser humano tem a necessidade de emitir suas opiniões, sobre tudo, o que quer que seja.

    Pelas falas, se percebe claramente os doutores virtuais de livros, cuja vivência prática inexiste para além das fronteitas de seu computador. E como estas fronteiras são sempre frias, pois tornam o holocausto de toda uma nação em apenas mais uma informação como qualquer outra – debater sobre temas ocorridos do outro lado do mundo – como se morreram seis milhões de Judeus ou apenas um, ou se se a China podia exterminar milhões de seres humanos por ter direito a seus territórios ou se realmente cometeu atos de barbárie contra a humanidad – bem, tudo isso, é UMA GRANDE HIPOCRESIA!!!!

    Porque depois de defendermos nossos pontos de vista, estejamos “certos ou errados”, iremos dormir. E os milhões de tibetanos assassinados, bem eles continuarão mortos.

    E quando vemos alguns tentando inssistir em suas ideias loucas, ficamos a nos perguntar se eles realmente crêem nisto, ou se apenas o fazem pelo fato de nada melhor terem para fazer – e assim ocupam este espaço como que para se fazerem ouvir, já que no mundo real, ficariam falando sozinhos por não encontrarem uma viva alma disposta a ouvir suas asneiras.

    Apenas um escritor que por acaso passou por aqui

    [Responder]

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