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Falando de negros, diz James D. Watson, Nobel da Medicina de 1962 e pai da genética moderna, numa entrevista ao Sunday Times: «Todas as nossas políticas sociais estão baseadas no facto de que a sua inteligência é igual à nossa, mas todas as provas mostram que não é realmente assim» E apelou à nossa experiência: «quem teve de lidar com empregados negros sabe que isso não é verdade».

Já vários cientistas desancaram nestas declarações e desacreditaram a sua base científica, explicando que Watson anda um pouco distraído em relação à evolução das investigações genéticas de que ele é um dos fundadores. Mas era uma questão de tempo até que as teorias da supremacia branca usassem a genética. O que não se esperava é que fosse um cientista. Ao querer explicar o Homem com base numa teoria científica única acabamos sempre por ignorar o mais humano dos conceitos: o da liberdade. E como se explica a inteligência esquecendo que somos únicos e irrepetíveis? E é o nosso livre arbítrio que nos torna indivíduos.


Sem respostas ao post “A fé de Watson”  

  1. 1 1  Luis

    Caro Daniel,

    Sempre foi assim. A eugenia e a seleccao natural eram o mais avant-garde possível na comunidade científica dos anos 30. O nazismo foi um movimento muito baseado na “ciência” da altura. Tudo isto já nos devia ter ensinado a desconfiar das últimas teorias científicas, e de percebermos que há muitos quadrantes onde a questão é meramente política. O conunismo científico, as postas do João Miranda sobre a selecção natural, e a Economina Neoclássica e a fatalidade do liberalismo eficientista (refutada por estes 8 dólares médios com que o in rainbows foi vendido) são sempre tentativas de roubar espaço à política e aos políticos.

    Na verdade, a ciência é demasiado importante para ser deixada apenas aos cientistas. Há demasiadas variáveis que não podem, e provavelmente nunca poderão, ser experimentadas em laboratórios ou em equações matemáticas.

  2. 2 2  l.rodrigues

    Estava aqui a pensar que a afirmação ainda poderia ter algum peso se ele dissesse: “Quem teve que lidar com astrofisicos negros…”.

    Mas ele não lidou, pelos vistos. Não que não existam…

  3. 3 3  Henrique Morais

    “E como se explica a inteligência esquecendo que somos únicos e irrepetíveis?”
    Foi pena nao se ter lembrado desta frase na altura do referendo ao aborto….

  4. 4 4  Justicialista

    Realmente utilizar a genética para explicar a inteligência é uma coisa sem sentido nenhum. Se calhar, alguns negros não possuem um ID tão avançado (?) devido às condições históricas, económicas, sociais ou geográficas. Terem sido um povo subjugado durante anos a fio ajuda a perceber que não tenham desenvolvido todas as suas capacidades.

  5. 5 5  agent

    “En su día llegó a decir que una mujer debería tener derecho a abortar si los análisis preparto mostraban que su hijo iba a ser homosexual, informa The Independent.”

    Depois disto esperava-se o quê? O sunday times sempre em busca de polémica e uma forma fácil de subir a sua tiragem, encontrou a solução do passado domingo numa entrevista a um nabo (Prémio Nobel) do tempo em que a liberdade era um previlégio só de alguns. Dos “inteligentes”, claro.

  6. 6 6  The Studio

    Este é o velho debate: Ciência vs. Preconceito. Independentemente dos argumentos e das provas científicas que existam, o Daniel nunca os iria aceitar porque são contra os seus princípios ideológicos.

    Por exemplo: Pode ser um facto que nunca nenhuma comunidade Africana (refiro-me à África Sub-Sariana, não ao Egipto) tenha conseguido um qualquer progresso científico por pequeno que fosse. Pode ser um facto que quando a civilização Europeia e Africana se encontraram, esta segunda ainda estivesse na Idade da Pedra. Podem existir dados estatísticos sobre de populações brancas e negras que vivam na mesma zona, pertencentes ao mesmo estrato social e com os mesmos rendimentos revelando uma significativa diferença de QI. Podem existir os estudos de um Prémio Nóbel da Medicina. Tudo isto é irrelevante, o que é importante é a opinião debitada por um cientista Miguel Portas ou equivalente.

    Claro que num debate sobre este assunto, o Daniel tem uma grande arma a seu favor: A criminalização das “Ideias erradas”. Recordo-me de um professor da Universidade de Edimburgo que foi expulso por não defender “as teses correctas” ou de um debate na Universidade de Cambridge sobre “diferenças raciais” em que nenhum professor quis participar.

    Enfim, todo este debate é um debate enviesado. Quem não tiver as mesmas ideias que o Daniel fica sob a alçada das “leis Anti-Racistas” do senhor António Costa e arrisca-se a ser preso por “Discriminação Racial”. Eu não vou discutir este assunto, vou apenas perguntar ao Daniel se acha que os negros são superiores por exemplo em provas de velocidade como os 100 metros… O que é que dizem os cientistas do Bloco sobre isto?

  7. 7 7  Justicialista

    Henrique Morais não leu a frase completa: o homem é único e irrepetível mas é o livre arbítrio que nos torna indivíduos.

  8. 8 8  samuel

    Por estas e outras é que um “watson” apenas serve para moço de recados de um Sherlock Holmes!

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    The Studio
    1. Não existe uma inteligência e muito menos colectiva. Não é cientificamente correcto. Há vários tipos de inteligência.
    2. Não existem negros, enquanto tal. Não é cientificamente correcto falar de negros assim, genericamente.
    3. A inteligência depende de inúmeros factores, muitos deles estão longe de ser inatos. Ou seja, todos os pressupostos da frase de Watson são cientificamente disparatados, como disseram praticamente todos os cientistas da área.
    4. Tem razão numa coisa: a ideologia determina muitas das posições que se tem sobre a ciência. Uma prova: eu tinha a certeza que o senhor viria a este debate aplaudir Watson (apesar de contra ele ter ficado toda a comunidade científica), porque a sua ideologia espera ter legitimação cientifica para prova a inferioridade da raça negra. Por isso, tudo o que escreveu se aplica a si.

  10. 10 10  agent

    E isto também prova que que a ciência pode até ser muito objectiva, mas que quem a pratica pode ser tão idiota quanto qualquer militante da Frente Nacional.

  11. 11 11  l.rodrigues

    Quem tenta explicar diferenças de progresso com base na raça devia ler Jared Diamond: Armas, Germes e Aço.

    Só uma pista: os brancos quando tentaram domesticar Zebras também não conseguiram.

  12. 12 12  Tiago Antao

    Existe um projecto, o HapMap que genotipou um determinado número de individuos em 3 comunidades (”asia”, “americanos de origem norte europeia” e “africa”).

    Cerca de 90 individuos por grupo se a memória não me falha (O número é dado como “estasticamente significante”).

    É ir lá (os dados são públicos - googlem por HapMap) e fazer correlações entre genes de côr e qualquer gene do vosso interesse (por exemplo, há genes que se julgam ligados à microencefalia, já que se fala de inteligência).

    É acessivel e democrático a toda a gente (com acesso à Internet). Genética de populações humanas para todos.

    O HapMap poderá ter muitos defeitos (e terá, como têm todos os primeiros trabalhos numa qualquer área), mas é uma grande base de dados aberta à consulta de todos.

    Um aviso: os dados recolhidos podem não ser compatíveis com qualquer bias ideológico existente (seja ele em qualquer direcção).

    Este é um dos temas em que o preconceito (em qualquer direcção) é intrasponível por qualquer ciência que seja feita (hoje ou no futuro)

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    Tiago Antao, não se tratam de preconceitos, tratam-se de valores. O que digo no texto é isso mesmo. Seja qual for a conclusão:
    1. A política não se determina pela ciência (apesar de nela e buscar informação), determina-se por valores que, ao contrário da ciência, são completamente subjectivos.
    2. A ciência explica parcelas da complexidade humana, não explica a condição humana.
    3. O neo-positivismo reinante é o primeiro passo para ao totalitarismo porque nega sempre a liberdade e o livre arbítrio humano. A ciência é uma e não a única representação da realidade.
    Não é preciso negar nada de cientifico para defender nada disto.

    Claro que não é o que está em causa nestas declarações, já que elas foram negadas pela comunidade cientifica. Aliás, a prova que elas são ideológicas é usarem conceitos que nada têm de científicos.

  14. 14 14  EcoQuiz

    Vamos por postas:

    1. Descansa-me saber que a comunidade científica, nomeadamente a comunidade ligada à genética, tenha repudiado estas declarações;

    2. A genética tem avançado por caminhos que pessoalmente me preocupam, sobretudo porque têm-se feito progressos extraordinários, muitas vezes bizarros, sem que se referendem estas questões. É o caso do ADN e da possibilidade de se preverem doenças com anos de antecedência; é o caso da clonagem; é o caso de uma parte da ciência sentir necessidade de agrupar os povos em grupos genéticos; é o caso aberrante de um cientista que actualmente está a fazer uma experiência em que tenta fertilizar um embrião humano com um bovino, e outras bizarrias que tal. Como diz o Luís e muito bem, a ciência é demasiado importante para ser deixada apenas ao critério dos cientistas…

    3. Quanto às diferenças científicas entre povos ou ‘raças’ elas até podem existir; mas em quê que isso contribui para a nossa felicidade? E até que ponto a definição de ‘inteligência’ pode ser científica? Não será também cultural? Sobretudo por questões económicas e sociais, não se pode esperar que um continente depauperado como África tenha tantos progressos científicos como a europa ou a américa do norte. E este facto prende-se mais com o atraso estrutural de áfrica do que com um alegado défice de inteligência.

    4. Há menos progressos científicos provenientes da comunidade africana, porque tais comunidades debatem-se hoje com um problema de sobrevivência, que é como quem diz, se não têm dinheiro para comer, também não hão-de ter dinheiro para investir na ciência. Achar que as oportunidades são as mesmas nos dois continentes é anedótico.

    5. E essa ideia de que ‘quando a civilização Europeia e Africana se encontraram, esta segunda ainda estava na Idade da Pedra’ é um disparate, porquanto o próprio conceito de ‘idade da pedra’ é profundamente cultural, profundamente ocidental e por isso mesmo profundamente relativo; o critério que estabelece o que é ser da ‘idade da pedra’ tem uma conotação subjectiva; Lá porque andávamos de caravela e os africanos ainda andavam descalços e a pé, eram poligâmicos e vestiam umas cangas de pele curtida, quer isso dizer que nós europeus erámos evoluídos e os africanos, ou os indíos, eram mais atrasados? Foi esse erro de cálculo moral que justificou a bárbarie aquando das descobertas. E mais, o ouro por exemplo não tinha valor para os indígenas, que aceitavam trocá-lo com os europeus por quilos de açucar; ou seja, o ouro e o açucar tinham valores culturais e antropológicos diferentes para ambos os povos; para uns porventura isso quer dizer que os europeu eram mais evoluídos que os africanos, para outros, felizmente, isso quer apenas dizer que erámos diferentes.

  15. 15 15  João Pedro Dias

    Acho que isto só prova que ganhar um prémio nobel não é prova de inteligência!Podemos sempre distorcer a realidade para tentar justificar os nossos preconceitos, mas isso não a altera.
    Apanhar na mesma semana com este velho caquético e com outro que foi aos prós e contras defender coisas que já não acreditava que alguém hoje em dia pudesse defender (já nem me lembro do nome de tão patética personagem, um ex militar)é dose…

  16. 16 16  The Studio

    Caro Daniel,

    A sua resposta é exactamente o que se esperava, tenta simplesmente avacalhar a discussão, fugir ao que está em causa e assim tem razão quem é políticamente.

    Começando por “desavacalhar” a confusão que tentou lançar.

    1. Existe um parâmetro associado à inteligência, o QI. Pode não ser o parâmetro ideal para medir inteligência, mas é o que existe e é com este que tem que se trabalhar. Sim, existe uma “inteligência colectiva”. Não está associada a um valor mas sim a uma distribuição de valores caracterizada por determinados parâmetros.

    2. Se existem negros ou não, não sei. Eu já vi muitos. De qualquer forma isto é inteiramente irrelevante, estamos a comparar populações.

    —————————-
    Vamos aos factos que o Daniel escamoteou(isto são factos, não são opiniões).

    1- As civizações Africanas revelaram-se incapazes de qualquer progresso científico ou tecnológico ou de qualquer manifestação cultural de relevo.

    2- Quando as civilizações Europeias e Africanas se encontraram, estas últimas estavam ainda na idade da pedra.

    3- Medições do QI referentes a populações brancas e negras nos EUA, pertencentes ao MESMO estrato sócio-económico e vivendo em condições totalmente análogas, revelaram uma diferenca de 20% no QI médio.

    Isto são factos e com base nisto cada um tire as suas conclusões. Eu não concluo nada porque não quero ir preso como o Vasco Leitão devido às opiniões que manifestou num fórum de discussão.
    —————————-

    A única pergunta que eu queria que o Daniel respondesse (esqueça tudo o resto) e que não respondeu é a seguinte:

    Acha que os negros são superiores em velocidade? Em Portugal, França, Inglaterra ou Estados Unidos onde os negros são uma minoria, todos os velocistas são negros. Gostava de saber a opinião do Daniel, basta responder sim ou não.

  17. 17 17  Zabka

    Não foi este tarado que há relativamente pouco tempo esteve em Portugal e deu uma entrevista escabrosa ao Público onde defendia a genética como forma de eugenia?
    O JMF babou-se todo nesse número do Público.

  18. 18 18  Zabka

    Já agora que parece um cientista todo catita no seu blog, o sr Tiago Antão podia-nos explicar o que é um “gene de côr”?
    Daniel, vale mesmo a pena responder ao The Studio? Deixe lá o cromo consolar-se com o seu Império Lusitano…

  19. 19 19  corvo

    Bom quando falamos em diferenças por cor da pele , estaremos a falar em quê…

    Agora a inteligência é inversamente propocional, ao sol que se apanha na moleirinha….

    Isto quer dizer o quê, objectivamente nada….

    Se forem dadas condições objectivas IGUAIS, a cidadãos de diferentes etnias, na plenitude das suas faculdades mentais, todos eles atingem em proporções semelhantes os mesmos resultados.

    A diferença, está nestas condições objectivas.

    Aliás o nazismo tambem se fundamentou nesta pseudo teoria da superioridade da raça branca.

    Em suma, Hitler e comparsas, têm seguidores….

  20. 20 20  JD

    Senhor Studio, ao ler as alarvidades que produz só posso concluir que o cavalheiro é negro e, portanto, pouco inteligente.
    Nunca ninguém lhe explicou na escola que os testes de QI são elaborados com base numa determinada população, que no caso dos EUA são os WASP, e por isso naturalmente trazem resultados enviesados?
    E nunca lhe ocorreu que quando fala de desporto não se está a comparar “inteligências” mas sim morfologias? E que os negros têm no desporto uma das poucas áreas em que podem competir sem discriminação racial?

  21. 21 21  Lidador

    A verdade é que “ The Bell Curve” provou, de forma insofismável que o QI médio dos negros americanos era de 85, o dos latino-americanos de 89, o dos brancos de 103 e o dos asiáticos 106.E foram vários os estudiosos que atestaram a validade matemática da formulação
    Muitos outros estudos , por exemplo Lynn (1991, 1996), provaram que em média, os amarelos obtinham resultados mais altos em testes de habillidade mental, nos USA e na Ásia, e que os africanos e caribenhos tinham os resultados mais baixos.
    Populações negras a Sul do Sahara, nas Caraíbas, na Gra-Bretanha e na América do Norte, tinha QI médios que variavam entre 70 e 90. O choque com a média de 70 (que corresponde a retardados mentais) para a população negra africana foi tal que foram feitos vários estudos (Africa do Sul, Zimbabwe, judeus etíopes, etc) usando Matrizes Progressivas de Raven (que não entra com skils verbais e descarta informação específica de natureza cultural).
    Todos eles confimaram o valor médio.

    Claro que se pode, em nome do politicamente correcto, dizer que o QI não mede a inteligência.
    Bem, mas mede uma coisa qualquer que tem a ver com determinados processos mentais.
    E revela uma diferença significativa entre amostras

    De resto os “argumentos” indignados que se leem aqui, seguem muito de perto as teorias de STEPHEN JAY GOULD, ideologica e politicamente empenhado nas visões esquerdistas do mundo, e cuja obra emblemática (The Mismeasures of Man) fez escola e foi amplamente divulgada e ensinada por entusiastas do políticamente correcto, tendo marcado mentalmente toda uma geração , um pouco como a teoria marxista marcou o passo ao pensamento de várias gerações de intelectuais.
    Infelizmente para ele , muitos estudos vieram já dissecar a sua argumentação, e provar que Gould deixou que a ideologia lhe enviesasse a objectividade científica.
    O activismo político de Gould é patente nas afirmações que fazia sobre o elitismo dos europeus e rapidamente se tornou num dos apóstolos da cultura do contra (os criminosos são culpa do sistema, acção afirmativa, multiculturalismo, opressão capitalista, etc).
    Ele proprio se confessou um “fascista de esquerda”.

    Concluindo, não há dúvida que somos todos prisioneiros dos nossos genes e do nosso meio, mas factos são factos :

    - Raça e QI estão relacionados
    - O QI dos negros é mais baixo que o dos brancos e que o dos amarelos.-
    -Os europeus e os asiáticos têm cérebros mais pesados e maiores que os negros.
    A ciência não é religião e muito menos ideologia. Funda-se em factos e não em voluntarismos políticamente correctos e é inegável que os negróides são mais aptos que os caucasianos em certas actividades e vice-versa.

    Falamos em médias, claro, porque individualmente há burros e génios em todas as raças.

  22. 22 22  MP-S

    O’ Studio,

    a nacao portuguesa tem-se revelado incapaz de produzir avancos cientificos e tecnologicos de monta ao contrario dos franceses, ingleses, alemaes, americanos, etc. O mesmo na area da pintura, da musica, etc.

    Sera’ que e’ porque somos menos inteligentes? (enfim, um poucochinho mais inteligentes do que os pretos, mas essencialmente burros quando comparados com os nossos irmaos europeus)

  23. 23 23  MP-S

    Ja’ para nao discutir o significado estatistico da amostra de pretos que o Watson tomou em consideracao… Em poucas palavras - das duas, uma: (i) ou o Watson fez uma enorme coleccao de empregados pretos devidamente seleccionados de modo a serem representativcos do “grupo dos pretos” (tera’ tomado em consideracao a escuridao da pele - sera’ que um gajo do Congo e’ mais bburro que um da Argelia? e um portugues e’ mais bronco que um sueco?); (ii) ou esta’ a gozar com o pagode ‘a custa da ignorancia generalizada de estatistica.

  24. 24 24  Sebastião Dias

    Apesar de eventualmente poder haver diferenças entre raças em vários espectos, morfológicos ou intelectuais - e é bem possível que estes existam, assim como há diferenças entre as várias raças de animais, penso que todos devemos concordar numa coisa: Uma vida é uma vida. E a vida de um branco vale a mesma coisa que a vida de um negro ou de um amarelo. A valor da vida de um branco pouco inteligente deve ser o mesmo da vida de um mais inteligente. Penso que o The Studio concordará com isto, ou estarei errado?

  25. 25 25  The Studio

    Bem, o Lidador disse tudo. Basta fazer uma pequena pesquisa no google para encontrar de imediado centenas de artigos científicos sobre o assunto, todos com as mesmas conclusões. Recolhi alguns excertos neste artigo que dediquei ao Daniel:
    http://politicaxix.blogs.sapo.pt/72075.html
    O que não se encontram são artigos científicos com as posições do Daniel…
    Quanto ao corvo, parece acabado de sair das escolas de Verão do Bloco de Esquerda

  26. 26 26  Daniel Oliveira

    Não encontro artigos cientificos que digam que os negros são tão inteligentes como os brancos? A posição do Daniel??? The Studio, desculpe, mas não tenho paciência para si. A minha disponibilidade para o debate tem alguns limites.

  27. 27 27  Sebastião Dias

    The Studio, consegue respoender à minha questão? Não acha que a vida de um branco vale a mesma coisa da vida de um negro?

  28. 28 28  miguel madeira

    o problema é que não é fácil comentar esta entrada tendo em conta as condições desta casa para a publicação dos comentários.

    o próprio post viola o ponto 1. como é? dá para comentar ou não?

  29. 29 29  Fado Alexandrino

    Posted by: Justicialista | outubro 17, 2007 01:54 PM

    Meu senhor, deite para o caixote do lixo esses dogmas.
    Há mais de meio século que todos os pretos são livres, que eles não saibam usar essa liberdade e se destruam entre eles é isso mesmo, um problema deles.

  30. 30 30  Daniel Oliveira

    Este post tem qualquer coisa. Eles vêm cá todos parar. acistas? Não. Só se interessam muito pelo tema. O Lidador, o The Studio e o Fado Alexandrino. É como uma sineta.

    The Studio, eu publico os seus comentários (quando o senhor consegue fingir que é mais ou menos civilizado), às vezes comento-os mas não debato consigo. Posso? Os seus debates não me interessam. Tenha-os com os seus amigos do PNR. Há coisas que deixei de debater. Só isso.

  31. 31 31  Henrique Morais

    Nao sei se a ciencia consegue ou nao provar quem é mais inteligente. Segundo Popper esta teoria nao tera muita credebilidade, mas enfim… É normal que nao possa ser aceitavel, mesmo que isso possa ser um facto, que criemos condiçoes para possiveis descriminaçoes em relaçao a algma raça. Nao é humanamente aceitavel que tal aconteça, pois tal como referiu Sebastiao Dias na sua questao ao The Studio, um ser humano seja qual for a sua raça é unico e seu valor como homem nao pode ser diferenciado. Talvez a ciencia factual nao possa ser discutida, mas as suas consequencias para o valor humano nao se podem considerar certezas absolutas!

  32. 32 32  Fado Alexandrino

    Posted by: Daniel Oliveira | outubro 17, 2007 08:06 PM

    Muito obrigado.
    Por acaso comecei a ler os comentários e encalhei logo naquele que comentei.
    Claro que o senhor tem outra bagagem que coloca algum respeito numa possível querela.
    Por isso deixo-lhe apenas uma questão.
    Como sabe a Libéria nunca foi colonizada é independente desde 1847 e é rica o suficiente para o seu povo não ter fome.
    Como não andamos por lá e portanto não podemos ser acusados dos seus actuais males quem é que podemos pôr no banco dos réus?

  33. 33 33  Lidador

    Pronto Daniel, já descambou para o ataque ad hominem.
    Ok, está na sua casa.
    Mas por favor, não me meta no mesmo saco que o PNR, porque pelo que sei, as posições deste partido ~são muito mais comuns ao BE do que aos democratas.

    Antiamericanismo, antisemitismo, anti-globalização, anti-liberalismo, proteccionismo, estatismo, etc.

    Os extremos tocam-se…

  34. 34 34  Daniel Oliveira

    Lidador, logo o senhor que não passa um dia sem vir aqui atacar-me… Quanto ao anti-semitismo, já lhe disse que seria altamente improvável no meu cxaso. Informe-se. E fica mal em quem dá tantas mostras de xenofobia. Em mim, nem contra judeus, nem contra negros, nem contra muçulmanos. Descubra uma frase minha que denuncie algum tipo de anti-semitismo. Criticar o Estado de Israel não conta. Critico muitos outros estados. Um Estado não é um povo.

  35. 35 35  Guimaraes

    Para desgosto do eminente cientista, um estudo em curso do National Geographic - genographic - chegou à conclusão que todos os indivíduos da espécie Homo Sapiens existentes descendem do mesmo povo, existente há cerca de 150.000 anos na região do Sudão. Resumindo, o eminente cientista descende dum preto….

  36. 36 36  F.B.

    Caro The Studio
    “Quando as civilizações Europeias e Africanas se encontraram, estas últimas estavam ainda na idade da pedra.”

    O sr. não deve conhecer bem a história de África e de países como o Mali, o Egipto (sim, aqueles das piramides), a Etiópia, etc…
    Estude um bocado de história e depois venha falar de Idade da Pedra…

  37. 37 37  Gasel

    Bem, o que não deixa de ser verdade é que é (quase) impossível discutir certos temas científicos pela carga ideológica que lhes esta subjacente, dos dois lados. Este tema é um claro exemplo.

    O que é certo é que existem diferenças. Isso é óbvio. O que é certo é que o que diz o corvo “Se forem dadas condições objectivas IGUAIS, a cidadãos de diferentes etnias, na plenitude das suas faculdades mentais, todos eles atingem em proporções semelhantes os mesmos resultados.” está errado. Os resultados serão de certeza ( e proporcionalmente) muito diferentes.

    Foi assim que, grupos humanos que evoluiram durante milhares de anos em condições objectivas DIFERENTES – ambientais, culturais, económicas, etc – resultaram em grupos humanos diferentes, com um património genético comum diferente. A isso nós chamamos raças, etnias… Se podemos falar em etnia ou raça, e naquilo que as distingue, isso resulta essencialmente do seu património genético e não de qualquer condicionamento ambiental nos últimos 100 ou 200 anos.

    E as características – mais objectivas ou mais subjectivas- de um dado grupo humano podem ser medidas. Podem ser melhor ou pior medidas, mas são medidas. E quando são medidas, são DIFERENTES. E, se formos puristas, é apenas isso que Watson diz “… estão baseadas no facto de que a sua inteligência é igual à nossa mas todas as provas mostram que não é bem assim.” Isto, e só isto, é quase de certeza verdade.E como se ressalta, essa medição caracteriza o grupo e não o indivíduo, tanto mais que a variabilidade individual dentro do grupo é enorme.

    E contra esta especulação científica (algo provocatória, chamemos-lhe assim…) o Daniel contrapõe apenas 2 ou 3 dogmas: a inteligência não se mede; o grupo não interessa, só o indivíduo; é perigoso falar disto. Daniel Dixit.

    PS – E como o Daniel sabe, nem é tanto “desancar” nem as bases científicas são assim tão frágeis e isoladas.

  38. 38 38  Zèd

    Há uma diferença entre um cientista e o que é Ciência. Nem tudo o que um cientista diz é Ciência. Neste caso James Watson não fundamenta as suas afirmações, com nada que se assemelhe de longe ou de perto a uma base científica. Dar-lhe um cunho de Ciência só porque o senhor em causa se chama James Watson, sem sequer analisar criticamente o conteúdo dessas afirmações é um erro grosseiro.

    James Watson, ganhou o prémio Nobel graças a uma estadia de um par de anos em Cambridge onde se colou ao trabalho que Francis Crick, Maurice Wilkins e Rosalind Franklin desenvolviam havia quase dez. Watson tinha 26 anos na altura, e desde então nunca mais deu nenhum contributo relevante para a Ciência (contrariamente a Francis Crick, que foi brilhante até à sua morte). Watson é useiro e veseiro nestas barbaridades há décadas, e continuam-lhe a dar atenção. E já agora, alguém sabe o que fez Watson de importante? Alguém sabe porque razão a dupla hélice do DNA é relevante?

    Watson é um idiota, e deveria merecer a atenção que merecem os idiotas: nenhuma! Preocupem-se com o que é dito, e não com quem o diz.

    P.S. - The Studio, mostre-nos um estudo credível com “dados estatísticos sobre de populações brancas e negras que vivam na mesma zona, pertencentes ao mesmo estrato social e com os mesmos rendimentos revelando uma significativa diferença de QI.”, e quais as metodologias usadas para chegar a essa conclusão, que é para podermos debater o assunto sem preconceitos ideológicos.
    P.P.S. - Caro Luís (1° comentário), se fossemos desconfiar dos cientístas e da Ciência dessa maneira ainda estariamos na pré-história.

  39. 39 39  Zèd

    Para o Tiago Antão, e a quem mais possa interessar:
    “Race” is not a Scientific Concept
    http://www.ircm.qc.ca/bioethique/obsgenetique/cadrages/cadr2005/c_no24_05/ca_no24_05_01.html
    (ou em francês http://www.ircm.qc.ca/bioethique/obsgenetique/cadrages/cadr2005/c_no24_05/c_no24_05_01.html)

    Pela caixa dos comentários vê-se que o principal problema é mesmo falta de informação e cultura científica. O trabalho de Celeste Condit (o link acima) é um muito bom ponto de partida, para quem se interessa pela genética, os media, e cultura científica dos leigos.

  40. 40 40  Justicialista

    Fado Alexandrino, com a liberdade, muitos “pretos” apesar de continuarem pobres conseguiram uma coisa que nunca tiveram: DIGNIDADE. E se estão a “destruir-se uns aos outros”, é culpa dos Europeus que não souberam respeitar as identidades culturais, éticas e religosas do continente africano. Se os nacionalistas portugueses não conseguem conviver com 1% de imigrantes cuja religião e cultura não diferem muito da dos portugueses, como quer os africanos cujos países traçados a régua e esquadro e que englobam dezenas de étnias e por vezes 3 ou + religiões distintas no mesmo país se possam dar pacificamente? É que, infelizmente, extremistas não existem só em Portugal…

  41. 41 41  corvo

    Tudo isto terá certamente um objectivo, e ele é ideológico e não cientifico,aliás a atribuição dos premios Nobel, em muitos casos passados alguns anos, são considerados perfeitas asneiras.

    O nosso Egas Moniz , está hoje na berra, pois muita gente põe em causa as suas descobertas.

    E aliás todos os dias somos bombardeados pelos mais variados PSEUDO-ESTUDOS CIENTIFICOS, que depois acabam por revelar-se autênticas fraudes.

    Será que poderemos dizer que nós portugueses somos o povo mais burro da Europa, porque não atinamos com a matemática.

    Ou pelo contrário, a forma como ela é dada nas nossas escolas é pouco motivadora.

    È neste ponto que todas estas conversas de superioridade rácica batem.

    Não há povos ou raças superiores ou inferiores, há condições objectivas, que permitem que certos povos tenham meios para desenvolverem mais pesquisa cientifica, que outros.

    Nos anos 60 os russos estavam na vanguarda na ida para o espaço, os americanos marcavam passo, e eram fracassos atraz de fracassos, quando as condições foram criadas , os americanos acabaram por serem os primeiros a chegar á Lua.

    Na Africa, na America Latina ( será que os mulatos são meio-inteligentes) na Asia, tal como na Europa ou nos EUA, existem homens e mulheres com enormes capacidades, só que nuns paises elas podem desenvolver-se plenamente , noutros não.

    Por fim e em resposta a um comentador:
    Haverá possivelmente quem frequente os cursos de verão do BE,tal como outros frequentarão Universidades de Verão da extrema-direita.

  42. 42 42  Sebastião Dias

    The Studio, há muitas coisas que separam o homem do macaco. Consigo consegui compreender o que científicamente se chama de «elo perdido».

  43. 43 43  Daniel Oliveira

    Só fiquei com uma dúvida: se The Studio é branco isso afectará negativamente as estatísticas do Dr Watson?

  44. 44 44  The Studio

    1. Daniel, eu não tenho qualquer amigo no PNR. Aliás, como sabe, o partido em Portugal com ideias mais próximas do PNR é precisamente o BE. Quanto a não querer debater o assunto, compreendo. Eu no seu lugar também nem tentava debater. Nem sequer respondeu se os negros são ou não superiores nas provas de velocidade…

    Ecoquiz:
    “E este facto prende-se mais com o atraso estrutural de áfrica do que com um alegado défice de inteligência.”

    E a que é que se deve o atraso estrutural de África? Mas numa coisa tem razão, se os Africanos estão atrasados ou adiantados em relação a nós é tudo uma questão de critérios. Lá por andarem de pé descalço não significa que estejam atrasados.

    JD:
    Todos os cientistas e académicos envolvidos eram uns ignorantes incapazes de descobrir algo que o JD descobriu em alguns segundos. Quanto ao que eu disse sobre o atletismo não percebeu nada…

    Zèd:
    Basta-lhe fazer uma breve” pesquisa na net e não encontra “um estudo credível” mas sim uns 500… No meu blog tenho links para dois deles que me pareceram credíveis: Um deles assinado por 52 académicos de renome internacional e o outro o jornal da investigação em medicina. Se quer conhecer os métodos leia os artigos.

    Sebastião e Daniel:
    Eu, à falta de argumentos, não passo ao insulto pessoal. Mas cada um é livre de proceder como entender.

  45. 45 45  eu
  46. 46 46  Lidador

    Bem Daniel, se considera que venho atacá-lo quando me limito a comentar o conteúdo de um poste seu, então acho que a sua sensibilidade está demasido à flor da pele.

    Se reparar, limitei-me estritamemte a comentar o seu poste, porque deduzi que se o colocou aqui com a caixa de comentários aberta, se estava a abrir ao contraditório.

    Pelos vistos enganei-me.

    De todo o modo, dei a minha opinião sobre o assunto e o Daniel deu a sua opinião sobre mim.
    Ok.
    Quanto ao assunto, faço minhas as palavras do comentador GASEL, cuja opinião coincide a 100% com a minha.

  47. 47 47  Daniel Oliveira

    Lidador, quando me tenta colar a abjectas correntes anti-semitas está a fazer o quê? A trocar ideias comigo? Não se faça de sonso.

    The Studio, metade dos seus posts no seu blogue são a defender o PNR. A outra é atacar os imigrantes. Mas o senhor odeia o PNR, claro.

  48. 48 48  Zèd

    Disclaimer: Sou geneticista de profissão.

    Caro The Studio, encontrei os links que refere e vou lê-los com atenção. Numa análise superficial não me parecem muito credíveis, mas deixo apreciações mais detalhadas para depois.

    Deixo-lhe um conselho no que respeita à procura de estudos científicos: Se utilizar o Google de certeza de irá encontrar o que quiser encontrar, mas também o oposto, se procurar bem. Se você já sabe à partida o que quer encontrar, então a aposta está ganha de avanço. Se quiser fazer uma pesquisa sem preconceitos, e séria, utilize antes a Pubmed (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=pubmed) que é a base de dados bibliográfica que eu e todos os investigadores nas áreas das ciências biomédicas usam, e limite-se às revistas científicas com avaliação pelos pares, que é uma garantia de qualidade científica. Procure nomeadamente revistas com a “Nature”, e todas as publicações do “Nature Publishing Group”, a “Science”, O “New England Journal of Medicine”, as publicações da “Cell Press”, o “The Lancet”, e outras revistas dos mesmo nível. Têm muito mais credibilidade que “O Medical Research News (que não é sequer uma publicação científica, mas de divulgação, e má) ou um qualquer texto publicado na internet sem sequer fazer menção à origem desse texto (como é o caso do outro link que refere).

  49. 49 49  jms

    Os testes de QI não medem inteligência, medem sobretudo aptidões culturais e a familiaridade do sujeito com determinadas estruturas lógicas que são alvo de uma aprendizagem. Pedir a um analfabeto que compare círculos com triângulos, e outras brincadeiras do género, não serve para medir a inteligência do mesmo, se ele nunca aprendeu geometria básica, serve apenas para aferir o seu desajustamento ou desvio em relação a um determinado padrão.
    Em segundo lugar, a inteligência é tambem algo que se desenvolve pelo estímulo e pela prática. Uma pessoa nascida e desenvolvida na miséria dificilmente pode alcançar todo o desenvolvimento intelectual para que estava geneticamente predestinada.

    Por fim, e apesar de isto só lateralmente ter a ver com o assunto, a inteligência não garante a sensatez e uma virtude bastante sobrevalorizada. Conheço pessoas muito inteligentes e que são estúpidas como portas. Não é verdade que Marcelo R. de Sousa, por exemplo, é um homem altamente inteligente? Licenciado, ao que parece, com 18 ou 19 valores? E no entanto é um homenzinho profundamente tacanho, intelectualmente nulo e baçamente desinteressante. Diz mais disparates por segundo do que qualquer trolha africano a trabalhar num andaime. De resto, o próprio Watson é a prova de que a inteligência não garante nada, nem sequer nos isenta de algo tão primitivo como o preconceito.

  50. 50 50  Daniel Oliveira

    sr “eu”, fiquei com uma dúvida em relação ao seu link: o que é uma raça? Os indianos serão caucasianos? E os etiupes, são o quê? E nós somos da mesma raça que os islandeses? E os cabo-verdianos são da mesma raça que os guinienses? E os esquimós são da mesma raça que os chineses? E os lapões, são brancos ou estão no mesmo grupo que esquimós estiverem? E todos as misturas ao longo de séculos, como as organizamos? Quem fica de que lado? Sobra algum puro?

    A prova da idiotice do que diz Watson é os próprios conceitos que usa sem qualquer rigor: o da raça e o da inteligência. Quando não somos rigorosos nos termos científicos que usamos nunca podemos ser rigorosos nas conclusões a que chegamos.

  51. 51 51  eu

    leia e medite, abstenho-me de comentarios aliás esse discurso ate nem é racista
    são constataçoes.

  52. 52 52  EcoQuiz

    The Studio,

    Os testes de QI são um instrumento cultural e temporalmente datado.

    Quando os europeus chegaram a áfrica encontraram uma forma de organização social, cultural, económica, religiosa diametralmente diferente da sua. Forma de organização essa que, para o bem e para o mal, funcionava. Como a europeia. Havia tribos, havia um sistema de valores morais, havia até um sistema político instituído. Diferente do europeu, é certo. Em que o próprio conceito do que tinha valor como propriedade era diferente do europeu. Com a chegada dos europeus ao continente africano, assumiu-se que aquela forma de organização era ‘atrasada’, ‘primitiva’.Assumiu-se que os europeus eram civilizados e os africanos uns ‘animais’. Alguns homens europeus, nesses séculos idos, iam para áfrica com o objectivo de colonizar. Henrique Paiva Couceiro, o herói português, liderou muitas expedições desse tipo em áfrica. Em que o que se pretendia era ocupar os territórios que pertenciam aos indígenas. De que forma? Recorrendo à guerra. À catanada. Recorrendo à pilhagem, à devastação, aos incêndios, às armas de fogo. E assim ao longo de sucessivos séculos, graças a expedições não só portuguesas, mas de todos os países europeus que aliás competiam entre si, destruíu-se a forma secular de organização tribal, antropológica, dos indígenas. Cercando-os. Chacinando. Obrigando a que os povos africanos adoptassem a mesma forma de organização cultural que os europeus, o que nunca seria possível. Menorizando-os. Subvertendo a sua cultura. O que se quis foi europeizar em dois ou três séculos todas as formas de organização tribal que existiam há milhares de anos. E a isso se deve o atraso estrutural do continente africano: a um choque cultural de proporções enormes, que resultou na obliteração dos tecidos sociais até então existentes. Pergunto-lhe se não lhe parece que o papel que os europeus tiveram em África nos séculos XVII, XVIII, XIX e XX não contribuíu para desestabilizar o continente?

  53. 53 53  Lidador

    Caro Daniel, a discussão sobre a realidade biológica do conceito “raça” é marcadamente ideológica, e sim, há quem afirme que a diferença genética não sustenta classificações raciais.

    Contudo, estudos recentes sobre marcadores microssatélites, demonstram que os grupos humanos a que chamamos “raças”, são de facto, em certos aspectos, geneticamente distintos, e que a diferença não se reduz à maior ou menor quantidade de melanina na pele.
    Na realidade, até o hibridismo está em causa, porque é demonstrável que, por exemplo, se uma mulher chinesa acasala com um europeu, as hipóteses dos grupos sanguíneos serem incompatíveis são relativamente altas.

    De qualquer forma, apesar de as diferenças biológicas serem inferiores à própria diferenciação endogâmica, os seres humanos dão-lhe muita importância e parecem predispostos a confiar nos membros da sua própria raça, tal como esta é tradicionalmente definida, mais dos que nos membros de outras raças.
    A “raça” e a “etnia” (que combina também língua, costumes e rituais) são assim conceitos altamente significativos, em termos sociais e históricos e o “racismo” parece ser um daqueles memes identitários de que Dawkins falava, omnipresente no mundo das ideias.

    Vamos raciocinando com calma:

    1-Os negros têm mais sucesso no basquetebol. Basta atentar na percentagem de negros na NBA e na qualidade dos jogadores, para perceber isso! Uma boa explicação é que os negros têm características físicas e psico-motoras que lhes dão vantagem no basquetebol. Estou certo que admite haver uma diferença que não apenas a cor.

    2-Os negros ganham quase todas as corridas atléticas em todas as distâncias. Basta atentar nos quadros de medalhados em provas atléticas. Uma hipótese razoável é que tenham grupos musculares e características cardio-respiratórias mais adequadas que a dos brancos e amarelos. Estou certo que admite isto e que não considera tal constatação “racista”.

    2-Os negros têm uma especial capacidade para os ritmos. Basta atentar no sucesso de certos estilos musicais e intérpretes. Uma boa explicação é que pode haver áreas do cérebro negróide mais aptas a trabalhar este tipo de actividade.

    Ou seja, admitimos tranquilamente sectores de actividade nos quais a raça negra demonstra evidente superioridade. Estou a ser “racista”?

    Então, tem de admitir tb, sem papaguear logo as vulgaridades políticamente correctas, que exietem áreas nas quais os brancos são melhores e outras nas quais os amarelos são melhores.
    E está demonstrado, em testes rigorosos que uma amostra significativa de brancos obtém melhores médias na matemática, na ciência e, de um modo geral na capacidade de ligar conhecimenos (raciocinar) que uma amostra significativa de negros.
    Os testes são feitos de forma a descartar lastros sociais e culturais.

    Veja,se bem que o seu e o meu ADN sejam 99% semelhantes ao de um simpático chimpanzé, esse 1% torna-nos completamente diferentes. E a gama de variação dentro desse 1% é tal que não há duas pessoas iguais, salvo os gémeos. Os grupos humanos (raças), partilham certas características médias que os distinguem uns dos outros , embora haja negróides sem melanina e brancos que correm muito bem os 100 metros.
    Todavia se agarrar em amostras significativas, os valores médios são diferentes.

    NOte bem, mais de metade dos antropologistas biológicos actuais, aceitam o conceito de raça.
    Os antropologistas forenses fazem rotineiramente identificações raciais com base no esqueleto, por exemplo.
    Ora como se podem identificar esqueletos segundo parâmetros raciais, se não existem raças?

    Ou seja, a ideia de que a raça é apenas definida pela côr da pele é simplesmente falsa.

    As características morfológicas como a pele, o cabelo, os olhos, os lábios, o nariz, etc, foram fundamentalmente moldadas pelo clima, num processo de selecção natural. Tal como a hostilidade de certos habitats moldou, também por selecção natural, sexual e cultural, outras características físicas.

    A negação racial assenta fundamentalmente em motivações ideológicas e sócio-políticas. Os “negacionistas” acreditam que a ideia de raça é um conceito socialmente perigoso e promove o racismo, pelo que é a agenda do políticamemte correcto que os faz mover, negando mesmo as evidências

    E como diz o Dr. George W. Gill professor de antropologia na Universidade de Wyoming, “apesar de a maioria dos antropologistas biológicos aceitarem a noção de raça, poucos se atrevem a publicar papers, pelo que não estamos a lidar com ciência, mas com censura ideológicamente motivada”

    A verdade é que o tabu social sobre a raça, tem servido para suprimir o debate, e pode levar à perversidade de se dizer que, uma vez que não existem raças, então não existe o racismo.

    Enfim, comentário longo …espero que o DO não se considere “atacado”.

  54. 54 54  Lidador

    Caro Zed, que acha por exemplo deste estudo
    “The effects of race/ethnicity and sex on the risk of venous thromboembolism.
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?Db=pubmed&Cmd=ShowDetailView&TermToSearch=16953266&ordinalpos=1&itool=EntrezSystem2.PEntrez.Pubmed.Pubmed_ResultsPanel.Pubmed_RVAbstractPlus

    Deixe-me citar ”
    Studies of ethnicity/race on risk provide strong evidence that African-American patients are the highest risk group for first-time venous thromboembolism, while Hispanic patients’ risk is about half that of Caucasians. African-Americans and Hispanics have a higher risk of recurrence than Caucasians, but sex and the type of index venous thromboembolism event seem to play a role in this risk. Asian/Pacific Islanders have a markedly lower risk of first-time and cancer-associated venous thromboembolism. There is little difference in incidence in African-Americans, Hispanics, and Caucasians diagnosed with cancer. Sex does not seem to be associated with risk in cancer patients. SUMMARY: Sex and race/ethnicity are important factors in the risk of first-time and recurrent venous thromboembolism and need to be included as risk assessment and diagnostic prediction tools are developed or updated.

    Ou seja, parece que não só há raças como em estudos com peer review, elas se mostram relevantes muito para lá da quantidade de melanina.

    Mas pronto, se a crença politicamente correcta diz que não, Galileu para a fogueira.

  55. 55 55  The Studio

    Zèd:

    Eu não procurei resultados nenhuns. Fiz uma pesquisa e fui consultei esses resultados. Acontece que todas as entradas apontam no mesmo sentido, não apenas essas duas que referi. Até a Wikipedia diz
    o mesmo, e como sabe os artigos são retirados da Wiki se não existirem bases consistentes. Deixo-lhe mais um link, este pertencente ao ministério da Educação dos EUA:

    http://www.eric.ed.gov/ERICWebPortal/custom/portlets/recordDetails/detailmini.jsp?_nfpb=true&_&ERICExtSearch_SearchValue_0=EJ386569&ERICExtSearch_SearchType_0=eric_accno&accno=EJ386569

    e ainda um rewiew paper,

    http://www.innovations-report.de/html/berichte/studien/bericht-43536.html

    Todas as posições científicas que encontrei sustentam uma posição. A sustentar a posição oposta, temos os “argumentos” do Daniel Oliveira, de que raças não existem, inteligência não existe e que eu tenho amigos do PNR. É uma questão de cada um julgar por si.

  56. 56 56  Dândi

    Mas eu quero lá saber se são mais ou menos inteligentes do que os brancos ou os orientais ou o raio que parta!
    São pessoas, não são?
    Isso é que importa.

  57. 57 57  Sebastião Dias

    The Studio, a questão é só uma: as vidas não valem todas a mesma coisa? Ou será que vale mais um branco do que um preto? Ou a vida de uma pessoa inteligente vale mais do que uma estúpida?

    Eu acredito que valem a mesma coisa, devem valer a mesma coisa e voto por quem se bater com este principio fundamental. Tenho dúvidas que o The Studio faça a mesma coisa.

  58. 58 58  Fado Alexandrino

    A resposta á sua pergunta está colocada numa pergunta a Daniel Oliveira.
    Aproveite para responder por ele.

  59. 59 59  EcoQuiz

    Segundo o Público de hoje, a biologia molecular veio mostrar que a composição de seres humanos é igual em todo o mundo. Quando o genoma humano foi descodificado, em 2001, uma das principais mensagens era a de que o conceito de raça não faz sentido.

    Os zoólogos geralmente consideram a raça um sinónimo da subespécie, caracterizada pela comprovada existência de linhagens distintas dentro das espécies, portanto, para a delimitação de subespécies ou raças a diferenciação genética é uma condição essencial.
    A raça, do ponto de vista da biologia, é um conceito pouco empregue e é sinônimo de subespécie.

    Na espécie Homo sapiens - a espécie humana - a variabilidade genética representa 93 a 95% da variabilidade total, nos sub-grupos continentais, o que caracteriza, definitivamente, a ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria.

    Uma espécie monotípica não tem raças, ou melhor a “raça” é toda a espécie.

    A variação dentro de uma espécie é evidente e segue um padrão, mas não há divisões claras entre os diferentes grupos, mas apenas um gradiente de tamanhos, formas ou cores.

    Este tipo de variação “clinal” significa que existe um fluxo de genes substancial entre os grupos aparentemente separados que formam a(s) população(s) e é normal nas espécies monotípicas – e é o caso da espécie humana.

    p.s. - esta informação foi retirada da wikipedia

  60. 60 60  Zèd

    Caro Lidador,

    O estudo que cita não demonstra que as raças existem, parte do princípio que elas existem, o que é muito diferente. Como refere o artigo de Celeste Condit que já referi, não é de todo a melhor maneira de classificar a diversidade humana. Como o Daniel Oliveira mostra no comentário há uma imensa variedade entre populações, mas é uma variedade que se sobrepõe, que não tem fronteiras nítidas, muito menos coerentes.

    Claro que se fizermos abstracção de tudo isso, e partirmos do princípio que as raças existem, vamos ter grupos que em média são diferentes uns dos outros. E vão existir, entre grupos, diferenças genéticas, mas com uma enorme dispersão. Claro que assim é possível estabelecer correlações que é o que o estudo faz. Basta haver uma média diferente para se poder estabelecer correlações. Mas se as diferenças genéticas entre raças são assim tão claras, porque razão o estudo que refere não faz nenhuma descoberta extra-ordinária sobre os genes envolvidos na tromboembolia? Porque razão o estudo não apresenta nada de relevante a não ser uma simples (e por sinal pequena) correlação? Sem sequer questinar os resultados e as metodologias usadas, entre uma mera correlação, e justificar a existência de raças vai uma grande diferença. Por que será que esse artigo foi publicado numa obscura revista hiper-especializada num pequeno domínio em vez de ser publicado na Nature ou na Science?

    Caro Tiago Antão,

    O HapMap é um excelente recurso, e não demonstra de todo que as raças existem, muito menos que umas são mais inteligentes que outras (a propósito, pode explicar-nos qual é a relação entre o tamanho do cérebero e a inteligência?). O HapMap, que tem ainda uma amostra muito pequena - 270 indivíduos não são seguramente representativos de 6 biliões de humanos - mas oferece uma alternativa muito melhor à classificação da diversidade humana do que as raças, que é o uso de marcadores genéticos. Ou seja, não só não demonstra a existência de raças, como metodologicamente é uma alternativa que a prazo vai substituir a classificação em raças, quando tiver uma amostra suficiente para fazer pesquisa de marcadores genéticos sem “bias”.

  61. 61 61  Lidador

    “Mas eu quero lá saber se são mais ou menos inteligentes do que os brancos ou os orientais ou o raio que parta!
    São pessoas, não são?
    Isso é que importa.”

    Quer lá saber?
    Que raio de resposta é esta?
    Então porque se pôs a criticar um comentário livre de um cientista sobre este tema?
    O cientista disse que não eram pessoas, ou limitou-se a referir a inteligência?
    Afinal você critica o quê?
    A expressão de opiniões que não agradam ao seu credo?

    Ora esta!

  62. 62 62  Lidador

    Caro Zed, é interessante e revelador que remeta um comentarista para a pesquisa de artigos credíveis no PubMed e agora, confrontado com um desses artigos (há lá dezenas do mesmo tipo) se ponha a relativizá-lo e a tresler, sobrepondo-lhe a imperatividade do seu credo ab initio.

    Concluindo, o estudo, com peer review, estabelece correlações factuais entre raças, sexo (que inclusivamente nomeia) e susceptibilidade a determinadas doenças.

    O Zed, porque isto não está de acordo com a sua posição ideológica, nega, relativiza e assobia para o ar.

    E conclui o que já sabia antes: não há raças.
    Como o estudo tb se refere a sexos, pode tb concluir que não há sexos.

    Ou seja, uma posição religiosa, completamenre imune aos factos e por isso não falsificável, logo não científica.
    Se o Zed recusa estudos credíveis como prova, então nenhum facto poderá servir, pelo que a sua posição é uma questão de fé.
    E a fé não se discute.

  63. 63 63  anonimo

    Da a impressão que estes comentários misturam politica, genética, sociologia, etnia etc. só parece que nesta discussão se safa a religião ficando de fora.
    A “raça Humana” é uma só, o que existe são etnias diferentes.
    Há apenas uma raça, a humana. O conceito de raça não é genético, mas social. Não existe o gene da raça.

    A antropologia foi responsável pela introdução do conceito de raça. Este servia para definir uma taxonomia dos grupos humanos, à qual se sobreporia a noção de etnia
    O problema estava no reconhecimento de uma noção unificada da Humanidade e, ao mesmo tempo, de diferenças culturais
    O racialismo foi mesmo utilizado para explicar as diferenças no seio de um mesmo Estado-Nação, aplicando-se a ideia de inferioridade racial a certos grupos e classes e
    foi como expressão de um desejo de classificação que a noção de raça surgiu e não como produto lógico impossível de pensamento científico puro.

    Entre os resultados práticos da noção de que a humanidade se divide em raças, e que algumas são superiores e outras inferiores, está o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas nas décadas de 1930 e 1940.

    Mas apesar de uma raça humana única da Ásia à América da Europa à África nos não somos todos “iguais” temos divisões e classificações sociológicas evidentes, culturas, educação etc. não existindo o conceito genético existe o conceito social.
    E a melhor maneira de acabar com o conceito de raças é a miscigenação.

    Mas também é verdade que dentro de cada etnia existem inteligências diferentes e em confronto com outra etnias há inteligências diferentes, ou vamos negar o conceito de inteligência.
    Há etnias que em determinados contextos históricos evoluíram e se destacaram e outras nunca o fizeram, os mesopotâmicos, os egípcios, os maias, incas, aztecas, a civilização helénica e romana, posteriormente a europeia, que se preocuparam em evoluir e transmitir essa evolução que por livros quer tecnicamente, ainda hoje os estudamos. Isto são constataçoes históricas tem a ver com que? Inteligência? Se uma pessoa se quer educar fazer mestrados pesquisas etc. equipamentos que permitam fazer isso, vai para que pontos do globo ou universidades em busca desse saber e dessa tecnologia?

    Nós europeus chegamos a África em barcos de madeira rudimentares mas já navegando em alto mar e guiando-nos pelos astros, (isto indicava e significava evolução cientifica que continuou a ser usada em sistemas de navegação) mais tarde criamos rotas comerciais com barcos já equipados com canhões. Os vikings chegaram a América, não me consta que os africanos sul saarianos alguma vez tenham pesquisado ou tentado sair do seu meio, modifica-lo significativamente, aventurando-se no mar para chegar a Europa ou a outro continente, assim como não me consta que os índios norte americanos ou sul americanos tenham feito qualquer descoberta significativa para o avanço da humanidade. Isto são constatações históricas, é racismo isto? Não é, mas prova que entre grupos étnicos uns evoluíram outros não.

    E o que estes cientistas vem dizer mas que eu acho que não deviam misturar conceitos e ser mais específicos, não deviam falar em genética, mas que há determinados grupos humanos que tem mais aptidões para umas coisas e outros para outras lá isso há, mas já não sei se é correcto ligar isto a genética e a inteligência, e dai muitos deles defenderem que os sistemas sociais e de ensino deviam ser orientados de acordo com as capacidades desses grupos e não em confronto ou exigência superior aquilo que esse grupo pode responder. Por exemplo não se pode exigir de um aluno com uma inteligência média que alcance os resultados de outro com uma inteligência superior, mas se o obrigarmos a isso o mais que podemos fazer é desmotivar esse aluno por começar a ver matérias super maçadoras, ou então se quisermos um critério igualitário vamos criar um ensino adequado pelo rebaixamento das matérias em que haja a sensação de não haver nem bons nem maus mas uma mediania.

    .

    Nós dentro da mesma etnia branca. temos inteligências diferentes há brancos mais inteligentes há pessoas com mais sucesso que outras, porque é que na humana (etnias) não podemos raciocinar assim.?

    Há aqui quem tenha dito tudo em poucas palavras “ não somos todos seres humanos?”
    É isso, direitos humanos, somos todos seres humanos com um código genético humano
    Apesar das diferenças sociológicas ou grupais apesar das inteligências diferentes
    Ninguém deve ser descriminado por causa disso ou favorecido por causa disso.
    E as politicas devem ser orientadas nesse sentido.

  64. 64 64  anonimo

    Da a impressão que estes comentários misturam politica, genética, sociologia, etnia etc. só parece que nesta discussão se safa a religião ficando de fora.
    A “raça Humana” é uma só, o que existe são etnias diferentes.
    Há apenas uma raça, a humana. O conceito de raça não é genético, mas social. Não existe o gene da raça.

    A antropologia foi responsável pela introdução do conceito de raça. Este servia para definir uma taxonomia dos grupos humanos, à qual se sobreporia a noção de etnia
    O problema estava no reconhecimento de uma noção unificada da Humanidade e, ao mesmo tempo, de diferenças culturais
    O racialismo foi mesmo utilizado para explicar as diferenças no seio de um mesmo Estado-Nação, aplicando-se a ideia de inferioridade racial a certos grupos e classes e
    foi como expressão de um desejo de classificação que a noção de raça surgiu e não como produto lógico impossível de pensamento científico puro.

    Entre os resultados práticos da noção de que a humanidade se divide em raças, e que algumas são superiores e outras inferiores, está o extermínio de 6 milhões de judeus pelos nazistas nas décadas de 1930 e 1940.

    Mas apesar de uma raça humana única da Ásia à América da Europa à África nos não somos todos “iguais” temos divisões e classificações sociológicas evidentes, culturas, educação etc. não existindo o conceito genético existe o conceito social.
    E a melhor maneira de acabar com o conceito de raças é a miscigenação.

    Mas também é verdade que dentro de cada etnia existem inteligências diferentes e em confronto com outra etnias há inteligências diferentes, ou vamos negar o conceito de inteligência.
    Há etnias que em determinados contextos históricos evoluíram e se destacaram e outras nunca o fizeram, os mesopotâmicos, os egípcios, os maias, incas, aztecas, a civilização helénica e romana, posteriormente a europeia, que se preocuparam em evoluir e transmitir essa evolução que por livros quer tecnicamente, ainda hoje os estudamos. Isto são constataçoes históricas tem a ver com que? Inteligência? Se uma pessoa se quer educar fazer mestrados pesquisas etc. equipamentos que permitam fazer isso, vai para que pontos do globo ou universidades em busca desse saber e dessa tecnologia?

    Nós europeus chegamos a África em barcos de madeira rudimentares mas já navegando em alto mar e guiando-nos pelos astros, (isto indicava e significava evolução cientifica que continuou a ser usada em sistemas de navegação) mais tarde criamos rotas comerciais com barcos já equipados com canhões. Os vikings chegaram a América, não me consta que os africanos sul saarianos alguma vez tenham pesquisado ou tentado sair do seu meio, modifica-lo significativamente, aventurando-se no mar para chegar a Europa ou a outro continente, assim como não me consta que os índios norte americanos ou sul americanos tenham feito qualquer descoberta significativa para o avanço da humanidade. Isto são constatações históricas, é racismo isto? Não é, mas prova que entre grupos étnicos uns evoluíram outros não.

    E o que estes cientistas vem dizer mas que eu acho que não deviam misturar conceitos e ser mais específicos, não deviam falar em genética, mas que há determinados grupos humanos que tem mais aptidões para umas coisas e outros para outras lá isso há, mas já não sei se é correcto ligar isto a genética e a inteligência, e dai muitos deles defenderem que os sistemas sociais e de ensino deviam ser orientados de acordo com as capacidades desses grupos e não em confronto ou exigência superior aquilo que esse grupo pode responder. Por exemplo não se pode exigir de um aluno com uma inteligência média que alcance os resultados de outro com uma inteligência superior, mas se o obrigarmos a isso o mais que podemos fazer é desmotivar esse aluno por começar a ver matérias super maçadoras, ou então se quisermos um critério igualitário vamos criar um ensino adequado pelo rebaixamento das matérias em que haja a sensação de não haver nem bons nem maus mas uma mediania.

    .

    Nós dentro da mesma etnia branca. temos inteligências diferentes há brancos mais inteligentes há pessoas com mais sucesso que outras, porque é que na humana (etnias) não podemos raciocinar assim.?

    Há aqui quem tenha dito tudo em poucas palavras “ não somos todos seres humanos?”
    É isso, direitos humanos, somos todos seres humanos com um código genético humano
    Apesar das diferenças sociológicas ou grupais apesar das inteligências diferentes
    Ninguém deve ser descriminado por causa disso ou favorecido por causa disso.
    E as politicas devem ser orientadas nesse sentido.

  65. 65 65  jms

    Pior do que ser pouco inteligente, é não saber o que fazer com a inteligência, muita ou pouca, que lhe coube em sorte. A inteligência não é um valor absoluto, o seu valor depende do uso. Quem a coloca ao serviço de interesses mesquinhos ou perversos, de preconceitos estúpidos, não passa de um idiota encartado. O que nem sempre se reconhece é que a inteligência convive lindamente com a estupidez, com a ignorância e com o preconceito. Emblemático disso mesmo é o exemplo célebre do homenzinho que usava a sua prodigiosa memória para decorar as matrículas dos automóveis que lhe passavam à frente. É nesse memorizador de matrículas que penso quando leio textos como os do Lidador ou os do Mr. Studio: meus caros, ele há tanto automóvel em Portugal, por que não experimentam?

  66. 66 66  tardes de bolonha

    Tirem-lhe o Nobel! e por que carga de razao ainda está na Fundaçao Champalimaud?!

  67. 67 67  Zèd

    Caro Lidador,

    Vamos lá a ser sérios, e intelectualmente honestos, se não se importa. Eu remeti para a Pubmed, porque a PubMed é um melhor instrumento de pesquisa bibliográfica em ciências biomédicas do que o Google. Isto não quer dizer que tudo o que se encontra lá seja uma verdade científica absoluta, até porque tal coisa não existe. Também posso dizer que o “Le Monde” e o “NYT” são melhores jornais do que o “24 Horas”, não quer dizer que subscrevo tudo o que dizem. A PubMed garante ainda menos que o Lidador seja capaz de compreender o que lá encontra. Qualquer trabalho científico, mesmo nas melhores revistas, pode ser analisado criticamente (será isso que v. chama relativizar?). Não é porque se encontra na PubMed que é inatacável. Pelo vistos v. também se esqueceu que eu além de sugerir a PubMed sugeri uma série de revistas de muito bom nível científico, logo mais credíveis. Pode parecer espantoso mas existem revistas com “peer review” melhores que outras.

    Na questão que se debate aqui, saber se faz sentido do ponto de vista genético dizer se existem raças ou não, o artigo que referiu não demonstra nem desmente. Parte apenas do princípio que existem. Não vai contra o que eu acredito nem deixa de ir, simplesmente v. é retira conclusões que o estudo não lhe permite retirar. Posso dar-lhe um exemplo: Se pegar numa amostra de portugueses e de holandeses vai encontrar diferenças entre eles. Os holandeses são seguramente mais altos, em média, e com a pele mais clara, em média, mais uma série de outras diferenças. Também poderá encontrar que os portuguses têm mais incidência de doenças cardiovasculares por exemplo. Isso faz dos holandeses e dos portugueses raças diferentes? Eu posso chamar-lhes raças no título do artigo, mas consegui prová-lo? A resposta é obviamente “Não”, consegui provar que existem diferenças entre uns e outros, e mais nada. A questão das raças não é sequer testada. O artigo que refere faz exactamente o mesmo.

    E se quiser saber os argumentos científicos pelos quais eu acho que não faz sentido falar de raças leia o artigo da Celeste Condit que eu já fiz o link num comentário anterior (http://www.ircm.qc.ca/bioethique/obsgenetique/cadrages/cadr2005/c_no24_05/ca_no24_05_01.html), e depois podemos debater sem preconceitos. Não é uma crença, há argumentos e se quiser debater leia-os primeiro.

  68. 68 68  The Studio

    Fazendo uma pequena síntese do que foi aqui discutido:

    Em favor da existência de uma significativa diferença de inteligência entre brancos e negros existe um numeroso conjunto de dados e de estudos científicos, efectuados por cientistas de renome internacional e publicados em revistas ciêntificas. E não se trata apenas de dois ou três estudos, pois nesse caso poderíamos sempre colocar em causa a ideoneidade dos cientistas envolvidos. Trata-se de um número suficientemente de artigos publicados para que a dúvida sobre a ideoneidade dos seus autores possa ser eliminada.

    Em favor de uma igualdade intelectual entre negros e brancos não foi apresentado um único estudo, um único dado estatístico, nada… acreditar é uma questão de fé. A estratégia dos defensores desta posição para além de repetir slogans (isso não conta) limitou-se a tentar lançar dúvidas sobre os estudos publicados. (E note-se, mesmo que tivessem toda a razão, isso não provariam que estariam a defender uma posição correcta.)

    Os principais “argumentos”, são os seguintes:

    a) Não existe inteligência. Mas os parâmetros segundo os quais a inteligência é medida são discutidos nos artigos bem como a sua validade.

    c) Não existem raças. É indiferente que os grupos populacionais em estudo se constituam em raças diferentes ou não. Também são curiosos os argumentos com que se defende a não existência de raças. O Zèd defende que não existem raças porque se trata de um conceito um conceito genético. Já o especialista anónimo que o precedeu, defendeu que não existem raças porque não é um conceito genético mas sim social.

    Por fim, o Zèd argumenta ainda que PubMed é um melhor instrumento de pesquisa bibliográfica em ciências biomédicas do que o Google. Bem, quanto a mim trata-se apenas de tentar lançar areia para os olhos, pois os artigos que se encontram usando o PubMed também se encontram usando o Google. O que tem que ser discutido é se um dado artigo é credível ou não, e não qual o motor de busca usado para o encontrar.

    Em conclusão, de um lado existe um sem número de dados estatísticos, estudos e artigos científicos. Do outro, existem preconceitos e chavões.

  69. 69 69  EcoQuiz

    Por algum motivo Watson cancelou todas as palestras que tinha agendadas no Reino Unido, pediu desculpa pelas afirmações que fez, garantiu não existir qualquer base científica que as justificassem e foi destituído do cargo que ocupava no laboratório de genética em que trabalhava. Ao que veio a público, toda a comunidade científica internacional repudiou o que disse.

  70. 70 70  anonimo

    (“Também são curiosos os argumentos com que se defende a não existência de raças…. Já o especialista anónimo que o precedeu, defendeu que não existem raças porque não é um conceito genético mas sim social.”)

    contra o conceito genético

    Hoje também sabemos que, como indivíduos biológicos e como
    espécie, somos definidos pelo nosso genoma, o qual é extremamente
    conservado evolucionariamente e extraordinariamente diverso.
    Conservado porque entre espécies diferentes as variações genômicas
    não são enormes: os nossos primos chimpanzés têm um genoma
    quase idêntico ao nosso, com diferença de apenas 1% em sua
    sequência. Diverso porque, em dois seres humanos escolhidos ao acaso, notamos milhões de diferenças no código genético, não importando a origem geográfica ou étnica deles. Mais de 90% dessa variação ocorre entre indivíduos e menos de 10%
    ocorre entre grupos étnicos (”raças”) diferentes. Em outras palavras,
    há apenas uma raça de Homo sapiens: a raça humana!

    Com base nesses dados, podemos derivar um paradigma genômico de
    acordo com o qual cada um de nós é um ser humano único e tão
    extremamente diferente de qualquer outro ser humano que tentar
    aglutinar as pessoas para formar grupos distintos (como, por
    exemplo, “raças humanas”) simplesmente não faz sentido do ponto de
    vista biológico. Não existem diferenças suficientes entre os distintos
    grupos étnicos para permitir dissociar os seres humanos em “raças”
    distintas. As diferenças visualizadas entre populações de diferentes
    continentes são muito pequenas e superficiais, não se reflectindo no
    genoma.

    Isso porque, subjacente a toda a enorme diversidade encontrada entre
    os seres humanos únicos, existe um genoma comum que nos difere de
    outros seres vivos na terra e nos define como uma espécie distinta
    (Homo sapiens). O compartilhamento desse genoma por todos nós é
    um facto biologicamente fundamental e extremamente importante, que
    deveria gerar um forte sentimento de fraternidade e de solidariedade
    na espécie humana.
    Quanto ao conceito de raça, o investigador de Cambridge Panagiotis Deloukas, não tem dúvidas: «o conceito de raça está ultrapassado», e que «apenas 1 por cento dos nossos genes diferem, de indíviduo para indíviduo».

    Não há na genética NADA que corrobore teses do ideário racista, porém ela tem sido, historicamente, alvo de desvios ideológicos para supostamente comprová-las

    Uma das decorrências mais importantes das pesquisas sobre o genoma humano é, indubitavelmente, a consolidação da constatação científica que geneticamente não há raças humanas. A genética molecular pré pesquisas do genoma humano afirma que considerando-se o DNA como o material hereditário e o gene como unidade de análise biológica é impossível dizer se estas estruturas pertencem a uma pessoa negra, branca ou amarela
    Luca Cavalli-Sforza, em “A geografia dos genes”(1995), no fundamental prova que a diversidade genética humana é tão incomensurável que é impossível cientificamente falar-se em raças humanas. Recentes pesquisas evidenciam que a espécie humana (Homo sapiens) é uma só e que dentro da espécie a variabilidade genética impõe, como o padrão de normalidade da natureza, a realidade de que cada ser humano é geneticamente único
    O racismo repousa, pois, sobre uma mentira

    Porque digo construção social

    A biologia do século XIX considerava as raças humanas como o aspecto fundamental explicando as diferenças entre os povos. Naquele momento do desenvolvimento científico, classificava-se os seres humanos, da mesma maneira pela qual são classificados os animais domésticos, segundo raças, como as de equinos, bovinos, cães, etc

    Havia uma hierarquia evolutiva de “raças humanas”,que situava no
    seu topo a “raça”branca nórdica, colocava em uma situação intermediária, os morenos mediterrâneos e no nível inferior, os negros, os asiáticos e os ameríndios. Associava-se “raça” a formas culturais e a maneiras de pensar. A ciência, desta forma, tentava justificar a expansão colonial europeia, a escravidão e o genocídio das populações militarmente subjugadas
    Um dos desdobramentos políticos e jurídicos dessa visão supostamente científica foi o nazismo na Alemanha da primeira metade do século XX
    Usa-se, ainda, de acordo com a biologia do século XIX, o critério da cor da pele para a identificação das pessoas segundo “raças”.Assim existiriam as “raças”branca, negra e amarela. Ora, do ponto de vista da genética actual, tanto se poderia usar a cor da pele, como qualquer outro traço para se distinguir as pessoas. Poder-se-ia, por exemplo, usar a altura média das população, a cor dos olhos ou dos cabelos. Haveria, portanto, milhares de raças, chegando-se, até mesmo, à possibilidade de uma “raça”por indivíduo, pois a escolha dos critérios distintivos é absolutamente arbitrária. O facto, é que, do ponto de vista genético, o ser humano é só um, sendo extraordinariamente diminuta a distância entre as populações
    Daí que antropólogos prefiram usar o conceito de “etnia”ao invés do de “raça”.Não obstante, o conceito de “raça”,enquanto construção social, é utilizado no quotidiano e tem efeitos na vida social. Serve para estigmatizar e fazer discriminação entre pessoas
    Enquanto construção social, a cor da pele é, apenas, um critério dentre outros, arbitrariamente escolhido, para a classificação étnica. Em certos contextos, mais importante do que a cor da pele é a religião.

  71. 71 71  Sebastião Dias

    The Studio, respondá lá à questão que lhe coloquei e que insiste em ignorar. É que estou cheio de vontade de comprovar pelas suas palavras aquilo que penso sobre si…

  72. 72 72  Lidador

    [Enquanto construção social, a cor da pele é, apenas, um critério ...]

    A côr da pele é uma “construção social”?
    E eu que julgava que tinha a ver com a química e a física…

    De resto caro anónimo, dou de barato que não queira chamar raças aos grupos humanos visívelmente diferentes.

    Passemos então à frente…o que os estudos demonstram é que há grupos humanos melhores que outros em certas coisas.

    Por exemnplo, os testes de QI são mais favoráveis para o grupo humano genericamente identificado pela pele amarelada e olhos amendoados.

    E testes físicos PROVAM que o grupo humano caracterizado por maior concentração de melanina na pele, tem melhores performances , por exemplo, nas corridas de velocidade pura.

  73. 73 73  Daniel Oliveira

    Lidador, compreenderá que as diferenças físicas podem explicar diferenças nas capacidades físicas. Isso é muito diferente de explicarem diferenças nas capacidades intelectuais. Apanha isto, não apanha?

    Insito, não existem raças. Isso é um termo sem nenhum rigor científico.

  74. 74