O Rui Bebiano compara este bando aos Sete Magníficos, de John Sturges, uma revisão mais ou menos bem sucedida d’Os Sete Samurais, de Kurosawa. Falar de pistoleiros e coboiadas faz todo o sentido num blogue de política aberto a comentários. Sendo assim, eu posso tentar ser aqui alguém que é de outros filmes mas caminha pelos mesmos territórios: o Caine de Kung Fu, suficientemente distante para não levar um tiro mas com a presença de espírito suficiente para aplicar uns bons golpes, se necessário. Curiosamente, estas referências cinematográficas completaram o círculo e levaram-me à ideia que eu tinha tido para o primeiro texto neste blogue: falar de As Vinhas da Ira, de John Ford, filme excepcional que adapta o romance homónimo de John Steinbeck, uma obra que é um manifesto de esquerda, uma belíssima elegia à vontade humana e uma reflexão sobre o espírito americano. Neste filme, um dos secundários é John Carradine, pai de David/Caine, o futuro actor ressuscitado por Quentin Tarantino em Kill Bill - tal como Kung Fu, um western disfarçado de filme de artes marciais.

O esforço individual como embrião de uma vontade colectiva, é a mensagem do filme de Ford; coboiadas à parte, vai ser sobretudo esse, o meu contributo.


5 respostas ao post “O velho Oeste”  

  1. 1 1  lmdoliveira

    E porque não de quando em vez um western spaghetti?

    [Responder]

  2. 2 2  Antonio Cunha

    Tarantino é um “méistre”

    [Responder]

  3. 3 3  allen

    Foste meigo, Sérgio, uma revisão, diga-se, muito mal sucedida.

    Começa antes com Leone, que tratava muito melhor as mulheres (sem ser feminista) e os cavalos.

    [Responder]

  4. 4 4  Sérgio Lavos

    Fui meigo, fui, o filme não é grande coisa. Mas se falasse de Leone, eram só três. E eu seria quem? O bom, o mau ou o vilão?

    [Responder]

  5. 5 5  allen

    O Harmónica, Sérgio.

    [Responder]

Leave a Reply