O Rui Bebiano compara este bando aos Sete Magníficos, de John Sturges, uma revisão mais ou menos bem sucedida d’Os Sete Samurais, de Kurosawa. Falar de pistoleiros e coboiadas faz todo o sentido num blogue de política aberto a comentários. Sendo assim, eu posso tentar ser aqui alguém que é de outros filmes mas caminha pelos mesmos territórios: o Caine de Kung Fu, suficientemente distante para não levar um tiro mas com a presença de espírito suficiente para aplicar uns bons golpes, se necessário. Curiosamente, estas referências cinematográficas completaram o círculo e levaram-me à ideia que eu tinha tido para o primeiro texto neste blogue: falar de As Vinhas da Ira, de John Ford, filme excepcional que adapta o romance homónimo de John Steinbeck, uma obra que é um manifesto de esquerda, uma belíssima elegia à vontade humana e uma reflexão sobre o espírito americano. Neste filme, um dos secundários é John Carradine, pai de David/Caine, o futuro actor ressuscitado por Quentin Tarantino em Kill Bill - tal como Kung Fu, um western disfarçado de filme de artes marciais.
O esforço individual como embrião de uma vontade colectiva, é a mensagem do filme de Ford; coboiadas à parte, vai ser sobretudo esse, o meu contributo.
5 comentários 8 Jan 10 em Cinema




E porque não de quando em vez um western spaghetti?
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Tarantino é um “méistre”
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Foste meigo, Sérgio, uma revisão, diga-se, muito mal sucedida.
Começa antes com Leone, que tratava muito melhor as mulheres (sem ser feminista) e os cavalos.
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Fui meigo, fui, o filme não é grande coisa. Mas se falasse de Leone, eram só três. E eu seria quem? O bom, o mau ou o vilão?
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O Harmónica, Sérgio.
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