O Diogo acha que é por isto que eu apoio Obama. Saudades da Союз Советских Социалистических Республик (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, para os que, ao contrário de mim, não aprenderam a escrever em russo com cinco anos de idade).
As minhas razões são mais pequenas, com menos ambição. Mas entendo os medos do Diogo. Ele vive em pânico com o socialismo. Vê-o em todo o lado, debaixo de cada pedra, escondido em cada alçapão. Aliás, ele, como nós, vive num continente onde resistem vários estados bolcheviques. Serviço de saúde público e universal, educação universal e gratuita, Estado Providência. Tenham medo, muito medo! Não queiram viver sobre a opressão destes monstros. Não vêem finlandeses, suecos e dinamarqueses a tentar saltar a fronteira e a pedir asilo aos EUA? Cuidado com o a ditadura socialista e com os tenebrosos projectos de Josef Hussein Obama e Vladimira Rodham Clinton.
Por Daniel Oliveira 15 Fev 08 em Comunismo, EUA, Saúde


O que vai doer mesmo ao Diogo é que os gringos que votarem no Obama não o farão “apesar” da socialezed medicine, mas sim “por causa” da socialized medicine.
Perceber isto, caso o Obama ganhe, vai ser como uma mini-queda do Muro…
Daniel Oliveira, não me leve a mal, mas a ideia de responder a esse post do 31 da armada parece-me descer muito baixo. O post original é de uma estupidez colérica.
“Estupidez colérica”. Hmmm… Estava aqui a ver se faz algum sentido - mas em todo o caso irei apontar o vocábulo no meu bloco de notas.
Curioso… eu apoio o Obama, entre outras coisas, por causa disto:
What Makes Obama Run?
Lawyer, teacher, philanthropist, and author Barack Obama doesn’t need another career. But he’s entering politics to get back to his true passion–community organization.
By Hank De Zutter
December 8, 1995 http://www.chicagoreader.com/obama/951208/
Note-se a data (Dezembro 1995), que na altura ainda não ocupava qualquer cargo público (não tinha sido sequer eleito para o senado estadual, onde esteve por 8 anos), e que as suas posições são mais do que levemente consistentes com as que defende hoje, 13 anos depois, enquanto candidato à presidência.
O novo anúncio eleitoral de Obama no Wisconsin, abre com uma citação do ex-Secretário do Trabalho de Bill Clinton a dizer que o plano de saúde de Obama é mais universal que o de “Billary” Clinton. A “healthcare” ou “medicare” como se preferir, é um tema central desta campanha. Ainda mais no Wisconsin, estado de fortes tradições de esquerda, tendo sido um dos poucos Estados em que o antigo Partido Socialista norte-americano ainda tinha “mayors” eleitos durante os anos 60/70.
Irei também comentar no 31 da armada, mas começo por aqui.
Julgo que cada nação é livre de escolher os seus modelos, embora isso nos retire o direito à nossa opinião.
Embora me custe muito que uma nação permita que seus cidadãos morram por motivos de saude quando têm capacidade de os ajudar, julgo que roça o criminoso advogar um sistema idêntico em Portugal, país em que habito e sou cidadão. Quer seja pelo principio (julgo que é nosso dever ajudar os nosso concidadãos) quer pela estupidez que a opção do modelo americano implica.
O tempo tem esse condão: permite reflectir sobre os resultados de determinada opção. A opção americana, como o tempo provou, é a pior a nível social e económico. O Sistema Social americano é mais dispendioso que o nosso modelo. E porquê? Porque é principalmente correctivo e não preventivo. A sociedade americana acaba por gastar mais dinheiro pois existe uma tendência com aquele modelo de adiar uma intervenção/consulta até que seja um problema demasiado grave. Enquanto o nosso modelo permite prevenir e assim não cair numa doença mais grave e mais dispendiosa.
Bom, estúpido ainda posso ser mas, colérico parece-me manifestamente exagerado.
Como disclaimer - e está visto que é necessário - eu, que não sou sequer um liberal, não “apoio” este vídeo que, aliás, é uma brincadeira em si. Além de que, penso, seria indiferente para todos a minha posição.
No entanto, aproveito para escrever que, parece-me que todos desconhecemos como será uma presidência Obama. Mas, a nível internacional, sabemos que é de um profundo isolacionismo, tendo dito que os EUA não se devem meter nos assuntos dos outros países, mesmo em questões de direitos humanos.
Ora, esta era a posição clássica dos republicanos (a Big Army that doesn’t go anywhere), oposta à de Billary Clinton (Jugoslavia, Somália, por exemplo) e dos democratas em geral.
O único medo que tenho, em relação à sua - provável?- presidência, é este. Para mim, os EUA fazem falta num mundo em que as futuras outras super-potências não são, propriamente, exemplos de democracia.
Já agora, Daniel:
“em todo o lado, debaixo de cada pedra, escondido em cada alçapão.”
Boa retórica. Também andas a aprender com o Ted Sorensen?
Um abraço (dentro das possibilidades de quem vive em pânico!)
um programa de rádio muito catita que o Daniel Oliveira irá, certamente, adorar: http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2008/02/podcast-2.html
cumprimentos
http://www.youtube.com/watch?v=BEBneoHNekI
Caro daniel, um video a ver ! abraço!
BENTO X
ai que o diogo descobriu-nos a careca ….
Diogo, eu percebi que era brincadeira. E respondi-te no mesmo registo: não, eu não aprendi russo aos cinco anos. Mas a brincar, eu e tu, vamos dizendo coisas sérias. Não em relação ao russo, claro.
Sr. Daniel Oliveira, diria que Barack Obama é de tão grande vulto que, nem a sua simpatia por ele, belisca a minha vontade enorme de o ver como Presidente desse país fantástico que dá pelo nome de Estados Unidos da America!
RA, fico contente por ser tão importante para si. E aliviado por não ser tão importante que as minhas preferências decidam as suas.
Já agora…
Estive a ler no 31 da Armada uma homenagem a Gaspar Castelo-Branco. Gostei de saber que por volta de 1986 havia em lugares de responsabilidade portugueses com aquela qualidade. Imaginar que em menos de 20 anos fomos capazes de gerar um Durão Barroso, só me vem à cabeça uma palavra: DECADÊNCIA
A direita americana está tão incomodada com Obama que até já o chama de “socialista”. Ver reportagem em: http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/us_elections/article3382313.ece