
Ao ler a história do Muro de Berlim vista pelo jornal “Avante!” percebemos porque não há futuro para alguma esquerda enquanto não perceber o passado.
Por Daniel Oliveira 18 Nov 07 em Comunismo, Direitos Humanos, História, Rússia
Ao ler a história do Muro de Berlim vista pelo jornal “Avante!” percebemos porque não há futuro para alguma esquerda enquanto não perceber o passado.
Por Daniel Oliveira 18 Nov 07 em Comunismo, Direitos Humanos, História, Rússia
Sou um ex: militante do PCP, saí (expulso administrativamente)em 2004 e pelo que constatei a maioria dos militates são ultra-ortodoxos com saudades da URSS e não é por acaso que o novo SG tem tido sucesso eleitoral.
O PCP (m-l)em Portugal assim com esta linha obreirista está longe de desaparecer pelo contrário.
Os Antónios Filipes são muito poucos e dentro em breve sairão.
Nao sei porque ainda perde tempo a ler o que aqueles tipos escrevem… É um atentado a inteligencia!!!
11 DE NOVEMBRO DE 2007 - 05h27
92% dos alemães orientais preferem o comunismo no país
Para marcar a data da queda do Muro de Berlim, o Der Spiegel fez uma pesquisa, divulgada neste sábado (10), com mil alemães que cresceram nos dois lados do país dividido até 9 de novembro de 1989. A conclusão, para desespero do semanário alemão, é que, mesmo depois de 18 anos da queda do muro, 92% dos germânicos orientais, de 35 a 50 anos, ainda preferem o regime comunista ao capitalista. Já 60% dos jovens, de 14 a 24 anos que moram no Leste, lamentam que nada tenha restado do comunismo na sua pátria.
Por Carla Santos
Filme tem como pano de fundo o dilema da reunficação
Junto com a TNS Forschung, o Spiegel fez a pesquisa com duas gerações distintas de alemães orientais e ocidentais com o objetivo de obter um retrato dos resultados da unificação na psique nacional. A conclusão é que o muro ideológico ainda permanece nas mentes alemãs, quase duas décadas após a reunificação.
Foram entrevistadas 500 jovens na faixa etária de 14 a 24 anos e seus 500 pais na faixa de 35 a 50 anos. A primeira, tinha no máximo seis anos quando o muro caiu e, evidentemente, possui uma experiência temporal menor do período em que o país estava dividido pela Guerra Fria.
Já a segunda geração tinha pelo menos 17 anos, e no máximo 32, quando ocorreu a debacle do muro. O método da pesquisa constatou que praticamente não há diferenças entre as gerações mais jovens e mais velhas na sua forma de pensar a reunificação.
Socialismo, uma boa idéia
As maiores diferenças na pesquisa aparecem quando os entrevistados orientais e ocidentais compartilham suas opiniões sobre a vida na antiga Alemanha Oriental. O Estado comunista recebe notas muito mais altas dos que moram no Leste com relação aos que moram no Oeste.
Dos alemães orientais de 35 a 50 anos, 92% acreditam que um dos maiores atributos da antiga Alemanha Oriental foi sua rede de segurança social; 47% dos jovens no Leste também pensam assim. No item ”padrão de vida”, os jovens do Leste avaliam a Alemanha comunista de maneira ainda mais positiva que seus país.
Por outro lado, apenas 26% dos jovens ocidentais e 48% dos seus pais expressaram a opinião que a Alemanha Oriental tinha um sistema mais forte de bem estar social comparado com o de hoje.
Os alemães orientais também estão menos satisfeitos e menos otimistas com sua situação do que os que vivem nos Estados que compunham a antiga Alemanha Ocidental. Eles estão muito menos convencidos das virtudes do capitalismo do que seus colegas ocidentais. Muitos acreditam que o socialismo é uma boa idéia que simplesmente não foi bem implementada no passado.
Contudo, apesar da nostalgia pela Alemanha Oriental, a maior parte dos alemães orientais diz que preferiria morar no Oeste, caso um novo Muro de Berlim fosse construído hoje. O que não é de todo contraditório, já que durante a Guerra Fria, com o apoio de todo tipo dos EUA ao Oeste, e também todo tipo de boicote ao Leste, a Alemanha Ocidental oferecia muito mais riqueza, ainda que com alguma desigualdade, do que a Oriental.
Identidades diferentes
Os dados da pesquisa revelam que as diferenças ideológicas se refletem na identidade de cada grupo, já que 67% dos jovens alemães, e 82% de seus pais, orientais e ocidentais não sentem que possuem as mesmas identidades.
Quanto tempo, entretanto, levará para a Alemanha se unificar ideologicamente? Para 25% dos jovens alemães ocidentais, e só 5% dos orientais, ”não levará mais do que cinco outros anos”. Apenas 12% e 4%, respectivamente, de pais concordaram com os filhos.
Muitos jovens alemães orientais vêem a Alemanha de hoje como um lugar onde seus pais têm dificuldades para encontrar um caminho. Apesar da geração mais nova praticamente não ter vivenciado a vida sob o socialismo, o compartilhar das lembranças, opiniões e histórias de seus pais naturalmente os influênciam.
Jovens pensam como seus pais
Esta talvez seja a explicação - que os comentários do Spieguel tentam manipular a favor do Oeste - para que os jovens alemães do Leste vejam a antiga Alemanha Oriental sob uma luz mais otimista do que seus compatriotas no Oeste, e vice-versa.
”É uma opinião [as dos jovens da Alemanha Oriental] de lentes cor-de-rosa, que vê uma Alemanha Oriental com emprego para todos, creches para todas as crianças e um sistema de bem estar social que acompanhava o cidadão do berço ao túmulo. É claro, essa geração não foi exposta aos aspectos negativos da vida sob o domínio comunista - como filas de comida e repressão da polícia”, argumenta o Spiguel.
Porém, a pesquisa indica que o mesmo argumento de ”lentes cor-de-rosa” para desqualificar a opinião dos jovens do Leste, sobre a Alemanha Oriental, também serve aos jovens do Oeste, com relação a Alemanha Ocidental, com pelo menos um ponto de vantagem para os primeiros. Quem viveu a Alemanha comunista agora está vivendo a capitalista, enquanto que o inverso não foi possível.
Tiro no pé
Como toda manipulação não se sustenta por muito tempo, o próprio Spiguel é obrigado a admitir a realidade, um verdadeiro tiro no pé, no último parágrafo da matéria que noticiou a pesquisa neste sábado.
”Ainda assim, os sentimentos positivos para certos aspectos da antiga Alemanha Oriental continuam altos. Dos jovens alemães orientais entrevistados, 60% disseram que achavam ruim que nada tivesse restado das coisas que se podiam orgulhar da Alemanha Oriental”.
Os resultados da pesquisa fazem lembrar o seriado alemão que - devido ao imenso sucesso no país - virou filme lançado em 2003, chamado Adeus, Lênin!, do diretor alemão Wolfgang Becker.
”Adeus, Lênin!”
No longa, Christiane Becker (Kathrin Sa), que mora na então Alemanha comunista, é abandonada pelo marido, tendo que criar seus dois filhos, Alexander (Daniel Brühl) e Ariane (Maria Simon), sozinha.
Uma vez recuperada do trauma da separação, Christiane torna-se uma cidadã ativa e exemplar, transformando o país em um substituto de seu marido, abraçando assim, o ideal comunista.
Mas ao ver Alexander participando de uma revolta anti-socialista, ela fica gravemente doente e acaba entrando num longo coma que a faz dormir durante a queda do Muro de Berlim e a adaptação ao capitalismo de sua Alemanha Oriental.
Ela acorda do coma, mas frágil demais para se deparar com o choque das mudanças do mundo ao seu redor. Comovido, Alexander precisa forjar a vitória da ideologia do comunismo e sapatear para criar a ilusão na mãe de que nada mudou.
Socialismo vivo
Quatro anos após o lançamento do filme, que teve como pano de fundo o dilema da reunificação sob a égide capitalita com o fim da Guerra Fria, a pesquisa reafirma que o ideal comunista não morrerá tão cedo nos corações dos alemães que viveram as primeiras experiências mais duradouras do regime no mundo.
A manifestação com 50 mil pessoas pessoas em Moscou (Rússia), no último dia 7 de novembro, por ocasião das comemorações dos 90 anos da Revolução Russa, é apenas mais uma fotagrafia do quanto por lá esse sentimento continua extremamente vivo.
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=28121
Enfim, quando a cabecinha não quer deixar entrar aquilo que, por sinal, é verdade, só posso dizer que os comunas são mais dogmáticos que a igreja católica. Jesus, e dizem cada barbaridade.
E na Coreira do Norte tambem pulam de contente.
Os comunistas (não só os comunistas,todos os que se entregam a paixões ) não vêm a realidade e nada há a fazer.
Ainda esta tarde estive com um amigo de infância que jura a pés juntos que o comunismo é o paraíso.
Mas este neo-liberalismo tambem não nos leva a lado nenhum!
Talvez se engane senhor daniel, talvez quem não tenha futuro seja essa esquerda social democrata, que repete a história que a direita lhe conta.
Essa esquerda é que não tem muito futuro!
Ou seja, quem não defende o muro de Berlim está feito com a direita, senhor A.O.? É isso?
Luis, depois do seu habitual copy/paste, fica-me a dúvida: porque não tem isso tradução nas urnas? Fraude eleitoral? É que o antigo PDS hoje Partido da Esquerda (que está longíssimo de defender a sua posição e a do Avante) não tem tão surpreendente resultado. Essa gente vota também CDU. Coisa estranha, não lhe parece?
Caso alguém queira ler o artigo do Spiegel mencionado anteriormente, está em
http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,516472,00.html. Claro que há uns pormenores que a máquina da propaganda não traduziu, provavelmente devido a uma ordem superior.
É engraçado que os “comunistas de oeste” nunca tenham vivido num país comunista a sério (imagino sem ser mais que umas semanas, a convite do partido). Eu também não vivi, mas gostava de dar 2 exemplos curtos do que se nota na Alemanha, que talvez possam dar uma representação parcial do geral:
- uns primos da minha namorada (um casal dos seus 60+ anos) são de Leipzig, e viveram lá toda a sua vida. Claro está, dentro e fora da cortina. Assim que a cortina se abriu, este casal normal começou a viajar pelo mundo, e já passaram férias em vários países de áfrica, ásia, e por aí adiante. Que eu saiba, eles não se arrependem de finalmente lhes ser dada a possibilidade de ver o mundo com os seus próprios olhos (algo que era impossível anteriormente).
- para ver o resultado do comunismo na prática, dêem um passeio pela Karl-Marx-Allee em Berlim (inicialmente chamada Stalinallee). Pode-se ver como a façada é bastante bonita, mas passando para o lado de trás vê-se como grande parte dos azulejos caíram. Este foi o resultado de uma construção apressada, que serviria mais para efeito do estado que para servir o povo: as (boas) moradias não eram dadas aos trabalhadores, mas a membros do partido. E a função da avenida não era circular o trânsito, mas de fazer paradas do exército.
Aliás, a renda do meu apartamento (paralelo à avenida mencionada), construído depois de 1973 é mais barata que a renda de um apartamento “normal” contruído entre 1919-1949 (e isso nota-se na qualidade dos materiais).
Enfim, se estes comunistas saudosos tivessem hoje em dia que estar várias horas na bicha para o pão, leite ou ovos achariam um escândalo. Mas fazer o mesmo há (poucas) décadas atrás em países de leste era o resultado do progresso e dos ideais do povo.
Quanto à ideia no avante que o muro servia para travar a emigração do leste para o oeste, o que é que se há-de dizer…..
Daniel, creio que é um pouco mais do que não perceber o passado. È cegueira política e teimosia, mas não é incompreensão.
Fiz-te um link, com a certeza que sou um bocado menos “benevolente” do que tu. :)))
Quando o artigo reconhece que o Estado leste alemão teve que construir o Muro para impedir as saídas…o autor sabe que isso tem um nome.E percebe isso.
Gostava de perguntar se o Daniel tiver de se referir a um daqueles artigos de opinião no Esquerda.Net cita o nome do autor ou diz que é o Esquerda.net que afirma.
Agora, para este efeito,nem interessa o assunto, interessa que pelos vistos o Daniel Oliveira ainda não entendeu que até no Avante artigos assinados não responsabilizam necessariamente nem o jornal nem o PCP.
E acredite que lá no Avante! não há esse infernal controlo de cada linha que sai assinada individualmente.
Quanto à questão de fundo, se o Daniel procurar certamene encontrará na NET uma fotografia histórica em que numa das crises de Berlim (antes do Muro)um tanque Sherman dos EUA está adiantado 20 metros em relação à linha de fronteira.
Talvez isso lhe dê uma ideia da tensão que o mundo viveu antes do Muro.
E talvez algum dia o Daniel tenha ao menos um bocadinho de compreensão sobre o bico-de obra que é a fronteira entre dois estados passar pelo meio de uma cidade.
Pergunto onde está o meu comentário que já esteve aqui publicado mas desapareceu.
Pela segunda vez volto a perguntar porque desapareceu o meu comentário que chegou a ser publicado.
Porra! Passam-se os dias, é a terceira vez que pergunto pelo meu comentário (que já cá esteve) e nada, nem essa pergunta aparece !.
Também não admira:estão anunciados 12 comentários e só cá estão nove !.
Ó Daniel eu sei que isto de gerir comentários dá trabalho, mas comece pelos mais antigos que é a cronologia certa.
Ou não será ?
Porra, leonor, o seu comentário está publicadíssimo. Leia as instruções na caixa de comentários.