Todos se devem lembrar: quando tinha 6 anos Elián González foi o único sobrevivente de um grupo de balseros cubanos. Tinha viajado com a sua mãe, que morreu na viagem. Chegado aos EUA foi entregue a uns tios-avós. Como é natural, o pai (com o apoio das avós materna e paterna), que estava em Cuba, quis que o seu filho regressasse. A mãe levara-o para o EUA sem o seu conhecimento. Mas comunidade cubana em Miami transformou Elián num símbolo político, sequestrando-o. Mostrou assim um absoluto desprezo pelo direito daquela criança a ter um pai. Elián foi um instrumento mas lá acabou por regressar a Cuba, depois de um resgate policial.
Esta semana, com 14 anos, Elián González ingressou, com mais 18 mil jovens, na Juventude Comunista. Foi um dos oradores numa homenagem a Che Guevara. O responsável pelos pioneiros disse que a entrega do cartão de militante a Elián “tem grande simbolismo para a família cubana” e fez-se saber que Fidel Castro pedira aos professores para transformá-lo numa «criança modelo». Para mostrar ao Mundo, claro. Elián González não é uma criança. É uma vitória para uns e uma derrota para outros.
Por Daniel Oliveira 16 Jun 08 em Crianças, Cuba, EUA






Pois e , isto de ser criança nao mesmo nada facil.
Nunca e mas ha sempre ocasioes em que e muito pior e este exemplo e ilustrativo.
A verdade e que no caso de Elian se a mae falhou, o pai nao se portou melhor e a criança acabou sem pai nem mae , tendo apenas o estado todo poderoso que e claro , se apressou a dar-lhe a volta ao miolo para fazer dele exemplo a todos os niveis esquecendo que a cada dia que passar se ira transformando num exemplo cada vez mais amargo.
Sao as coisas da vida .
Ou melhor dizendo as coisas dos ditadores que mesmo tendo a partida criado uma aureola simpatica como no caso de fidel , depressa se mostraram ao mundo como incapazes de aceitar diferenças e opinioes.
Neste caso do Elian nao e tudo mau , pelo menos ao que parece esta vivi e de boa saude.Enfim.
Daniel,
Gostava de saber que fonte é que usaste para escrever este post, principalmente qual é a base para esta afirmação:
- “…Fidel Castro pedira aos professores para transformá-lo numa «criança modelo».”
É claro que o miúdo tinha direito a ter um pai. Mas um pai que o mete nos “pioneiros”, e que permite que aos 14 anos, já seja membro de um partido político (seja ele qual for), é que me parece que não tem direito a ter um filho.
É como aqueles pais que ‘baptizam’os filhos com os ratos mickeys que estão a ‘ dar’ no momento. E como aquele jotinha candidato ao lugar do Menezes que já nem ma lembra o nome dele.
A fonte deve ser a mesma de sempre e fiável of course:a CIA, esse órgão democrático!
Não é melhor se preocupar com as crianças que dormem na rua?Ah!é em países de mercado livre,portanto, não é politicamente correcto falar nisso.É mais in dar porrada a Cuba que como sabemos só tem 1 partido em vez de 2 como na democrática USA e,em q os trabalhadores não tem media nas mãos,tirando The Nation,MR e mais qq coisinha.
isabel: que coisa parva. eu entrei para uma juventude partidária aos 13 e não acho que por isso os meus pais não tivessem o direito a ter-me.
Coisas de uma ditadura. Tudo serve para levar a água ao moinho. Este puto teve serte por ser mediático, porque os que não o são passam mal.
“A verdade e que no caso de Elian se a mae falhou, o pai nao se portou melhor e a criança acabou sem pai nem mae” (Maria-13:12)
Que eu saiba, a mãe naufragou e morreu afogada. O pai, que não sabia que a mulher tinha fugido com o filho, fez tudo o que pôde para voltar a tê-lo consigo, o que acabou por conseguir…
Realmente, cara Maria, a sua opinião é tão legítima quanto extraordinária!
Cara Isabel Coutinho
Acho que irei lembrar-me desse “princípio” de todas as vezes que vir escuteiros…
Eu sei… eu sei, que os escuteiros não são um partido e que os “ensinamentos” de direita mais reaccionários que lhes impingem vem à conversa sempre, sei lá… por acaso.
….”mas lá acabou por regressar a Cuba, depois de um resgate policial…..” Seria mais correcto dizer por ordem do Tribunal!!
Isto demonstra que nos EUA os Tribunais são verdadeiramente Poder Judicial e não se conseguem instrumentalizar politicamente…o mesmo não sei se poderemos dizer de Cuba!!!
Também aqui em Portugal muitos jovens entram para as juventudes partidárias muito cedo. Eu entrei com 13 anos na JCP e não fui colocado lá por ninguêm, fui eu mesmo pelo meu proprio pé. O Daniel também sei que militou na JCP e era bem novinho, que eu lembro-me. Por isso essa história de estarem a dizer que com 14 é uma imposição é uma treta. Aqui na Europa vai-se de livre vontade em Cuba é imposto. Estou-me a lembrar de outros dois do meu tempo que deveriam ter a mesma idade que eu quando entraram para as respectivas juventudes, o Pedro Paços Coelho na JSD e o António José Seguro do PS.
Orlando, antes de mais, eu entrei na JCP numa democracia, onde a JCP não era uma juventude de regime. Mas o problema, se percebeu o meu texto, não foi o rapaz entrar na Juventude Comunista. Foi a explicação de que queriam fazer dele uma criança exemplar e trata-lo como uma mascote.
Samuel
16 Jun 2008 às 23:58
“A verdade e que no caso de Elian se a mae falhou, o pai nao se portou melhor e a criança acabou sem pai nem mae” (Maria-13:12)
Que eu saiba, a mãe naufragou e morreu afogada. O pai, que não sabia que a mulher tinha fugido com o filho, fez tudo o que pôde para voltar a tê-lo consigo, o que acabou por conseguir…
Realmente, cara Maria, a sua opinião é tão legítima quanto extraordinária!
Samuel,
E de facto uma opiniao legitima a minha.
Nao sei se e extraordordinaria.
Quanto ao pai de Elian.
De facto fez tudo o que pode.
De pior.
maria:
de pior?
antes viver numa ditadura assumida com o meu pai do que na wonderland dos hamburgers sem ele! o que há d tão anormal em um pai querer que o filho órfão cresca consigo?
esta gente só pensa em dinheiro, é doentio!
mariana
17 Jun 2008 às 14:27
maria:
de pior?
antes viver numa ditadura assumida com o meu pai do que na wonderland dos hamburgers sem ele! o que há d tão anormal em um pai querer que o filho órfão cresca consigo?
esta gente só pensa em dinheiro, é doentio!
mariana,
Nem maria nem esta gente.
O meu nome e Maria Henriques e nunca me refugio no anonimato para exercer a minha opiniao.
Esteja em desacordo a sua vontade, mas tente ser mais bem educada, porque a boa educaçao , que eu saiba nunca fez mal a ninguem.
Quanto ao topico
Entendo que o modo como aquela criança foi retirada a familia da mae nao podia ter sido pior.Nao neguei direitos paternais nego isso sim a violencia com que o direito foi posto em acçao.
Tambem nao gosto da ideia de criancinhas postas a serviço de regimes politicos, sejam eles quais forem.
E a minha opiniao nao precisei de faltar ao respeito a ninguem para a expressar.
Quanto ao dinheiro se acha que e uma fonte de mal viva sem ele se conseguir . Nao tenho nada com isso.
Havana. 16 de Junho de 2008
Elián González ingressa na União dos Jovens Comunistas
• ELIÁN González foi um dos 18 mil estudantes da ensino médio que ingressaram na União dos Jovens Comunistas (UJC) num ato para a entrega da carteirinha dos tantos que se realizaram em todo o país, em 14 de junho.
Elián, com um de seus colegas, no ato onde recebeu a carteirinha da UJC, neste 14 de junho
Elián, com um de seus colegas,
no ato onde recebeu a carteirinha da
UJC, neste 14 de junho
Dizemos ao líder da Revolução, Fidel Castro, e ao presidente Raúl Castro que com esta aguerrida tropa podem contar, que continuaremos seu exemplo e jamais vamos decepcioná-los, afirmou Elián em declarações citadas pelo jornal Juventud Rebelde.
“Apesar de ser para nós um motivo de alegria, sabemos também que assumimos uma grande responsabilidade e que temos grandes desafios perante nós em cada escola onde continuemos os estudos, para sermos os homens preparados de que necessita a pátria”, assegurou.
“Receber a carteirinha da UJC é um compromisso para continuar, com esforço e entrega, a obra que forjaram para nós o líder independentista Antonio Maceo e o guerrilheiro argentino-cubano Ernesto Che Guevara”, apontou.
Uma de nossas tarefas principais, continuou, será o reclamo de justiça para os Cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, René González e Fernando González foram presos há quase uma década quando alertavam seu país de planos violentos de organizações anticubanas radicadas no sul da Flórida.
“Elián é um jovem deste tempo, exemplar e modesto, alegre e responsável como outros da massa juvenil de toda a Ilha”, ressaltou a presidenta da Organização dos Pioneiros José Martí, Miriam Yanet Martín.
“Este momento tem um simbolismo especial”, assinalou a dirigente da organização que reúne os estudantes dos ensinos fundamental e médio ao referir-se ao ingresso de 18 mil jovens cubanos na UJC.
“Por sua liberdade, quando era um garoto de seis anos seqüestrado pela máfia de Miami e reclamado por seu pai em terra cubana, levantou-se todo um povo, desde os pioneiros até os mais idosos”, lembrou Martín.
“Desse reclamo nasceu a Batalha das Idéias, que não foi apenas por ele, mas por todas as crianças cubanas”, acrescentou.
Ele, agora adolescente, foi objeto de disputa entre Cuba e os Estados Unidos em 1999, quando sua mãe o levou para esse país numa travessia ilegal por mar na qual perdeu a vida.
O menino foi resgatado pelas tropas guarda-costas norte-americanos e entregue a parentes distantes em Miami, que o retiveram com o apoio da máfia anexionista e da extrema direita desse país, que utilizaram o dramático fato para desatar uma das tantas campanhas contra o prestígio da Revolução.
Desde aquela época, as autoridades cubanas, a pedido do pai, Juan Miguel González, reclamaram sua devolução, que foi conseguida em junho de 2000, após mobilizações em massa de protesto na Ilha e noutras partes do mundo, inclusive nos EUA.
Após terminar o ensino médio, Elián entrará em setembro próximo na escola militar Camilo Cienfuegos, conhecida popularmente como Los Camilitos:
“É o menos que pode fazer alguém como eu, que deve tanto a este povo e à Revolução: preparar-se bem, muito bem, para defendê-los em qualquer circunstância”.
PARA JUAN MIGUEL, O MELHOR PRESENTE PELO DIA DO PAI
Seu pai, Juan Miguel González, afirma que seu filho é bem tranqüilo, alegre, meigo, amante do lar, da música e dos esportes, lê muito e passa horas em frente da televisão.
“Elián me deu hoje o melhor presente que poderia desejar e pedir pelo Dia do Pai. Vivi duas vezes esta alegria, quando me outorgaram a militância da UJC e agora, mas esta, sem dúvida, desfrutei-a mais, como comunista e como pai, que vê o filho mais velho continuar meus passos na vida.
“Uma vez me perguntaram se não seria possível que, ao crescer, Elián decidisse abandonar seu país. Então respondi que não acreditava nisso, por duas razões essenciais, pela educação que me deram meus pais e que transmitiria a meu filho e, por sua própria história de vida, porque quando soubesse o muito que lutou seu povo por ele, seria incapaz de traí-lo”.
“Fidel não se enganou ao iniciar aquela batalha”, disse Juan Miguel González. •
(Granma)
Já estive algum tempo em Cuba, vivendo em casa de uns amigos cubanos. Só para aclarar uma questão:- o pai de Elian sabia e consentiu na saida(ou fuga,como quiserem chamar)do filho de Cuba.
Quanto ao que se passou de seguida, é legitimo, natural que um pai queira que seu filho se junte a ele e á restante familia que vivia em Cuba.Assim deveria ser.Pode dizer-se que acabou por seu um final feliz.Agora a “vergonha” do que se passou nos dois lados(USA e Cuba)………..é que nem vale a pena referir.Sim, Fidel e o regime aproveitou-se da figura Elian para torná-lo em mais um simbolo, mais um combatente contra “o império do mal”(são palavras dos cubanos, não da minha autoria).Possivelmente se Elian tivesse ficado por Miami não teria sido tambem aproveitado?Fidel, o regime, alguns cubanos, têm muitos defeitos, é verdade, mas experimentem viver algum tempo em casa de familia cubana, para depois avaliar a situação.Reformulei alguns pensamentos, ideias pré-feitas.Entre muitas coisas positivas, juro que não vi uma única criança pelas ruas, descalço, com fome, a pedir, ou a dormir…….coisa que no lado do mundo que se diz “rico, civilizado, democratico,etc”., se encontra.
Resumindo, foi positivo para esta criança ter ficado a viver com o pai e restante familia……….apesar dos “aproveitamentos” do regime.
…um pequeno P.S. para todos, inclusive o Daniel Oliveira.Acedam ao blog GeneracionY da cubana Yoani Sanchez,galardoada com o prémio Ortega y Gasset 2008.E tambem ao “Desde Aqui “de seu marido Reinaldo Escobar.Está bloqueado para a maior parte dos cubanos(por isso, faço copy e envio para alguns amigos de Havana)
Vera, eu também acho que foi melhor ficar com o pai. Também estive em Cuba, fiquei mal impressionado com muita coisa, mas também não vi crianças a pedir.
“Também estive em Cuba, ……., mas também não vi crianças a pedir”
Claro que não viu! Não viu em Cuba, não viu na China de Mao, no Cambodja do Pol-Pot, na Roménia de Ceausescu, na URSS, na Coreia do Norte, etc. E também não vai ver na China dos Jogos Olímpicos de 2008.
Olha que grande novidade!
Para o Sebastião José
Caro Sebastião, não sei se é “grande ou pequena novidade”, o de não ver miudos abandonados, ou a pedir pela rua, mas essa foi a minha experiencia durante algum tempo que por lá passei, vivendo com amigos de habana, em sua casa, e fazendo vida de cubano.Não me diga que por tantas ruas onde andei, pelo bairro do Cerro, diáriamente de um lado para o outro, que o Fidel resolveu tirar todos os miudos da rua!!!???? Quer apontar montes de coisas mal em Cuba?então podemos conversar sobre isso,há muito por onde começar…. mas em relação ás crianças não queira que eu diga o que não vi.
Para Vera
Claro que não viu!!! E também não via na Roménia de Ceausescu nem na China de Mao!
Quanto ao Fidel tirar miúdos da rua, o que é que você sabe disso!? Nada! Por mais que diga que viu, falou, passeou, conviveu, viveu em casa de…, etc.
É a experiência de qualquer um que vai a esses países por algum tempo. Como acontecia aos que iam, viam, falavam, passeavam, etc. na China e na Roménia.
Portanto, para mim não é grande novidade. Novidade é o vosso espanto.
PS: Acho que deve ser interessantíssimo fazer vida de cubano, romeno ou chinês por algum tempo.
Já vi que não quer aceitar uma constatação, que é a de não encontrar miudos nas ruas de havana a pedir.
Ao me dizer:-”Acho que deve ser interessantíssimo fazer vida de cubano, romeno ou chinês por algum tempo”,sinto da sua parte alguma ironia.De chines, romeno ou outra coisa qualquer não sei o que é porque nunca estive nesses paises, mas em relação a fazer “vida de cubano”, entenda o que quiser, apenas queria realçar que não fui turista como a maior parte dos portugueses, instalados em hoteis de luxo em Varadero,Cayos, etc,.A minha permanencia foi de alguns meses, e ao dizer vida de cubano é precisamente para justificar a minha afirmação em relação aos miúdos.De outros problemas do sistema politico-social cubano, que me chocaram,até revoltaram, isso posso discutir, tenho muito a apontar…………mas volto a dizer quanto ás crianças, sei o que digo e sei como os protegem.
É preciso não ser tão negativo e ver que mesmo em Cuba há coisas positivas e ,queiramos ou não , custa a aceitar(eu falo por mim que tinha ideias feitas), que mesmo o ditador Fidel conseguiu muitos “logros” com a revolução.
“Elián González não é uma criança. É uma vitória para uns e uma derrota para outros.”
Tal como o aborto… Engraçado como se posta este texto indignadíssimo quando em clínicas portuguesas se matam seres humanos com o seu voto. Hipocrisia total.