António Cunha Vaz: No livro, ele diz que você se ofereceu para trabalhar com ele, garantindo que conseguia dirigir a opinião pública em qualquer direcção e que “tudo se compra”. Isso é completamente mentira. O dr. Carrilho acha que eu fiz uma OPA sobre os comentadores. Vou explicar-lhe uma coisa: eu chego ao pé da direcção do Correio da Manhã, ou do Diário Económico, e peço: “Importas-te de pôr aí o Patinha Antão a escrever uma peça, ou o Ângelo Correia?” A seguir, quem trabalha com o PS faz o mesmo: “Põe o Jorge Coelho, o António Vitorino a escrever um artigo.” O que é que estes colunistas fazem? A partir do momento em que têm o seu palco, começam a andar à volta, a andar à volta, e esquecem-se de defender a estratégia do dr. Menezes, ou seja de quem for. Quando se apanham com aquele glamour… Ficam em roda-livre.
Público: Sim? Porque fazem eles isso?
António Cunha Vaz: Porque há um deslumbramento.
Público: Mas eles são livres de escrever o que quiserem.
António Cunha Vaz: Sim. Mas eu não posso trabalhar, quando não há seriedade na praça.


Uma resposta ao post “Assim não há condições”  

  1. 1 1  luis m. jorge

    Extraordinário. Nunca pensei ler uma coisa destas.

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