A obsessão de Pedro Arroja pelo tema faz-me suspeitar que estamos perante um mirone. Mas como não quero ser insultuoso com o senhor, como ele me acusa de ser, limito-me a repetir as suas palavras, que seguramente não são ofensivas para ninguém: na minha opinião, seria bom, assim, que os arrojas portugueses permanecessem discretos e pouco afirmativos em público, que não desafiassem em excesso a cultura que tão bem os tem tratado, tornando-se visíveis em demasia.
Porque dou tempo de antena a Pedro Arroja? Porque faz muito mais pelos direitos dos homossexuais do que eu. Exibindo-se de forma tão saudável, contribuiu para uma crescente auto-censura dos homofóbicos. Ninguém quer ser comparado com Arroja.
Por Daniel Oliveira 7 Dez 07 em Cromos, LGBT, Politicamente Alarve


Ninguém mesmo.
É francamente inacreditável.
«Nesse dia, a cultura portuguesa não vai abdicar da sua norma para os reconhecer e, ao mesmo tempo, meter num gueto. Vai ressenti-los profundamente e reagir indignadamente contra eles.»
Pedro Arroja»
Alguém o avise que esse dia está aí. O Chiado é, precisamente, a única zona de Lisboa onde é possível, com alguma frequência, encontrar casais homossexuais a abraçarem-se e beijarem-se em público.
Já agora, “Porque dou tempo de antena a Pedro Arroja? Porque “tolerance of the intolerant is nothing but cowardice.”, diria a Ayaan Hirsi Ali.
http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,521546,00.html
Irra…
Eu também acho que seria bom que o Pedro Arroja guardasse as suas opiniões para si mesmo. Que não as explicitasse em público. Mas atenção, digo isto com toda a tolerância e respeito, e para defender o bem estar dele. Não vá a sociedade ressentir-se e reagir indignadamente contra ele. É que se o poderosíssimo lobby homofóbico continua a dar assim nas vistas, qualquer dia poderá haver reacções exacerbadas. Eu até reconheço às pessoas homofóbicas o direito a existir, mas acho que seria bom que não quisessem destruir a cultura europeia de tolerância e respeito pela diferença.
Pedro Arroja anda a esconder algo a alguém. Ele será…, não, ele é muito macho.
Alguém me explica a diferença entre um homofóbico e um homossexual não assumido?
Patético…
Ora,aqui está um cosmopolita(?) matarruano…
Nesta matéria o que há a fazer é desmascarar o proselitismo gay (tal como o feminista) e o ateísmo militante, que frequentemente lhes anda associado, como uma fausse route que dissolve a sociedade, os seus valores de integração, as suas referências culturais permanentes, a sua eficácia económica, em suma a paz e coesão sociais. Vários modelos existenciais podem coexistir, desde que a norma social não seja contestada no seu papel de norma. Se os gays não se contentam com a liberdade e garantias de não-discriminação (objectivos legítimos e já largamente alcançados) e pretendem além disso dissolver as bases da sociedade, desconstruindo todas as narrativas da norma heterossexual, essencial à subsistência e são funcionamento desta, então arriscam-se a um backlash. Basta de proselitismos da panasquice. Nada de casamentos gay. Os meros contratos de parceria (pac’s, partnerships, etc.) salvaguardam utilmente alguns aspectos legais, sem macaquearem grotescamente o casamento. E sobretudo nada de adopções por paneleirões. As crianças precisam de um referente masculino e de um referente feminino e não devem ser envolvidas em grotescas experiências de engenharia de género, para satisfazer o ego exacerbado da paneleiragem irresponsável. Fora isso, os gays devem ser respeitados e não-discriminados. Mas devem sobretudo respeitar-se a eles próprios e não andarem permanentemente a vitimizarem-se e a inventarem paranoicamente homofobias… O nosso primeiro é um bom exemplo…
Eu só queria que alguns abandonassem a sua visão anuscêntrica do mundo: devem convencer-se que a sua peidola não é a coisa mais importante no universo. E já agora, elevar a discussão política do nível escatológico ao da cabeça e das grandes e nobres causas… Posso ?
Esse gajo - o Enoja - não passa de um fdp.
(Fica à v/ imaginação decifrar o que querem dizer as iniciais).
O melhor é não lhe ligar, deixando que continue a comer onde comem as galinhas.
o sr Arroja tornou-se Euro…Liberal?
So nao percebo porque separam o apito dourado do crime organizado e das mafias da cidade do porto ja que está tudo relacionado…
A raiz do mal,os 2 homems que fornecem os meios,o $,as armas e ate a droga,e que usaram o futebol como recrutamento atraves da sua claque para por sua vez recrutar mafias para por sua vez recrutar as firmas de seguranças…
Mas nada de suprendente ja que esses 2 homens tb vieram do mundo do boxe e das boates.
Depois andam a pedir sacrificios ao povo portugues a nivel de impostos,depois julgam cidadaos e castigam nos por meras multas de transito quando os famosos mafiosos puseram a cidade do porto um caos com ajuda de alguns pj corruptos e alguns presidentes da camera bem ao estilo das mafias sicilianas….
Por todas as pessoas vitimas desses crimes,por todos os jornalistas que sentiram na pele esse sistema complexo de mafia nortenha,por todos os portugueses que se pagam impostos com muito custo,por todos os policias com honra,por todos os nossos filhos e a sua respectiva segurança,por todos os valores morais e eticos que uma pessoa se deve regir,por todas as pessoas que foram incriminadas,espancadas,roubadas,mortas por esse sistema de mafia nortenha,por todos os adeptos de futebol que pagaram bilhetes para verem resultados alterados,por todos,por todos que amam o seu país,por todos os que amam o futebol,chegou a altura de FALARMOS E AGIRMOS para um dia quando desta vida partirmos termos a consciencia que FIZEMOS ALGO para tornar as coisas melhores.
Era um assunto deveras intressante para falar no seu programa,espero é que no caso de o fazer nao generalize todas as claques.
O motivo porque deixar o comentario e te lo em conta como um grande jornalista.
Abraço
Como diz o grande Solnado
Façam o favor de ser felizes….
Quando é que neste país se perderá o espirito da quadrilhisse, mas o que é que esta gentinha Arrojas e CA, têm a ver ,que dois cidadãos ou duas cidadãs na plenitude dos seus direitos civicos, vivam da forma que melhor lhes aprouver….
Como diz a sabedoria popular
Vicios privados…Virtudes publicas….
Os homossexuais devem viver a sua sexualidade mas não podem pôr em causa instituições e conceitos que são hetero, e vão continuar hetero.Ter uma família com filhos é uma instituição base da sociedade que escolhemos. Para ter filhos é preciso um homem e uma mulher estarem dispostos a isso ( mesmo as actuais técnicas exigem um homem e uma mulher).
E esta sociedade que querem atacar nos seus conceitos base até já aceita o seu modo de vida.Lá em casa!
«Vai ressenti-los profundamente e reagir indignadamente contra eles.»
(pedro arroja)
Os homofóbicos muito barulhentos e gesticulantes estão sempre (ou pelo menos parece) a tentar esconder algum esqueleto que há muito anos lhes faz companhia dentro do armário. Algo que também eles “ressentiram profundamente”, sei lá…
«As crianças precisam de um referente masculino e de um referente feminino e não devem ser envolvidas em grotescas experiências de engenharia de género, para satisfazer o ego exacerbado da paneleiragem irresponsável»
É bom saber que hostiliza pais, mas sobretudo as mães solteiras. Muito responsável. Antes fosse, você, tão responsável como essa “paneleiragem irresponsável”…
O ideal, segundo o Pedro Arroja, era a criação de um Zoológico de Bichas, onde elas permanecessem fechadas e fossem alimentadas, para evitar que andassem a pavonear-se nas ruas, ou, então, estaremos perante a ruína da cultura portuguesa.
Vamos ser mais radicais. E que tal adoptarmos o conceito de Campo de Concentração e enviarmos o bichedo todo para lá, com o objectivo de os sujeitar a um banhinho de gás butano (ou propano)? Vendo bem o seu ponto de vista, até que nem é mal pensado e preserva-se aquilo que Portugal tem de mais valioso e que os homossexuais podem destruir a qualquer momento, a nossa cultura, machista, homofóbica, retrogada, anacrónica. Começo a dar razão ao Pulido Valente. As pessoas gostam de viver dominadas pelo fantasma do outro senhor, que evita que Portugal descarrile para a modernidade de além fronteiras. Há um gostinho pelo obscurantismo, pelo medo, pelo constrangimento inconsciente, como se a imagem de Salazar continuasse a minar as mentes, mas, desta vez, em forma de espectro, vagueando nas salas do Palácio de Belém e no hemicíclo da Ar.
Vamos beber champanhe, enquanto o Vitor de Sousa ou a Rosa Lobato Faria declamam os textos do Arroja em jeito poético…
Palhaço.
EuroLiberal, admito que a ideia de casamento católico não esteja ao alcance dos Homossexuais, e espero que não seja esse o seu objectivo ao lutarem pelo reconhecimento legal das suas uniões. O importante de qualquer casamento, para pessoas que vivem num estado legal, é o reconhecimento jurídico dos casamentos e é este reconhecimento que lhes confere validade. Portanto, não vejo inconviniente no casamento, se isso lhes der na cabeça, porque o reconhecimento legal duma união de facto ou dum casamento vai dar à mesma coisa (sem catolicices, como é óbvio). Em relação às adopções, também defendo que se deve optar pelos casais heterossexuais, quando se decide entregar uma criança a alguém, mas convém referir que, apesar da imagem dum pai masculino e duma mãe feminina, os homossexuais sempre existiram e não é esse tipo de educação tradicional, associada a papeis sexuais distintos, que garante a suposta normalidade heterossexual da pessoa.
O que é realmente infeliz é a forma algo neandertal que usa para se dirigir aos homossexuais. É esse tipo de designação que é altamente ofensiva, porque, caso não saiba, não corresponde a generalidade da comunidade homossexual e, mesmo que correspondesse, não é de todo a mais cordial, simpática, humanamente recomendável. Agora apetece-me chamá-lo de Gorila, com recalcamentos do foro sexual, mais concretamente com desejos obscuros de sentir um bracinho a entrar-lhe pelo cú. Daniel, pode banir o comentário, se assim lhe parecer correcto.
Cito:(…)desmascarar o proselitismo gay (tal como o feminista) e o ateísmo militante, que frequentemente lhes anda associado, como uma fausse route que dissolve a sociedade(..)
É no que dá 8 séculos de alcoolismo…
Declaração de interesses: nada a favor do Sr. Arroja, nem dos homossexuais…
Considero a homossexualidade uma opção posicionada entre aquelas que são consideradas como “vícios”, estrito senso. Tal como outras(os) a “visibilidade” só lhes irá retirar a privacidade que tão bem sabe e tanto faz falta nos dias de hoje. Independentemente de ser um caminho legitimo(!) não deixa de ser mais um “vicio” que se expõe às consequências dos excessos mediáticos.
“Não sejas a pilhas!”
“As crianças precisam de um referente masculino e de um referente feminino”
Heeeen. E que tem isso a ver com os casamentos entre pessoas do mesmo sexo? Nada. Rigorosamente nada. A maioria das vezes os referentes não se encontram em casa.
O afecto e os exemplos não decorrem do casamento mas das pessoas.
Mais: penso que mais vale não ter certos papás e mamãs como referentes.
Há milhões de crianças que vivem sem um (ou dois) dos pais, ao longo da história milhões de humanos viveram com um pai, ou uma mãe, sem que por isso se notasse algum desiquilíbrio anormal.
Não vejo onde é que o casamento entre pessoas do mesmo sexo possa desconstruir o que quer que seja na sociedade e as posições conservadoras em matéria de comportamentos humanos equivalem a uma visão limitada da história do Homem e dos seus costumes. É demasiado umbigocentrica e era bom que o “euroliberal” pensasse menos no seu umbigo e mais na diversidade. Afinal tem um “liberal” no nick, ou é só por moda?
A família nuclear pai+mãe é um conceito moderno (tal como a ciência da psicologia) e geograficamente circunscrito. Se quiser, uma balela cristã — mas não faço questão. A família alargada, muitas vezes com os progenitores blured no agregado e até na comunidade, predominou ao longo do Nosso Percurso.
Na diversidade a criança “escolhe” os papéis com que se identificar. E por diversidade temos o núcleo doméstico, que actualmente comporta basicamente todo o Universo Conhecido por força da televisão, incluindo-se no Universo Conhecido o Flash Gordon e a Super Mulher ficcionadas, o mundo há muito que deixou de ser “real”. Aquilo a que Euroliberal chama, sem propriedade, “as bases da sociedade” é uma abstracção sem sentido nesta conversa.
No mundo moderno, as famílias recuperaram em grande medida o carácter alargado, por força das separações e novas uniões; são frequentes os agregados de geometria variável — que certamente nos trazem novos obstáculos, mas também novas formas de afecto. Penso que isto é saudável.
Em resumo, na actual sociedade planetária onde um chinês e eu estamos à mesma distância do meu filho, e vamos almoçar ao domingo a restaurantes de pais e mães solteiras, ou a casa de amigos recasados com 3 e 4 e 5 filhos e às vezes não-filhos de sangue mas irmãos dos nossos filhos que se juntam por força das circunstâncias, não vejo a mínima razão para levantar obstáculos ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e à adopção de crianças por esses casais.
Precupo-me apenas que o casal seja adequado — e para tal há mecanismos de aferição que ultrapassam em muito os meus conceitos.
“e não devem ser envolvidas em grotescas experiências de engenharia de género, para satisfazer o ego exacerbado da paneleiragem irresponsável.”
O último caralho que ouvi falar assim, em “experiências do género” e “paneleiragem irresponsável” num contexto como este, ao fim do segundo uisque estava a confessar-me as suas profundas angústias. O que realmente o preocupava no homosexualismo era… o risco de gostar se alguma vez experimentasse! Temia não poder “voltar de lá” e vivia naturalmente fascinado, ou obcecado, com aquilo. Não estou a dizer que é o que se passa consigo, caro Euroliberal, apenas que a última vez que ouvi um discurso desses foi nessas circunstâncias. E não foi uma nem duas.
Dito isto, concordo em duas coisas: Pedro Arroja é estúpido nesta argumentação e estou um bocado farto da gritaria dos gays que acaba por ser auto-discriminatória aos meus ouvidos. Mas Pedro Arroja não ficou estúpido hoje nem é só nesta argumentação, e a gritaria dos gays também não é recente. A diferença é que me encontro geralmente do lado dos gays e nunca me encontro do lado de Pedro Arroja.
É que se o poderosíssimo lobby homofóbico continua a dar assim nas vistas, qualquer dia poderá haver reacções exacerbadas.
Ia escrever qualquer coisa, mas depois de ler isto fiquei com receio, gosto da vida e não quero ser apedrejado num qualquer Chiado.
Posto isso, deixem-me só dizer aos homos que aqui escreveram que estão fortemente enganados.
Claro que vivem lá no seu mundo onde os beijinhos e abraços (para não ser rude) são apreciados mas se vivessem no meio do povo, o real não o do Bloco de Esquerda ouviriam que as coisas são um pouco diferentes.
E por fim um escreve O melhor é não lhe ligar, deixando que continue a comer onde comem as galinhas.. Não percebi nada, não sei onde as galinhas comem, geralmente eu é que as como.
Ainda ninguém tocou no ponto essencial. Não há homofobia em termos significativos na sociedade. Não constitui pois um problema social sério, e muito menos um tema para tanta discussão. Julgo que 99% das pessoas acham que cada um deve levar onde quer e que ninguém tem nada com isso.
O que há é uma reacção (se quiserem, um backlash ou retour du batôn) aos avanços abusivos das teses arco-iris dos LGBT que pretendem configurar o que devem ser desvios (tolerados e legítimos) a uma norma básica da organização social, a família heterossexual monogâmica, como outras tantas normas de hierarquia e valor idênticos àquela.
Ora isso dissolve a família ( a única, a heterosexual, é claro) e mina a coesão social e os valores éticos da mesma. É o relativismo moral, a decadência dos costumes, o relaxamento do ethos social, a queda demográfica a pique, geradora de gravíssimos problemas de sustentabilidade económica, o aumento da delinquência juvenil e do insucesso esolar , das despesas sociais com mais cadeias institutos de reinserção, polícias, guardas, psicólogos, etc.
Em todos os países emergentes, do sudeste asiático à América Latina, passando pelo mundo islâmico, os valores familiares são sólidos, a moral pública é consensual e as novas gerações têm um forte enquadramento familiar, escolar e religioso. E isso constitui um factor insubstituível de competetividade.
A preocupação exacerbada, no ocidente, com os temas da paneleiragem (desculpem, não gosto da asséptica linguagem p. c.) e de outras minorias sexuais é um triste sinal de decadência, da ausência de causas nobres, de anomia moral, de dissolução das mais básicas instituições sociais. A norma deve ser reposta no seu lugar, porque a sociedade precisa de valores-marco, para funcionar coesa e harmonicamente. O que em nada prejudica o estatuto das minorias sexuais, desde que respeitem esse estatuto minoritário e não queiram contestar à norma (família heterossexual) o papel de norma, macaqueando esta .
É isso que está em causa. Não saber se se deve ou não contar anedotas de paneleiros e quando. Isso é uma mera questão de sensibilidade e de etiqueta, não uma questão política. Questões políticas, dignas de discussão, são a construção europeia, a força do euro, o combate à neoconeiragem busho-sionista, o respeito do direito internacional, o enquadramento da vida social pelos sãos valores éticos e religiosos, a defesa da excelência, da virtude, do dever da responsabilidade.
Agora discutir as astúcias da novilíngua politicamente correcta em matéria de paneleiragem… please, give me a break, will you ?”
“A norma social navega ao sabor da dinâmica que resulta das liberdades individuais.” - li para aí…
Não, não pode, ou, em todo o caso, não deve. A norma social deve permanecer incontestada, apesar das legítimas excepções em casos minoritários que só a confirmam. Um estado liberal bem estruturado funciona assim.
Se eu for trabalhar para o Dubai (um paraíso, aliás) não vou exigir que o meu catolicismo seja tratado em pé de igualdade com a norma (religiosa) local (procissões, programas de televisão, feriados católicos, descanso ao domingo, etc). Basta-me não ser discriminado e poder praticar a minha religião livre e discretamente. Atacar a norma muçulmana seria uma provocação grave e gratuita.
Ora, os gays devem comportar-se do mesmo modo em relação à norma da família heterossexual, a base do funcionamento da sociedade. Atacar essa norma, ridiculizá-la com macacadas tipo “casamentos gay”, e banalizá-la ao lado de outras “normas” minoritárias, causa um profundo mal-estar, é provocatoriamente irresponsável, e pode levar certamente a um backlash, à partida não homofóbico, mas que o pode tornar-se na pratica. As paranóias com a homofobia do lóbi gay e as provocações à norma social podem assim revelar-se uma self-fulfilling profecy…
casamento gay ? no
adopção de crianças por casais gays ? no
“Ainda ninguém tocou no ponto essencial.”
Já sabemos. O ponto essencial é aquele que o Euroliberal quiser que seja o ponto essencial, e não o ponto que deu origem à conversa (reagir contrariamente às “teses” de Arroja). Não interessa para nada que este post fosse tão só um post sobre as “teses” de Arroja. Interessa é o ponto essencial que Euroliberal quer introduzir à força na conversa.
“Não há homofobia em termos significativos na sociedade. Não constitui pois um problema social sério, e muito menos um tema para tanta discussão. Julgo que 99% das pessoas acham que cada um deve levar onde quer e que ninguém tem nada com isso.”
Mais uma vez, Euroliberal não é capaz de ver para além das fronteiras da sua limitada aldeia. A primeira frase equivale a ouvirmos da boca de um carrasco que não há execuções em termos significativos na sociedade.
Lamento desmenti-lo tão basica e deselegantemente, mas se não constituisse um problema social, não era alvo da atenção de tantos políticos de todos os quadrantes, em tantos países europeus. Não me venha com os lóbis — ou caio-lhe em cima com os outros lóbis todos que há décadas são uma forma de fazer política, ao ponto da sua liberalização e até legislação.
O argumento do relativismo moral está deslocado. Você faz-me lembrar José Pacheco Pereira com esse leque limitado e previsível de muletas de conversa. Que aliás são praticamente as mesmas, andou a copiar?
Esse número além de um disparate é apenas ruído. A atitude individual das pessoas não pode ser confundida com a atitude da sociedade, são duas forças rigorosamente distintas e quantas vezes opostas. A começar pelas misses, 99 por cento das pessoas quer “a paz no mundo” e o resultado disso está patente no nosso quotidiano.
Fado, há “homo” que vivem num mundo real, totalmente afastado do mundo bloquista, portanto não generalize sem conhecimento de causa. EuroLiberal, adoro esses termos ditos por alguém que você perdeu horas a decorar, mas há palavras mais simples para definir as coisas. É homofóbico e esconde-se nas capas do “bom funcionamento da sociedade” e da “norma”. Basta dizer que não tolera homossexuais. Agora, se pretende surpreender alguém com esses uso abusivo de estrangeirismos e termos complicados, é melhor arranjar uma vaga na “Quadratura do Circulo”. Vai-se sentir em casa.
O Arroja percebeu o que o Rush Limbaugh já tinha percebido há muito tempo: na Sociedade do Espectáculo ser um asshole dá dinheiro.
Euroliberal
8 Dez 2007 às 11:05
Os seus dois últimos post são, realmente, excelentes. Quase fazem esquecer o outro euroliberal.
Acontece no entanto um pequeno pormaior.
Quanto a religiões é um facto que nos países muçulmanos é obrigatório em público seguir a norma local.
Porque é que isso é considerado um mal no ocidente?
Eu que não acredito nem em géneros nem em liberalismos europeus só posso, com certeza, ser muito ignorante, mas alguém que me informe, por favor, que sociedade lusitana é esta que estes senhores de que têm tanto de inusitados como de estultos reclamam para si? Que normal social é esta que serve de abrigo aos medos de quem vê a diferença onde ela não existe?
Escrever 87 parágrafos de puro ódio ignorante dá direito a prémio?
«Atacar essa norma, ridiculizá-la com macacadas tipo “casamentos gay”, e banalizá-la ao lado de outras “normas” minoritárias, causa um profundo mal-estar, é provocatoriamente irresponsável, e pode levar certamente a um backlash, à partida não homofóbico, mas que o pode tornar-se na pratica.»
Até parece que o estou a ler algo sobre o divórcio… à umas décadas atrás.
Desculpem, mas mais preocupante que a homofobia do Pedro Arroja e o seu anti-semitismo hitleriano:
“Finalmente, os judeus. Que evidência existe de que os judeus, de forma continuada no tempo, tenham deixado de ser o foco de problemas entre as sociedades que os acolheram? Nenhuma. Ainda muito recentemente - há cerca de 60 anos, um pequeno lapso de tempo na sua história milenar - eles estiveram no centro de uma das maiores tragédias da humanidade. (E, na minha opinião dentro de poucos anos, estarão no centro de novos problemas, desta vez nos EUA, se é que não estão já agora).”
Eu pensava que já não se encontrava gente desta em Portugal (partindo do princípio que skinheads e PNRs são menos que gente).
E por favor, expliquem-me, quem é este Pedro Arroja?
Fado Alexandrino,
Quanto à questão religiosa no mundo islãmico, só digo que é um modelo para todo o mundo. A religião islâmica é a mais viva, fraterna, autêntica e conquistadora no mundo de hoje. Os cristãos deviam observar como é que eles fazem para lançarem a renovação do cristianismo no ocidente (porque no terceiro mundo está bem vivo) .
Aliás, é isso que está a acontecer subrepticiamente com a Igreja na sua aproximação ao islão. Todos ficaram surpreendidos com a forma como eles sabem impor o respeito pelos seus símbolos e Profetas, enquanto que os cristãos são impotentes para reagir a todas as blasfémias que a ralé relativista atira contra Cristo, a Virgem, etc.
Será que estes asnos que defendem ‘a norma’ se tornarão velhos ressabiados quando perceberem que a norma que defendem é de facto a excepção.
Insurgem-se contra o casamento gay e contra a adopção. Alguma badalhoca está para os aturar? São casados? Têm a noção que perante um comité seriam imediatamente postos de lado numa lista de adoptantes? Tenham um mínimo de decência e percebam que os vossos ideais de retrete não aproveitam a ninguém.
Interessante ver meia dúzia de pacóvios a engrandecer a intolerância religiosa nos países islâmicos. obrigado.
Caro Largo de Carmo:
Quem é o Pedro Arroja? Ora, meu caro, é apenas um fulano esperto que já percebeu que ser obnóxio compensa. Prepare-se: à medida que mais fulanos espertos vão percebendo o mesmo, «opiniões» como as dele tornar-se-ão públicas com mais frequência - o que não significa que conquistem mais adeptos.
Agora sim, fiquei completamente parvo… Respeito pelos símbolos, pelos profetas, enquanto os cristãos blasfemam perante a omnipotência de Cristo, da Virgem e de todos os santos. Não me incomóda minimamente o que dizem ou fazem os árabes, porque sei respeitar as diferenças culturais e etnicas dos povos, embora não simpatize com o papel absolutamente passivo da mulher e muito menos com penas de morte assustadoramente bárbaras que existem naquelas aquelas bandas. É deles, são eles que vão evoluir no sentido de alcançar outro patamar do desenvolvimento. Agora, querer a regressão do mundo ocidental aos costumes do mundo islamico é que não.
Surge cada mente obscura nas caixas de comentários de blogs, que começo a desconfiar da veracidade de algumas intervenções. Ou estamos perante pessoas altamente atrasadas, que usam a capa proporcionada pelo anonimato da net para transmitir os ideais reprimidos que não ousam revelar no mundo real. Os psicanalistas devem prosperar…. Chiça
Os meus parabéns, Daniel, pela excelente tesoura.
Cortou o meu último comentário (resposta a Fado Alexandrino) porquê? Apenas por espírito censório, foi?
Francisco, será publicado se o reescrever sem ser ofensivo ou fazer insinuações sobre a vida privada daqueles com quem debate. Como sabe, estarei longe de ter vontade de defender Fado Alexandrino. Mas este blogue tem regras claras.
Entendo, mas não me apetece reescrever nada.
Acho que o tipo merece aquilo e muito mais.
De qualquer modo, um abraço.
Euroliberal: “Todos ficaram surpreendidos com a forma como eles sabem impor o respeito pelos seus símbolos e Profetas, enquanto que os cristãos são impotentes para reagir a todas as blasfémias que a ralé relativista atira contra Cristo, a Virgem, etc.”
Já comprou o seu colete-bomba? Quando vai viajar para Jerusalém?
Nãaaaa… Vejo que prefere uma quente fogueirinha Inquisitória… Ahhh, os bons velhos tempos… Qual é o seu destino turístico favorito? Salem? E o Torquemada, hein? “Ganda” maluco!!!