
A entrevista de António Cunha Vaz ao “Público” é surreal. O homem responde como se tivesse liderado o PSD. Tirando os erros, claro. Esses são de outros. A vaidade do senhor explica o que foram os últimos meses no PSD. Um partido que julga que pode ser liderado por “publicitários” sem qualquer experiência política acaba no estado em que está o PSD. Que sirva de lição.
Na entrevista, Cunha Vaz diz que talvez o Estado não o contrate por «ser pequenino». É uma explicação. Se Cunha Vaz não estiver a falar da sua estatura física, irrelevante para o caso. Basta ler a entrevista. Quer na estratégia, quer na táctica, uma miséria confrangedora. Faz Menezes parecer um gigante político. Mas vale a pena ler para perceber como alguns partidos são dirigidos em Portugal. A política e as convicções são irrelevantes, o que não é novidade. O mais estranho é serem substituidas pelo tacticismo de aprendizes.
E para perceber como há gente que não se enxerga, vale a pena ler o fim da entrevista:
Vai tornar-se político?
Agora não posso abandonar a agência. Mas estou farto dos comentadores, de alguns jornalistas e de alguns clientes.
Na política, teria de os aturar todos.
Não, porque não queria ser o número 2 ou o número 3. Só vou para a política, se for para mandar.



Acabo de ler a entrevista. É realmente inacreditável este autêntico vendedor da banha da cobra. Só com esta entrevista perdia as eleições para qualquer freguesia.
Hilariante, não fosse a confrangedora realidade… do personagem, do país e das circunstâncias.
Mas o caro DO está a falar de quem? Tenho mesmo que mudar de lentes… ou de País.
Petição pelo AJJ:
http://democraciaemportugal.blogspot.com/2008/04/petio-alberto-joo-jardim-j.html
Assinem mesmo que não sejam PSD.
Por uma oposição válida e forte.
Tudo e todos contra o PS.
Peço desculpa pela interrupção. Eu bem que tentei resistir . . . mas . . . não consegui.
Ex.mo Sr.
Serve esta para o convocar para a eterna e ferrugenta mas tão refrescante corrente do “eu não me importo x 6” (não se aceitam desculpas do tipo “no meu corpo mando eu”).
Aproveito para lhe endereçar um convite formal para que visite este nosso cantinho à blogueira mar plantado e inteirar-se de quais as seis coisas que não nos importamos de fazer ou ter (http://martaim.blogspot.com/2008/04/argoladas.html).
Para sempre sua . . . Marta
Vou lá todos os dias, Marta. Já tinha lido. Não gosto muito de correntes. Vou pensar nisso. Muitos abraços
http://bolonhado.blogspot.com/2008/04/sintomas.html
Seria interessante averiguar o mistério do relevo dado ao pigmeu (mentalmente falando, claro…) por um jornal como o “Público”.
(em voz muito baixa para não ferir sentimentos)
ACV tem um sentido de humor apurado.
Não há propriamente sucesso sem pontinha de vaidade. Que os bastidores da política são como os ninhos das vespas, já se sabia. Agora… António Cunha Vaz & Los Mescaleros não existiriam sem a conivência dos próprios jornais. Até pode ser lamentável que o sistema funcione assim… mas não foi ACV que o inventou. Alguns partidos, alguma comunicação social, alguns jornalistas, alguns deputados… dão espaço a empresas com esse tipo de registo…
Afinal o ser maquiavélico que criou toda a instabilidade no PSD foi Cunha Vaz, com o objectivo de se lançar à liderança do PSD. Esperem para ver se ele não aparece por aí
Só temos q congratularmos com o definhamento do PSD ou lá o q é!Sese quiserem rebentar uns com os outros tb têem know-how,basta ir aos amigos da CIA ou à prata da casa(Ramiro Moreira e outro lumpen):DO,parece mto preocupado conm esses fdp.Não entendo tal razão.É bom q eles se confinem à sua real representação que são de algumas dezenas de xicos espertos.O k me roi é ver gente q é f******* por estes clepto/plutocratas votarem nessa gente verdadeiramente xunga.
Estive a ler os post anteriores:Espantoso,amanhã o gajo está lixado com o pessoal do poder judicial(o tal independente,dos 3 poderes,estão a ver?).Já tou a ver,rusga no escritório do cunhinha vas e, vai ser de arrebenta!
Não,não vai ser pq estamos num Estado de Direita oops! de Direito.
Entretanto o jornal de refereência ( seja lá o que isso fôr) já tirou o fabuloso dilme das suas páginas on-line. Belmiro não deve ter gostado.
conheci o sr cunha vaz numa circunstãncia destas. impressionou-se, escandalosamente, a forma como fale de comprar jornais e jornalistas e de colocar este e aquele a escrever o que lhe disser para dizer. Fiquei tão enojado que assumi para mim mesmo não ser possível aquele tipo de relação vivida com os jornais e os jornalistas. A ponto de ainda hoje continuar a ler jornais.
Para além disso, ainda me impressionou mais que um conjunto de políticos experimentados bebessem acriticamente todas as baboseiras, sim não passava de outra coisa, que foi dizendo sobre como actuar em favor de determinada causa pública. Ainda hoje estou traumatizado, nada do que esse senhor diga me surpreende, o que me surpreende, infelizmente, é o resto.
Isto é um frete do Publico ao homenzinho.
A questão é porque fez este frete o Fernandes, ou foi ordem do patrão Belmiro….
Lol tenho ca a impressao de que o tamanho em termos de estatura ate nem contaria assim tanto; agora o tamanho da estupidez , essa e que e um verdadeiro problema dificil de resolver.
No caso do sr em questao. Verdeiramente inultrapassavel.
Depois de ler a entrevista deste mitómano, fiquei com a sensação de ter lido a transcrição de uma conversa em “off” entre alguém que em tempos teve influência na área da comunicação empresarial/política e um jornalista sádico informado sobre a demência recente do seu interlocutor.
Depois desta “conversa de café”, haverá alguma empresa (do PSI 20 ou outra) que mantenha este cavaleiro andante liliputiano ao leme da sua comunicação?
Este anão esquizofrénico não percebeu ainda que um dos segredos das agências de comunicação é justamente a reserva sobre as suas relações com clientes e decisores?
Ontem, creio ter assistido a mais um funeral. Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.
Vendedor de banha da cobra ou de banha de porco, tanto faz. A entrevista é, isso sim, de uma sinceridade confrangedora.
Daniel, não me parece que surreal seja a entrevista de António Cunha Vaz. Julgo que ele ele limita-se a explicar - com alguma honestidade e crueza raras no meio - o que é uma agência, para que se serve e como trabalha. O que é surreal e, mais do que isso, o que é triste e desolador é a facilidade com que os partidos trocam a ideologia pela publicidade e a governação reformista pela propanga contratando estas agências. E mais triste ainda, mais desolador ainda é que o façam porque sabem que é isso que maioritariamente colhe e dá frutos. Estes são os políticos que temos e, lamantavelmente, muitos dos eleitores que temos. E que não foram paridos pelos cunha vaz. os cunha vaz existem porque temos os políticos que temos. E não o contrário.
já agora, quanto a cunha vaz / empresas de comunicação e aos jornalistas, vamos dar ao mesmo - Não há empresas de comunicação que resistam a jornalistas que perguntem, queiram saber, vão à procura, que são muito mais do que ouvidores de conferências de imprensa, receptores de comunicados ou debitadores de declarações entre aspas. Que resistam a jornais que são muito mais do que números de venda ou empregadores de estagiarios a baixo custo e em regime precário. Lá está, não há vendedores sem mercado.
já agora, quanto a cunha vaz / empresas de comunicação e aos jornalistas, vamos dar ao mesmo - Não há empresas de comunicação que resistam a jornalistas que perguntem, queiram saber, vão à procura, que sejammuito mais do que ouvidores de conferências de imprensa, receptores de comunicados ou debitadores de declarações entre aspas. Que resistam a jornais que sejam muito mais do que números de venda ou empregadores de estagiarios a baixo custo e em regime precário. Lá está, não há vendedores sem mercado.