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Desafiando as leis da física, um ministro sem coluna vertebral teima em não cair. Escrevi isto há 4 anos, quando Martins da Cruz se agarrava ao lugar enquanto era demitido quem lhe tinha feito o favor de tornar o caminho da sua filha para a Faculdade de Medicina um pouco mais curto. Caiu uns dias depois mas sem nunca corar de vergonha. Acabou agora de regressar com a muito recomendável trupe de Menezes. Na política portuguesa ninguém se perde, ninguém se transforma, ninguém se acanha. Só se deixa passar um tempo.


Sem respostas ao post “Venha daí um mestrado para a pequena”  

  1. 1 1  tonibler

    Daniel,

    Isso é uma tremenda injustiça e é um comportamento igualzinho àquele que criticas acima. Na altura, o que aconteceu foi que a filha dele foi prejudicada por o pai ter aceite um cargo no governo e o ministério, na posse dos dados, avaliou o caso em particular e decidiu a favor da rapariga. Em caso algum podes dizer que para qualquer outro cidadão nas mesmas circunstâncias o ministério não teria feito o mesmo. Aliás, duvido que alguém tenha tido o trabalho de verificar se não houve casos em que o ministério avaliou individualmente um qualquer caso com igual resultado.
    Se fosse a filha de um emigrante morto numa estrada de Espanha ou com uma história escabrosa qualquer que coubesse nos preconceitos dos “ricos que paguem a crise”, o gajo do ministério teria sido feito herói.

  2. 2 2  Justicialista

    Depois desse senhor, já se seguiram:

    - Teresa Patrício Gouveia
    - António Monteiro
    - Diogo Freitas do Amaral
    - Luís Amado

    Isto em 4 anos, é natural que já nem me lembrasse desse senhor (nem dos outros!).

  3. 3 3  Sebastião Dias

    Para si e para os seus não existe o perdão nem o esquecimento. Podiam passar-se vinte anos que o Daniel ainda se iria lembrar desse caso menor - sim, é um caso reprovável mas menor - e achar que o homem nunca poderia ser elegível para nenhum cargo público. Vai ser difícil encontrar alguma pessoa que em qualquer momento das suas vidas não tenha metido uma cunha insignificante, favorecido um amigo ou familiar, comprado uma casa sem ter tido uma avaliação favorável pelo banco, etc, etc.

    Assumindo-se o Daniel como um iconoclasta, parece que só aceita um santo para o desempenho de um cargo político. Será que os santos que tanto venera, não terão também pés de barro? Olhe que a sua bitola parece-me inflexível e o perdão não me parece que seja sua virtude.

  4. 4 4  guilhotina

    A prática desportiva do arremesso de calhau a quem passa vem desde os primórdios da pré-história. Os homens de Neanderthal, quando em busca de alimento ou de abrigo, tinham por tentação correr com outros grupos à base do arremesso de calhau, esquecendo que também eles tinham uma gruta frágil, fundadas por vezes em argila solidificada por retórica consumida em anos de leitura de pasquins.

  5. 5 5  busilis

    Pensava que este busilis que por aqui anda era o campeao do disparate,apòs ler estes comentàrios sinto-me relegado para a IIdivisao. Jà agora nao querem elaborar uma teoria para provar que o santana serà o melhor lider de bancada desde o Diluvio.

  6. 6 6  Sebastião Dias

    Se calhar não estou bem dentro do caso. ÉW verdade o que diz o Tonibler, Daniel? É que se fôr, é caso para dizewr como diz o Diácono Remédios da blogosfera, «um pouco de mais rigor, sff».

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Não, não é verdade. A filha de Martins da Cruz usou um privilégio a que já não tinha direito. Basta ir ler tudo o que saiu na altura.

    Aliás, se assim não fosse, como se explicaria a demissão de dois ministros por causa do caso?

  8. 8 8  Pôh Lvov Free Tu

    Se bem me lembro a pequena acabou por abandonar também o curso mesmo antes de começar.
    Mas verdade seja dita, quem é que não meteu já “dezenas, centenas de cunhas, com todo o prazer”?

  9. 9 9  Luis Moreira

    Tonibler

    Nem você acredita nessa da filha do emigrante.E o pessoal achar que era um herói?Ainda menos!

    Mas estou de acordo que uma pessoa que comete um erro tem direito á remissão.

  10. 10 10  tonibler

    Daniel,

    Se a rapariga não fosse filha de quem era, se fosse filha de um militar que tivesse sido prejudicada por ele ter sido chamado para a guerra ou filha de um médico que tivesse sido chamado para uma crise humanitária, estou certo que todos nós estávamos a defender o gjo do ministério. Que não fez nada de ilegal, avaliou o caso em concreto e tomou uma decisão, como o pode fazer amanhã noutro caso qualquer.
    Ele perdeu um privilégio que lhe era dado por o pai ser diplomata destacado fora do país e perdeu-o legalmente por o pai ter vindo assumir funções no governo da república. O tipo do ministério entendeu que não devia haver prejuízo pessoal por um benefício da nação.
    O facto de terem ido os dois ministros para a rua vem exactamente daquilo que criticas (bem) no post de cima.

  11. 11 11  Sebastião Dias

    Pois, confesso que não estou inteiramente dentro da história.

    Dois comentários apenas:

    O homem vai ter de carregar a cruz até ao fim da vida de não ser sério sobre tudo e sobre nada?

    «Aliás, se assim não fosse, como se explicaria a demissão de dois ministros por causa do caso?». Daniel, neste país pedem-se as cabeças dos ministros por não gostar do seu corte de cabelo. Quantos primeiros ministros teve Espanha nos últimos 25 anos? E Portugal?

    Se se fosse demitir um ministro sempre que alguém do Bloco de Esquerda o exige até eu já teria recebido dois ou três convites para cada pasta ministerial.

    Então e não há ministros que se encontram em situação fragilizada mesmo sem terem feito nada de errado, sendo posteriormente demitidos?

  12. 12 12  corvo

    Os dois ministros demitiram-se pois não tinham condições politicas para continuar.

    Alias este Martins da Cruz mostrou o estofo de que é feito , deixou o Pedro Lynce a arrostar com a condenação, enquanto ele assobiava para o lado,e só por pressão acedeu a demitir-se.

    Depois não se pode esquecer do caso Afinsa.

    Todos têm direito á remissão.

    Mas quem tem tal passado, e tais pergaminhos, deveria ter vergonha para de novo aceitar cargos publicos.

    Mas vergonha não é assunto que preocupe o sr. Martins Da Cruz….

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