Damas de branco (mulheres de presos políticos em Cuba) manifestam-se. Mas parece que a prometida abertura é só mesmo para quem quer ter telemóveis. A liberdade ainda não está a passar por Havana.
Recupero aqui o texto que escrevi no “Expresso” em Março de 2005:
Trinta mulheres desfilaram, esta semana, pelas ruas de Havana. Como as mães da Praça de Maio, na Argentina, arriscam tudo pelos seus filhos e pelos seus maridos. Em Cuba, são conhecidas como as «damas de branco».
Há dois anos, o regime castrista, em apenas três dias, prendeu 75 opositores. Um mês depois estavam todos julgados. No total, 1475 anos de prisão. Não havia dúvidas: tratavam-se de perigosos «mercenários ao serviço dos Estados Unidos». As suas profissões são as mesmas de muitos presos políticos em todo o mundo: jornalistas, escritores e intelectuais.
Em todo o mundo, uma parte significativa da esquerda apoia Fidel Castro. E muitos intelectuais, como García Márquez ou Luís Sepúlveda, entregam-se ao apoio a esta ditadura com um especial empenho. A razão, além de uma certa nostalgia pela estética revolucionária, é pragmática: que haja alguém que faça frente à omnipotência do vizinho americano. Há lições que, definitivamente, levam tempo a aprender: os inimigos dos nossos inimigos não são, necessariamente, os mais recomendáveis dos amigos.
É verdade que, com o bloqueio, os Estados Unidos dão a Fidel Castro o adversário externo de que ele precisa. E dão aos cubanos, quando olham para a alternativa que lhes é apresentada em Miami, a confirmação de uma evidência: o problema do poderoso vizinho não é haver uma ditadura em Cuba. Nessa matéria, têm um longo currículo de conivências no continente. O incómodo é bem mais prosaico: aquela ditadura não é a sua ditadura.
Acredito que muitos dos opositores que, em Cuba, se batem contra Fidel Castro serão gente de direita. É normal. O que conhecem da esquerda não é lá muito animador. Mas são quem, no seu país, corre todos os riscos pela decência e pela liberdade. Para mim, chega e sobra. São a minha gente. Eles e as suas damas.
Por Daniel Oliveira 22 Abr 08 em Cuba


Resta saber quem é Castro, o revolucionário vitorioso mesmo à porta dos EUA. O tipo tomou conta daquilo com uma facilidade estonteante. Não terá tido uma ajuda do poderoso vizinho? Dá tanto jeito ter um «inimigo» ideológico mesmo ao pé da porta…
Kennedy não apoiou a «invasão de Cuba». Why?
Eu que o leio e ouço com alguma frequência, discordando de certas posições que por vezes assume, por razões de algum desfavorecimento de um pensamento ou atitude de quem não se situe no seu quadrante ideológico, só tenho de o aplaudir por este seu ultimo desassombrado parágrafo.
São a minha gente também.Obrigado.
Não me diga que a sua “gente” lá não tuge nem muge…
Não acredito.
Vista-se de branco!
Fora de Contexto! O Daniel Oliveira sempre demonstrou grande apetência para colocar aqui videos: procure arranjar um excerto do programa Sic Noticias “Dias Seguinte” onde o entrevistado foi Paulo Teixeira Pinto! Mário Crespo a declamar poesia do convidado… é um momento que merece ser partilhado!
Senhor Daniel,
Nao deixo de reparar no seu paradoxo metodologico.
A sua grelha de analise em relacao a Francisco Martins podia tambem leva-lo a admirar pessoas que suspeito que nao admira.
Se nao tem afinidades ideologicas com Francisco Martins, mas a “coragem” e a “vida extraordinária” sao o suficiente, por que nao admira Pinochet?
nota: nao estou a comparar Francisco Martins a Pinochet; so estou reflectir sobre o seu metodo de admirar.
Obviamente, alguém que seja libertário (palavra em desuso) não pode defender a ausência de certas liberdades que existe em Cuba. No entanto, é preciso alguma precaução ao apelidar facilmente Cuba de “ditadura”. E é necessário contextualizar, seja qual for a análise que se efectue. Não esqueçamos que foram Fidel e companhia quem derrubaram a ditadura fascista de Batista em 1959. Não olvidemos que os EUA sempre, até hoje, tentaram estrangular o regime, colocando-o sob uma constante atmosfera bélica e ameaçadora. Não branqueemos o facto de a saúde e a educação terem sido as grandes conquistas de Cuba socialista. Já sei que este meu discurso soa a cassete pc, mas há que fazer um esforço intelectual para melhor reflectir acerca das contradições cubanas. E o Daniel sabe com certeza que existem muitíssimos cubanos que, opondo-se ao estado de coisas a que conduziu o socialismo castrista, nem por isso deixa de defender a Revolução. Ou melhor: defende a sua reorientação, através de uma esquerdização (permita-se-me a palavra) do socialismo, que deverá ser, necessariamente, democrático e garante das liberdades. Mas socialismo, finalmente. E defendendo a absoluta autonomia de um país soberano. Quem isto defende é a minha gente: gente de esquerda, gente revolucionária dentro da própria revolução. Portanto, a minha gente não é a gente de direita - que não pode, é certo, ser presa ou silenciada) -, que quer derrubar não apenas o socialismo “real” mas a própria ideia de socialismo. Com o patrocínio lógico do tio Sam e com a parafernália circense dos opositores de Miami.
Dá-me vontade de chorar , dá mesmo , que todos fiquem tão felizes e façam noticias porque em Cuba já se podem ter torradeiras e telemóveis.
A pobreza de espirito de humanidade é extraordinária. O que é que um telemóvel faz por um homem? Eu vivia ( e vivo) antes , e bem , do telemóvel e da torradeira. Não vivo bem é a pensar no luxo todo que têm os que exploram a palermice humana. Os nike e os nokia. Mas é bem feita , por não dispensarem a cagança.
«a confirmação de uma evidência: o problema do poderoso vizinho não é haver uma ditadura em Cuba. Nessa matéria, têm um longo currículo de conivências no continente. O incómodo é bem mais prosaico: aquela ditadura não é a sua ditadura»
Não será? Não dará jeito ter um «inimigo ideológico» a 150 km de distância para lembrar constantemente o papão comunista?
A América foi combater no Vietname onde teve mais de 50.000 mortos. Não podia ter gasto dois batalhões em Cuba?
Por momentos, até pensei que ia falar dos 5 cubanos presos nos EUA.Mas, tá bem já percebi como esta esquerda está no ‘eixo do mal’.
Para quem apoia o narcotraficante Uribe e diz que aquilo é uma democracia é natural.Depois,não se queixem que não vão votar no BE…Eu,não!podes já dar o recado ao Trotskista(que deve estar às voltas na campa).
Ah! nem uma palavrinha sobre os bolinhos de lodo no Haiti?Sobre a repressão deste povo pelos palhaços da ONU?do general brasileiro que se suicidou?-no matter at alljá sei,não interessa.Sobre o massacre na RDC em que aproximadamente já morreram 5 milhões de pessoas,ah!tb não interessa.Sobre o Iraque se ter tornado uma Somália,’promenores’ sem importancia…
Sobre o cartaz plantado entre o aeroporto e Havana que diz:’Esta noite 200 milhões de crianças não têm casa para dormir,nenhuma delas é cubana’,nada dizes.Por isso os teus comentadores preferidos e autorizados são da estirpe de fascistóides e ignorantes arrogantes.
Eu,não tenho preconceitos em admitir erros mas,fico fodido qdo gajos q querem dar lições de moral e depois não admitem a merda que é esta espécie de democracia!
Não é Cuba que tem 750 bases espalhadas em 130 países-vê lá se tens tomates para o dizer bem alto!
Esta democracia não tem nenhum órgão de comunicação (media) de esquerda!E chamas a isto,de pluralismo,equidade,blablabla?»
ó camarada antonio respire fundo que ainda lhe dá uma coisa má e leia o post novamente. vai verificar que o camarada daniel não virou a casaca.
Nunca encontrei no mundo , uma pessoa sequer que saiba uma unica e misera coisa boa que a esquerda tenha feito na vida.(Matar 200 milhões de comunas não vale.he he he )Ninguem sabe.Esquerda só faz khda.
fidel,ninguém porque não vão ‘comentar’ pro abru(p)to?
DO,porque não falar da vitória do bispo dos pobres?É populista,antidemocrático como Hugo Chavez?
Concordo com o Zapata e acrescento:
Cuidado com a oposição de direita que quer convencer os cubanos que basta chegar a Miami para terem uma casa com piscina.
caleidoscopio, porque não desce um pouco no blogue e vê os vários posts antes de comentar?
JESUS em HAVANA
Fidel Castro recuperou da doença e com muita ajuda lá foi discursar para mais de um milhão de cubanos na praça da revolução quando surgiu uma luz vinda do céu que se aproximou de Fidel.
Era Jesus Cristo.
Fidel ajoelhou-se e pediu-lhe perdão por ter duvidado da sua existência devido ao Marxismo.
Jesus segredou algo ao ouvido de Fidel que se dirigiu ao microfone e disse ao público:
- Camaradas de revolução. Jesus Cristo sempre existe e quer dizer-lhes algo.
Então Jesus pegou no microfone e disse:
- Povo de Cuba, este homem com uma barba igual à minha, não vos deu o pão do conhecimento igual ao meu?
E o povo exclamou:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiii….
Jesus disse:
- É certo que eu multipliquei o pão para matar a fome aos pobres! Não é verdade que este homem inventou as senhas racionadas para matar a fome dos pobres cubanos?
E o povo lá gritou:
- Siiiiiiiiiiiiiiiii….
Jesus disse:
E não é verdade que este homem construiu hospitais e clínicas para curar os pobres como eu os curei com milagres?
E o povo entusiasmado gritou:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiii….
Jesus disse:
E não é verdade que este homem espalhou educação e conhecimento imposto ao povo, como eduquei os meus apóstolos?
E o povo excitado bramava:
- Siiiiiiiiiiiiiiiiii….
Jesus disse:
- E não é verdade que sofreu muitas traições de camaradas de Miami, como eu sofri a traição de Judas?
E o povo cada vez mais frenético, lá gritou:
Siiiiiiiiiiiiiiiiii….
Então Jesus gritou:
Então porra, que estão à espera para crucificarem este gajo?
camarada caleidoscopio jamais (em português para dar mais credibilidade) porei os meus olhos num blogue de um ex camarada esse sim uma grande vira casaca.
Para perceber o que são as “Damas de Branco” e ao serviço de quem estão, pode-se consultar este artigo do GRANMA: http://www.granma.cu/espanol/2008/abril/jue24/declaracion.html