Argumento em defesa da legitimidade democrática do Rei Juan Carlos: o seu mandato, por natureza vitalício, está inscrito na Constituição.
Argumento contra a legitimidade democrática de Hugo Chavez: pretende não ter limitação de número de mandatos na Constituição que vai ser referendada.


Sem respostas ao post “É à vontade do freguês”  

  1. 1 1  josé Manuel Faria

    A diferença entre a República e a Monarquia.

    Sou Republicano. E favorável sempre há limitação de mandatos.

  2. 2 2  VaKa

    Aqui, de facto, a questão essencial assenta na diferença entre os 2 regimes.
    Absurda será a natureza vitalícia (inscrita na Constituição) do mandato de um presidente num regime republicano (que é o que o presidente venezuelano parece pretender…)

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Não haver limitação de mandatos não é o mesmo que um mandato vitalício. Os nossos deputados não têm limitação de mandatos e não têm mandatos vitalícios.

  4. 4 4  Aleph

    Não compare o que é incomparável.

    Qual o poder político do rei, definido pela constituição espanhola?

    Ao rei só está permitido desempenhar o papel de moderador entre as várias sensibilidades políticas e sociais e o papel de representação do país (sob supervisão e de acordo com o governo). Quase nada. Muito de simbólico e pouco de real. Embora, sobretudo o Juan Carlos, não possa ser reduzido a uma figura meramente decorativa…

    Qual o poder politico de Chávez?
    Um poder quase total… Legislativo, executivo, etc…

    Portanto o poder vitalício do Juanca e o (eventual) poder vitalício do Chavecíto não são comparáveis.

    Se o poder atribuído ao rei pela constituição espanhola fosse comparável ao de Chávez, estaríamos perante uma monarquia absolutista e, obviamente, a Espanha não seria um país democrático. Felizmente, não é o caso…

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Aleph, chegsa onde eu queria. É por isso mesmo que o Rei não se deve envolver no confronto político e muito menos em incidentes diplomáticos.

  6. 6 6  The Studio

    Daniel,

    A defesa cega do ditador Hugo Chavez diz muito sobre o conceito de democracia de quem o defende. Há poucos dias, estudantes universitários venezuelanos fizeram uma manifestação contra a nova constituição… e lá foram abatidos uns quantos. Democracias assim, só conheço a do Zimbabwé, não me parece que tal aconteça nos EUA ou na Madeira.

    Quanto ao que dizes neste texto, mais uma não faz qualquer sentido. Como já te explicaram, o Rei de Espanha é pouco mais que uma figura decorativa. Ao contrário de Chavez não tem
    poderes executivos.

    Juan Carlos, não tem poder e não mudou as regras do jogo. Chavez, não apenas detém o poder, como quer alterar as regras do jogo para que possa perpetuar-se no poder.

    A tua resposta ao Aleph não faz qualquer sentido. A função atribuida ao Rei de Espanha é precisamente representar o país neste tipo de reuniões, aliás era por isso que ele lá estava.

    Continuo à espera que esclareças o que queres dizer quando afirmas “Espero que os venezuelanos o tirem de lá”. Dado que Chavez se candidata contra a Direita Reaccionária, preferes a vitória dos reaccionários?

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    The Studio, dize que eu faço a defesa cega de Chavez diz muito da forma como o senhor faz as suas leituras o que explica algumas das suas posições. Ande para baixo, leia os vários posts que eu escrevi. Recordo-lhe mesmo que dei nota aqui dessas manifestações. O que torna o debate absolutamente desinteressante consigo é isto: o senhor não lê o que os outros escrevem e depois finge que está a debater com alguém. E o mais engraçado é que no mesmo comentário que diz que eu faço a defesa cega de Chavez recorda que eu quero ve-lo fora do poder. Como vê, não vale a pena. Quando quiser discutir o que eu escrevo em vez de discutir o que queria que eu tivesse escrito, cá estarei.

    PS: Há sempre alternativas. Sempre. Gostava que o movimento popular que dá força a Chavez encontrasse um outro protagonista.

  8. 8 8  Lidador

    1º-Esta Assembleia não é Constituinte, logo não está mandatada para fazer uma nova Constituição

    2- Esta nova nova Constituição transforma uma democracia num regime comunista totalitário.

    3º- Esta Assembleia foi eleita por apenas 15% dos venezuelanos.

    4º-Este referendo ( daqui a quinze dias) é ele mesmo uma ilegalidade à luz da legislação em vigor, uma vez que , segundos os prazos estabelecidos, não poderia ser feito antes de 2 anos.

    Assim sendo, se há aqui “legitimidades” e legalidades só se forem do tipo revolucionário.
    Mas aí vale tudo, incluindo tirar olhos e canonizar o super-homem das massas bolivarianas.

    Tenho para mim que continua a haver pequenos Robespierres a ronronar no mais íntimo de uma certa esquerda que se quer caviar-chic.
    De vez em quando, o verniz estala e vê-se tudo..

  9. 9 9  Fado Alexandrino

    Posted by: Daniel Oliveira | novembro 13, 2007 07:38 PM

    Está muito enganado.
    O Rei não se envolveu em nenhum incidente diplomático nem em qualquer confronto político.
    Simplesmente se colocou ao lado do representante do povo espanhol que se insurgia contra uum ataque descabelado a uma pessoa que nem sequer estava presente.
    Foi uma questão de honra.
    Claro que este valor está em desuso em Portugal mas disso não se pode culpar o Rei, o Chefe do Governo e os espanhois em geral.

  10. 10 10  in limbo

    “É por isso mesmo que o Rei não se deve envolver no confronto político e muito menos em incidentes diplomáticos.”
    Senão… Senão o quê? Os únicos limites da palavra, tanto do chavez como do j. carlos são os que eles considerarem. Depois, se os espanhois n gostarem do que o rei disse, então deitem abaixo a monarquia e integrem-se na respublica portuguesa!! ou não.

  11. 11 11  Planetas

    Caro Daniel,

    Não encontro justificação para o facto do meu post ter sido “censurado”!
    Terá sido uma falha informática ou realmente não passou pelo crivo editorial?!

    Abraço,

    Bruno Contente

  12. 12 12  Daniel Oliveira

    Lidador, quem vai aprovar o referendo são os eleitores. Vai haver um referendo.

  13. 13 13  The Studio

    Pois é, esqueci-me que o Daniel era uma sumidade intelectual e um exemplo de honestidade intelectual.

    Bem, o que tentei explicar ao Daniel é o seguinte: Numa democracia, o poder é exercido por quem vence as eleições. Numa ditadura o poder é exercido por alguém que o impõe pela força. Podemos dizer que no primeiro caso existe legitimidade democrática, e que no segundo caso essa legitimidade não existe. É precisamente este o ponto que eu tentei focar: A questão da legitimidade democrática aplica-se a quem exerce o poder. Para quem não exerce o poder, não faz sentido falar-se em legitimidade democrática. Um operário fabril pode perfeitamenteocupar o seu posto de trabalho durante toda a vida sem que tenha sido eleito. Também neste caso, não faz sentido falar em legitimidade democrática do operário para ocupar esse posto pois ele não exerce poder.

    Como é hábito, o Daniel misturou alhos com bugalhos e veio comparar a legitimidade democrática de alguém que exerce o poder com a legitimidade de alguém que não o exerce. É verdade que o Rei de Espanha representa o país em várias circunstâncias. Mas se insiste em falar em legitimidade democrática, podemos dizer que sim, que o Rei possui essa legitimidade pois as suas funções foram-lhe atribuidas pelos governos democraticamente eleitos.

    Diz ainda o Daniel que gostaria que o movimento popular que apoia Chavez encontrasse outro protagonista. Está a falar no campo das utopias, certo? Ou está mesmo a imaginar que exista alguém na Esquerda que dispute o poder a Chavez? Se Chavez acaso abandonar o poder, o que duvido, será para a Direita reaccionária.

  14. 14 14  Lidador

    Caro Daniel, agradeço a informação e confesso a minha admiração pelas suas certezas sobre a legalidade resultante e um acto ilegal (à luz da legislação actual da Venezuela).

    Quanto a referendos e plebiscitos, Saddam Hussein, normalmente saia-se com 99,9% dos votos.

    Presumo que para o Daniel, isso fosse prova cabal da legitimidade do socialista de Bagdad. (é verdade, Daniel, um socialista “bolivariano” em Caracas…um socialista árabe ( Baath) em Bagdad…os mesmos tiques, os mesmos referendos…os mesmos meios…os mesmos socialismos…os mesmos “mas”.)

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