Com 507 votantes, o inquérito da barra direita (que esteve bloqueado na última semana por erro técnico) foi muito claro: 413 (81%) defendem que o novo tratado deve ser referendado. Apenas 94 (19%) dispensam o referendo.

Novo inquérito:
O ranking das escolas deve ser publico sem ponderação de outros factores?
Deve ser publico com ponderação de outros factores (meio social, geográfico, etc)?
Não deve ser público?

PS1: Esclarecendo alguns comentadores que levanta dúvidas legitimas. É um facto que o Ministério da Educação apenas torna públicos os dados e é a comunicação social que faz os rankings. Aliás, alguém se devia lembrar de fazer um ranking dos rankings, tão diferentes que eles são apesar de trabalharem com os mesmos dados. O que a segunda possibilidade do inquérito avança é a de acrescentar a essa informação dados quantitativos que permitam que os rankins ponderem factores fundamentais. Ou, mais arriscado e melindroso, o Ministério fazer também o seu próprio ranking ponderando esta informação.

PS2: Para quem gosta de exercícios estatísticos, vale a pena ler o Miguel Madeira sobre as várias possibilidades de ponderação de factores aos números brutos que alimentam os rankings. Mas o Miguel está, obviamente, a fazer omeletas sem ovos, já que não tem dados importantes sobre a situação de cada escola. Depois de ler os posts dele, penso que a melhor proposta seria a de que o Ministério divulgasse os números em bruto (os que hoje divulga) e os outros elementos passíveis de ponderação. E que ele próprio os aplicasse e divulgasse em simultâneo (permitindo a todos a liberdade de fazerem os rankings alternativos como entendessem) um ranking ponderado. Alguns exemplos de informação passível de ser ponderada: número de exames, poder de compra médio dos agregados familiares, idade dos alunos, se são internos ou externos, número de alunos que beneficia de acção social escolar, habilitações literárias dos pais e algum dado que permita ponderar o grau de desenvolvimento do meio.


Sem respostas ao post “Inquéritos”  

  1. 1 1  Justicialista

    Pode não ser muito correcto à esquerda dizer isto, mas eu penso que tem de haver competição e concorrência (saudável) entre as escolas. Está provado que só a concorrência aumenta a qualidade e permite a liberdade escolha e combate os monopólios e poderes instalados. Sempre pensei que a esquerda estivesse ligada à LIBERDADE e portanto exige que possamos ESCOLHER conforme os nossos interesses e preferências. Constituir monopólios públicos (ou privados) só serve para perpetuar os interesses instalados e a lei do mais forte!

  2. 2 2  laura

    Apesar de nada ter ver com o post, mas sim com a tertúlia da SIC, tenho de lhe puxar os cabelos um a um (apenas para chegar ao crânio e depois ao resto, onde moram o centro decisor e outras ferramentas enigmáticas):

    - Então isso de “coimbrão engraçado”não existe?!
    Explique lá melhor, s.f.f…

    Temos mais um a engrossar a tristes hostes do Vasquito PValente ou JPachecoP.?
    Ou será qualquer outra coisa indecifrável?

    Mas que estranho ódio têm os pensadores do parte-a-louça portuguesa a esse burgo em particular…
    Deve ser duro, muito duro de roer para lhe reservarem esse lugarzinho de estimação.

    Acho que vou ficar antes muito orgulhosa, em vez de me chatear com os tiques e preciosismos do fala-baratismo nacional.
    A não ser que queira ter a bondade de explicar (pode ser que eu até concorde, quem sabe?!)

  3. 3 3  João

    Penso que o ranking deverá ser público com a apresentação dos dados em bruto. Não cabe ao estado ajuizar e realizar ponderações. Os interessados apenas têm de pegar nos dados em bruto e colocar neles as ponderações que entenderem.

  4. 4 4  Miguel Madeira

    Acho que a questão está mal posta, porque não existe “o ranking das escolas”. O que existe e é divulgado pelo ME é uma mega-base de dados com as notas (e outra informação - sexo, exame interno ou externo, concelho, fase, etc.) de todos os exames do secundário (e dos outros níveis de ensino) e é a partir dessa base (que qualquer um pode ir buscar à internet)que algumas pessoas se entretêm a fazer rankings (não “o ranking”).

    Penso que a questão mais correcta seria:

    “A base de dados dos exames deve ser pública com a informação actualmente disponibilizada?”

    “Deve ser pública, mas com mais informação que a actualmente disponibilizada (como o meio social)?”

    “Não deve ser pública?”

    (na segunda hipotese referi só o meio social e não o geográfico porque a informação geográfica já é disponibilizada)

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    laura, há coisas que não devem ser mesmo levadas a sério. Tenho muitos amigos em Coimbra e nenhum deles se costuma ofender com as piadas a alguma atitude pomposa que se alimenta da tradição coimbrã. Nada de muito importante.

  6. 6 6  The Studio

    Os dados devem ser públicos “em bruto” tal como são disponibilizados agora. Apresentar os dados já tratados de forma a induzir a leitura que se deseja é manipulação da informação, que poderá ser prática corrente numa ditadura mas não adequada a uma democracia.

  7. 7 7  António

    Para existir um verdadeiro “ranking” todos os factores que influenciam o rendimento escolar de um aluno, e todos é mesmo todos,teriam que ser ponderados, só dessa forma seria possivel ter alguma comparação, os dados em bruto são mesmo isso, brutos, não acrescentam nem inteligencia nem conhecimento acerca do sistema escolar. Any way pensamos que depois de ja ter sido demonstrado noutro (os) local(ais) da blogosfera que a diferença entre publico e “privado com financiamento publico”
    se resume a uns meros 0,7% que nem estatisticamente devem ser significativos, deixo a questão a quem o deseje analisar, talvez ja fosse tempo de se colocar sim na praça publica a quem interessa efectivamente a destruição da imagem da escola publica, tenho umas ideias, mas haverá escribas mais habilitados.

  8. 8 8  Miguel Madeira

    eu estou com alguma dificuldade em interpretar a 2ª opção - com ela o DO quer dizer que o Estado, em vez de divulgar a informação em bruto para quem quiser fazer rankings com ela, deve passar a elaborar ele próprio um ranking (tendo em atenção as variáveis socio-económicas)?

    Ou quer dizer que o Estado deve continuar a não fazer rankings e a divulgar apenas dados em bruto, mas passando a incluir nesses dados também informação socio-económica?

  9. 9 9  João Vasco

    O meu voto foi difícil porque a pergunta não está muito bem feita.

    O que é a “ponderação de outros factores”? Se for acrescentar informação ao ranking, sobre outras variáveis, sou todo a favor (daí o meu voto).

    Se for dar outro valor que dependa de todos os citados, por forma a que não possamos ter acesso a nenhum deles isoladamente, então sou contra.

    Ou seja, qualquer ranking novo não pode impedir o acesso à informação já disponível no actual.

    Quanto mais informação, melhor. :)

  10. 10 10  Fado Alexandrino

    Assunto melindroso.

    Claro que os dados devem ser públicos depois de analisados e trabalhados por um comité de sábios que os tornará explícitos para evitar que o povo se engane.
    Não se veja aqui nenhuma censura mas sim uma vanguarda.
    Se fosse possível eu nomeava já para o júri aqueles activistas do PCP(m-l) que em 1975 visitaram a China e perguntados qual a impressão sobre Pequim responderam:

    O mais importante é verem-se as pessoas totalmente descontraídas quer de bicicleta quer a pé. Um ar descontraído nada deste ritmo frenético. Em todo este tempo não vimos as pessoas a discutirem umas com as outras. Não se vê como cá os parzinhos de namorados, nada disso. Os rapazes e raparigas passeiam, falando dos seus assuntos mas sem “cenas” como se vê aqui.

    Se calhar estavam a falar sobre os rankings das escolas, digo eu.

  11. 11 11  JEM

    Outra maneira de fazer a mesma pergunta para este inquérito:

    Se a realidade e as teorias ideológicas que queremos demonstrar não forem (pelo menos aparentemente) conciliáveis, deveremos:

    - Deixar que o povo tenha acesso aos dados e que pense por si próprio. As opiniões devem ser discutidas. Cada um deve ter acesso a informação pública isenta. Mesmo que isso ponha em causa a nossa ideologia e nos obrigue a reconhecer os nossos erros.

    - Juntar os “sábios” que conseguirão provar ao povo que a realidade está mesmo de acordo com a nossa ideologia. Nós temos sempre razão.

    - Não nos temos que dar ao trabalho. O povo tem que acreditar na nossa suprema ideologia. Quem refilar vai para a Sibéria.

  12. 12 12  emepê

    Mas é claro que os dados têm que ser tratados, senão lá estamos na estatística das galinhas. Eu como duas, tu não comes nenhuma, os dados brutos dão uma galinha para cada um de nós.
    É muito bom para o vendedor de galinhas.

  13. 13 13  JEM

    Toda a informação útil relevante deve ser disponibilizada (desde que não invada a privacidade de ninguém). Era um favor que o Min Educação faria a si próprio.

    O Ministério até pode ter ponderadores seus, mas isso nunca deve implicar ocultar os dados em bruto para que outros possam criar os seus próprios ponderadores e fazer os seus próprios estudos.

    O que tenho visto neste debate é uma permanente tentativa de justificar teorias ideológicas conceptuais pegando nos dados que são mais convenientes para as justificar (quer da direita, quer da esquerda). Quase tudo se consegue justificar com um punhado de números.

    Seria muito mais interessante e útil haver estudos aprofundados, cruzando vários dados, analisando em detalhe os melhores e piores exemplos de escolas.

    Há muitíssimo mais factores que justificam melhores e piores desempenhos do que público-privado, pais ricos-pais pobres.

    Não basta passar a privada para uma escola ser boa (apesar de poder criar maior pressão do mercado para melhorar). Há escolas públicas bem melhores do que muitas privadas.

    Também não basta juntar meninos de pais ricos numa escola, para esta ficar no top dos rankings. Menosprezar as 10 melhores escolas apenas porque têm como alunos filhos de pais ricos, é ignorar boas lições que se podem aprender das suas práticas.

    Ocultar dados ou manipulá-los são hábitos de estados totalitários.

    O debate sobre a escola tem de ser aprofundado, com espírito empírico de observação da realidade, e não com espírito teórico infectado de ideologias, venham elas de que lado vierem.

  14. 14 14  Fado Alexandrino

    Vamos mas é começar a propor as perguntas.
    A minha é:

    Você, seu inútil trapalhão, mandrião, concorda que o seu pai deixe de lhe dar a mesada, cama, mesa e roupa lavada?

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