Por Sérgio Lavos
Ontem como hoje, a igualdade de direitos continua a ser contestada.
As fotografias da manifestação foram retiradas do blogue de Pacheco Pereira, Ephemera.
59 comentários 21 Fev 10 em Direitos Humanos, PolíticaOntem como hoje, a igualdade de direitos continua a ser contestada.
As fotografias da manifestação foram retiradas do blogue de Pacheco Pereira, Ephemera.
59 comentários 21 Fev 10 em Direitos Humanos, Política
é deprimente constatar o quão ainda somos tão retrógados…
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Que miserável.
É para isto que queres esta gente no teu blogue, Daniel?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 1:13
Sim, jcd. É mesmo para isto que gosto de ter um blogue com eles. E, claro, subscrevo o post. Por fim, o blogue não é meu. É nosso. Meu, dos pedros, do sérgio, do joão, do rui e do bruno. Nosso. Propriedade colectiva. Por isso, se quer pedir explicações, é com o autor que fala. Aqui não há patrões. Saberá o que isso quer dizer?
Das quase 100 mil assinaturas sobraram estes, já com crianças incluídas? Realmente, a luta custa à chuva. Não há convicções que resistam a tamanha tortura.
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Caro jcd:
apenas publiquei o seu comentário para ter o prazer de lhe responder, até porque prefere falar com o Daniel do que com o autor do post. Mas diga lá: em que é que o post é miserável? está com certeza a falar dos tristes indivíduos vestidos de negro, não está? Ou do cartaz com um facho à esquerda, não é? Ou das frase demagógica que aparece no cartaz, certo? Se não quiser sujar as mãos a responder-me, tudo bem, julgo que o mail do Daniel é público. Simplesmente gostava de saber o que é miserável.
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Que lindo ramalhete da sociedade portuguesa, é bom que tenham escolhido uma manifestação democrática para misturar crianças com neo-nazis, fundamentalistas islâmicos e cristãos, fascistas com militares de abril, etc, etc.
É uma coisa bonita, o ódio- junta tanta gente diferente!
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Se metessem umas quantas fotografias de uma manifestação do BE a protestar contra a liberdade económica ou contra a fuga ao fisco ficava melhor que algumas das que aí estão.
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Que bem apanhada a sua comparação. A serio que me agonia ver estes valores exaltados nas ruas…valores destorcidos e a vangloriarem-se as familias contra outras familias…com tantos ou mais valores!
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http://patrimonius.blogs.sapo.pt/19420.html
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Retiro o que disse a favor desta manifestação. Pensei que era contra o casamento homossexual e não contra a homossexualidade.
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AS fotos foram bem tiaradas.
Mas o que foi pena foi não ter havido porrada.
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João Amaral Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 14:24
Então não se pode bater em mulheres, e nós somos uns cavalheiros!
Anita Bryant Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 0:38
Eu estive lá. E ia andando à porrada com um palerma de camuflado que não gostou que o insultassem, depois de nos ter agraciado com o epíteto de bichas, seguido de “filhas da puta”. Queiram informar-se, eu não sou uma mulher e não tenho reservas em vos bater.
E a manifestação espontânea de apoio a Sócrates?
Não há fotografias disso?
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Tanta foto do PNR Sérgio Lavos. Eu não fui á manifestação mas penso que o numero de militantes do PNR não ultrapassaria meia duzia, entre vários milhares de manifestantes. A manifestação era aberta a quem lá quisesse ir….aliás já sucedeu, numa manifestação de agentes das forças de segurança, terem comparecido dirigentes e militantes do PNR, para mostrarem que o PNR apoia as forças de segurança. Em que é que isso comprometeu a respeitabilidade da manifestação dos agentes policiais?
O que é que o Sérgio sugeria que os organizadores deviam ter feito? Proibir a presença de simpatizantes do PNR na manifestação?
Tem alguma duvida que os organizadores preferiam, de longe, que o PNR não fosse lá?
Eu não tenho duvida nenhuma que você, e o resto da Arrastaria, adoraram o facto de o PNR lá ter ido. Assim sempre podem tentar reduzir a manifestação á meia duzia de PNR´s que lá se infiltraram.
Já agora, Sérgio, porque é que só fala no apoio da Igreja Catolica á manifestação e mantem um silencio de chumbo relativamente á presença de seguidores do Islão na manifestação, que aliás são visiveis nas fotos do Pacheco Pereira, vindo essa presença na sequencia da condenação do casamento homossexual feita publicamente por dirigentes da comunidade islamica portuguesa?
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joão Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 2:42
não há aqui ninguém com honestidade intelectual suficiente para registar que aqueles gajos das bandeiras pretas não eram do PNR?
Sonso Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 17:30
Isso não é verdade. Os fulanos das bandeiras pretas eram do PNR. Aliás um deles, em destaque nesta foto, é o secretário geral do PNR, Pedro Marques.
http://i46.tinypic.com/2prg19s.jpg
http://i50.tinypic.com/120rz14.jpg
Pode confirmar neste tempo de antena a partir dos 54 segundos. Lá está ele, um dos dirigentes de topo do partido.
http://www.youtube.com/watch?v=n_Q-kPa3EJU
Na manifestação compareceu uma ala “militarizada” do PNR, envergando uniforme de campanha, sob o comando do secretário geral Pedro Marques, e compareceu tambem uma ala vestida à “civil”.
As pessoas são livres, desde que se comportem devidamente, de se juntarem ás manifestações que entendem, sem que a sua presença comprometa, em nada, os organizadores. Se não se comportarem devidamente, compete á PSP agir em conformidade.
joão Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 3:01
Mentira. Esse gajo foi corrido de secretário-geral do PNR, aliás como todos os outros da bandeira preta. Haja um pingo de vergonha e um pingo de seriedade na discussão!
Pensei que era um daqueles jogos de descobrir diferenças mas não encontro nenhumas!
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casamento, é entre homem e mulher. ficou registado e patenteado. não há volta a dar.
em tempos idos, na Cova da Piedade havia “um” Manelinho das farturas que confundia um pífaro com uma coisa que não digo o nome porque tenho vergonha. ou então o Daniel bloqueava.
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as minhas desculpas ao Daniel. não é o autor do post.
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É deprimente a estupidez de quem se acha “modernaxo” e carimba, tão à tuga, os outros de retrógrados. É a nossa Tugalândia modernaxa e esquerdista.
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Caro Nuno Leal:
um grande LOL para si (eu nem gosto destas terminologias, mas enfim…). E não é que o título do post em que eu primeiro tinha pensado era precisamente “descubra as diferenças”?
Pois é…
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Realmente a alegoria está bem feita. Esta gente que se manifestou é a mesma que há uns anos se manifestava (alguns, se tivessem vivos) contra o divórcio, a igualdade de direitos entre homens e mulheres, à universalização do voto, à igualdade racial, etc. São os mesmos que sempre que há progresso social, ficam agarrados à sua ideologia reaccionária.
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Carlos Reply:
Fevereiro 21st, 2010 at 23:47
Exactamente! Se se fizessem referendos por tudo e por nada, ficaríamos espantados com a quantidade de pessoas que seriam contra o facto das mulheres votarem, trabalharem; contra o facto de não haver “chefes de família”; contra a criminalização do racismo ou outros que tais.
Democracia é a a protecção das minorias, essa é uma lição básica de ciência política. E a democracia é parlamentar precisamente porque a vertente directa implica muitas falhas e só numa sociedade altamente informada (que não é a sociedade portuguesa mas sim a suiça, por exemplo) esta funciona.
Gostei do seu comentário e penso exactamente da mesma forma.
É por estas e por outras que ouvi hoje a minha madrasta a dizer que oferecia brinquedos utensílios de cozinha à minha filha para ela não virar lésbica…
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Como dizia um homossexual que assistia ao desfile: nós temos tanto ou mais direito do que vocês! Tanto ou mais, repito.
Já Elton Jonh descobriu que Jesus era homossexual. Isto já eu previa há muitos anos: um dia, Vasco da Gama ou Camões também será uma coisa qualquer relacionada com um grupo dito discriminado. Talvez homossexual ou talvez mulher disfarçada de homem.
Não sou homofóbico e tenho respeito pelos grupos diferentes e pelas minorias que também me respeitem.
Mas, já agora, há alguma instituição que atribui os direitos às pessoas? Quando se vive em liberdade e democracia (felizmente) aparecem sempre grupos a comparar o incomparável e a assumir direitos que, antes de tudo, devem ser discutidos em sociedade, porque é em sociedade que vivemos.
E o que vi nalguns debates da TV sobre o tema foi um comportamento ostensivo e gozão da ala homossexual e outros defensores do casamento gay em relação aos heterossexuais.
A mim não me parece que um par gay seja igual a um casal heterossexual em relação: à antropologia; à biologia; aos gostos; aos tipos de sentimentos; aos sentidos da visão, do tacto, da audição, do olfacto e do gosto. Ademais, tem-se assistido a uma alteração/adulteração de significados das palavras, como casal, apenas para satisfação de um grupo. Qual a necessidade disso? Poderiam os grupos defender a sua pretensão, assumindo as diferenças, como ainda há pouco anos faziam. Alteração estratégica que também só se percebe se se pensar que assim consegue obter-se com mais facilidade razão quanto aos seus direitos.
Quanto aos participantes no desfile, não me identifico com a maioria dos grupos e, muito menos, com essa rapaziada cuja mentalidade se aproxima duma figura ridícula e de bigidinho a condizer.
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André Basílio Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 1:02
O quote:”homossexual que assistia ao desfile” era eu. E, tendo sido editado, o início da frase perdeu-se. Não é relevante, de todo.
Estou satisfeito com a mensagem que consegui veicular, assim como aqueles por quem falo estão (as pessoas presentes, id est). O que é, factualmente, relevante é que a sua atitude é duma ‘bigotry’ que me deixa algo perplexo. Não é, claro, homofobia.
Pois eu, na qualidade de homossexual, sinto da mesma forma e o mesmo que o senhor. Sensorial e emocionalmente. Dizer que não é assim é um disparate. A necessidade de eu + o meu parceiro (fazendo uso da aritmética presente nuns cartazes empunhados pelos manifestantes) sermos vistos com um casal é, apenas, uma questão de validação, de igualdade. Tenho tanto ou MAIS direito que o senhor de celebrar casamento. Porquê? Porque o senhor e a sua comunidade, heterossexual confesso, tem esse direito desde que o casamento existe. Nós não tencionamos intrometer-nos na vida alheia. Pedimos que sejam capazes de resistir à tentação de se intrometerem na nossa. Não nos revemos nos vossos valores, não queremos fazer uso das vossas convenções. A heteronormatividade ignorante e inconsequente tem os dias contados. Pode não gostar, mas nós existimos. Temos assento na Assembleia da República, trabalhamos na Presidência, somos professores(as) dos vossos filhos, somos vossos médicos e enfermeiros, somos juízes, advogados e cientistas. E não vamos a lado nenhum. Uma boa noite e felicidades.
José R. Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 15:51
Estou satisfeito com a atenção que deu ao meu humilde comentário, bem como com a sua satisfação, André! Mais do que com muito do que disse, que não corresponde a qualquer raciocínio lógico. Já não posso dizer o mesmo em relação à interpretação que (não) fez do meu texto. Extraiu dele o que lhe aprouve e fez tábua rasa do restante. A sua perplexidade também me deixa perplexo. Mais a sua lógica. Não responde a nenhuma das questões levantada, limitando-se a tomar decisões, também por mim. Se eu achar que mulher+homem não é igual a homem+homem ou mulher+mulher você ordena-me que é. Se eu apontar as razões porque penso dessa maneira, você pura e simplesmente ignora-as. O que se pode fazer? Do mesmo modo, parece-me que não percebe muito bem a origem dos direitos. Por isso, não me admiro que se queixe de que antigamente os homossexuais não tinham o direito de casar. A questão dos direitos coloca-se quando as sociedades se dão conta de injustiças, as discutem e para elas arranjam soluções. É extraordinário que diga que tem os mesmos OU MAIS direitos do que os heterossexuais, apenas porque a “antiguidade”, isto é, a “História” retira direitos fundamentais a quem os tinha. Repare que em todo o seu texto a sua assertividade é totalmente desprovida de lógica. Até quando se refere à minha “comunidade”. Não gosto muito de guetos, grupinhos ou claques a não ser que sejam com efeito ad-hoc. Nas razões do sexo, separe-se da comunidade das pessoas (à sua vontade), mas não me separe a mim. O ter interesses diferentes não me dá o direito de separar ninguém. Outra coisa é… outra coisa. Quando acha que os homossexuais tiveram razão? Quando exigiam o direito à diferença ou quando exigem, agora, o direito a uma duvidosa igualdade? Digamos que eu dou razão aos vossos argumentos de há uma década ou pouco mais. Deixei-me ultrapassar pelos tempos ou a velocidade foi demasiada?
A questão não é as pessoas meterem-se na vida umas das outras. Se assim fosse, porque raio vinham vocês meter-se na nossa vida, exigindo a mesma designação que nós usamos para a vida em comum? Ou perguntando se mudava alguma coisa se a nossa mãe fosse lésbica?
Aceitaria você, por exemplo, que no registo de cada casamento ficasse, num caso “casamento heterossexual” e, noutro, “casamento homossexual”? Isto também seria discriminatório? Exigiria você ficar com o assento de “casamento heterossexual” só para não ser discriminado?
Não vale a pena pensar, e dizer, que eu “posso não gostar, mas nós existimos”. Se lesse o meu comentário com atenção, não diria tal coisa. Muito menos apresentaria uma lista de locais onde se sentam homossexuais. Isso não me interessa para nada, porque respeito a individualidade e a personalidade das pessoas. Este assunto só passa a interessar-me quando se torna motivo de debate público. Como ser social, tenho o direito de me pronunciar sobre todas, repito TODAS, as leis do meu país. Quanto ao resto, pode exercer a sua profissão à vontade, inclusive sobre a minha pessoa, se tal for necessário e se não me quiser discriminar. E pode sair do gueto em que se está a meter, partilhando alguns dos meus valores, porque tenho muitos e, penso, com qualidade significativa.
Meu caro, além de lhe agradecer ter respondido, queria só dizer-lhe mais uma coisita: nunca me irá fazer sentir mal por ser heterossexual, mas também nunca há-de fazer-me sentir “orgulhoso” de o ser, alardeando-o como muitos homossexuais fazem através de paradas folclóricas ou organizando-se em lóbis. Acho a minha sexualidade normalíssima e deliciosamente vulgar. Como vê, não há-de ser por mim que maiores males virão ao mundo. Boas-tardes e muitas felicidades.
André Basílio Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 20:11
Caro José, limitei me a seguir a sua lógica. O senhor, do alto da sua heterossexualidade assumida, introduz me como “um homossexual que assistia ao desfile”. Não tinha o direito de o fazer, porque se prestar atenção, não há menção disso na peça da RTP. Não aparece o meu nome, sequer. Nem se lê “pessoa gay” ou “pessoa straight”. Curiosamente, não sou homossexual nem o afirmo a ninguém, e se o escrevo é para não confundir as pessoas que podem não saber o que é um ser queergender. Quem conhecer a génese do termo “homossexual” perceberá porquê.
Isso de meter as pessoas em caixinhas é típico daqueles que não têm muita tolerância à frustração; ou dos outros, os que aceitam o seu lifestyle como o único socialmente válido e aceitável.
Poupe-me é a posição do “os prides e o lobby gay são folclore” porque essa stance é, novamente, falaciosa. Nunca fui a uma marcha do orgulho e não pretendo começar a ir. Por favor perceba que uma acção promovida no Facebook que NÃO se assume como uma contra-manifestação está longe dum “gay-pride-parade” ou algo semelhante.
Lamento que seja obrigado a escrever um tão longo texto a comentar o meu comentário, e se o fiz em primeiro lugar foi para clarificar a posição dum grupo de pessoas que não quiseram ver as suas liberdades diminuídas por uma cambada de ‘haters’ e ignorantes, extremistas religiosos e políticos e beatas. Grupo esse que, por acaso, não se identificava como um grupo de homossexuais simplesmente porque não era um grupo integralmente homossexual. E, que por mero acaso – novamente – não querem castrar as opiniões alheias.
Posso não concordar com a sua avaliação da comunidade LGBT e dos seus activistas. Mas nunca hei-de exigir que se legisle contra tais avaliações e apreciações, nem vou tão pouco criar uma petição a pedir o seu referendo. Ao contrário daqueles que apoiam a Plataforma Cidadania e Casamento.
Novamente a questão do “nós queremos tantos ou MAIS direitos que eles”, ‘nós’ sendo o grupo de pessoas que não tendo qualquer ligação a associações gay entenderam que se deviam manifestar contra uma manifestação que atenta contra a liberdade de indivíduos incluso neste mesmo grupo, e ‘eles’ sendo os palermas que pretendem extinguir todas as orientações sexuais e identidades de género diferentes da deles, de forma pacífica ou duma outra, violenta, odiosa e criminosa. Finalmente, não respondi a nenhuma das suas perguntas por me pareceram inexoravelmente retóricas e com um propósito de pontuar o seu texto com algum humor sarcástico. Sabendo agora que não era essa a sua intenção, aqui vão as (minhas) respostas às (suas) perguntas:
1.”Mas, já agora, há alguma instituição que atribui os direitos às pessoas? ” Bem, esta é difícil. Se considerar a Assembleia da República plus todo o restante aparelho jurídico, “instituições”, sim. São eles.
2. “Ademais, tem-se assistido a uma alteração/adulteração de significados das palavras, como casal, apenas para satisfação de um grupo. Qual a necessidade disso?” A necessidade de pegar num conceito como “casamento” e fazer deste um conceito menos heteronormativo é pois, a tentativa de tornar cidadãos heterossexuais iguais a cidadãos não-heterossexuais já que aos olhos da nossa lei máxima, espante-se, eles são iguais. Ainda que apenas teoricamente.
Creio que as respostas foram dadas. Lembre-se, José. A razão é serena. André dixit.
Boa noite, felicidades, e cuidado com os guetos.
José R. Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 23:34
Caro André, não me ponho no alto da minha heterossexualidade, nem ela é coisa que eu ande por aí a assumir. É, e basta-me! Suponho que mais tarde ela apenas se manifeste no pensamento, dado que, de acordo com a vox populi, a ideia é a última coisa a perder-se.
Apenas a referi para clarificar alguns aspectos do “debate”.
Perante a sua afirmação de que não é homossexual, devo pedir-lhe desculpa pela minha afirmação. Espero é que não pense que nela havia qualquer provocação. Baseei-me no que vi e no que ouvi. E não é uma questão de ter ou não direito de o dizer. É, mais exactamente, uma indução em erro devido às circunstâncias. Espero que não se tenha ofendido com isso.
Como sabe, o(s) seu(s) textos bem estruturados e inteligentes afastam-se, pelo menos (muito) parcialmente, do que digo e penso quanto a este assunto. Parecendo-me suficientemente conhecedor do tema e com ideias muito consolidadas, não pretendo de forma nenhuma alterar o seu pensamento nem as suas vivências. O que escrevo aqui no blogue, e cuja publicação agradeço aos autores, não é mais do que o reflexo daquilo que o meu cérebro (um pouco de pós-sapiens, confesso) produz, bem ou mal. Devo dizer-lhe que lhe dou bastante treino (ao cérebro), mas não sei se resulta, embora pense que sim. O meu espelho não me responde. No fundo, talvez eu seja um inveterado provinciano.
É! A razão é serena! Não se guetize você que comigo não há-de haver problema. Felicidades também para si.
Eu não tenho nada a favor nem contra os homossexuais, são pessoas e como tal merecem o respeito de todos. Nunca senti qualquer impulso desse género, por isso é algo que acho que nunca conseguirei entender, mas acredito que é algo que outros sentem e que por isso é preciso aceitar. Com normalidade. Porque anormal é alguém manifestar-se contra a liberdade dos outros. Como as várias pessoas que me dizem que os casamento entre pessoas do mesmo sexo são uma ameaça à “instituição” do casamento. Mas qual instituição? Alguém vai entrar pelas vossas casas adentro a estragar-vos o vosso casamento? Os gays são uma ameaça ao casamento de quem? A “instituição” é o casamento de cada um, a partilha dessa relação entre duas pessoas. Algo que deve ser considerado admirável e louvado. Os gays não são ameaça para ninguém. Se querem controlar o mundo havemos de dar conta e de os impedir. Agora, anormal e uma ameaça são os fascistas que vi a descer a avenida da Liberdade, os mesmos de sempre, que insultam, berram e incitam ao ódio. Pessoas que oferecem violência gratuita, irracional. Indivíduos que provocam e que têm uma raiva incompreensível nos olhos. Gente que tem como líder um tipo que passa os seus dias no ginásio (os próximos meses serão na cadeia), que tem armas em casa, onde também tem filhos pequenos. Que tem Hitler e outros monstros como ídolos. Um tipo que se acha um exemplo da “raça lusitana”. Que se todos fossem como ele, Portugal seria um país desenvolvidíssimo. Um doido que não sabe que o mundo é de todas as raças e que as pessoas devem ser julgadas e punidas por acções erradas e não pela cor da pele ou pela forma dos olhos. Que a resolução dos problemas se faz através da união de todos os povos, que essa é a beleza do mundo. Mas afinal ele só faz uns biscates como porteiro de discoteca. Sinto-me contente por saber que estes infelizes racistas serão sempre uma minoria de revoltados sem causa, que um dia serão esquecidos na voragem.
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Manual dos bons pais:
- ir à igreja e ter muitas criancinhas;
- expôr as criancinhas a um desfile com gente bem armada e amiúde violenta e perigosa; portugueses de boa cepa, de que todos nos orgulhamos: assassinos, traficantes de diversas coisas, etc.
- ensinar às criancinhas que devem estar sempre do lado dos senhores carecas que fazem a saudação nazi enqanto gritam ameaças de morte; esses são bons, bater em tambores é que é violento!
Isso sim, são os verdadeiros bons pais católicos.
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joao cortes Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 19:40
sua ignorante, 99% das pessoas q lá andavam sabem lá quem são aqueles carecas. Quanto às crianças já vi que não gosta que sejam muitas, azar o seu, mas sorte a sua – serão elas a pagar-lhe a reforma e quem sabe a mudar-lhe a arrastadeira – pois são educadas para isso.
Helena Romão Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 22:30
Eles é que não sabem com quem se misturam e eu é que sou ignorante?
Quanto a criancinhas misturadas com neo-nais, quanto menos melhor, de facto.
André Basílio Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 1:13
Helena, tem toda a razão do mundo. Estava mem’ao lado dos tambores. E hoje, não me sinto particularmente violento. Mas o rapaz de camuflado e óculos à la fuhrer que nos chamou de filhos da puta e bichas da merda, sim, esse de certeza que tem um pai e uma mãe, tem uma vida feliz, cheia de amor e segurança.
Gostava que esta gente pequenina, tacanha, considerasse por dois segundos aquilo que vai escrever. Mas não temos tanta sorte.
Felicidades e uma boa noite!
mas se eu percebo bem, um preto e uma branca, ou uma preta e uma branca, ou seja que cor seja dentro da raça humana, dá sempre filhos. ou não? é que se assim for, qual o sentido da comparação dos cartazes?
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por aí e tal Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 2:09
lol, uma preta e uma branca não
a menos que façam como a mãe da nuna rosa
foi lapso, mas acho que a ideia se entende.
Porque estou muito bem disposto aqui vai:
A palavra armário indicava na Idade Média um lugar específico para se guardarem as armas; por um processo de ampliação de significado, ela passou a designar qualquer móvel destinado a guardar coisas.
Estudem semântica antes de falar, estudem… para vosso bem… caso contrário passarão (ave pernalta da família dos Ciconiídeos) a vida numa prisão, a pior de todas. Facilitem a vossa vida.
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André Basílio Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 20:14
Um grande, grande LOL.
Quer queiram, quer não a homossexualidade é um desvio da natureza. É uma excepção da natureza. Existe, é certo, mas como desvio.
E, caro Sérgio Lavos, a frase “A prática homossexual não gera vida”, está correcta, não vejo demagogia de qualquer espécie nessa frase.
Um casal de homens ou mulheres a adoptar uma criança, vai confundi-la, de acordo com o padrão normal de pai-mãe. De figura paterna e materna.
E quem diz que as crianças não sofrerão desvios comportamentais, por se verem encaixadas numa família disfuncional, o que dirão desde spot publicitário?
http://www.youtube.com/watch?v=KHi2dxSf9hw
Children see. Children do.
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Miguel Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 10:06
«Quer queiram, quer não a a cor ruiva dos cabelos (só para dar um exemplo entre milhares possíveis) é um desvio da natureza. É uma excepção da natureza. Existe, é certo, mas como desvio.»
Bora proíbi-los de casar, afinal as crianças que têm o cabelo ruivo (mais uma vez é só um exemplo) podem ser gozados por não corresponderem ao padrão da «raça lusitana».
Porque é que uma família homossexual é disfuncional?! O que é ser «funcional» um bom chefe de família, que bate na mulher e nas crianças e odeia rabetas?! Assim já é boa, desde que as crianças não sejam gozadas por isso na escola?!
«E quem diz que as crianças não sofrerão desvios comportamentais, por se verem encaixadas numa família funcional?» Ou só as crianças que vêm de famílias «disfuncionais» é que sofrem desvios?!
E uma criança que não tem pai ou mãe, perfilha-se a um desconhecido só para não se «confundir» e ter uma figura materna e paterna?!
Berta Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 12:25
HDP, o que é afinal a normalidade? Onde é que está escrito? E já agora porquê tanta insistência no assunto? Eu quero lá saber se a homossexualidade é um desvio. O que eu quero é que seres humanos sejam tratados enquanto tal nas opções que bem entendem fazer. Acabou-se.
Quanto ao casamento gerador de vida:
As pessoas casam-se só para procriar? Ou casam-se por uma enorme variedade de motivos que a só a elas diz respeito, entre os quais se pode incluir ou não ter filhos.
Um casal homossexual não pode procriar, pronto. É verdade. Está contente? Leve a bicicleta. E só por isso não se pode casar. É mesmo nisso que acredita?
Carlos Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 13:03
Eu nasci e cresci numa família heterossexual e fui descriminado na escola porque os meus pais eram muito pobres. Além disso, o meu pai fugiu de casa com uma prostituta quando eu tinha 11 anos e desde então vivi apenas com a minha mãe: tenho um tio, irmão da minha mãe, que me deu as minhas principais referências masculinas e que considero mais próximo de mim que o meu próprio pai.
A minha família foi muito mais disfuncional do que se tivesse tido duas mães ou dois pais… é tudo uma questão de perspectiva, não se deve generalizar nem ter posturas extremistas e infundadas…
Ricardo Brito Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 14:02
Ai que malandros os meus pais, então não é que me confundiram. Depois de ver este spot publicitário já percebi tudo. Afinal a minha suposta heterossexualidade provem da manipulação social da minha consciência, da introdução inconsciente de conceitos sobre o mundo, resultando numa incapacidade cerebral de sobrepor um raciocinio livre ao raciocinio manipulado que introduziu surrateiramente conceitos que me aprisionaram.
Obrigado pela dica, vou já fazer terapia.
cafc Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 18:19
“Children see. Children do.”
Finalmente (quer queiram, quer não), parece ter sido descoberto mais um “egg” de Colombo. Os homossexuais (dois desvios e uma excepção da natureza) existem, porque viram. Então:
1- Os dois primeiros homossexuais são fruto de geração espontânea. De forma alguma poderiam ter origem numa “família funcional”. O terceiro só o foi, porque viu;
2- Uma “família, ainda, mais disfuncional” (dois desvios e uma excepção), foi decisiva para a proliferação da “espécie”. Dois “machos” e uma “fêmea” juntos…O que as “children” devem ter visto!
“A prática homossexual não gera vida”. Como é que eu não tinha pensado nisso? Sendo assim, é muito provável que haja outra “explicação” para o “fenómeno”.
Como fui apanhado de surpresa, só me ocorre que “a teoria homossexual gera vida”…
Tenho a sensação que estamos muito perto de ver descoberto o grande “mistério”. Quem apareceu primeiro, o “egg”, ou a “chicken”?
O spot publicitário (da forma como é “utilizado” neste post) reduz as crianças a “macacos de imitação”. Pior do que isso, H.D.P. “sugere” que, mesmo na fase adulta, assim continuarão, ou seja, “serás o que viste fazer”.
Pois, bem. Sou oriundo de uma “família funcional”.
À época, “mandava a boa tradição” que o menino fosse à catequese, frequentasse a mocidade portuguesa e (quando chegasse a uma certa idade, como “medida preventiva”) o pai o levasse a uma “casa de meninas”.
O meu querido pai quebrou esta última “tradição”. É um dos agradecimentos que lhe dirijo, a título póstumo. Outro (e não é o último) é o de não se ter oposto a que eu fosse à catequese.
Frequentar a mocidade portuguesa era, pura e simplesmente, obrigatório.
Hoje, sou ateu, anti-fascista e heterossexual. Devo ter “degenerado”, talvez por ter uns “neuróniozitos” que me distinguem dos macacos.
Amanhã, só garanto que serei anti-fascista. Para bom entendedor…
André Basílio Reply:
Fevereiro 23rd, 2010 at 20:23
Concordo com o Miguel. Pessoas com genes recessivos manifestos não se deviam poder casar. Concordo com a Berta. Casamento devia ser só pa casar. Afinal de contas, a mulher é propriedade do homem. (laughs)
(laughs harder)
Concordo com o Ricardo Brito. A heterossexualidade é fruto da imitação e do recidivismo. Porque toda a gente era heterossexual, até certo ponto. E depois vieram os desvios. Vulgo, maricas. Eu, por exemplo.
Saúdo @ cafc, pela genialidade da argumentação. E por dar a mão aos palermas que não percebem quão errados estão.
Isto é que é ser reaccionário.
cafc Reply:
Fevereiro 24th, 2010 at 14:23
Meu caro André Basílio
Esta discussão já vem de longe. O nível de “argumentação” dos opositores ao casamento homossexual vai descendo até ao absurdo. Tenho um “feitio lixado”. Ou me irrito, ou “absurdo” ainda mais. Foi este o caso.
Que os nazis “macaqueiem” o Hitler, ainda posso entender. Quando eram pequeninos viram os documentários e os filmes e “Children see. Children do.” Eles são tão mais “felizes”, quanto maior infelicidade provocarem nas “raças impuras.”
Mas, estes “católicos”, que apregoam o “amor ao próximo”, só tiveram a possibilidade de ver os filmes da “Santa Inquisição”. Nem têm a “felicidade” de ver documentários sobre Torquemada. Devem contentar-se com Pio XII e Bento XVI.
Para compensar, levam as criancinhas para a manifestação. Pois então, “Children see. Children do”. Está “garantida a perpetuação da espécie”.
Jesus a conviver e a tocar nos leprosos? Esquece “criancinha”, porque a homossexualidade é uma “lepra muito mais contagiosa e perigosa”.
Portanto, ama o próximo, desde que ele esteja muito longe.
Este “casamento manifestante” mais não é do que aquilo que a História nos ensina. Há
diferenças substanciais entre os conceitos de “raça pura” e “povo eleito”?
Meu amigo, vamos esperar que as pessoas sejam felizes por si próprias e , se possível, contribuam para a felicidade das outras.
Um abraço.
Este post apenas demonstra que a esquerda continua viva.
A norma da esquerda é nunca respeitar as opiniões que não sejam exectamente coincidentes.
Só há 3 razões possíveis para a discordância com as ideias (progressistas) da esquerda:
1 – Falta de capacidade inclectual para abarcar os conceitos.
2 – Estar a soldo de organizações ‘reaccionárias’
3 – Não ter tido a educação que permita conhecer a VERDADE (normalmente por influência de organizações reaccionárias).
Logo, ideias diferentes são sempre, no fundo, falhas de carácter, por incapacidade, má-fé ou má formação.
Assim, a esquerda nunca discute ideias (uma perda de tempo para quem conhece a VERDADE), limita-se a apresentar as falhas de carácter de quem discorda.
A arrogância e intolerência que esta posição implica, coloca o autor do post muito próximo do PNR e outras organizações totalitárias (esquerda ou direita).
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Que post tão fascista.
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“A reacção não passará”, dizia-se no pós 25 de Abril. Lendo alguns comentários aqui só me resta concluir: como nos enganámos!
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É significativo que não se fale da contra-manifestação.
Parabéns por serem tão perfeitamente previsíveis e por confirmarem que são, de facto, (alguns d)os suspeitos do costume.
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Ai que intolerantes os de esquerda, aqueles gajos que lutaram para que eu possa estar hoje aqui a escrever um comentario num blog. Ai que malandros aqueles gajos que permitiram que manifestações como esta possam ocorrer, com mulheres e tudo, vá-se la ver tal coisa, não era suposto as femeas estarem em seus domicilios a preparam o almoço dos esposos? E pretos e tudo na manifestação, esses não deviam estar a trabalhar sob o efeito do xicote? E aqueles de outras religiões? Pecaminosos, a proclamar falsas fés. Vá-se lá ver o que os gajos de esquerda foram fazer, ai que marotos. Cá para mim a culpa disto tudo é do Daniel Oliveira, esse vampiro com 500 anos que quer, veja-se lá, transformar este ragabofe numa democracia. Maroto.
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bla bla bla Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 17:22
A esquerda, de facto, tem essa característica adicional (peço desculpa de não ter referido no meu post anterior), que é:
Apropriar-se de todos os actos que contribuiram para a igualdade de raças, sexos e relegiões como sendo suas conquistas.
“Todos os humanistas de todos os tempos foram naturalmente de esquerda”.
Faz lembrar aquela definição do Garcia Pereira:
- O sistema chinês é social-fascista porque:
a) É mau, portanto, não pode ser de esquerda.
b) É totalitário, portanto, (mau+totalitário) é fascista.
c) Diz-se socialista, portanto, social-fascista.
Em nome do socialismo de esquerda morreram milhões (em todos os continentes).
Em nome do socialismo de esquerda foram presos e/ou torturados e/ou exilados milhões(em todos os continentes).
Não se esqueçam da história.
Não há inocentes à esquerda e culpados à direita.
Não há combatentes da liberdade à esquerda e ditadores à direita.
O mundo,a humanidade, é um bocado mais complicada que essa definição binária.
O mais abjecto de tudo é ver os nacionalistas – os fascistas com todas as letras – integrar a manifestação.
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Vista a primeira imagem sinto-me na obrigação de relembrar a Natália Correia:
«Já que o coito – diz Morgado* -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou – parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão – diz o ditado –
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»
in Diário de Lisboa, 5 de Abril de 1982
* João Morgado. Deputado do CDS em 1982, ano em que afirmou no parlamento que o “Acto sexual é para ter filhos”.
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cafc Reply:
Fevereiro 22nd, 2010 at 19:09
Meu caro Fábio Rocha
Muito obrigado, por trazer aqui esse poema da Natália Correia.
Já passaram 28 anos! E, no entanto, como muitos outros, continua, infelizmente, a ser actual.
Um abraço.
Ena pá?!! Quem são estes castrados?!Ainda existem ou estão em vias de extinção?Nacionalistas, homofóbicos, xenófobos e racistas ! que escumalha! Justiça seja feitas a estas personas non gratas…
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esta coisa de se falar na claustrofobia ás vezes indica que é melhor ficar calado e quedo.
Diz o pacheco pereira que pretende completar, lá no abrupto dele aquilo que é segundo ele a -”cronologia do “estranho Verão” de 2009″…..
http://apombalivre.blogspot.com/2010/02/esta-coisa-de-se-falar-na-claustrofobia.html
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